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NOVAS REGRAS: Mudanças vão democratizar a Lei Rouanet, diz ministro da Cultura

O ministro da Cultura, Roberto Freire, defendeu nesta quarta (22), na Associação Comercial do Rio de Janeiro, as mudanças na Lei Rouanet anunciadas ontem e reunidas em uma instrução normativa. Segundo Freire, era preciso democratizar os incentivos que ficavam muito concentrados no eixo Sul-Sudeste.

“Esse talvez seja o exemplo mais difícil de dizer se vai funcionar, ou não, mas estamos lutando para isso, e o ministério vai ser protagonista, ao buscar essa desconcentração”, disse o ministro, destacando que a Lei Rouanet é fundamental para a cultura brasileira.

Segundo Freire, também era preciso dar respostas a algumas críticas “pertinentes e justas” em relação à lei. Uma das críticas era a falta de transparência.

“O Ministério da Cultura tem aproximadamente 18 mil processos de prestação de contas que não foram analisados. Isso é inadmissível. Isso não pode ocorrer. Vamos ter que recuperar o tempo perdido, mas temos que cuidar daqui para a frente. Uma das respostas foi exatamente isso. Não se vai mais correr esse risco, não se vai avolumar passivo, porque a prestação de contas vai ser em tempo real”, afirmou o ministro. Ele disse que todo o instrumental disponível hoje pela internet e pelas redes sociais mostra que isso pode ser feito. “Usar isso também na Lei Rouanet é um avanço.”

Mudanças

As reformas propostas pelo Ministério da Cultura para a Lei Rouanet tentam viabilizar alternativas para corrigir possíveis problemas. Para o ministro, a principal mudança era acabar com a ideia da “falta de necessidade” da Lei Rouanet e até “de sua demonização”. “Como se ela [a Lei Rouanet] fosse responsável pelos escândalos, ou alguma corrupção que aconteceu. Não é culpa dela. Ao contrário.”

Roberto Freire afirmou que casos de recursos mal aplicados constituem volume reduzido. “É marginal, é muito pouco e chama a atenção”.

Na avaliação do ministro, a manutenção da lei é importante para a cultura brasileira e também para a economia do país, na medida em que gera emprego e renda. “É parte de uma economia em desenvolvimento.”

As novas regras também estipulam limites de financiamento para projetos culturais o que, na opinião do ministro, irão democratizar o acesso à lei. “Se eu limito, eu amplio a perspectiva de democratizar, de pequenos produtores culturais, que precisam ser incentivados, até porque os grandes de amanhã são os pequenos de hoje.”

Transparência

Para o secretário estadual de Cultura do Rio de Janeiro, André Lazaroni, a grande vantagem da reforma da Lei Rouanet é a transparência. “Quando se dá mais transparência, atende-se ao anseio de toda a sociedade. Os bons produtores, que são pessoas sérias, que sabem que o Brasil exige cada vez mais transparência, correção, honestidade, vão saber que isso foi para o bem deles.”

A secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, ressaltou que as mudanças na lei vêm para democratizar e dar celeridade e transparência a todo o processo cultural brasileiro. “Estes são os três pilares importantes que fortalecem, inclusive, a permanência da lei. Quando não se tem esse tripé, criam-se reclamações, insatisfações. Vejo com bons olhos essa mudança, e que ela seja bem-vinda e possa ampliar ainda mais esse mecanismo no fomento da cultura.”

Entretenimento -UOL

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Mafaldo apresenta “Em Busca da Aposentadoria Perdida” dia 06 no Riachuelo

O humorista potiguar Mafaldo Pinto aproveita a polêmica em torno da Reforma Previdenciária, em trâmite no Congresso Nacional, para lançar um espetáculo cheio de crítica e irreverência. “Em Busca da Aposentadoria Perdida” será apresentado no dia 06 de abril no Teatro Riachuelo.

Em clima de comemoração pelos seus dez anos de humor e sem perspectiva de se aposentar nesta vida, como bem ressalta, o artista promete um humor atual, inteligente e com uma linguagem popular.

O Humorista

Mafaldo Pinto é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Comunicação Social (Radialismo, Jornalismo) e cursa graduação em Teatro na mesma Universidade.

Já mostrou seu talento em vários programas de TV nacionais, como o Show do Tom, Ana Hickman (Rede Record) e Programa da Eliana (SBT), além de participar de diversos programas nos meios de comunicação locais.

Mafaldo tem personagens marcantes, como o bebum Cacareco Meiota e a Biba Waleskinha Fashion, além de explorar o Stand Up, onde conta situações vividas no dia a dia.

Apresenta shows completos, com piadas, paródias, imitações de personalidades locais e nacionais, música e ainda conta sempre com participações especiais de humoristas locais e de outros estados.

Serviço

“Em busca da Aposentadoria Perdida”

Quando

Quinta – 06 de Abril – 21h

Onde
Teatro Riachuelo

Promoção 1:

Compre com panfletos que estão na bilheteria e tenha 50% de desconto

Promoção 2 :

Compre no www.peixeurbano.com.br
De R$60,00 por R$24,90.

Ingressos:

Bilheteria do Teatro ou ingressorapido.com (50% de desconto para usuários da Unimed Natal, Estudantes, Professores e Idosos)

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Escola de Música da UFRN homenageia o cantor Pedrinho Mendes em evento no dia 29

Alunos de Canto Popular da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) realizam no próximo dia 29 de março, a partir das 19h, o evento Sonho Concreto, em homenagem ao cantor, violonista e compositor Pedrinho Mendes. O evento acontece no auditório Onofre Lopes, da EMUFRN, e os ingressos já estão à venda.

Pedrinho Mendes é compositor de sucessos como Linda Baby e Esquina do Continente, entre outros. O show tem participação de artistas como Ágata Menezes, Anna Leandro, Camila Masiso, Daniela Fernandes, David Henry, Jaque Morais, Nayara Freire, Diogo Guanabara, Franklyn Novaes e Jorge Lima. A coordenação é das professoras Cláudia Roberta Cunha e Maria Clara Gonzaga.

A canção que dá nome ao show, Sonho Concreto, foi a primeira composição do artista homenageado, há 40 anos. Os interessados em assistir ao show em tributo a Pedrinho Mendes devem adquirir os ingressos na Secretaria de Eventos da EMUFRN, de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 18h. Os preços praticados são R$ 20 a entrada inteira e R$ 10 a meia-entrada.

Com informações da UFRN

Comentários (2) enviar comentário
  1. Sofia disse:

    Nossa !! fiquei besta com esse comentário sobre a música do Pedrinho. Não vejo nada de preconceito. Ele apenas quis fazer uma analogia comparando que aqui não tem coisas tão famosas, mas é bom assim mesmo….bom, mas cada um entende como quer, não é mesmo? Pois pra mim a Linda Baby é uma das melhores músicas que já passaram por aqui e está entre uma das minhas preferidas. Pois parabéns aos alunos de Canto Popular ,da Escola de Música da UFRN. Se todos tivessem essa iniciativa, talvez surgissem muito mais "Pedrinhos" produzindo boas músicas. Parabéns

  2. paulo martins disse:

    Além de preconceito, o que mais se pode depreender de versos como "Aqui não avenida São João/ Nem o mesmo padrão/ Que se tem por aí"?
    Para agradar sua musa, bom poeta não precisa agredir as musas dos outros. E São Paulo, por sua abrangência cultural e magnitude econômica, sempre ocupou lugar muito mais nítido no imaginário humano.
    Afinal, Sampa é a quarta metrópole do mundo – atrás apenas de Tóquio, Seul e Cidade do México. E Natal? Bem, deixe-me ver.
    Natal é terra onde malandro "não se dá muito mal", como sugere o próprio cancioneiro. Não é à toa que até hoje se reverencia Zé Areia, um tipo de rua que nunca produziu absolutamente nada na vida.

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Mais de 370 mil potiguares e de 82 mil turistas movimentaram R$ 40,3 milhões no Carnaval de Natal 2017, dizem Fecomércio RN e Prefeitura

Foto: Alex Régis

Pesquisa aponta redução de 25% no gasto diário dos turistas sobre 2016, mas incremento de 50 mil pessoas no público fez recursos totais movimentados serem 3% maiores este ano
O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, concederam entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 22.03, no Palácio Felipe Camarão, quando apresentaram os resultados da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio da Fecomércio RN (IPDC/Fecomércio RN).

A pesquisa traçou o perfil dos foliões que frequentaram o Carnaval Multicultural de Natal em 2017, como também detalhou os gastos realizados pelos participantes durante a festa. Ao todo foram realizadas 601 entrevistas, no período de 23 a 28 de fevereiro, em todos os polos do evento.

Com um público total estimado em quase 453 mil pessoas (informado pela Prefeitura de Natal), o IPDC estimou uma movimentação financeira de pouco mais de R$ 40,3 milhões (alta de 3,32% em relação a 2016). Com público estimado de 392 mil pessoas em 2016, e 325 mil pessoas em 2015, a mesma pesquisa apontou movimentação financeira de pouco mais de R$ 39 milhões em 2016; e de mais de R$ 54 milhões em 2015.

Com relação ao gasto médio diário dos participantes, o natalense gastou nos dias de festa, R$ 61,52; já o turista desembolsou R$ 213,20. Em 2016, os valores médios diários gastos pelos natalenses e turistas foram R$ 60,23 e R$ 285,26; e em 2015, R$ 82,12 e R$ 295,67 (natalenses e turistas, respectivamente).

“Pelo terceiro ano consecutivo nós fomos às ruas com o intuito de traduzir em números a percepção que todos nós já temos desde que o prefeito Carlos Eduardo e sua competente equipe decidiram apostar na revitalização desta importante festa popular: a de que muito mais do que o resgate da autoestima do natalense, a retomada do carnaval em nossa cidade tem impactos diretos e consideráveis na nossa economia. Os números da pesquisa mostram, claro, que a crise econômica pela qual passa o país teve reflexos nos valores movimentados. Mas também ratificam a consolidação do evento”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

De acordo com a pesquisa, o público do Carnaval 2017 foi composto em sua maioria por homens (58,2%); da faixa etária entre 25 e 34 anos (29,1%); 81,8% de nativos. Em 2016, 55,9% eram homens; 34,2% estavam inseridos na faixa etária entre 25 e 34 anos; e 84,8% eram nativos. Um dado que chamou a atenção, foi o crescimento de pouco mais de 5 pontos percentuais, em 2017 com relação a 2016, de pessoas inseridas na faixa etária entre 45 e 59 anos – 20,4% em 2016 para 25,3% em 2017. Entre os visitantes, o estado que mais enviou turistas para o Carnaval de Natal foi Pernambuco, com uma estimativa de 5,7% de participantes em 2017 (em 2016, os pernambucanos eram 2%), número que quase triplicou.

Entre os motivos pelos quais as pessoas entrevistadas resolveram passar o Carnaval em Natal, 24,2% responderam que as atrações musicais eram o principal interesse. Em 2016, as atrações musicais foram o motivo alegado para que 40% do público ficasse na cidade. O destaque para este item ficou por conta do crescimento de quase quatro vezes no número de pessoas que alegaram ficar em Natal para poder economizar – 4,4% em 2016 para 15,3% em 2017.

Com relação à avaliação que as pessoas fizeram do evento, a nota média de 2017 manteve-se praticamente estável com relação ao ano passado, passando de 8,5 para 8,6. Quando perguntados se recomendariam o evento a outras pessoas, 95,3% disseram que sim (contra 94,6% em 2016); e 73,4% pretendem voltar em 2018 (contra 74,6% da pesquisa passada).

“Os dados da pesquisa da Fecomércio revelam que estamos no caminho certo. Podemos dizer que conseguimos trazer de volta o carnaval de Natal, que a festa está consolidada. Foram 320 shows, 835 bandas de frevo, 1.155 músicos, sendo 95% de artistas potiguares. E para 2018 vamos planejar a festa desde as prévias até a Quarta-feira de Cinzas”, comemorou o prefeito Carlos Eduardo Alves.

A íntegra da pesquisa está disponível no www.fecomerciorn.com.br/pesquisas.

 

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  1. cidadão disse:

    Se essa fábula é verdade, vamos aguardar as melhorias nas péssimas e esburacadas ruas da cidade, pagamento dos servidores em dia, melhorias na saúde e na educação DE FATO! Não é, Senhor Prefeito??

  2. Sergio Nogueira disse:

    Seria bom submeter os entrevistadores dessa pesquisa ao teste do bafômetro. São dados surreais.
    A se acreditar nessa pesquisa o Carnaval de Olinda, Salvador e do Rio, juntos, em breve perderão para o da Redinha.

    • Jaques Holanda disse:

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. Frasqueirino disse:

    Essas pesquisas da FECOMÉRCIO são megalomaniacas. Querem enfiar na cabeça do cidadão números mirabolantes. De real Sr
    Prefeito, quanto foi arrecadado a mais de ISS por conta do Carnaval?

  4. Francico Lima disse:

    É engraçado. Primeiro há um exagero, 835 bandas de frevo com uma formação mínima de 13 músicos daria 10.855 músicos. Impossível, seu Prefeito! Mande consertar esses dados.
    Em segundo, com tanto dinheiro que circulou na cidade, a lua-de-mel com os músicos locais acabou. Já vamos para um mês que terminou o carnaval e as bandas e as orquestras de frevos nem sequer assinaram os respectivos contratos, portanto. Menos, Prefeito! Menos.

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Ribeira Boêmia faz novo tributo ao Fundo de Quintal neste sábado

Projeto Cultural traz novamente a Natal “A voz calada do Samba” Cleber Augusto, e o potiguar radicado no Rio de Janeiro, André da Mata

Mais uma dupla homenagem vem por aí: ao Grupo Fundo de Quintal e ao compositor e violonista Cleber Augusto, um dos fundadores do Movimento Cacique de Ramos e ex- integrante do Fundo de Quintal. Este será o tom da próxima edição do Projeto Cultural Ribeira Boêmia, repetindo o sucesso de 2016, que acontece no próximo dia 25.03, a partir das 18h, no belo Solar Bela Vista, a nova casa do Projeto Cultural Ribeira Boêmia, no centrohistórico de Natal, coladinho na Ribeira. O evento terá ainda a presença do sambista potiguar, hoje radicado no Rio de Janeiro, André da Mata.

A tradicional roda de samba do Ribeira Boêmia tem ainda uma escalação de peso de sambistas potiguares, com a participação de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães e Everaldo Rodrigues. Abrindo a noite, nada menos do que o Samba Preto no Branco. E, como sempre, a condução de tudo será da roda oficial do Projeto, composta por Leonardo Galvão (cavaquinho); Anchieta Menezes (violão 7 cordas); Bruno César (sopros); Daniela Fernandes (voz); Rogério Madureira (voz e pandeiro); Ayrton Neto (voz e percussão); e Rafael Prada, Flaubert Benício e Alfredo Carvalho (percussão e efeitos gerais); e ainda a especial presença de Vinícius Assunção, do grupo Clave de Si (banjo).

“A contribuição que o Fundo de Quintal deu ao samba é indiscutível. Foi um grupo emblemático para toda uma geração de sambistas, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho,

Arlindo Cruz, Almir Guineto, Sombrinha, entre outros, levando para o estúdio a música que era produzida no Cacique de Ramos. Além disso, introduziu novos instrumentos, como o tantã, o repique de mão e o banjo. Sem falar no papel fundamental que teve na formação de muitos sambistas potiguares”, afirma Leonardo Galvão, um dos idealizadores e produtores do Ribeira Boêmia, que lembra ainda que “Cleber Augusto foi integrante e contribuiu muito com a banda com a composição de grandes clássicos, como ‘A amizade’, ‘Lucidez’ e ‘Seja sambista também’“.

O Projeto contará, nessa edição especial, com o patrocínio da Prefeitura do Natal – Programa Djalma Maranhão, Unimed RN, Potiguar Turismo e Casa de Saúde São Lucas, além da parceria com Solar Bela Vista, nova casa do Ribeira Boêmia, e dos importantes apoios culturais, que viabilizam sua manutenção, como Sistema Fecomércio RN – SESC; Sistema FIERN – SESI, ART&C Comunicação Integrada; Universitária FM; ABIH RN; OAB RN – Caixa de Assistência aos Advogados; Le Postiche; IndetFix; e Neutron.

Sobre Cleber Augusto

O compositor e violonista Cleber Augusto nasceu no Rio de Janeiro, foi criado em Ramos e é nacionalmente conhecido como a “Voz calada do samba”. Iniciou sua carreira na década de 70, influenciado, já em sua adolescência, por grandes músicos e artistas, como Manuel da Conceição, Baden Powel e João Bosco. Atraído então por ritmos genuinamente brasileiros, foi convidado a ser músico de uma dupla da Jovem Guarda, Leno e Lilian. Foi um dos fundadores do movimento Cacique de Ramos e lá se lançou como compositor.

Como integrante do grupo carioca Fundo de Quintal, participou de gravações de discos e apresentações em inúmeros shows, compondo vários sucessos, que hoje são cantados por ícones da música brasileira, como “A amizade”, “O show tem que continuar”, “Lucidez”, dentre muitos outros.

Sobre André da Mata

O cantor, compositor e instrumentista André da Mata, hoje radicado no Rio de Janeiro, nasceu em Natal e foi criado em Mossoró. Encantou-se desde muito cedo pelo samba de raiz e fez dele a sua vida. Idealizou e durante 10 anos esteve à frente do Grupo Musical Samba Nobre, que tinha como objetivo fortalecer o movimento do samba pelo Nordeste.

Finalista do maior festival de compositores do Brasil em 2013, o São Paulo Exposamba, André da Mata escolheu o Rio de Janeiro como morada, em busca da realização dos seus sonhos.

No final de 2015 gravou seu primeiro CD, apresentando 14 faixas, sendo 13 canções autorais e em parcerias. O trabalho teve a participação de artistas reconhecidos no cenário carioca e nacional, como Ronaldinho “Fundo de Quintal”, Marcelinho Moreira, Mingo Silva, Moyseis Marques e Maria Menezes. André da Mata fez o lançamento do seu CD no Carioca da Gema, Rio de Janeiro, em 2016.

Serviço:

Tributo ao Fundo de Quintal do Ribeira Boêmia

Sábado, 25 de março de 2017, a partir das 18h.

Onde? Solar Bela Vista – Rua São Tomé – Centro Histórico de Natal (vizinho ao Senac Centro).

Quanto? Ingressos antecipados a preços promocionais (meia entrada para todos) de R$20,00.

Vendas antecipadas de ingressos:

Le Postiche (Midway Mall e Natal Shopping – 2º piso)

 

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Vice-campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, Mocidade perdeu título por erro de jurado

Posição de Camila Silva em desfile gerou confusão (Foto: AgNews)

O erro de um jurado custou o título do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro à Mocidade Independente de Padre Miguel.

A vice-campeã deste ano ficou atrás da Portela por apenas um décimo e, após a divulgação oficial das justificativas dos jurados, na tarde de segunda-feira (20), ficou claro que o resultado da disputa entre as escolas deveria ter sido diferente.

Segundo a coluna “Roda de Samba”, do jornalista Leonardo Bruno, o jurado Valmir Aleixo Ferreira argumentou sua decisão de tirar um décimo da Mocidade por não ter visto o destaque “Esplendor dos 7 Mares”, que viria no chão. O problema é que a presença desse integrante não estava prevista de acordo com o livro Abre-Alas, roteiro oficial dos desfiles.

Na verdade, o destaque existia apenas na primeira versão do livro entregue em 11 de janeiro à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

Camila Silva seria o destaque de chão “Esplendor dos 7 Mares” e viria à frente do quarto carro. Porém, na segunda versão do resumo do desfile, enviada em 31 de janeiro, Camila aparecia como rainha de bateria e, com isso, o destaque foi removido.

Sem o desconto do jurado, a Mocidade empataria na pontuação geral com a Portela, que perdeu um décimo no quesito Comissão de Frente, critério de desempate, e levaria o título deste ano.

Em nota, a Liesa considerou o caso como uma “falha de comunicação”. Leia a íntegra:

Com relação às matérias relacionadas com a publicação dos mapas de notas e justificativas do Grupo Especial do carnaval 2017, a Liesa esclarece que:# em 11 de janeiro a Mocidade Independente de Padre Miguel enviou uma versão do livro Abre-Alas na qual cita a presença da destaque Camila Silva, descrevendo sua fantasia como “O esplendor dos sete mares”;

Em 31 de janeiro, data da realização do curso de julgadores para o quesito Enredo, os julgadores receberam esta versão impressa em preto e branco, bem como a digital colorida, para poder nortear e iniciar seu trabalho de pesquisa visando o julgamento a ser realizado por ocasião dos desfiles, conforme vem ocorrendo todos os anos;

Posteriormente, em uma segunda versão, a Mocidade Independente de Padre Miguel alterou o roteiro enviado inicialmente; na nova versão, Camila Silva já vem citada como rainha de bateria, com o figurino “Dona das Areias, Yemanjá”;

Como a versão final da Mocidade só chegou à Liesa após a realização da primeira etapa do curso de julgadores, pode ter havido uma falha de comunicação ocasionando a avaliação, pelo julgador, através de sua versão inicial, deixando de considerar o livro impresso entregue pela Liesa no dia do desfile;

Neste caso, analisando as justificativas do julgador Valmir Aleixo, depreende-se que o referido julgador utilizou a versão anterior, recebida no dia do curso de julgadores, com suas observações iniciais sobre o enredo de cada escola de samba.

A Mocidade também se pronunciou sobre o tema e lamentou o “despreparo” do julgador. Leia a íntegra:

A Mocidade Independente de Padre Miguel vem a público externar todo o seu descontentamento com a justificativa da nota atribuída pelo julgador de enredo Valmir Aleixo Ferreira. Antes de tudo, gostaríamos de exaltar o belíssimo desfile feito pela Portela e o merecido título conquistado.

O que questionamos nesta nota é o despreparo apresentado pelo julgador em questão para cumprir tão importante função. É inadmissível que o sonho de uma comunidade seja jogado fora por um erro tão crasso. Criar algo que em nenhum momento esteve no livro ‘’Abre-Alas’’ e em cima disso nos penalizar, soa estranho e sem explicação.

A Mocidade se posiciona em busca de mais preparação técnica e responsabilidade para todos os julgadores. Cobraremos isso! Meses de investimento, trabalho pesado, e a dedicação de milhares de componentes não podem ser prejudicados desta maneira.

À nossa valorosa comunidade: nunca deixem de acreditar neste sonho! O desfile que fizemos só foi possível com a participação determinante de vocês. Em 2018 vamos voltar na Avenida e buscar o título que nos foi tirado de forma tão lamentável.

UOL via RedeTV

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Uma Saudação a Whitney Houston”: Vanessa Jackson apresenta tributo à cantora americana pela primeira vez em Natal

No próximo dia 25 de março, a partir das 21h, a cantora Vanessa Jackson se apresenta em Natal com o musical “Uma Saudação a Whitney Houston”. O espetáculo, que acontecerá nos palcos do Teatro Riachuelo, conta com uma super estrutura cenográfica, balé e músicos ao vivo.

Durante o show, sucessos como Run To You, I Have Nothing, Saving All My Love For You, as dançantes I Am Every Woman, I Wanna Dance With Somebody e a inesquecível I Will Always Love You fazem parte do repertório cantado ao vivo pela cantora, vencedora da primeira edição do “Fama”, extinto reallity show musical da TV Globo e uma grande fã da Whitney Houston. Ela é acompanhada por uma banda formada por cinco integrantes e faz mais de dez trocas de figurinos entre um hit e outro.

O show, que tem direção geral e concepção do carioca Rafael Mello, e coreografias do americano Nathan Coder, já esta na sua segunda temporada. Um verdadeiro campeão de críticas e bilheterias nas apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro. O tributo à “The Voice”, como a cantora era conhecida, será realizado eu uma única noite pra lá de emocionante e especial.

O evento é uma realização da Viva Entretenimento e Idearte Produções. Os ingressos estão à venda nas bilheterias do Teatro Ruachuelo, e na sede da Viva Promoções, no shopping Cidade Jardim e no site www.ingressorapido.com.br.

SERVIÇO:

Uma Saudação à Whitney Houston

Data: 25 de março (sábado)

Local: Teatro Riachuelo

Horário: 21h

Ingressos: Na bilheteria do Teatro Riachuelo ou através do site www.ingressorapido.com.br.

Valores por setor

BALCÃO NOBRE

a partir de R$ 60,00

FRISA

a partir de R$ 50,00

FRISA CAD ALTA

a partir de R$ 50,00

PLATEIA A

a partir de R$ 70,00

PLATEIA B

a partir de R$ 60,00

CAMAROTE (Esgotado)

a partir de R$ 70,00

CAMAROTE CAD ALTA (Esgotado)

a partir de R$ 70,00

Ficha técnica

Diretor Geral: Rafael Mello

Coreografia: Nathan Coder

Com: Vanessa Jackson

Bailarinos: Edson Neto e João Paulo Silva

Músicos: Maxwell Fontoura (Teclado), Ezequiel da Silva (Guitarra), Fábio Lúcio Fontoura (Bateria), Athair da Costa (Guitarra) e Davi Lima (Saxofone)

Produção local: Viva Promoções e Idearte Produções

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Comissão de Finanças e Orçamento aprova pojeto de lei para revitalização e preservação de prédios históricos em Natal

Fotos: Marcelo Barroso

A Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização, presidida pelo vereador Luiz Almir (PR), se reuniu na manhã desta segunda-feira (20), aprovando seis projetos e rejeitando um. Dentre os aprovados, dois ganharam destaque nas discussões da Comissão. O projeto 09/2015 do ex-vereador Júlio Protásio e o projeto de Lei Complementar 03/2016 do Executivo Municipal.

De acordo com o vereador Luiz Almir, o Projeto 09/2015 do ex-vereador Júlio Protásio, que dispõe sobre a autorização de parceria público privada na revitalização e preservação de prédios históricos nos bairros do Alecrim, Rocas e Ribeira, é de suma importância para resgatar a história da cidade. “Chegamos em uma situação que ou preserva ou acaba.Não temos mais nada na Ribeira, por exemplo. Os prédios estão caindo, desabando, e isso é um fato lamentável porque faz parte da História de Natal. Precisamos começar a cuidar desde já”, disse o presidente da Comissão, Luiz Almir.

Outro Projeto aprovado diz respeito a criação, pelo Executivo Municipal, do Fundo de Segurança Pública e Defesa Social no âmbito da SEMDES. O Vereador Ubaldo Fernandes (PMDB), relator do Projeto, falou que o projeto é relevante, pois fortalece o trabalho da Guarda Municipal na segurança pública da cidade. “O Poder Executivo enviou para esta casa um projeto de lei solicitando autorização para que fosse criado um Fundo de Segurança Pública e Defesa Social ligado à SEMDES. Nós analisamos e chegamos a conclusão que é um projeto importante para equipar e modernizar toda a estrutura da SEMDES, da Guarda Municipal, tanto na questão de adquirir novos armamentos, equipamentos, quanto na parte administrativa”, afirmou o vice-presidente da Comissão Ubaldo Fernandes.

Único projeto rejeitado, o Projeto de Lei Orgânica 04/2015, do Vereador Klaus Araújo (SD), que versa sobre a diminuição do recesso parlamentar da Câmara Municipal de Natal, foi bastante debatido entre os vereadores da Comissão. “A maioria dos membros achou que era necessário fazer um debate maior sobre o tema, que não era o momento de aprovar o projeto. Devemos analisar que o vereador não trabalha só nas dependências da casa. A gente trabalha desde a hora que acorda, trabalhamos à noite, nos finais de semana. É uma discussão ampla, por isso decidimos por manter parecer contrário”, explicou Luiz Almir. “Eu sou a favor da redução, porém a apreciação do projeto pela Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização veio em momento inoportuno porque existe nessa casa uma comissão exclusiva para analisar matérias referentes ao regimento interno”, disse Aroldo Alves (PSDB).

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Orquestra Sinfônica da UFRN abre temporada 2017 neste sábado

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (OSUFRN) abre a Temporada Oficial 2017 neste sábado, dia 18. O concerto mantém o projeto de internacionalização da OSUFRN com a participação especial do pianista alemão Markus Stange, fruto da parceria mantida nos últimos anos entre a UFRN e a Universidade de Karlsruhe (Alemanha). O evento começa às 20h e a entrada é gratuita.

O maestro André Muniz conta que o público vai apreciar duas obras brasileiras e o Concerto n.03 para piano e orquestra, do compositor húngaro Bela Bartók. Do repertório nacional, o maestro destaca a abertura da ópera O Guarani, de Carlos Gomes, popularmente conhecida como tema do programa radiofônico A Voz do Brasil.

O primeiro concerto marca também a estreia dos instrumentistas selecionados no início deste ano. É prática da Orquestra Sinfônica da UFRN fazer seleção para novos músicos a cada início de temporada. Segundo André Muniz, a audição é a preparação dos alunos dos cursos técnicos, bacharelado e pós-graduação para o mercado. “Mantemos a qualidade sonora no mais alto nível, bem como preparamos nossos alunos para seleções dos grandes conjuntos orquestrais”, afirma o maestro.

O pianista

Markus Stange atua há mais de 20 anos como pianista solo. Teve participação especial em concertos na Europa, Canadá, Estados Unidos, México, Gana, Coreia do Sul e Japão. O músico também toca e grava regularmente em rádios da Alemanha. Em 2003, foi convidado para ser solista da Orquestra Filarmônica de Berlim, um dos melhores conjuntos orquestrais do mundo.

A vinda do pianista faz parte da parceria entre a UFRN e a Universidade de Karlsruhe por meio do Programa UNIBRAL. Segundo o coordenador, professor Fábio Presgrave, apesar de terem conseguido a renovação do projeto, esta será uma das últimas ações por conta das mudanças das políticas públicas no país em relação ao setor artístico.

A parceria levou em 2015 a Orquestra Sinfônica da UFRN para os palcos da Alemanha e trouxe a Orquestra de Karlsruhe para turnê no Brasil. Também é fruto desta parceria a vinda de cinco alunos para UFRN e a ida de quatro estudantes da Escola de Música para Europa.

Com informações da UFRN

Comentários (2) enviar comentário
  1. Silvio Romero disse:

    Excelente matéria. Só a título de sugestão, seria interessante divulgar também o local do espetáculo.

  2. Saul Saraiva disse:

    Aonde será?

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Concurso de composições de forró segue com inscrições abertas, até o fim de março

Festival Forró de Verdade vai distribuir R$ 10 mil em prêmios, em categorias com letra e instrumental

Que o Rio Grande do Norte tem muitos talentos na área cultural, não resta a menor dúvida. Mas nem sempre todos tem a oportunidade de mostrar ao público o que é produzido. O Festival Forró de Verdade, lançado no começo de março, aqui no Estado, veio para dar essa chance aos compositores potiguares. “Os premiados vão ter as músicas gravadas no CD do festival, e cantar na festa de premiação, ao lado de grandes nomes da música nordestina, como Alcymar Monteiro e Waldonys, por exemplo. Além da premiação em dinheiro: 10 mil reais ao todo”, explica Júnior Lobato, da Do Fole Produções, idealizadora do festival.

O concurso vai premiar composições inéditas e originais de forró, em duas categorias: com letra e instrumental. “O forró é um ritmo muito abrangente, tem o xaxado, xote, rastapé, muitas variações. O concurso é aberto para todas elas. Nossa pretensão é apoiar e incentivar a produção musical autoral de qualidade e dar o devido reconhecimento aos músicos potiguares”, completa Rodrigo Souza, organizador do festival e também músico, da banda natalense Confraria do Fole.

As inscrições seguem durante todo este mês de março, exclusivamente pela internet, no site www.forrodeverdade.com.br. O concorrente precisa gravar um vídeo de apresentação da música, de no máximo 5 minutos, e disponibilizá-lo no YouTube®. Esse link vai ser utilizado no momento da inscrição. Cada compositor pode participar com até 2 músicas em cada categoria. O regulamento com todos os detalhes também está no site do Festival.

Encerradas as inscrições, será a hora de convocar a torcida pata a votação, que será online, no site ou no aplicativo “Festival Forró de Verdade”, já disponível para os sistemas Android e iOS 3.2. As 30 composições com letra e as 10 instrumentais mais votadas vão para uma seleção final e serão julgadas por uma comissão formada pelas atrações principais da Festa de Premiação: Waldonys, Alcymar Monteiro, Os Gonzagas, Aduílio Mendes e Confraria do Fole. A premiação total será de 10 mil reais, e a música 1ª colocada na categoria “com letra” será apresentada e interpretada no dia da Festa de Premiação pelo artista nacional Waldonys.

FESTA DE PREMIAÇÃO

No dia 20 de maio acontece a grande festa de premiação dos vencedores. Um grande evento, com shows de Waldonys, Alcymar Monteiro, Aduilio Mendes, Os Gonzagas e Confraria do Fole. Serão 12 horas de uma intensa programação musical e cultural, com mini Museu do Forró, trios de forró, Oficina de acordeon, Espaço Causos e Cordéis.

O Festival vai ser realizado na Estação Castelo, um grande espaço na BR-101, de mais de 4 mil metros quadrados. A organização do festival ainda planejou ações de responsabilidade ambiental, como coleta seletiva no dia do evento, e plantio de árvores depois.

CRONOGRAMA

Inscrições das Músicas: até 31 de março
Votação: 01 a 28 de abril
Divulgação dos Premiados: até 7 de maio
Festa de Premiação: 20 de maio
@festivalforrodeverdade
www.forrodeverdade.com.br

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  1. ÍTALO disse:

    Olá! Meu nome é Ítalo e achei a ideia fantástica! Realmente é uma ótima iniciativa para que novos talentos sejam contemplados e acima de tudo, para que a música de raiz e qualidade seja protagonizada.

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Projeto de lei quer liberar caça de animais selvagens no país

Resultado de imagem para onça pintadaPor Folha/SP

Um projeto de lei que pretende regulamentar a caça de animais silvestres, proibida em todo o território nacional desde 1967, vem despertando protestos de ambientalistas

Pela proposta, a atividade seria permitida em uma série de situações para caçadores registrados junto às autoridades ambientais. Seria possível, inclusive, a criação de reservas privadas para a prática de caça desportiva.

O autor do projeto de lei 6268/16, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), diz que as mudanças são justificadas pelo perigo de animais invasores para as pessoas e para a agropecuária do Brasil.

“Hoje você tem animais, tanto silvestres como exóticos, que, como não têm inimigos naturais, tornaram-se pragas”, diz Colatto, destacando o perigo de transmissão de doenças e de sérios prejuízos econômicos. “O Estado precisa agir”, justifica.

Para entidades de proteção animal e do meio ambiente, porém, essa nova legislação representaria uma enorme ameaça para as espécies brasileiras.

“É um retrocesso descabido. O texto libera o abate de animais em situação de ameaça comprovada à agropecuária. Ou seja, animais que ameacem uma fazenda, por exemplo, poderiam ser mortos”, diz Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace no Brasil.

Coordenadora do programa de Ciência da WWF, Mariana Napolitano Ferreira concorda com a avaliação. Para ela, bichos que já são tradicionalmente muito caçados no país –como pacas, porcos-do-mato e veados– ficariam em situação ainda mais vulneráveis.

O PROJETO

O projeto cria uma nova política para a fauna brasileira, também estabelecendo critérios para conservação e preservação de espécies. Para a maioria os ambientalistas, porém, as medidas nesse sentido já estão contempladas por outras leis e portarias.

A grande mudança fica por conta da possibilidade de caça de animais silvestres, mediante autorização dos órgãos ambientais e a apresentação de um plano de manejo específico.

“Na prática, isso inviabilizaria o controle. Esses órgãos de ficalização já estão sobrecarregados. Imagine se for checar que caçador tem plano de manejo?”, indaga Mariana Napolitano.

O texto também prevê o abate de animais que ameacem a produção agropecuária. Um ponto que, para as entidades ligadas à conservação do ambiente, abriria espaço para a caça até de animais ameaçados, como as onças –parda e pintada– que seriam particularmente afetadas, porque são animais carnívoros que muitas vezes vivem próximas a rebanhos.

Na opinião do autor do projeto de lei, a situação das onças merece atenção.

“A onça não pode ficar liberada em lugar nenhum, a não ser em uma floresta muito extensa, porque ela ataca gente e ataca animais, é uma predadora”, diz.

Outro ponto polêmico da proposta é a liberação da comercialização, por parte de populações tradicionais, como índios e quilombolas, de algumas espécies de animais, inclusive oriundas de áreas protegidas de floresta.

Para Márcio Astrini, do Greenpeace, associar os bichos a esse tipo de atividade econômica aumentará ainda mais a pressão sobre as florestas.

“Se as áreas são declaradas de proteção, é porque têm um alto valor ecológico que precisa ser protegido. Se você permite a comercialização de animais que vivem lá, não tem jeito, causa um desequilíbrio”, diz.

O deputado Valdir Colatto argumenta que a definição das espécies que podem ser caçadas caberia ao Ibama e teria como base estudos de impacto ambiental.

Na opinião de Colatto, um outro ponto positivo da proposta é a possibilidade de aumentar o financiamento para a proteção animal, uma vez que o projeto de lei prevê que 30% dos lucros das reservas privadas de caça tenham esse destino.

“Já acontece em outros países, como nos Estados Unidos”, compara.

O projeto de lei torna ainda mais brandas as multas e a prisão para quem for pego caçando irregularmente.

“Quando você vê a Justiça liberando o Bruno de um assassinato que ele cometeu, então você não pode querer que qualquer tipo de crime seja responsabilidade da prisão fechada. Nós estamos querendo que o reparo do crime seja reparo ambiental. Assim está no código florestal brasileiro, que ele pague o crime recuperando danos ao meio ambiente, e não ficando preso às custas do Estado”, justifica Colatto.

COMO É HOJE

A caça no Brasil é proibida por uma lei de 1967, mas que sofreu algumas alterações ao longo. As autoridades ambientais, no entanto, podem liberar o abate em casos específicos.

É o caso do javali europeu, que hoje é a única espécie que tem a caça permitida no Brasil. O abate do animal foi liberado pelo Ibama em 2013, uma vez que o animal –que foi introduzido no país por pecuaristas na década de 1980– é considerado uma praga e não tem predadores naturais.

“Como nós podemos ver com esse caso do javali, é que a legislação atual tem uma flexibilidade que permite gerir quando os animais se tornam o problema. É uma questão de avaliação. O que poderíamos agora é fazer um estudo de manejo para ver se há outros animais que se enquadram nesta situação. Não é preciso, porém, mudar a lei”, avalia a coordenadora do programa de ciências da WWF, Mariana Napolitano.

Antes de ser votado no plenário da Câmara, o projeto precisa por três comissões: de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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  1. Alexandre disse:

    Deveriam aprovar lei que mate deputados corruptos.

  2. Paulo Oliveira disse:

    Uma aberração dessas tem que sair da cabeça de um "deputado" do PMDB.

    Chega logo 2018, para varrer do mapa essa praga.

  3. Assisportomirin disse:

    Isso é um absurdo.

  4. LUCAS disse:

    Esse Deputado deveria proteger a clã deles-dos jumentos. Ô BIXO IMBECIL

  5. arnaldo lopes disse:

    Deputado,seu estado com bando de bandidos solto e vc preocupado em matar animais.

  6. JOAO MARIA disse:

    quem deveria ser cassado era este animal que inventou este projeto de lei , não dar nem para especificar o tipo deste animal

  7. Ed disse:

    E o retrocesso não para. Para um país que é reconhecido por sua biodiversidade e belezas naturais a lei soa como uma piada. Quem se beneficiaria com isso? O país ganharia tanto assim a ponto de comprometer seu maior produto de divulgação?

  8. Riva Junior disse:

    Deviam liberar a caça aos políticos bandidos!!!!!!

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O que deve mudar na Lei Rouanet, e o que o setor pensa disso

O ministro da Cultura Roberto Freire: mudanças na Lei Rouanet são uma de suas prioridades – Jorge William / Agência O Globo

O funcionamento da Lei Rouanet vai mudar em breve. Em debate há quase 15 anos, as modificações do principal mecanismo de incentivo ao setor estão em avaliação jurídica dentro do Ministério da Cultura (MinC) e são prioridade de Roberto Freire, titular da pasta. A Instrução Normativa prevê uma série de limites: desde os cachês dos artistas até o teto de captação para cada projeto, passando pelo valor dos ingressos.

Estão previstos, também, estímulos para produções realizadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Para o MinC, a concentração dos projetos no Sul e no Sudeste é hoje um dos principais problemas da Rouanet. O ministério também quer criar um portal da transparência onde será possível acompanhar em tempo real os gastos de cada projeto incentivado. Por se tratar de uma Instrução Normativa, que regulamenta uma lei já existente, o texto não precisa passar pelo Congresso Nacional. Procurado, o MinC não quis se manifestar.

Para Marco Antonio Junqueira, sócio da consultoria Sagre, especializada em leis de incentivo, a instrução consolida uma série de procedimentos já adotados pelo MinC e acrescenta novidades. Junqueira vê com bons olhos o aumento no limite de projetos ativos por proponente nas diferentes categorias. Um projeto só deixa de ser ativo após ter suas contas aprovadas. E isso pode levar muitos anos.

— Em 2016, eu recebi a aprovação de uma prestação de contas de 2009 — conta. — Agora, a obrigação de contratar auditoria vai tirar dinheiro que poderia pagar os artistas.

PONDERAÇÕES E RESSALVAS

Presidente da Associação dos Produtores de Teatro (APTR), Eduardo Barata destaca a utilização de um cartão para movimentação financeira do dinheiro captado.

— Haverá acompanhamento e fiscalização on-line, impossibilitando desvios e irregularidades. A prestação de contas será feita paralela e simultaneamente à execução do projeto. Quando finalizado, automaticamente a prestação de contas estará pronta — explica Barata.

Fazendo a ressalva de que não teve acesso à minuta, apenas a um artigo do ministro Freire sobre a nova Instrução Normativa, o produtor Guilherme Afif Domingos Filho vê de forma positiva as mudanças, mas pondera que, apesar de importante, a descentralização regional dos recursos deve ser pensada com cuidado.

— Talvez o mais interessante fosse a democratização de investimentos, que mais empresas pudessem investir. Hoje, as exigências da lei permitem que apenas um punhado de empresas tenham acesso aos incentivos fiscais — argumenta. — Há, por exemplo, a impossibilidade de investimento para empresas que trabalham com lucro presumido, o que exclui da cadeia todo o setor de construção civil.

José Mauro Gnaspini, à frente da Virada Cultural de São Paulo por 12 anos, acha problemática a criação de diversos tetos pela própria diversidade da área cultural, com características e necessidades distintas:

— São muitas variáveis, tem o projeto do cara que não está em um grande centro, tem projeto que é de circulação de artistas. Um projeto ambicioso em termos de escala não necessariamente está remunerando mais. Essas notas de corte, seja no cachê ou onde for, são complicadas.

O Globo

 

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