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Prefeitura do Natal desconta salários dos grevistas

Corte atingiu servidores da Saúde e da Assistência Social

Parte dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMTAS) não chegaram a comemorar o pagamento em dia neste sábado (25). Muitos tiveram os salários descontados pela participação na greve dos servidores municipais, que durou 80 dias, contra o atraso no pagamento.

Durante a greve, a Prefeitura enviou um documento aos sindicatos, se comprometendo a não implantar o corte de ponto, que seria discutido em uma mesa de negociação. Mesmo assim, os descontos foram implantados na folha deste mês.

Em alguns casos, o desconto atingiu quase todo o salário, praticamente zerando o contracheque. Outros receberam cerca de um terço do salário. “O corte ameaça a sobrevivência, pois é o nosso único sustento. Já passamos o Natal sem salário, e agora também o carnaval? E como vamos comer neste mês?” questiona Kelly Jane, técnica de enfermagem e diretora do Sindsaúde.

Os sindicatos que participaram da greve (Sindsaúde, Sinsenat, Sindguardas, Sindern, Soern) anunciaram um acampamento em frente à sede da Secretaria de Administração (Semad) nesta quinta-feira (02), a partir das 08h, para cobrar a devolução dos valores descontados.

 

Comentários (5) enviar comentário
  1. Jean Carlos disse:

    Justo, não trabalhou não recebe, é assim nas empresas privadas, porque que com os funcionários públicos tem que ser diferente!

  2. Carlos disse:

    Parabéns ao Prefeito! Quem não quer trabalhar peça demissão. Esses sindicatos ficam extorquindo os empregadores! Funcionários ficam sem trabalhar e ainda querem receber. Vão ficar acampados sem trabalhar de novo? Aí é capaz do prefeito cortar os salários novamente e depois eles vem chorar que o contra-cheque veio zerado.

    • Natalício disse:

      Carlos gostaria de saber se vc passaria 60 dias trabalhando sem previsão de receber correndo o risco de ser despejado, com contas atrasadas, seus filhos passando fome o q vc faria? Nem um trabalhador quer trabalhar sem receber pois o tempo da escravidão já passou.
      Nem um servidor gosta de fz greve mais infelizmente a greve se faz nessaria. passamos o ano de 2016 inteiro recendo nossos salários atrasados e durante esse período tentamos negociar e cobrar e a lei orgânica do município fosse cumprida e como resposta do seu querido prefeito foi desprezo e descaso por isso fomos obrigados a fazer essa greve onde mais uma vez vimos que o senhor Carlos Eduardo e covarde e sem palavra .
      Então antes de falar asneiras se informe antes de falar alguma coisa sobre um assunto que você desconhece.

  3. Eduardo disse:

    Resta saber, se o prefeito Carlos Eduardo Nunes ALVES também manda cortar o ponto dos cargos comissionados e de alguns terceirizados que são ocupados por "liderancas comunitária" ou por apadrinhamento político.
    Certamente, não. O ódio que Carlos Eduardo tem dos servidores efetivos, já de conhecimento de todos. Por outro lado, muitos dos que tiveram seus pontos cortados, votaram nele e estão lhe aplaudindo nos eventos carnavalesco que ele se apresenta.

  4. Luciana Morais Gama disse:

    Eu não gosto de Carlos Eduardo, agora nesse ponto ele tem total razão. Ora, 80 dias sem trabalhar e ainda querem receber como se tivessem trabalhado. Parabéns Carlos Eduardo!!!

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Confira o funcionamento do comércio em Natal durante o período do carnaval

Por interino

Os consumidores precisam ficar atentos para o funcionamento do comércio durante o carnaval. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal informa os horários dos principais shoppings e comércio da cidade. O comércio de rua terá funcionamento normal até o sábado (25/02), retomando suas atividades na quarta-feira (01/03). Já os shoppings terão abertura diferenciada. As salas de cinema terão sua programação exibida normalmente durante os dias de folia. Na segunda-feira (27/02) o comércio fecha, pois é comemorado o dia do comerciário de acordo com a convenção coletiva dos empregados do comércio.

Os supermercados funcionam em seu expediente normal durante o carnaval, exceto na segunda-feira (27/02), quando fecham em função do dia do comerciário, retomando suas atividades normais na terça-feira (28/02).

Os bancos também permanecerão fechados durante os quatro dias de carnaval. As agências fecham após expediente do dia 24 de fevereiro (sexta-feira) e só reabrem ao meio-dia da quarta-feira de cinzas (01/03), mas fecham no horário normal das 16hs.

Segue o funcionamento dos principais pontos da cidade:

Comércio de Rua

Sábado (25/02) – Funcionamento normal.

Domingo (26/02), segunda-feira (27/02) e terça-feira (28/02) – Fechado.

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal a partir das 12h, com abertura de alguns pontos já pela manhã.

Os grandes magazines abrem no sábado (06/02) até às 18 h

Domingo (26/02) – Segunda-feira (27/02) e Terça-feira (28/02) fechado,

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal das lojas a partir das 12h.

Midway Mall

Dia 26 – Domingo: Alimentação e Lazer das 11h às 22h,

Lojas de Departamento de 13h às 21h.

Demais lojas abertas a partir de 15h (facultativo).

Cinema conforme programação.

Dia 27 – Segunda-feira: Alimentação e Lazer de 11h às 22h.

Cinema conforme programação;

Lojas, Quiosques e Hipermercado Extra estarão fechados.

Dia 28 – terça-feira: Alimentação e Lazer de 11h às 22h .

Lojas e quiosques abertos partir das 11h (facultativo).

Cinema conforme programação

Dia 01 de março (quarta-feira de Cinzas): Alimentação e lazer das 11h às 22h;

Demais lojas e Quiosques: de 12h às 22h;

Hipermercado Extra das 07h às 22h

Natal Shopping

Sábado (25/02) – Funcionamento normal, das 10h às 22h.
Domingo (26/02) – Lazer e alimentação abrem 11h às 22h;

Quiosques de alimentação 13 às 22hs;

Lojas âncoras 13 às 21h; demais lojas 15 às 21hs

Academia Fórmula – 09 às 15hs

Cinema conforme programação.

Segunda-feira (27/02) – Lojas e quiosques fechados;

Alimentação e lazer abertura facultativa das 11 às 22hs;

Quiosques de alimentação – abertura facultativa das 13 às 21hs;

Lojas e quiosques – fechados.

Cinema conforme programação.

Terça-feira (28/02) – – Lojas e quiosques fechados;

Alimentação e lazer abertura facultativa das 11 às 22hs;

Quiosques de alimentação – abertura facultativa das 13 às 21hs;

Lojas e quiosques – fechados.

Cinema conforme programação.

Quarta-feira (01/03) – Lojas âncoras e quiosques abertos das 11h às 22h;

Demais lojas – 11 às 22hs

Alimentação e lazer abertos das 11h às 22h;

Quiosques de alimentação – 11 às 22hs

Academia Fórmula – 11 às 22hs

Cinema conforme programação.

Praia Shopping

Sábado (25/02) – Funcionamento normal das 10h às 22h.

Domingo (26/02) – Lojas e Quiosques das 15h às 21h e praça de alimentação a partir das 11h.

Segunda-feira (27/02) – Lojas e Quiosques Fechado; Praça de alimentação abre a partir das 11hs.

Terça-feira (28/02) Lojas e Quiosques das 15h às 21h e praça de alimentação a partir das 11h.

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal a partir das 12h das lojas e quiosques. Praça de alimentação abre a partir das 11hs.

Shopping Cidade Jardim

Sábado (25/ 02) – Funcionamento normal das 09hs às 21h.

Domingo (26/02), segunda-feira (27/02) e terça-feira (28/02) – Lojas e quiosques fechados. Praça de alimentação e lazer facultativo das 11 às 22hs.

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal a partir das 12h.
Via

Via Direta

Sábado (25/02) – Funcionamento normal, das 10h às 22h.

Domingo (26/02) – Segunda-feira (27/02) e Terça-feira (28/02) fechado

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal das lojas a partir das 12h.

Partage Norte Shopping Natal

Sábado (25/02) – Funcionamento normal, das 10h às 22h.

Domingo (26/02) _-Segunda-feira (27/02) e Terça-feira (28/02) Facultativo das 12h às 22h,

Na quarta-feira de cinzas (01/03), o shopping funcionará normalmente das 12h às 22h (abertura obrigatória).

Supermercados

Sábado (25/02) – Funcionamento normal das 07 às 22hs

Domingo (26/02) – Funcionamento normal das 07 às 22hs

Segunda-feira (27/02) – Fechados em razão do dia do comerciário.

Terça-feira (28/02) – Funcionamento normal das 07 às 20hs

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal das 07 às 22hs

Bancos

Segunda-feira (07/02) – Fechados.

Terça-feira (28/02) – Fechados.

Quarta-feira (01/03) – Funcionamento normal a partir das 12h.

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Mesmo preocupado com dívidas, consumidor está mais otimista com economia

Por interino

 Consumidores fazem compras em supermercadoMarcelo Camargo

Embora esteja mais preocupado em pagar as dívidas e pouco confiante de que a situação financeira particular vá melhorar em breve, o consumidor está pouco a pouco recuperando o otimismo em relação à economia brasileira. É o que aponta o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado hoje (24), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No geral, o Inec melhorou 0,6% em fevereiro em comparação a janeiro deste ano, passando de 103,8 pontos para 104,4 pontos. É uma marca ainda inferior à média histórica de 108,7 pontos, mas que mantém a tendência a uma elevação gradual. Em dezembro de 2016, o índice alcançou 100,3 pontos. Já se comparado a fevereiro de 2016, o resultado foi 5,8% melhor.

Situação financeira

Já os indicadores de endividamento, renda própria e situação financeira caíram em relação a janeiro. “Isso indica que, apesar do otimismo em relação aos preços e ao emprego, os brasileiros estão mais endividados e pouco confiantes de que sua renda e sua situação financeira irão melhorar no futuro próximo”, destaca a CNI.

Quanto maior o índice, maior o percentual de respostas positivas, ou seja, maior o percentual de pessoas que apostam em queda da inflação e do nível de desemprego, aumento da renda pessoal e das compras de bens de maior valor, com melhora da situação financeira das famílias ou menor endividamento.

Metade dos itens que compõem o INEC teve crescimento em fevereiro: compras de bens de maior valor (3,6%), inflação (3,0%) e desemprego (2,2%). Na comparação anual, a alta da expectativa em relação à redução da inflação é de 16%, patamar 4,8% acima da média histórica.

Pesquisadores do Ibope ouviram 2002 entrevistados em 143 cidades, entre 16 e 20 de fevereiro.

Agência Brasil

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Em novo salto, desemprego no Brasil atinge 12,6%; quase 13 milhões

Por interino

(Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

A taxa de desemprego do Brasil saltou a 12,6 por cento no trimestre encerrado em janeiro devido ao aumento da procura diante do cenário de recessão, com o país iniciando o ano com quase 13 milhões de pessoas sem uma colocação.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira mostrou que a taxa avançou pela terceira vez seguida depois de ter ficado em 12 por cento no quarto trimestre, chegando mais uma vez ao maior nível da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número mostra os efeitos da retração econômica vivida pelo país que afeta a renda do trabalhador, principalmente quanto se compara com a taxa de 9,5 por cento de desemprego no mesmo período de 2016, sinal de que o mercado de trabalho ainda deve demorar para se recuperar

Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de que a taxa ficaria em 12,4 por cento, na mediana das projeções.

“As pessoas estão indo procurar trabalho por uma questão clara de necessidade. É um questão de sobrevivência. Por isso a procura não para de crescer”, explicou o coordenador da pesquisa no IBGE Cimar Azeredo.

Busca por posição

Em janeiro, eram 12,921 milhões de trabalhadores desempregados no Brasil, salto de 34,3 por cento sobre o mesmo período do ano passado, ou 3,3 milhões de pessoas a mais sem uma colocação. Nos três meses até dezembro, eram 12,342 milhões de desempregados.

O levantamento mostrou ainda aumento de 1,5 por cento no número de pessoas na força de trabalho, ou seja, aquelas que estão disponíveis para trabalhar, o que representa 1,554 milhão de trabalhadores a mais buscando uma posição.

Já a população ocupada no trimestre até janeiro teve queda de 1,9 por cento sobre o mesmo período de 2016, ou 1,748 milhão de pessoas a menos, atingindo 89,854 milhões.

O setor que mais dispensou funcionários no trimestre até janeiro sobre o ano anterior foi o da indústria, com 897 mil pessoas.

“A situação do mercado é retrato do cenário econômico. Sem crescimento engorda-se a fila do desemprego e há redução da formalidade, que é um passaporte para o crédito e para o consumo”, completou Azeredo. “Para sobreviverem, as empresas precisam cortar custos e aumentar a informalidade.”

O IBGE informou ainda que a renda média do trabalhador teve ligeiro avanço no período, subindo 0,4 por cento sobre o ano anterior, para 2.056 reais.

As perspectivas de melhor crescimento econômico do Brasil vêm ganhando corpo neste início de 2017, ainda que o mercado de trabalho seja um dos últimos a responder.

Exame

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  1. Ricardo disse:

    E num ia tudo melhorar rapidinho com a saída da Dilma??????

  2. joao disse:

    Quero saber onde vamos parar??? com essa quantidade de desempregados. O que o governo está fazendo para reverter a situação?? ou será que está esperando o Brasil se equiparar a Venezuela?? aproveitando o ensejo se informem sobre a reforma na previdência, porque a proposta é pra acabar com o Brasil e com a população que vive nele.

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FOTOS: Comitiva potiguar se reúne com empresários chineses em Hong Kong

Por interino

Deputado Rafael Motta, governador Robinson Faria e secretários do governo discutem investimentos em energia solar e em porto privado no Rio Grande do Norte

A comitiva potiguar na China composta pelo deputado federal Rafael Motta (PSB), o governador Robinson Faria (PSD) e por secretários de governo e empresários do Rio Grande do Norte, se reuniu nesta sexta-feira (24) com investidores chineses na Câmara de Comércio da China, em Hong Kong. Na reunião, foram tratadas as potencialidades energéticas do Estado, a pesca do atum e a necessidade de construção de um porto privado no Rio Grande do Norte, para melhor escoamento da fruticultura.

“A reunião foi muito proveitosa. A comitiva potiguar apresentou não só as potencialidades do Rio Grande do Norte, como também a necessidade de construção de um porto privado para escoamento da produção. O Rio Grande do Norte precisa de investimentos em infraestrutura e é isso que estamos fazendo aqui, buscando parcerias econômicas e investimentos nessa área”, afirmou o deputado federal Rafael Motta.

Além do parlamentar e do governador do Estado, Robinson Faria, a reunião teve também a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Flávio Azevedo; do presidente da Potigás, Beto Santos. “Estamos bastante otimistas. Depois de Hong Kong, nós iremos para Xangai onde iremos assinar um protocolo de investimentos com a CHiNT, uma das maiores empresas do mundo para iniciar esse investimento no nosso estado em energia solar”, afirmou o governador Robinson Faria.

Integrante da Comissão de Minas e Energias da Câmara dos Deputados e membro da Frente Parlamentar de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, Rafael Motta intermediou, ainda no Brasil, o encontro entre o governo do Estado e a empresa CHiNT, o que posteriormente resultou nessa reunião na China e a possibilidade de investimentos em diversas áreas do Estado.

Comentários (7) enviar comentário
  1. Sergio macaiba disse:

    Vai fazer muita falta para o estado.kkkkk

  2. Sergio macaiba disse:

    Só lorota igual quando ele foi para colônbia para copiar o modelo da segurança de lá.kkkkkkk

  3. Elvécio disse:

    Exato, Fábio.

  4. Luiz Fernando disse:

    Eu acredito em papai noel, duendes, etc.

  5. Fabio disse:

    tudo gastando dinheiro do estado e não vao trazer porra nenhuma.

    • Rodrigo disse:

      Depender de torcedores como você, é difícil…

    • Pedro Henrique disse:

      Verdade Fábio. Tenho até carinho por alguns, mas não me iludo mais com esses tipos de "comitivas", ainda mais em pleno carnaval! 17 morto em Ceará-Mirim e o governador "passeando" pela Ásia. Todos "poliglotas" e "grande empresários" com "notório" saber empresarial! Depois vamos comparar a violência durante o Carnaval, a farra do dinheiro público e o resultados desta "comitiva". No mais, vamos curtir carnaval, pois apesar de errado, nos serve como um consolo por alguns dias.

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Heineken deve complicar a vida da Ambev no Brasil

Por interino

(Heudes Regis/Revista EXAME)

Às vésperas do carnaval, a cervejaria Ambev instalou uma roda-gigante numa praça da zona oeste de São Paulo, um tobogã não menos gigante numa das mais movimentadas avenidas de Belo Horizonte e roubou a cena como cerveja oficial na Bahia depois de três anos de reinado da concorrência. Todo esse aparato leva a marca Skol, carro-chefe da empresa no Brasil e que responde por quase 5% de todo o volume de cerveja vendido no mundo.

No Rio de Janeiro, onde a marca principal da Ambev é a Antarctica, a empresa patrocina quase 400 blocos de rua. Parece a pujante Ambev de sempre, desfilando sua hegemonia no Carnaval. Mas por trás da agressividade típica da maior cervejaria brasileira esconde-se uma fraqueza. No terceiro trimestre do ano passado, a companhia teve a pior margem de lucro em 12 anos, o volume de cervejas vendido voltou ao patamar de 2009 e a empresa avisou que não cumpriria a meta de fechar o ano com o mesmo faturamento de 2015.

Pela primeira vez em mais de cinco anos, a Ambev não conseguiu reajustar os preços em linha com a inflação, e a companhia, que chegou a ser a terceira mais rentável das Américas, caiu para o 22o lugar no ranking. Com sua (ainda monumental) participação de mercado em queda, a Ambev terá agora de enfrentar um novo incômodo — sua maior concorrente no mercado global, a Heineken, assumiu a vice-liderança no Brasil ao comprar a Brasil Kirin, controlada pela japonesa Kirin Holdings, em fevereiro. Nunca, em suma, foi tão difícil ser a Ambev. Saiba mais: Pricing para Startups: qual fórmula usar para sua empresa? – Patrocinado

Falar de “má fase” na Ambev exige uma senhora relativização. No mundo, a AB InBev, controladora da Ambev, é líder de mercado com 31% de participação, fatia alcançada com a compra da SAB Miller no ano passado. A AB InBev sobra na turma. No Brasil, a Ambev tem 67% do mercado de cervejas. Sua rentabilidade caiu para longe do pico, quando mais da metade da receita virava lucro, mas continua acima dos 35% — melhor do que quase todas as empresas listadas na bolsa brasileira e do que as grandes cervejarias globais (a margem média é de 16%, segundo levantamento da empresa de análise Morningstar).

Mas a sucessão de notícias mostra que há algo de novo. A Ambev sempre foi a queridinha do mercado financeiro graças a anos consecutivos de valorizações expressivas das ações e resultados que mostravam uma inesgotável capacidade de espremer dinheiro daquela participação de mercado. Nos últimos 12 meses, enquanto o principal índice da bolsa subiu 64%, as ações da Ambev mal se mexeram. “Os investidores questionam qual será a taxa de crescimento ‘normalizada’ da Ambev no médio prazo”, escreve a analista Isabella Simonato, do Bank of America Merrill Lynch.

Uma das principais razões para a queda nos resultados e para o menor ânimo com a Ambev é a combinação de economia brasileira fraca com um mercado considerado maduro. Isso porque o consumo per capita de cerveja no Brasil hoje é de 68 litros, acima do consumido em mercados emergentes e da América Latina, como México (59), Colômbia (47), Peru (45) e Argentina (43), e mais próximo dos números registrados em países desenvolvidos, como Estados Unidos (77), Reino Unido (73) e Canadá (67).

Segundo o Bank of America, há uma preocupação entre os investidores em relação ao fato de os volumes consumidos de cerveja terem atingido seu pico em 2012 — um sinal de esgotamento. Em teleconferência com analistas, o diretor-geral da Ambev, Bernardo Paiva, admitiu que as vendas de cervejas populares estão mais fracas do que a empresa esperava. O cenário faz com que a disputa seja cada vez mais pelos mesmos clientes ou para tentar fazê-los migrar de cervejas mais baratas para cervejas mais caras.

Por isso, todas as cervejarias estão tentando fazer a mesma coisa. Esse é um fenômeno global, e a resposta da AB InBev tem sido sempre a mesma: comprar um concorrente. Implementar seu choque de gestão. Melhorar os resultados. Repetir. No Brasil, a Ambev não pode se dar a esse luxo, já que os órgãos antitruste não a deixam comprar ninguém. A empresa tem de se virar com o que tem.

Falta criatividade

Quando foi feita a fusão da Brahma com a Antarctica, em 1999, a Ambev abocanhou 70% do mercado de cervejas no Brasil. De lá para cá, vem perdendo espaço lentamente. Na medida da consultoria Nielsen, feita por amostragem, a empresa tem 67% do mercado — mas, na medida do Sistema de Controle de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, que tem informações sobre tudo o que sai das fábricas e é preferido por alguns analistas, a companhia aparece com 60% do mercado, uma queda considerável nos últimos seis anos e seu menor patamar desde a fusão. “A avaliação da Nielsen não considera, por exemplo, as vendas em ‘atacarejo’, um canal de vendas que se tornou importante hoje”, diz Rodrigo Furtado, analista da gestora de investimentos XP.

Na crise, quem mais ganhou espaço foi a brasileira Petrópolis, dona da marca Itaipava, que até agora ocupava a vice-liderança do mercado brasileiro com 12% de participação. A Brasil Kirin, dona da Schin, vinha em terceiro, com presença relevante no Nordeste; em quarto estava a holandesa Heineken. Em fevereiro, a Heineken comprou a Brasil Kirin das mãos dos japoneses e saltou de 9% para 19% (a compra ainda tem de ser aprovada pelo Cade, órgão federal antitruste).

É um cenário competitivo novo para a maior cervejaria brasileira. Diante desse quadro, a Ambev sofre com o que os analistas chamam de “comoditização” do setor de cerveja — fenômeno, aliás, para o qual a própria Ambev contribuiu decisivamente. Como o consumidor acha Skol, Brahma, Kaiser e Itaipava a mesmíssima coisa, acaba escolhendo a que estiver mais barata no ponto de venda. Sair desse enrosco requer criatividade, e a Ambev parece ainda estar no início de um processo de adaptação ao novo cenário.

Muito do que acontecerá daqui para a frente depende da estratégia da Heineken para sua anabolizada subsidiária brasileira. Nos últimos anos, enquanto perdia dinheiro no Brasil, a Kirin ficou conhecida por uma agressiva estratégia de preços, reforçando o cenário descrito no parágrafo anterior. No ano passado, a empresa reajustou o portfólio. A Eisenbahn, que era classificada como super premium, passou a concorrer um degrau abaixo com marcas como Stella Artois. A Devassa, que era premium, veio para a briga de marcas principais.

Para especialistas, a Heineken pode reverter essa mudança de portfólio para fortalecer as marcas, repetindo a estratégia que adota globalmente. Além disso, a Heineken pretende usar a força dos canais de venda da Kirin no Nordeste — a Schin é forte em vendas e marca na região — para fabricar e emplacar sua atual marca do segmento de entrada, a Amstel. Na distribuição, a Kirin tem a própria rede, enquanto a Heineken tem um acordo comercial com os distribuidores da Coca-Cola.

Adquirir uma rede própria pode fazer a diferença para a Heineken. “Uma operação própria de distribuição voltaria toda a atenção para a cerveja, em vez de compartilhar com os produtos da Coca, e poderia potencializar o negócio da Heineken”, diz Andrew Holland, analista de bebidas do banco francês Socié-té Générale. Na prática, isso significa que o vendedor não fica metade do tempo vendendo refrigerantes.

Os analistas são cautelosos para estimar os possíveis ganhos dessa mudança porque desconhecem os termos do contrato com a Coca-Cola — e, consequentemente, o tamanho da possível multa de rescisão. Com a Kirin, a Heineken dobra sua capacidade de produção no Brasil e o país passa a ser o principal mercado da empresa (até então, o maior país em volume para a Heineken era o México). Os executivos da Ambev e da Heineken não deram entrevista.

No curto prazo, no entanto, o impacto da fusão para a Ambev pode até ser positivo, pois os holandeses não têm fama de rasgadores de dinheiro. “A compra da Brasil Kirin pela Heineken deve levar a um ambiente mais racional de preços, o que beneficiaria a Ambev num primeiro momento”, diz Edward Mundy, analista da corretora americana Jefferies.

Em 2016, somente Brasil Kirin e Petrópolis conseguiram aumentar o volume vendido de cerveja no país, graças aos preços mais baixos das cervejas mais populares e ao reposicionamento de marcas premium. Segundo a corretora Evercore, a Schin chegou a ser vendida com desconto de 25% em relação aos itens da mesma da categoria da Ambev, diferença que não costuma passar de 10% (a Kirin nega que faça guerra de preços e diz que o preço médio por litro de seu portfólio aumentou).

Para reduzir seus custos e oferecer um produto mais barato sem ficar refém da concorrência, a Ambev tem adotado como principal estratégia tentar fazer com que o consumidor retome um velho hábito da década de 80: há dois anos a empresa vem ampliando a distribuição de garrafas de vidro retornáveis. Depois de comprar o frasco uma vez, o cliente o devolve ao supermercado e paga menos pela nova garrafa.

Na teoria, esse modelo também tende a favorecer as margens da empresa, que gasta menos com embalagens (o alumínio das latas responde por cerca de 20% dos custos da Ambev). Mas na prática não tem sido tão fácil. Como leva tempo para que os consumidores adotem o hábito de levar as garrafas ao supermercado, o preço precisa ser mais atraente — hoje, a diferença de preço é de cerca de 30% entre as latas de Skol e garrafas retornáveis da própria marca em grandes supermercados.

Mas, em estabelecimentos menores, as concorrentes contra-atacam reduzindo o preço das latas de Amstel, da Heineken, e Itaipava, da Petrópolis. Aí a diferença de preço cai para apenas 7%. “Por que esse consumidor se daria ao trabalho de trocar pelo retornável se a diferença de preços é tão pequena?”, diz o veterano analista Carlos Laboy, do banco HSBC, que classificou um encontro recente com a administração da Ambev como o “mais desanimador em 25 anos”. Segundo ele, essa estratégia traz desafios logísticos.

Em visita a lojas, Laboy diz ter encontrado caixas de garrafas cheias ao lado de garrafas vazias, que estavam sujas. “Isso não ajuda a imagem de uma empresa líder nem dá ao consumidor o desejo de comprar o produto”, afirma. As garrafas retornáveis são a principal estratégia da Ambev para suas vendas em supermercados, que respondem por cerca de 40% de seu volume e onde a empresa mais tem sofrido (a liderança em restaurantes e bares sofre menos ameaça).

Hoje, as retornáveis respondem por 25% do volume de vendas em supermercados e, nas projeções de analistas, podem chegar a 40%. A estimativa é que a estratégia reduza o custo final do produto para a empresa em pelo menos 30%. Mas isso ainda não aconteceu e a estratégia está pesando sobre o crescimento de receita.

“Quase cerveja”

Para depender menos de um mercado tão competitivo, a Ambev tem diversificado suas frentes de atuação. Nos últimos dois anos, a empresa adquiriu duas marcas de cervejas artesanais — a mineira Wäls e a paulistana Colorado. À medida que o mercado de consumo fica mais maduro, esse tipo de cerveja ganha espaço. Atualmente responde por 10% do volume total no Brasil, o triplo de dez anos atrás. Outra aposta da empresa é o que ela classifica de near beer, ou “quase cerveja”. São bebidas como a Skol Beats Spirit, mistura de cerveja com suco de limão e de maçã. Quanto menos cerveja, mais rentável o produto.

Lançado há três anos, o segmento responde por 2% do volume de vendas. Há dois anos, a empresa iniciou no Brasil a ZX Ventures, uma aceleradora de ideias, para estudar novos produtos e adequá-los ao gosto do consumidor. Saiu da ZX Ventures brasileira o serviço de pedido de cerveja gelada para entrega em casa em até 1 hora, que usa a rede de parceiros (supermercados, bares, padarias).

No ano passado, a Ambev entrou no segmento de sucos naturais, com a aquisição da fabricante carioca Do Bem, e em 2017 vai lançar uma marca de água mineral. Outra aposta de Bernardo Paiva é aumentar a venda de cervejas sem álcool — de 1% para 20% das vendas no país em oito anos. Para os especialistas, desde a fusão, a Ambev nunca precisou tirar tantas ideias da cartola quanto hoje. Os investidores, de forma geral, continuam acreditando na capacidade de gestão da companhia — mesmo com a estagnação recente, a Ambev ainda é a maior empresa do país em valor de mercado. Num país com tantas companhias encalacradas em dívidas impagáveis, é até maldade descrever o momento vivido pela Ambev como uma crise. Mas que incomoda, incomoda.

Exame

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  1. JegueDegue disse:

    Resumindo: brasileiro tupiniquim adorava xarope de milho transgênico com água, agora depois da expansão da Heineken no País finalmente começamos a apreciar coisa melhor. Espero que sigam o padrão de qualidade "all around the world". Chega de falcatrua nessa bagaça de País.

    • Zéperrengue disse:

      Verdade, JegueDegue! A Ambev há tempos engana os brasileiros com a propaganda enganosa de que fabrica cervejas quando, na verdade, ela retirou o malte da composição de suas bebidas trocando-o por xarope de milho. Daí vem o avanço e o crescimento do consumo das verdadeiras cervejas existentes no mercado como Heineken, Eisenbahn, Stella Artois, dentre outras.
      Mas, isso não é exclusividade dela, pois vivemos num país onde a população é diariamente ludibriada por empresas, governos, etc.
      Brasil, país de m……

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Dólar fecha a R$ 3,05, no menor valor desde maio de 2015

Por Interino

O dólar fechou em queda pelo segundo pregão seguido nesta quinta-feira (23), voltando ao patamar de R$ 3,05 depois de quase dois anos, após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não endossar apostas de aumento de juros em breve e em meio ao ambiente de taxas mais baixas no Brasil.

A moeda norte-americana recuou 0,46%, a R$ 3,0565 na venda, na menor cotação desde 21 de maio de 2015 (R$ 3,0426).

“Além de o mercado achar que o Fed não deve subir o juro agora em março, o BC brasileiro cortou a Selic, o que ajuda a impulsionar a economia e deixa investidores satisfeitos”, comentou à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,0510, segundo a Reuters. O movimento da moeda norte-americana, entretanto, não foi uniforme durante todo o dia. Quando foi para as mínimas, atraiu compradores, que aproveitaram os preços baixos para recompor carteiras e diminuíram o recuo do dólar ante o real momentaneamente.

 

G1

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Copom baixa juro pela 4ª vez seguida, e Selic vai para 12,25% ao ano

Por Interino

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira pela quarta vez seguida nesta quarta-feira (22), de 13% para 12,25% ao ano. O corte, de 0,75 ponto percentual, levou a Selic ao menor patamar desde o início de 2015, quando estava em 11,75% ao ano.

A redução de 0,75 ponto percentual também confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. No fim de janeiro, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, havia indicado que esse ritmo de corte de juros, implementado na reunião do Copom de janeiro, deveria ser mantido neste mês.

Os analistas preveem que o Copom continuará a reduzir a Selic nos próximos meses e que a taxa chegará a 9,5% ao fim de 2017, ou seja, em um dígito, algo que não acontece desde o fim de 2013.

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Sua conta de luz vai ficar mais cara a partir de julho, por medida tomada no governo Dilma; entenda

Por interinoO governo decidiu jogar para o consumidor o pagamento das indenizações bilionárias das transmissoras de energia. A medida sai após quatro anos e meio de espera, depois de a União ter esvaziado o caixa dos fundos setoriais e da recusa do Tesouro Nacional em pagar um volume de recursos que deve atingir R$ 62,2 bilhões.

Com essa solução, o governo retoma exatamente a prática que era feita antes da edição da polêmica Medida Provisória 579/2012, programa lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff, por meio da qual a conta de luz foi reduzida em 20%. Agora, a tarifa volta a ter uma parcela referente à remuneração das empresas por investimentos já realizados, que havia sido retirada em 2013.

O pagamento vai entrar na tarifa de energia do consumidor a partir de julho, diluído em oito anos. A Eletropaulo, por exemplo, prevê reajustar a tarifa no dia 4 de julho, com porcentual ainda a ser definido.

O impacto, neste ano, será de 7,17%, em média, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), variando de 1,13% a 11,45%. Isso não significa que as contas vão subir nessa magnitude, pois a transmissão é apenas um de vários itens que compõem as tarifas, que inclui custos de geração, distribuição, subsídios e impostos.

Esse custo, porém, diminui o potencial de queda que as tarifas de energia teriam neste ano, após terem subido 51% em 2015 e recuado apenas 10,66% em 2016, segundo dados da inflação medida pelo IPCA do IBGE.

Um exemplo disso é a tarifa da Energisa Borborema, que atende municípios da Paraíba. Os consumidores da região tiveram um aumento de 0,43% na conta de luz em janeiro deste ano. Sem a indenização das transmissoras, a tarifa teria caído 2,37%.

Atraso. O pagamento de indenizações às transmissoras deveria ter começado em 2013 e seria arcado pelo Tesouro Nacional. As companhias aceitaram prorrogar suas concessões por 30 anos, de forma antecipada. Isso viabilizou a redução da conta de luz, anunciada pela ex-presidente Dilma Rousseff, que fez as tarifas caírem 20%, em média.

Na época, o governo aceitou pagar indenizações para as empresas que detinham usinas hidrelétricas antigas e que renovaram os contratos com receitas mais baixas. Em seguida, devido a um período de seca e de aumento do consumo que quase levou a um racionamento, o custo da energia aumentou. No entanto, o governo decidiu represar essa conta em meio ao período eleitoral.

Essas políticas consumiram todo o caixa acumulado dos fundos setoriais, que somava cerca de R$ 15 bilhões, exigiram emissões, aportes e empréstimos do Tesouro, no valor de R$ 14 bilhões, e um financiamento bancário de R$ 21,176 bilhões, que, devido aos juros, chegará a R$ 35,417 bilhões.

Ainda faltava, porém, definir uma solução para os investimentos realizados pelas companhias que investiram em linhas de transmissão e subestações, resolvido somente neste ano. O problema desse atraso é que as empresas receberão todo o dinheiro com juros. As nove concessionárias terão direito a receber R$ 62,2 bilhões nos próximos oito anos. Desses, R$ 35,217 bilhões, mais da metade do dinheiro, correspondem a juros.

Justiça. As turbulências no setor elétrico levaram empresas e associações a entrarem na Justiça nos últimos quatro anos. No caso das indenizações definidas ontem, não deve ser diferente. O presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores (Abrace), Edvaldo Alves de Santana, avalia que as indenizações são indevidas e ilegais e não descarta esse caminho. Para as indústrias que fazem parte da associação, o aumento será maior e deve atingir 25%, em média, considerando o  custo da energia e da transmissão. “Parece que estão nos induzindo a ir à Justiça”, afirmou.

Outros setores da indústria também devem se mobilizar contra o reajuste. O superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, disse que a entidade está pronta para entrar na Justiça contra a proposta. “Estamos preparados para contestar essa conta. Não vamos incorporar essa história de aumento de conta de luz de novo”, afirmou.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão (Abrate), Mário Miranda, defendeu a proposta e disse que as empresas estão finalmente recebendo os valores a que têm direito. Ele mencionou que o atraso no pagamento prejudicou o resultado dos leilões de transmissão nos últimos anos.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que o pagamento das indenizações é uma decisão do governo e que cabe à agência apenas regulamentar essa política. Segundo ele, não é possível rever essa norma, mas, se forem encontrados erros nos cálculos de indenização, eles serão corrigidos. “Não temos compromisso com erro”, afirmou.

Ele disse que a agência estará preparada caso as associações e empresas recorram ao Judiciário.

Estadão

Comentários (20) enviar comentário
  1. cidadão disse:

    o brasileiro já pagou com as "bandeiras" os absurdos da gestão incompetente… e, agora, vai pagar novamente???

  2. IB disse:

    O governo PMDB/PSDB faz o que sabe de melhor: ferrar com a qualidade de vida da população e jogar a conta pros outros. Não se esqueçam que durante todo o governo Lula os tucanos ficaram esperneando que tudo de bom era herança do governo deles. Só idiotas e esses alienados teleguiados que acreditam nessa desculpa esfarrapada!

    • Ceará Mundão disse:

      Seu ódio não muda a realidade, "cumpanhero". Estamos a 3 anos em RECESSÃO. Mais de 13 milhões de desempregados e nada funcionando a contento: saúde pública lastimável, educação aparelhada e de péssima qualidade, insegurança generalizada, infraestrutura deficiente (cadê as obras dos tais PAC's?), nenhuma reforma estrutural levada adiante. Os governos petistas deixaram uma herança prá lá de maldita ao povo brasileiro. e esqueça o PSDB. Ele deixou de ser governo já faz muito tempo. Foi o PT que nos (des) governou por quase 14 anos. O Temer, trazido ao poder por vocês petistas, surpreendentemente, tá tirando o nosso país do fosso. Essa é a verdade.

  3. Dedé disse:

    Dilma já era, o governo agora é outro, se ela ou o governo dela tomou uma medida para ser cumprida no futuro, o governo atual que impeça ou que crie mecanismos para impedir sua realização, ficar hoje com xurumelas, querer fazer o povo que acreditou nas mudanças, de bestas!

  4. Carvalho disse:

    Os efeitos terríveis do maldito governo do PT ainda irão prejudicar os brasileiros por muito tempo.

  5. Fernando Antonio Ribeiro Bastos disse:

    SEMPRE ESSA DESGRAÇA A FRENTE DE TUDO DE RUIM QUE ACONTECEU EM NOSSO PAÍS, MAIS R$62.200.000.000,00 (SESSENTA E DOIS BILHÕESSSSS E DUZENTOS MILHOÊSSSSS), NO RABO DO POVO. PT, UMA QUADRILHA DE LADRÕES.

  6. Francisco disse:

    A corja petista fez cortesia com o chapéu alheio e agora a conta chega para ser paga. E ainda tem gente que quer essa desgraça de volta para o país em 2018. Vôts

  7. Charles disse:

    Ah bandilma sem futuro. Afundaram o país.

  8. Paulo Cardoso disse:

    O governo demonstra com suas atitudes o interesse de nos privar de tantos quantos direitos puderem. A medida que sentem fraqueza aumentam ainda mais a austeridade, a opressão. Demonstram querer nos acorrentados e açoitados começando por nossa psique

  9. Caicoense Fingido disse:

    Não sei porque esse povo natalense, que só vive de aparência e de fingir que é rico, se preocupa com conta de luz.

  10. HENRIQUE disse:

    Quem que pagar é ela e esse monte de politicos ladrões, o problema é que o Brasil vai passar cinco dias anestesiados com o carnaval ai tudo fica calmo.

  11. Herbert Cavalcante da Costa disse:

    NÃO EXISTE NADA DE GRAÇA, o populismo feito pelo PT com as contas do governo um dia vem para o bolso do trabalhador. O PT é um erro do começo ao fim, nada no PT se salva, do discurso vendendo ilusão as ações sustentadas por corrupção.
    Parece que na política a maioria tem envolvimento em algum favorecimento, mas o PT superou tudo e todos que um dia passaram pelo política brasileira.
    O PT mentiu mais, desviou mais, aparelhou mais, iludiu mais, repetiu mais, se vitimiza mais, enfim, qualquer adjetivo que leve a perda, manipulação, corrupção depois das milhares de denúncias de ilegalidades existentes na política, levam ao PT

    • @brasil disse:

      Ah coitado, quanto ódio reunido. E o resto dá política brasileira só tem santo!?!?!? Lulala o melhor presidente de todos os tempos: FATO!!!

    • Ceará-Mundão disse:

      Verdade. Nunca devemos esquecer que foi o PT que nos trouxe a essa situação caótica. Após quase 14 anos de governos do PT, nada no nosso Brasil funciona a contento. Prá não falar na corrupção endêmica, que vem sendo revelada pouco a pouco, desde o chamado Mensalão. Mas ainda falta tirar de circulação o "poderoso chefão" da ORCRIM, o canalha mor de nove dedos. A vez dele vai chegar pois a Justiça continua a ser feita.

    • IB disse:

      E ai vem um populista de direita com esse papo furado de que é tudo culpa do PT achando que convence alguém!

    • Jorge disse:

      Ceará-Mundão, sua visão de justiça é no mínimo distorcida, é muita ingenuidade achar que está sendo feita justiça no brasil…mas se ferrar o PT tá bom né?

    • Ceará Mundão disse:

      Não é só o PT que está sendo investigado. Todos estão. O Cunha já está preso. Aquele que vocês diziam ter se associado com o Temer prá derrubar o PT, lembram? Coerência é algo que sempre faltou a essa turma do PT. Quanto à herança maldita dos governos "vermelhos", nem precisava dizer nada. Basta ver como deixaram o nosso Brasil e conferir os avanços já experimentados.

  12. paulo disse:

    BG
    Essa "poste" mãe do "pac" foi uma desgraça para a Nação Brasileira e seu povo. Mentira e cara de pau era com ela.

  13. VENTURA disse:

    Em breve vamos pagar também pelos subsidios distribuidos no Minha casa minha vida. só aguardar a fatura chegar.

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Confiança do consumidor atinge maior nível desde dezembro de 2014

Por interino

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 2,5 pontos em fevereiro, alcançando 81,8 pontos, o maior nível do indicador desde dezembro de 2014. Esta é a segunda alta consecutiva do índice, que iniciou o ano com uma elevação de 6,2%.

Os dados relativos à Sondagem do Consumidor foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A alta de fevereiro reflete expansões em todos os quesitos que compõem o ICC.

O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 70,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2015. O Índice de Expectativas (IE) subiu para 90,6 pontos, alcançando o maior patamar desde outubro de 2014.

Ajustes no orçamento familiar

“Esta segunda alta consecutiva neste ano parece estar relacionada à aceleração do ajuste orçamentário das famílias propiciado pela desaceleração da inflação e aceleração no ritmo de queda dos juros básicos da economia”, afirmou a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt, em publicação divulgada pela FGV.

Segundo a Viviane, “os consumidores com maior poder aquisitivo são os que se mostram efetivamente mais satisfeitos com a situação financeira no momento e otimistas em relação aos próximos meses”. Para a economista, “uma recuperação mais espalhada e sustentável continuará dependendo de notícias favoráveis sobre o mercado de trabalho, mas que ainda não vieram.”

A publicação da FGV indica, ainda, que o indicador de satisfação do consumidor em relação à situação financeira familiar atual subiu 4 pontos em relação a janeiro, atingindo 65,6 pontos.

A intenção de compra de bens duráveis nos próximos meses foi o fator que mais contribuiu para o aumento da confiança no mês.

A edição de fevereiro de 2017 coletou informações de 2.047 domicílios entre os dias 1 e 20 de fevereiro.

Agência Brasil

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Prévia da inflação oficial é a menor para fevereiro desde 2012

Por interino

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) ganhou força de janeiro para fevereiro, passando de 0,31% para 0,54%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (22). Essa foi a menor taxa para um mês de fevereiro desde 2012 (0,53%).

Em 12 meses, o índice desacelerou para 5,02%. Em janeiro, nessa mesma base de comparação, o IPCA-15 acumulado havia chegado a 5,94%. Em fevereiro de 2016, a taxa foi 1,42%.

Em fevereiro, o aumento de preços foi puxado pelo grupo de gastos com educação, cuja alta chegou a 5,17%. Nessa época do ano, os preços dos cursos costumam ser reajustados. No caso das mensalidades dos cursos regulares, o valor subiu 6,94%.

O IPCA-15 também foi pressionado pelos transportes. Apesar de terem desacelerado, de 0,71% para 0,66%, os preços ainda influenciaram o IPCA-15. Dentro desse grupo, ficaram mais caras as tarifas dos ônibus urbanos e intermunicipais ( 3,24% e 3,84%, respectivamente). O avanço de preços foi contido pela queda de 12,45% nas passagens aéreas.

O comportamento do preço dos alimentos ajudou o IPCA-15 a não subir ainda mais. De uma alta de 0,28% em janeiro, os valores caíram 0,07%. Subiram os preços do óleo de soja (4,42%) e das hortaliças (4%). Por outro lado, ficaram mais baratos o feijão-carioca (-14,68%), a batata-inglesa (-7,63%) e o tomate (-6,62%).

Quanto aos índices regionais, o mais alto partiu da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,93%) e o menor, de Goiânia (0,07%).

Previsões

Nesta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,47% para 4,43%. Com isso, o mercado financeiro estimou que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. Na semana passada, o mercado já tinha estimado que a meta seria cumprida.

G1

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  1. torcedor disse:

    O problema desse país era a praga do PT. Não quebraram o Brasil por muito pouco. Agora é só crescimento e cadeia para os petistas ladrões.

  2. João Carlos disse:

    Mais uma notícia HORRÍVEL para OS MORTADELAS DESESPERADOS.
    Quando mais o BRASIL volta ao rumo do crescimento, mais eles se distanciam das urnas.
    Com essa peada, na normalização da economia, combate a criminalidade o PT terá uma derrota ainda maior em 2018 que a experimentada em 2016. Que leve junto o PSOL, PCdoB, PDT, PP e a REDE.
    Depois de nomearem 06 ministros toca vermelha para o STF, começam as mudanças, Alexandre de Morais vai ser contrapeso e podem vir outros. Se considerarmos que o conhecimento jurídico de Alexandre é muito maior que o de Toffoli e Lewandowski juntos, a coisa começa a melhorar

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​Não existe subsídio grátis

A conta de luz de todos os brasileiros vai ficar mais cara em 7%, em média, neste ano.

O aumento da tarifa, noticia o Jornal Nacional, foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e servirá para indenizar as empresas transmissoras de energia, que aceitaram renovar seus contratos de concessão com o governo, em 2013, de forma antecipada.

O valor total da indenização soma R$ 62 bilhões, que serão cobrados nas contas dos consumidores durante oito anos, até 2024, portanto.

Em 2012 e 2013, Dilma Rousseff interveio no setor elétrico com o objetivo de reduzir a tarifa de energia na canetada. Não deu certo, claro.

A conta chegou e vai continuar chegando por oito anos.

 

O Antagonista

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  1. Sérgio Nogueira disse:

    Por onde andarão os miolos de mortadela que não defendem a ex-presidanta nesse caso?

  2. Indignado Federal disse:

    Independente de que partido tenha saído a patifaria que fez, foi o ESTADO, o Governo Federal quem comprou a briga com o setor elétrico E é o ATUAL representante do governo, o qual também fazia parte anteriormente, QUEM ESTÁ REPASSANDO A CONTA para a população. ESSES BANDIDOS TINHAM era que ASSUMIR essa dívida CRIADA por eles próprios. FORA CAMBADA DE BANDIDOS! DIRETAS JÁ!

    • Ceará Mundão disse:

      Errado, caro petista. A incompetente e mal intencionada (isso foi feito prá ganhar a eleição) Dilma é que deve ser responsabilizada pessoalmente por mais essa patifaria com o povo brasileiro. Ou, então, a conta de mais esse descalabro podia ser rateada com gente como você, que continua achando que essa gente agiu de forma correta. Que tal? Aprovou a ideia?

  3. EDER disse:

    A CULPA É DO PT, CLARO! ATÉ O POVO ACORDAR.

    • Ceará Mundão disse:

      Claro que é. Foi mais um descalabro da louca Dilma que agora vem prá conta de todos os brasileiros. É assim que se defendem os pobres? Certamente que não.

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