Amazonas: Virgindade de meninas índias vale R$ 20, chocolates ou celular
No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons.
A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado.
Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime.
Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista.
As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios.
Entre as meninas exploradas, há as que foram ameaçadas pelos suspeitos. Algumas foram obrigadas a se mudar para casas de familiares, na esperança de ficarem seguras.
A Folha conversou com cinco dessas meninas e, para cada uma delas, criou iniciais fictícias para dificultar a identificação na cidade.
M., de 12 anos, conta que “vendeu” a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. “Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste.”
A menina conta que o homem é casado e tem filhos. “Ele me deu R$ 20 e disse para eu não contar a ninguém.”
P., de 14 anos, afirma que esteve duas vezes com um comerciante. “Ele me obrigou. Depois me deu um celular.”
Já L., de 12 anos, diz que ela e outras meninas ganharam chocolates, dinheiro e roupas de marca em troca da virgindade. “Na primeira vez fui obrigada, ele me deu R$ 30 e uma caixa com chocolates.”
DEZ ANOS
Outra garota, X., de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos.
“Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade].”
P. aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. “Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores”, afirma.
Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. “Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar”, diz a mãe de uma menina de 12 anos.
Fonte: Folha de S. Paulo
Aumento do poder aquisitivo tem gerado excesso de peso
Veja se você se encaixa nesse perfil? Tem usado muitos congelados, carne, leite em pó e doces prontos e biscoitos em sua alimentação? E tal regime tem lhe acarretado sobrepeso? Se fora assim está na hora de rever sua dieta alimentar. A Associação Paulistana de Supermercados (APAS), responsável por mais de 30% do faturamento do setor no país, realizou um levantamento que apontou que as classes C, D e E estão consumindo mais comida, dando ênfase aos alimentos acima.
O último levantamento realizado pelo Ministério da Saúde revelou que a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011. E o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8% no mesmo período, o que coincidiu com o aumento do poder de compra das classes C, D e E.
Como a obesidade é fator de risco para um trio de doenças como hipertensão, diabetes e males cardiovasculares não vale a pena gastar o novo poder aquisitivo só em comida fast-food. O melhor é investir em uma academia de ginástica e alimentos saudáveis e naturais.
Com informações do Bemstar.com
Lista aponta 10 ‘práticas de corrupção’ do dia a dia do brasileiro
Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Vox Populi.
Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano. “Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.
Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público “O que você tem a ver com a corrupção”, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético. Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção. A lista inclui: não dar nota fiscal, não declarar Imposto de Renda (IR), tentar subornar o guarda para evitar multas, falsificar carteirinha de estudante, dar/aceitar troco errado, roubar TV a cabo, furar fila, comprar produtos falsificados, no trabalho, bater ponto pelo colega e falsificar assinaturas.
“Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções”, afirma o promotor. “Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.” Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.
Otimismo
Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmar que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.
A psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), afirma que em 12 anos trabalhando com ações anti-corrupção ela nunca esteve tão otimista – e justamente por causa dos jovens.
“Quando começamos, havia um distanciamento do jovem em relação à política”, diz Lizete. “Aliás, havia pouco engajamento em relação a tudo, queriam saber mais é de festas. A corrupção não dizia respeito a eles.” “Há dois anos, venho percebendo uma grande mudança entre os jovens. Estão mais envolvidos, cobrando mais, em diversas áreas, não só da política.” Para Lizete, esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.
Mas se a internet está ajudando os jovens, na opinião da psicóloga, as escolas estão deixando a desejar na hora de incentivar o engajamento e conscientizá-los sobre a corrupção.
“Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas. O que é uma pena, porque agora, com o mensalão, temos um enorme passo para a conscientização, mas que pouco avança se a educação não seguir junto”, diz a diretora. “É preciso ensinar esses jovens a ter ética, transparência e também a exercer cidadania.”
Políticos x cidadão comum
Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política. Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves. Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.
De acordo com o Ministério Público, a corrupção corrói vários níveis da sociedade, da prestação dos serviços públicos ao desenvolvimento social e econômico do País, e compromete a vida das gerações atuais e futuras.
Da BBC Brasil
Facebook e Twitter ajudam adolescentes a se desenvolverem, revela estudo
Atualmente o uso constante de redes sociais como Twitter e Facebook pelos adolescentes vem chamando a atenção de pais e especialistas em todo o mundo. Tentando entender melhor o impacto deste fenômeno no desenvolvimento dos jovens, a Universidade de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveu um estudo que indica que postar na linha do tempo, enviar mensagens, retuitar, “curtir” e compartilhar ajudam no desenvolvimento social dos jovens, dando à eles um senso de pertencimento a um grupo e além de um espaço para a discussão de problemas, o que contribui para o desenvolvimento da identidade.
Para o estudo foram entrevistados 32 adolescentes com idades entre 13 e 18 anos, sendo 15 meninas e 17 meninos. No estudo, os jovens reponderam à perguntas sobre os seus hábitos de uso, como eles se comunicam com seus amigos pelas redes sociais e sobre o que costumam conversar, tudo isso acompanhado de uma análise do conteúdos compartilhados por eles.
De acordo com a autora da pesquisa, a professora assistente da Universidade de Washington, Katie Davis, eles acreditam que a comunicação mediada pelo computador ajuda estes jovens a alcançar um nível maior no desenvolvimento social. “O que eles estão fazendo é diferente do que a geração de adolescentes anterior a era digital fazia, mas isso vem do mesmo desenvolvimento básico que eles precisam. Eles só estão usando ferramentas diferentes para suprir estas necessidades”, afirma Davis.
Adolescentes que se caracterizam como pessoas tímidas e quietas dizem que para elas é mais fácil falar sobre seus sentimentos e problemas através das redes sociais do que pessoalmente. De acordo com o estudo, esse tipo de conversa de “igual para igual” acontece constantemente através de computadores, smartphones e outros portáteis usando ferramentas como o Twitter, Facebook e YouTube.
Apesar de todos os benefícios, o estudo ainda alerta sobre os riscos deste tipo constante de interação. O fato de os jovens poderem entrar em contato com seus amigos em qualquer lugar e a qualquer hora faz com que os autores do estudo questionem se estes adolescentes conseguem desenvolver um sentido de autonomia enquanto confiam pesadamente nas suas redes online de auto-afirmação. Segundo Davis, isto ainda é uma teoria, mas ela suspeita que tal conectividade apoia o desenvolvimento da ideia do jovem não olhar apenas para si mesmo, mas também para o outro, para a afirmação de um sentido interno de valor e eficácia
O estudo completo (em inglês), será publicado em novembro no Journal of Adolescence.
Fonte: TechTudo
Mulheres reconhecem que trabalho doméstico é desgastante e desvalorizado
As mulheres costumam dizer que cumprem jornadas duplas e triplas diariamente, pois, além da atividade profissional fora de casa, desempenham várias atividades domésticas. Em Brasília, muitas mulheres reclamam que o trabalho doméstico é desgastante e desvalorizado. Independentemente do nível econômico, da idade e da escolaridade, as queixas são semelhantes.
A vendedora de cosméticos Marcela Amaral dos Santos, de 32 anos, casada e mãe de um menino, relata que é obrigada a ”fazer tudo em casa” porque não tem dinheiro para pagar uma ajudante. ”Em casa, faço as tarefas todas, levo, passo, cozinho. Meu marido até ajuda, mas sou eu quem faço tudo”, disse Marcela. ”É um serviço muito desvalorizado porque são várias atividades que não têm reconhecimento. [Sinceramente?] o serviço todo vale R$ 1 mil, no mínimo.”
A dona de casa Maria de Fátima Cardoso Oliveira, de 61 anos, casada e mãe de quatro filhos, disse que nunca trabalhou fora e defende que o trabalho doméstico seja reconhecido, pois ocupa ”praticamente todo o tempo” de uma pessoa.
”Nunca trabalhei fora, sempre fui dona de casa. Fazia tudo, lavava, cozinhava. Tudo na casa quem faz sou eu. Meu marido era quem trabalhava, eu mesmo ficava em casa cuidando dos filhos e agora com os netos. A gente em casa faz muita coisa e é o dia inteiro cuidando disso e daquilo, a gente não tem sossego”, disse ela.
A aposentada Maria de Lourdes Bispo, de 65 anos, casada e mãe de quatro filhos, disse que quando trabalhava fora mantinha empregadas em casa, mas agora tem apenas uma diarista duas vezes por semana. ”Nos outros dias, a gente vai se virando porque somos só meu marido e eu em casa. Um dia eu cozinho outro dia é ele e vamos indo assim”.
Sem obrigações domésticas fixas, a estudante Letícia Gomes Sampaio, de 23 anos, disse que, em geral, essas atividades são desempenhadas pela mãe, mas reconheceu que vez por outra colabora com ela.
”De vez em quando eu lavo a louça e faço comida”, ressaltou a estudante. ”Acho que teria de pagar mais do que um salário mínimo, porque é muita coisa e é todo o dia. Lavar roupa, fazer comida e cuidar dos filhos. Acho que esse trabalho vale uns R$ 2 mil por mês.”
Da Agência Brasil
Estudo diz que jovens que têm smartphones fazem mais sexo
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, realizaram um estudo em que destacam a importância dos smartphones para que os jovens tenham uma vida sexual ativa. De acordo com o relatório, os adolescentes que possuem os chamados telefones inteligentes fazem mais sexo do que aqueles que têm modelos ultrapassados.
De acordo com o estudo, isso acontece por conta do fácil acesso à Internet que os smartphones possibilitam aos usuários. A pesquisa aponta que, com a navegação na rede, é muito mais fácil encontrar conteúdos sexuais e também parceiros para possíveis relações. O relatório exemplifica que a probabilidade de um jovem fazer sexo com alguém que conhece online é duas vezes maior do que fazendo contato só pessoalmente.
Dos quase 2 mil estudantes do ensino médio entrevistados pela universidade, 17% afirmaram que já receberam convites para sexo por meio da web e 5% confirmaram buscas por parceiros ou parceiras na Internet.
“Os smartphones não fazem que os adolescentes entrem em relações sexuais arriscadas, mas facilitam a ocorrência deste tipo de situação”, explicou Eric Rice, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.
Para o especialista, é preciso que pais e educadores alertem para este perigo. Segundo ele, como os jovens estão 24 horas online nos celulares, a busca por relacionamentos na web é cada vez mais frequente e perigosa, já que existem muitos aproveitadores de olho nas redes. Rice diz que não quer “que os pais se desesperem”, mas pede atenção aos perigos na busca de sexo pela Internet.
Fonte:Techtudo
Inconformado com fim de relacionamento homem efetua tiros e assusta pessoas no Tirol
Pessoas que frequentavam os bares Dom Vinicius e Pitanga Bar, na rua Ângelo Varela, no Tirol se assustaram com a ação de um homem, por volta de 1h30 da madrugada deste sábado (03).
De acordo com informações apuradas pelo BG, inconformado com o fim do relacionamento o um homem ficou inconformado ao ver sua ex-esposa chegado ao local, com seu novo namorado. O homem saiu do bar em que estava, se dirigiu ao carro, pegou uma arma e efetuou dois disparos para o alto, e em seguida deixou o local.
Por sorte ninguém ficou ferido gravemente, algumas pessoas ficaram com os joelhos machucados ou tiveram pequenos arranhões, quando corriam e acabaram caindo, assustados sem saber o que de fato havia acontecido.
Cartilha ensina pais e educadores a lidar com consumo infantil
Da Agência Brasil
Antes de sair de casa com a filha de 6 anos, a enfermeira Yvone Lima avisa: “Não vou poder comprar nada para você hoje”. No entanto, o aviso não surte efeito e, na primeira loja em que entram, a pequena Bianca Lima escolhe dois brinquedos. Pensado em situações como essa o Instituto Alana em parceria com o Ministério do Meio Ambiente lançaram a cartilha Consumismo Infantil: na Contramão da Sustentabilidade. O livreto apresenta dicas para pais e educadores lidarem com as crianças, cada vez mais expostas aos apelos da mídia para o consumo.
A cartilha faz parte do Projeto Criança e Consumo desenvolvido desde 2006 pelo Instituto Alana, que tem agora o apoio do Ministério do Meio Ambiente. Ao todo, serão distribuídos 95 mil exemplares nos Procons e nas escolas pelo Ministério da Educação. O material também está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente.
A secretária de Articulação do ministério, Samyra Crespo, explicou que a ideia de apoiar o projeto surgiu da necessidade de se manter um trabalho de conscientização infantil sobre o consumo sustentável. “O ministério não poderia ficar de fora de um projeto de instrução para essas crianças. A criança brasileira é a que mais tempo permanece em frete à televisão: são cinco horas por dia. Consequentemente, essa criança fica mais exposta aos anúncios e a publicidade, que estimulam o consumir pelo consumir”, destaca a secretária.
Para a secretária nacional do Consumidor, Juliana Pereira, é preciso modificar esse quadro do consumismo infantil. “A criança aprende desde cedo que ela só é alguém se tiver o tênis de marca, ou o celular do momento. É isso que temos de mudar”, explica.
A Yvone, mãe da Bianca, contou que, às vezes, acaba cedendo aos pedidos da filha. “Sempre que saímos, e ela vê um produto com a cara de um boneco, um palhaço, ela quer. Vou esperar para ver se essa cartilha me ensina a lidar melhor com essas situações”, disse.
A coordenadora do Instituto Alana, Gabriela Vuolo, salientou a importância da parceria com o ministério para a ampla divulgação do projeto a fim de amenizar os efeitos da publicidade excessiva na infância. “Crianças de 12 anos ainda não têm discernimento para diferenciar entretenimento de publicidade. Por isso, é importante a participação direta dos pais, professores e educadores nessa fase.”
Para dimensionar os impactos da publicidade na infância, o Ministério da Saúde informou que 95% dos anúncios alimentícios feitos no país se referem a produtos não saudáveis. O dado, de acordo com o ministério, pode ter ligação com o fato de mais da metade das crianças matriculadas no ensino básico estarem acima do peso.
Pai que achou estuprador diz que nem se ganhasse na loteria ficaria tão feliz
Inconformado com a impunidade do estuprador de sua filha caçula, o comerciante J.C.M., 57, morador de Birigui (a 507 km de São Paulo) investigou por conta própria o crime, provou que o autor era um rapaz da cidade, localizou onde ele se escondia, em Portugal, e conseguiu que a Interpol o detivesse.
Agora, depois de sete anos, J.C.M. aguarda a extradição do criminoso para o Brasil, onde ele deverá ser julgado pelos crimes de roubo, sequestro e estupro. “Eu não descansaria enquanto não conseguisse”, disse J.C.M. A Folha não teve acesso ao acusado.
Confira o depoimento:
Estou mais feliz do que se ganhasse na Mega-Sena. Nunca vou esquecer o dia 18 de outubro, às 12h48, quando me informaram que o estuprador de minha filha tinha, enfim, sido preso em Portugal e seria extraditado para o Brasil. Era o fim de uma caçada de mais de sete anos.
Eu aguentaria mais sete, mais 14, mais 21 anos. Eu não sossegaria enquanto não o levasse para a prisão.
Inconformado com lentidão das investigações sobre estupro de filha, empresário buscou provas por conta própria e conseguiu localizar o culpado; acusado foi preso em Portugal neste mês
O sofrimento de minha família começou em julho de 2005. Minha filha, então com 21 anos, acabara de se encontrar com o namorado, e estava no carro dele, quando dois rapazes em uma moto se aproximaram e renderam-nos sob a mira de revólver.
Parecia um assalto. Foi pior. Levados a um lugar ermo, minha filha e o namorado foram obrigados a ficar dentro do carro. A.O., então com 27 anos, pediu para seu cúmplice esperar perto da moto. Ele voltou para o carro e, na frente do namorado dela, estuprou minha menina.
Antes de abandonar os dois, A.O. roubou-lhes os celulares e R$ 85.
Prestamos queixa. Foi coletado o sêmen deixado pelo estuprador, ela foi medicada.
No dia seguinte, prenderam os dois. E fomos para o reconhecimento. Mas minha filha estava tão traumatizada, tão assustada, tão sofrida, que não conseguiu reconhecer o estuprador. O namorado dela também não.
Mas já naquele dia soubemos que outras duas jovens, muito parecidas com minha filha, tinham sido estupradas na cidade. E nas mesmas condições. Ele era um estuprador em série.
Mergulhei na história de cada suspeito. Frequentei os piores lugares que você possa imaginar, como pontos de drogas. Falei com bandidos de todas as espécies.
Você sabe, o estupro é um crime que nem os bandidos toleram. E eles foram me contando as coisas que sabiam sobre A.O.: que ele era ladrão de moto, assaltante de ônibus de excursão, estuprador.
Firmei a convicção de que, sim, tinha sido ele quem havia estuprado a minha filha. Restava provar.
Em 2007, a Justiça arquivou o caso. Ia ficar assim? Mesmo desesperado, não desisti.
Descobri que A.O. tinha uma ex-mulher e um filho em Birigui (a 507 km de São Paulo). Corri até o delegado e pedi-lhe que solicitasse um exame de DNA no menino. A ex-mulher ajudou muito, porque ela prefere ver o capeta a encarar A.O. novamente.
Confrontados o DNA do menino e o sêmen encontrado em minha filha, e não restou nenhuma dúvida. A.O era o estuprador.
Em 2010, o Ministério Público pediu a prisão de A.O.. Mas ele já se havia mudado para Portugal, onde arrumou um emprego em uma agência de publicidade, casou-se com uma brasileira e teve mais um filho.
Para escapar da extradição, mudava de endereço toda hora. Soubemos então que ele estava na rede. O jeito foi usar as redes sociais e um detetive para rastreá-lo. Há um mês, consegui o endereço. Eu sabia tudo o que ele fazia. Ele se mexia, eu ficava sabendo.
Telefonei para Portugal e, quando ele atendia, eu dizia: “Faz um buraco no chão e se enterra, porque enquanto eu não te pegar, não vou parar”.
Nunca me passou pela cabeça fazer justiça pelas minhas mãos. Meu problema sempre foi como fazer esse homem responder perante a Justiça por todo o sofrimento que impôs a minha filha e a minha família como um todo.
Minha filha estudava mecatrônica. Tão abalada ela ficou, que teve de largar a faculdade por dois anos. Viveu à base de calmantes.
Hoje, está bem. Formou-se em farmácia, casou-se [não com o namorado da época], é gerente de banco e tem um filhinho de um ano.
Muita gente me dizia para eu parar, esquecer, deixar para lá. Mas eu não poderia fazer isso. Agora, e só agora, posso retomar minha vida, confiante de que a Justiça fará A.O. pagar pelos seus crimes e pela dor que causou.
Da Folha de S. Paulo
Mulheres elegem sono, sexo e ficar com os amigos como prioridades em um dia perfeito
Em um dia perfeito, uma mulher ocidental de 38 anos dá prioridade a uma noite bem dormida, um pouco de sexo e algum tempo com os amigos, garante uma pesquisa da Universidade de Bremen, na Alemanha e do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos. No estudo Just A Perfect Day: Developing a Happiness Optimized Day Schedule, publicado na “Journal of Economic Psicology”, os pesquisadores Christian Kroll e Sebastian Pokuta entrevistaram 900 mulheres economicamente ativas para descobrir que falta tempo para o básico. Em vez de horas no shopping ou na academia, elas querem dar atenção a quem importa e, principalmente, aliviar o cansaço. No Brasil, dados do estudo Episono, realizado em 2007 pelo Instituto do Sono, também mostram que as mulheres dormem 6h33m mas gostariam de dormir mais. Exatamente 1h49m a mais. Já os homens têm 6h28m de sono e ficariam mais 1h34m na cama.
— De tudo o que acontece no nosso corpo, o sono é a única variável sobre a qual temos uma certa ingerência e é justamente o que sacrificamos quando queremos mais tempo para outras atividades — observa a bióloga Lúcia Rotemberg, vice-chefe do laboratório de Educação em Ambiente e Saúde da Fiocruz, que atualmente faz um pós-doutorado em sociologia sobre o uso do tempo. — Temos um orçamento, é preciso eleger prioridades dentro das nossas 24 horas, que são as mesmas para todo mundo: rico ou pobre, o tempo é o mesmo. Hoje vivemos num mundo produtivista, com muitas demandas e uma competição muito alta, o trabalho é levado para casa. Como tempo tem a ver com espaço, tudo fica misturado e, para descansar, é preciso reequilibrar esse orçamento — explica.
As razões para este déficit de horas de sono vão desde a perda de uma a duas horas por século desde a invenção da luz elétrica — quando passamos a dormir menos —até a lista de tarefas diárias da gincana feminina que cada vez aumenta mais.
— As mulheres dessa faixa etária da pesquisa têm mais insônia, na proporção de três para um homem. A mulher trabalha, gerencia casa, filhos, marido, seu papel social é muito maior. Se fizessem esta pesquisa no Brasil o resultado seria bem parecido — acredita a neurocientista Dalva Poyares, médica do Instituto do Sono e professora da Unifesp.
Menos sono mais perto da menopausa
Na contabilidade da diretora de novelas Amora Mautner, 37 anos, as oito horas de sono também estariam em primeiro lugar, seguidas por cinco horas com a filha, quatro horas para o trabalho (“sou viciada!”), duas horas para os amigos, uma hora para ouvir música, outra para análise e três horas para namorar (“vamos fazer uma média com os futuros namorados”). Logo em seguida ela lembra que um ex-namorado começou a querer terminar o relacionamento quando, aos 27 anos, ela decretou que suas prioridades eram 60% para o trabalho e 20% para os amigos e ele se assustou quando fez a conta da parte que sobrava.
— E eu nem tinha filhos imagina?
Hoje, admite, apostaria no sono.
— Até os 36 anos eu dormia bem, agora está pior e mais difícil a cada dia — diz ela, garantindo que a culpa não é da filha Júlia, de 5 anos, nem da trama eletrizante de “Avenida Brasil”, que acabou de dirigir e da qual tira merecidas férias. — Cordel (a novela das seis “Cordel Encantado”) me sacrificava mais porque era uma novela com muitos eventos e eu gravava muito, não é isso não. Idade, talvez.
Segundo a ginecologista Elisabete Dobao, nessa faixa etária ainda não há uma baixa de estrogênio que chegue a afetar o sono, o que geralmente acontece lá pelos 42 anos, com a aproximação da menopausa. Aí sim, o sono é menos eficiente, em menos horas e de baixa qualidade, dando aquela sensação de dormir mas não descansar.
— O que geralmente acontece é que a mulher se permite um nível de solicitação desumano, como profissional, mãe, amante. E ainda tem que estar bonita, não há qualidade de vida que aguente. Se a pessoa passa o dia nesse nível de ansiedade, chega em casa e não desliga. Minhas pacientes relatam esse nível de cansaço e dizem muito que às onze da noite sentam para relaxar, mas quem consegue desligar e cair no sono em meia hora? — questiona a médica, que tem em seu consultório 80% das pacientes entre 30 e 50 anos.
A chef Flávia Quaresma, 46 anos, sempre dormiu pouco, em média seis horas por noite, já que o trabalho ia até tarde e ela gosta de acordar cedo. Até os 40 anos foi fácil, mas depois…
— Até os 40 deu para driblar bem, mas agora faz diferença, já começo a ver mudanças no sono, não me sinto tão relaxada. Eu achava que era uma coisa de ansiedade minha, mas acho que pode ser uma coisa feminina mesmo. É muita cobrança né? A vida tem que estar sempre um espetáculo, a mulher tem muito o que administrar. Só de beleza é unha, depilação, cabelo. Sábado, que seria o dia de acordar mais tarde, a gente corre para o salão — brinca.
Em sua lista, Flávia põe o sono sagrado na primeira posição, “seis horas para estar bem e oito horas para ficar feliz, esperta”. Em seguida, duas horas de atividades físicas:
— Adoro jogar tênis mas não consigo colocar isso na minha vida. É fundamental fazer esporte, principalmente no Rio, que dá para passear na praia.
Em terceiro lugar viria ter tempo cinema e teatro, além de duas horas para não fazer nada, ler um livro, um tempo só para ela. E o restante, gasto em atividades cotidianas mesmo.
— Eu viajo de uma a duas vezes por semana para fazer algum evento fora do Rio. Luxo seria ter alguém para fazer minha mala — diz, para logo se corrigir: — Ter tempo é o grande luxo.
Fonte: O Globo
Praticar mais atividade física aumenta a felicidade, diz estudo
Praticar mais atividade física do que o costume pode influenciar de forma positiva o quão satisfeito uma pessoa se sente com sua vida. Essa conclusão, que faz parte de uma pesquisa da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, reforça a ideia de que exercitar-se é um hábito cujos benefícios excedem a saúde física, e é fundamental também para o bem-estar psicológico. O estudo foi publicado nesta semana na revista médica Health Psychology.
Resultado: Pessoas que praticam mais atividade física se sentem mais satisfeitas com a vida do que as que praticam menos. Aumentar os níveis de atividade física também proporciona maior felicidade no mesmo dia
Participaram da pesquisa 253 pessoas de 18 a 25 anos. Segundo os autores, os indivíduos dessa faixa-etária são aqueles cujos relatos sobre satisfação com fatores como trabalho, família e vida social são os mais instáveis. “Nessa idade há uma série de mudanças ocorrendo, pois essas pessoas estão saindo de casa, mudando de trabalho ou cursando uma universidade. Então, a satisfação com a vida pode despencar de uma hora para a outra”, diz Jaclyn Maher, que coordenou o estudo.
Os participantes da pesquisa foram orientados a escrever, durante um período que variou de oito a 14 dias, um diário no qual relatavam como se sentiam em relação a vários aspectos da vida (profissional, pessoal, autoestima e etc) e também informavam sobre a quantidade de atividade física que praticavam a cada dia. Além disso, quando o estudo começou, a equipe traçou as características da personalidade de cada um.
Os resultados mostraram que a quantidade de atividade física com a qual uma pessoa se compromete a fazer em um determinado dia influencia diretamente no quão satisfeita ela se sente com a vida naquele momento. Ou seja, quanto mais alguém se exercita, mais feliz relata se sentir. Além disso, o estudo descobriu que aqueles que já costumam praticar exercícios frequentemente, quando aumentam a quantidade de atividade em um dia, também relatam maior contentamento.
Da Veja Online
Russo que leiloou virgindade está deprimido com resultado
O russo Alexander Stepanov, que, assim como a jovem brasileira Catarina, vendeu sua virgindade em um leilão online, estaria deprimido porque a maior oferta atingiu apenas U$S 3 mil (R$ 6 mil) e sua primeira relação será com um homem. O autor do lance mais alto é um paulista de 35 anos.
O sonho de Alex, como é conhecido, era que a primeira vez fosse com uma garota também virgem. “Cheguei a pensar que pudesse ser a Catarina, mas logo percebi que não seria assim”, declarou o jovem, que chegou a estudar espanhol para poder conversar com a brasileira, até descobrir que o idioma falado no País é o português.
Com 23 anos, Alex garante que não é homossexual, mas as regras do leilão não especificavam que o parceiro deveria ser do sexo oposto. O contrato também não esclarece de que forma o ato sexual aconteceria, se o jovem russo seria o participante ativo ou passivo da relação. A situação está provocando desentendimentos entre o virgem e a equipe de produção do documentário.
“Não posso confiar nele”, disse Alex, criticando o diretor Justin Sisely, que ainda cogita transferir a vitória para o segundo maior lance (US$ 2,6 mil), oferecido por uma australiana que se identificou como Kasandra Darlinghurst.
O jovem está recebendo tratamento psicológico desde que foi o escolhido para participar do filme, produzido pela Thomas William Productions, há dois anos. Diagnosticado com depressão clínica, Alex sofria bullying na escola. Aos 16 anos, largou o colégio para cuidar da mãe doente. “Ninguém queria ser meu amigo ou namorada. Tive medo minha vida toda. Estou neste documentário para mostrar para as pessoas as dificuldades das relações humanas”, disse ele, que está em Sydney, e concedeu entrevista por telefone.
Agora, diante do resultado do leilão, ainda é possível que o russo desista do projeto. “Ele está chateado porque recebeu apenas uma pequena fração do preço pago pela virgindade da Catarina, mas era algo que nós esperávamos. Nunca tivemos expectativa de que ele fosse ganhar nem perto do valor que ela vai receber”, explicou o diretor do documentário, que ainda fez uma análise do resultado. “É interessante comparar, do ponto de vista sociológico, o que a virgindade vale para uma mulher e o que vale para um homem”.
O diretor está recebendo centenas de mensagens de jovens se oferecendo para participar de um futuro leilão. “Eles perguntam quando vai ser a próxima fase, porque também querem se candidatar.” Se encontrar alguma emissora interessada no projeto, Sisely admite fazer uma série de episódios sobre o mesmo tema para a televisão.
Com informações do Jornal do Brasil
Leilão de virgindade de brasileira tem lance de R$ 900 mil
Às vésperas de encerrar o leilão da virgindade da brasileira Catarina Migliorini, 20, o site Virgins Wanted já recebeu 14 lances até as 19h desta terça-feira (23).
| Reprodução/Virginswanted.com.au |
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| Página mostra o valor do lance pela virgindade da brasileira |
O lance mais alto até o momento é de U$S 450 mil (cerca de R$ 900 mil) feito hoje por um indiano identificado como Rudra Chatterjee, segundo informa o site.
A “experiência” faz parte do documentário “Virgins Wanted”, que conta a história de dois jovens antes e depois da primeira vez.
O leilão termina nesta quarta-feira, às 9h (horário de Brasília).
Já o russo Alexander Stepanov, recebeu um lance do Brasil no valor de US$ 2.500 (cerca de R$ 5.000).
Segundo os produtores do filme, Catarina se entregará a um estranho a bordo de um avião entre a Austrália e os Estados Unidos. Serão feitas muitas entrevistas antes e depois do ato sexual, mas quem vencer o leilão terá a opção de permanecer anônimo. O ato sexual não será filmado.
A garota também pretende usar o dinheiro para estudar medicina na Argentina. “Já estava até matriculada, mas decidi adiar e vou em 2013. Tenho 20 anos, sou responsável pelo meu corpo e não estou prejudicando ninguém”, disse em entrevista à Folha.
Estudo: mulheres graduadas estão adiando maternidade até os 35
O estudo mostra como se dá a relação mulheres e maternidade na Inglaterra, apesar do estudo não ser no Brasil, o país vive uma realidade semelhante. Diversas pesquisas do IBGE já apontaram essa tendência quanto mais estudo, mais as mulheres adiam os planos de engravidar.
Confira o estudo publicado no jornal britânico Daily Mail:
Mulheres graduadas estão adiando a maternidade até os 35 anos – quase uma década depois do que as que optaram por não ir à universidade. De acordo com um novo estudo, a tendência pode ser parcialmente atribuída ao número de estudantes mulheres ter mais do que dobrado nos último 20 anos.
Em 2010, metade das jovens ingressaram na universidade na Inglaterra. Os resultados foram agrupados por Danny Dorling, que é professor de geografia humana na Sheffield University. O estudo, intitulado “Um olhar diferente sobre a vida no Reino Unido” diz que, até a expansão do ensino universitário, não era possível adivinhar a classe social ou idade da mãe de uma criança.
Em entrevista ao jornal The Sunday Times, o autor disse que a sociedade foi dividida em dois grupos. “Um grupo, de mulheres graduadas, agrupadas particularmente em Londres, tem filhos muito tarde, e as demais estão procriando na mesma idade que suas mães e avós”, observou.
A apresentadora da BBC News Kate Silverton teve sua primeira filha aos 42 anos. Formada pela Durhan Universitiy, ela engravidou naturalmente depois de algumas tentativas frustradas de fertilização in vitro, e disse recentemente que a maternidade é a sua atribuição mais difícil. Se o fenômeno da maternidade tardia entre as mulheres graduadas continuar na próxima geração, isso irá significar que os avós terão que esperar mais 20 anos, até atingirem os 70, para terem seus primeiros netos.
Conforme informa o jornal, embora a expectativa de vida tenha aumentado, mulheres que adiam a gestação ampliam os riscos de terem bebês com anomalias, além se se tornarem mais dependentes de tratamentos artificiais e se mostrarem menos dispostas do que as que optam por ter filhos mais jovens.
Dorling tem estudado o impacto disso, comparando bebês que nasceram de mães com 35 anos ou mais, analisando dados de mulheres graduadas na Europa. Ele descobriu que em cada uma das regiões com maior concentração de universidades em Londres foram registrados mais de 150 mil nascimentos de mulheres com 35 anos ou mais, em um período de oito anos.
Em contrapartida, em Gales do Sul, onde existe um número baixo de universidades, foram registrados pouco mais de 5 mil nascimentos de mães nesta faixa etária. No ano passado, a média de idade de mulheres casadas que tiveram seu primeiro filho subiu para 30,6 anos, de acordo com o Office of National Statistics
Saiba quando chegou a hora de abrir mão de um emprego
“Gosto do que faço, mas não gosto do local onde trabalho”. “Sinto que o que faço não é valorizado”. “Meu salário é muito inferior à média paga no mercado”. Se isto lhe soa familiar, será que não chegou a hora de pedir demissão de seu atual emprego?
Abrir mão de um emprego costuma ser um assunto delicado. Pode até ser que a pessoa esteja bem em um determinado trabalho, mas quando não há perspectivas de que surja uma melhor oportunidade do ponto de vista financeiro ou profissional, é chegado o momento de parar para pensar. Segundo os especialistas, é aconselhável analisar bem os diferentes aspectos que envolvem uma decisão deste tipo para não meter os pés pelas mãos.
De acordo com Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh e professora do Ibmec, ao analisar a continuidade ou não no atual emprego, é essencial que o profissional leve em consideração os seus valores, além do plano de carreira.
— O autoconhecimento é fundamental. Gostar do que faz não é suficiente. Cada um de nós tem valores, que devem ser respeitados ao realizarmos as nossas escolhas profissionais. Ser feliz ou ser “confortável”? Sair da zona de conforto e seguir a sua missão deve ser algo planejado.
A decisão de abandonar um emprego será sempre pautada pelos fatores que levaram a pessoa a tomar tal decisão: nunca será a mesma coisa se o profissional abriu mão do trabalho porque tem uma oferta melhor ou porque não se sente bem no atual emprego, diz artigo publicado pelo jornal argentino El Clarín.
Largar tudo, mesmo não tendo outro trabalho em vista, é uma avaliação pessoal e intransferível, acrescenta Ylana:
— Cada um de nós deve avaliar o atual momento de vida e concluir se pode pedir demissão ou não, mesmo antes de encontrar uma nova oportunidade profissional. Em geral, os profissionais fazem esta análise com foco no impacto financeiro.
Independente do motivo, antes de se decidir sobre continuar ou não no emprego, o profissional deve definir qual sua missão, objetivos e metas, que devem ser alinhados às suas crenças e aos seus valores, aconselha a consultora de RH. Em seguida, é recomendável ampliar a sua rede de relacionamentos e conversar com pessoas de confiança explicando que está em busca de novas oportunidades. A contratação de um coach de carreira também pode contribuir para o redesenho deste novo ciclo de vida profissional, conclui Ylana.
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