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Ondas de rádio podem vir de viagens espaciais alienígenas, dizem cientistas

Os astrônomos Manasvi Lingam e Abraham Loeb publicaram recentemente um estudo (pdf) sobre Feixes Rápidos de Rádio (FRB, na sigla em inglês). Os FBRs são “explosões” breves – mas muito intensas – de ondas eletromagnéticas de causa desconhecida. Lingam e Loeb, no entanto, acreditam que eles podem ser sinais de alienígenas viajando entre galáxias.

De acordo com os astrônomos, esse fenômeno pode ser o resultado de civilizações alienígenas enviando quantidades imensas de ondas de rádio para dar energia a espaçonaves intergaláticas. Essas naves, segundo a Harvard, seriam movidas por uma espécie de “vela de rádio”, que funciona da mesma maneira que as velas de vento, mas (obviamente) com ondas eletromagnéticas. O vídeo abaixo ilustra a ideia:

Velejando pelo espaço

Trata-se de uma ideia relativamente simples: os alienígenas usariam uma espécie de “coletor” de ondas eletromagnéticas, posicionado perto de uma estrela, para acumular energia. Em seguida, esse “coletor” enviaria a energia para a espaçonave por meio de um feixe rápido de ondas de rádio. Com a energia, a nave conseguiria viajar grandes distâncias e atravessar galáxias. Os FBRs observados na Terra seriam uma espécie de “vazamento” desses envios.

Esse método é semelhante a uma tecnologia que vem sendo estudada pelo projeto Starshot. O projeto, do qual Loeb faz parte, pretende enviar uma nave com diversas sondas para o planeta Alpha Centauri e utilizaria uma técnica parecida para dar energia à nave. No entanto, esse seria um caso de uso muito mais rudimentar dessa tecnologia. “Os humanos ainda estão dando passinhos de bebê no espaço”, disse Loeb em entrevista ao Huffington Post.

10 mil novos amigos

Isso tudo é inferido por Lingam e Loeb a partir dos FRBs que são captados da Terra. Por conta da frequência e intensidade desses fenômenos, os cientistas estimam que cada galáxia além da Terra pode hospedar até 10 mil civilizações alienígenas. “Mas eu gostaria de ressaltar que esse é um valor máximo; o mais provável é que o número real [de civilizações alienígenas em cada galáxia] seja bem menor”, frisou Lingam.

No entanto, para que essa hipótese seja verdadeira, as civilizações alienígenas precisariam ter engenheiros extremamente competentes. Isso porque, de acordo com Loeb, a energia necessária para impelir uma espaçonave intergalática com essa técnica seria “aproximadamente a quantidade de energia interceptada pela Terra a partir do Sol”, diz Loeb.

Para juntar essa quantidade de energia, os alienígenas precisariam de um “coletor” com tamanho de aproximadamente duas vezes o do nosso planeta. Mesmo assim, com essa energia, os alienígenas seriam capazes de mover naves com tamanho aproximadamente “20 vezes maior do que o dos maiores navios cargueiros que existem atualmente na Terra”, disse Lingam.

Olhar Digital, UOL

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Misteriosas ondas de rádio poderiam estar vindo de um planeta distante, dizem cientistas

ondas-de-radio-exoplanetasCinco sinais misteriosos provenientes do exterior da Via Láctea podem ter sido enviados por uma civilização alienígena. Esta é, pelo menos, uma das teorias que os astrônomos estão usando para explicar o aparecimento de uma nova e misteriosa série de “rajadas rápidas de rádio”. Até agora, apenas 11 desses estranhos pulsos de rádio foram registrados com antecedência. Os últimos sinais, capturados pelo radiotelescópio Parkes, na Austrália, incluíam uma explosão dupla acompanhada de quatro rajadas únicas.

Emily Petroff, da Universidade de Swinburne, na Austrália, que ajudou a descobrir os pulsos, sugeriu que esse padrão pode levar a uma descoberta importante. “Nós não temos nenhuma ideia do que está acontecendo, mas sabemos que é definitivamente algo legal”, escreveu ela no Twitter.

Rajadas rápidas de rádio, tecnicamente chamadas de “FRBs” (Fast Radio Bursts), são as emissões de rádio que aparecem temporariamente e de forma aleatória, tornando-as não só difíceis de encontrar, como também complexas de analisar. O mistério decorre do fato de que não se sabe o que poderia produzir uma explosão tão curta e poderosa. O fato fez com que alguns especialistas acreditassem em colisões de estrelas que reagem às mensagens criadas artificialmente. Os cientistas acreditam que elas se originam a vários bilhões de anos-luz da Via Láctea.

A mais recente descoberta, relatada na Monthly Notices, da Royal Astronomical Society, tem animado os astrônomos, porque ela tem um perfil claro de dois componentes. Segundo os astrônomos, cada explosão foi separada por 2,4 milissegundos. “Muitos dos modelos propostos para explicar FRBs usam um único evento de alta energia, envolvendo objetos compactos (como fusões de estrelas de nêutrons) e, portanto, não podem facilmente explicar uma incidência destas de dois componentes”, diz a pesquisa.

No início deste ano, leituras similares de algo conhecido como “perytons” animaram os astrônomos, que cogitaram ser fenômeno de proveniência extraterrestre. Porém, foi descoberto mais tarde que os sinais eram de fornos de micro-ondas da Terra que estavam sendo abertos nas cantinas dos observatórios.

Existiram outras detecções misteriosas no passado, com teorias que incluem queima de estrelas, fusão das anãs brancas, colisão de estrelas de nêutrons, e, a mais intrigante, sinais alienígenas. “Cada sinal incomum do espaço nos encoraja a nos perguntar se ele pode ser de uma civilização alienígena”, disse Nigel Watson, autor do “Manual de Investigações de OVNIs”. “Uma vez que este sinal parece tão indescritível e difícil de interpretar, então este deve ser um candidato para uma análise mais aprofundada. Seria fantástico se isso fosse um sinal alienígena, comprovando que não estamos sozinhos neste universo vasto. Isso teria um impacto dramático sobre a nossa percepção de nosso lugar dentro de todo este esquema”, acrescentou ele.

Porém, por enquanto, os sinais permanecem um mistério. Serão necessários mais estudos e observações para determinar verdadeiramente de onde eles vêm e suas causas. Até lá, nenhuma teoria, por mais distante que seja, pode ser descartada.

Jornal Ciência

Comentário (1) enviar comentário
  1. Junior pinheiro disse:

    É mesmo o pais de Alice, povinho viajante!!!!

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Faltam 3 minutos para o Apocalipse, dizem cientistas

CZvepZbWcAAUubNCientistas da Bulletin of the Atomic Sciences adiantaram o simbólico “Relógio do Apocalipse” para 23h57. Quanto mais próximo da meia-noite, mais perto estamos da extinção da humanidade. O horário é um dos mais críticos de todos os tempos, igualando 1984, quando se temia uma possível guerra nuclear causada pela Guerra Fria.

Há mais de um motivo para justificar o novo horário, mas a manutenção e a produção de armas nucleares ainda é o fator mais propício a nos levar ao fim definitivo.

O boletim aponta que, apesar de o Ocidente dar atenção apenas às movimentações nucleares da Coréia do Norte e do Irã, outras 20 nações possuem capacidade, ou intenção, de construir material bélico nuclear. Até o Brasil, suspeito de tentar elaborar uma arma nuclear em 2010, é citado na avaliação. “Enquanto armas nucleares forem tratadas como formas legítimas de segurança nacional, toda a humanidade permanecerá sob o risco da tecnologia mais perigosa que existe na face da Terra”, diagnostica o órgão.

Apesar de países emergentes no ramo nuclear serem uma preocupação, o comunicado também mira em velhos conhecidos. Rússia, Estados Unidos, França, e Reino Unido continuam a modernizar seus arsenais nucleares, mesmo sem qualquer justificativa. Além disso, esses países apresentam novas formas de tecnologia para fins militares, principalmente de espionagem.

Outro risco apontado pelo Bulletin são as mudanças climáticas. O órgão alerta sobre o clima desde 2007 (quando o relógio batia a sete minutos para meia noite), mas acredita que os esforços de líderes mundiais foram ineficazes desde então. “Tudo o que foi feito até agora se mostrou insuficiente para frear o aquecimento global”, diz o novo manifesto. Na última semana, pesquisadores da Nasa e Noaa (a agência americana de oceanos e atmosfera) afirmaram que 2015 foi o ano mais quente da história – e a previsão é que 2016 seja ainda mais quente.

O “Relógio do Apocalipse” foi idealizado em 1947 como um símbolo para alertar a sociedade sobre uma possível catástrofe nuclear. Naquela época, com o mundo recém-saído da Segunda Guerra e dois anos após os bombardeios nucleares contra Hiroshima e Nagazaki, o relógio marcava sete minutos para a meia-noite. Até hoje, foram 22 ajustes. O horário 23h57 já havia sido marcado em 1949, quando a URSS testou sua primeira bomba atômica. Em 1953, quando Estados Unidos e União Soviética fizeram os primeiros testes com bombas de hidrogênio, o relógio chegou a 23h58, o mais tarde que já foi registrado. Com o fim da Guerra Fria, o relógio se distanciou da meia-noite, adiantando-se para 23:43 em 1991. Mas, de lá para cá, com a disseminação de arsenais nucleares por países cada vez menos confiáveis e o aprofundamento das mudanças climáticas, ele só andou para frente.

Super Interessante

Comentários (2) enviar comentário
  1. Carvalho disse:

    O apocalipse no Brasil começou com o governo do PT.
    Estão destruindo tudo.

  2. Milton disse:

    Eita falhou… ufa!!!

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Vírus da herpes pode curar câncer de pele, dizem cientistas

20150527115021_660_420Uma nova droga baseada em um vírus de herpes geneticamente modificado foi usada para tratar pacientes com tipos agressivos de câncer de pele. O resultado foi bastante promissor e abre esperanças para o tratamento de outros tipos de câncer.

O tratamento, chamado de T-VEC, utiliza uma modificação do vírus que não produz a proteína que permite atacar as células saudáveis. As células cancerosas, por sua vez, produzem sua própria versão da mesma proteína e, quando combinada com o vírus, infecta as células que contém a doença. A partir daí o vírus se espalha e é capaz de matar as células cancerosas.

“Eles modificam o vírus de três maneiras. Primeiro, fazem com que pare de causar herpes. Segundo, fazem com que cresça apenas nas células cancerígenas e por último o tornam atraente para o sistema imunológico. Por isso, quando injetado, ele mata o tumor e ativa o sistema imunológico, que caça outros tumores para matá-los”, explica Richard Marais, do Cancer Research UK.

Em uma fase experimental os pesquisadores injetaram T-VEC em um grupo com 400 pacientes com casos de câncer de pele considerados agressivos. 25% responderam ao tratamento e 10% não apresentaram sinais de câncer remanescente. Entre todos os participantes, a média vida do grupo tratado com o vírus modificado foi de 41% enquanto os que não receberam o tratamento viveram 21,5 ,eses em média.

A droga já foi apresentada aos órgãos de saúde dos Estados Unidos e da Europa para aprovação. Os pesquisadores acreditam que o medicamento possa estar disponível para uso em pacientes até 2017 e a ideia é começar a testar o desempenho em outros tipos de tumor. Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Oncology.

Olhar Digital, via Gizmodo e BBC

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