Publicidade

Suposto jogo da Baleia Azul no interior do RN liga sinal de alerta aos pais

Além de levar temor a parte da população, mortes de adolescentes relacionadas ao jogo da Baleia Azul têm gerado reações em todo o Brasil.

No Rio Grande do Norte, em meio aos boatos e áudios que ganham grande dimensão em compartilhamentos, um deles chama a atenção, independente de sua legitimidade. Uma mãe, em tom de preocupação, relata a suspeita de sua filha e uma amiga, que poderiam estar participando do jogo, em decorrência da mudança de seus comportamentos. O relato seria no município de Macau, cidade distante 166, km de Natal.

Infelizmente, as redes sociais ainda são muito frágeis em relação ao controle de divulgação de conteúdos. O que resta, tão somente, é a atenção redobrada dos familiares aos filhos, sejam crianças ou adolescentes, através do monitoramento de comportamento e sobre o que andam visualizando nos aplicativos de chat.

Entenda o ‘Jogo da Baleia Azul’ e os riscos envolvidos

O sinistro jogo viral tem causado alarme no mundo todo. É o jogo da Baleia Azul, disputado pelas redes sociais, que propõe desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio.

Aparentemente o fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando – inclusive no Brasil, como sugerem o caso da jovem de 16 anos morta no Mato Grosso e uma investigação policial em andamento na Paraíba. Na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.

A preocupação aumentou ano passado, quando fontes diversas chegaram a divulgar, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades online identificadas como “grupos da morte”.

Tudo na internet se espalha muito rápido, mesmo as coisas mais inacreditáveis. Neste caso não é diferente. O fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo. Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação.

Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais. Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul. Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

Comentário (1) enviar comentário
  1. Bebel Vendrame disse:

    Peguem os inventores deste jogo..

Publicidade

Novo concurso para a saúde do Estado está em andamento

Em entrevista na manhã desta terça-feira (18) ao “Jornal RN No Ar” da TV Tropical, o secretário de estado da saúde pública, George Antunes, pontuou as ações que estão sendo realizadas pela secretaria para melhorar a assistência à saúde da população.

O processo de regionalização está avançando com o trabalho na 4ª região de saúde, melhorando o perfil assistencial dos hospitais de Caicó e Currais Novos e atuando em parceria com o Consórcio das secretarias municipais de saúde para organizar toda a linha de cuidado nessa região, trabalhando as redes de atenção em saúde.

De acordo com o secretário, um novo concurso está em andamento, na fase de contratação da empresa organizadora. Em paralelo também será realizado um processo seletivo simplificado para contratação de profissionais de forma mais imediata. “Temos uma carência de profissionais muito grande, em virtude de aposentadorias e pedidos de demissões. Somente no hospital Walfredo Gurgel, por exemplo, temos a necessidade de 75 profissionais enfermeiros. Desde 2010 não há concurso para a saúde do estado, então esperamos suprir esse déficit”, explicou George Antunes.

A respeito do custeio mensal para manter os serviços de saúde, o secretário afirmou que é necessário “encontrar um equilíbrio para esta equação junto à Secretaria de Planejamento. A nossa necessidade é de algo em torno de 20 a 22 milhões mensais, mas temos uma dívida acumulada de mais de 50 milhões de reais. Temos um grupo de profissionais dedicado e comprometido e não vamos nos entregar, temos o SUS como ideologia e vamos manter a crença. O governador está nos apoiando diretamente e acredito que vamos sair dessa situação”, disse o secretário.

Sobre problemas no Hospital Ruy Pereira o secretário afirmou que uma empresa já foi contratada para recuperação da rede elétrica que ocasionou a interrupção temporária das cirurgias vasculares, que por este motivo estavam sendo realizadas emergencialmente no Walfredo Gurgel e outras unidades contratadas. Já no hospital Giselda Trigueiro, o problema com a empresa terceirizada de higienização e alimentação também já foi sanado com o repasse de aproximadamente 600 mil reais na tarde de ontem (17). A empresa já restabeleceu os serviços.

enviar comentário
Publicidade

Vagas de cubanos no Mais Médicos serão preenchidas por brasileiros

O Ministério da Saúde vai oferecer as vagas do programa Mais Médicos inicialmente previstas para profissionais cubanos para brasileiros formados no Brasil e no exterior. A estratégia, anunciada nesta segunda-feira, 17, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, ocorre diante da suspensão determinada por Cuba da vinda de 710 profissionais para o programa. A decisão do governo cubano foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os profissionais, que já estavam em treinamento, deveriam desembarcar no Brasil neste mês.

Está prevista para as próximas semanas uma reunião entre representantes do Ministério da Saúde, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do governo cubano para decidir a estratégia que será adotada a partir de agora.

A decisão de Cuba de suspender o envio de médicos é uma reação ao expressivo aumento de ações na Justiça garantindo a permanência de profissionais cubanos no Brasil, depois de eles serem convocados de volta pelo governo da ilha.

Como o jornal mostrou, há pelo menos 88 liminares garantindo a estadia dos médicos no País. São todos profissionais que completaram três anos de permanência no programa e que, em tese, poderiam ter o contrato renovado por mais três anos. O governo cubano, no entanto, em uma estratégia para tentar evitar o risco de seus profissionais estreitarem os laços com o Brasil, vem solicitando que a maioria retorne para a ilha.

O recrutamento de cubanos para o Mais Médicos é fruto de um convênio realizado entre Brasil, Cuba e Opas. O representante da organização no Brasil, Joaquim Molina, afirmou estar esperançoso que um entendimento seja alcançado.

Barros disse que a decisão de Cuba não trará prejuízos para o acordo. “O convênio será mantido. Ele está assinado com duração de três anos, há um incômodo do governo de Cuba com as ações judiciais determinando a permanência de cubanos no Brasil, e isso desestrutura o convênio como está formado. Mas o Judiciário tem autonomia”, afirmou o ministro.

Pelos cálculos do governo, pelo menos 4 mil médicos cubanos deverão deixar o Brasil até julho, depois de terem permanecido durante três anos trabalhando no programa brasileiro.

O ministro da Saúde observou que já era interesse do governo brasileiro reduzir a participação de médicos cubanos no programa. Ano passado, eram 11.400. A expectativa era chegar a 7.400 em três anos. Até agora, 1 mil já deixaram o Brasil e foram substituídos por profissionais brasileiros. Diante da decisão de Cuba, esse cronograma terá de ser apressado.

Integrantes do ministério ouvidos pela reportagem, no entanto, deixam claro que essa decisão de Cuba deverá provocar vazios assistenciais. Isso porque a expectativa do governo federal era reservar para médicos daquele país às vagas que tradicionalmente são consideradas pouco atrativas por profissionais brasileiros, como áreas de difícil acesso e distritos sanitários indígenas.

Há ainda outro problema: a rotatividade. Médicos brasileiros ficam tradicionalmente um período muito curto no programa. Não é raro eles desistirem para ocupar vagas em cidades maiores. Com profissionais cubanos, em contrapartida, há a tendência de que eles permaneçam pelo menos os três anos no posto em que inicialmente foram encaminhados.

No primeiro momento, o Ministério da Saúde cogitou a possibilidade de enviar uma delegação para Cuba para discutir o impasse. Essa ideia, no entanto, está quase descartada. O esforço agora é tentar nesta etapa uma solução conjunta em discussões no Brasil. Para isso, o País conta fundamentalmente com a intermediação feita por representantes da Opas.

Isto É, com Estadão

 

Comentários (5) enviar comentário
  1. Junior disse:

    Lá não existem políticos maus como no Brasil.
    Não existe a imprensa "golpista", os trabalhadores lá têm direitos, não existem as oligarquias locais nem privatizações…
    Por que decidem ficar no Brasil?

    • Ceará Mundão disse:

      Pois é. Por que alguém faz questão de abandonar o "paraíso", inclusive enfrentando tubarões e risco real de morte, muitas vezes. E o destino preferido são os EUA, o "grande satã", onde não há direitos trabalhistas, sequer Justiça do Trabalho, onde se pratica o "capitalismo cruel". Esses esquerdistas são mesmo uns palhaços.

  2. Junior disse:

    Estranho.
    Por que os médicos não querem voltar para Cuba?
    Lá é o centro da democracia e do desenvolvimento social.
    Ninguém passa fome, os trabalhadores são bem pagos, têm direito a greve.
    Tudo que os jovens visionários de esquerda defendem para o Brasil superar as desigualdades sociais…

  3. Carlos Augusto disse:

    Os médicos brasileiros não eram contra o Programa? Assisti manifestações na rua de jovens e experientes médicos, além de estudantes de medicina criticando ferozmente o Plano. Estranho…

  4. Gustavo disse:

    quais? p trabalhar quantas horas?

Publicidade

Serviço de limpeza é suspenso no Hospital Giselda Trigueiro

Uma reportagem exibida pela Inter TV Cabugi – mostra a situação alarmante que se encontra o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, com o serviço de limpeza suspenso desde a manhã desta segunda-feira (17) por falta de pagamento à empresa responsável.

Segundo a reportagem, a FR Serviços reclama que não recebe repasses do Estado desde dezembro do ano passado, quando foi contratada em caráter emergencial para prestar o serviço. Como a empresa também é responsável pela alimentação, as refeições deixaram de ser servidas para funcionários e acompanhantes, que precisam pedir quentinhas ou sair para comprar comida fora.

Confira reportagem completa com vídeo AQUI com íntegra no portal G1-RN

Comentários (3) enviar comentário
  1. Antonio Dantas disse:

    Senhor secretario caia fora desse abacaxi o senhor e homem de bem.

  2. Marco disse:

    O vice-governador está em outra galáxia?₩

  3. Frasqueirino disse:

    Mais um pepino para o Secretário de Saúde George Antunes que vai tocando a saúde com a esmola que lhe repassa à Secretaria de Planejamento.

Publicidade

Criança de 1 ano morre em Natal com suspeita de H1N1

Notícia triste e para ligar o sinal de alerta. O Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, confirmou nesta segunda-feira(17) a morte de uma criança de um ano e cinco meses, nesta manhã, com suspeita de H1N1.

De acordo com a assessoria do Hospital, a criança deu entrada na noite desse domingo (16)  “com quadro de choque séptico, pneumonia grave, falta de ar, congestão nasal, entre outros sintomas”, características da H1N1″.

O hospital informou ainda que a ficha de notificação foi preenchida pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Walfredo e enviada para a Secretaria Municipal de Natal que seria a responsável pela investigação do caso. Por outro lado, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não será possível confirmar o caso através de exames laboratoriais porque “não foram coletadas amostras de secreções respiratórias e o corpo também não foi periciado pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para confirmação ou descarte do caso como complicação de infecções de vias respiratórias”.

Segundo a SMS, só será possível fazer uma “investigação domiciliar e hospitalar do caso”. Indagado, o Hospital Walfredo Gurgel não informou porque o corpo da criança não foi encaminhado para o Setor de Verificação de Óbitos (SVO) para que fossem coletadas as amostras necessárias para a realização de exames que pudessem comprovar ou não a H1N1.

A Secretaria Municipal de Saúde orientou a direção do CMEI onde a criança estudava – e que frequentou até a última quarta-feira (12) – a fazer uma desinfecção com água sanitária no local e a orientar os pais de outras crianças a procurarem um médico caso os filhos tenham algum sintoma diferente.

Com acréscimo de informações do G1-RN

enviar comentário
Publicidade

Campanha Nacional Contra Influenza é lançada em Natal em 74 salas de vacinas

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza foi lançada nesta segunda-feira (17) em Natal. Apesar de seguir até o dia 26 de maio – com o dia D acontecendo em 13 de maio – os natalenses já lotaram as salas de vacinas espalhadas pela capital potiguar. No total, 74 salas de vacina estão disponibilizando a imunização em Natal.

Podem ser imunizados durante a campanha grupos específicos: pessoas a partir de 60 anos; crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias); trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes; mulheres até 45 dias após o parto; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema prisional; portadores de doenças crônicas e não transmissíveis; e os professores das redes públicas e privadas. Os professores, inclusive, aparecem na lista pela primeira vez. A meta da campanha deste ano é vacinar 204.516 pessoas e alcançar a cobertura de 90% de cada grupo elegível.

“Isso foi algo que a própria categoria levou para o Ministério da Saúde, que acabou analisando e decidiu colocar os professores na lista por um motivo simples. Os professores têm contato muito próximo com crianças e em ambientes fechados”, explicou o secretário Municipal de Saúde, Luiz Roberto Fonseca.

Para ser vacinado, quem pertencer a um dos grupos citados precisa apenas buscar qualquer unidade de saúde do município. “A vacinação é demanda aberta, ou seja, a pessoa não precisa buscar apenas a unidade em que ela é assistida na região em que mora. Se quiser ser atendida em uma unidade próxima ao trabalho ou próxima ao local onde o filho estuda, pode”, frisou Juliana Araújo, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS).

Vale ressaltar que, mesmo quem foi vacinado no ano passado, precisa receber a dose este ano para se proteger do vírus, que é mutável. “As vacinas são sazonais exatamente pelo fato do vírus ser mutável. Ele (o vírus) vai se modificando ao longo do tempo, o que traz a necessidade de sempre se fazer esse tipo de campanha”, afirmou Aline Bezerra, chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica (SVE) da SMS.

O que é influenza?

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e também podendo causar pandemias.

A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após o contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

enviar comentário
Publicidade

Elevadores do hospital Ruy Pereira quebram e cirurgias são suspensas

Todas as cirurgias foram suspensas nesta segunda-feira (17) no Hospital Estadual Dr. Ruy Pereira dos Santos. O motivo é o elevador que está quebrado desde domingo (16). Os pacientes em macas não têm como chegar ao centro cirúrgico, que fica no 2° andar do hospital. Alguns pacientes menos graves estão sendo carregados pelas escadas pelos maqueiros.

A falta do elevador também afetou outros setores, como a rouparia e a nutrição. Acompanhantes estão descendo para buscar as roupas de cama e a alimentação está sendo transportada pelas escadas em várias viagens.

Além disso, o hospital está sem energia em vários setores desde o dia 12 de abril, como a sala de repouso da enfermagem e a farmácia.

Para a servidora Edileuma Maia, da Comissão de Base, o cenário do hospital é de guerra. “Quando cheguei nesta segunda para trabalhar parecia um verdadeiro campo de concentração. O Ruy Pereira está um caos e quem sofre somos nós, os servidores e a população”, disse Edileuma.

O Sindsaúde tentou contato com a direção do hospital, sem sucesso. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está ciente do caso.

Com informações do Sindsaúde-RN

enviar comentário
Publicidade

Ovos de Páscoa mofados e com larvas são distribuídos para crianças em SP

Alguns alunos da rede pública de Bertioga receberam ovos de Páscoa sem condições de consumo (Foto: Caroline de Souza/Arquivo Pessoal)

Seu tivesse comido (o chocolate) eu ia ter morrido, né, mãe?”. Essa foi a pergunta que o filho de sete anos da diarista Juliana Santos fez ao encontrar larvas no ovo de Páscoa que ganhou na escola, em Bertioga, no litoral de São Paulo. A distribuição foi feita pela Prefeitura, que agora apura o que aconteceu. O caso não foi o único na cidade.

Na quinta-feira (13), o Fundo Social de Solidariedade entregou 5 mil ovos de chocolate aos estudantes da rede pública. Alguns, entretanto, estavam em mau estado de conservação e, aparentemente, estragados. A maioria dos casos ocorreu com alunos da Escola Municipal Professor Delphino Stockler de Lima, na Vila Itapanhau.

“Meu filho chegou em casa, abriu o ovo e deu uma mordida. Quando eu fui perceber, estava cheio de teia e larvas no chocolate e na embalagem. Daí nos gravamos um vídeo para provar”, conta Juliana, que tem 27 anos. Ela disse que o menino sempre estudou na rede pública, mas foi a primeira vez que teve algum problema do tipo.

Situação semelhante viveu o filho da comerciante Caroline de Souza, de 31 anos. O menino também tem sete anos. “Na hora que a gente abriu (a embalagem), o ovo estava todo embolorado. A sorte foi que ele nem chegou a comer. O caso é delicado, pois são crianças que receberam. Então todo cuidado com eles é pouco”, fala.

Para a manicure Priscila Coentro, de 31 anos, parte dos produtos distribuídos estava com o prazo de validade vencido. “Dá para ver que a etiqueta com a data de vencimento para 20 de setembro foi colocada sobre outra. Tentei tirar para ver o prazo original, mas não consegui”. A filha dela, de oito anos, comeu o chocolate, mas não passou mal.

A Prefeitura admite que os ovos que não estavam em bom estado de consumo foram distribuídos pelo Fundo Social de Solidariedade. Por meio de nota, a Administração Municipal informou, nesta sexta-feira (14), que está apurando o que aconteceu e que ainda não sabe quantos produtos estragados foram entrergues. Garantiu, porém, que eles serão trocados.

“Em cada ovo que entreguei, dediquei o mesmo amor que tenho pela minha família e jamais poderia imaginar que isso pudesse acontecer”, disse, também em nota, a presidente do Fundo Social, Vanessa Matheus, mulher do prefeito Caio Matheus (PSDB). Ela pediu desculpas e falou que os produtos foram doações à cidade. As marcas ainda serão verificadas.

A Prefeitura ainda informou que adotou procedimentos corretos no transporte e no armazenado dos ovos e que não foram registrados casos de atendimento nos hospitais da cidade em razão do consumo do chocolate impróprio. “O jurídico está acompanhando o caso, levantado o lote dos produtos para tomar as devidas providências”, pontuou.

enviar comentário
Publicidade

Plano Estadual de Saúde Prisional prevê salas de amamentação nas unidades prisionais

Um projeto da coordenação estadual do Aleitamento Materno da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) pretende atuar, junto à equipe de saúde prisional da Sesap, em busca da garantia dos direitos à amamentação às mães privadas de liberdade.

A responsável técnica pelo aleitamento materno na Sesap, Raissa Arruda, conheceu, no último dia 7, a estrutura física do Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, para coletar informações iniciais para o trabalho. “Fomos recebidos pela direção e pela equipe de saúde da unidade, todos bastante comprometidos com a saúde prisional e debruçados em estratégias para a melhoria das condições dos privados e privadas de liberdade”.

Ela explicou que será aplicado um questionário com 42 mulheres, com objetivo de capacitar duas delas como multiplicadoras, para que possam repassar os conhecimentos sobre amamentação às outras mães.

As ações estarão consolidadas no Plano Estadual da Saúde Prisional, que está em fase de construção e prevê a instalação de salas de apoio à amamentação e brinquedoteca nas unidades prisionais.

A Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal) determina que os estabelecimentos penais destinados a mulheres sejam dotados de berçário, onde as condenadas possam amamentar seus filhos (art. 82, § 2.º).

enviar comentário
Publicidade

Prefeitura do Natal disponibiliza link para requerimento de devolução da taxa do concurso da Saúde

A Prefeitura do Natal disponibilizou um link para que os inscritos no concurso público Nº 004/2016, da Secretaria Municipal de Saúde, realizado em junho do ano passado e posteriormente anulado, possam requerer a devolução da taxa de inscrição. Este link, natal.rn.gov.br/restinsc deverá ficar disponível no portal da Prefeitura por um ano, segundo acordo com o Ministério Público, para ampla divulgação da possibilidade de restituição das taxas pagas.

A intenção da Secretaria Municipal de Administração, responsável pelo cadastro e devolução desses valores, é de pagar por lotes mensais, de acordo com a demanda de pedidos. Os valores das taxas de inscrição foram de R$15,00 para nível médio e R$ 20,00 para nível superior. As provas foram aplicadas no dia 19 de junho do ano passado e anuladas em função de irregularidades apontadas na aplicação, segundo apontou comissão de sindicância. Para as 1.339 vagas disponíveis à época, foram 93.929 inscritos.

Passo a passo

Para acessar a área de requerimento da devolução da taxa de inscrição, a pessoa digita natal.rn.gov.br/restinsc , e clica na opção “Formulário de Requisição”, que vai gerar a página onde estão os campos para preenchimento dos dados. O objetivo principal é indicar conta bancária para depósito do valor de cada inscrito, já que no ato da inscrição esta informação não foi solicitada.

Caso a pessoa não possua conta bancária, para requerer a devolução em conta de terceiros será necessário o preenchimento e assinatura do inscrito em uma declaração de autorização e reconhecimento de firma desta, em cartório. Depois desta providência, como no próprio site orienta, o interessado pode enviar a declaração por email para o setor responsável da Semad. Para as pessoas que requereram anteriormente a devolução para crédito em conta poupança e não conseguiram, esta possibilidade está disponível a partir de agora.

Uma das observações feitas pela presidente da Comissão do Concurso, Leila Medeiros, e que está à frente do cadastro da devolução, é de que o preenchimento seja feito de forma correta, pois na primeira etapa da requisição da devolução os maiores erros foram referentes a dados incorretos. O primeiro cadastro para o banco de dados para crédito da taxa foi entre setembro e outubro do ano passado e creditado em 19 de janeiro deste ano nas contas dos 15.429 inscritos que tiveram os pedidos avaliados e aprovados.

enviar comentário
Publicidade

Ministério da Agricultura identifica 45 marcas de azeite com irregularidade

O uso de óleo vegetal com azeite lampante, extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas, que não deve ser destinado à alimentação, foi a fraude mais comum praticada pelas empresas envazadoras fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), como antecipou o Blog do Moreno. Em dois anos, o ministério identificou irregularidades em 45 marcas de azeite das 140 coletadas, em 12 estados e no Distrito Federal. Ao todo, foram 207.579 litros de azeites com problemas, do total de 322.329 analisados.

No Paraná, foram identificadas empresas que vendiam produto como azeite de oliva, mas com composição de 85% de óleo de soja e 15% de lampante. Segundo o Mapa, essas empresas foram autuadas, multadas em até R$ 532 mil por irregularidade encontrada e os produtos foram apreendidos para descarte. As fraudadoras ainda foram denunciadas ao Ministério Público e um inquérito policial deve ser aberto. Os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal foram aqueles em que foram encontrados maior número de empresas com irregularidades. De acordo com o Mapa, os envazadores que importam o produto a granel, principalmente da Argentina, foram os que tiveram mais problemas identificados. As análises são realizadas pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (LANAGRO) do Rio Grande do Sul e de Goiás.

Astorga, Carrefour, Almeirim, Conde de Torres estão entre as marcas que apresentaram irregularidade, segundo o levantamento do ministério. Entre as que passaram no teste, Andorinha, Aro, Apolo, Borge, Belo Porto, Carrefour Discount.

A fiscalização de azeite de oliva foi intensificada, desde a semana passada, com coleta de amostras direcionadas às empresas que apresentaram irregularidades nos últimos dois anos. Segundo o Mapa, na primeira semana deste mês, foram recolhidos 243 mil litros do produto com suspeita de fraude.

Segundo dados do Comitê Oleícola Internacional (COI), o Brasil é o terceiro maior importador de azeite de oliva do mundo. No ano passado, o país importou cerca de 50 milhões de toneladas do produto.

O ministério informa que o azeite de oliva virgem pode ser classificado em três tipos: o extra virgem (acidez entre 0,8% e 2%), virgem (acidez menor que 0,8%), lampante (acidez maior que 2%). Os dois primeiros, explica, podem ser consumidos in natura, mantendo todos os aspectos benéficos ao organismo. Já o terceiro, tipo lampante, deve ser refinado para ser consumido, quando passa a ser classificado como azeite de oliva refinado. As análises também apontaram azeites desclassificados (que podem não ser considerados como azeite) e fora de tipo (não tem boa qualidade).

Orientações ao consumidor

Para não levar gato por lebre, os técnicos do Mapa orientam o consumidor a desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado. Especificações como o termo tempero em letras miúdas e, em destaque, azeite de oliva, podem indicar que não se trata de azeite, mas tempero vendido como tal. Qualquer adição ou mistura com outros óleos vegetais requer que o produto seja rotulado como “Óleo misto ou composto”, destaca o ministério. O consumidor também deve ficar atento à validade e aos ingredientes.

O Globo

Comentário (1) enviar comentário
  1. eliana torres disse:

    esse mistério deveria cuidar de politicas publicas da agricultura , e não fica procurando chifre em cabela de cavalo, não tem o que fazer fica querendo resolver,, desviar atenção dos problemas do país…. isso é uma putaria.

Publicidade

Medicina da USP se mobiliza após tentativas de suicídio em série entre alunos neste ano

Painel pintado por alunos do 4º ano de medicina da USP no subsolo da faculdade

Um série de tentativas de suicídio entre alunos do quarto ano de medicina da USP tem mobilizado estudantes e professores de uma das melhores faculdades do país.

Ao menos seis casos foram registrados neste ano –três nas últimas semanas.

O clima de tensão aparece em páginas do Facebook dos estudantes –que citam “surto de suicídios”– e em textos de professores aos alunos.

“Ficamos muito chocados com os acontecimentos recentes envolvendo a saúde dos alunos. Há uma grande apreensão e tristeza pairando em todos nós”, escreveu o coordenador do curso de clínica médica do quarto ano, Arnaldo Lichtenstein, que adiou a prova na última sexta (7).

Em outra carta, um grupo de profissionais do serviço de psicoterapia do IPq (Instituto de Psiquiatria da USP) fala sobre a angústia dos alunos.

“Esgotamento, ansiedade, depressão, internações psiquiátricas, tentativas de suicídio, mortes. Os relatos [dos estudantes] nos parecem crescentes em frequência e intensidade, e soam como um pedido de ajuda.”

O texto fala sobre as dificuldades em lidar com o assunto no ambiente acadêmico e termina com um convite para que os alunos saiam do silêncio e falem “do que não se fala, a não ser na privacidade dos corredores”.

Na condição de anonimato, a Folha conversou com seis estudantes. Eles relatam que, no quarto ano, o aluno fica mais vulnerável porque as pressões se multiplicam.

“A formatura está próxima e a realidade da profissão vai matando as ilusões dos tempos de calouros. Há disputas infantis por notas, muitas divulgadas nominalmente.”

Outro afirma que não existe tempo suficiente para atividades que não estejam ligadas ao mundo médico. As aulas começam às 8h e terminam às 18h quase todos dias.

“Além do cansaço mental, da desumanização cotidiana, temos que ter a cabeça tranquila para estudar doenças.”

Os alunos apontam como um dos focos do problema a disciplina de clínica médica. “Em apenas dez semanas de duração, somos cobrados sobre fisiopatologia das doenças, sobre diagnósticos e sobre quais exames solicitar para excluir ou confirmar hipóteses”, relata um deles.

Ele se queixam também que a saúde mental do aluno não é considerada quando se trata de faltas. “As notas de conceito [quase 50% da nota final] são multiplicadas pela frequência. Se o aluno está deprimido, não consegue ir às aulas. Mas não podemos faltar sem punição. Não temos tempo para cuidar da nossa saúde mental e física.”

Outro fator de estresse são as “panelas”. No quarto ano, são formados grupos de cerca de 15 alunos para o estágio obrigatório (internato).

Em várias universidades, como na Unicamp, os grupos são formados por sorteio, mas, na USP, é por livre escolha. São os alunos que decidem com quem se agruparão, o que gera grupos de exclusão e perseguição.

“Alunos mal vistos ou que não são bem relacionados, por inúmeros motivos, acabam sobrando e formando a famigerada ‘panela lixo’ ou são excluídos e têm que mendigar uma vaga entre os grupinhos já formados.”

APOIO PSICOLÓGICO

Para Francisco Lotufo Neto, professor de psiquiatria indicado pela diretoria da FMUSP para falar sobre o assunto, as tentativas de suicídio estão relacionadas a uma soma de fatores.

“São jovens em amadurecimento, enfrentando a entrada numa profissão que tem contato com o sofrimento humano. É um curso difícil, que exige das pessoas. Também há a pressão pelo sucesso.”

Em sua opinião, isso tudo leva a uma maior predisposição à depressão, que é mais prevalente entre os estudantes de medicina do que na população em geral.

Segundo ele, na comissão de graduação já existe um grupo que acompanha os alunos com dificuldades (por exemplo, que foram mal nas provas ou que têm faltado às aulas), mas que agora, após as tentativas de suicídio, foi criado um grupo de atendimento psicológico para atendimento individualizado.

Foi instituída também uma linha telefônica que funciona 24 horas para onde os alunos podem ligar em situações de emergência. “Fiquei como plantonista o fim de semana todo, mas ninguém ligou”, diz Lotufo.

Sobre as queixas relativas à falta de tempo dos alunos, ele afirma que a nova grade curricular da medicina, implantada a partir de 2015, já prevê mais tempo livre aos alunos. “O atual quarto ano ainda segue a grade antiga.”

Em relação às panelas, disse que já houve uma proposta da direção em adotar sorteios na formação dos grupos, mas que a maioria dos alunos foi contrária à ideia.

Mitos em relação ao suicídio

Se eu perguntar sobre suicídio, poderei induzir uma pessoa a isso
Questionar sobre ideias de suicídio, fazendo-o de modo sensato e franco, fortalece o vínculo com uma pessoa, que se sente acolhida e respeitada por alguém que se interessa pela extensão de seu sofrimento.

Ele está ameaçando o suicídio apenas para manipular…
Muitas pessoas que se matam dão previamente sinais verbais ou não verbais de sua intenção para amigos, familiares ou médicos. Ainda que em alguns casos possa haver um componente manipulativo, não se pode deixar de considerar a existência do risco de suicídio.

Quem quer se matar, se mata mesmo
Essa ideia pode conduzir ao imobilismo. Ao contrário dessa ideia, as pessoas que pensam em suicídio frequentemente estão ambivalentes entre viver ou morrer. Quando falamos em prevenção, não se trata de evitar todos os suicídios, mas sim os que podem ser evitados.

Veja se da próxima vez você se mata mesmo!
O comportamento suicida exerce um impacto emocional sobre nós, desencadeia sentimentos de franca hostilidade e rejeição. Isso nos impede de tomar a tentativa de suicídio como um marco a partir do qual podem se mobilizar forças para uma mudança de vida.

Uma vez suicida, sempre suicida!
A elevação do risco de suicídio costuma ser passageira e relacionada a algumas condições de vida. Embora a ideação suicida possa retornar em outros momentos, ela não é permanente. Pessoas que já tentaram o suicídio podem viver, e bem, uma longa vida.

Com informações da Folha de São Paulo

 

enviar comentário
Publicidade