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Contas do governo no 1º trimestre têm pior resultado em 21 anos

As contas do governo federal registraram rombo recorde no mês de março e no primeiro trimestre deste ano, segundo números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27).

Somente em março, as despesas do governo superaram as receitas com impostos em R$ 11,06 bilhões – o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. De janeiro a março, o chamado déficit primário totalizou R$ 18,29 bilhões, também o pior para o período em 21 anos.

Essas contas não levam em consideração os gastos do governo federal com o pagamento dos juros das dívida pública.

O fraco resultado das contas públicas acontece em um ambiente ainda de baixo nível de atividade, que tem resultado em queda da arrecadação.

Embora apareçam alguns sinais de melhora do ritmo da economia, como alta da confiança e da produção industrial, o desemprego ainda segue alto, o que impõe uma velocidade menor ao ritmo de recuperação.

Receitas e despesas

De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, as receitas totais recuaram 3,2% em termos reais (após o abatimento da inflação) no primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2016, para R$ 334,43 bilhões.

Por outro lado, as despesas totais recuaram de forma mais intensa nesta comparação: somaram R$ 293,76 bilhões no primeiro trimestre de 2017, com queda de 4,9% em termos reais quando comparadas ao mesmo período de 2016.

Rombo da Previdência Social

A Secretaria do Tesouro Nacional informou que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 28,98 bilhões, no primeiro trimestre de 2016, para R$ 40 bilhões nos três primeiros meses deste ano, um aumento de 38,1%.

Para 2017, a expectativa do governo é de que o INSS registre novo resultado negativo, de R$ 188,8 bilhões.

O Congresso discute proposta do governo Michel Temer para reforma da Previdência. De acordo com o governo, o objetivo da medida é frear o crescimento do déficit do INSS.

A proposta original previa idade mínima de aposentadoria de 65 anos, para homens e mulheres, entre outras mudanças. Entretanto, o relator do reforma na Câmara, deputador Arthur Maia (PPS-BA), apresentou um novo texto, com regras menos rígidas.

O objetivo do governo é tentar manter a sustentabilidade das contas públicas, diante de um déficit crescente do sistema previdenciário brasileiro.

Concessões e investimentos

Nos três primeiros meses deste ano, ainda de acordo com os dados oficiais, as receitas com concessões registraram forte queda, para R$ 560 milhões, contra R$ 11,63 bilhões no mesmo período do ano passado.

Por outro lado, houve um pequeno aumento no recebimento de dividendos, que totalizaram R$ 1,77 bilhão nos três primeiros meses deste ano, em comparação com R$ 392 milhões no mesmo período de 2016.

Os dados oficiais mostram que o governo também diminuiu fortemente o pagamento de investimentos de janeiro a março deste ano, para R$ 5,75 bilhões. No mesmo período de 2016, os gastos com investimentos somaram R$ 14,14 bilhões.

Meta fiscal e medidas de ajuste

A meta fiscal do governo federal para este ano é de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de até R$ 139 bilhões.

Neste começo de 2017, as receitas com impostos foram menores que as previstas, o que levou a equipe econômica a anunciar, no mês passado, uma série de medidas para tentar atingir a meta. São elas:

Bloqueio de R$ 42,1 bilhões em gastos públicos

Receita extra com o aumento da tributação sobre a folha de pagamento: R$ 4,8 bilhões

Receitas extras com relicitação de 4 hidrelétricas: R$ 10,1 bilhões

Receita extra com a equiparação da alíquota de IOF de cooperativas de crédito, com a cobrada de bancos: R$ 1,2 bilhão

No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 154,2 bilhões, o maior em 20 anos. Em 2015, o déficit fiscal totalizou R$ 115 bilhões. A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e mais pressões inflacionárias.

Os analistas das instituições financeiras, porém, preveem que a meta fiscal não será cumprida em 2017. Estimativa do mercado feita em janeiro, e divulgada recentemente, aponta para um rombo de R$ 147 bilhões nas contas do governo neste ano, acima da meta fiscal.

G1

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Exportações brasileiras crescem 24,4% no primeiro trimestre

As exportações brasileiras cresceram 24,4% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. Ao mesmo tempo, as importações aumentaram 12%. A balança comercial registrou superávit de US$ 14,4 bilhões. Os dados são do Indicador Mensal da Balança Comercial, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e foram divulgados hoje (26) no Rio de Janeiro.

Com o resultado da balança comercial, estima-se que o comércio externo brasileiro encerre o ano com um saldo positivo de US$ 50 bilhões.

Em relação ao volume, as exportações cresceram menos (11%) do que as importações (17%) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2016. A maior alta nas exportações foi observada no setor da indústria extrativa (38%), seguido pela indústria da transformação (9%). A agropecuária teve uma queda de 7%. As exportações de não commodities aumentaram 16% e as de commodities, 6%.

O maior crescimento no volume importado ocorreu na indústria de transformação (23%), seguido pela extrativa (11%). A agropecuária teve queda de 4%.

Preços dos produtos negociados

Os termos de troca penderam a favor da balança comercial brasileira, com uma melhora de 19% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, devido ao aumento de 15% do preço das exportações e da queda de 3% do preço das importações.

Isso pode ser explicado principalmente pelo comportamento das commodities. Enquanto o preço de importação desses produtos recuou 11%, o preço da exportação avançou 29%. Entre as não commodities, o preço das exportações não variou, enquanto o valor das importações caiu 6,5%.

Entre os setores econômicos, os preços das exportações da indústria extrativa cresceram 75%, enquanto o preço das importações caiu 9%. Na indústria da transformação, o preço das exportações cresceu 5%, enquanto o das importações caiu 7%. Na agropecuária, os preços dos exportados cresceram menos (9%) do que os dos importados (17%).

“Os preços das commodities estavam deprimidos até o final do ano passado e, neste início de ano, tiveram uma recuperação. No caso do Brasil, por exemplo, os preços de minério de ferro e petróleo melhoraram. Também temos uma demanda internacional mais favorável [para as exportações brasileiras]”, disse a pesquisadora da FGV, Lia Valls.

Agência Brasil

 

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FOTOS: 20ª ExpoPotengi movimentou quase R$ 2 milhões em negócios

FOTOS: Assecom/Sape

A 20ª ExpoPotengi, encerrada no último domingo (23) em São Paulo do Potengi, movimentou quase R$ 2 milhões no município e região. Só em financiamentos para comercialização de animais foi registrado R$ 1,2 milhão, oferecidos pela Agência de Fomento do RN (AGN). Em torno de 20 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos Agropecuários nos três dias de exposição.

Mais de 1.550 bovinos, caprinos e ovinos participaram do evento, que contou com criadores do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Ceará e Piauí. “O evento foi um grande sucesso e marcou a abertura do Circuito Estadual de Exposições Agropecuárias, que irá passar por nove cidades este ano. É uma maneira muito eficiente de fomentar a economia do interior do Estado e gerar renda nesses municípios participantes e no entorno”, destacou o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha.

Somente a Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN) financiou R$ 1,2 milhão em 70 projetos para aquisição de animais. Banco do Nordeste e Banco do Brasil ainda estão contabilizando sua participação, o que pode deixar a movimentação de financiamentos em mais de R$ 1,5 milhão nos três dias de evento. O comércio direto de animais, venda de produtos e artesanato, máquinas agrícolas, ingressos para os shows, alimentos e bebidas também contribuíram para incrementar a renda do evento.

Copa Boer

A 1ª Copa Nacional Boer foi um dos pontos altos da ExpoPotengi e reuniu cerca de 300 animais participantes, vindos dos melhores criadores do país. O pecuarista de Caicó Inácio Josival dos Santos, criador de caprinos Boer desde 2002, foi um dos que concorreram na Copa. Dono de animais que já foram campeões nacional, nordestino e reservado, o plantel composto por 30 caprinos concorreu com outros exemplares de várias partes do país.

Os Boer criados por Inácio tiveram seus embriões importados da Austrália e cruzados com outros embriões sul-africanos. Segundo o pecuarista, o investimento é alto para criar esse tipo de caprino. “Cada animal desse custou R$ 18 mil de investimento só para chegar na minha fazenda. Hoje para vender, eles valem em torno de R$ 20 mil”, conta.

Para Dorgival Júnior, pecuarista de Ouro Branco/RN e criador de Boer há 18 anos, o RN mostrou sua força e potencial da raça, levando seus animais a serem considerados os maiores da raça em todo o Brasil nos dois últimos anos. Isso o credenciou a sediar a 1ª Copa Nacional Boer. “São animais com dupla aptidão, para o corte e para o leite. Além de uma alta capacidade de digestibilidade”, destaca.

Edital

O Governo Cidadão/Banco Mundial participou da ExpoPotengi com toda infraestrutura que possibilitou a comercialização dos produtos da agricultura familiar da região. Na ocasião, foi divulgado o Edital de Leites e Derivados, aberto até 31 de maio, e que tem como objetivo a estruturação desta cadeia produtiva através do fortalecimento da produção primária, melhoria do processo de beneficiamento e comercialização dos produtos. Os recursos disponíveis são de R$ 23 milhões para beneficiar em torno de 20 associações.

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  1. Gláucio Vaz disse:

    Parabéns pela cobertura

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Contas externas registram superávit de US$ 1,4 bi em março, o melhor resultado em 12 anos

Colheita de soja numa plantação no Paraná – Guito Moreto / Agência O Globo

As contas externas do país fecharam março no azul pela primeira vez em quase um ano. As chamadas transações correntes – resultado de todas as trocas de serviços do comércio do Brasil com o resto do mundo – apresentaram superávit de US$ 1,4 bilhão por causa do efeito da alta de preços de commodities. Foi o melhor desempenho para meses de março desde 2005.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central, nos 12 meses encerrados em março, as transações correntes registraram um resultado negativo de US$ 20,6 bilhões. Isso representa 1,10% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país).

A balança comercial mais forte por causa da alta das commodities suprimiu os efeitos de alta de despesas como, por exemplo, as viagens internacionais. Os gastos de turistas brasileiros no exterior subiram 19%. Somente no mês passado, eles deixaram US$ 1,5 bilhão.

Outra conta que ficou no vermelho foi a de aluguel de equipamentos. O déficit foi de US$1,6 bilhão em março: redução de 8,5% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. Isso é considerado pelos economistas um mau sinal, já que isso representa menos atividade no país.

Os investimentos estrangeiros no Brasil, por sua vez, aumentaram 28% em março. Entraram no país US$7,1 bilhões. O destaque foi o ingresso de US$4,2 bilhões na modalidade participação no capital. Ou seja, os estrangeiros estão comprando ações de empresas brasileiras que estão baratas.

Nos últimos 12 meses, entraram no Brasil US$ 85,9 bilhões. Isso equivale a 4,62% do PIB.

O Globo

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Com economia em recuperação, Mercado financeiro espera que inflação feche o ano em 4,04%

Redução da inflação beneficiará consumidores de todas as camadasTânia Rêgo/Agência Brasil

O mercado financeiro espera que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 4,04% este ano. Essa é a sétima redução seguida na projeção, de acordo com pesquisa semanal – Boletim Focus – do Banco Central (BC) feita junto a instituições financeiras e divulgada às segundas-feiras, em Brasília. A estimativa da semana passada era 4,06%.

Com a inflação em queda e a economia em recuperação, a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2017, é 8,5% ao ano. Essa também é a projeção para o final de 2018 (8,5% ao ano). Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.

Reflexos nos preços

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) foi ajustada de 0,40% para 0,43%, em 2017. Para o próximo ano, a projeção segue em 2,5% ao ano.

Agência Brasil

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  1. Eterno Vascaino disse:

    Vai fechar em deflação, pois ninguém tem dinheiro para consumir. simples assim !

  2. Sávio disse:

    Mais uma reportagem "milagrosa" da Agência (do Governo) Brasil.

  3. IB disse:

    Pra mim as previsões do mercado financeiro são como as previsões do tempo! A margem de erro é gigante!

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Deputados devedores propõem perdão de débitos em novo Refis

FOLHAPRESS

Parlamentares que devem à União R$ 3 bilhões em tributos inscritos na dívida ativa tentam se beneficiar com o perdão dos débitos em uma negociação para alterar a medida provisória que instituiu o PRT (Programa de Regularização Tributária), uma nova regra de parcelamento com a Receita Federal.

O projeto de conversão da MP em lei deve ser concluído até meados de maio e está sob a relatoria do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG). O parlamentar acumula débitos de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas.

O deputado afirmou que seu relatório está pronto e deve ser apresentado nesta terça-feira (25). Deputados e senadores submeteram ao relator 376 emendas ao texto enviado pelo Executivo.

Quase metade delas partiu de parlamentares devedores. Outra parcela (37%) foi apresentada por congressistas que se elegeram com doação de empresas inscritas na dívida ativa da União.

A Folha fez um levantamento da dívida total de deputados e senadores com dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por meio da Lei de Acesso à Informação. Na Câmara, 291 deputados devem R$ 1 bilhão em nome próprio, de empresas controladas por eles ou de que são sócios.

Também entram nessa conta companhias, fundações ou agremiações em que os parlamentares aparecem como corresponsáveis.

A maior parte dessas dívidas (R$ 724,6 milhões) está nas empresas controladas por um grupo de 190 deputados, ou 37% da Câmara.

No Senado, os débitos seriam menores não fosse a pendência do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), que aparece como corresponsável por uma dívida de R$ 1,7 bilhão em nome do Frigorífico Cristal, envolvido em um esquema de sonegação fiscal.

Incluindo esse débito, o montante devido por 46 senadores (mais da metade do total de senadores) totaliza cerca de R$ 2 bilhões.

“Parlamentares devedores foram eleitos por empresas devedoras, que só usam os programas de refinanciamento para continuar não pagando imposto”, disse o coordenador-geral da dívida ativa da União, Daniel de Saboia.

Ele argumenta que os benefícios de anistia aos devedores beneficia um número pequeno de grandes empresas. “São justamente aquelas que apareceram no noticiário envolvidas nas investigações da Polícia Federal. Elas estão na Lava Jato, na Carne Fraca, na Recall, na Saqueador, na Acrônimo.”

PRAZO E DESCONTO

Uma das principais alterações feitas ao texto original da MP é o aumento do prazo de parcelamento dos débitos de 120 para 180 meses.

Também há uma escala de descontos para multas e juros que, dependendo do valor da parcela inicial paga à vista, pode chegar a 85%. Quem optar pelo pagamento à vista terá desconto de 90% da multa e dos juros.

“Às vezes, o valor da multa e dos juros fica maior que a dívida original,” disse o deputado Newton Cardoso Júnior. “É um absurdo.”

O deputado também propõe a alteração do índice de juros usado na correção da dívida. “A maior demanda que recebi [pedidos de entidades de classe] foi pela troca da Selic [taxa básica, mais alta] pela TJLP [Taxa de Juros de Longo Prazo, mais baixa].”

Parlamentares afirmam que não há conflito de interesses

Deputados e senadores envolvidos nas discussões do Programa de Regularização Tributária negaram conflito de interesse em sua atuação no projeto do novo Refis.

“Não vejo nada demais [em participar das discussões]. Ninguém vai fazer nada em causa própria, até porque foi o governo que mandou uma medida provisória para cá. Não foi iniciativa da Câmara”, disse o deputado Andrés Sanchez (PT-SP).

“A Receita e a PGFN [Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional] querem descobrir chifre em cabeça de cavalo”, disse o deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), relator do projeto. “Seguimos a orientação do presidente Temer [para fazer o Refis].”

Ele confirmou os débitos. “Hoje, quem não é devedor?”, disse. “Receita e PGFN tratam o devedor como criminoso.”

Cardoso diz não se considerar legislando em causa própria. “A maior parte das emendas partiu de senadores e deputados que sequer participam da comissão [que analisa o texto]. Recebi mais de 50 entidades de classe.”

O deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR), que faz parte da comissão que avalia a MP, afirmou que está na lista de devedores porque sua empresa foi indevidamente declarada falida. Segundo ele, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça reverteu o processo.

“A PGFN diz que estamos beneficiando empresas sonegadoras”, afirmou. “Empresa inadimplente não é sonegadora. Se a dificuldade pega, é mais do que natural que a empresa pare de pagar a União para poder honrar compromissos com funcionários e fornecedores primeiro.”

Kaefer também não se considera impedido de participar do debate da MP. “Estou na Câmara há 11 anos e sou membro da Comissão de Fiscalização e Tributação.”

O deputado Júlio César (PSD-PI) afirmou que sua dívida se refere a pendências rurais que são negociadas no âmbito de outra lei. “Nem vou me beneficiar pela MP.”

Os parlamentares consideram indevida a divulgação de seus nomes na lista da PGFN. Segundo eles, seus créditos foram renegociados de acordo com os programas de parcelamento anteriores.

Desde sexta-feira (21), a Folha procurou os deputados Roberto Balestra (PP-GO), Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), Elcione Barbalho (PMDB-PA) e Marinaldo Rosendo (PSB-PE), mas não obteve resposta.

A reportagem não conseguiu contato com o senador Zezé Perrella (PMDB-MG). À Justiça Federal, ele negou ter participação no Frigorífico Cristal, acusado de participar de esquema de sonegação. Porém, o juiz acatou a posição da PGFN de que ele era um dos sócios da empresa.

Também não responderam os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Fernando Collor (PTC-AL).

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  1. Nojeira. disse:

    Pilantras!!! Canalhas!!! Imundos!!! ACORDA BRASIL!!!

  2. Charles disse:

    Bandidos essa é a palavra correta.

  3. Álvaro Fernandes de Araújo disse:

    Mais uma vez os políticos eleitos democraticamente provando o que são. Além da corrupção sistêmica, prejudicam ainda mais o próprio governo por não pagar os impostos devidos. É um bando de urubus carniceiro dos recursos públicos, nada de perdão, páginas dívidas. Lugar de caloteiro, velhaco, sem vergonha, corrupto e corruptor é na cadeia

  4. Brasil disse:

    Eleitores burros …acaba nisso ,temos os políticos que merecemos ,tem idiotas que saem em defesa desses vermes ladroes,kkkk o meu roubou ,o teu tem avião com cocaina…

    • Álvaro Fernandes de Araújo disse:

      Só acho que deveria mudar seu pseudônimo, melhor se chamar Cuba, Venezuela, Irã ou Coreia do Sul, países que têm o regime político que vocês apoiam e veneram. Não Brasil, Brasil não vermelhos.

  5. Azevedo disse:

    Verdadeiros bandidos da política partidária brasileira. Esses vagabundos sonegadores de impostos deveriam estar na cadeia, ou seja, atras das grades e não exigindo perdão do que devem, ou melhor, do que roubaram do contribuinte.

  6. escritor disse:

    Quem paga imposto no Brasil são os mais pobres. Nenhuma novidade. E sao este deputados que devem ao INSS q vão fazer a reforma da previdencia.

  7. Lorena Galvão disse:

    pilantras e o povo paga ate o ultimo centavo se dever uma micharia

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Para sobreviver, Engevix controla até luz

O ex-sócio do grupo Engevix, Cristiano Kok, costumava usar uma frase para explicar a rápida ascensão da empresa nos últimos anos: “Não somos ambiciosos, somos oportunistas”, disse ele, numa entrevista concedida ao ‘Estado’ em fevereiro de 2012, após vencer o leilão do Aeroporto de Brasília, com ágio de mais de 600%. Esse conceito, no entanto, custou caro ao grupo, que hoje vive a ressaca da Operação Lava Jato, o maior escândalo de corrupção da história do País.

Da época de bonança da empresa, cujo portfólio era recheado de grandes projetos e faturamento acima de R$ 3 bilhões, sobrou pouco. Desde que os sócios do grupo foram presos pela Polícia Federal por envolvimento no escândalo, a empresa encolheu para menos de um terço do que era antes. Vendeu ativos importantes – como os aeroportos (Brasília e São Gonçalo do Amarante/RN) e a subsidiária de energia Desenvix – e pediu recuperação judicial de um dos maiores investimentos da companhia nos últimos anos, o Estaleiro Rio Grande.

“Relançada” recentemente como Nova Engevix, a empresa hoje é comandada por José Antunes Sobrinho, que comprou no ano passado a participação dos sócios Cristiano Kok e Gerson Almada por R$ 2 e absorveu uma dívida que beirava os R$ 2,5 bilhões. Dos três, Almada foi condenado a 19 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Antunes e Kok foram absolvidos pelo juiz Sérgio Moro, mas têm outras pendências na Justiça.

Desde a negociação entre os sócios, um amplo plano de reestruturação vem sendo colocado em prática dentro da companhia, que tem ações de improbidade em andamento. A ideia é se concentrar na área de construção e em projetos de engenharia. Se tudo correr bem e a economia reagir, em dois anos, a empresa acredita que estará numa situação um pouco mais confortável, contam fontes próximas do grupo.

Com a drástica queda no faturamento, a estrutura minguou. Dos 20 mil funcionários, diretos, indiretos e subcontratados, restam menos de 3 mil pessoas na companhia. O salário de quem ficou no grupo hoje está em dia, mas o 13.º salário e os rendimentos de dezembro só foram pagos em janeiro.

Ex-executivos da empresa contam que, além da redução do quadro de empregados, a contenção de despesas tem sido rígida para todo mundo. Sem motoristas particulares, luxo para tempos tão bicudos, até os executivos têm usado Uber para transitar pela cidade. Viagens de avião só se forem marcadas com antecedência para evitar custos elevados.

Hoje até o consumo de energia elétrica passou a ser controlado com austeridade, afirmam trabalhadores que deixaram recentemente a empresa. Durante o dia, o prédio fica na penumbra, pois é proibido acender as luzes. O ar condicionado também é controlado. Se a temperatura ficar abaixo dos 25 graus, o aparelho não pode ser ligado.

Na sede do grupo, localizada no Centro Empresarial Tamboré, em Barueri, o andar térreo está praticamente desocupado. No passado, dezenas de funcionários tinham suas mesas instaladas ao redor de um agradável jardim central com luz natural e uma bela escultura suspensa. Hoje todas as mesas estão vazias. Fontes afirmam que várias salas do prédio também estão vagas – cenário bem diferente daquele que perdurou até 2013.

Jackson. Embora tenha sido criada em meados da década de 60, a empresa mudou de mãos em 1997. Naquele ano de grandes transformações, com o maior processo de privatização em curso no País, Kok, Antunes e Almada deram um grande passo. Juntos, eles propuseram ao patrão, o empresário João Rossi, a compra da empresa por algo em torno de US$ 30 milhões.

O chefe, que andava desanimado com o negócio, não pensou duas vezes. Vendeu a empresa e ainda aceitou dividir o pagamento em 100 parcelas mensais. Assim, nasceu a Jackson, a holding batizada com partes dos nomes dos sócios e que reunia os negócios da Engevix.

Nos quatro anos que antecederam a Lava Jato, o faturamento da empresa teve um salto de 141%, de R$ 1,3 bilhão para R$ 3,3 bilhões. Negócios de peso entraram no portfólio da companhia, como as concessões dos aeroportos, a construção do Estaleiro Rio Grande e a Hidrelétrica de Belo Monte.

Hoje os planos da Nova Engevix, que não quis se pronunciar, são bem menos ambiciosos. A palavra de ordem é sobreviver. Para isso, porém, a empresa precisa concluir as negociações de um acordo de leniência com o Ministério Público Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  1. paulo martins disse:

    Recordar é viver: JBS/Friboi, Banco BTG Pactual (ah! capitalismo maldito…) e as enroladas empreiteiras Carioca Engenharia, Andrade Gutierrez e Engevix são alguns dos notáveis financiadores da campanha eleitoral de Fátima Bezerra para o Senado Federal em 2014.
    Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/quem-financiou-a-eleicao-de-fatima-bezerra/

    • IB disse:

      Meu amigo não existe nenhum político, seja de qual partido for, que não tenha recebido dinheiro de empreiteira, banco, conglomerado nacional e internacional etc nas eleições e durante o mandato. O cara da Odebrech mesmo afirmou que tudo funcionava a decadas e a imprensa já sabia de tudo. Então querer usar isso pra atacar um político especifico é jogar areia em quem ta afundado na lama.

  2. Luciana Morais Gama disse:

    Até agora não li nenhuma mensagem do porta voz da ENGEVIX, aliás ele mergulhou com medo da LAVA JATO.

  3. Comedor de Coxinhas disse:

    "Maior escândalo de corrupção da história do País".
    Mentira, Banestado e o escândalo do CAF foram maiores só q nao tinha o PT no meio. Esse é o problema.

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Petrobras se prepara para mais um rombo bilionário

Logo da Petrobras

A Petrobras reconheceu em balanço uma possível perda de 5,4 bilhões de reais no processo que a americana EIG move contra a estatal em Washington. A estrangeira culpa a empresa brasileira por ter investido na Sete Brasil.

Rdar On-Line

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  1. As. Queiroz disse:

    Mas se o Foco é SEMPRE COBRAR TODAS AS FALÊNCIAS FINANCEIRAS NAS COSTAS DO TrabalhADOREI.

  2. Ojuara disse:

    Privatiza urgente!

  3. M. D. R. disse:

    O que ganhou a Previdência nesta CORRUPÇÃO? As proprinas ñ computado para PREVIDÊNCIA, o legado ficaram com os corruptos que deveria confiscar e tirar PARTE do INSS, e cobrar dos DEVEDORES, só assim evitaria UMA reforma sem prejudicar o TRABALHADOR.

  4. Valter disse:

    Parece ser a mentalidade de quase todo povo brasileiro, levar vantagem nas costas dos outros.
    Vende a Petrobras e cabou essa historinha de dizer que o petróleo é nosso.

  5. Valter disse:

    SE for privatizada, será melhor.
    Já pagamos os combustíveis mais caros no mundo.
    Pra que ficar com um empresa que quando dá lucro a gente não ganha nada, mas quando dá prejuízo, a gente paga a conta????

  6. David32 disse:

    Petrobras foi usada como galinhas dos ovos de ouro pelos corruptos, ela, a vaca que era gorda, agora está magra e capenga!
    Já escuto vozes dizendo privatiza que é melhor !!!!
    Nós já destruímos agora vamos vender por preço de banana para o capital estrangeiro !!
    Assim foi com muitas outras estatais, finado GV deve estar se virando no caixão !

  7. SANDRO disse:

    O GRANDE LEGADO DO PT E SEUS PARCEIROS, A GRANDE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE ACABOU COM UM PAÍS

  8. JSL disse:

    Não tem problema, nós "brasileiros" somos ricos e pagamos mais esse rombo.

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Em três anos, principais empresas citadas na Lava Jato demitiram quase 600 mil pessoas

Desemprego (Foto: O Globo)O Estado de S.Paulo

A recessão, a queda do preço do petróleo, a redução dos gastos do governo e a Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, empreiteiras e agentes do governo, tiveram efeito devastador no emprego. Levantamento do Estado com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato mostra que, somente entre funcionários diretos e terceirizados dessas companhias, o corte de vagas entre o fim de 2013 (antes da deflagração da Lava Jato, em março de 2014) e dezembro de 2016 foi de quase 600 mil pessoas. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas.

Empresas do setor de óleo e gás, como a Petrobrás, foram afetadas pela redução da cotação do petróleo, que hoje está próxima de US$ 50. Já as grandes construtoras e incorporadoras tiveram de lidar com o alto endividamento da população, que deixou de comprar imóveis, e com a conclusão – ou interrupção – de projetos de infraestrutura, diante da deterioração das contas do governo.

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Tarifas de ônibus intermunicipais serão reajustadas a partir de segunda (24)

As tarifas do transporte intermunicipal serão reajustadas a partir de segunda-feira (24). O índice médio autorizado pelo Departamento de Estradas e Rodagens foi de 14,5% para as linhas do interior do estado.

Na Grande Natal o reajuste variou de 10 a 16%. As linhas do Nível 1 (Natal/Genipabu e as linhas C, D, E e L de Parnamirim) que custavam R$ 3,10 passaram para R$ 3,60.

As linhas Natal/Parnamirim (A, J e P), que custavam R$ 3,60 e Natal/Macaíba (via BR-101), Pirangi e Parnamirim (Linha B) passaram de R$ 3,80 para R$ 4,20.

A passagem das linhas Natal/Ceará-mirim e Natal/Jacumã, que custava R$ 4,90 vai custar R$ 5,60. Natal/São José de Mipibu passou de R$ 6,10 para R$ 7,00 e as passagens de Natal para Nísia Floresta e Monte Alegre passarão de R$ 6,50 para R$ 7,50.

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  1. João Maria disse:

    Falou vcs falar sobre o passagem de Extremoz

  2. vida de brasileiro é dura. disse:

    Se pelo menos os transportes prestasse o valor seria justo.

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Petrobras decide aumentar preço da gasolina e do diesel

Gasolina vai subir 2,2% nas refinarias a partir de sexta-feira (21) (Foto: Reuters)

A Petrobras anunciou que vai aumentar a partir desta sexta-feira (21) o preço da gasolina em 2,2%, na média, e do diesel em 4,3% nas refinarias. Nos postos de combustíveis, a decisão sobre o repasse dos preços é dos comerciantes.

Segundo a estatal, a decisão foi tomada com base na “elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais” desde a última decisão de preço. Essa variação “mais que compensou a valorização do real frente ao dólar”, acrescenta a empresa. Também motivaram o aumento ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno.

“É preciso destacar ainda que o comportamento dos preços de derivados foi marcado por volatilidade nos mercados internacionais em resposta a evento geopolítico, como o ocorrido na Síria”, informa a estatal.

G1
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  1. ivan cavalcante da silva disse:

    tudo e farinha do mesmo saco tudo calça quarenta isto pouca vergonha eleiçoes ate para sindico sem direito a renovasao de mandato.tem que passa o rodo ja .
    e proibido repetir nao para ver se nos vamos aprender a votar,i

  2. ivan cavalcante da silva disse:

    tudo e farinha do mesmo saco tudo calça quarenta isto pouca vergonha eleiçoes ate para sindico sem direito a renovasao de mandato.tem que passa o rodo ja .
    i

  3. Chico dos Bode disse:

    Enquanto essa Petrobras não for Privatizada vai ficar nesse Aumenta, Aumenta a cada mês daqui a uns dias vai Fica a R$ 10,00 o Litro da Gasolina

  4. Paulo Cardoso disse:

    Petrobras, patrimônio e orgulho dos brasileiros

  5. Frasqueirino disse:

    Qual o argumento "cara palida"???

  6. Abel disse:

    Política de preços pra fazer o consumidor de besta. Isso é igual a coro de P… pra cima e pra baixo. Va entender!

  7. Chico disse:

    Vai começar o cabaré de novo

  8. Carlos Augusto disse:

    Se fosse no governo de Dilma, a manchete era que o governo iria aumentar o combustível. Imprensa marrom!!

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FMI diz que economia do Brasil “virou a página”, e segue em clara recuperação

Foto: Carolyn Kaster/AP Photo

FMI VÊ ECONOMIA BRASILEIRA EM CLARA RECUPERAÇÃO

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse nesta quinta-feira (20) que a economia brasileira “virou a página” por causa, em parte, das políticas fiscal e monetária adotadas recentemente pelo governo.

“Então eu diria que, graças ao ciclo, a políticas que foram anunciadas, algumas que já foram implementadas, a economia brasileira virou a página e vai avançar no curso de 2017 e 2018”, disse Lagarde durante os encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

A diretora do FMI disse que reformas estruturais ainda “são claramente necessárias”, mas que mudanças já estão ocorrendo sustentadas pelas políticas fiscal e monetária, que responde à redução da inflação no Brasil.

Lagarde ainda afirmou que o combate à corrupção vai ser muito importante para “destravar o potencial da economia brasileira”.

A mais recente projeção feita pelo FMI e divulgada na última segunda (17) mostra uma previsão de crescimento do PIB de 0,2% neste ano, após uma queda de 3,6% em 2016. O novo relatório Panorama Econômico Global também aumentou a estimativa de crescimento 2018 —de uma expansão estimada em 1,5% em janeiro para 1,7% agora.

É visível a expectativa do fundo com relação a aprovação de reformas como a da Previdência. Segundo o FMI, para que o país consiga recuperar o crescimento, será preciso a implementação de “ambiciosas reformas” que ataquem despesas “insustentáveis”, como na seguridade social.

Em outro relatório, o FMI prevê uma redução no deficit primário do Brasil nos próximos anos —com superavit primário a partir de 2020— apoiado na possível concretização de reformas, como a da Previdência, junto a decisões já implementadas, como a aprovação da PEC que limita os gastos públicos nos próximos 20 anos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que chegou na quarta (19) a Washington, sugeriu que não vai fazer promessas diante da alta expectativa de investidores sobre a aprovação da reforma da previdência no Congresso.

“A garantia [de aprovação da reforma] será dada no dia em que for votada no Congresso e for incorporada à Constituição”, afirmou a jornalistas na quarta-feira. “O que estou fazendo aqui é transmitindo a minha expectativa, a minha avaliação dos acontecimentos e do que achamos que irá ocorrer no Congresso.”

Folha de São Paulo

 

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  1. Ricardo disse:

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK faz me rir FMI!!!!!!!!!

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