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Cármen Lúcia diz que vai se aposentar da presidência do STF no início de 2018

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 20, que pretende se aposentar da Corte e que isso deverá ocorrer já no início de 2018. A ministra afirmou que quer voltar a dar aula na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), em Belo Horizonte. Cármen Lúcia é professora licenciada da instituição, lotada na Faculdade Mineira de Direito (FMD). “Estou com saudades dos meus meninos”, disse, se referindo aos alunos.

A presidente deu palestra em aula inauguração da faculdade na manhã desta segunda. Na chegada à escola, passou por protesto contra o STF e foi chamada por uma manifestante de golpista. A ministra avaliou como normal o protesto. “É da democracia. Se não fosse aqui, seria na sala de aula”, afirmou. Confirmado o desejo de se aposentar, a ministra não completaria os dois anos de mandato previstos para o cargo. A ministra assumiu o posto em setembro de 2016.

Durante a palestra, a ministra afirmou ainda que a morte de seu pai, Florival Rocha, em fevereiro, também contribuiu para que começasse a pensar em retornar a Minas Gerais. Acho que tenho a alma engarranchada em alguma árvore do norte de Minas”, disse. A ministra é de Montes Claros. Seu pai morava em Espinosa, ambas cidades da região norte do Estado.

Isto É, com Estadão Conteúdo

Comentários (3) enviar comentário
  1. Romário Timberlem disse:

    Não acredito que TEMER VAI NOMEAR MAIS UM MINISTRO para o STF.
    A turma do PT vai enlouquecer de vez com isso. O peso da balança começa a ficar difícil manter com maioria das togas vermelhas. São 2 neutros, Carmem Lúcia e Celso de Mello e 2 de outras togas Gilmar Mendes e Alexandre Moraes. Chegando mais 01, serão 05 dando praticamente um empate as situações jurídicas.
    Todos sabem que que Marco Aurélio, Lewandowski, Toffoli, Rosa Weber e Barroso não escondem suas preferência e é público por quem foram escolhidos. Fachin hora esta de um lado, hora do outro, embora muitos digam que ele dá preferência a quem o nomeou. Com essa possível saída de Carmem Lúcia e a chegada de outro nomeado por Temer o jogo fica bem mais duro.
    Teremos outra realidade nos julgamentos da Lava Jato se esse quadro futuro de formar, ou estou totalmente errado? Se bem que todos alegam que a côrte só julga baseada estritamente na Constituição, como fizeram Barroso e Lewnadowski durante o impeachment de Dilma, certo?

  2. Getulio disse:

    Reinaldo diz que Moro passou a fazer política?
    Blogueiro de Veja comenta o vídeo em que o juiz agradece o apoio da população, na página criada por sua mulher na internet, "e sugere que, sem este, a história poderia ser outra"; "Todas essas ações têm nome. E o nome disso é política. É o que fazem os procuradores quando dão coletivas em off; é o que faz Moro quando apela diretamente à população", diz Reinaldo Azevedo; segundo ele, "os porras-loucas desses três entes — PF, MPF e Judiciário — decidiram exercer o controle da política e dos políticos" no Brasil.

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