Possível delação é tratada como recado ou ‘pá de cal’

A disposição do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de se colocar à disposição da Operação Lava Jato para fornecer novos fatos e nomes provocou dois tipos de reação no PT.

Alguns dirigentes e líderes chegaram a usar expressões alarmistas como “hecatombe”, “bomba H”, “fim de tudo”, “pá de cal” para descrever uma possível delação premiada do ex-ministro. Eles lembraram que Palocci foi o principal interlocutor do partido com o grande capital desde que assumiu a coordenação do programa de governo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em janeiro de 2002, e, mesmo fora do governo, continuou exercendo esse papel até bem pouco tempo atrás. Portanto, o ex-ministro tem o mapa do dinheiro que passou pelo partido e nomes de aliados e expoentes do governo desde que o PT assumiu o Planalto, em 2003.

Outro grupo interpretou a disposição do ex-ministro como um recado implícito aos setores empresarial e financeiro. Esses petistas acreditam que uma possível delação de Palocci poderia, sim, afetar de maneira negativa o ex-presidente Lula reforçando indícios já conhecidos e preenchendo lacunas que possam levar a uma condenação do petista, mas avaliam que, pela forma como o ex-ministro se expressou, fazendo menção a “um caminho” específico, o alvo da mensagem não é o PT.

Um petista graúdo lembrou que um pedido de habeas corpus de Palocci foi negado recentemente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, agora, vai ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, uma Corte, na opinião dele, mais suscetível a pressões externas de grupos poderosos, como o setor bancário, com o qual o ex-ministro tinha fortes laços. O dirigente cita como exemplo para uma possível decisão favorável a Palocci o caso da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, que ganhou direito à prisão domiciliar dias após notícias de que delataria membros do Judiciário.

Lula, segundo aliados, demonstrou mais preocupação com o depoimento de Léo Pinheiro, da OAS, mas pessoas em seu entorno ficaram irritadas com Palocci.

Estadão
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Comentários:

  1. Mizael Moreno disse:

    Até aqui todos os "escolhidos" por LULA que foram pegos em algum tipo de procedimento ilegal e estão mofando na cadeia, calados e pagando por todos os crimes, estão certos e não fazem mais que a obrigação. São cães fiéis. No minuto que abrem a boca e dão nome, lugar, hora as situações são coitados. Se envolver o nome de LULA será traidor, difamado, desqualificado. Que fiquem eternamente na cadeia e jamais toquem no nome de LULA. Se tudo de LULA é dos amigos, então as condenações também tem que ser, ele precisa ficar solto para mandar outros amigos executarem suas irregularidades.

  2. EDER disse:

    QUEM ASSISTIU O DEPOIMENTO DE PALOCCI, NOS VÍDEOS, SABE E PODE TIRAR CONCLUSÕES; E NÃO NAVEGAR AS ESCURAS EM INFORMAÇÃO TENDENCIOSAS DA IMPRENSA

  3. Jean disse:

    O que não dá pra entender é que se as Provas mais robustas da Lava Jato são contra Aécio, Jucá, por que o Lula é o principal alvo?
    Pois, na avaliação dos próprios procuradores que atuam na Lava Jato, as provas mais robustas entregues pelos delatores da Odebrecht são as que atingem José Serra e Romero Jucá, com Aécio Neves logo atrás, segundo a coluna Radar Online.
    Quem vai acreditar nessa palhaçada?

  4. Eli disse:

    Se deixarem ele falar tudo (é não apenas do PT)..os bancos e a Globo(que foi socorrida pelo BNDES, por ordem dele) vão pro buraco..
    Aguarde e confie…