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Hospital Varela Santiago é inocentado por morte de paciente

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte isentou o Hospital Infantil Varela Santiago de uma suposta imperícia médica, que teria resultado na morte de um paciente.

A decisão saiu após o julgamento do recurso (Apelação Cível n° 2009.002280-7), movido pela unidade de saúde, contra uma sentença inicial que havia condenado o hospital ao pagamento de indenização por danos morais, além de pensão vitalícia, a qual seria repassada para a família do paciente que veio à óbito.

Segundo o recurso, o hospital argumentou que o paciente apresentou rejeição imprevisível à anestesia utilizada, pois não poderia ser detectada pelo estado atual da ciência médica, acarretando prejuízos irreversíveis.

Argumentou ainda que a perícia realizada demonstrou a impossibilidade de constatação de que o paciente poderia sofrer choque anafilático em razão da administração de anestésico, de modo que não teria existido dolo ou culpa no caso em questão.

Defesa acolhida no TJRN, que destacou que, de acordo com o depoimento prestado pelo perito Armando Aurélio Fernandes, não houve erro médico na realização dos exames pré-anestésicos.

Para o julgamento, os desembargadores destacaram também que, ao contrário da sentença de primeiro grau, a questão não deve ser decidida à luz do CDC, tendo em vista que não versa sobre relação de consumo.

A decisão ressaltou que o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio Grande do Norte, mantenedor do Hospital Infantil Varela Santiago, é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos, prestando serviços à população em geral a título gratuito, sem a recepção de qualquer contraprestação.

Fonte: TJRN

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Jovem é assassinado por dupla em motocicleta na Zona Norte

A Polícia Militar confirmou um homicídio na madrugada desta sexta-feira(18), que teve como vítima o jovem identificado Tiago Felipe da Silva, 25 anos, morto com disparos de arma de fogo em via pública  no loteamento Jerusalém, Zona Norte de Natal. A informação foi confirmada pelo tenente Gustavo, oficial em serviço.

de acordo com relatos, a vítima foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta, que fizeram a abordagem e efetuaram os disparos. A polícia ainda não confirma, mas informações preliminares dão conta que o jovem pode ter sido alvo de um acerto de contas por envolvimento com drogas.
Fonte: DN Online
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Entidades do setor Agropecuário promovem coletiva hoje para mostrarem o Caos no segmento

Está no Blog do amigo Marcelo Abdon:

Nesta sexta-feira (18), às 16h, os representantes do setor agropecuário do Rio Grande do Norte promovem uma entrevista coletiva para a imprensa onde discutirão os graves problemas enfrentados pela seca no estado e o isolamento do rebanho potiguar por conta da febre aftosa.

O encontro será na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), e será apresentada pelo presidente da Entidade, José Álvares Vieira e pelos representantes da Anorc, Ancoc e Sinproleite.

Na oportunidade, eles irão abordar a crise que afeta o setor rural e também pedirão um posicionamento do Governo estadual.

“Iremos informar a sociedade potiguar sobre os problemas da seca, que está dizimando o nosso gado e acabando com a economia das pequenas cidades, também abordaremos o nosso isolamento com relação aos outros estados, no que toca ao comércio entre animais, por conta da febre aftosa e também abordaremos a questão do preço pago pelo Programa do Leite, entre outros temas”, ressaltou Viera.

Na coletiva, os representantes do setor rural irão pedir uma resposta concreta da administração Rosado. “Espero que com isso, o Governo tome medidas concretas e rápidas para ajudar os produtores e as famílias rurais. Afinal, esse é um problema de todos nós. De toda a sociedade”, finalizou José Vieira.

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Governo Federal edita decreto que determina divulgação dos salários de todos os servidores federais

O decreto editado nesta quinta-feira (17) pela presidenta Dilma Rousseff, que regulamenta a Lei de Acesso a Informações Públicas (LAI), determina a divulgação dos salários e demais vencimentos recebidos por todos os servidores do Executivo Federal. Durante a elaboração do decreto, a discussão em torno do tema gerou polêmica dentre os funcionários públicos. Muitos consideram a medida como uma forma de invasão de privacidade. Órgãos do Legislativo e do Judiciário, além de estados e municípios também editarão regulamentações próprias, a e iniciativa federal poderá constrangê-los a também divulgar essas informações. As informações deverão ser publicadas na internet, nas páginas de transparência de cada órgão. Ontem (16), ao divulgar sua regulamentação sobre como tornará disponíveis seus documentos, o Senado informou que não divulgará os boletins administrativos que tratam das informações sobre salários.

O decreto estipula que devem ser publicados a remuneração e subsídio recebidos por ocupante de cargo, posto, graduação, função e emprego público, incluindo auxílios, ajudas de custo, jetons e quaisquer outras vantagens pecuniárias, bem como proventos de aposentadoria e pensões daqueles que estiverem na ativa, de maneira individualizada, conforme ato do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Apesar de parecer uma novidade, há vários anos as sucessivas Leis de Diretrizes Orçamentárias determinam a transparência da remuneração dos servidores. No caso da LDO vigente (Lei nº 12.465, de 2011), por exemplo, é determinado que o Poder Executivo deve publicar e manter atualizado, por meio do Sistema de Pessoal Civil (Sipec), a estrutura remuneratória e tabela com os vencimentos por níveis de cargos efetivos, comissionados e funções de confiança integrantes do quadro geral de pessoal civil, comparando com o ano anterior e indicando as respectivas variações percentuais, por órgãos, autarquia e fundação.

Também devem ser publicados os cargos efetivos vagos e ocupados por servidores estáveis e não estáveis, agrupados por nível e denominação; cargos em comissão e funções de confiança vagos e ocupados por servidores com ou sem vínculo com a administração pública federal, agrupados por nível e classificação. O texto estabelece ainda que os poderes Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público da União, também devem cumprir as regras, mediante atos próprios dos dirigentes máximos de cada órgão. A administração pública possui mecanismos e publicações, como o próprio Diário Oficial, que tornam pública as remunerações dos servidores.

Fonte: Congresso em Foco

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MPF quer pena maior para Tuieteira que disse que "Nordestino não é gente"

O Ministério Público Federal (MPF) vai recorrer da decisão judicial que condenou a ex-estudante de Direito Mayara Petruso a 1 ano, 5 meses e 15 dias de reclusão por veicular mensagem de preconceito e discriminação contra nordestinos no Twitter.

Para o MPF, a pena é insuficiente para punir a jovem que postou a seguinte frase em sua página: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”

A ofensa foi publicada no dia 31 de outubro de 2010, no domingo de votação do segundo turno da eleição presidencial, logo após a vitória eleitoral de Dilma Rousseff sobre José Serra. O Nordeste foi a região em que a petista abriu maior vantagem em relação ao tucano.

Serviço comunitário. A pena foi definida pela juíza federal Mônica Camargo, da 9.ª Vara Federal Criminal em São Paulo. A punição, porém, foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa e indenização de R$ 500 à ONG Safernet, que atua na prevenção de crimes cibernéticos.

Na sentença, a juíza diz que a jovem, no curso do processo, acabou sofrendo também uma punição moral.

“Houve consequências especialmente graves para a própria M., que perdeu seu emprego, abandonou a faculdade, até hoje tem medo de dizer o nome da empresa na qual trabalha e que lhe abriu as portas, viveu seis meses reclusa em sua casa, com medo de sair à rua, situações extremamente difíceis e graves para uma jovem de sua idade.”

A magistrada sugeriu que a sentenciada seja encaminhada para “serviço em entidade que possa contribuir para seu processo pessoal de recuperação emocional”.

Durante o processo, Mayara alegou que não tinha a intenção de ofender os nordestinos e não é preconceituosa.

Exemplo. A condenação de Mayara repercutiu na internet como exemplo de que a Justiça está atenta a esse tipo de crime.

Ontem, na página do Twitter da Safernet, a ONG que receberá a indenização, um post comunicava: “Com essa condenação, a Justiça Federal e o MPF-SP deixam claro que racismo e preconceito nas redes sociais é coisa séria e traz consequências”.

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Deputado do PT é pego em flagrante protegendo Governador do PMDB na CPI do Cachoeira

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  1. Hipólito da Costa disse:

    Tropeçando na própria incompetência, Sérgio Cabral vem, ao longo de sua carreira política, acumulando derrotas que muitas vezes passam despercebidas. No quesito malandragem não resta dúvida de que Cabral é um dos mais espertos. Porém, em se tratando de estratégias que não sejam imediatistas, o sujeito comete erros políticos primários, principalmente por conta de sua prepotência. Nos faz lembrar o caso do ‘insuperável’ transatlântico inglês, com a qual ‘nem Deus podia’ segundo seus próprios construtores navais. E que se transformou no maior naufrágio da história. No Rio de Janeiro está acontecendo algo parecido com o caso do luxuoso transatlântico. Navegando com a soberba de construtor naval inglês, o Titanic do governador já tem dia e hora marcados para afundar.

  2. Raoni Bielschowsky disse:

    Péssima reportagem do SBT. Primeiramente, edição MUITO mal feita. O Senenador Humberto Costa quando se refere aos "intocáveis" não está dizendo dos governadores citados, mas sim do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Humberto Costa não tem interesse político na convocação do Sérgio Cabral, nem na de Agnelo Queiroz. O embate dos governistas nessa CPI foi contra o PGR.

    E coisa ainda mais errada e aqui, inclusive, ilegal: é um ABSURDO devassarem a privacidade de qualquer cidadão, seja ele parlamentar ou não, a ponto de filmarem sua conversa de celular. O próprio Estado só está autorizado a fazer isso judicialmente. A preservação da intimidade é direito absolutamente inalienável e intimamente atrelada à dignidade da pessoa humana, ao Estado de Direito e à democracia. Não estou a defender a postura governistas ou da oposição na CPI (até porque ela atinge a membros de todos os lados PSDB/DEM/PT/PMDB, e espero que todos sejam devidamente punidos de acordo com sua responsabilidade), mas isso que esse cinegrafista fez é imoral, ilegal e perfeitamente punível judicialmente!!
    Raoni Bielschowsky

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A PIZZA foi para o forno na CPI do Cachoeira

Deu-se o previsto. Reunida nesta quinta (17), a CPI do Cachoeira acendeu o forno. Aprovou-se a convocação de 51 suspeitos e quebrou-se o sigilo bancário, fiscal e telefônico de 36 pessoas e empresas. Os governadores foram poupados. Fernando ‘Delta’ Cavendish também foi retirado da grelha.

Com o apoio de governistas e oposicionistas, decidiu-se adiar a votação dos requerimentos que convocariam para depor três governadores: o tucano Marconi Perillo (Goiás), o petê Agnelo Queiroz (DF) e o pemedebê Sérgio Cabral (Rio).

Marconi e Agnelo encontram-se no espeto graças aos indícios colecionados pela PF. A Procuradoria já informou que acionará a dupla no STJ. Cabral teve o calcanhar exposto com a divulgação dos videos e fotos que desnudaram a intimidade que o une a Fernando Cavendish. Para a CPI, por ora, nada a apurar.

Num dos requerimentos aprovados, a CPI quebrou os sigilos da Delta. Apenas no Cento-Oeste. E a matriz? “Não é o nosso foco. Quem quiser que peça uma CPI da Delta”, disse o relator Odair Cunha (PT-MG).

E quanto a Canvendish? “Não há indícios que me levem a pedir a quebra de sigilo ampla, geral e irrestrita de toda a empresa Delta e do senhor Fernando Cavendish”, Odair declarou.

No inquérito da Operação Monte Carlo, a PF informa que a Delta borrifou R$ 39 milhões nas caixas registradoras de empresas de fachada da quadrilha. Suspeita-se que a verba tenha irrigado campanhas eleitorais. Tomado pelas palavras, o relator da CPI acha que os milhões se moveram sem o conhecimento do então controlador da empreiteira. Falta nexo.

A voz de Cavendish, nunca é demasiado recordar, soou numa gravação feita às escondidas por dois ex-sócios. Ele disse coisas assim: “Se eu botar R$ 30 milhões na mão de políticos, eu sou convidado pra coisa pra caralho! Pode ter certeza disso, te garanto. Se eu botasse dez pau que seja na mão de nêgo… Dez pau! Ah… Nem precisava de muito dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ôooo…”

Ou assim: “Estou sendo muito sincero com vocês: R$ 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. Ô, senador fulano de tal, eu tenho cinco convites aqui. Toma, tá aqui ó. Pá! Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão.” São frases que, num Congresso feito de honradez, inspirariam um desejo irrefreável de ouvir o autor. Mas a CPI, feita de outra matéria prima, faz ouvidos moucos.

Nascida sob o estrépito da unanimidade, a CPI descamba para a seletividade. No parto, não teve opositores. Todos os partidos apoiaram. Dilma absteve-se de barrar. Lula açulou o PT. FHC disse que a coisa é necessária. Ao ensaiar os primeiros passos, a comissão revela-se uma dessas iniciativas cujo risco de dar certo é nulo.

Sem alarde, retira-se da investigação o PAC, que tem na Delta sua principal tocadora de obras. Na manha, PT e PMDB oferecem escudo a Agnelo e Cabral para, num segundo momento, de cena para, arrastar apenas Marconi para o banco da CPI. No mais, a comissão vai dançar ao redor de Cachoeira e seu bando, já moídos pela PF. À platéia, reservou-se, de novo, o papel boba.

Fonte: Josias de Souza

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  1. Celso disse:

    Enquanto a populaçao so votar em partidos e candidatos da midia brasileira, so vai continuar essa farsa cpi so almenta  o esquema. PT e PMDB é so conveniências . So me espliquem porque Color não roubou nem um milésimo do PT e foi cassado . Acorde povo brasileiro tomem vergonha na cara votem NULO ou so justifiquem.

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TRE aceita José Adécio e MP no processo contra Dibson e parlamentar fica a um passo de perder o mandato

Quem pensa que o deputado estadual Dibson Nasser se livrou do processo de cassação de seu mandato por causa da falsa procuração apresentada pelo PRB pode se preparar que os próximos dias prometem ser bastante movimentados entre assessores parlamentares, advogados e membros da Justiça Eleitoral. O mandato do parlamentar está por um fio quase se partindo.

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Sessão realizada na tarde de hoje (17), decidiu aceitar José Adécio, primeiro suplente de deputado estadual da Coligação que elegeu Dibson Nasser, como parte autora do processo. O Tribunal foi além e também aceitou o Ministério Público como parte habilitada a dar continuidade a Ação de Investigação de Mandato Eletivo (AIME). Ou seja, agora não é mais o PRB que está na acusação, e sim o MP e o interessado em assumir a cadeira de deputado José Adécio, que atualmente se encontra como diretor de Central de Abastecimento de Alimentos (Ceasa).

A AIME pede a cassação do mandato e a suspensão dos direitos políticos de Dibson por entender que existem fortes indícios de: concessão de benefícios previdenciários em troca de votos no município de Areia Branca; doações de recursos para a campanha realizadas por detentores de cargos comissionados da Câmara Municipal de Natal (CMN), onde o pai do deputado, à época, exercia o cargo de presidente da Casa, o que caracterizaria um possível uso do poder de nomear servidores para direcionar recursos públicos para a campanha de seu filho; a realização de doações vultosas para a campanha por empresas que venceram licitações na CMN; bem como a prestação de serviços dessas empresas para a campanha, evidenciando que suas contratações para a campanha estariam ligadas à percepção de recursos públicos.

Atualmente, a votação está em 3 a 0 em favor da cassação de um total de cinco votos. Já foram favoráveis o juiz relator Jailsom Leandro, e os juízes Ricardo Moura e Ricardo Procópio. Restam apenas os votos do juiz Nilo Ferreira, que pediu vistas ao processo no dia 11 de abril por causa do impasse gerado com a falsa procuração do PRB, e do desembargador Saraiva Sobrinho, presidente da Corte.

Após a análise de hoje, Nilo deve se posicionar em até 10 dias. Dibson só não é considerado cassado, porque até o final do julgamento, os magistrados ainda podem rever suas votações.

É aquela cena: a melhora da morte!

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Advogado apresenta defesa do cabo Jeoás no Tribunal de Justiça da Bahia

A defesa do Cabo Jeoás Santos, no processo que corre contra ele no Tribunal de Justiça da Bahia por ter participado da greve dos policiais militares baianos, foi apresentada na última quarta-feira. O Cabo Jeoás é ex-presidente e atual coordenador de Direitos Humanos da Associação dos Cabos e Soldados da PM/RN e vice-presidente da Associação Nacional dos Praças – Anaspra.

De acordo o advogado Paulo César Ferreira da Costa, a linha seguida pela defesa é de negativa da autoria com o pedido de absolvição sumária, já que não há nenhuma fundamentação que comprove que ele tenha cometido os crimes aos quais ele está sendo acusado, formação de quadrilha e incitação. Caso o juiz não o absolva, o processo prosseguirá será aguardada a data da audiência de instrução, que deve ocorrer somente no segundo semestre. “Na defesa alego que o Cabo Jeoás é um representante da categoria policial militar e como vice-presidente da Associação Nacional dos Praças tinha o direito e o dever de estar presente na mobilização na Bahia. A sua presença não caracteriza nenhum ato de vandalismo”, explicou.

Greve na Bahia

A greve dos policiais militares da Bahia durou 12 dias, tendo sido iniciada no dia 31 de janeiro, quando os grevistas ocuparam a frente da Assembleia Legislativa, em Salvador, e nos dias seguintes o prédio. Cerca de 10 mil PMs, de um efetivo de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação foi realizada para reivindicar a criação de um plano de carreira para a categoria, além do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

Dois dias após o início da greve, a justiça baiana decretou a ilegalidade do movimento e determinou a suspensão do mesmo. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos, sendo que quatro foram cumpridos, um deles contra o Cabo Jeoás, que esteve em Salvador por apenas quatro dias. O representante dos policiais militares se entregou ao Comando da Polícia Militar do RN, no dia 14 de fevereiro, e permaneceu preso no Batalhão de Operações Especiais – BOPE por quarenta dias. Jeoás foi solto por após a decisão favorável do pedido de habeas corpus.

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Sindicatos dão parte na delegacia contra a Secretaria de Saúde

Pondo em prática a decisão de intensificar o movimento de greve da saúde, o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SindSaúde) e Sindicato dos Odontologistas do RN (Soern) se reunem nesta sexta-feira (18), às 9h, em frente ao maior hospital do estado, o Walfredo Gurgel e de lá sairão em caminhada à delegacia de polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) contra a Sesap, na pessoa de sua secretária interina Dorinha Burlamaqui.

Segundo o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, o B.O. será feito para denunciar os riscos que a Sesap deixa os pacientes correrem através da falta de leitos, de medicamentos e vagas em UTI no HWG.

A expectativa dos sindicatos é de que, com essa ação, as autoridades convoquem os responsáveis pela situação da saúde no RN e procedam as medidas cabíveis para assegurar o atendimento adequado a população. Geraldo Ferreira também informou ao Diário de Natal o interesse de levar o caso ao Ministério Público e, para isso, os sindicatos estão fazendo um levantamento da realidade dos hospitais da rede pública a fim de apresentar dados concretos sobre os riscos aos quais a população norte-riograndense está exposta quando necessita ser atendida por meio do Sistema Único de Saúde.

Fonte: DN Online

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Confira entrevista com acusado pelo duplo homicídio em Nova Parnamirim

Com algemas nos pulsos e cercado de interrogadores, fossem jornalistas ou policiais, João Batista confessou o assassinato das mulheres em Nova Parnamirim com detalhes. Ele fala da raiva que sentiu quando discutiu com Olga no último dia 7, data em que ele retornou a trabalhar na casa após tempos sem fazer um serviço. Ele alega que a aposentada o xingou e tentou agredi-lo durante uma discussão, motivo pelo qual a esfaqueara com tanta violência. Tatiana, segundo ele, foi morta para que não revelasse o crime. O jardineiro assegura que não sabia de dinheiro algum que existiria na casa. Ele afirma ainda não ter agredido a menina de 10 anos por se lembrar da própria filha, de 8 anos. O acusado se diz arrependido e quer que a Justiça o condene de acordo com o que fez.

Há quanto tempo você tinha deixado de trabalhar com frequência na casa de Olga e por que acredita que ela não queria mais você como empregado?

Há uns três anos que a dona Olga tinha parado de me pedir pra fazer serviços. Não sei porque. Acho que ela desconfiava de alguma coisa, desde que o pedreiro passou a trabalhar para ela. Acho que ele dizia alguma coisa para ela, não sei. Isso me deixou incomodado, pois fiquei sem dinheiro e precisei procurar outras coisas para fazer.

Naquela segunda-feira, Olga voltou a chamá-lo para um trabalho na casa. O que aconteceu para que você decidisse matá-la?

Ela estava colocando o almoço, por volta do meio-dia. Eu fui perguntar a ela se estava desconfiando de mim, se havia algum problema. A gente começou a discutir. Ela me chamou de vagabundo e avançou para me bater. Depois que ela me bateu, eu peguei uma faca e a matei. O primeiro golpe atingiu o peito. Depois de matá-la, a arrastei até o banheiro.

A polícia diz que foram mais de 50 golpes que foram desferidos contra Olga.Por que tanta violência. Você tinha tanta raiva assim dela?

Ela não me pagava direito, eu fazia tudo praticamente de graça. Ela também deixou de me chamar para fazer serviços, acho que desconfiava de alguma coisa. E, naquele momento, ela me chamou de vagabundo. Ela nunca tinha me tratado assim. Quando ela me bateu, eu puxei a faca.

Em seguida, como matou a Tatiana?

Esperei a Tatiana chegar com a filha, pois foi buscá-la na escola. Eu queria pegar o carro dela para fugir. Quando elas chegaram, eu peguei a menina e apontei a faca. Amarrei a Tatiana na cadeira e tranquei a menina no quarto. Quando voltei para esfaquear Tatiana, ela tentou segurar a faca, por isso o dedo dela foi cortado. Mas conseguir matá-la.

E a filha de Tatiana, você a agrediu?

Eu não bati nela. Não faria qualquer maldade com ela, pois tenho uma filha de oito anos e pensei nela.

Onde entra a participação da sua esposa e o enteado?

Depois de ter matado as duas, eu liguei para Marlene e pedi que ela fosse para a casa da Olga, pois precisavada ajuda dela. Quando eles chegaram, eu já tinha colocado tudo que roubei no carro e saímos de lá para a nossa casa, em Cidade Nova, onde deixei o material.

O carro que você roubou da casa apareceu depredado. Por que?

Não fui eu. Eu levei o carro até o rio e o deixei lá, sem fazer nada com ele. Acho que os moradores de lá, revoltados, decidiram quebrar o carro.

Você diz que tinha raiva da Olga. Mas Tatiana, você não gostava dela também?

Eu gostava da Tatiana. Aliás, gostava bastante da dona Olga também. Ela era como uma mãe para mim e a filha dela era como uma irmã. Mas fiz tudo isso com raiva. Sei que cometi um ato bastante grave.

Foi cogitado que você torturou a Tatiana por que estava atrás de dinheiro. É verdade?

Eu não sabia que havia dinheiro na casa.

Você se arrependeu do que fez?

Estou com muito remorso do que fiz, lamento muito. Desde o dia do crime que eu não consigo dormir ou me alimentar direito. Vou viver daqui para frente traumatizado. Agora vou pagar pelo crime e quero que o juiz me dê uma pena justa.

Você tem algum recado para a família das vítimas?

Espero que eles não guardem rancor pelo que fiz.

Fonte: DN Online

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