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Governo reduz previsão de crescimento do PIB de 1% para 0,5% em 2017

O Ministério da Fazenda divulgou nesta quarta-feira (22) que reduziu a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano de 1% para 0,5%. A projeção para 2018 é de crescimento de 2,5%.

A equipe econômica ajusta, desta forma, sua projeção para o comportamento da economia brasileira em 2017 à do mercado. De acordo com o último boletim Focus, do Banco Central, os analistas esperam um crescimento de 0,48% para este ano.

Em novembro do ano passado, o ministério já havia reduzido sua perspectiva para o PIB de 2017 de 1,6% para 1%.

A nova projeção afetará o contingenciamento (bloqueio) de recursos do Orçamento que será anunciado ainda nesta quarta, já que um PIB menor significa uma arrecadação mais modesta e, portanto, menor espaço para gastos.

Segundo cálculo do consultor Ricardo Volpe, da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, a cada um ponto percentual a menos do PIB a receita deve cair cerca de R$ 10 bilhões —ou seja, com uma previsão de queda de 0,5 ponto percentual, a redução deve ficar em torno de R$ 5 bilhões.

A meta de resultado primário para este ano é de um deficit de R$ 139 bilhões.

A expectativa é que no último trimestre do ano haja um crescimento de 2,7% na comparação com o mesmo período de 2016.

Folha de São Paulo

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Mais de 370 mil potiguares e de 82 mil turistas movimentaram R$ 40,3 milhões no Carnaval de Natal 2017, dizem Fecomércio RN e Prefeitura

Foto: Alex Régis

Pesquisa aponta redução de 25% no gasto diário dos turistas sobre 2016, mas incremento de 50 mil pessoas no público fez recursos totais movimentados serem 3% maiores este ano
O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, concederam entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 22.03, no Palácio Felipe Camarão, quando apresentaram os resultados da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio da Fecomércio RN (IPDC/Fecomércio RN).

A pesquisa traçou o perfil dos foliões que frequentaram o Carnaval Multicultural de Natal em 2017, como também detalhou os gastos realizados pelos participantes durante a festa. Ao todo foram realizadas 601 entrevistas, no período de 23 a 28 de fevereiro, em todos os polos do evento.

Com um público total estimado em quase 453 mil pessoas (informado pela Prefeitura de Natal), o IPDC estimou uma movimentação financeira de pouco mais de R$ 40,3 milhões (alta de 3,32% em relação a 2016). Com público estimado de 392 mil pessoas em 2016, e 325 mil pessoas em 2015, a mesma pesquisa apontou movimentação financeira de pouco mais de R$ 39 milhões em 2016; e de mais de R$ 54 milhões em 2015.

Com relação ao gasto médio diário dos participantes, o natalense gastou nos dias de festa, R$ 61,52; já o turista desembolsou R$ 213,20. Em 2016, os valores médios diários gastos pelos natalenses e turistas foram R$ 60,23 e R$ 285,26; e em 2015, R$ 82,12 e R$ 295,67 (natalenses e turistas, respectivamente).

“Pelo terceiro ano consecutivo nós fomos às ruas com o intuito de traduzir em números a percepção que todos nós já temos desde que o prefeito Carlos Eduardo e sua competente equipe decidiram apostar na revitalização desta importante festa popular: a de que muito mais do que o resgate da autoestima do natalense, a retomada do carnaval em nossa cidade tem impactos diretos e consideráveis na nossa economia. Os números da pesquisa mostram, claro, que a crise econômica pela qual passa o país teve reflexos nos valores movimentados. Mas também ratificam a consolidação do evento”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

De acordo com a pesquisa, o público do Carnaval 2017 foi composto em sua maioria por homens (58,2%); da faixa etária entre 25 e 34 anos (29,1%); 81,8% de nativos. Em 2016, 55,9% eram homens; 34,2% estavam inseridos na faixa etária entre 25 e 34 anos; e 84,8% eram nativos. Um dado que chamou a atenção, foi o crescimento de pouco mais de 5 pontos percentuais, em 2017 com relação a 2016, de pessoas inseridas na faixa etária entre 45 e 59 anos – 20,4% em 2016 para 25,3% em 2017. Entre os visitantes, o estado que mais enviou turistas para o Carnaval de Natal foi Pernambuco, com uma estimativa de 5,7% de participantes em 2017 (em 2016, os pernambucanos eram 2%), número que quase triplicou.

Entre os motivos pelos quais as pessoas entrevistadas resolveram passar o Carnaval em Natal, 24,2% responderam que as atrações musicais eram o principal interesse. Em 2016, as atrações musicais foram o motivo alegado para que 40% do público ficasse na cidade. O destaque para este item ficou por conta do crescimento de quase quatro vezes no número de pessoas que alegaram ficar em Natal para poder economizar – 4,4% em 2016 para 15,3% em 2017.

Com relação à avaliação que as pessoas fizeram do evento, a nota média de 2017 manteve-se praticamente estável com relação ao ano passado, passando de 8,5 para 8,6. Quando perguntados se recomendariam o evento a outras pessoas, 95,3% disseram que sim (contra 94,6% em 2016); e 73,4% pretendem voltar em 2018 (contra 74,6% da pesquisa passada).

“Os dados da pesquisa da Fecomércio revelam que estamos no caminho certo. Podemos dizer que conseguimos trazer de volta o carnaval de Natal, que a festa está consolidada. Foram 320 shows, 835 bandas de frevo, 1.155 músicos, sendo 95% de artistas potiguares. E para 2018 vamos planejar a festa desde as prévias até a Quarta-feira de Cinzas”, comemorou o prefeito Carlos Eduardo Alves.

A íntegra da pesquisa está disponível no www.fecomerciorn.com.br/pesquisas.

 

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  1. cidadão disse:

    Se essa fábula é verdade, vamos aguardar as melhorias nas péssimas e esburacadas ruas da cidade, pagamento dos servidores em dia, melhorias na saúde e na educação DE FATO! Não é, Senhor Prefeito??

  2. Sergio Nogueira disse:

    Seria bom submeter os entrevistadores dessa pesquisa ao teste do bafômetro. São dados surreais.
    A se acreditar nessa pesquisa o Carnaval de Olinda, Salvador e do Rio, juntos, em breve perderão para o da Redinha.

    • Jaques Holanda disse:

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. Frasqueirino disse:

    Essas pesquisas da FECOMÉRCIO são megalomaniacas. Querem enfiar na cabeça do cidadão números mirabolantes. De real Sr
    Prefeito, quanto foi arrecadado a mais de ISS por conta do Carnaval?

  4. Francico Lima disse:

    É engraçado. Primeiro há um exagero, 835 bandas de frevo com uma formação mínima de 13 músicos daria 10.855 músicos. Impossível, seu Prefeito! Mande consertar esses dados.
    Em segundo, com tanto dinheiro que circulou na cidade, a lua-de-mel com os músicos locais acabou. Já vamos para um mês que terminou o carnaval e as bandas e as orquestras de frevos nem sequer assinaram os respectivos contratos, portanto. Menos, Prefeito! Menos.

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Mais barata nos postos, gasolina é mais vantajosa que etanol em todo o País; confira preços médios nos estados

Combustível derivado da cana-de-açúcar custa, em média, R$ 2,74 contra R$ 3,68 da gasolina

Gasolina compensa mais que o etanol em todos os Estados do País. Foto: Ulet Ifansasti/Getty Images

 

Quase R$ 0,10 mais barata, em média, na bomba dos postos de combustível, a gasolina leva vantagem sobre o etanol em todos os Estados brasileiros. É o que indica levantamento do R7, feito com base na pesquisa de preços semanal da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Nos últimos 30 dias, o preço médio da gasolina no Brasil passou de R$ 3,749 para R$ 3,678. Nesse mesmo período, o etanol recuou de R$ 2,864 para R$ 2,744 (veja os preços no quadro abaixo).

O etanol mais barato do Brasil é encontrado em São Paulo, onde custa R$ 2,564 em média. É no Estado também onde o combustível é mais competitivo com a gasolina, que sai por R$ 3,53 na média. A relação de preços entre os dois é de 72,5% — portanto, compensa usar gasolina.

A conta considera que abastecer com etanol só vale a pena quando o valor do combustível custar menos do que 70% do preço cobrado pela gasolina. Isso ocorre porque o veículo abastecido com álcool gasta mais litros para percorrer a mesma distância equivalente ao volume utilizado de gasolina.

R7

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  1. Frasqueirino disse:

    PROALCOOL E CARRO FLEX. FOMOS MAIS UMA VEZ ENGANADOS.

  2. Queiroz disse:

    O Ceará tb é vizinho.

  3. Miguel Alonso disse:

    PARABÉNS RN dos 27 Estados, somos o 20 com gasolina MAIS CARA -VERGONHA!!!
    Todos os Estado vizinhos tem o litro da gasolina mais barato que o RN.

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NORDESTE: Latam diz que vai retomar estudos para implantação do hub

A Latam vai retomar os estudos para a implantação de um novo hub no Brasil. A informação é do presidente-executivo da empresa Enrique Cueto, em entrevista publicada nessa segunda-feira, 20, pela Reuters. O centro de conexão de voos é disputado por Fortaleza, Recife e Natal.

“É uma coisa que vamos analisar de novo, porque é conveniente para nós. Vamos retomar os estudos de qualquer forma, para ver onde que nos encontramos”, disse à agência de notícias.

A decisão, segundo Cueto, se deve à expectativa de melhora da economia brasileira no segundo semestre. Com isso, as projeções dele são de crescimento no mercado de voos domésticos e de resultados positivos para a empresa. Ele citou, ainda, que 2016 foi o primeiro de lucro anual da empresa desde sua criação, em 2012.

O Povo

Comentários (8) enviar comentário
  1. Frasqueirino disse:

    Mais uma enrolação.

  2. Zezuíno disse:

    Cadê o buraco da pista que ainda não apareceu???

  3. Rômulo disse:

    HUB num aeroporto com a pista prestes a afundar? Esqueçam!

  4. paulo martins disse:

    O hub da Latam vir para o RN só depende agora da fé de seu povo. É tudo uma questão de entrar em sintonia fina com o Beato Gonçalo de Amarante. Ou, quem sabe, pegar um atalho rumo aos Mártires de Uruaçu – que, por serem três e menos ocupados, exibem melhores índices de promessas concedidas.
    Porém, a julgar pela força de seus políticos tradicionais, tudo leva a crer que o hub da Latam vá mesmo é para Mossoró. Ali, no Aeroporto Dix-sept Rosado, quando um urubu mais atrevido inventar de encarar um avião de carga, bsta a aeronave deviar um pouco que pousa com segurança e tranquilidade na vizinha Aracati.

  5. Antonio Ferreira disse:

    A Latam já construiu um galpão de serviços para manutenção de Aeronaves no Aeroporto de Aracati – CE. É só conferir a inauguração no Youtube.
    Diante disso quem acredita que o HUB virá para Natal?

  6. Eliesio disse:

    A latam está esperando somente as adequações do Aeroporto de Fortaleza e iludindo os bestas….

    • Seunetinho disse:

      Concordo. Aguardaram as definições sobre a privatização de fortaleza pra retomar o processo. Acho pouco provável que natal ganhe agora.

  7. carlos disse:

    O mesmo hub que o governador da segurança robson faria garantiu que era nosso? ???kkkkk kkkk esse governo e esse hub são uma piada de mau gosto , igual essa viagem pra China.

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Prévia de março da inflação é a menor em 8 anos

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) perdeu força de fevereiro para março, passando de 0,54% para 0,15%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (22). Essa foi a menor taxa para um mês de março desde 2009 (0,11%).

Considerando os resultados mensais, foi a menor taxa desde agosto de 2014, com o IPCA-15 em 0,14%.

Em 12 meses, o índice desacelerou para 4,73%. Em fevereiro, nessa mesma base de comparação, o IPCA-15 acumulado havia chegado a 5,02%. Em março de 2016, a taxa foi 0,43%.

Educação influencia

Se em fevereiro, o aumento dos preços foi puxado pelo grupo de gastos com educação, cuja variação foi de 5,17%, com reajustes de mensalidades, em março, o grupo foi o responsável pela queda do índice. Neste mês, a taxa foi de 0,87%, a mais elevada entre os grupos, mas fez recuar significativamente o índice geral de um mês para o outro, segundo o IBGE.

Já as despesas com habitação subiram para 0,64%, variação maior que em fevereiro, quando ficou em 0,18%. A maior pressão veio da taxa de energia elétrica, cujas contas subiram 2,45% e levaram o item à liderança entre os principais impactos no índice de março. A conta de luz foi responsável por 53% do IPCA-15.

“Aliada a movimentos nas parcelas referentes ao PIS/COFINS, a alteração da bandeira verde para amarela, que passou a vigorar a partir do dia primeiro de março fez as contas subirem. Isto porque o consumidor passou a pagar R$ 2,00 a cada 100 kwh de energia elétrica consumidos”, informou o IBGE.

Outro destaque de queda foram os alimentos, com variação de -0,08%, devido ao recuo dos preços de fevereiro para março, com destaque para feijão-carioca (-10,36%), feijão-preto (-8,27%), frango inteiro (-2,39%) e carnes (-1,31%).

Já no grupo de transportes, a queda de 0,16% foi motivada pelo recuo nos preços dos combustíveis (-1,34%), já que o litro da gasolina ficou 1,06% mais barato e o litro do etanol, 2,69%. As passagens aéreas também caíram 9,71%.

Por região

Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana de Curitiba mostrou aceleração na taxa de fevereiro (0,25%) para março (0,37%) em razão da variação de 14,56% dos ônibus urbanos, segundo o IBGE.

O mais elevado índice, no entanto, foi em Fortaleza (0,57%), sob pressão do resultado de educação (5,43%). O índice mais baixo foi em Goiânia, onde os combustíveis (-1,55%) e as carnes (-2,54%) contribuíram para a queda de 0,17%.

O índice

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de fevereiro a 14 de março e comparados com 13 de janeiro a 13 de fevereiro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Previsões

Nesta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,19% para 4,15%. Com isso, o mercado financeiro estimou que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. Na semana passada, o mercado já tinha estimado que a meta seria cumprida. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.

G1

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Argentina vê oportunidade de negócios no veto comercial à carne brasileira

Analice Peron (Foto: Agência O Globo)El País

A suspensão de exportações de carne por parte do Brasil é uma notícia que desencadeou um furacão de expectativas na Argentina, sobretudo porque ambos os países compartilham clientes muito importantes: China, o principal comprador do mundo, e Chile, onde a marca Argentina está instalada há anos. A situação poderia ser inversamente proporcional à ocorrida em 2001, quando a Argentina escondeu um surto de aftosa que contabilizou mais de 2.000 casos e que, ao vir à tona, lhe fechou vários mercados pelo mundo. Na Argentina operam dois dos frigoríficos apontados pela Justiça brasileira por adulterar seus produtos, mas o Governo tranquilizou a população e garantiu que os controles no país são muito mais rigorosos.

Dois dos frigoríficos vetados no Brasil pisam forte na Argentina. Trata-se da BRF, com oito unidades e dona das populares marcas Vieníssima, Avex, Bocatti, Campo Austral e Tres Cruces. A outra empresa é a JBS, ainda mais importante, dona dos frigoríficos Swift e Cabaña Las Lilas, e com planos de investir na Argentina cerca de 268 milhões de dólares (830 milhões de reais), uma aposta que, segundo dizem, continua vigente, apesar do escândalo.

Ambas as firmas concentram o equivalente a 20% das 230.000 toneladas que a Argentina vendeu no ano passado e são relevantes na cota Hilton (de exportações para a União Europeia). O Brasil é o segundo exportador de carne do mundo, atrás da Índia, em um ranking no qual a Argentina está em 11º lugar, apesar de contar com centenas de quilômetros de planície, ter um consumo interno dos mais elevados e basear sua economia na produção agropecuária, a tal ponto que durante as décadas de 30 e 40 foi o principal provedor mundial.

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Japão suspende importação de carne brasileira após operação da PF

A embaixada do Japão anunciou nesta terça-feira (21) que suspendeu a importação de carne dos 21 frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca. Em nota, a embaixada informa que a suspensão seguirá valendo “até novas notificações”. Depois do Japão, também o México anunciou restrição.

Em 2016, o Japão foi o quinto maior importador de carne brasileira: US$ 747 milhões, o equivalente a 5,5% do total. O país adquiriu basicamente carne de frango do Brasil no ano passado.
No total, as exportações de carnes pelo Brasil no ano passado somaram US$ 13,49 bilhões.

Além do Japão, restringiram oficialmente a importação de carne brasileira:
Chile
Suíça
China
Hong-Kong
México
União Europeia

China e Hong-Kong são os principais compradores de carnes do Brasil. A União Europeia também anunciou sanções.

A Coreia do Sul chegou a anunciar a suspensão de importação de frango, na segunda, mas voltou atrás nesta terça.

 

G1

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  1. Freitas disse:

    Segundo o planalto e o congresso, a culpa é da PF !! Aqui no Brasil a lógica é outra. O importante é não quebrar o esquema, o resto que exploda.

  2. Blue disse:

    E Serráglio e Maggi continuam como ministros?

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Anvisa interdita todos os lotes de papinha para bebês por falta de registro sanitário

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização e divulgação, em todo o território nacional, de todos os lotes dos produtos Papá no Prato. Os alimentos da marca são comercializados pela internet por fabricante desconhecido e nenhum deles possuíam registro na agência. Segundo a Anvisa, o registro sanitário de alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância é obrigatório.

A Anvisa também proibiu distribuição e comercialização de oito lotes do produto Alimento Nutricionalmente Completo para Nutrição Enteral ou Oral, da marca Trophic Bio. A empresa deve recolher todo o estoque existente no mercado.

Na segunda-feira, a Anvisa já tinha interditado o lote 0027 do doce de amendoim Paçoca Rolha, da marca Dicel, que excedeu limite do teor de aflatoxinas, substâncias que são tóxicas e cancerígenas.

De acordo com relatório do Laboratório de Análise Micotoxicológicas (Lamic) de Santa Maria (RS), foram detectado teores de aflatoxinas acima do Limite Máximo Tolerado (LMT) permitidos para amendoim com casca, descascado, cru ou tostado, pasta de amendoim ou manteiga de amendoim.

Também foi proibida a distribuição e comercialização do lote 0001700 do produto Palmito Picado, da marca Mega Sabor. O alimento foi reprovado na Análise de Rotulagem, Teste de Incubação e Determinação Potenciométrica.

De acordo com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), a empresa não solicitou uma perícia de contraprova, o que tornou o laudo de análise definitivo. A Anvisa, portanto, proibiu o lote e determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque.

A Anvisa também proibiu distribuição e comercialização de oito lotes do produto Alimento Nutricionalmente Completo para Nutrição Enteral ou Oral, da marca Trophic Bio. A empresa deve recolher todo o estoque existente no mercado. Os produtos apresentaram informações nutricionais de vitaminas divergentes daquelas informadas nos rótulos.

 

EXTRA

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Aumento da oferta deve fazer com que preço da carne bovina caia no Brasil

O preço da carne bovina deve cair no Brasil. A suspensão da compra do produto por países estrangeiros forçará produtores que têm gado confinado e pronto para o abate a aumentarem a oferta para os frigoríficos nacionais.

AMPULHETA
“Num primeiro momento, é o que vai ocorrer, não tem jeito”, diz Ricardo Merola, fundador e ex-presidente da Assocon, a associação nacional dos confinadores de gado. Ele acredita, no entanto, que o fenômeno não deve durar muito. “A sorte é que há pouco gado confinado hoje no Brasil”, afirma.

A JATO
Os animais confinados ganham 1,8 kg por dia e, em cem dias, estão prontos para o abate. Já os que estão no pasto demoram em torno de 24 meses para chegar ao peso ideal. E poderão permanecer mais tempo no campo, esperando que a crise seja superada.

REPRESA
A dúvida é se os frigoríficos brasileiros, que devem ser beneficiados com a queda de preço num primeiro momento, repassarão a baixa aos supermercados.

LIMITE
Já o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Antônio Jorge Camardelli, acredita que não há espaço para redução de preços via aumento de oferta devido à queda do consumo de carne nos últimos dois anos no Brasil. “O ano de 2015 foi fatídico e 2016 também foi complicado”, afirma.

MESMO LUGAR
No caso da carne de aves, o raciocínio é o mesmo. Segundo Francisco Turra, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), “não tem espaço na recessão para aumentar o consumo interno”.

LUZ
As três lideranças dizem acreditar, porém, que o fluxo de exportação será retomado com os esclarecimentos que estão sendo prestados pelo Brasil ao mundo.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

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  1. Blue disse:

    Kkkkkkkk

  2. @brasil disse:

    Só na virada dá semana a @ do boi gordo caiu de 150,00 para 120,00 baixa de 20% ao passo que a tonelada do papelão reciclado subiu de 150,00 para 210,00 comum um aumento de 40%.

    • Jadson disse:

      Quem diria, papelão mais caro que carne!
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Coreia do Sul desiste de suspender importação de carne brasileira, diz Temer

O presidente Michel Temer disse hoje (21) que foi informado de que a Coreia do Sul voltou atrás na decisão de suspender a importação de carne brasileira em função das denúncias apontadas pela Operação Carne Fraca, de irregularidades na fiscalização de frigoríficos. A operação foi deflagrada na sexta-feira (17).

“Hoje tive uma boa notícia, que a Coreia do Sul, que antes havia pensado em suspender, hoje eliminou a suspensão. Exta e precisamente, penso eu, da pronta resposta e dos esclarecimentos das autoridades brasileiros”, disse o presidente durante discurso de abertura da Conferência das Cidades Latino-Americanas 2017, em Brasília. Temer disse ainda que não tem todos os detalhes da nova posição do governo sul-coreano.

O presidente destacou que já determinou a criação de uma força-tarefa para apurar as irregularidades e lembrou das medidas já adotadas para evitar prejuízos ainda maiores para a economia. “Os funcionários [denunciados] ontem mesmo foram dispensados pelo ministro da agricultura, Blairo Maggi”.

Temer citou novamente números que, segundo ele, dão a real dimensão dos problemas apontados pela operação da Polícia Federal: “Temos cerca de 4.383 frigoríficas. Destes, apenas três tiveram suas atividades suspensas em face das investigações; e 19 são objeto de investigação. O ministério tem 11.300 servidores e apenas 30 são investigados. Parte deles, já demitida”, reiterou o presidente.

Além disso, acrescentou ele, “nesses últimos seis meses tivemos 860 mil partidas de proteínas animais para o exterior. Apenas 184 foram reavaliadas, não por questões sanitárias mas por problemas de embalagem e coisas do tipo”, completou.

A Conferência das Cidades Latino-Americanas 2017 reúne em Brasília autoridades, investidores, executivos de empresas para debater as perspectivas brasileiras em relação à economia, ao comércio, à infraestrutura e à agenda de investimento.

Agência Brasil

 

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Coreia do Sul volta atrás e retoma compra de carne de frango do Brasil

O presidente Michel Temer janta em churrascaria com ministros e embaixadores após reunião no Planalto, em Brasília (DF)

FOLHAPRESS

Depois de anunciar, nesta segunda (21), a suspensão das compras de carne de frango do Brasil, em consequência da Operação Carne Fraca, o governo da Coreia do Sul voltou atrás, na manhã desta terça (21) na Ásia, ao ter a confirmação por parte do Ministério da Agricultura brasileiro de que nunca adquiriu produto estragado do país.

O país asiático, no entanto, decidiu intensificar a fiscalização do produto brasileiro.

Nesta segunda, China, União Europeia e Chile também anunciaram restrições à carne brasileira.

Depois do anúncio das restrições, o Ministério da Agricultura suspendeu a licença de exportação dos 21 frigoríficos que estão sob investigação na Operação Carne Fraca. O governo brasileiro permitirá, no entanto, que as mesmas fábricas continuem a vender o produto no mercado interno.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que iria conversar com representantes dos mercados nesta semana para tentar evitar que o bloqueio atinja fábricas não atingidas pela operação.

Essas 21 unidades estão sob um “regime especial de fiscalização” do governo. “Não posso simplesmente acabar com nosso sistema produtivo por uma suspeição”, disse Maggi. “Nenhum deles está na lista [da PF] por adulteração de produtos.”

O ministro acrescentou: “São problemas de relacionamento de fiscais com donos de frigoríficos. Não dá para dizer que a suspeição é sobre a qualidade de produtos”.

A China decidiu reter em seus portos toda carne do Brasil, independentemente da fábrica de origem. Técnicos do ministério planejavam se reunir por teleconferência com os chineses na noite desta segunda (20). “Esperamos que com essa conversa consigamos minimizar a situação.”

Em relação à UE, Maggi afirmou que a decisão foi de suspender as importações das 21 unidades sob suspeita. Destas, só 4 exportam atualmente para esse mercado. “Não há retaliação por parte dos europeus, só preocupação.”

CERTEZA

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, afirmou ter pedido que as autoridades brasileiras suspendam da lista de exportadoras ao bloco as empresas investigadas pela polícia, pedido que foi atendido.

“Queremos certeza de que só carne com controle apropriado chegará ao mercado europeu”, afirmou Enrico Brivio, porta-voz da comissão para assuntos de segurança alimentar.

O governo brasileiro disse que ainda irá conversar com autoridades do Chile, pois não conseguiu entender a decisão do país. O ministro da Agricultura do Chile, Carlos Furche, anunciou a suspensão temporária da importação de “todo tipo de carne brasileira”, bovina, frango e porco.

Maggi fez ameaças ao vizinho sul-americano e disse ter autorização do presidente Michel Temer para retaliar o Chile em relação às compras, por exemplo, de peixes e frutas. O ministro não fez ameaças a nenhum dos outros três importadores que restringiram compra de carne do Brasil. Outro importante mercado para o Brasil, a Rússia, ainda não se manifestou.

O governo dos EUA anunciou que aumentou a fiscalização sobre a carne do Brasil. O produto, que já passava por reinspeção ao chegar ao território americano, passará agora por “exames extras”, segundo o governo.

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Exportações de carne devem cair 20% e ministro age para evitar “desastre”

El País

Anos para conquistar a confiança de um cliente estrangeiro, um dia apenas para estremecer os negócios internacionais e afetar as exportações brasileiras. A Operação Carne Fraca da Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira, plantou a dúvida sobre a qualidade da carne brasileira e levou os principais compradores do Brasil a pedirem suspensão das encomendas dos frigoríficos suspeitos. Nesta segunda, China, União Europeia, Coreia do Sul e Chile anunciaram a suspensão temporária da compra de carnes do Brasil, depois que a Operação Carne Fraca identificou 21 unidades de produção suspeitas. Dezoito deles estão no Paraná, dois em Goiás e um em Santa Catarina.

O passo seguinte do imbróglio será a queda das vendas ao mercado externo neste ano, avisa José Augusto Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “Aposto numa queda de 20% dos embarques de carne neste ano, com a redução do preço pago e da quantidade”, alerta. A exportação de carnes rendeu 13,8 bilhões de dólares ao Brasil no ano passado, ou 7% de todas as vendas do país ao exterior. A perda, portanto, pode chegar a 2,7 bilhões de dólares, uma vez que os países levarão um tempo para ouvir as explicações do Governo e fazer seus próprios controles. “É difícil ganhar um cliente, mas muito fácil perder”, diz Castro.

Em conversa com jornalistas em Brasília, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que era natural a atitude desses países diante da dimensão do noticiário depois da Operação Carne Fraca. Afirmou, no entanto, que a decisão pode ser revertida à medida que tudo for esclarecido.

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