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VigiDesastre alerta para cuidados com período chuvoso em Natal

Por interino

Com o período de inverno e as constantes chuvas em Natal, a equipe do programa Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (VigiDesastre) do Setor de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador do Departamento de Vigilância em Saúde (VISAMT-DVS) da secretaria Munici0pal de Saúde (SMS), alerta para os perigos da estação.

Os riscos de alagamentos aumentam e requerem maiores cuidados. Equipamentos eletroeletrônicos devem ser desligados e guardados e alimentos e medicamentos precisam ser acondicionados nas partes mais altas, evitando possíveis perdas.

Geladeiras e freezers precisam estar bem fechados, para que a temperatura interna se conserve por mais tempo; alimentos carecem de verificação antes do consumo, para que se evite doenças.

Com as fortes chuvas, animais peçonhentos procuram abrigos e locais secos e o VigiDesastres atenta para que nunca se toque neles, ainda que pareçam estar mortos; caso algum animal seja encontrado, o usuário deve afastar-se lentamente e chamar o Centro de Controle de Zoonoses ou o Corpo de Bombeiros Militar. Colchões, lençóis, calçados e roupas devem ser sacudidos antes do uso.

A chefe do VigiDesastre, Denise Cristina, conta que é importante o uso de luvas, botas e calça comprida em limpezas de prédios; caso o usuário não as tenha, recomenda-se a utilização de dois sacos plásticos amarrados para que o contato da pele com a água infectada seja evitado.

“Por enquanto estamos apenas monitorando a situação do inverno em Natal, mas nós sempre vamos nas unidades passar todas as precauções para os agentes de saúde, que repassam para os usuários.” Uma das precauções é a utilização do hipoclorito de sódio na limpeza de água, recipientes, embalagens, frutas, verduras e legumes.

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Sesap alerta a população para o aumento dos cuidados com a prevenção da dengue no período chuvoso

Chuvas e calor: uma combinação perfeita para proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. “Nesse período há um maior acúmulo de água parada em ralos, potes, vasos, calhas, pneus, garrafas e entulhos de construção e o tempo alternado entre sol e chuva é ideal para que o mosquito se reproduza. Por isso, é preciso conferir e limpar esses ambientes para que não sirvam de criadouros. De preferência semanalmente, pois o ciclo do mosquito, desde a fase do ovo até a forma adulta, é em média de seis dias”, destaca Silvia Dinara, técnica responsável pelo Programa Estadual de Controle da Dengue da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A técnica explica que além das condições ambientais favoráveis a proliferação do mosquito, o fluxo de pessoas de outras cidades e estados com grande incidência da doença, facilitam a circulação do vírus da dengue. “A fêmea do mosquito pica uma pessoa com dengue. De 8 a 12 dias é o tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do Aedes aegypti. Após isso ela começa a transmitir a doença para outras pessoas. A dengue só passa de uma pessoa a outra através do mosquito infectado”, ressalta.

Para identificar o mosquito é importante ficar atento a sua forma e hábitos. Ele é escuro e rajado de branco nas patas e corpo. Pode voar até três quilômetros em busca de locais para depositar seus ovos. A fêmea do mosquito costuma se alimentar de sangue humano após o acasalamento para maturação dos ovos, o que ocorre principalmente durante o dia. A postura dos ovos ocorre nas paredes internas dos depósitos que servem de criadouros, próximo a superfície da água e podendo sobreviver até 1 ano e 2 meses, mesmo que o local fique seco. Se após esse tempo, o local receber água novamente, os ovos voltam a ficar ativos. “Por isso, o cuidado deve ser redobrado ao limpar os recipientes, os ovos devem ser destruídos, assim recomenda-se a lavagem e esfregaço dos recipientes, causando a destruição e impedindo a eclosão dos ovos”, pontua Silvia Dinara.

Os sintomas da dengue são facilmente confundidos com outras viroses. Por isso, se o paciente apresentar febre e dois ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dor nas articulações, dor muscular, manchas avermelhadas pelo corpo, náuseas e vômitos – deve-se procurar atendimento médico evitando a automedicação, pois o tratamento recomendado é a hidratação de acordo com o peso do paciente e medicação sintomática, uma vez que não há um tratamento específico para dengue. Impedindo com isso, que a doença evolua para a forma grave e consequentemente ocasione o óbito.

“Caso sejam tomados todos os cuidados em casa para prevenir o mosquito Aedes aegypti, mas próximo a sua residência existam possíveis criadouros, deve-se avisar imediatamente as instâncias competentes. Em Natal, no telefone 0800-281-4031, e nos municípios que não possuem o disque denúncia as pessoas devem se dirigir ao Ponto de Apoio dos agentes”, destaca a responsável pelo Programa Estadual de Controle da Dengue da Sesap (PECD).

Dados

Segundo Silvia Dinara, de janeiro até o último dia 10 do corrente mês, o Rio Grande do Norte notificou 4.032 casos da doença e 11 óbitos suspeitos, em processo de investigação. Os municípios que mais apresentaram casos notificados de dengue em 2014 são Parelhas (749), Natal (538), Caicó (376) e Rafael Fernandes (350).

Em comparação com o mesmo período em 2013, onde foram notificados 10.747 casos da doença e 8 óbitos, verifica-se uma diminuição no número dos casos suspeitos de dengue, no entanto, houve um aumento no número de óbitos suspeitos de dengue. A investigação destes óbitos pela equipe do Programa Estadual de Controle da Dengue vai originar um relatório, que visa identificar as causas destas mortes e será encaminhado para a Promotoria da Saúde.

Comentário (1) enviar comentário
  1. TITICO disse:

    E DEPOIS DA COPA, QUEM OS BANDIDOS VÃO CULPAR QUEM PELA SAÚDE E OUTRAS COISAS? VAMOS LEVAR ÁGUA PRA SÃO PAULO PSDBBBBBBBBBBB……

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