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Anvisa interdita todos os lotes de papinha para bebês por falta de registro sanitário

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização e divulgação, em todo o território nacional, de todos os lotes dos produtos Papá no Prato. Os alimentos da marca são comercializados pela internet por fabricante desconhecido e nenhum deles possuíam registro na agência. Segundo a Anvisa, o registro sanitário de alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância é obrigatório.

A Anvisa também proibiu distribuição e comercialização de oito lotes do produto Alimento Nutricionalmente Completo para Nutrição Enteral ou Oral, da marca Trophic Bio. A empresa deve recolher todo o estoque existente no mercado.

Na segunda-feira, a Anvisa já tinha interditado o lote 0027 do doce de amendoim Paçoca Rolha, da marca Dicel, que excedeu limite do teor de aflatoxinas, substâncias que são tóxicas e cancerígenas.

De acordo com relatório do Laboratório de Análise Micotoxicológicas (Lamic) de Santa Maria (RS), foram detectado teores de aflatoxinas acima do Limite Máximo Tolerado (LMT) permitidos para amendoim com casca, descascado, cru ou tostado, pasta de amendoim ou manteiga de amendoim.

Também foi proibida a distribuição e comercialização do lote 0001700 do produto Palmito Picado, da marca Mega Sabor. O alimento foi reprovado na Análise de Rotulagem, Teste de Incubação e Determinação Potenciométrica.

De acordo com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), a empresa não solicitou uma perícia de contraprova, o que tornou o laudo de análise definitivo. A Anvisa, portanto, proibiu o lote e determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque.

A Anvisa também proibiu distribuição e comercialização de oito lotes do produto Alimento Nutricionalmente Completo para Nutrição Enteral ou Oral, da marca Trophic Bio. A empresa deve recolher todo o estoque existente no mercado. Os produtos apresentaram informações nutricionais de vitaminas divergentes daquelas informadas nos rótulos.

 

EXTRA

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Aumento da oferta deve fazer com que preço da carne bovina caia no Brasil

O preço da carne bovina deve cair no Brasil. A suspensão da compra do produto por países estrangeiros forçará produtores que têm gado confinado e pronto para o abate a aumentarem a oferta para os frigoríficos nacionais.

AMPULHETA
“Num primeiro momento, é o que vai ocorrer, não tem jeito”, diz Ricardo Merola, fundador e ex-presidente da Assocon, a associação nacional dos confinadores de gado. Ele acredita, no entanto, que o fenômeno não deve durar muito. “A sorte é que há pouco gado confinado hoje no Brasil”, afirma.

A JATO
Os animais confinados ganham 1,8 kg por dia e, em cem dias, estão prontos para o abate. Já os que estão no pasto demoram em torno de 24 meses para chegar ao peso ideal. E poderão permanecer mais tempo no campo, esperando que a crise seja superada.

REPRESA
A dúvida é se os frigoríficos brasileiros, que devem ser beneficiados com a queda de preço num primeiro momento, repassarão a baixa aos supermercados.

LIMITE
Já o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Antônio Jorge Camardelli, acredita que não há espaço para redução de preços via aumento de oferta devido à queda do consumo de carne nos últimos dois anos no Brasil. “O ano de 2015 foi fatídico e 2016 também foi complicado”, afirma.

MESMO LUGAR
No caso da carne de aves, o raciocínio é o mesmo. Segundo Francisco Turra, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), “não tem espaço na recessão para aumentar o consumo interno”.

LUZ
As três lideranças dizem acreditar, porém, que o fluxo de exportação será retomado com os esclarecimentos que estão sendo prestados pelo Brasil ao mundo.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

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  1. Blue disse:

    Kkkkkkkk

  2. @brasil disse:

    Só na virada dá semana a @ do boi gordo caiu de 150,00 para 120,00 baixa de 20% ao passo que a tonelada do papelão reciclado subiu de 150,00 para 210,00 comum um aumento de 40%.

    • Jadson disse:

      Quem diria, papelão mais caro que carne!
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Coreia do Sul desiste de suspender importação de carne brasileira, diz Temer

O presidente Michel Temer disse hoje (21) que foi informado de que a Coreia do Sul voltou atrás na decisão de suspender a importação de carne brasileira em função das denúncias apontadas pela Operação Carne Fraca, de irregularidades na fiscalização de frigoríficos. A operação foi deflagrada na sexta-feira (17).

“Hoje tive uma boa notícia, que a Coreia do Sul, que antes havia pensado em suspender, hoje eliminou a suspensão. Exta e precisamente, penso eu, da pronta resposta e dos esclarecimentos das autoridades brasileiros”, disse o presidente durante discurso de abertura da Conferência das Cidades Latino-Americanas 2017, em Brasília. Temer disse ainda que não tem todos os detalhes da nova posição do governo sul-coreano.

O presidente destacou que já determinou a criação de uma força-tarefa para apurar as irregularidades e lembrou das medidas já adotadas para evitar prejuízos ainda maiores para a economia. “Os funcionários [denunciados] ontem mesmo foram dispensados pelo ministro da agricultura, Blairo Maggi”.

Temer citou novamente números que, segundo ele, dão a real dimensão dos problemas apontados pela operação da Polícia Federal: “Temos cerca de 4.383 frigoríficas. Destes, apenas três tiveram suas atividades suspensas em face das investigações; e 19 são objeto de investigação. O ministério tem 11.300 servidores e apenas 30 são investigados. Parte deles, já demitida”, reiterou o presidente.

Além disso, acrescentou ele, “nesses últimos seis meses tivemos 860 mil partidas de proteínas animais para o exterior. Apenas 184 foram reavaliadas, não por questões sanitárias mas por problemas de embalagem e coisas do tipo”, completou.

A Conferência das Cidades Latino-Americanas 2017 reúne em Brasília autoridades, investidores, executivos de empresas para debater as perspectivas brasileiras em relação à economia, ao comércio, à infraestrutura e à agenda de investimento.

Agência Brasil

 

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Coreia do Sul volta atrás e retoma compra de carne de frango do Brasil

O presidente Michel Temer janta em churrascaria com ministros e embaixadores após reunião no Planalto, em Brasília (DF)

FOLHAPRESS

Depois de anunciar, nesta segunda (21), a suspensão das compras de carne de frango do Brasil, em consequência da Operação Carne Fraca, o governo da Coreia do Sul voltou atrás, na manhã desta terça (21) na Ásia, ao ter a confirmação por parte do Ministério da Agricultura brasileiro de que nunca adquiriu produto estragado do país.

O país asiático, no entanto, decidiu intensificar a fiscalização do produto brasileiro.

Nesta segunda, China, União Europeia e Chile também anunciaram restrições à carne brasileira.

Depois do anúncio das restrições, o Ministério da Agricultura suspendeu a licença de exportação dos 21 frigoríficos que estão sob investigação na Operação Carne Fraca. O governo brasileiro permitirá, no entanto, que as mesmas fábricas continuem a vender o produto no mercado interno.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que iria conversar com representantes dos mercados nesta semana para tentar evitar que o bloqueio atinja fábricas não atingidas pela operação.

Essas 21 unidades estão sob um “regime especial de fiscalização” do governo. “Não posso simplesmente acabar com nosso sistema produtivo por uma suspeição”, disse Maggi. “Nenhum deles está na lista [da PF] por adulteração de produtos.”

O ministro acrescentou: “São problemas de relacionamento de fiscais com donos de frigoríficos. Não dá para dizer que a suspeição é sobre a qualidade de produtos”.

A China decidiu reter em seus portos toda carne do Brasil, independentemente da fábrica de origem. Técnicos do ministério planejavam se reunir por teleconferência com os chineses na noite desta segunda (20). “Esperamos que com essa conversa consigamos minimizar a situação.”

Em relação à UE, Maggi afirmou que a decisão foi de suspender as importações das 21 unidades sob suspeita. Destas, só 4 exportam atualmente para esse mercado. “Não há retaliação por parte dos europeus, só preocupação.”

CERTEZA

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, afirmou ter pedido que as autoridades brasileiras suspendam da lista de exportadoras ao bloco as empresas investigadas pela polícia, pedido que foi atendido.

“Queremos certeza de que só carne com controle apropriado chegará ao mercado europeu”, afirmou Enrico Brivio, porta-voz da comissão para assuntos de segurança alimentar.

O governo brasileiro disse que ainda irá conversar com autoridades do Chile, pois não conseguiu entender a decisão do país. O ministro da Agricultura do Chile, Carlos Furche, anunciou a suspensão temporária da importação de “todo tipo de carne brasileira”, bovina, frango e porco.

Maggi fez ameaças ao vizinho sul-americano e disse ter autorização do presidente Michel Temer para retaliar o Chile em relação às compras, por exemplo, de peixes e frutas. O ministro não fez ameaças a nenhum dos outros três importadores que restringiram compra de carne do Brasil. Outro importante mercado para o Brasil, a Rússia, ainda não se manifestou.

O governo dos EUA anunciou que aumentou a fiscalização sobre a carne do Brasil. O produto, que já passava por reinspeção ao chegar ao território americano, passará agora por “exames extras”, segundo o governo.

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Exportações de carne devem cair 20% e ministro age para evitar “desastre”

El País

Anos para conquistar a confiança de um cliente estrangeiro, um dia apenas para estremecer os negócios internacionais e afetar as exportações brasileiras. A Operação Carne Fraca da Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira, plantou a dúvida sobre a qualidade da carne brasileira e levou os principais compradores do Brasil a pedirem suspensão das encomendas dos frigoríficos suspeitos. Nesta segunda, China, União Europeia, Coreia do Sul e Chile anunciaram a suspensão temporária da compra de carnes do Brasil, depois que a Operação Carne Fraca identificou 21 unidades de produção suspeitas. Dezoito deles estão no Paraná, dois em Goiás e um em Santa Catarina.

O passo seguinte do imbróglio será a queda das vendas ao mercado externo neste ano, avisa José Augusto Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “Aposto numa queda de 20% dos embarques de carne neste ano, com a redução do preço pago e da quantidade”, alerta. A exportação de carnes rendeu 13,8 bilhões de dólares ao Brasil no ano passado, ou 7% de todas as vendas do país ao exterior. A perda, portanto, pode chegar a 2,7 bilhões de dólares, uma vez que os países levarão um tempo para ouvir as explicações do Governo e fazer seus próprios controles. “É difícil ganhar um cliente, mas muito fácil perder”, diz Castro.

Em conversa com jornalistas em Brasília, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que era natural a atitude desses países diante da dimensão do noticiário depois da Operação Carne Fraca. Afirmou, no entanto, que a decisão pode ser revertida à medida que tudo for esclarecido.

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Anvisa proíbe venda de paçocas de Amendoim devido a item cancerígeno

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda (20) um lote de paçocas da marca Dicel, sediada em Goiânia (GO). De acordo com a agência, a carga tinha excesso de aflatoxinas, substância produzida por fungos que é considerada tóxica e favorece o desenvolvimento de câncer em teor acima do permitido.

A partir desta data, a venda e distribuição de qualquer item pertencente ao lote 27 da Paçoca Rolha Amendoim Dicel fica proibida em todo o Brasil. Os produtos foram fabricados em 18 de novembro do ano passado e têm exatamente um ano de validade. A empresa informou que ainda não foi notificada sobre a interdição.

 

Veja

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  1. Orgulho de ser Rubro Negro!!! disse:

    Caro BG,

    Favor confirmar se a paçoca proibida é de amendoim, uma vez que não ficou muito claro no texto.

    Cordialmente,

    Marcondes Morais

  2. Giovani disse:

    Paçocas de amendoim. Deixe claro amigo.

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Governo suspende exportação de 21 frigoríficos investigados na Carne Fraca

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou no final da tarde desta segunda-feira (20) que proibiu, preventivamente, a exportação de carnes produzidas por 21 frigoríficos investigados na operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

A venda no mercado brasileiro está liberada, afirmou o ministro.
A operação, deflagrada na semana passada, revelou esquema de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e produtores de carnes. Além de pagamento de propina a fiscais e partidos, a PF investiga a aduteração de produtos e a venda de carne vencida e estragada.

 

Veja matéria completa do G1 AQUI

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  1. Carlos Augusto disse:

    Não serve para os gringos, mas serve para os brasileiros? O que é isso?

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Como ela ganha dinheiro vendendo pelo WhatsApp e pelo Instagram

Apaixonada por bolsas e sapatos, a administradora Alessandra Ceci aprendeu a fazer bolsas artesanais de tecido e pedraria e queria fazer disso um negócio. Abrir um e-commerce parecia a forma mais barata de montar a loja, mas, para sua surpresa, vender apenas pelo site impossibilitaria o negócio de existir.

Manter um site de largo alcance custaria cerca de 10 mil reais por mês. O boca a boca entre as amigas parecia funcionar melhor. Depois de vender 50 bolsas na sala de casa da primeira vez que colocou sua coleção à venda, o WhatsApp não parava de enviar notificações.

Há quase dois anos, o WhatsApp é o principal canal de vendas da Biella, marca de bolsas artesanais de Alessandra. As clientes olham os produtos no Instagram e entram em contato diretamente com Alessandra.

Mesmo tendo site, o acesso ao Instagram é maior. “Antes colocava só as fotos das bolsas, mas agora percebi que vende mais quando posto o look completo e ensino a combinar”, conta. Ela contratou uma assessoria para ajudá-la com as postagens.

A Biella vende cerca de 150 bolsas por mês, por 500 reais cada uma, em média. O Instagram da marca começou a fazer sucesso também entre lojistas, por isso Alessandra passou a vender suas bolsas para o atacado.

As clientes também perguntavam sobre os sapatos e outros acessórios dos looks postados no Instagram, por isso Alessandra pretende passar a vender sapatos artesanais, em breve.

Inspiração na Itália

Após uma gestação difícil e sem ninguém para ajudar a cuidar da filha em São Paulo, a administradora passou um ano em casa, como tantas outras mulheres que enfrentam dificuldades para voltar ao mercado de trabalho. “Não dava porque o horário era ruim, a empresa era longe ou o salário era baixo. Mas eu estava irritada de ficar sem trabalhar”, conta Alessandra.

Para se distrair, começou a fazer cursos de artesanato e se encantou pelas bolsas de tecido. Acabou adorando a ideia de colocar sua personalidade no que criava.

Foi durante uma viagem de férias para a Itália que Alessandra percebeu que precisava valorizar as bolsas que fazia. Na província de Biella, conheceu o trabalho de artesãos que vendiam bolsas feitas com sobras de tecidos e outros materiais da indústria.

“Eram uns senhorzinhos com roupa social e jaleco por cima. Eles davam valor ao que faziam e não sentiam vergonha de serem artesãos”, conta.

De volta a São Paulo, em 2015, Alessandra contratou uma consultora especializada em negócios de moda para desenvolver sua marca, por 40 mil reais. A consultora ajudou a definir desde a modelagem das bolsas até a estratégia do negócio.

“Ela me mostrou muitas coisas com as quais eu teria batido de frente e não saberia mais andar”, lembra. Toda a modelagem é pensada por Adriana, mas, para que pudesse produzir em maior escala, contratou uma fábrica de artesãos para confeccionar seus produtos.

Exame

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‘O estrago já está feito’, afirma Moreira Franco em relação à crise da carne

Ministro Moreira Franco, em coletiva de imprensa após o leilão para a concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. Foto : Edilson Dantas / Agencia O Globo

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, disse que o “estrago” da Operação Carne Fraca da Polícia Federal na economia já está feito e que, agora, o governo brasileiro está trabalhando para contornar o problema junto aos mercados compradores. E neste sentido, destacou, todos os esforços serão no sentido de demonstrar a “robustez” do sistema de fiscalização do país. Moreira disse que está havendo uma “espetacularização” da cobertura.

— A espetacularização da cobertura é muito mais grave que o fato. Se acontece um problema nesse setor, as dimensões econômico-financeiras e no emprego são infinitamente superiores a do setor de petróleo e gás (em referência às investigações conduzidas pela PF na Petrobras). O estrago foi feito e nós estamos correndo para segurar- disse o ministro ao GLOBO.

Ele destacou que a cobertura de assuntos econômicos exige mais cuidados, diferentemente das “futricas” da política. Mencionou ainda que todo o ambiente deflagrado com a Operação da PF acaba favorecendo os competidores do Brasil:

— Você não pode tratar as questões econômicas com a mesma ligeireza da cobertura das futricas do Salão Verde e do Salão Azul, da Câmara dos Deputados e do Senado. No mercado europeu, por exemplo, França e Irlanda disputam palmo a palmo com a carne brasileira.

O Globo

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  1. Neto disse:

    Parabéns a PF pela operação e divulgação do seu resultado. No Brasil só funciona assim. Caso contrário, o caso ficaria abafado e as pessoas tanto deste país, como as do exterior que importam a carne produzida aqui, continuariam comendo carne estragada, abarrotada de produtos químicos prejudiciais a saúde, utilizados para maquiar sua aparência e disfarçar seu mau odor e as pessoas continuarem sendo lesadas. A corrupção neste paìs está presente em todos os segmentos. Que a PF continue seu trabalho sem se render aos políticos e empresários.

  2. Rafael disse:

    Impressionante como as pessoas são influenciáveis. Agora a PF que é a culpada. O Brasil é simplesmente o maior exportador de carnes. Achar que não há lobby, desvios, corrupção nesse segmento é ingenuidade, imbecilidade. Esquecem que o "jeitinho", propina, corrupção fazem parte do nosso DNA. O buraco é muito embaixo. Isso aqui nunca mudara!!!

  3. ANTONIO JUNIOR disse:

    Concordo que os fatos fossem apurados,mais sem muitos holofotes para a PF!!!.

    " Agora prejuiso para um BRASIL Já em maus lenções!!!.

  4. ANTONIO JUNIOR disse:

    Acho que a "PODEROSA POLICIA FEDERAL" tinha que ter m ais cautela antes de fazer sees estrago!!!.

  5. Severino Silveira da Silva disse:

    Nessas terras tudo que é ruim, mal feito, desonesto, sempre se dá um jeitinho de deixar pra lá e aí vamos caminhando na direção dos dias atuais, onde tudo parece errado, corrompido, distorcido.
    Nossa saúde pública é precária, nossa educação é sem qualidade e mantida por cotas. A insegurança é generalizada, os governos estaduais e municipais são deficitários, enfim, tudo que é e passa pela mão da classe política está sem controle e descaminhou. Nenhuma fiscalização pública, feita por órgãos onde os servidores tem cargo comissionado e são indicados por políticos merece respeito e credibilidade. Onde se investiga, tem coisa errada. Esse país está em ordem? Que ordem?
    Mudaram a definição de ordem? Alguém pode definir o sentido de ordem?
    Se ordem for ver os poderes funcionando, estamos tampando o sol com peneira, pois o nível de corrupção e medidas erradas está em todo lugar e de toda forma.
    Supondo que estou errado, o que funciona bem nesse país no setor público?

  6. Ivanildo Cerqueira Lopes disse:

    Se isso for igual ao combustível e o café, o mercado estrangeiro está reclamando de barriga cheia.
    Todos sabem que a gasolina vendida ao exterior tem melhor qualidade e metade do preço da nossa.
    Que os grãos de café que são exportados, são selecionados e a sobra, vendida no Brasil.
    Então provavelmente a carne exportada tem a qualidade exigida e a que vem para nós também é a sobra, com papelão, cabeça de porco e tudo mais…

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Carne brasileira em portos na China deve ficar retida até segunda ordem

Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, investiga irregularidades no comércio de carne. – Analice Paron / Agência O Globo

A China, segundo maior importador de carnes brasileiras no mundo, deve suspender temporariamente os carregamentos que desembarcam no país. O governo brasileiro foi comunicado oficialmente pela China que o país asiático não desembarcará as carnes importadas do Brasil, até receber as informações requeridas sobre a Operação Carne Fraca, divulgada pela Polícia Federal na última sexta-feira. A ideia é que os contêineres que cheguem aos portos chineses sejam retidos até segunda ordem. A informação foi confirmada ao GLOBO por um integrante do Ministério da Agricultura em Brasília. Há quem diga que este é um sinal de que a restrição pode ter curta duração. Por enquanto, avalia-se que o custo de uma suspensão formal seja alto para os dois lados.

Nesta segunda-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, terá uma videoconferência com autoridades chinesas para prestar esclarecimentos.

“O Brasil dará todos os esclarecimentos aos chineses o mais rápido possível”, diz um comunicado divulgado há pouco pelo ministério.

Só no ano passado, os chineses importaram cerca de US$ 2 bilhões em carnes brasileiras. O Brasil é o principal fornecedor de carnes de frangos (80% do que a China importa) e de bovinos (29%) para o mercado chinês.

A Coreia do Sul, por sua vez, já anunciou que vai banir temporariamente as vendas de produtos da BRF, em especial, e intensificar a fiscalização de carne de frango importada do Brasil — que vende nada menos que 80% das aves importadas pelo país. Já a Autoridade Veterinária e Agroalimentícia (AVA) de Cingapura publicou nota informando que as suas importações de carne brasileira não passavam por nenhum dos frigoríficos afetados nas investigações da Polícia Federal. No entanto, não descarta buscar fontes alternativas de fornecimento de carne como plano B.

“A AVA está trabalhando com os nossos importadores de carnes para que monitorem a situação e sejam preparados para buscar fontes alternativas, se necessário”, diz o documento. A nota afirma ainda que todas as importações do país têm de ser feitas por plantas credenciadas junto à autoridade sanitária, que faz as suas próprias inspeções nos conteúdos. De todo modo, avisou: “nós estamos monitorando de perto a situação estamos em contato com as autoridades brasileiras para ter mais detalhes”, diz a nota. O Brasil é o maior exportador de carnes para Cingapura, fornecendo mais de 60% da carne de frango e mais de 50% da carne bovina, além de grande parte da carne suína.

A notícia da operação “Carne Fraca” caiu como uma bomba no mercado asiático de carnes, que tem no Brasil o seu maior fornecedor. Muitos deles foram conquistados recentemente, após anos de negociações, e, rapidamente, passaram a depender das importações brasileiras. As iniciativas foram adotadas três dias depois que a Polícia Federal realizou a operação “Carne Fraca”, que fechou três plantas e colocou outras 21 sob fiscalização especial.

Embora não importasse dos frigoríficos que já estão interditados, a China, por exemplo, comprava carnes de um destes 21 que está sob investigação. Tudo indica que, ainda assim, este último não realizada operações há algum tempo no mercado chinês.

Ainda não houve questionamento apresentado pelas autoridades sanitárias do Japão. Em dezembro de 2016, o Japão anunciou a reabertura das importações de carne bovina termoprocessada do Brasil. A negociação envolveu o reconhecimento do status sanitário brasileiro, como livre da doença da vaca louca, a encefalopatia espongiforme bovina (EEB).

“Neste momento, estamos discutindo com as autoridades sanitárias do Japão, um protocolo para exportação de carne bovina fresca”, afirmou a adidância da agricultura da Embaixada do Japão em nota.

Dois estabelecimentos citados na investigação estão habilitados para exportar carne de aves para o Japão, segundo o documento. Mas ainda não há dados sobre o volume embarcado para o país, ou demais países da Ásia. O Brasil é habilitado para exportar ao Japão carne de aves, carne de suínos e carne bovina termoprocessada. Em 2016 não houve embarques de carne bovina.

Em 2016, o Japão importou 417.000 toneladas de carne de aves e 1.500 toneladas de carne suína, de origem do Brasil. O Brasil é o maior fornecedor de carne de aves para o Japão, responsável por aproximadamente 70% do que importam. As exportações de carne suína para o Japão são provenientes apenas do estado de Santa Catarina e de unidades não relacionadas no processo de investigação. Já os frangos vêm de diversos estados no Brasil. Em 2016, importaram do Brasil cerca de US$ 720 milhões em frangos e US$ 6 milhões em suínos. Todos os produtos vieram de frigoríficos pré-aprovados pelos japoneses, que são fiscalizados no Japão inclusive.

No caso japonês, o escândalo não ajuda nada as negociações que se arrastam há anos para liberar a carne brasileira in natura. Mas eles são muito meticulosos, e acredita-se que não iriam mudar um processo decisório complexo e demorado.

Em dezembro passado, autorizaram a entrada de carne termoprocessada brasileira. Mas só de duas plantas em São Paulo, tampouco incluídas na investigação.

No caso da Malásia, ainda é cedo para se medir os efeitos da operação da PF, pois o Brasil está abrindo o mercado. A expectativa é a de que não haja grandes consequências. A BRF tem investimento direto no país e, até agora, seus clientes não teriam expressado maiores preocupações. Os estabelecimentos afetados tampouco exportam para o pais.

Maior importador de carnes de frangos do Brasil (US$ 1,15 bilhão em 2016), a Arábia Saudita também acompanha de perto os desdobramentos das investigações. As autoridades sanitárias pediram informações à Embaixada do Brasil para discutir a questão dos certificados sanitários. O Brasil responde por 87% das importações da Arábia Saudita. Já no caso da carne bovina, depois de três anos de embargo (2013-2015) por conta daquele de um caso isolado de vaca louca em 2010, e muitas negociações, o mercado saudita foi reaberto no início de 2016. Ao todo, o Brasil conseguiu exportar US$ 111 milhões para o país.

Com relação à Rússia, até onde o GLOBO pode apurar, as autoridades locais ainda não havia formalmente procurado a embaixada brasileira. O Brasil é o maior fornecedor de suínos e bovinos ao mercado russo.

O Globo

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  1. Coxinha de Mortadela disse:

    Logo na China, onde eles tiram gordura do Esgoto pra usar nas frituras dos quitutes dos turistas?

  2. JOAO MARIA disse:

    MANDA TUDO DE VOLTA

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Chile vai barrar temporariamente carne do Brasil após escândalo

O Chile está barrando temporariamente importações de carne do Brasil após o escândalo sobre o suposto pagamento de propinas a agentes de fiscalização sanitária, divulgado pela Polícia Federal na sexta-feira (17), disse o ministério de Agricultura chileno nesta segunda-feira (20).

Também nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer tem tentado acalmar temores em relação à carne brasileira, um produto-chave para as exportações do país, após a operação da PF na semana passada anunciar investigações sobre o possível pagamento de propinas por empresas do setor frigorífico para ocultar condições inadequadas dos produtos.

O presidente saiu em defesa novamente do agronegócio brasileiro. A ação impactou em cheio os principais frigoríficos brasileiros — como a JBS e a BRF por exemplo.
— Temos sistemas rigorosíssimos de avaliação sanitária no Brasil. Sabemos que quando o produto chega no país estrangeiro, há uma nova inspeção, para validar a inspeção feita aqui no Brasil. O agronegócio no Brasil é importantíssimo e não pode ser desvalorizado por um pequeno grupo.

A declaração foi feita durante evento na Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos) hoje de manhã, pouco depois de o Ministério da Agricultura confirmar que China e União Europeia anunciaram susp

R7, com Reuters

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Criador prevê volta de frigoríficos regionais e de menor porte

A Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que expôs fraudes na indústria de carnes na sexta (17), vai impor dificuldades ao país no mundo, mas pode desencadear transformações estruturais no setor, segundo Luciano Vacari, diretor-executivo da Acrimat, entidade que reúne pecuaristas de Mato Grosso. O Estado tem o maior rebanho comercial do Brasil.

Uma possível mudança é a retomada de frigoríficos regionais e de menor porte, que perderam força na última década, quando grandes frigoríficos como JBS e Marfrig foram incentivados com recursos do BNDES na política de campeãs nacionais.

Para Vacari, a crise atual deve servir de lição para aprimorar métodos de controle. Embora seja reconhecido internacionalmente, o serviço de inspeção federal brasileiro -identificado pelo consumidor pelo carimbo S.I.F. em alimentos de origem animal- mostrou que tem limitações.

“Hoje, o agente do serviço de inspeção federal é praticamente imóvel. Ele é destinado a uma unidade [fabril] e fica lá praticamente a vida toda. Por que não criar um modelo rotativo para evitar esse vínculo?”, questiona.

Para Vacari, o poder de um mesmo agente em tantas decisões, como liberação do abate, processamento e assinatura de certificado sanitário, é excessivo.

Ele ressalva que o sistema brasileiro não é falido e até ajudou o país a exportar seus produtos para destinos como EUA, Japão e Austrália, alguns dos compradores mais exigentes do mundo. “Esse sistema nos trouxe até aqui, mas pode ser aprimorado.”

Isso pode ser feito com melhor gestão de pessoas, diz o representante dos criadores.

Outra solução para evitar casos de corrupção como os denunciados pela Polícia Federal seria, segundo Vacari, promover auditorias.

“Será que não podemos aproveitar isso tudo para implementar um modelo novo de governança no serviço de inspeção federal? Um modelo com participação de produtores e consumidores? Um modelo que não deixe toda a responsabilidade na mão de pessoas, mas talvez de entidades?”, questiona.

egundo ele, é cedo para estimar qual será o comportamento dos compradores e o tamanho do estrago, que terá reflexos negativos não só nos frigoríficos mas também em outros elos da cadeia, inclusive os criadores.

O caso é grave do ponto de vista sanitário, mas deve ter impacto menor na imagem brasileira do que ocorreu em 2005, com a insatisfação do mercado externo na crise de febre aftosa, diz ele.

“Lá foi mais grave. Quando há um caso de febre aftosa, é obrigatório que se comunique imediatamente a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Ela suspende a emissão de certificado sanitário daquele país, ou seja, não pode comercializar. Nesse caso aqui, o comprador vai analisar”, avalia.

Folha de São Paulo

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  1. Getulio disse:

    O mesmo "Modus operandi": Café, Algodão, Petróleo…
    Os gigantes sempre tem uma maneira "legal" usando os famosos "Capitães do Mato" para destruir os concorrentes emergentes e submeter os adversários com o terror.
    Os Coronéis mandavam botar fogo nas plantações ou roubar os rebanhos daqueles proprietários que ficavam em seus caminhos.
    A história se repete?

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