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Campeã, Seleção Brasileira Sub-17 encanta e é comparada com times de 1970 e 1982

O baiano Carlos Amadeu comemorou o time sub-17 (Foto: Raphael Zarko)

Extraordinário, espetacular, magnífico. Além de títulos, a geração que venceu o Chile por 5 a 0 e ganhou o Sul-Americano invicto coleciona elogios de todas as partes. Os dois últimos treinadores que enfrentaram a seleção de Vinicius Junior, Alan, Lincoln, Paulinho e companhia admitiram que o Brasil sobrou no campeonato continental.

Também pudera. Foram nove partidas – sete vitórias, dois empates, com 24 gols marcados (média de 2,7 por jogo) e apenas três sofridos. A superioridade técnica, tática e física do Brasil poucas vezes foi tão exposta num torneio de base.

– São espetaculares. A melhor seleção que vi em muito tempo. Realmente me lembra time de 1970, de 1982. É uma geração maravilhosa, de grandes jogadores, muito talentosos. Carlos Amadeu comanda um time que me parece que vai renovar a seleção brasileira no futuro – apostou Carlos Restrepo, técnico da seleção colombiana sub-17, que ficou em quarto lugar e também se classificou para o Mundial da Índia, em outubro.

Vice-campeão, o argentino naturalizado chileno Hernán Caputto valorizou também os treinadores que comandaram os jogadores no Sul-Americano sub-15, em 2015, e no sub-17, disputado no Chile. Ele lembrou que passou experiência em Teresópolis com os dois técnicos e disse que aprendeu conceitos e novas maneiras para a profissão.

– Brasil tem uma geração extraordinária. Tiveram dois treinadores magnifícos, que são o Carlos Amadeu e o Guilherme Dalla Dea. Não me resta a menor dúvida de que boa parte deste grupo vai chegar ao sub-20. Tem Vinicius, Lincoln, os laterais… A verdade é que é uma equipe muito completa. Tiveram a sorte também de manter o time em toda a competição, o que é muito bom para um time. Estamos competindo num Sul-Americano, mas isso não tira a realidade: o Brasil é uma potência mundial – afirmou Caputto.

Orgulhoso, Amadeu lembrou dos tempos de torcedor, quando era apaixonado pela seleção brasileira, e acompanhava todas as Copas do Mundo. Na análise do técnico, os anos sem conquista do Mundial até 1994 transformaram e confundiram o futebol brasileiro.

– A gente sempre jogou muito bem, foi competitivo e tinha a plástica do jogo. Existe a tendência do campeão mundial criar escola. E nesse momento creio que perdemos um pouco essa compromisso com o espetáculo. A gente ouvia entrevistas: “quer espetáculo vai assistir em outro local, não aqui”. Mas o futebol é um espetáculo. Então tem que se preocupar em jogar futebol e tentar dar espetáculo para atrair o público. Esse é meu pensamento, é o pensamento que nós temos hoje. Por isso ficamos muito felizes de ouvir isso dos treinadores da Colômbia, do Chile. Não só eles. O pessoal da Conmebol nos reuniu durante o Sul-Americano e eles disseram que ficaram encantados com a nossa seleção. Eles amam o futebol brasileiro na sua essência – comentou Amadeu.

Globo Esporte

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