Publicidade

Novo material pretende substituir o ar-condicionado

A película, ainda sem nome, é feita de polímeros transparentes, microfibras de vidro e revestimento de prata (Science/Divulgação)

Pesquisadores da Universidade do Colorado e da Universidade de Wyoming, nos Estados Unidos, desenvolveram um material que pode ser uma alternativa ao ar-condicionado e a outros sistemas de refrigeração tradicionais. Em artigo publicado pela Science, nesta quinta (09), os cientistas apresentaram uma película composta, sobretudo, por microfibras de vidro, capaz de dissipar energia térmica solar e, assim, provocar o efeito de resfriamento.

Em entrevista ao site de VEJA, o pesquisador Xiaobo Yin, um dos responsáveis pelo projeto, explicou que, ao contrário dos sistemas comuns, que demandam recursos energéticos e consomem muita energia para realizar o resfriamento, a novidade se trata de um método alternativo e sustentável de manter os objetos e ambientes refrigerados. “Opera 24 horas por dia sem consumir eletricidade ou água. Mas, é claro, tem o porém de que é necessário construir um sistema térmico, com o material, ao redor do ambiente para oferecer o resfriamento quando precisarmos”, explicou ele.

De acordo com o pesquisador, o novo dispositivo é promissor e pode satisfazer às necessidades de aplicações residenciais e comerciais. Uma das aplicações possíveis é utilizar a película para produzir um aparelho de ar-condicionado doméstico de teto, que não necessitaria de eletricidade para funcionar. Uma instalação de 20 metros quadrados da nova película (que ainda não ganhou nome) habilitaria uma refrigeração boa o suficiente para uma casa com aproximadamente 180 m². Mas as aplicações em larga escala também são viáveis, segundo Yin: “Podemos imaginar um sistema maior construído, por exemplo, em uma usina termoelétrica para diminuir o calor de seus motores, sem o uso de água. Vale lembrar que as usinas de energia são responsáveis por 1/3 do consumo total de água nos EUA”.

Alguns materiais existentes já obtiveram êxito nesse tipo de resfriamento natural e passivo, porém todos os casos de sucesso foram realizados durante a noite. O resfriamento diurno apresentava um desafio diferente, pois a absorção de energia térmica solar durante o dia excedia a potência de resfriamento do material, o que resultava no aumento da temperatura superficial. A novidade é que os cientistas conseguiram utilizar tal método durante o dia, e os experimentos apresentaram resultados positivos mesmo sob a intensidade do calor dos raios solares.

O material é leve e, segundo os pesquisadores, sua produção em larga escala é relativamente fácil. Os cientistas esperam que o sistema esteja disponível em breve no mercado, já que os custos de produção são baixos. “Demonstramos a rentabilidade de produção das películas. Nossas análises evidenciam que o metro quadrado do equipamento custa cerca de R$ 1,50 para ser produzido e, esse preço, inclui material, equipamento e mão de obra”, esclareceu Yin.

A criação do novo material é inspirada no modelo de refrigeração natural da Terra. Diariamente, a superfície terrestre absorve parte da energia térmica emitida pelo Sol e, o restante, retorna ao espaço por meio de um processo natural. Na tentativa de reproduzir esse método, o material de refrigeração foi desenvolvido em laboratório.

Para tal, os pesquisadores fabricaram uma fina película constituída por polímeros transparentes, com microfibras de vidro distribuídas aleatoriamente, e revestida por uma camada de prata. A combinação de materiais é capaz de refletir 96% da irradiação solar em condições ambientais similares ao de um meio-dia ensolarado. Assim, replica-se o efeito de um ar-condicionado.

Veja

enviar comentário
Publicidade

Site mostra tudo que o Facebook sabe sobre você; confira

Stalkscan (stalkscan.com) promete revelar tudo o que o Facebook sabe sobre você: o que já curtiu, publicou ou foi marcado, além de dados pessoais e interesses. A ferramenta utiliza um recurso antigo e pouco conhecido da rede social para fazer as buscas e, apesar de ser assustadora — pela quantidade de informações que consegue rastrear —, não viola nenhum dos termos de uso e políticas da plataforma de Mark Zuckerberg.

Ao colar o link de um perfil no Stalkscan, o site permite escolher qual detalhe específico quer ver sobre aquela página. Após selecionar a pesquisa, o usuário é encaminhado para o resultado da busca dentro do próprio Facebook. É possível, por exemplo, ver todas as fotos que seu namorado curtiu ou eventos que foram confirmados, mas não apareceram no feed de notícias. Um verdadeiro escavador de dados.

Criado por Inti De Ceukelaire, desenvolvedor belga que se auto-intitula um “hacker ético”, o Stalkscan usa o Graph Search, recurso do Facebook lançado em 2013 para permitir o acesso a diversos dados.

Após a suspensão do serviço por um tempo, a Pesquisa de Gráfico ainda funciona em inglês e com usabilidade complexa, mas agora com a mesma preocupação de privacidade exposta no scanner — veja oito dicas para usar o Graph Search e descobrir tudo o que você quiser no seu Facebook.

Apesar de revelar informações muitas vezes escondidas, o Stalkscan só permite ver os resultados liberados através da configuração de segurança dos posts. Em outras palavras, se você ajustou todas as suas publicações para apenas amigos visualizarem, a ferramenta de busca do Stalkscan não vai mostrar as fotos, os posts ou os vídeos para quem não tem vínculo direto com você na rede social.

Ao site Motherboard, o desenvolvedor da ferramenta afirma que o objetivo do scanner é ajudar pessoas leigas a entenderem quais dos seus dados estão compartilhando na rede social. Como o Stalkscan não viola os termos de uso do Facebook, a plataforma torna mais fácil encontrar informações escondidas nos perfis.

“A Graph Search e as questões de privacidade não são novas, mas eu sinto que isso nunca realmente alcançou as pessoas. Com minhas ações e ferramentas fáceis de usar eu quero chegar até as pessoas sem experiência tecnológica. A maioria delas não têm idéia do que compartilham com o público”, disse De Ceukelaire.

Globo – Techtudo – Via Motherboard

enviar comentário
Publicidade

POLÊMICA GRANDE NO FUTEBOL: Em vídeo, 4º árbitro desmente versão de Federação para impedir Atletiba; Globo nega interferência

Em áudio original da transmissão do clássico entre Atlético-PR e Coritiba, conseguido com exclusividade pelo UOL Esporte, o quarto árbitro da partida, Rafael Traci, afirma que não podia iniciar o jogo enquanto houvesse a transmissão pela internet, alegando que ela não era feita pelos detentores de direitos de transmissão do campeonato. A versão é diferente do que foi dito pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury, de que o impedimento havia ocorrido apenas pelos profissionais não estarem credenciados para a partida.

Em meio à transmissão online anterior ao pontapé inicial, o juiz do jogo afirmou ainda que a suspensão foi uma ordem “do presidente Hélio Cury”.

“O pessoal não pode transmitir porque não é a detentora do campeonato”, afirmou Traci à beira do campo. “É isso que a gente recebeu de informação. Se continuarem eles (funcionários da transmissão) dentro do campo, nós não podemos ter essa partida”, completou.

A partida deste domingo acabou cancelada pelos clubes não concordarem com a decisão da federação de impedir os trabalhos dos profissionais, contratados pelos times para transmissão online. Os dois clubes alegaram que contrataram uma produtora independente e que a iniciativa não tinha relação alguma com outra emissora.

Como Atlético-PR e Coritiba não entraram em acordo com a Rede Globo antes do Campeonato Paranaense de 2017, os jogos dos dois times não estão sendo transmitidos pela emissora. Como alternativa, os rivais decidiram exibir o clássico deste domingo, válido pela quinta rodada, em plataformas digitais – no caso, YouTube e Facebook.

A versão inicial divulgada pela FPF neste domingo, no entanto, foi outra. Segundo a entidade, a partida não poderia ser iniciada enquanto profissionais de imprensa sem credenciamento estivessem no campo de jogo, independente de quem detivesse os direitos de transmissão do jogo. “Deveria ser feito um credenciamento 48 horas antes da partida. O nosso posicionamento está bem claro: está proibido”, afirmou o presidente Hélio Cury.

Em entrevista à ESPN, o presidente da FPF alegou ainda que se for remarcado outro clássico e os profissionais estiverem credenciados, a federação não impedirá a transmissão via Youtube e Facebook. “Tem jogo (se os profissionais se credenciarem), claro que tem. Se tiver algum problema maior, vamos discutir na frente. Agora, a federação não pode deixar gente descredenciada senão vira baderna”.

A reportagem do UOL Esporte tentou novamente entrar em contato com o presidente Hélio Cury para comentar o teor do que foi dito pelo quarto árbitro. Porém, ele não atendeu as ligações.

Ainda no domingo (19), a FPF soltou um comunicado oficial falando novamente que a responsabilidade pelo cancelamento da partida foi dos clubes pela recusa de tirar pessoas não credenciadas de dentro do campo e que acompanhou a iniciativa de transmitir o jogo via internet.

Envolvida na polêmica pelos clubes e torcida das duas equipes, a Rede Globo, por sua vez, descartou qualquer responsabilidade sobre a decisão da FPF. Em nota, as Organizações Globo relembram a falta de contrato com os dois clubes – portanto, “não temos interferência na decisão dos clubes e da Federação de não realizar a partida”. “Entendemos que cabe aos clubes dispor livremente dos direitos nos jogos em que se enfrentam, e estávamos cientes inclusive da transmissão via Internet”, afirma a emissora.

Confira a nota oficial:

“A Federação Paranaense de Futebol, em vista dos fatos ocorridos na partida entre Clube Atlético Paranaense e Coritiba Football Club no dia 19/02/2017, válido pela 5ª Rodada do Campeonato Paranaense de 2017, esclarece o seguinte:

A Federação Paranaense de Futebol não possui nenhuma responsabilidade pelo cancelamento da partida.

A não realização do jogo ocorreu por culpa exclusiva dos Clubes, que desobedeceram a ordem do árbitro de retirar profissionais não-credenciados do gramado onde se realizaria a partida.

Diante disso, uma vez que em nenhuma partida é permitido o acesso e permanência de pessoas estranhas no entorno do gramado, o árbitro agindo de acordo com o Regulamento da Competição (art. 35, §2º e 3º, art. 36, e art. 64, §2º, inciso I do Regulamento Geral), não autorizou o início da partida, até que essas pessoas estranhas ao recinto se retirassem.

O Clube Atlético Paranaense e o Coritiba Football Club, em total desobediência à determinação, recusaram-se a retirar as pessoas não-credenciadas de campo dentro do prazo regulamentar, o que levou ao cancelamento da partida, prejudicando milhares de torcedores que compraram o ingresso e se deslocaram para assistir ao jogo do Campeonato Paranaense de 2017.

Esclarece ainda, diante das inúmeras inverdades veiculadas pelos dirigentes dos dois Clubes, que a Federação em momento algum questionou a transmissão via WEB, entendendo que não havia qualquer tipo de impedimento para sua realização, inclusive acompanhou atentamente a iniciativa dos Clubes nesse novo meio de transmissão.

A Federação Paranaense de Futebol lamenta profundamente o cancelamento da partida, esclarecendo que a responsabilidade pelos prejuízos causados é exclusiva dos Clubes, e que acionará os órgãos competentes para punição dos responsáveis”.

Globo nega interferência

Criticada por dirigentes, a Globo afirmou não ter tido nenhuma interferência na confusão relacionada ao cancelamento do Atletiba por conta da transmissão online. A emissora informou reconhecer o direito deles de passar o jogo. Nos bastidores, executivos da emissora ligaram para dirigentes dos times e da federação para tentar entender o problema.

A Globo fez uma oferta para o Campeonato Paranaense por meio da federação estadual. Atlético-PR e Coritiba não aceitaram pelo valor ser baixo. A emissora não negociou diretamente com esses clubes, e fechou contrato apenas com os outros e a federação.

”O Grupo Globo não tem contrato vigente com Atlético-PR e com o Coritiba nesta edição do campeonato paranaense. Portanto não temos interferência na decisão dos clubes e da Federação de não realizar a partida. Entendemos que cabe aos clubes dispor livremente dos direitos nos jogos em que se enfrentam, e estávamos cientes inclusive da transmissão via Internet”, afirmou a emissora por nota.

A Globo já tinha sido informada pelos dirigentes dos dois clubes que haveria a transmissão do jogo online bem antes do anúncio oficial. E não tentou atrapalhar, segundo a versão interna.

A emissora sempre tem dificuldades na negociação do Paranaense por conta da relação conflituosa entre Atlético-PR e federação. Os dois últimos contratos foram fechados em janeiro pouco antes do campeonato. Os dois clubes também preferiram fechar os contratos do Brasileiro com o Esporte Interativo.

À emissora, o presidente da federação, Hélio Cury, justificou o cancelamento do jogo porque os jornalistas em campo não foram credenciados dentro do prazo. Essa é a justificativa oficial.

Com informações de UOL e Blog do Rodrigo Mattos

Comentários (3) enviar comentário
  1. paulo disse:

    BG
    Essas federações de futebol são cheias mesmo é de pelegos que se perpetuam no poder e não querem passar a vez para ninguém. É uma VERGONHA essas entidades que são atreladas em sua grande maioria a políticos tipo zé maria marim que se encontra preso nos EUA por suas falcatruas..

  2. Jesualdo Filgueira disse:

    Se existe contrato vigente com alguma emissora de TV, a transmissão por outros canais só será permitida se o contrato existente permitir, caso contrário, não tem nem o que questionar.
    Então: Se o contrato existe, a federação acertou e os clubes erraram.
    Se o contrato não existe, a federação errou e os clubes estão certos.
    Não precisa de polêmica, é uma questão que passa pela vigência do contrato, ponto final!

    • Antenado disse:

      Tem que ver o contrato, ele pode tratar de sinal de TV aberta e fechada, o que não se trata do caso acima, o contrato teria que incluir plataformas digitais ou transmissão via intenet

Publicidade

Governo pagou youtubers para elogiarem as mudanças do ensino médio, segundo Folha

O Ministério da Educação (MEC) pagou youtubers para falarem bem das mudanças na grade curricular do ensino médio em um vídeo de publicidade disfarçada, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

O canal “Você Sabia” recebeu R$ 65 mil pelo vídeo “Tudo que você precisa saber sobre o novo ensino médio”, que foi ao ar em outubro do ano passado e já teve mais de 1,6 milhão de visualizações.

Os donos do canal, Lukas Marques e Daniel Molo, afirmam que costumam trabalhar com conteúdo patrocinado. “A gente já ia fazer um vídeo sobre o novo ensino médio. Como recebemos a proposta, decidimos aceitar”, diz Molo.

Outro canal no YouTube que também recebeu para fazer um vídeo elogiando a reforma foi o “Pyong Lee”, que não confirmou valores. Apesar de em nenhum momento os vídeos informarem se tratar de um conteúdo pago, na descrição há a hashtag #publi, que indica ser um publieditorial – não se sabe se no momento da divulgação a hashtag já estava na descrição.

Em defesa, o MEC afirma que o pagamento foi realizado dentro da legalidade, por meio da agência escolhida por licitação, e que canais de influenciadores digitais complementam a estratégia de comunicação institucional. Os dois canais estão associados à produtora Digital Stars, que encomendou os vídeos.

Olhar Digital, UOL

Comentários (2) enviar comentário
  1. Paulo Cardoso disse:

    Há muitos joaquins Silvério dos reis

Publicidade

WhatsApp deve ganhar recursos do Snapchat e Instagram Stories

Em suas futuras atualizações, o WhatsApp deve ganhar novidades que ampliam o uso do aplicativo de mensagens. De acordo com o @WABetainfo, que analisa versões de testes do WhatsApp, os usuários poderão publicar vídeos, textos e fotos que ficam no ar por 24 horas.

Esses recursos são parecidos com os disponíveis no Snapchat e no Instagram Stories.

Os vídeos, com duração de até 45 segundos, e demais conteúdos poderão ser acessados quando clicamos no status de um contato. Será possível selecionar quem poderá ver as suas atualizações e também receber comentários sobre elas.

No passado, as atualizações de status já foram algo importante para o WhatsApp. Como conta Randall Lane no livro “Pense como os novos bilionários” (HSM), Jan Koum, cofundador da empresa, considerou que seria uma boa ideia enviar alertas sobre os status dos usuários, uma vez que as notificações tinham acabado de chegar aos iPhones, em 2009.

A partir dessa iniciativa, o app evoluiu gradualmente para o mensageiros que usamos hoje e o status ficou em segundo plano – ao menos, até que essa nova atualização chegue a todos.

Exame

enviar comentário
Publicidade

Ligações de telefone fixo para celular vão ficar mais baratas no Brasil; de 16,49% a 19,25%

Acatando uma sugestão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o governo federal anunciou nesta quarta-feira, 15, mudanças nas contas de telefone dos brasileiros. A partir do dia 25 de fevereiro, as ligações de telefone fixo para celular vão ficar mais baratas.

As tarifas de interconexão – impostos que as operadoras devem pagar ao governo – vão ficar menores. Por causa disso, a redução será também repassada aos consumidores. Segundo a Anatel, as ligações locais entre fixo e móvel ficarão de 16,49% a 19,25% mais baratas.

Já as ligações interurbanas de fixo para celular ficarão de 7,05% a 12,01% mais baratas. A variação depende da operadora e do plano contratado pelo usuário. Ainda de acordo com a Anatel, essas tarifas vão continuar caindo pelo menos até 2019, seguindo a nova regulamentação.

“Ao mesmo tempo em que a tarifa é reduzida, as empresas de telecomunicações do país devem aumentar os investimentos na ampliação das redes de dados, na qualidade de serviços e de atendimento aos consumidores”, disse a Anatel.

Olhar Digital, UOL

Comentário (1) enviar comentário
  1. Curioso disse:

    Vão mesmo…

Publicidade

MUITO CUIDADO: Traficantes usam aplicativos de paquera para vender drogas; até serviço delivery

Aplicativos de paquera, populares entre pessoas que buscam companhia, estão sendo usados para a venda de drogas em áreas de São Paulo cercadas por bares e boates. Por meio de perfis facilmente identificáveis nos apps, os traficantes oferecem drogas como cocaína, GHB (espécie de ecstasy líquido), metanfetamina e ecstasy. A negociação acontece de forma virtual, e a droga é entregue no local em que o cliente está ou até na residência do traficante.

Os aplicativos mais usados para a negociação das substâncias são o Grindr e o Hornet, ambos voltados para o público masculino homossexual. As vantagens destes aplicativos são a geolocalização e a ausência do uso de qualquer filtro de pesquisa –eles mostram qualquer pessoa que esteja perto, sem delimitar idade ou preferências, diferentemente de apps como o Tinder, em que você seleciona que tipo de pessoa deseja ver. O Grindr ainda faz a seleção de acordo com a distância menor, o que facilita a negociação da droga –quanto mais perto está o cliente, mais fácil é a entrega.

Para fazer o registro nestes apps, não são usadas formas de identificar a veracidade do usuário –como o login com o Facebook, usado por apps como o Happn, o OkCupid e o Tinder. Por isso qualquer pessoa –homossexual ou heterossexual– pode se registrar. Há relatos de que há traficantes heterossexuais usando a plataforma apenas para a venda de substâncias ilícitas.

Os perfis costumam ser identificados pelas siglas das drogas oferecidas: TK para cocaína; GHB para o ácido gama-hidroxibutirato, uma espécie de ecstasy líquido também conhecido como “boa noite, Cinderela”; key para quetamina, sintético de fabricação caseira a partir de anestésico usado em cavalos; MD para a metanfetamina. As fotos não costumam mostrar os rostos –ainda que alguns se arrisquem.

“Você pergunta ‘quanto?’, combina de se encontrar e pronto”

O primeiro contato ocorre dentro do aplicativo, e muitos levam a conversa para o WhatsApp, onde há criptografia para a proteção de dados.

“É tudo direto e muito rápido, sem papo. Você pergunta ‘quanto?’, combina de se encontrar e pronto”, explicou ao UOL L., que compra drogas por meio do Grindr. “Recebi até foto da droga pelo app mesmo, para ver se era o que eu queria”, relata. “Fui até o prédio, chamei na portaria. Dei o nome dele e fui liberado para subir. Ele abriu a porta e me convidou para entrar. Foi um negócio. Ele não tentou nada, não deu em cima de mim em momento nenhum”, diz.

L. conta ainda que alguns garotos de programa costumam oferecer a droga nos aplicativos e que muitas vezes o traficante opta por não negociar se o cliente não usar o rosto em seu perfil. Segundo L., dependendo da região de São Paulo, a maior parte dos usuários que aparecem no app são vendedores de droga e garotos de programa. “Os apps são feitos para paquera, mas a ideia central acaba sendo desapropriada cada vez mais.”

G., outro usuário de apps que já negociou cocaína, conta que, no seu caso, a droga foi entregue no esquema de “delivery”. Ele efetuou o pagamento por meio de transferência bancária e pagou o táxi do traficante até sua casa.

“Ele combinou que eu deveria depositar o valor em uma conta de banco e, como era o mesmo banco que o meu, o valor caiu na hora. Combinamos que eu pagaria o táxi dele até a minha casa. Quando chegou, desci para buscar e ele quis subir para não entregar na rua. Fiquei um pouco resistente, mas acabei deixando”, relata G.

“Ele subiu, me deu um pouco para experimentar antes e depois me entregou o pedido. Ele acabou ficando em casa, e passamos umas três horas conversando e cheirando. Depois de um tempo, achei que aquela situação estava estranha e pedi que ele fosse embora”, diz G. Segundo ele, o traficante ainda manteve contato por um tempo via WhatsApp –o aplicativo foi usado apenas para combinar a entrega, e a negociação toda de preços foi dentro do app de paquera.

A reportagem do UOL acompanhou uma negociação nos arredores da rua Augusta, na região central da capital paulista. A negociação foi semelhante ao que foi relatado por L.: o vendedor passou o preço e pediu para que a droga fosse retirada, passando o endereço sem que a compra se concretizasse.

Mensurar o número de traficantes que atuam no aplicativo é uma ação difícil, e seria possível somente identificando os usuários pelo registro nos apps, já que os traficantes podem modificar seus “apelidos” de acordo com as drogas que oferecem em determinado momento e trocar as fotos sempre que quiserem. Além disso, como os perfis aparecem de acordo com a localização mais próxima, a mesma pessoa pode atuar em diferentes pontos da cidade, em diferentes horários do dia.

Em nota, Sean Howell, presidente da empresa que administra o Hornet –que é registrado em Hong Kong– disse não acreditar que o aplicativo seja usado por pessoas que tenham o interesse único de vender drogas. “Todas as fotos públicas de um perfil passam por moderação. Pessoas vendendo drogas (ou qualquer item) costumam fazer o upload das imagens do que vendem. Quando o moderador vê uma imagem de droga (ou de objetos usados para produção e consumo), o perfil é imediatamente suspenso.”

O Hornet explica ainda que os chats não podem ser checados devido a políticas de privacidade, mas que a empresa pode ver se algum perfil está mandando inúmeras mensagens numa mesma área, o que supostamente seria um indicativo de que alguém esteja oferecendo drogas. A nota da empresa não menciona os casos em que o cliente entra em contato com o perfil que anuncia substâncias ilícitas do modo como vem sendo realizado em São Paulo.

Procurada pelo UOL por e-mail nos dias 8, 9 e 10, a empresa responsável pelo Grindr não se pronunciou.

Pena prevista é de cinco a 15 anos de prisão

De acordo com o Marco Civil da Internet, as empresas proprietárias dos aplicativos não podem ser responsabilizadas pelas irregularidades promovidas por terceiros. E ainda que o crime seja executado em parte no meio virtual, o tratamento é o mesmo do mundo “offline”, ou seja, quem vende a droga por um app será enquadrado na lei de tráfico de drogas.

A lei 11.343, de 2006, que é conhecida como Lei Antidrogas, define o crime de tráfico de drogas para toda pessoa que “importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente”. A pena prevista é de cinco a 15 anos de prisão. Segundo dados da SSP, na cidade de São Paulo em 2016 foram presas 8.827 pessoas pela acusação de tráfico de entorpecentes.

O promotor de Justiça Frederico Meinberg Ceroy, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital, explica que a única diferença neste caso é a forma como o crime é investigado, já que inclui a atividade virtual. “Existe uma dificuldade muito grande quando se fala de investigação em determinados aplicativos. A grande maioria deles está hospedada no exterior e pode levar anos para conseguir a liberação, por meio de autorização judicial, das conversas trocadas em aplicativos”, afirma.

Ceroy afirma ainda que o usuário de drogas também está cometendo um crime, mas que não é punido com a prisão. A pena prevista é a advertência sobre os efeitos das drogas, a prestação de serviços à comunidade e o comparecimento a programas ou cursos educativos.

Em nota, a Polícia Civil informou que monitora sites e aplicativos em investigações contra crimes como o tráfico de drogas e, nos casos em que as bases de dados das empresas ficam em outros países, a Interpol é envolvida. Consultada pela reportagem, a SSP (Secretária de Segurança Pública) informou que não tem informações sobre a abertura de investigações envolvendo o uso de apps para venda de drogas.

UOL

enviar comentário
Publicidade

Cerco a hacker que ameaçou Marcela Temer envolveu 33 policiais, fuga e grampos

O hacker Silvonei José de Jesus, preso por tentar extorquir a primeira-dama Marcela Temer

Por FOLHA

A operação para prender o hacker Silvonei José de Jesus Souza, que furtou arquivos de um celular da primeira-dama, Marcela Temer, em abril do ano passado, teve aspectos cinematográficos, com 33 policiais civis envolvidos, entre delegados, investigadores e peritos, e escutas telefônicas em tempo real.

Em meados de abril, Souza ameaçou divulgar um áudio de WhatsApp furtado do celular de Marcela caso não recebesse R$ 300 mil. À época, Michel Temer era vice de Dilma Rousseff e o impeachment ainda seria votado na Câmara dos Deputados.

A Folha publicou reportagem com detalhes da tentativa de extorsão contra Marcela na sexta-feira (10), mas foi censurada por ordem judicial, a pedido do Planalto, e suprimiu o texto de seu site na manhã de segunda-feira (13). O jornal recorreu.

Após a invasão do hacker, o irmão de Marcela, Karlo Augusto, que também havia sido contatado pelo criminoso, registrou queixa na polícia de Paulínia (SP), onde mora.

À época, especialistas em segurança apontaram, com a condição de anonimato, que seria atribuição da Polícia Federal investigar crime contra familiares do vice-presidente. Naquele momento, a PF estava subordinada ao ministro José Eduardo Cardozo, do PT.

Temer levou o caso ao então secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, já que a polícia paulista também teria competência de apurá-lo, com base no local da ocorrência.

Sob comando de Moraes, a investigação ficou a cargo da Delegacia Antissequestro do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), unidade especializada que cuida de crimes que envolvem ricos e famosos –como os sequestros de Silvio Santos e do empresário Abilio Diniz.

AÇÃO

O número de homens mobilizados pela polícia foi semelhante ao que atuou na investigação da maior chacina já registrada no Estado, que deixou 17 mortos em Osasco e Barueri, em agosto de 2015.

Em 11 de maio, após cerca de 20 dias de investigação, policiais civis à paisana foram ao prédio de Souza, na zona sul de São Paulo. Viram a caminhonete da família do hacker, uma Santa Fe, sair da garagem. Seguiram-na até uma escola, onde a mulher do suspeito foi buscar os filhos. Souza não estava junto.

Uma equipe de PMs que fazia ronda desconfiou dos policiais civis descaracterizados e os abordou na porta da escola. Enquanto os policiais se apresentavam aos PMs, a mulher do hacker telefonou para ele, avisando sobre o cerco.

Souza fugiu do apartamento sem ser visto. Na fuga, telefonou para uma série de pessoas, mas seu celular estava sendo rastreado e grampeado. Foi preso ao pedir para um amigo ir buscá-lo.

Também ligou para seu advogado, revelando que os HDs que continham os arquivos estavam em cima de seu guarda-roupa. A polícia ouviu a ligação e, com mandado de busca e apreensão, levou todos os equipamentos encontrados na casa.

Além de Souza, sua mulher e outras duas pessoas foram detidas e liberadas após a investigação descartar o envolvimento delas no crime.

Antes, porém, elas também tiveram todos os seus celulares e computadores apreendidos, para que não restassem eventuais cópias de arquivos furtados do celular clonado. Ao todo, foram apreendidos mais de 20 aparelhos.

O paradeiro do áudio é incerto. A Folha perguntou à Secretaria de Segurança Pública e ao Tribunal de Justiça onde está. A secretaria diz que tudo o que era importante para comprovar os crimes foi entregue à Justiça. A Justiça disse que julgou com base nas provas que recebeu. Silvonei foi condenado em outubro a 5 anos e 10 meses de prisão por extorsão e estelionato.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Onde está o áudio usado na chantagem?
Ele não está entre as 1.109 páginas do processo que condenou Silvonei Souza. Foi ouvido por poucas pessoas ligadas à investigação e não deu entrada no Instituto de Criminalística. Polícia e Justiça não informaram seu paradeiro

O processo contra o hacker foi rápido?
Entre o início da investigação (abril) e a sentença (outubro) passaram-se seis meses. Estudo recente do Conselho Nacional de Justiça mostra que o tempo médio para que haja sentença de primeira instância na Justiça paulista, a partir do recebimento da denúncia, é de 4 anos e 6 meses. O tribunal informa, porém, que cada caso é um caso

A pena foi muito dura?
Souza pegou 5 anos e 10 meses de prisão. Dois criminalistas consultados disseram que o tempo está na média, considerando que ele era réu primário

Que arquivos o hacker furtou?
Todos os arquivos de contas de e-mail e aplicativos (como WhatsApp) que estavam armazenados em nuvem

O que o Planalto alegou para censurar a Folha?
Que divulgar dados do celular da primeira-dama viola a intimidade dela, que já foi vítima de um crime

Comentários (2) enviar comentário
  1. greg disse:

    Se não matarem este coitado na cadeia (envenenar, etc), tenha certeza que como programador ele trabalha com arquivo nas nuvens…ele pode forjar que estar em HD e entregar numa boa. Existem softwares que com o email já sabemos a metade da vida virtual da pessoal, se ele foi esperto, fez hospedagem em uma conta de email russo…certeza de uma coisa, um dia este áudio cai, mesmo que não tenha importância…mas que de fato, iria servir pra estancar o golpe.

  2. Manoel Lucas disse:

    Típica reportagem da Folha . Tendenciosa, maldosa, e sem escrúpulos.

Publicidade

Brasileiros criam ‘robô’ para atacar corrupção

Irio Musskopf, de 23 anos, criou o algoritmo que analisa notas fiscais de deputados, indicando possíveis fraudes

No desenho animado ‘Os Jetsons’, sucesso na década de 1960, a robô Rosie ajudava a família futurista a administrar a casa. Agora, um algoritmo criado no Brasil – que ganhou o mesmo nome em homenagem ao desenho animado – enfrenta um desafio ainda maior: manter o País em ordem. Criado pelo programador gaúcho Irio Musskopf, de 23 anos, a Rosie analisa os gastos de políticos durante seus mandatos. Ela já identificou quase R$ 380 mil em notas fiscais irregulares, que levaram a denúncias contra mais de 200 deputados federais.

“Durante as eleições municipais do ano passado, comecei a pesquisar e a analisar informações dos candidatos à prefeitura para escolher em quem votar”, conta Musskopf, em entrevista ao Estado. “Logo percebi que esse tipo de análise poderia ser feita em larga escala, por uma inteligência artificial.”

A ideia levou o programador a se juntar a outros sete profissionais para desenvolver um algoritmo que analisasse notas fiscais entregues por políticos durante seus mandatos. O robô virtual lê o histórico de gastos e alerta quando há duplicidade ou situações fora do normal. “Ela entende os padrões e nos alerta”, explica Musskopf. “Com isso, conseguimos descobrir casos de corrupção e de desvio de verba.”

Primeiro alvo. Num primeiro momento, a equipe decidiu usar a Rosie para analisar apenas notas fiscais relativas a gastos com alimentação entregues por deputados federais. Em apenas dois dias, o programa conseguiu identificar 849 casos suspeitos. Desses, 629 incluíam informações sem sentido, como almoços em cidades diferentes de onde o deputado estava ou notas fiscais em duplicidade. Todos os casos foram denunciados para a Coordenação de Gestão de Cota Parlamentar. Ela é responsável por controlar – por meio do Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade da Câmara dos Deputados – os gastos de parlamentares com gasolina, envios postais e alimentação.

O deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), por exemplo, foi denunciado por ter registrado doze almoços em um mesmo local, no mesmo horário e no mesmo dia, totalizando um gasto total de R$ 727,78. Em documentos entregues à equipe da Rosie e obtidos pelo Estado, o deputado justifica que foi um “equívoco de sua assessoria” e afirmou que fez a restituição do valor para a Coordenação de Gestão de Cota Parlamentar.

“É um órgão que não funciona”, afirma o jornalista e integrante da equipe de desenvolvimento da Rosie, Pedro Villanova, de 23 anos. Até agora, apenas 30 denúncias receberam resposta. Alguns deputados dizem que as notas fiscais estão erradas.

Construção. O desenvolvimento da Rosie, apesar de rápido, não foi fácil. Após ter a ideia, Musskopf buscou meios de financiar o sistema e apostou no financiamento coletivo. “Em dois meses, arrecadamos R$ 80 mil”, conta o criador do sistema. “Foi o suficiente para desenvolver a Rosie e bancar três meses de trabalho.”

Trabalho, aliás, não faltou: a equipe teve de baixar arquivos das notas fiscais, que ficam disponíveis na internet. Eles foram organizados por data, tipo de gasto e parlamentar. “Eram mais de 2 milhões de documentos, que organizamos manualmente”, conta Villanova. A rotina foi exaustiva, mas Rosie logo trouxe resultados animadores. “A gente não dormia”, diz Musskopf. “Mas foi um trabalho que nos deu orgulho.”

Futuro. O próximo passo de Rosie será analisar gastos dos senadores. Ainda não há previsão, porém, para o início da nova fase. “O financiamento coletivo cobriu três meses de trabalho. Não temos como nos manter agora”, explica o programador.

O grupo iniciou uma nova campanha em 1.º de fevereiro para levantar dinheiro. Até a última sexta-feira, o saldo era de R$ 15 mil. “Sabemos que não dá para fazer isso a cada dois meses.”

PARA ENTENDER

1. A Rosie é um robô?

Não é um robô físico, mas virtual. Trata-se de um sistema de inteligência artificial. Ela é um programa de computador. Os desenvolvedores a chamam simplesmente de robô para facilitar o entendimento das pessoas.

2. Como ela funciona?

Assim como qualquer outro sistema inteligente, a Rosie aprende a identificar padrões. Quando um dado aparenta ser diferente, ela o sinaliza para seus criadores. No caso específico da Rosie, os programadores alimentaram o sistema com notas fiscais de gastos de deputados, pagas com cota parlamentar. Se alguma das notas está fora do padrão estabelecido pela Rosie, um alerta é emitido e os desenvolvedores analisam o gasto.

3. Como eles conseguiram os documentos?

Todas as notas fiscais entregues por deputados federais para justificar o uso da cota parlamentar estão disponíveis para acesso de qualquer cidadão. Basta solicitar acesso ou entrar no site do órgão público responsável pela fiscalização.

4. Como foi o processo de comunicação com os deputados?

Caso o gasto sinalizado pela Rosie seja, de fato, não permitido pela lei, os desenvolvedores denunciam o deputado na Coordenação de Gestão de Cota Parlamentar. Esse órgão público analisa a denúncia. Se comprovada a fraude, o parlamentar precisa fazer o reembolso dos cofres públicos.

5. A Rosie está disponível para uso de qualquer cidadão brasileiro?

Não. Por enquanto, ela é de uso exclusivo de seus desenvolvedores.

Link, Estadão

 

Comentário (1) enviar comentário
  1. Paulo Cardoso disse:

    Parabéns pelo projeto com certeza será util, mais a corrupção já está exposta, precisamos muito mais é criar uma justiça capaz de punir os corruptos

Publicidade

Anonymous publica mensagens entre hacker e Marcela Temer

(Foto: Lula Marques/Agência PT)

O grupo Anonymous publicou nesta terça-feira, 14, informações sobre o caso que envolveu o roubo de informações pessoais da primeira-dama, Marcela Temer. No último fim de semana, diversas publicações revelaram que o homem que teve acesso aos dados ameaçou jogar o nome do presidente Michel Temer “na lama” com o objetivo de prejudicar sua reputação.

Pouco depois de publicadas, as matérias foram retiradas do ar a pedido da Justiça, já que o processo que condenou o hacker corre sob sigilo. “Folha de S. Paulo e Globo foram censurados pelo Estado ao divulgarem troca de mensagens da primeira dama, Marcela Temer, com o suposto ‘hacker’ pelo WhatsApp. Não tem problema, nós divulgamos. A informação é pública”, diz o Anonymous, que publicou hoje imagens e a transcrição das conversas na web.

Veja texto na íntegra aqui

A troca de mensagens se dá entre a primeira-dama e Silvonei José de Jesus Souza, homem que exigiu R$ 300 mil para não vazar fotos íntimas e mensagens pessoais.

Vale notar que as informações publicadas pelo Anonymous não são fruto de nenhum ataque virtual. As imagens que o grupo hacker publicou são as mesmas divulgadas pelos jornais antes de serem censurados. O site The Intercept Brasil, que tem participação do jornalista Glenn Greenwald, responsável por explicitar o caso Snowden, também revelou as imagens, mesmo com risco de sofrer censura.

Entenda o caso

De acordo com a Justiça, Souza teria descoberto o número pessoal de Marcela ao comprar um CD pirata que armazenava dados de diversas pessoas públicas e anônimas. O hacker, então, clonou o WhatsApp da primeira-dama e, passando-se por ela, pediu R$ 150 mil ao irmão de Marcela para uma suposta pintura. Depois disso, o hacker iniciou a chantagem contra Marcela. Ele foi preso e condenado a cinco anos de reclusão.

Olhar Digital, UOL

Comentários (4) enviar comentário
  1. Alexandre Magno disse:

    E muito de não ter o que fazer vagabundos deixem a vida privada dos outros e vai cuidar da sua IMBECIS . E mais imprensa que da crédito a isso é porque não tem assunto .

  2. Steve Junior disse:

    Não consigo ler direito pois lá pelo meio do texto tá ficando cor sim, cor não, e daí resolvi parar.

Publicidade

Potiguar participa de mesa de debates em um dos mais importantes eventos de telecomunicações do país

Foto: Nilson Bastian

O potiguar Erich Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), participa nesta terça-feira (14), da edição 2017 do Seminário Políticas de (Tele)Comunicações em Brasília. Ele será um dos participantes nas mesas de debate.

De acordo com Erich, esse é o principal encontro político-regulatório independente do setor. “Esse é um dos momentos importantes para o setor poder discutir a pauta política sob a perspectiva do governo, empresas, sociedade civil não-empresarial e academia, com uma abordagem ampla. E, como potiguar e presidente da Abrint, é uma honra poder ajudar nesses debates”, externou.

Erich é um dos participantes da mesa de debates a cerca do setor de telecomunicações e conectividade com o tema “As políticas para a conectividade plena na era digital”. Para a edição 2017 do evento, estão confirmadas as presenças do ministro Gilberto Kassab, da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Juarez Quadros, além de secretários do ministério, empresários, grandes empresas, acadêmicos e associações do setor.

Comentário (1) enviar comentário
  1. paulo martins disse:

    Não fossem os potiguares… esse mundo seria muito pior.

Publicidade

Uber passa a pedir CPF de quem paga corrida em dinheiro

A Uber vai começar a pedir o número do CPF de passageiros que pagam suas viagens com dinheiro, forma de pagamento bastante criticada por motoristas pelo risco de assalto.

A mudança deve valer a partir já desta segunda-feira, 13, segundo comunicado que a empresa enviou a seus motoristas.

“Ao longo dos últimos meses, temos ouvido as preocupações de motoristas parceiros a respeito da violência urbana, que impacta toda a comunidade e continua sendo um dos maiores desafios no Brasil. É por isso que trabalhamos em diversas adaptações de produtos pensando especialmente no Brasil”, diz o texto da mensagem.

“Lançamos hoje uma ferramenta de verificação de identidade que pede para que novos usuários insiram o seu CPF antes de fazerem viagens pagas em dinheiro.”

O texto diz ainda que a empresa vai “seguir com os testes em caráter experimental de uma ferramenta que permitiria aos motoristas parceiros ampliarem sua escolha sobre meios de pagamento”

A mudança está sendo implementada e ainda não está disponível em todos os aplicativos. Por ora, a exigência do documento é apenas na cidade de São Paulo, mas deverá ser expandida para o restante do País.

Os passageiros que já tem cadastro não terão de preencher uma nova ficha. Mas, ao solicitarem uma viagem em dinheiro, uma caixa de mensagens deverá surgir na tela do App e pedir o dado.

A empresa vem argumentando que, depois de passar a receber pagamentos em dinheiro, se expandiu para regiões da cidade em que ela tinha uma entrada menor, como partes das zonas norte, sul e leste – que são também as regiões mais violentas da cidade. Isso fez surgir entre motoristas reclamações soube roubo.

Em novembro, o Estado publicou matéria informando aumento do número de roubos envolvendo carros que usam o App depois que o dinheiro passou a ser aceito.

Fonte: Estadão Conteúdo

enviar comentário
Publicidade