Globo mentiu e censurou o ex-presidente, afirma o Instituto Lula

A nota do Instituto Lula, intitulada “Rede Globo mente e censura Lula” afirma que “o jornalismo arrogante, de um lado só, voltou às telas do Jornal Nacional neste sábado por meio de um dos porta-vozes daqueles tempos sombrios”, refererindo a Alexandre Garcia, ex-porta do ditador João Figueiredo e hoje apresentador de telejornais globais. “Esta é uma noite para lembrar que as ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim”, conclui a nota.

Segundo o Institututo Lula “o Jornal Nacional da Rede Globo mentiu na edição deste sábado, e isto não surpreende”. Segundo a nota a Globo afirmou que a emissora afimou que teria solicitado informações sobre o pedido dos promotores quando na verdade outra emissora, a Globo News, do mesmo conglomerado de comunicação, fez a solicitação. Ocorre que até então os contatos eram com a própria Globo. “É degradante que a Rede Globo utilize o nome de um profissional da Globo News para montar a farsa que foi ao ar no JN deste sábado”, diz a nota.

O Instituto Lula afirma que o mesmo procedimento foi feito com os advogados do ex-presidente e diz ainda: “o que o Jornal Nacional tentou fazer na edição deste sábado foi lançar uma cortina de fumaça sobre as mentiras e gravíssimos erros cometidos na edição de quinta-feira”. A nota informa que os advogados preparam medidas judiciais para garantir o direito de resposta de Lula, solicitado na forma da lei e negado pela Globo.

Leia abaixo a íntegra da nota:
Rede Globo mente e censura defesa de Lula

O Jornal Nacional da Rede Globo mentiu na edição deste sábado, e isto não surpreende.

A VERDADE: A reportagem do Jornal Nacional NÃO PROCUROU a assessoria do Instituto Lula, na quinta-feira (10 de março) para comentar a denúncia dos procuradores do MP de São Paulo contra o ex-presidente LULA.

A MENTIRA: A mensagem de e-mail exibida no Jornal Nacional deste sábado é de um repórter da GloboNews, e não do JN ou de qualquer outra redação da REDE GLOBO.

A PROVA DA MENTIRA:

Os contatos entre a assessoria de Imprensa do Instituto Lula e a redação do Jornal Nacional sempre foram feitos diretamente.

É degradante que a REDE GLOBO utilize o nome de um profissional da Globo News para montar a farsa que foi ao ar no JN deste sábado.

O mesmo vale para as mensagens enviadas à assessoria de imprensa dos advogados de Lula, e que não mencionavam reportagem no Jornal Nacional sobre a denúncia do MP.

O que o Jornal Nacional tentou fazer na edição deste sábado foi lançar uma cortina de fumaça sobre as mentiras e gravíssimos erros cometidos na edição de quinta-feira.

2) Os advogados do ex-presidente Lula preparam as medidas judiciais cabíveis diante da recusa da REDE GLOBO em atender ao Direito de Resposta e para reparar as novas ofensas dirigidas neste sábado ao ex-presidente Lula.

3) A solicitação de Direito de Resposta do ex-presidente Lula foi feita nos termos da lei, tempestivamente, como se pode confirmar na carta dos advogados, que está anexada a esta nota.

A reportagem de quinta-feira é parcial e caluniosa porque, ao longo de 9 minutos de reportagem, o ex-presidente Lula foi acusado 18 vezes (sem fundamento e sem resposta) pela prática de 10 diferentes crimes, foi alvo de 9 ofensas e 2 calúnias, a mais grave e desrespeitosa, quando o repórter comparou Lula a um traficante de drogas, calúnia que extrapola até mesmo as leviandades contidas nos autos da denúncia.

4) O texto de resposta do ex-presidente Lula à Rede Globo não tem ironias nem se alonga em comentários críticos ao jornalismo da Rede Globo, como alegou a emissora para censurá-lo.

O texto tem 950 palavras. Na reportagem de 10 de março, o apresentador Willian Bonner, o repórter José Roberto Burnier e os promotores José Carlos Blat e Cássio Conserino utilizaram 1.085 palavras para — sem provas e sem defesa – ofender, difamar e caluniar o ex-presidente, sem qualquer respeito ao equilíbrio jornalístico.

O que Lula aponta na resposta censurada é a parcialidade do Jornal Nacional – veiculado por uma concessionária de serviço público – que não respeitou nem seus direitos nem o direito do público à informação correta.

O que a Rede Globo chamou neste sábado de “ironias” são as duras verdades que a emissora se recusa a ouvir.

5) A truculenta reação da REDE GLOBO a uma solicitação de Direito de Resposta, apresentada nos termos da Lei, expõe mais uma vez a extrema dificuldade desta emissora em lidar com os princípios democráticos que norteiam a liberdade de imprensa, e que deveriam ser observados com rigor numa CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO.

Entre estes princípios estão o equilíbrio editorial, o respeito ao contraditório, o rigor na apuração, o juízo imparcial da notícia e a serena humildade diante dos fatos.

Na parte de sua resposta que foi censurada, Lula recorda que a REDE GLOBO levou 30 anos para pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado o golpe 64, praticando um jornalismo de um lado só ao longo de duas décadas.

O jornalismo arrogante, de um lado só, voltou às telas do Jornal Nacional neste sábado, por meio de um dos porta-vozes daqueles tempos sombrios. Esta é uma noite para lembrar que as ditaduras, sejam as políticas, sejam as midiáticas, cedo ou tarde chegam ao fim.

Leia aqui a resposta do ex-presidente Lula ao Jornal Nacional:

“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, e minha mulher, Marisa Letícia, não somos e nunca fomos donos de nenhum apartamento tríplex no Guarujá nem em qualquer outro lugar do litoral brasileiro.

Meu patrimônio imobiliário hoje é exatamente o mesmo que eu tinha ao assumir a presidência da República, em janeiro de 2003:

O apartamento onde moro com Marisa, e onde já morávamos antes do governo, e o rancho “Los Fubangos”, um pesqueiro na represa Billings.

Ambos adquiridos a prestações. Também temos dois apartamentos de 70 metros quadrados que Marisa recebeu em permuta por um lote que ela herdou da mãe.

Tudo em São Bernardo do Campo. Tudo registrado em nosso nome no cartório e na declaração anual de bens.

Esta é a verdade dos fatos, em sua simplicidade: entrei e saí da Presidência da República com os mesmos imóveis que adquiri ao longo da vida, trabalhando desde criança, como sabem os brasileiros.

Não comprei nem ganhei apartamento, mansão, sítio, fazenda, casa de praia, no Brasil ou no exterior.

Jamais ocultei patrimônio nem registrei propriedade particular em nome de outras pessoas.

Nunca registrei nada em nome de empresas fictícias com sede em paraísos fiscais, artifício utilizado por algumas das mais ricas famílias deste País para fugir ao pagamento de impostos.

As informações sobre o patrimônio do Lula – verdadeiras, fidedignas, documentadas – sempre estiveram à disposição do Ministério Público e da imprensa, inclusive da Rede Globo.

Estas informações foram deliberadamente ocultadas do público na reportagem do Jornal Nacional que apresentou as acusações do Ministério Público de São Paulo.

Eu não fui procurado pela Globo para apresentar meu ponto de vista. Ninguém da minha assessoria foi procurado. O direito ao contraditório foi sonegado.

Alguém se apropriou indevidamente do meu direito de defesa.

Não é a primeira vez que isso acontece e certamente não será a última.

Mas eu fiquei indignado ao ver minha mulher e meu filho sendo retratados na televisão como se fossem criminosos.

Mesmo na mais acirrada disputa política – e o jornalismo não está acima dessas disputas – nada justifica envolver a família, a mulher, os filhos, como ocorreu nesse caso.

Fiquei indignado porque, ao longo de 9 minutos, o apresentador William Bonner e o repórter José Roberto Burnier me acusaram 18 vezes de ter cometido 10 crimes diferentes; sem nenhuma prova, endossando as leviandades de três membros do Ministério Púbico de São Paulo.

Reproduziram ofensas, muitas ofensas, a partir de uma denúncia que sequer foi aceita pela juíza. E ainda por cima, denúncia de um promotor que já foi advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, porque atuou fora da lei neste caso.

A Rede Globo me conhece o suficiente para fazer uma avaliação equilibrada das acusações lançadas por aquele promotor, antes de reproduzi-las integralmente pelas vozes de William Bonner e Roberto Burnier.

A Rede Globo recebeu, desde 31 de janeiro, todas as informações referentes ao tríplex, com documentos que comprovam que nem eu nem Marisa nem nosso filho Fabio somos donos daquilo. É uma longa e detalhada nota, chamada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”.

Cheguei a abrir mão do meu sigilo fiscal e anexei a esta nota parte de minha declaração de bens.

Quando divulgamos este documento esclarecedor, o Jornal Nacional fez uma série de matérias tentando desqualificar o que estava dito lá. Duvidaram de cada detalhe, procuraram contradições, chegaram a distorcer uma entrevista do meu advogado.

Quanta diferença…

Na reportagem sobre a denúncia do procurador, nada foi questionado. Tudo foi endossado e ratificado como se fosse absoluta verdade.

A Rede Globo sempre poderá dizer que estava apenas “retratando os fatos”, “prestando informações à sociedade”, “cumprindo seu dever jornalístico”.

Só não vai conseguir explicar ao povo brasileiro a diferença gritante de tratamento: quando acusam o Lula, é tudo verdade; quando o Lula se defende, é tudo suspeito.

Em 40 anos de vida política, aprendi a lidar com o preconceito, com a inveja e até com o ódio político.

Mas não me conformo, como ex-presidente desse imenso país chamado Brasil, não posso me conformar de ser comparado a um traficante de drogas, como aconteceu no final da reportagem.

Essa comparação ofensiva, injuriosa, caluniosa, não está nos autos da denúncia do Ministério Público.

Não sei quem decidiu incluir isso na reportagem, mas posso avaliar seu caráter.

Se esta mensagem está sendo lida hoje na Rede Globo é por uma decisão da Justiça, com base na Lei do Direito de Resposta, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no final do ano passado.

Esta lei garante que a Liberdade de Imprensa seja realmente um direito de todos e não um privilégio daqueles que detém os meios de comunicação.

É ela que nos permite enfrentar a ocultação de informações, a sonegação do contraditório, a falsidade informativa, a lavagem da notícia.

Estes vícios foram sistematicamente praticados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil durante a ditadura e fizeram tão mal ao País quanto a censura, que abolimos na Constituição de 1988.

A Rede Globo levou mais de 30 anos para pedir desculpas ao País por ter apoiado a ditadura, praticando um jornalismo de um lado só. Graças à lei do Direito de Resposta, não tenho de esperar tanto tempo para responder às ofensas dirigidas a mim e a minha família no Jornal Nacional.

Eu não estou usando este direito de resposta para me defender apenas, e a minha família. É para defender a democracia, o estado de direito e a própria liberdade de imprensa, que só é verdadeira quando admite o contraditório e respeita a verdade dos fatos.

Quando estes princípios são ignorados, em reportagens como aquela do Jornal Nacional, o maior prejudicado não é o Lula, é cada cidadão e a sociedade, é a democracia”.

Luiz Inácio Lula da Silva

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Comentários:

  1. Verdade seja dita disse:

    Quem mentiu? Se a mentira pertence ao Governo e ao PT e ao diabo,

  2. Vitor disse:

    A Globo mentiu? Grande novidade…

  3. Sérgio Nogueira disse:

    Sério que o fato do pedido de explicação ter partido de um dos braços jornalísticos e televisivos da Rede Globo muda alguma coisa?
    Então, na cabeça dos cérebros de acarajé, cada telejornal tem que mandar um email com esse teor?
    O PT está perdido. Está nu. Cada vez mais encalacrado, cada vez mais sem resposta a tanto roubo fica agora mirando na mídia que não usa as verbas da SECOM para defender o indefensável.
    Seu fim chegou PT, aceite que dói menos.

  4. Prisão ou Pena de Morte disse:

    Foi os brasileiros que roubaram a Petrobrás e destruiram o Brasil e Lula e sua quadrilha são todos inocentes. Conta outra LuLadrão que essa não existe não

  5. Isabel disse:

    Em tempo…sobre o comentário de ÔLouco…não defendo Alexandre Garcia nem Globo…mas Paulo Henrique Amorim não é fonte bibliográfica confiável. ..ao contrário. …está bem vinculado ao PT. Além de um tom de voz muito desagradável. …demagógico e populesco…como quem lhe financia.

  6. Beto Costa disse:

    Oh, peninha do pt e do capo mor.. Ah, va catar jararacas seus inuteis.. Querem enganar quem?

  7. Isabel disse:

    A entrevista da diretora desse dito instituto esta semana a Mário Sergio Conti,na globo news, demonstra a inconsistência de sua existência. Ela disse,após ser indagada acerca das contas do instituto: "olha Mário ,eu confesso aqui a vc que eu não sei bem…não me importo muito com isso!" Como assim ? Heloooooo….a senhora é a diretoraaa. Em outro momento ela equiparou Lula a Mandela…com uma expressão de paixão por lula , aliás , como a grande maioria dos seus defensores. Uma entrevista juvenil de uma senhora tomada pela cega paixão! Triste.

  8. Joca disse:

    Foi a Globo que ROUBOU BILHÕES DA PETROBRAS ,foi a Globo que participou do Mensalão ,foi a Globo que pagou a retomada do TRIPLEX e o sítio !!!!!
    Tenha vergonha na cara seus PTralhas corruptos ,seus vermes ,querem perpetuar no poder como aquele Rato do FIDEL CASTRO eo porco do falecido Hugo Chaves

  9. Ôlôco, Óxente disse:

    Infelizmente temos profissionais que se vendem e não tem dignidade pessoal sequer para falar de moralidade nesse país. Esse Alexandre Garcia pensa que engana os mais esclarescidos. Se voce quer entender um pouco do que acontece no nosso jornalismo leia: "O Quarto Poder — Uma Outra História” AMORIM, PAULO HENRIQUE, (Hedra, 553 páginas).

    • Val Lima disse:

      Tá de brincadeira!!!…Paulo Henrique Amorim??!!…O "Kajuru" do jornalismo??!!kkkkkk…

    • marcos disse:

      Quem? Paulo henrique amorim, piada!!!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkjkk

    • Antonio disse:

      Vc perde seu tempo lendo livro escrito por Paulo Henrique Amorim? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…. Homi vá arranjar uma lavagem de roupa querem tempo será melhor utilizado!

    • Antonio disse:

      …que o seu tempo…