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Dia D para as Greves

Tribuna do Norte:

Hoje é o “Dia D” para duas categorias que ainda estão em greve no Rio Grande do Norte. Professores estaduais e policiais civis têm audiências importantes no Tribunal de Justiça do Estado (TJRN). Nesta manhã, o Pleno do TJ irá votar a liminar impetrada pela Procuradoria-Geral do Estado pedindo a ilegalidade da paralisação dos professores. À tarde, o juiz convocado Francisco de Assis Brasil irá mediar uma audiência de conciliação entre os policiais e representantes do governo estadual. Ambas categorias estão confiantes e esperam a definição de um acordo.

Pelo menos uma categoria deverá continuar de braços cruzados. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fátima Cardoso, afirma que, independente da decisão dos desembargadores, a greve continua. “Qualquer que seja o resultado, já temos uma postura: se não tiver conversa, vamos continuar em greve”, afirma.

Segundo a sindicalista, uma possível aprovação da ilegalidade e as consequências desta decisão, como corte de ponto, por exemplo, não vão fazer com que os professores retornem às salas de aula. “Esperamos que o governo negocie com a gente da mesma forma que negociaram com as demais categorias que saíram de greve. Acreditamos que chegaremos a um entendimento”, ressalta.

O procurador-geral do Estado, Miguel Josino, afirma que está confiante na decisão dos desembargadores. “A expectativa é a de que o TJ se sensibilize com o drama dos 300 mil alunos que correm o perigo de perder o ano letivo”, coloca. Josino afirma ainda que deve prevalecer o interesse dos alunos. “Entre o interesse econômico do Estado e as reivindicações justas do professores, haverá de prevalecer o interesse do conjunto maior dos alunos que já estão com o ano letivo prejudicado”.
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Estudantes batem em retirada da Dired. Negociações continuam…

O grupo de estudantes acampado há 28 dias na 12ª Diretoria Regional de Educação Cultura e Desportos (Dired), em Mossoró, desocupou o prédio da unidade nesta terça-feira (12). A iniciativa aconteceu depois que o Governo do Estado declarou comprometimento em discutir a pauta de reivindicações quando os manifestantes desocupassem o imóvel.

A entrega da Dired foi feita de forma pacífica. O prédio foi recebido pela diretora, professora Magali Nogueira Delfino do Carmo, e por um oficial de Justiça. “Numa primeira avaliação observamos que a Dired foi entregue com todos os equipamentos”, informou Magali Nogueira.

Em cumprimento a palavra dada, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, recebe na tarde desta terça-feira (12), às 16h, os manifestantes para discussão da pauta de reivindicações.

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Secretária de Educação culpa as greves pelo péssimo ensino na rede estadual

Uma secretária que reconhece ser péssimo o serviço que está gerindo deve ser encarada como? Com cuidado, porque aí tem.

“A educação do Estado é ruim”, disse Bethania Ramalho em entrevista ao Jornal 96. Certo. Não inventou a roda. Constatou o que todos nós sabemos. Agora, a justificativa, mais esperada ainda, vale comentar.

“Por causa das greves”. Foi uma provocação à nossa inteligência.

Betânia Ramalho, recordemos, no ínicio do ano, não poupou críticas à qualidade da educação no RN mas nunca chegou a responsabilizar o quadro aos professores.

Ela reuniu elementos consistentes que remetiam à cena nacional. A educação nunca fora prioridade.

Comentou a secretária que o fato de vários professores estarem fora da sala de aula contribuíam sobremaneira para o quadro atual, mas isso nunca figurou como argumento imperativo.

Não há de se defender aqui o sindicato dos professores, que convenhámos, até tem agido em certas ocasiões como menino mimado. Ou é como quer ou não é. E aí deflagra greve.

Também havemos de recordar que os professores estão cansados de promessas larapiosas e esperam receber apenas o que lhes é de direito.

Ao reputar aos professores a qualidade do ensino do Estado, Betânia esquece que ela mesma é docente respeitada e adota dois pesos e duas medidas para tratar do assunto.

Quando a situação das escolas do estado fica conhecida? Quando há greve. E via de regra responsabilizam professores. Jogam-nos contra a opinião pública.

A secretária esqueceu de comentar que nos últimos oito anos, a pasta da Educação teve sete titulares, uma rotatividade de fazer inveja ao mais organizado cabaré.

Esse dado ela frequentemente evocava em suas entrevistas no início do ano.

Pimenta no olho do outro é refresco.

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Professor que denunciou dois colegas que não eram mestres, nem doutores para ensinar direito foi demitido

Consultor Jurídico:

Um professor que denunciou irregularidade no currículo de dois colegas do curso de Direito da Faculdade Paraíso, em São Gonçalo (RJ), foi demitido na quinta-feira (7/7), pela instituição. Outro docente do Direito e uma professora do curso de Letras, que o apoiavam, também foram afastados. A reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo.

O docente denunciou a irregularidade do currículo dos colegas Francis Wagner de Queiroz Ribeiro e Tathiana Lisboa  Ribeiro. Eles não seriam mestres pela Universidade Cândido Mendes, nem doutores (no caso de Francis) pela Federal de Pernambuco.

Francis era coordenador do curso de Direito, e Tathiana , professora. Eles também faziam parte do grupo de avaliadores da qualidade dos cursos de Direito do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão vinculado ao MEC. Após as denúncias, o órgão pediu, no dia 12 de junho, que os dois apresentassem os documentos que comprovassem os títulos, necessários para integrar o banco de avaliadores. Segundo o Inep, as avaliações feitas por Francis foram canceladas – incluindo a do curso de Direito da PUC-SP.

Demissão
Celia Regina Rodrigues da Costa, coordenadora da Faculdade Paraíso, explica por que decidiu afastar os três professores: “Eles quiseram fazer marketing negativo da instituição. Um deles até falou pelo Facebook para os alunos saírem de lá.”

O professor que denunciou as irregularidades nega que tenha feito campanha negativa, mas sentiu que a instituição não resolveria a questão. “A universidade disse que iria apurar, mas não senti firmeza”, contou. Segundo Celia, as providências foram rapidamente tomadas.

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  1. COIMBRA disse:

    Entendo que as denúncias contra os professores são gravíssimas, entretanto, sem ingressar no mérito, tanto a Faculdade Paraíso , como também, o Inep podem ter sido enganados. Vamos aguardar a realização do inquérito policial.

    Em que pese a notícia da "Faculdade Paraíso não te aprovado ninguém na útima prova da OAB/RJ". Importante frisar que somente um aluno do 8º período desta Faculdade prestou o último exame da ordem, haja vista, que o mesmo foi aprovado na 1ª fase e reprovado na 2º fase junto com mais de 80% dos examinandos.

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Estudantes da UERN vão resistir na Dired em Mossoró

Do Blog da antenada Ana Cadengue:

Em contato com o blog, representantes do Comando de Mobilização Estudantil de Mossoró (C_O_M_E_M) disseram que vão resistir pacificamente à ordem para a desocupação da 12ª Dired, onde eles estão desde o dia 16 de junho.

De acordo com os estudantes, ontem, o Procurador Geral do Estado, Miguel Josino, em conversa diante da Justiça Estadual, declarou a intenção do governo de acatar algumas das reivindicações. E teria acertado o cumprimento das seguintes pautas:

– A volta do pagamento das bolsas que foram paralisadas com o contingenciamento do orçamento da UERN; além de um aumento nas mesmas, até que 20% dos alunos dessa IES sejam contemplados.

– Programa de Urbanização dos Campi da UERN.

– Conclusão das obras que foram paralisadas com o contingenciamento da UERN, além de reformas em diversas salas de aula da instituição que não desfrutam de condições adequadas para o ensino/aprendizagem.

– Construção de novas guaritas no Campus Central, e aumento do número de vigilantes que prestam serviços à UERN.

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  1. Patricia disse:

    Todas as reinvindicações deixam claro que o problema não começou na gestão de Rosalba. São problemas que se arrastam. A urbanização já não acontecia, a necessidade de guaritas não apareceu esse ano. Portanto, as reivindicações são lícitas, mas essa politicagem de Primavera Sem Rosa é o que há de mais desnecessário no momento;

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Professores de Faculdade que tiraram zero no exame da OAB falsificaram diplomas

Durma com um barulho desses, segue reportagem do Globo:

RIO – Professores de Direito vivem de ensinar o que a legislação do país considera certo ou errado e de fazer entender, nos casos adequados, como os infratores devem ser punidos. Dois desses professores, que atuavam até o início de junho na Faculdade Paraíso (FAP), em São Gonçalo, se veem agora num papel inverso, como alvos da lei. Depois de denúncias que apontam a falsificação de seus diplomas de mestrado e doutorado em Direito, Francis Wagner de Queiroz Ribeiro e Tathiana Lisboa Ribeiro enfrentarão um inquérito policial, instaurado a pedido do procurador da República José Maurício Gonçalves. A Faculdade Paraíso foi uma das três que recebeu nota zero no exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), também encaminhou a denúncia à Polícia Federal para apuração do delito de falsidade ideológica. Os dois professores são avaliadores do Inep para autorizar, reconhecer e avaliar cursos de Direito em todo o país e, para tal, precisam ter, ao menos, o título de mestre, o que deve ser comprovado com diploma na candidatura à função.

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  1. Thomas Stockmeier disse:

    Pelo visto isto virou moda na educação; aqui em Porto Alegre um reitor de três faculdades já foi punido por falsificar diplomas de doutorado, mba, etc.., denunciei o mesmo ao MEC, e continua na frente das faculdades.
    Fui pró-reitor de uma das faculdades, o INEPE, por isto tomei ciência de problemas graves lá dentro.
    E muitos alunos, advogados, médicos, etc.. continuam sendo enganados.

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A deseducação no RN

O Sindicato dos Trabalhadores na Educação (SINTE) deliberou, em assembleia, que a greve dos professores que são funcionários do Estado do Rio Grande do Norte vai continuar. Péssima notícia para as centenas de milhares de alunos das escolas públicas estaduais.

Alunos que estão sem aulas há mais de 60 dias. E correm sério risco de perder o ano letivo. E alguns milhares deles são concluintes do ensino médio e estão prestes a encarar os exames vestibulares.

Os professores o cumprimento do Plano de Cargos e Salários. O Governo alega não ter condições financeiras de cumprir de imediato. Propostas foram apresentadas e recusadas.

E os estudantes há muito viraram joguete neste jogo de empurra em que transformou a Educação Pública no Rio Grande do Norte.

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  1. Amorim disse:

    Desalentador o post.

    Quem escreveu, vá para a sala de aula e passe um ano lecionando. Depois, posso dizer que terá direito de escrever.

    Os professores são tão reféns da "deseducação" quanto os alunos. O que dizer de um Piso Nacional que tem previsão na Constituição (art. 206, inciso VIII) e não é cumprido?

    Ainda que os professores voltem, a educação continuará paralisada. Afinal de contas, quem vai se motivar a voltar às aulas sabendo que um direito líquido e certo seu é alvitrado escancaradamente pelo governo?

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OAB tem 90% de Reprovação

Jornal da Tarde

O resultado final do último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizado em dezembro de 2010, é o pior da história da entidade: apenas 9,74% dos bacharéis em Direito foram aprovados em um total de 116 mil inscritos, segundo dados do Conselho Federal da OAB obtidos pelo JT. Nesse universo também estão incluídos os treineiros, estudantes do último ano da graduação (9º e 10º períodos), que tiveram um desempenho muito superior ao dos diplomados (veja abaixo).
Até então, o pior índice do País era de 14% de aprovados, entre os 95,7 mil inscritos no primeiro exame realizado pela OAB no ano passado, de acordo com o jurista e cientista criminal Luiz Flávio Gomes, fundador da rede de ensino LFG. O exame foi unificado em 2010, o que ajuda a explicar, de acordo com Gomes, o aumento no índice de reprovação: a porcentagem de aprovados, na média entre os três concursos anuais, passou de 28,8%, em 2008, para 13,25% em 2010. Antes disso, cada Estado do País aplicava sua própria seleção, o que possibilitava, segundo a OAB, que um candidato se submetesse a provas mais fáceis em algumas regiões do País.
Especialistas acreditam que o mau desempenho dos estudantes também está associado à má qualidade da educação básica, à má formação no ensino superior, à falta de dedicação dos estudantes e à abertura indiscriminada de faculdades de Direito. “Não há um culpado só, todos colaboram. Há deficiências nas faculdades, em geral, mas o aluno não se preocupa muito com o curso”, analisa Gomes. “E o exame está mais difícil”, complementa.

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Professor da UFRJ aplica prova pelo Twitter

Para driblar a falta de sala de aulas na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), trancadas devido à greve dos servidores da universidade, o professor de Relações Internacionais Marcelo Coutinho achou um jeito criativo: aplicou a prova final de sua disciplina no Twitter.

Só teve uma questão, que poderia ser resolvida em 48 horas. Para garantir o recebimento, o professor enviou também por e-mail.  “Dar a prova para o aluno resolver em casa é um procedimento comum na universidade”, explica Coutinho. A inovação é fazer isso pelo Twitter. “Não dá para colar, pois é necessário comparar e analisar dois textos complexos, escritos em inglês.”

Para evitar que os estudantes peçam a outra pessoa para resolver a questão, o professor já havia aplicado uma primeira prova em sala de aula. “É possível questionar caso haja uma diferença muito grande entre o desempenho em uma e em outra”, diz.

A iniciativa foi bem recebida pelos alunos e, segundo o professor, pode ter influenciado a universidade a reabrir as salas de aula para o período noturno a partir desta quinta-feira (30).

Portal UOL

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Estudantes invadem a DIRED em Mossoró. Só saem com a presença da Governadora

O  Comando de Mobilização Estudantil de Mossoró (C_O_M_E_M) ocupou agora há pouco o prédio da 12ª DIRED – Diretoria Regional de Educação do Governo do Estado. Através do twitter, professores da Rede Estadual de Ensino se solidarizam e prometem seguir para o acampamento.

Os estudantes são da UERN, UFERSA e escolas estaduais e particulares prometem entrar daqui a pouco com imagens ao vivo via Web. A polícia acabou de chegar ao local.

A Jornalista Ana Cadengue, conversou há pouco por telefone com uma das integrantes do Comando de Mobilização Estudantil de Mossoró (C_O_M_E_M), Geordânia, que disse que eles só desocupam o prédio da DIRED com a presença da governadora Rosalba Ciarlini. Os estudantes estão com barracas e vão acampar dentro do prédio até que a governadora Rosalba abra um canal de diálogo. Eles protestam contra o corte de mais de 30% no orçamento da UERN e lutam por uma educação de qualidade….

* Com informações da Jornalista Ana Cadengue

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  1. Maria josé oliveira de Morais disse:

    Parabenizo aos professores pela iniciativa.Lamento que governo continue com tanto descaso para com nós educadores.Embora aposentada serei sempre professora e lamento tanto falta de respeito pela classe trabalhadora que forma pessoas que desconhece o valor o mesmo.

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Nosso IFRN "mentiu" sobre texto usado nas provas do concurso de língua portuguesa

Post retirado do BLog de Reinaldo Azevedo, sérias acusaçãos contra o IFRN:

Caras e caros,

o texto ficará bastante longo, como verão. Mas a questão é importante porque estamos diante de mais uma evidência das distorções a que a esquerdopatia submete a educação no Brasil. Como resolveram usar um texto meu para fazer lambança, então eu me sinto obrigado a denunciar os vigaristas intelectuais. Eu gosto de uma boa briga. A turma lá deve saber disso, espero.
*
Já escrevi uma vez: eles não se cansam, mas eu também não me canso. Eles têm a sua rede de vigarice e maledicência, eu tenho os fatos.  O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte fez um concurso para contratar professores de língua portuguesa para o ensino médio e nível superior. A turma lá decidiu usar um texto meu, publicado na ediçao nº 2025 da VEJA, de 12 de setembro de 2007. Ele serviu de referência para seis questões. Cinco delas têm de ser anuladas. Candidatos que se sintam lesados e queiram recorrer à Justiça podem usar este meu post como suporte. Eu sou o autor. Eu sei o que escrevi. E o Instituto mentiu sobre o meu texto.

O artigo que escrevi foi submetido a um crivo ideológico e teve seu sentido deturpado. Atribuíram-lhe um conteúdo comprovadamente falso. Pior: o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte induz os candidatos a um erro no que diz respeito à gramática, além de atribuir a Camões o que ele nunca escreveu. Escárnio: o concurso seleciona professores de língua portuguesa!

Abaixo, leitor, reproduzo em azul o meu artigo, que critica a recente reforma ortográfica, à qual ainda não aderi em sinal de protesto. Quando for obrigatório, não terei saída. Ainda estou no prazo. Mesmo escrito em 2007, ele poderia servir também como contestação às bobagens presentes no livro de Heloísa Ramos, aquela que faz a apologia do erro. Na seqüência, publico em vermelho (claro!) as questões do tal instituto e o gabarito. E  chuto traseiros com gosto.
*
Restaurar é preciso; reformar não é preciso

A reforma ortográfica que se pretende é um pequeno passo (atrás) para os países lusófonos e um grande salto para quem vai lucrar com ela. O assunto me enche, a um só tempo, de indignação e preguiça. O Brasil está na vanguarda dessa militância estúpida. Por que estamos sempre fazendo tudo pelo avesso? Não precisamos de reforma nenhuma. Precisamos é de restauração. Explico-me.

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  1. Ana disse:

    Não adiantou de nada os comentários do Autor, a prova não vai ser anulada mesmo.

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Direito forma 7 vezes mais do que Medicina

Por Robson Pereira/Consultor Jurídico:

O Ministério da Educação cancelou, na semana passada, 11 mil vagas de 136 cursos de Direito em todo o país, todos reprovados no quesito qualidade. Ao mesmo tempo transferiu quatro mil dessas vagas para escolas com melhor avaliação. São medidas preventivas, pois evitam que sete mil vagas venham a ser mal ocupadas, não necessariamente por culpa do estudante, mas de quem tinha a responsabilidade sobre elas. O número é significativo e teria um efeito devastador em qualquer outra profissão ou lugar do planeta, exceto no Brasil: as 11 mil vagas cortadas pelo MEC representam menos de 8% das vagas ocupadas nas faculdades de Direito de norte a sul do país nos últimos 5 anos.

Vejamos os números:

Em 2005, segundo os relatórios do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, 1.678.088 alunos ingressaram no ensino superior. Desses, 212.739 foram atraídos para faculdades de Direito – a terceira maior preferência do estudante brasileiro, atrás apenas dos cursos de formação de professores (503.372) e administradores de empresas (371.502). Entre os que entraram e os que já estavam matriculados, a soma chegou a fantásticos 565.705 alunos. No fim daquele ano, o país ganhou 73.323 novos bacharéis em Direito – sete vezes mais do que o número de médicos.

Em 2009, ainda segundo o censo do INPE, existiam 5.115.896 alunos matriculados no ensino superior, entre os quais 651.600 em cursos de direito. Significa que de cada 100 bancos escolares, 13 estavam ocupados por candidatos a advogados. E entre os 826.928 alunos formados em 2009, 87.523 eram de Direito – o que representa bem mais do que a soma de psicólogos (17.280), jornalistas (13.139), médicos (11.881), dentistas (8.510), economistas (6.922) e químicos (3.434), todos aptos, pelo menos em tese, a ocupar um lugar no mercado de trabalho.

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  1. Sidharta disse:

    É o baixo custo do curso de Direito, só precisa de professor e giz, aí fica fácil multiplicar as faculdades em prejuízo da qualidade do ensino superior.

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