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“HENRIQUE ALVES TERIA PARTICIPADO”: Delatores da Odebrecht apresentam extratos de propinas milionárias a PMDB e PT

Delatores da Odebrecht apresentaram à força-tarefa da operação Lava-Jato extratos e planilhas que comprovam pagamentos milionários de propina ao PMDB e ao PT. Os documentos referem-se ao PAC-SMS — um contrato de prestação de serviços da diretoria internacional da Petrobras, que previa a manutenção de unidades da petrolífera em nove países onde atuava. Os repasses foram feitos entre 2010 e 2012 e ultrapassam US$ 40 milhões.

O valor do contrato superava US$ 800 milhões. Já a parte da propina era repartida em 4% desse valor ao PMDB (US$ 32 milhões) e 1% ao PT (US$ 8 milhões), o equivalente a US$ 40 milhões. As delações ainda dão conta de outros US$ 25 milhões não detalhados, atingindo um total de US$ 65 milhões em propinas.

Foram 70 pagamentos que ocorreram de duas maneiras: uma pequena parte paga em espécie no Brasil; uma maior parte repassada a contas de operadores fora do país. Os depósitos feitos pela Odebrecht em offshores variam de US$ 256 mil a US$ 3 milhões.

Nas planilhas apresentadas também há seis codinomes. Segundo delatores, o ex-senador Delcídio Amaral é “Ferrari”, o senador Humberto Costa é “Drácula” e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto — estes três ligados ao PT — é “Camponês”. Há um codinome “Acelerado” que é associado a Eduardo Siqueira Campos, filho do ex-governador de Tocantins José Wilson Siqueira Campos (PSDB).

Os outros dois apelidos são “Mestre” e “Tremito”, ainda sem políticos relacionados. Os nomes podem estar em material mantido ainda sob sigilo para não atrapalhar as investigações.

Desses seis, o “Acelerado” foi quem teve o maior repasse: recebeu em 2011 e 2012, US$ 24,750 milhões. Ele é seguido por “Tremito”, com US$ 19 milhões.

De acordo com a delação premiada do ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria, para acertar repasses houve uma reunião com políticos do PMDB, da qual teriam participado Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e o então vice-presidente Michel Temer. Segundo o delator, porém, ninguém falou em valores nesse encontro.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não pediu a abertura de inquérito contra Temer, porque, enquanto estiver no cargo, tem “imunidade temporária” — ou seja, não pode ser investigado por atos anteriores ao mandato.

OUTRO LADO

Agora presidente, Temer usou as redes sociais para negar recebimento de propina.

A defesa de Cunha disse que a acusação é inventada e que não há provas contra ele.

O advogado de Henrique Eduardo Alves declarou que o cliente não estava na reunião e que jamais tratou do assunto.

A assessoria de Delcídio do Amaral afirmou que tudo já foi esclarecido por ele no acordo de colaboração que fez.

O senador Humberto Costa disse que desconhece qualquer associação do nome dele a apelidos atribuídos pela Odebrecht, e que não recebeu contribuição da empresa.

Eduardo Siqueira Campos não foi localizado.

PMDB e PT não quiseram se manifestar. (Com Jornal Nacional)

O GLOBO

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  1. Ojuara disse:

    E do Governador não se fala?
    Tá estranho….

  2. Blue disse:

    Oxente! Tá solto ainda?

  3. Sandro Alves disse:

    Cadeia urgente, para Henrique Alves, Garibaldi, Valter Alves, José Agripino, Felipe Maia, Rosalba, Vilma, os Jacomes e etc… Olhem o nível e qualidade dos representantes do RN. UMA VERGONHA!

    • Só olhando disse:

      Sandro, esses são apenas na esfera federal, se vc for para a esfera estadual e municipal não sobra um.

    • M. D. R. disse:

      Além de traiu o POVO, achou pouco todos vão votarem a favor das REFORMAS, fez igual S. Pedro com JESUS, traindo diversas vezes.
      Mas 2018, está para vim corrigir estas traições.
      Gente, vamos darmos o TROCO é que ELES merecem.

  4. paulo martins disse:

    Pô, que perseguição é essa? Se quase todo mundo pôde participar da corrupção operada pela Odebrecht (com procuração passada por Lula, evidentemente), por que não o "nosso" (vai que é teu, Mateus) Henriquinho Alves?

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Odebrecht entrega extratos ligados a reunião com Michel Temer em 2010 que “definiu propina”

Por FolhaPress

A Odebrecht apresentou à Lava Jato extratos que seriam de pagamento de propina vinculada por delatores a uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010.

Os valores superam os US$ 40 milhões que, segundo ex-executivos, tiveram o repasse acertado em encontro com o hoje presidente, em seu escritório político paulistano.

A propina é ligada, de acordo com a Odebrecht, a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.

De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões.

Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais.

A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior.

A Odebrecht reuniu mais de 50 depósitos em offshores fora do Brasil que vão de US$ 280 mil a US$ 2,3 milhões. Para realizá-los, o setor de operações estruturadas, área responsável por propina e caixa dois do grupo, utilizou cinco empresas em paraísos fiscais, quatro delas em Antígua.

Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, disse em delação que o PMDB negociou propina de 5% do contrato, correspondente a US$ 40 milhões.

Segundo Faria, no encontro com Temer não se falou em valores, “mas ficou claro que se tratava de propina” relacionada ao contrato, e não contribuição de campanha.

A reunião, segundo ele, teve a presença de outras pessoas, como o ex-deputado Eduardo Cunha, e ocorreu quando Temer era presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff (PT).

Rogério Araújo, responsável pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse que Temer “assentiu” e deu a “bênção” aos termos do acordo, previamente tratados com Cunha e com o lobista João Augusto Henriques. Temer confirma o encontro, mas nega a versão sobre propina.

Os delatores relatam que a propina foi renegociada, e o PMDB teria ficado com 4% e o PT, 1%. Nas delações entregues ao STF (Supremo Tribunal Federal), a Procuradoria-Geral da República identificou os petistas que teriam recebido o dinheiro, mas não quem seriam os peemedebistas além de Cunha, preso em Curitiba.

O senador Humberto Costa (PE), o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto aparecem como receptores vinculados ao PT, com os codinomes “Drácula”, “Ferrari” e “Camponês”, respectivamente.

Três apelidos não foram identificados: “Mestre”, “Tremito” e “Acelerado”.

Um ex-engenheiro da Petrobras, Aluísio Teles, subordinado ao então diretor da área internacional Jorge Zelada, é apontado como outro beneficiário de pagamentos.

Segundo depoimentos, o processo de licitação do PAC-SMS foi feito de forma fraudulenta, com participação de outras construtoras, como a OAS e a Andrade Gutierrez.

Elas simularam interesse no projeto, possibilitando aumento de preço por causa da suposta concorrência.

A Procuradoria pediu ao STF abertura de inquérito sobre políticos envolvidos, mas só solicitou que Humberto Costa e Delcídio fossem ouvidos pela Polícia Federal.

Nos depoimentos, aparecem pelo menos três intermediários dos repasses: Ângelo Lauria, ligado ao lobista João Henriques, Rodrigo Duran e Mario Miranda (da Petrobras). O comportamento de Lauria levou a empreiteira a mudar o sistema de entrega.

Conforme relato do delator César Ramos, o operador apareceu um dia dizendo claramente que tinha vindo “pegar o dinheiro da Odebrecht”, sem tentar disfarçar a operação por meio de códigos. A frase foi comunicada à construtora, que disse que isso não podia se repetir.

OUTRO LADO

A assessoria de Michel Temer afirmou que o presidente “jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria” e que “a narrativa divulgada não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta”. “O que realmente ocorreu foi que, em 2010, em São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião”.

Temer “contesta de forma categórica” o envolvimento de seu nome em negócios escusos e diz que nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros.

A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha classificou a acusação como “absurda”, e “inventada por um concerto de delatores e, não por acaso, não vem acompanhada da mais mínima prova”.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que nunca se relacionou com qualquer pessoa sobre o PAC-SMS e que o próprio delator da Odebrecht relatou que jamais teve contato com ele.

A defesa de Delcídio do Amaral afirma que os fatos relatados pelos delatores são “mentira”.

A defesa de Augusto Henriques negou “qualquer influência ilícita em negócios envolvendo a Petrobras”.

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  1. Francisco rocha disse:

    Ele era presidente de um partido.portantoeratarefa dele fazerisso pedir propinas

  2. Dinarte Francelino de moura disse:

    Agora são todos santinhos, não sabem de nada, deixa o processo caminhar ( se deixarem) para ver a bomba que por aí.
    Falando em bomba, cadê as investigações dos políticos do RN envolvidos na lava jato? Sumiu? Vamos relembrar sempre pra não cair no esquecimento, vamos mobilizar a campanha vem aí e quem serão os candidatos? Não vamos esquecer de lembrar na ora de votar quais os políticos que estão envolvidos e quais os que foram condenados? É bom ver também se esses candidatos que vcs vão votar estão ligados eles ou apoiados por eles, vamos fazer uma limpeza geral.
    Tomara que a lavajato Cheque até a data das eleições pq assim o povo é mais fácil de lembrar.

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DENÚNCIA: Animais definham sem alimentos e cuidados em curral da Prefeitura de Natal

O Portal No Ar destacou nessa terça-feira(18) a situação de abandono em que vivem os animais do curral da Prefeitura de Natal. A membro da Frente Parlamentar dos Animais da Câmara Municipal de Natal, Úrsula Tathiana de Medeiros, de 33 anos, denunciou o estado precário em que vivem os equinos abrigados no curral da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SEMSUR). Nessa semana, um cavalo morreu por falta de tratamento adequado. Confira reportagem aqui

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  1. ramalho disse:

    Vejam só. embora o gestor da SEMSUR seja o Sr. Jerônimo Melo, existe auxiliares seus tais como diretores de departamento e chefes de setores que tem como atribuiçoes auxilia-lo em suas atividades. Só para informar o Curral Municipal está sob a responsabilidade do departamento de fiscalização, resta saber se este tinha conhecimento da situação e relatou ao secretário. Há um complô generalizado dentro da SEMSUR providenciando a queda do Jerônimo Melo. alguns departamentos estão focado em prejudicar a atual gestão daquela pasta.

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QUEM VIVER, VERÁ: políticos potiguares vão aparecer nas delações da OAS, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão

A sangria política não vai parar com a delação do “fim do mundo”(Odebrecht). Os executivos e os ex-executivos da Andrade Gutierrez que fechou acorde de leniência no fim de 2016 também estão falando.

O empreiteiro Léo Pinheiro dá depoimento ao juíz Sergio Moro nesta quinta (20). O ex-presidente da OAS tenta fechar acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. As negociações tinham sido suspensas no ano passado e foram retomadas em fevereiro.

Quem também corre contra o tempo e segundo informações apuradas pelo BG, fechou acordo e já está em curso delações é a Queiroz Galvão, que tem forte atuação no RN.

Em todos os acordos, políticos potiguares foram citados, inclusive nomes que até agora escaparam.

A pior delação para o RN, será a da construtora OAS.

Quem viver, verá.

 

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  1. Ferreira Neto disse:

    Que ver todos na boca do furacão.

  2. Paulo Roberto disse:

    Consumo de lexotan em alta.Rsrs…
    Se aguentem na sela mundiça!!!

  3. Abel disse:

    Também acho BG. A essas alturas, já tem gente perdendo sono.

  4. ANA BEATRIZ disse:

    E caso isso venha a acontecer, que esse blog maravilhoso divulgue os nomes dos políticos do RN envolvidos em ilícitos e que a população norte-riograndense saiba votar direitinho e 2018, que já está em cima diga-se de passagem. Eu, particularmente, tenho quase a certeza do mundo todo de que irá aparacer muito podre. E quando "catucarem" a obra do arena? Meu Deus, deverá aparecer muito cambalacho. Agora eu sempre me pergunto: pra que danado esse povo quer tanto dinheiro?

  5. Impertinente disse:

    O Rio Grande do Norte é um Mar de Rosas perfumadas.
    Aqui não se sabe quanto tempo pode durar um processo que tem seu início com uma OPERAÇÃO ESTRONDOSA na Propaganda.
    Depois, temos UM SILÊNCIO SEPULCRAL…
    Estão aí as Operações: Impacto, Foliaduto, Ouro Negro, Sinal Fechado, Dama de Espadas…
    Com a palavra os órgãos fiscalizadores…

  6. BOTELHO O PINTO NO MEQUINHA disse:

    Camões está se movendo no túmulo! #portuguêsassassinado

    • Caicoense Fingido disse:

      Então faça um blog e escreva na norma culta, amigo. Ah, tem que ter a mesma quantidade de visitas que o Blog do BG, viu?!
      Só se critica quando se é capaz de fazer melhor.

    • Victor Hugo Lima disse:

      Uiuiui babão

  7. Carlos Roberto disse:

    Agripino que se Prepare

  8. Barbosa disse:

    Tá voando pena pra tudo quanto é lado eheheh acho é bom

  9. pronto falei disse:

    Que novidade!!!

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Odebrecht diz ter dado propina milionária a Aécio e detona capital político do tucano

Carla Jiménez e Gil Alessi, El País

Com arquitetura assinada por Oscar Niemeyer, o prédio do moderno centro administrativo foi construído por um grupo de nove construtoras – entre elas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, todas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Segundo os delatores, com o apoio de Aécio, recém-empossado no Governo, foi acertado durante reunião no Palácio das Mangabeiras um esquema fraudulento de licitações envolvendo várias empresas para que a obra fosse partilhada entre elas. “Aécio me informou que iria dar início ao processo de licitação (…), e me disse que procurasse Oswaldo Borges, presidente da Codemig [Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais]”, afirma Benedicto.

A participação da Odebrecht na obra foi confirmada antes mesmo do início da licitação. De acordo com o delator, após as conversas “Oswaldo disse que nos preparássemos para pagar 3% sobre o valor relativo ao nosso contrato a título de contribuição para futuras eleições do PSDB”. O pagamento, parcelado entre 2007 e 2009, foi feito em espécie pelo departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como setor de propinas, via caixa 2. Nas listas da empreiteira Aécio foi apelidado de Mineirinho. Procuradores ligados à investigação afirmam que este tipo de acerto, que inclui porcentagem sobre obras, é um dos tipos mais evidentes de corrupção, não podendo ser justificado como apenas doação eleitoral não declarada.

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  1. Jean disse:

    #EU NÃO TENHO CULPA, VOTEI NO AÉCIO!
    Não é assim Ceará Mundão?
    O sistema começa a descartar os Tucanos quando percebem que não conseguiram inviabilizar a candidatura de Lula sem rifá-los, abrindo caminho para o novo Tucaninho de estimação, o Dória, o Trump Brasileiro.

    • Ceará Mundão disse:

      Cara, Aécio nunca governou o Brasil. Quem não votou no PT não tem culpa das dificuldades que o nosso país enfrenta. Os governos petistas quebraram o Brasil e roubaram como nunca antes neste país. Outra coisa, não tentem se limpar com a sujeira alheia (isso é impossível) e tenham mais cuidado ao escolher seus vices. Foram vocês que votaram no Temer.

  2. Reginaldo disse:

    Esse ladrão corrupto fica dando uma de honesto, é o pior que tem, cheirador.

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Os vídeos das delações da Odebrecht que comprometem Temer

Xosé Hermida, El País

A mais recente enxurrada de informações divulgada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a Operação Lava Jato atinge de forma direta ao presidente Michel Temer. O próprio procurador geral da República, Rodrigo Janot, explica, num relatório, que há motivos suficientes para pedir a abertura de uma investigação a Temer, mas que ele teve que recuar pela imunidade temporária que confere a Constituição aos presidentes. Janot aponta que Temer, quando ainda era vice-presidente, “capitaneava” o grupo do PMDB na Câmara que desenvolvia um esquema de cobrança de propinas através de dois estreitos colaboradores, os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Ambos estão incluídos na Lista de Fachin de políticos que vão ser investigados por acusações de corrupção.

As conclusões de Janot sobre Temer estão embasadas nos depoimentos de antigos diretores da Odebrecht. O próprio ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, contou aos fiscais da Procuradoria Geral da República que em 2014 recebeu uma solicitação de Temer para repassar 10 milhões de reais ao PMDB. O recado foi transmitido por Cláudio Melo Filho, diretor de Relações Institucionais da empreiteira em Brasília, o homem que mantinha contato permanente com os políticos do Congresso.

Num trecho do seu depoimento, Marcelo fala de uma conversa com o aliado de Temer, Paulo Skaf, presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (FIESP), o sindicato patronal que turbinou no ano passado uma forte campanha em favor do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2014, Skaf era candidato pelo PMDB ao Governo de São Paulo e também solicitava uma doação ao presidente da empreiteira. Marcelo explicou ao presidente da FIESP que além disso tinha um pedido anterior de Temer e que então eles dois deveriam dividir o dinheiro. Este é o relato do empresário no depoimento perante a Procuradoria Geral da República.

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  1. Dinarte Francelino de moura disse:

    Esse esquema dessas empresas já é antigo, quem não lembra dá reforma do machado que a OAS, ganhou a licitação e foi alvo de denúncia e até agora não foram apuradas, espero que agora com essas novas denúncias ministério público se manifeste e peça o desarquivamento dessas denúncias que sem dúvida irão encontrar muitas, mas muitas irregularidades, tomara que isso aconteça pq como demora dá tempo de investigarem até às eleições, pq com certeza vai ter políticos envolvidos.
    Ainda acredito na seriedade dá justiça, até pq com esse exemplo que Sérgio Moro, está dando ao país, acho que o negócio vai arrochar para políticos corruptos.

  2. Ceará Mundão disse:

    Acho interessante a alegria de alguns (petistas, é claro) com a descoberta dessas coisas contra o Temer. O PT escolheu o cara prá vice 2 vezes e estava bastante satisfeito com ele e com os demais corruptos do PMDB, até chegar o impeachment. Então, de repente, descobriram que essa turma não presta. Lembrem-se, petistas, que foram vocês que votaram nele ao mesmo tempo em que votavam na Dilma, outra catástrofe. Observem também que essa roubalheira ocorreu nos governos do PT. O canalha de 9 dedos sempre foi o grande comandante de tudo. Os peemedebistas eram personagens coadjuvantes. Os petistas eram os protagonistas, os donos do poder.

  3. As. Queiroz disse:

    Que imoralidade é essa. Esse homem no poder como presidente? Só no Brasil sem justiça e a nação sem noção permitindo um absurdo desse. Isso é NOGENTO. PELO AMOR DE DEUS. É MUITA FALTA DE RESPEITO COM OS BRASILEIROS TRABALHADORES E EXPLORADOS POR ESSES ALTOS IMPOSTOS QUE SUSTENTA A CORRUPÇÃO E Os ROMBOS da CORRUPÇÃO.

  4. A coerência perdida disse:

    Escuto panelas batendo? n.. n.. só impressão

    Ele pode roubar a vontade, a direita quer ser roubada, mas só por quem eles autorizam

  5. Blue disse:

    Sem qualquer condição moral pra permanecer no cargo.

  6. @brasil disse:

    E agora José? Quem são os verdadeiros patos mesmo???

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Sem propina, ex-presidente do BB mandou achacar a Odebrecht, segundo delator

Bruno Calxito, O Globo

Acusado de receber R$ 3 milhões para “atenuar” os efeitos da Lava-Jato, o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, mandou achacar a Odebrecht, segundo depoimento de delação premiada de Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental. O motivo: Bendine se sentiu enciumado com esquemas alheios, entre Marcelo Odebrecht e Guido Mantega, como publicou o colunista Lauro Jardim, em seu blog nesta sexta.

O delator diz que, no início de 2014, recebeu André Gustavo Vieira da Silva, enviado de Aldemir Bendine, para cobrar 1% de uma operação de reestruturação da dívida da Odebrecht Agroindustrial, que estava sendo negociada com o Banco do Brasil, mencionando o alongamento de um crédito de R$ 2,9 bilhões negociado pela Odebrecht Agro com o BB. Iniciou dizendo que Bendine estava irritado, pois a Odebrecht resolvia seus assuntos direto com Mantega. Em suma, Bendine sentia-se atropelado pelo ministro da Fazenda, que dava ordens ao BB sem levá-lo em conta.

Ainda segundo a delação, Bendine procurei reis mais quatro vezes e firmou um pedágio de 1% do valor total da operação. Inicialmente, esse percentual corresponderia a R$ 29 milhões.

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  1. [email protected] disse:

    Essa cambada de safados tem que mofar na cadeia, na época meu pai doente e não consegui hospital para fazer um tratamento decente. Foi muito difícil para minha família, principalmente para minha mãe com 82 anos. Isso é muito revoltante..

  2. In disse:

    A exemplo, temos o extinto BANESPA, faca de dois gumes soberania do estado se dá a partir dos órgãos de base e estrutura do estado, no entanto a economia e a indústria de produtos e serviços não têm limites , é preciso discutir com toda a sociedade

  3. Blue disse:

    Não foi esse q autorizou um empréstimo sem garantia para uma "socialite"

  4. escritor disse:

    Por isso as estatais não podem ser privatizadas. Servem aos politicos.

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Delator confirma compra de apoio do PDT na chapa Dilma/Temer por R$ 4 milhões

O Estado de S.Paulo

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis afirmou em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cuidou do repasse de R$ 4 milhões ao PDT, na campanha de 2014, a pedido de Marcelo Odebrecht e do ex-ministro Guido Mantega. O objetivo era comprar o apoio do partido à Chapa Com a Força do Povo, encabeçada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em especial, ao tempo de TV da legenda.

“A missão que me foi dita, na época, era entre 4 e 7 milhões de reais. Que fosse oferecido ao PDT para esse propósito especificamente”, afirmou Reis, ouvido no dia 2 de março.

Um dos 78 delatores da Odebrecht, Reis falou como testemunha na ação contra a chapa presidencial Dilma Rousseff (PT), presidente, Michel Temer (PMDB), vice, de 2014, ao ministro do TSE Herman Benjamin.

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  1. A voz das provas disse:

    O nome de LULA, DILMA, MANTEGA, PALLOCCI e INSTITUTO LULA tem sido mais citado nas delações da odebrecht que os votos que o PT teve na campanha de 2016. A cada 10 palavras 08 cita uma figura do PT, ou ligada ao PT. Foi um oceano de recursos destinados a thurma do PT, como nunca antes na história desse país.
    O PT e seus asseclas mantendo o mesmo discurso: O PT nunca recebeu recursos ilícitos, tudo foi registrado e aprovado pelo TSE. O DISCO DA MENTIRA E DA HIPOCRISIA CONTINUA TOCANDO.
    É SÓ ISSO que o PT tem a dar, MENTIRA, MENTIRA, MENTIRA, VERSÕES MENTIROSAS, ESTÓRIAS FASCISTAS, DISCURSO DISTORCIDO e MAIS MENTIRAS.
    O que tem valor são as PROVAS, o resto é choro dos desesperados petistas.

  2. Jorge disse:

    Cadê os idiotas para defender o encantador de burros ????

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Hospital Santa Catarina sem condições de atendimento, segundo SindSaúde-RN

Nesta segunda-feira (10), o Hospital José Pedro Bezerra (Santa Catarina), na Zona Norte de Natal, está com apenas um médico pediatra, devido a paralisação dos médicos da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (COOPMED), que estão há quatro meses sem pagamento. O hospital costuma contar com no mínimo três pediatras.

Além da falta de profissionais, uma das três salas de parto está desativada, devido a um princípio de incêndio no ar condicionado neste final de semana.

Com apenas um médico, é possível que vários partos deixem de ser realizados no dia de hoje.

Com informações do SindSaúde-RN

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APÓS DENÚNCIA: Sindicato dos Servidores do MPRN diz que aguarda afastamento preventivo do Diretor Geral

O Sindicato dos Servidores do MP entrou em contato com o BlogdoBG, através do Secretário-Geral do SINDSEMP, Aldo Clemente, para externar que a denúncia de assédio moral por parte do Diretor-Geral é de uma gravidade extrema, pois ambos (denunciante e denunciado), exercem cargos comissionados da atual gestão do MP/RN.

Ao Blog, o SINDSEMP/RN diz que aguarda o afastamento preventivo do Diretor Geral do MP/RN como medida de urgência, Marcondes Diogenes, até a apuração devida da denuncia.

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  1. EDU AGUIAR disse:

    Esse secretário que fala como presidente do sindicato dos servidores do MP (o atual presidente é só de enfeite?) quer derrubar o diretor geral à força mesmo. Ele devia era cuidar dos interesses do cidadão na câmara dos vereadores, aonde como representante do povo votou contra os interesses dos servidores quando ficou do lado do prefeito e votou a favor dos saques desfalcantes no Natal-Prev. Ele tá é se escondendo por trás dessa denúncia sem sentido.

  2. Cris disse:

    Respeito é uma via de mão dupla. Não é porque ganham milhões que as autoridades deixam de ser servidores e dependem dos outros servidores para fazer seu trabalho. Subordinação hierárquica é uma coisa não é tratar mal os servidores com arrogância e prepotência.
    Como servem a sociedade desse jeito? Servidor não é sociedade?
    Não estou falando desse caso, mas da relação de trabalho entre Autoridades e Servidores em geral.

  3. Correto disse:

    É o mínimo a se fazer, para evitar desvirtuamento nas investigações e influência enquanto gestor.

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TERRÍVEL – (FOTO): ‘Batismo’ sádico em militar no Rio levou à retirada de testículo; até mordida nas nádegas

Detalhe dos ferimentos no corpo do soldado – Reprodução / Agência O Globo

O soldado da 27ª Brigada de Infantaria Paraquedista sempre sonhou em ingressar no Exército e seguir a carreira militar. De família pobre, morador da Zona Norte do Rio, passou em todas as provas, recebendo as melhores notas nos exercícios físicos e nos saltos aos quais foi submetido durante o intenso treinamento. Queria copiar os passos do tio, capitão da Brigada Paraquedista.

Há duas semanas, numa segunda-feira, cabeça baixa, ele contou que desistiu de tudo depois de passar por uma sessão de trote aplicada por um grupo de 18 militares, todos superiores. Uma espécie de batismo sádico, no qual o calouro é submetido a um intenso espancamento com os pés e mãos amarrados pelos veteranos. No caso do soldado, sem nenhuma chance de defesa, como revelou o colunista Ancelmo Gois.

Durante cerca de dois minutos, o militar conta que levou chutes e foi espancado, com uso de paus, pedaços de fios e de plásticos pelos superiores. No fim, um dos agressores ainda gritou: “Soltem o cachorro. Soltem o cachorro”. Neste momento, um cabo, conhecido no batalhão pelo apelido de “Cachorro Louco”, partiu em direção ao soldado simulando ser um cão e mordendo violentamente suas nádegas, arrancando pedaços.

Quando tudo acabou, restaram inúmeras marcas e ferimentos pelo corpo. Já em casa, ele percebeu um sangramento no pênis, que mais tarde levou à extração de um dos testículos por médicos do Hospital Central do Exército (HCE), onde foi atendido.

— Fiquei muito machucado. Tive que extrair um testículo e os médicos disseram que o segundo está comprometido e também poderá ser extraído. Não vou mais conseguir saltar ou pular de paraquedas. Além disso, estou sob tratamento psiquiátrico e psicológico para tentar superar o que aconteceu. Eu sonhava em ser militar da Brigada Paraquedista. Me esforcei para passar nos testes. Agora não quero mais. Não tenho mais condições — afirmou o militar, pedindo para não ser identificado.

O caso do soldado não é o único. Nas unidades militares do Rio, os registros são recorrentes. O próprio Exército informou que entre 2014 e 2016 investigou cerca de cinco ocorrências de maus-tratos, lesão corporal e outros excessos cometidos em unidades militares do Estado do Rio. Já o Ministério Público Federal revelou que a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio está acompanhando outros cinco registros de maus-tratos em unidades militares do Rio, com a suposta violação de direitos humanos.

— O que aconteceu com o militar não foi um caso de agressão ou maus-tratos. Foi tortura. Ele foi submetido a um intenso espancamento com o pés e mãos amarrados, sem nenhuma condição de reação — afirmou o advogado Marcelo Figueira, que foi procurado pela vítima e agora move uma ação de indenização contra a União na 27ª Vara Criminal do Rio. — Estou pedindo reparação por todos os danos físicos e psicológicos que meu cliente sofreu.

OITO CABOS ENVOLVIDOS NA AGRESSÃO FORAM AFASTADOS

Em nota, o Exército afirmou que o caso do militar foi apurado em um Inquérito Policial Militar (IPM nº 04/2016) instaurado pelo comandante da 27ª Brigada de Infantaria Paraquedista e que gerou o indiciamento de oito cabos envolvidos. “Todos os militares indiciados no referido IPM foram licenciados em 28 de fevereiro de 2017”, diz o texto da nota. A Justiça Militar da União, por outro lado, recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público Militar em 14 de março de 2017, o que gerou um processo em curso na 3ª Auditoria da 1ª Circunscrição da Justiça Militar. A audiência de conhecimento está agendada para o próximo dia 10 de maio de 2017.

O Comando Militar do Leste (CML) ressaltou ainda que o Exército “não compactua com qualquer tipo de irregularidade, repudiando veementemente atitudes relacionadas a maus-tratos, que contrastam com a imagem de uma instituição conhecida e respeitada pela seriedade e transparência no trato de assuntos ligados à atividade militar”. Revelou ainda que todos os casos dessa natureza são imediatamente apurados pelos comandantes de organizações militares, em Inquéritos Policiais-Militares (IPMs): “O envolvimento de militares do Exército em delitos de maus-tratos ocorre de forma pontual e isolada. Sempre que há denúncias, a instituição investiga e encaminha à Justiça Militar, a quem cabe julgar e aplicar penas”.

O soldado contou que se alistou no Exército como voluntário em 2015 e queria servir na Brigada de Infantaria Paraquedista. Depois de passar nos testes físicos e práticos, foi aceito na unidade como soldado. O engajamento foi efetivado em maio de 2016.

— Foi aí que começou meu inferno. Fui avisado do trote, conhecido como ‘‘baco”. Comecei a sofrer terror psicológico e todo dia fugia do trote, até que um grupo me agarrou e me levou ao alojamento dos cabos. Fecharam as portas e todas as janelas — disse o militar.

Imobilizado, teve os pés e mãos amarrados até ser levado para o centro do alojamento. O espancamento começou com um grito e 18 militares portando pedaços de paus, cordas e fios.

— Quando acabaram, disseram que era para eu ficar calado e não denunciar ninguém — relatou.

Segundo o advogado, o militar foi mais visado por ter porte físico avantajado:

— Ele sofreu mais que os outros por ser muito forte. Chegaram a avisar antes que com ele seriam mais severos do que de costume.

O militar é lotado na 2ª Companhia da 27ª Brigada de Infantaria Paraquedista, em Deodoro, onde há 60 soldados. Todos deveriam ser submetidos ao trote.

— No dia que me espancaram, outros soldados também passaram pelo mesmo castigo. Ser agredido violentamente por 18 militares durante dois minutos pode parecer pouco para quem bate. Para quem apanha parecia uma eternidade — afirmou.

JUSTIÇA FEDERAL CONSIDEROU LESÃO CORPORAL

As agressões sofridas pelo militar foram comunicadas no ano passado como um caso de tortura ao Ministério Público Federal do Rio (MPF). A denúncia acabou gerando um processo na 6ª Vara Federal do Rio, mas não chegou a ser julgado. A juíza titular, Ana Paula Vieira de Carvalho, considerou que o caso se trata de lesão corporal e declinou a competência da Justiça Federal, encaminhando o processo à Auditoria Militar. Procurada pelo GLOBO, a procuradora Ana Paula Ribeiro Rodrigues, do MPF, não se manifestou.

Em 2015, um levantamento do GLOBO nos processos da Justiça Militar do Rio mostrou que em dez anos, 299 casos em unidades militares das Forças Armadas do Rio foram julgados. Eram relatos graves de maus-tratos e lesão corporal nos quartéis do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, todos praticados por instrutores durante treinamentos. As seguidas denúncias de excessos, que já levaram militares à morte durante treinamento, provocou reação: a Procuradoria-Geral da Justiça Militar, em Brasília, publicou uma recomendação nacional sobre o treinamento e os cursos dados a tropas especiais, bem como os treinamentos especiais destinados às tropas. Nela, lembra aos militares que eles deveriam evitar o castigo físico e o trote durante os exercícios.

O Globo

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  1. GORETTI ALVES disse:

    Psicopatas fardados, disfarçados de militar, meu pai foi militar há 40 anos, e nunca ouvi falar de trotes dentro da marinha, pelo contrário até os presos da ditadura eles tratavam bem, e até conselhos eles davam, repúdio total a esses doentes/bandidos, não horam a farda que usam,e nós brasileiros ainda pagamos altos salários a esse tipo de bandido, DEVERIAM SER EXPULSOS.

  2. jacil disse:

    ESSA É A DOUTRINA DE BOLSONARO. AINDA TEM QUEM DEFENDA TORTURADOR

  3. Rodrigo Braga disse:

    Trote ridículo, sou contra esse tipo de "brincadeira". Quando vejo aquele pessoal que passa no "vestibular", pedindo dinheiro no sinal, todo sujo, banhado com aquela salmoura do lixo, eu nem abri o vidro do carro, enfim, brincadeira de mal-gosto, quanto mais essa do militar que foi uma severa tortura.

  4. Potyguar disse:

    Bandidos psicopatas ( e pelo visto, alguns com forte tendência para a pederastia também ) mancham e desonram esta grande Instituição Brasileira que é o Exército.
    Muito deprimente e revoltante.

  5. Bruno disse:

    E esses militares não fazem psicoteste? Como passaram?

  6. Ricardo disse:

    Bandidos de farda. Devem ser expulsos e condenados criminalmente. Deveriam ter entendido que o serviço militar serve a um fim específico, que é servir à Nação, mas escolheram passar para o lado da escória da sociedade. Além de tudo, são inconsequentes, pois devem ter filhos para criar, educar e dar exemplo. Que bom que foram descobertos!!!

  7. Roberto disse:

    Bando de loucos fardados. Desequilibrados mentais. Parecem um "militar" que quer ser candidato à presidência da republica.

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Delator diz que Odebrecht deu R$ 2 milhões em caixa dois a Henrique Alves

BRASÍLIA DF, BRASIL, 25-03-2014: O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, durante cerimônia de lançamento da Agenda Legislativa Industrial na sede da CNI em Brasília. (Foto: Beto Barata/Folhapress, PODER)

Texto e Foto FOLHAPRESS

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Cunha Reis afirmou, em seu acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato, que doou R$ 2 milhões em caixa dois para a campanha do pemedebista Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.

Alves perdeu a eleição no segundo turno para Robinson Faria, candidato do PSD.

O pedido de contribuição foi feito, segundo o delator, numa reunião de que ele participou juntamente com Alves e o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

O encontro, segundo a delação, aconteceu no dia 06 de setembro de 2014 no gabinete de Cunha, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A doação em caixa dois teria sido paga em dinheiro vivo e viabilizada por meio do setor de operações estruturadas da Odebrecht, classificado pelos investigadores da Lava Jato como departamento de propinas da empresa.

Alves foi ministro do Turismo do governo Dilma Rousseff entre abril de 2015 e março de 2016. Saiu do cargo ao apoiar o impeachment da presidente.

Voltou à pasta em 12 de maio de 2016, com a chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto.

A segunda passagem pelo ministério, porém, não durou muito. Alves pediu demissão em 16 de junho de 2016, após vir a público que ele havia sido citado na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Machado disse ter pago propina de R$ 1,55 milhão a Henrique Alves entre os anos de 2008 e 2014.

Na ocasião, o ministro classificou as acusações como levianas e irresponsáveis.

Dez dias antes de a delação de Machado se tornar pública, a Folha revelou um despacho enviado pela Procuradoria-Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal), em que o procurador-geral Rodrigo Janot afirmava que o então ministro do Turismo atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.

Parte do dinheiro do esquema desbaratado pela Operação Lava Jato teria abastecido a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014.

A negociação envolveria Cunha e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. As afirmações constam do pedido de abertura de inquérito para investigar os três, enviado ao STF.

No despacho Janot apontava que Cunha e Alves atuaram para beneficiar empreiteiras no Congresso, recebendo doações em contrapartida. Antes do ministério, Alves foi deputado federal.

“Houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS”, escreveu Janot.

O nome do ex-ministro apareceu também numa planilha apreendida na casa de Benedicto Júnior, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, durante a fase Acarajé, da Lava Jato.

Numa tabela com nome e apelido de políticos, há uma linha em que aparece “Henrique Alves”, “RN” e o valor 1000,00.

OUTRO LADO

O advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, afirmou que seu cliente nega ter recebido doação ilegal ou por meio de caixa dois.

Ticiano Figueiredo, defensor do ex-deputado Eduardo Cunha, disse que as delações da Odebrecht são “um apanhado de afirmações desprovidas de provas que busca despropositada e irresponsavelmente imputar crimes aos principais políticos do cenário nacional”.

A Odebrecht diz, em nota, que não se manifesta sobre o teor de depoimentos de pessoas físicas, mas reafirma compromisso de colaborar com a Justiça.

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  1. César B. disse:

    Esse é só mais um processo que aponta o envolvimento dele em ilícitos.
    E pensar que o povo já o elegeu tantas vezes, acho que o eleitor é que deveria ir para a cadeia. VERGONHA,

  2. Eterno Vascaino disse:

    Você estar absorvido em nome de Jesus Moro….

    • Ceará Mundão disse:

      "Cumpanhero", nem preciso lembrar que a roubalheira foi nos governos petistas, né? Nem lembrar que ele foi ministro do PT, não é mesmo. Homem forte nos governos petistas. Você deve lembrar disso pois faz pouquíssimo tempo.

  3. José disse:

    Henrique Alves vai levando até 2018. Eleito com certeza a deputado federal e ganha foro privilegiado. Valeu Henrique!!!

  4. Luiz disse:

    Esse moço não vai ser conduzido coercitivamente não?
    Que misteriosas forças ocultas o seguram?

    • Ceará Mundão disse:

      Ele foi homem forte dos governos petistas, inclusive ministro. Roubou nos governos do PT como, aliás, todos os peemedebistas corruptos fizeram.

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