Após Câmara barrar denúncia, Michel Temer decide intensificar viagens

Após conseguir barrar na Câmara dos Deputados a denúncia da Procuradoria Geral da República, o presidente Michel Temer decidiu nesta semana intensificar a agenda de viagens pelo país.

Somente na primeira semana após a vitória na Câmara, Temer participou de eventos em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso (leia ao final desta reportagem detalhes sobre essas agendas). Para os próximos dias, há mais viagens previstas, novamente para São Paulo e para o Amapá.

Conforme apurado, o objetivo do presidente é acelerar o ritmo das viagens nacionais, interrompido desde maio, quando se tornaram conhecidas as delações de executivos da J&F, grupo que controla a JBS. As informações dos delatores geraram a maior crise política do governo Temer.

No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente afirmam que a decisão de intensificar as viagens tem dois objetivos: entregar obras e lançar ações do governo, além de reforçar o contato de Temer com empresários e investidores.

Diante dessa estratégia, ministros foram orientados a repassar ao Planalto detalhes de obras que podem ser inauguradas por Temer. Além disso, o gabinete de Temer também tem analisado convites para ele participar de eventos.

A ideia é estabelecer um calendário de viagens, com pelo menos um compromisso fora de Brasília por semana. Nesses eventos, Temer falará sobre ações do governo e reforçará a importância das reformas da Previdência e tributária.

Outro foco do Planalto é tentar reverter a baixa popularidade do presidente. Pesquisa Ibope divulgada no último dia 27 de julho mostrou que Temer tem 5% de aprovação, o menor índice desde o início da série histórica do instituto, que começou em março de 1986.

Além das viagens nacionais nas próximas semanas, Temer deverá viajar, em setembro, para a China – onde participará de reunião do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – e para os Estados Unidos, para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Comentários:

  1. Alberto Beto disse:

    Esse corrupto, que ai barrar a investigação assinou uma confissão de criminoso, será eleito pelo (imbecil) povo brasileiro. Qualquer homem médio saberia burlar o povo brasileiro, imaginem um chefe de quadrilha qualificado.