Advogado de Lula fez contrato falso para ocultar sítio, diz delator

Sítio em Atibaia. A propriedade está registrada em nome de um sócio de Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente  (Foto: Reprodução)

O Globo

Uma reunião entre o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois funcionários da Odebrecht decidiu a confecção de um contrato falso para evitar que as reformas em um sítio em Atibaia pudesse ser ligada ao petista. É o que disse Emyr Costa, engenheiro indicado pela Odebrecht para tocar as obras no sítio, que detalhou, em sua delação, um encontro entre ele, Alexandrino Alencar, diretor da empreiteira, e Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula.

— Ele (Alexandrino Alencar) me disse para a gente contar ao senhor Roberto Teixeira como que a obra tinha sido feita para que ele pudesse bolar alguma forma de regularizar essa construção para que não parecesse que tivesse sido feita em benefício do ex-presidente Lula nem tampouco pela Odebrecht — contou Emyr Costa.

O método que Teixeira teria encontrado para encobrir Lula como beneficiário teria sido a confecção de um contrato entre o empreiteiro da obra, Carlos Rodrigues, e o proprietário do sítio, Fernando Bittar, sócio do Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente. O contrato teria valor mais baixo do que o gasto na obra para ser compatível com o rendimento de Bittar.

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Comentários:

  1. Cobre disse:

    esse lula não tem jeito até isso ele manda fazer vai ser ladrao desonesto

  2. sil disse:

    e existe essa tal obra aqui no pais

  3. Stevam disse:

    Zé, até o jeito desse advogado
    Defender o patrão já me deixa com nojo…Brasil…ainda tem mais, se esse cidadão conseguir livrar o ex patrão da cadeia, transfoma-se no melhor advogado do Brasil… Ainda é por isso que defende o seu patrão…canalha!!!!

  4. paulo disse:

    BG
    E a OAB o quem a dizer sobre este advogado???, foi tomada alguma medida a respeito deste procedimento dele?????.

    • paulo martins disse:

      A oab (assim mesmo, em minúsculas) é hoje uma vergonha nacional. De tão importante, a sigla chega até a se confundir com o.b., aquele clássico absorvente feminimo.