AMPERN emite Nota sobre os fatos ocorridos na sede da Procuradoria-Geral de Justiça nesta sexta

Veja Nota abaixo:

 

A ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – AMPERN, ainda consternada com os atos de extrema violência praticados no dia de hoje (24/03) na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, vem a público manifestar o seu repúdio ante a agressão praticada contra seus associados e contra a Instituição do Ministério Público e, ao mesmo tempo, se solidarizar com os Promotores de Justiça Jovino Pereira da Costa Sobrinho e Wendell Beetoven Ribeiro Agra, atingidos pelos disparos, e com o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis, provavelmente o alvo principal do ataque, que por uma providência divina não foi atingido.

​Por outro lado, agradecemos todo o apoio recebido da sociedade em geral e, particularmente, dos operadores do SAMU e do Hospital Walfredo Gurgel, cujo zelo e qualificação de seus profissionais, foram essenciais para se evitar uma tragédia de dimensões ainda maiores, além do Secretário Municipal de Saúde, Dr. Luiz Roberto Fonseca, que participava de um evento na PGJ e prontamente prestou os primeiros socorros às vítimas.

Ressaltamos que à luz da dignidade da pessoa humana não há qualquer justificativa aceitável para as agressões perpetradas hoje, notadamente se decorrentes de mera divergência de ideias ou da discordância quanto a diretrizes administrativas.

Por outro lado, espera que o autor dos crimes seja preso o quanto antes, e punido com a seriedade devida, na forma da Lei, ao mesmo tempo em que pede o apoio da sociedade em geral para denunciar à Secretaria de Defesa Social e Segurança Pública (ligue 181) repassando qualquer dado que possa auxiliar na captura do autor de tais atos e, consequentemente, na aplicação da lei.

Orando a Deus pelo pronto restabelecimento dos associados Jovino Pereira da Costa Sobrinho e Wendell Beetoven Ribeiro Agra, além de igual restabelecimento do trauma psicológico quanto a outros membros e servidores, especialmente aqueles que presenciaram o triste acontecimento, desde já conclamamos a todos que fazem o Ministério Público para retomarmos as atividades da Instituição com a mesma garra, empenho e disposição de sempre, enfrentando com coragem a vida com todas as suas dimensões, lutando sempre por Justiça, paz e realização, com a maior eficiência possível, dos direitos da sociedade potiguar.

​Natal/RN, em 24 de março de 2017.

FERNANDO BATISTA DE VASCONCELOS
Presidente da AMPERN

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Comentários:

  1. Hoje disse:

    Agora vão usar todo o seu poder pra trucidar o rapaz, que também foi vítima do se próprio surto.

  2. Sérgio disse:

    O povo potyguar está é muito consternado e pelo funcionário que infelizmente é a grande vítima desse o corrido!!!

  3. Servidor disse:

    O MP adoeceu.

    Servidores doentes, membros indiferentes. Os ex-colegas que encontro do breve período que ali passei ocupando cargo comissionado me dão um panorama de entristecer e de estarrecer. Ainda me comunico com vários deles, pois o MP/RN é daqueles locais pitorescos para quem quer estudar a alma humana e suas mazelas, ainda que só como observador. Mantenho vários ex-colegas nas redes sociais. Há poucos dias acompanhei uma discussão no facebook de um deles a respeito de reclamação do sindicato (a que nunca me filiei, diga-se de passagem) sobre recente determinação do PGJ de fazer obrigar os servidores a entrarem com seus carros unicamente pelo "portão dos fundos" do prédio, ainda que estivessem apenas sendo deixados no trabalho por seus cônjuges. Veja bem, esses servidores sequer estacionariam seus carros, estavam de carona tentando entrar no trabalho pelo portão que fica mais próximo da porta de entrada do prédio, como deve parecer óbvio…Pare aqui, caro membro, caso ainda esteja lendo. Tente se imaginar nessa situação embaraçosa, pra dizer o mínimo. Pense no lugar daquele servidor que trabalha com você todos os dias, tem família pra sustentar, filhos, contas a pagar etc. Imagine você tentando entrar no seu local de trabalho, de carona com seu cônjuge, com seu filho no carro, e sendo "barrado" no portão mais próximo da entrada por ter havido determinação no sentido de que por ali só entra promotor e procurador e que você – servidor, ou seja, um "zé ninguém" – tem de dar a volta em todo o quarteirão e entrar pela "porta de trás" do órgão. Humilhante – e ainda por cima esse constrangimento se deu na frente da sua família. Não, a mim não me pareceu mero "ato falho" da Administração. Deve ter sido algo muito bem pensado por essa gestão. E não é algo isolado. Já vi ali de um tudo. É servidor obrigado a servir cafezinho, a dirigir carro oficial tendo feito concurso pra outra função, servidor ordenado a "arrumar gavetas" quando falta energia, ordenado a retornar do hospital onde acompanha filho doente para que a chefe "não perca prazo de trabalho" a apresentar para postular o "innovare", a dar plantão sem direito à folga, viajar à trabalho sem direito à diária, servidor convidado à provar que se ausentou porque realmente perdeu um pai/mãe apesar de ter apresentado atestado comprovando tal condição, servidor que não tem o ponto abonado (e o dia de salário descontado) por ter ido ao enterro do pai em outro estado, servidor sendo exonerado por telefone, membro mandando servidora "pegar seus troços e sair da sala", por ter conseguido "removê-la" pra outro lugar, servidora exonerada porque pagou viagem nas férias já programadas e não quis cancelá-las, servidor sendo dispensado no meio de uma licença médica por depressão, servidor vivendo sob contínua ameaça de exoneração, como me pareceu ser o caso do rapaz que, num verdadeiro ato de loucura, atirou contra dois promotores na sexta-feira. Sim, precisamos falar sobre Guilherme. Li a carta que escreveu e fiquei abismado, pois se percebe, claramente, que esse cara surtou. Não o conheço, mas de todas as pessoas com quem falei ouvi que se tratava de um servidor pacato, boa gente e gentil até. Estavam todos, portanto, chocados não só com os fatos, mas em saber do autor dos fatos, tido por todos como alguém "incapaz de fazer mal a uma mosca". Por isso entendo que é chegada a hora de falar sobre o tipo de ambiente de trabalho que transforma servidores pacatos em atiradores. Foi uma tragédia, isso é inegável. E não é isso que está em discussão. O dia 24/03/17 marcará a vida de todos ali, negativamente, para sempre. Foi surreal. Deixará sequelas, para membros e servidores. Mas demanda uma profunda reflexão de todos ali, pois está evidente que o MP/RN "adoeceu", por assim dizer. Também é preciso dizer que essa gestão será inesquecível, não só por esse acontecimento trágico, mas também pelas inúmeras brigas institucionais que não raro paravam nos jornais. Era uma escalada de ódio que não parava mais. Era feio demais! E acabava resvalando nos servidores que nada tinham a ver com isso. A gestão de Rinaldo Reis será lembrada como a gestão que levou o MP a adoecer e ir parar na UTI em matéria de relações humanas e institucionais. E, por algum motivo, virou um ambiente hostil para os servidores, que deveriam ser tratados como colaboradores, não humilhados e reduzidos. Senhores membros, tenham a nobreza de fazer essa reflexão, pois ela é fundamental para que se restaure o equilíbrio ali, se é que é possível, num ambiente que produz servidores depressivos e revoltados. Sabemos que há assédio moral em vários órgãos públicos. Mas ali no MP/RN há uma situação que precisa ser urgentemente revertida. Chegou-se aos extremos. E é preciso admitir que em ambiente de trabalho onde se cultiva o ódio e a beligerância, o inesperado um dia acaba por acontecer. Não continuem indiferentes a tudo isso! Pessoalmente, sei que há muitos membros que são gente boa. É nesses que deposito a esperança de que o MP um dia volte a ser o que era antes: um bom ambiente de trabalho também para o servidor e não um ambiente onde reina a hostilidade e a indiferença para com este e para com sua saúde mental e bem-estar. É preciso cultivar a paz e o respeito no trabalho. Mais humanidade! Mais amor, por favor!

    Reflitam sobre isso.

  4. Roberto disse:

    Esses promotores pensam quê estão acima de Deus, antes de humilhar de desmoralizar, um ser humano, se lembrem do dia 24 bando de hipócritas.