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Médico Marcos Harter é indiciado por agressão a Emilly Araújo no BBB 17

O ex-BBB Marcos Harter foi indiciado por agressão à companheira de confinamento, Emilly Araújo. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o cirurgião plástico foi indiciado por lesão corporal com base na Lei Maria da Penha.

Segundo a polícia, o indiciamento aconteceu depois da análise dos vídeos capturados pelas câmeras do Big Brother Brasil 17. O resultado a investigação aponta que as lesões provocadas por Marcos foram intencionais. O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público.

R7

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA: Relator muda idade mínima e regra de transição para mulher se aposentar; veja outras alterações

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O relator da reforma da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), confirmou nesta terça-feira (18) importantes mudanças na proposta original enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer.

As alterações têm, em sua maioria, a concordância do governo, considerando a avaliação de que o texto original não tem apoio suficiente dos parlamentares para ser aprovado.

Entre outros pontos, Maia abriu mão da decisão de estabelecer a mesma idade mínima para homens e mulheres e desistiu de elevar automaticamente o piso etário.

Em café da manhã com deputados da base aliada, o relator informou que vai fixar em 62 anos a idade mínima para a aposentadoria da mulher e deixar em 65 anos a do homem. O tempo de contribuição mínimo foi mantido em 25 anos para os dois gêneros —hoje esse mínimo é de 15 anos.

Além disso, o relatório de Maia vai eliminar do texto o dispositivo que estabelecia o aumento automático da idade mínima a cada vez que subisse a expectativa de sobrevida do brasileiro. Com esse mecanismo, a idade de 65 anos poderia chegar a 67 em 2060. Agora, o parecer vai estabelecer que uma lei irá definir como se dará o aumento da idade. Ou seja, isso só ocorrerá se o Congresso aprovar uma lei específica.

O texto divulgado nesta manhã aos deputados seria apresentado oficialmente no início da tarde na comissão especial que trata do assunto na Câmara. No entanto, a apresentação foi adiada para a manhã da quarta-feira (19).

Segundo a Folha apurou, a decisão de adiar se deveu a dois motivos. Representantes da bancada feminina que estiveram na noite anterior com o presidente Michel Temer pediram para apresentar as novidades às colegas para tentar garantir os 42 votos das mulheres antes de o texto ser levado à comissão. Além disso, ainda haverá uma reunião com policiais federais, que querem para eles regras diferenciadas, o que não deve acontecer, de acordo com interlocutores do Planalto.

Pela manhã, o mercado não reagiu bem ao adiamento, mas o governo entendeu que valia a pena esperar e somar mais 42 votos a favor do texto.

Uma cartilha traduzindo a reforma para os deputados será elaborada até a noite desta terça-feira para ser distribuída na quarta-feira.

Michel Temer recebeu no início da tarde líderes do Senado para apresentar o texto da reforma.

O governo quer que a proposta apresentada na Câmara passe sem interferências no Senado.

Crítico da reforma da Previdência, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), não compareceu ao encontro. Alegou estar viajando.

TRANSIÇÃO

O relator também vai alterar a regra de transição para o novo modelo de aposentadoria, que começava aos 45 anos (mulher) e 50 anos (homem) na proposta original, e tinha um pedágio de 50% sobre o tempo de contribuição restante para a aposentadoria.

O parecer vai estabelecer que não haverá um corte de idade para se enquadrar na transição e que o pedágio será de 30%, conforme antecipou a Folha.

A idade mínima para quem pretendia se aposentar por tempo de contribuição vai começar em 53 anos para mulheres e em 55 para homens. Essa idade vai aumentar, a cada dois anos, 11 meses para as mulheres e um ano para os homens, a partir de 2020.

O relator também confirmou mudanças que amenizam as novas regras para professores e policiais, trabalhadores rurais e beneficiários dos estratos mais pobres da população.

O texto de Arthur Oliveira Maia deve ser apresentado na comissão especial da Câmara nesta quarta-feira (19). A votação, contudo, só deve ocorrer nas próximas semanas. A expectativa do governo é aprovar a reforma no plenário da Câmara em maio.

REGRA DE CÁLCULO

Para contornar as críticas ao prazo de 49 anos necessários para atingir o valor máximo do benefício, o relator e o governo decidiram reduzir esse tempo para 40 anos.

A solução encontrada, porém, diminui o valor de partida da aposentadoria: quem tiver 65 anos (homem) ou 63 anos (mulher) e 25 anos de contribuição terá direito a 70% da média salarial, e não 76%, como previa o texto original.

O percentual de 70% subirá 1,5 ponto percentual de 25 a 30 anos de contribuição; 2 pontos dos 30 aos 35 anos; e 2,5 pontos dos 35 aos 40.

Outra mudança que reduz o valor do benefício é que esse novo percentual da regra de cálculo incidirá sobre a média de todas as contribuições do trabalhador desde 1994, em vez de ser calculado em cima das 80% maiores contribuições, como é hoje.

Inicialmente, a equipe técnica que propôs a reforma já queria que a base de cálculo fosse de 100% das contribuições, o que pode reduzir o valor do benefício porque considera inclusive os menores salários de contribuições.

Depois, diante de críticas de parlamentares, o governo chegou a dizer que manteria a regra atual, de 80%.

APOSENTADORIA RURAL

Para o trabalhador rural da economia familiar, a idade mínima será de 60 anos e o tempo de contribuição, de 20 anos. A proposta original do governo previa os mesmos 65 anos de idade e 25 de contribuição, igual aos trabalhadores urbanos.

Nessa categoria, a idade dos homens hoje já é de 60 anos. Para as mulheres, que hoje têm os 55 anos como regra, a idade aumentará um ano a cada 2 anos, até atingir os 60 anos.

O relator informou que vai estabelecer que a contribuição sobre o salário mínimo para os rurais será “tão ou mais favorecida” que a dos microempreendedores individuais (MEI), que pagam 5% do salário mínimo.

O texto vai estabelecer, ainda, que a contribuição deve ser regulamentada em dois anos. Até lá, valerá a contribuição sobre a produção, como ocorre hoje. O texto original dava um prazo de um ano para a regulamentação.

SERVIDORES

Os servidores públicos federais vão obedecer o mesmo critério dos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): 65 anos (homens) e 63 anos (mulheres), com 25 anos de contribuição.

A transição dos servidores também prevê um pedágio de 30% sobre o que falta para cumprir 30 anos de contribuição (mulher) ou 35 (homem).

A idade mínima de 55 anos para mulher subirá 10 meses a cada dois anos e a dos homens, de 60 anos, subirá um ano a cada dois anos, a partir de 2020. A idade para de crescer para o segurado na data em que ele cumpre o pedágio.

Outra mudança, antecipada pela Folha, afeta os servidores federais que ingressaram até 2003, que hoje têm direito a paridade e integralidade —ou seja, se aposentam com um valor igual ao último salário e recebem o mesmo reajuste de quem está na ativa.

O relator vai estabelecer que quem quiser manter esse direito deverá cumprir a nova regra de aposentadoria e ir direto para a idade mínima de 65 anos, sem transição. Quem não esperar a idade, terá direito a 100% da média de contribuição. O texto do governo permitia a esses servidores a integralidade e a paridade.

Para servidores que entraram depois de 2003, a regra de cálculo será igual à do INSS, partindo de 70% da média das contribuições.

PENSÃO

O relator manterá as pensões vinculadas ao salário mínimo, diferente do que queria o governo. Para quem tiver direito a um valor superior, fica mantida a regra de uma cota de 50%, acrescida de 10% por dependente.

O acúmulo de pensão com aposentadoria poderá ocorrer até o limite de dois salário mínimos. Para quem ultrapassar esse valor, será possível optar pelo benefício de maior valor. As pessoas que hoje já acumulam esses benefícios não serão afetadas.

POLICIAIS, PROFESSORES E POLÍTICOS

Os policiais e os professores terão uma idade reduzida, de 60 anos de idade para homens e mulheres, além de uma idade mínima de 25 anos. Para policiais em atividade de risco, a contribuição exigida será de 20 anos.

Para os parlamentares, o relator manterá a previsão de que os detentores de mandato eletivo passam a ser vinculados ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Ele prevê, no entanto, que a Constituição fixará a regra de transição dos parlamentares federais. Aos Estados, Distrito Federal e municípios caberá a responsabilidade de regulamentar suas regras de transição.

Para deputados federais e senadores, o texto prevê aposentadoria aos 60 anos, que subirá um ano a cada dois anos a partir de 2020, até o limite de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher), além de 35 anos de contribuição. Também haverá incidência de pedágio de 30% sobre o tempo restante.

BENEFÍCIO ASSISTENCIAL

O BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência que têm renda familiar per capita de até 25% do salário mínimo, não será desvinculado do salário mínimo, como pretendia o governo.

O relator reduziu, ainda, a idade mínima dos 70 anos propostos pelo governo para 68 anos, no caso dos idosos. A idade mínima, hoje em 65 anos, subirá um ano a cada dois anos, a partir de 2020. Para as pessoas com deficiência, não há um limite de idade.

Assim como para as aposentadorias, o relator informou que a regra de aumento da idade do benefício assistencial será definida em uma lei, e não na emenda constitucional.

Folha de São Paulo

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Diárias de vereadores em Caicó podem chegar a até R$ 800,00, caso projeto seja aprovado, destaca imprensa local

O blogueiro e radialista Marcos Dantas destaca em seu blog a possibilidade de aprovação de um projeto na Câmara Municipal de Caicó que concede reajustes de quase 40% sobre diários dos vereadores.

Segundo Marcos Dantas, caso aprovado em votação, as diárias irão variar entre R$ 400,00 e R$ 800,00, dependendo do compromisso a ser cumprindo, como representante do Legislativo.

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  1. Profanos disse:

    PSDB está com tudo e não ta prosa. A legumenosa com o batato é um torá

  2. Peregnon disse:

    Ai papai, ure!

  3. Caoscó disse:

    Sem falar no caixa 2, puro e simples, assim. Haja peças teté…

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Filho do comandante Hamilton: Gravação mostra pilotos derrubando balão para forjar notícia na Record

Uma conversa gravada há cerca de dois anos mostra quatro pilotos de helicópteros tramando a queda de um balão para fabricar uma notícia. As imagens da queda do balão, na zona leste de São Paulo, foram mostradas pela Record, no Balanço Geral Manhã, em duas entradas ao vivo do comandante Uan Rocha, piloto contratado da emissora.

Rocha, que é filho do comandante Hamilton Rocha e também é conhecido como Uan Hamilton, em nenhum momento revelou aos telespectadores que a queda do balão havia sido provocada por um helicóptero e que isso poderia provocar um incêndio grave. Ele tratou as imagens, captadas na zona leste de São Paulo, como um flagrante cotidiano.

Com a ajuda de pilotos, o Notícias da TV identificou os participantes da conversa, captada em uma frequência de rádio usada por helicópteros.

Três deles prestam serviços para emissoras de TV: além de Uan Rocha, estão na gravação Rafael Biazotti e Wilson Vilhena, que costumam voar para o SBT. Um quarto piloto não foi idenficado. Na conversa, eles citam um quinto colega, que identificam como Fabiano _nome do profissional que trabalha com o Globocop em São Paulo.

Ambos no ar, Biazotti e Uan Rocha são os mais engajados em derrubar o balão. “Bate com o ski, bate com o ski!”, sugere Biazotti a Rocha, referindo-se à parte em que o helicóptero se apoia no chão. “Fura ele, fura ele! Faz um pairado em cima, paira em cima”, orienta Biazotti. “Ele ganha sustentação seu eu fizer isso, besta”, responde Rocha. “Mas vai pairando e descendo pra bater nele. Pega ele, Uan”, insiste Biazotti.

O balão, aparentemente sem nenhuma intervenção dos pilotos, começa a perder altura. Rocha faz sua primeira entrada no Balanço Geral matinal, então apresentado por Fabíola Gadelha.

“Soltaram um balão, ele acabou de subir e já perdeu sustentação. Está caindo próximo à continuação da Radial Leste, que é essa via que você vê no canto esquerdo da tela, Fabíola”, informa o piloto da Record.

Fabíola reclama que já há problemas demais e que os baloeiros estão a arranjar mais um. “Exatamente, você viu, o pessoal sofre com água, com enchente, com muro caindo e, agora, possivelmente, alguém vai sofrer com a queda desse balão”, discursa Rocha.

Encerrada a transmissão da Record, os pilotos voltam a conversar. É a vez de Biazotti tentar derrubar o balão. “Vai, vai, vai! Vixe, [você] fez nem cócega nele”, comenta Rocha sobre a ação do colega.

Os pilotos tomam o cuidado de não filmarem as tentativas, e a movimentação dos helicópteros faz o balão pegar fogo e perder a tocha.

“Derrubei, derrubei, Uhu!”, comemora Biazotti. O filho do comandante Hamilton filma um pequeno foco de incêndio sobre uma casa. “Pegando fogo na casa?”, pergunta Biazotti. “Não, não. No telhado, foguinho”, ameniza Uan Rocha.

“Isso que é produzir notícia, hein? Botaram fogo na casa!”, comenta o quarto piloto, não identificado.

Rocha volta a entrar ao vivo no Balanço Geral. “Eu, felizmente, não gosto de balão, não sei nem o nome direito, mas a parte [do balão] que pega fogo caiu no telhado agora. Ele [o balão] está caindo numa via de São Paulo, muito próxima da Radial Leste, um pouco depois de Itaquera. Então você vê, [o balão] já [está] causando prejuízo pro dono dessa casa. Caiu esse fogo aí no telhado”, relata, mostrando um pequeno foco de incêndio sobre uma casa.

Procurada, a Record não se manifestou sobre o assunto. Ao ser abordado por telefone pelo Notícias da TV, na última quinta-feira, Uan Rocha pediu para o repórter enviar as perguntas por e-mail. Não houve resposta, apesar da insistência. Rafael Biazotti não foi localizado.

Veja AQUI (no fim do texto na íntegra) um vídeo que junta o diálogo dos pilotos com as imagens exibidas pelo Balanço Geral Manhã.

Notícias da TV – UOL

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  1. A coerência perdida disse:

    Aulas de manipulação midiática

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Figurinista não quer formalizar denúncia após assédio de Mayer; sem depoimento não será possível realizar investigação do ator

Foto: Divulgação, Miguel Sá / TV Globo / PurePeople

A figurinista Su Tonani disse que não pretende formalizar a denúncia contra José Mayer depois de ser chamada a depor pelo delegado titular da 32ª DP, Rodolfo Waldeck. Segundo a revista “Veja”, a stylist demonstrou não ter interesse de levar a acusação de assédio sexual à Justiça. Se Tonani não depor, não é possível abrir uma investigação contra o veterano.

A polícia do Rio espera que Su mude de ideia e decida prestar depoimento. Caso a investigação seja aberta, Mayer pode responder pelo crime de assédio sexual. A pena prevista é de até dois anos de cadeia. Inclusive, o ator pode ser responsabilizado por estupro, já que uma mudança na legislação, em 2009, ampliou o conceito para qualquer contato físico sem consentimento.

José Mayer pede desculpas

Em uma carta aberta, Mayer assumiu o assédio à figurinista e pediu desculpas por seu comportamento abusivo. “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora. Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.”

Terra, voa Pure People

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  1. Jose Roberto Rolim disse:

    Caso a estilista não avance na denuncia, será uma grande interrogação sobre as intenções da mesma…

  2. Charles disse:

    A praga do dinheiro. Num estante se calou.

  3. Heineken disse:

    O cara estraga uma reputação de vários anos para passar a mão num dragãozinho desses
    #trouxa
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Aparecida disse:

      Esse comentário é semelhante ao do Dep. Bolsonaro: " .. Não estupro porque vc não merece …"

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PM de Pernambuco veta divulgação de notícias negativas à imprensa

Reprodução/Facebook/pmpeoficial

Policiais militares de Pernambuco estão proibidos de repassar informações aos veículos de imprensa sobre ocorrências caso elas não sejam positivas para a corporação. A ordem, que foi enviada por meio de um ofício a todos os batalhões do Estado, vazou e passou a circular nesta terça-feira (11) em redes sociais.

Conhecidos como “resenhas diárias”, os textos eram enviados com um pequeno histórico de cada caso registrado. Em ocorrências de homicídio eram relatados nos documentos, por exemplo, nomes dos envolvidos, local, data e como foi o crime.

No texto assinado pelo coronel José Flávio Morais de Santana, responsável pelo comando de oito batalhões e quatro companhias do interior de Pernambuco, são definidas como “informações positivas” que podem ser divulgadas “apreensões de armas e drogas, prisão de homicidas, traficantes, assaltantes e etc”.

Portanto, diz o ofício, “está terminantemente proibido o repasse [dos dados] diretamente para a imprensa sem que ocorra antes os ajustes necessários”. A justificativa dada no final do documento é que a medida visa “preservar as informações pessoais de vítimas, acusados e testemunhas”.

Para Osnaldo Morais, vice-presidente regional da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), a medida da PM pernambucana causa, no mínimo, estranheza, já que a decisão acontece justamente no momento em que há aumento nos índices de violência.

De acordo com o próprio governo do Estado, a taxa de homicídios cresceu 13% em 2016, em comparação com o ano anterior. Em janeiro passado, Pernambuco registrou o maior número de homicídios no Estado dos últimos dez anos, com 479 mortes.

Desde então, a Secretaria de Estado da Defesa Social mudou a metodologia de divulgação, que deixou de ser diária e passou a ser mensal, sem informar detalhes das vítimas como idade e sexo.

“A comissão de ética do Sinjope [Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco] deve apurar se existem jornalistas envolvidos nessa decisão de obstruir o acesso à informação. Caso haja, será aberto um processo que pode culminar com punição aos profissionais”, afirmou Morais, que também é diretor da entidade.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da PM de Pernambuco confirmou a veracidade do ofício que circula em redes sociais e negou que exista algum tipo de censura. “O documento tem como objetivo normatizar e alinhar a divulgação de notícias, como acontece em todas as instituições públicas e privadas”, diz trecho da nota.

Ainda segundo o texto, “nenhuma informação, desde que consolidada e segura, seja negativa ou não, deixará de ser repassada para a imprensa por meio da assessoria de comunicação e de porta-vozes”. A nota finaliza afirmando que a PM “rejeita qualquer tipo de censura e relação que não seja de transparência com a imprensa e a sociedade”.

Folha de São Paulo

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  1. #ficaadica disse:

    Tá certíssimo, o a impressa vai fazer… Só sensacionalismo, alimentar a audiência desses programas q só falta fazer a TV sangrar… E impregnar o pânico na população… Tá de parabéns…

  2. Blue disse:

    Uma vergonha!

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PT no RN emite nota de repúdio contra o racismo

O PT do Rio Grande do Norte vem a público se solidarizar com a deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), agredida com palavras de cunho racista e de baixo calão, que não iremos replicar aqui, pelo médico de São Gonçalo do Amarante (RN), José Lira Holanda, em seu perfil numa rede social.

Nos solidarizamos também com todas as mulheres vítimas de algum tipo de assédio e que foram diminuídas em sua luta e em sua dor numa “Nota de Solidariedade para o ator José Mayer”, onde o referido médico propaga palavras cheias de ideias machistas, misóginas, de ódio ao feminismo e ao PT, além de desqualificar as vítimas da violência de gênero. A nota em questão, publicada na mesma rede social, foi escrita após o ator ter assumido seu erro e pedido desculpas publicamente pelo assédio contra a figurinista Susllem Tonani.

O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, conforme determina o artigo 5º da Constituição Federal. Nós do PT/RN repudiamos o racismo, o machismo e a intolerância, por isso, vamos tomar medidas legais para o combate a essas práticas.

#MachistasNaoPassarao #RacistasNaoPassarao

Eraldo Daniel de Paiva
Presidente Estadual do PT/RN

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  1. Helio Motta disse:

    Faltou também colocar:
    #OrCrimNaoPassara; #LulaÉamigo; #corruptosNaoPassarao…

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VÍDEO: Vereador de Natal cai em notícia falsa e faz discurso preconceituoso sobre cota para gays, destaca reportagem

É destaque no portal G1-RN nesta terça-feira(11). O vereador Cícero Martins (PTB) foi enganado por uma notícia falsa sobre uma suposta aprovação de cota para homossexuais em concursos públicos e, ainda por cima, acabou tecendo comentário preconceituosos sobre o tema. O embaraço aconteceu durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Natal, nessa segunda-feira (10).

“Não estou conseguindo conviver com esse tipo de coisa”. E acrescentou: “Não vou admitir que isso é uma coisa normal a cabeça humana”, disse ele

Procurado pelo G1, Cícero Martins disse que é contra qualquer tipo de cota, não tem nenhum tipo de preconceito com homossexuais e completou: “Não acho que fui irresponsável. Não posso sair apurando tudo que eu vejo nos sites que confio”.

Veja detalhes da reportagem, inclusive, com vídeo aqui

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  1. Raniere disse:

    É difícil quando existe comentários positivos e negativos e somente apagam os positivos.kkkkkkkk
    #transparência.
    #matenhatodasasperguntaserespostas.

  2. Madson Wesley Pereira disse:

    O vereador precisa de maiores ocupações. Ta muito ocioso e cheio de "m.." na cabeça. Quem sabe apresentar um projeto pra orientar a população a como checar as "fake news" da internet, antes de fazer a "m…" que o vereador fez?

  3. Andreza Moura disse:

    Em tão pouco tempo de mandato, o vereador Cícero Martins prova que é uma metralhadora ambulante com sua postura autoritária, quando constrangeu todas as vereadoras da casa afirmando que a Câmara Municipal de Natal era lugar de homem, em outro mimento ameaçando e intimidando os servidores públicos e agora esse último absurdo. Por tudo isso só podermos concluir que esse cidadão despreparado não tem capacidade para exercer um mandato e nem ao menos tem a sensatez de se cerca de assessores competentes pra lhe orientar e controlar suas sandices. Vamos reflitir quem o povo elege.

  4. Marcus Paulo disse:

    Ele ainda é do tempo que diz que a friboi e a oi são de lulinha, num pronunciamento feito na tribuna da câmara… Saudade de dago……

  5. Manoel Lucas disse:

    Vereador, bem-vindo ao mundo da política potiguar, onde nada se produz !

  6. joao maria disse:

    COTA PRA BAITOLA??????? PRA QUE, POR QUE?????????????? ENTENDI NADA

  7. paulo martins disse:

    Independente da credibilidade da fonte, o cidadão Cícero Martins, mais que o vereador, está corretíssimo em manter sua opinião e também em manifestar-se da forma que bem lhe aprouver. Como diria um matuto lá do pé da serra, a única coisa dirigida pelo rabo que pode dar certo é canoa.

    • Júnior disse:

      Acho correto a máscara cair, pois se essa notícia fake fosse publicada no ano passado creio que o posicionamento dele seria outro.

  8. Juca disse:

    Representante do povo, daquela parcela que espalha tudo que lê, sem crivo ou pesquisa. Típico ser que manda correntes no whatsapp. Há de se avisar a este senhor que o Bolsa prostituta também é falso.

  9. Sávio Júnior disse:

    Rapaz, esse dai deixou o "ah ladrão" no chinelo, que tem uma assessoria dessas nem precisa de inimigos políticos, o nível de nossos representantes em alguns casos é de rir para não chorar, o que mais me estarrece é q a excelência se apresenta como professor, imagina a formação e as informações que deva levar para a sala de aula, já que disse que não apura o que ler….hahaha…tem q rir mesmo para não cairmos em pranto.

  10. André Gonçalves de Medeiros disse:

    Um vereador que faz discurso a partir de notícias falsas, que tem um vocabulário medíocre e ainda afirma não ter nenhuma preocupação de checar as notícias que lhe passam NÃO tem condição de representar NINGUÉM. As vias de Natal estão cheias de buracos, de lixo, mal iluminadas e esse vereador medíocre usa seu mandato para uma agenda política baseada em notícias falsas. Natal tá f….

    • Caicoense Fingido disse:

      Verdade. Eu não acrecentaria nem mais uma vírgula. Certíssimo.

  11. guilherme disse:

    o vereador ta certo mesmo com a materia fasa

    • Roberto disse:

      O vereador está certo, mesmo tecendo comentários baseados em matéria falsa.

    • Cidadão disse:

      O vereador mostra a face. Assim como ele temos outros políticos que se vestem de cordeiro nas eleições e depois mostram-se lobos para o público. Voto trocado é apenas mercadoria.

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Temer pede que STF mantenha lei atual e não libere o aborto

Em nome de Michel Temer, a Advocacia-Geral da União protocolou no Supremo Tribunal Federal manifestação contrária à liberação do aborto até o terceiro mês de gravidez. A posição do presidente foi requisitada pela ministra Rosa Weber, relatora de ação movida na Suprema Corte pelo PSOL. O partido reivindica a descriminalização do aborto. Sustenta que as mulheres têm o direito de interromper a gestação nas primeiras 12 semanas de gravidez. Para Temer, cabe ao Congresso, não ao Judiciário, deliberar sobre a matéria, após “amplo debate.”

Encaminhado ao Supremo nesta segunda-feira (10), o documento da AGU defende a necessidade de ouvir diferentes setores da sociedade antes de qualquer deliberação. E a forma mais adequada de realizar as consultas, defende o Planalto, é por meio do Congresso. “Ao trazer a questão para o debate no âmbito do Poder Legislativo, resta respeitado um dos pilares da democracia moderna, qual seja o pluralismo político, no que se garante a legitimidade da decisão majoritária, ao mesmo tempo em que se resguarda os direitos das minorias”, anota o texto.

A ação de autoria do PSOL chama-se Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Nela, além de pedir ao Supremo que descriminalize o aborto, o partido reivindica a concessão de liminar (decisão provisória) para suspender prisões em flagrante, inquéritos policiais, processos e sentenças escoradas nos artigos 124 e 126 do Código Penal, que servem de base para a punição do aborto. As grávidas que o provocam sujeitam-se a penas de um a três anos. Os médicos que realizam o procedimento, mesmo com o consentimento da gestante, podem pegar de um a quatro anos de cana.

O PSOL pede ao Supremo que declare que esses trechos do Código Penal ferem o direito constitucional das mulheres de interromper a gestação e dos profissionais de saúde de realizar o aborto. Na sua petição, o partido admite: “Ao embrião ou feto é reconhecido o valor intrínseco de pertencimento à espécie humana, por isso, a proteção infraconstitucional gradual na gestação.” Entretanto, argumenta que “essa proteção não pode ser desproporcional: tem que ter como limites o respeito à dignidade da pessoa humana, à cidadania, à promoção de não discriminação e aos direitos fundamentais das mulheres.”

A legislação brasileira autoriza o aborto nos casos em que a fecundação decorre de estupro e quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher. O PSOL realçou em sua ação que o Supremo autorizou, em julgamento histórico, a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos (sem cérebro). Temer rebateu o argumento. Por meio da AGU, afirmou que a descriminalização do aborto de anencéfalos não se confunde com a hipótese de interrupção da gravidez nas primeiras 12 semanas de gestação.

O documento protocolado pela AGU anota que a anencefalia é “patologia letal, havendo curtíssima —ou quase nenhuma— expectativa de vida, o que difere, completamente, da interrupção de uma gravidez normal e saudável, ainda que em seu início.”

O PSOL também menciona como precedente uma decisão tomada em novembro do ano passado pela 1ª Turma do Supremo. Integrado por cinco dos 11 ministros do tribunal, o colegiado ordenou a libertação de duas pessoas presas em flagrante sob a acusação de realizar abortos numa clínica clandestina do Rio de Janeiro. No documento da AGU, Temer sustenta que, nesse caso, o debate sobre a criminalização ou não do aborto serviu apenas para deliberar sobre a revogação da ordem de prisão preventiva expedida contra dois médicos. Trata-se de uma meia-verdade.

A verdade inteira é que dois ministros —Marco Aurélio Mello e Luiz Fux— concederam a liberdade aos médicos sob argumento de que eles podiam responder ao processo em liberdade. Mas outros três ministros foram muito além em seus votos. Seguindo posição adotada por Luís Roberto Barroso (leia a íntegra do voto aqui), os colegas Edson Fachin e Rosa Weber votaram a favor da tese segundo a qual a prisão tinha de ser revogada porque a criminalização do aborto fere o princípio da igualdade e direitos fundamentais das mulheres —direitos sexuais e reprodutivos, à autonomia, à integridade física e psíquica.

Barroso mencionou em seu voto, seguido por Rosa e Fachin, o prazo limite de três meses para a realização do aborto. “Durante esse período, o córtex cerebral – que permite que o feto desenvolva sentimentos e racionalidade – ainda não foi formado, nem há qualquer potencialidade de vida fora do útero materno”, escreveu o ministro. Por decisão da relatora Rosa Weber, a ação do PSOL será julgada no plenário do Supremo, pelos 11 ministros que o integram. A data ainda não foi marcada.

Josias de Souza, UOL

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Jornalista vira ré por mentir sobre o deputado Marco Feliciano

A jornalista Patrícia Lelis, o deputado federal Marco Feliciano e o assessor dele, Talma Bauer (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil, Nilson Bastian/Câmara dos Deputados e Reprodução/TV Globo)

A jornalista e ex-simpatizante do Partido Social Cristão Patrícia de Oliveira Souza Lélis, de 23 anos, se tornou ré no processo no qual é acusada de mentir e extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, de 65, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

O G1 apurou que a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), que acusou Patrícia de denunciação caluniosa e extorsão contra Bauer, e marcou para maio o interrogatório da jornalista, quando ela poderá ser julgada pelo caso.

Para a 1ª Promotoria Criminal, Patrícia mentiu à Polícia Civil em 2016 ao dizer que foi sequestrada e mantida em cárcere privado pelo assessor do deputado num hotel na capital paulista. Por conta dessa acusação, Bauer chegou a ser preso.

A jornalista também foi acusada pelo MP de cobrar dinheiro de Bauer para gravar vídeos em São Paulo desmentindo a acusação de tentativa de assédio sexual que ela fez contra Feliciano, no ano passado, em Brasília. O assessor alegou ter pago R$ 20 mil a um amigo dela.

Patrícia acusou Feliciano de tentar estuprá-la no apartamento dele na capital federal, em junho. Como o parlamentar tem foro privilegiado, o caso do suposto abuso sexual passou para a investigação da polícia do Distrito Federal.

A Polícia Civil já havia indiciado Patrícia pelos crimes em setembro, quando também pediu a prisão preventiva dela. O MP e a Justiça, no entanto, só não concordaram com o pedido para que ela fosse presa. Os órgãos também não atenderam a solicitação da defesa da jornalista para anular o inquérito policial.

Por e-mail, a jornalista confirmou ao G1 que a audiência sobre o caso já está marcada. Ela criticou Luiz Roberto Hellmeister, então delegado do 3º Distrito Policial (DP), Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo, que a indiciou.

“Lembrando que eu fui acusada de um caso que o STF [Supremo Tribunal Federal] ainda não julgou, e o delegado que fez tal acusação carrega nas costas crimes bárbaros que aconteceram dentro da sua delegacia, como por exemplo o caso da Verônica Bolina, que foi brutalmente agredida dentro da própria delegacia”, escreveu Patrícia, referindo-se à travesti que foi espancada após ser presa em 2015.

“Tenho testemunhas que estavam presentes na delegacia, que vão dar testemunho ao meu favor, dizendo sobre a conduta do delegado, e sobre os inúmeros xingamentos que se refere a mim”, acrescentou a jornalista.

O G1 não conseguiu localizar o delegado, que atualmente está no 92º DP, Parque Santo Antônio, na Zona Sul de São Paulo, para comentar as acusações de Patrícia.

Interrogatório

Patrícia responde ao processo em liberdade. O juiz Carlos José Zulian marcou para as 15h do dia 25 de maio deste ano, na 1ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, os depoimentos das testemunhas do caso e o interrogatório da ré.

Nessa etapa, se quiser, o magistrado já poderá julgar o processo e dar a sentença. Caso haja condenação, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de 6 a 20 anos de prisão.

“Vamos esperar o judiciário, que é ele que tem o poder de julgar o certo e o errado nesse momento”, disse Ana Ruas, uma das advogadas de Patrícia, por telefone ao G1.
“A defesa confia no trabalho do judiciário, que fará uma análise pormenorizada dos fatos, respaldado nas provas devidamente produzidas durante a instrução criminal, sempre sob o crivo do contraditório e assegurados os princípios constitucionais assegurados pelo estado democrático de direito.”

Ana trabalha com a advogada Livia Novak na defesa da jornalista.

Como a brasiliense informou morar na capital federal, existe a possibilidade de que Patrícia seja ouvida por carta precatória em Brasília. Em outras ocasiões, sua defesa alegou que a jornalista negava os crimes que a polícia atribuiu a ela.

Nas redes sociais, Patrícia também chegou a comentar o processo que responde em São Paulo. Em texto e num vídeo, a jornalista revela que deixou de frequentar a igreja evangélica, abandonou a direita política e se tornou feminista, o que combatia antes.

“Eu sei que várias pessoas irão, de alguma forma, me caluniar, difamar, postar vídeo… Ah! Ela mudou de lado… Enfim, mudei mesmo de lado porque eu entendi que defendia o lado errado e, infelizmente, eu tive esse entendimento através de um episódio muito triste”, disse Patrícia num vídeo publicado em sua página no Facebook em 8 de março (leia mais abaixo).

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa de Feliciano informou, por e-mail, que “o caso se encontra sub judicie em São Paulo/SP e em Brasília/DF, e que ambos os processos correm em segredo de justiça” e que “por essa razão ficamos impedidos de divulgar maiores detalhes do caso.”

Também procurado pela reportagem, o promotor Alfredo Mainardi Neto não quis se pronunciar, alegando que o processo está sob segredo de Justiça. Bauer ou seus advogados não foram encontrados.

Mentira e extorsão

As investigações do caso Patrícia x Bauer começaram a partir de denúncia feita inicialmente pela própria jornalista em São Paulo. No dia 5 de agosto de 2016 ela registrou boletim de ocorrência no 3º DP, no centro da capital paulista, contra o assessor de Feliciano.

Patrícia havia procurado a delegacia para acusar Bauer de sequestro e cárcere privado num hotel da cidade, entre julho e agosto do ano passado. Ela alegava que o assessor a manteve encarcerada, ofereceu dinheiro e a ameaçou com uma arma para gravar vídeos nos quais inocenta Feliciano dos crimes sexuais que o deputado supostamente teria cometido contra ela.

Bauer chegou a ser detido e liberado após negar as acusações de Patrícia. Para a Polícia Civil de São Paulo houve uma reviravolta durante as investigações que apuravam a denúncia de sequestro e cárcere: a jornalista mentiu ao acusar o assessor.

Segundo a conclusão do inquérito policial, a jornalista e um amigo exigiram dinheiro do assessor para que ela desmentisse a denúncia de que Feliciano abusou sexualmente dela.

“Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas”, chegou a dizer à época o delegado Luiz Roberto Hellmeister, que havia pedido a prisão de Patrícia à Justiça.

De acordo com a polícia, além de depoimentos, gravações do hotel levaram a investigação a desmentir a versão da jornalista de que foi sequestrada.

O primeiro vídeo, registrado no fim da tarde de 30 de julho, mostra Bauer, e a Patrícia no lobby do hotel. Eles se abraçam na recepção. Nas outras imagens, feitas em 4 de agosto, a jovem aparece abraçada a um amigo no sofá na área comum do estabelecimento. Ao lado deles está o assessor de Feliciano falando ao celular.

O assessor disse à polícia que Patrícia cobrou dinheiro para gravar vídeos desmentindo a acusação de tentativa de assédio sexual que ela fez contra Feliciano. Segundo policiais, Bauer falou que não avisou Feliciano da suposta extorsão para preservá-lo.

O dinheiro foi apreendido pela polícia com o amigo de Patrícia.

O delegado afirmou no ano passado que a investigação também traçou o perfil psicológico de Patrícia após receber um laudo psiquiátrico, de 2 de fevereiro de 2016, que a classificou como “mitomaníaca”, ou seja, tem transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente.

De acordo com Hellmeister, a polícia e o Ministério Público do Distrito Federal pediram avaliação psicológica de Patrícia, que afirmava ter sido estuprada diversas vezes em sua casa, quando ela era adolescente, sem que sua família soubesse. “Após esse laudo, o caso foi arquivado por falta de provas. Ou seja, ela mentiu ter ocorrido um estupro que não aconteceu”, tinha dito o delegado à época.

Um laudo anterior, de 2 de dezembro de 2015, não havia encontrado transtornos ou alterações psicopatológicas em Patrícia, mas pedia para ela continuar o tratamento psicológico e psiquiátrico. O documento foi feito por psicológicos.

Segundo o delegado informou em 2016, Patrícia também era investigada por ameaça depois de aparecer numa gravação, obtida pela polícia, ordenando que Bauer matasse um amigo dela. O assessor, que também é policial civil aposentado, se recusou a obedecer a jornalista, de acordo com a investigação.

Feliciano é investigado

Ainda no ano passado, Feliciano chegou a declarar que o indiciamento de Patrícia reafirmava sua plena confiança na lisura das instituições públicas e da Justiça.
“Boatos são boatos e nunca serão verdades! Seguimos confiantes de até o término das investigações”, informava a nota.

O deputado também havia gravado um vídeo, à época, ao lado da mulher, desmentindo as acusações da jornalista.

A acusação de Patrícia contra Feliciano foi feita no dia 7 de agosto de 2016, quando ela registrou boletim de ocorrência na polícia em Brasília por abuso sexual contra o deputado. Esse caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Asa Sul.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que é procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofício junto ao MP do Distrito Federal pedindo investigação sobre Feliciano pela suposta tentativa de estupro. O PSC também criou uma comissão interna para apurar o caso.

Patrícia e feminismo

“Vi aqui comentários absurdos, de que fui até presa, detida, ou sei lá o que. Fato que não é verdade”, segundo postagem no Facebook de Patrícia em 9 de março. “Ainda quero ressaltar aqui, que o mesmo ao supostamente pedir minha prisão (sem motivo algum), teve tal pedido negado pelo MP e pelo Juiz, pelo simples fato de não existir a menor coerência”.

Um dia antes, texto e vídeo postados por Patrícia contam como ela se tornou feminista. “Sou jornalista, estudo direito e tenho 23 anos…”, se apresenta Patrícia num vídeo postado no Dia Internacional das Mulheres. “Tudo que uma sociedade machista quer é que a mulher se cale.”

“Antigamente eu defendia a seguinte frase: feminina sim e feminista jamais. É absurdo, né?! Eu era uma mulher machista e não tinha a menor noção disso e tive de passar por uma situação muito triste para poder entender o que é uma sociedade machista”, diz Patrícia na filmagem.

“Eu era uma das pessoas que mais caluniava a feministas, e foram elas que me ajudaram. Foram elas que estiveram do meu lado, até hoje. Estão do meu lado até hoje”, conta a jornalista. “Eu hoje, como feminista, posso dizer que: sim, eu já fui uma mulher machista. E que: sim, eu mudei de lado. E mudar foi uma coisa libertadora para mim porque eu comecei a entender que não estou aqui para agradar ninguém”.

A mesma página, porém, tem curtidas para Resistência Conservadora e Resistência Anti-Feminismo Marxista, possivelmente da época em que ela combatia o feminismo.

O G1 apurou junto ao Centro de Ensino Unificado de Brasília (Uniceub) que Patrícia concluiu no final de 2016 todas as disciplinas do curso de jornalismo, mas não teria feito colação de grau nem pego o diploma ainda.

G1

 

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Médico diz que não ofendeu e teve perfil hackeado

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Fácil saber se o médico está falando a verdade. Basta a polícia ou MP pedir o Facebook ou IP do computador de onde partiu a publicação. Com o IP, chega-se ao endereço.

Comentários (3) enviar comentário
  1. Comedor de Coxinhas disse:

    A fama dos médicos hoje em dia não está lá essas coisas….
    Mas até q se prove o contrário, ele é inocente.

  2. Roberto disse:

    Esperamos que ele esteja falando a verdade, caso contrário, estará em maus lençois.

  3. jorjão disse:

    Espero que seja verdade o que ele diz….

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Post de médico potiguar ofende deputada Benedita da Silva de “Nega Fuleira” e defende ator José Mayer

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Conhecido em São Gonçalo do Amarante e Macaíba, o médico potiguar José Lira Holanda está sendo acusado de discurso de racismo e machista nas redes sociais.

Primeiro no seu perfil no Facebook ele chamou a deputada federal pelo Rio de Janeiro de ” Nega Fuleira” em seguida fez outra postagem defendendo o ator global José Mayer, após escândalo sexual que teve grande repercussão na semana passada.

Médico se defende a fala em ataque de hacker

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Fácil saber se o médico está falando a verdade. Basta a polícia ou MP pedir o Facebook ou IP do computador de onde partiu a publicação. Com o IP, chega-se ao endereço.

Comentários (5) enviar comentário
  1. aucides disse:

    Benedita da Silva sujou o PT… logo que assumiu, danou-se pra argentina pra orar com as pariceiras crentes e ficou se esquivando da acusação dizia cumprir agenda oficial…. ela é crente e comemorou a vitória do pastor Eduardo Cunha pra presidente da Camara dos deputados, quem não lembra???? porém não justifica… A CULPÁ É DE MILITANTES DO PT QUE ESQUECEM A FRASE DE MAX: 'a religião é o ópio do povo"" E assim admitem cultuadores de mito, no partido, cvontrariando uma máxima esquerdista!!! segurem a batata quente.!!!!

  2. Walter disse:

    Logo logo o homen não vai poder nem olhar para uma
    Mulher que é assédio não vai haver mais casamento
    Tenho alguns amigos negro e eles me chamam de galego isso é racismo??? Fica está pergunta

  3. greg disse:

    O que o PT tem haver com isso ? Na boa, este senhor precisa de um médico.

  4. Juca disse:

    Por mais que se odeie, PT, socialismo, feminismo e tanto outros ismos, injúria racial continua sendo crime.
    Ao meu ver, educação formal nunca lhe faltou, diferente de educação moral.

  5. Eli disse:

    Só digo que "quem fala o que quer, ouve o que não quer"…

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