Câmara Municipal de São João do Sabugi vai pagar Paletó para os Vereadores

Do Blog Sabugilândia

Em francês, já cantava Lobão nos áureos tempos do rock nacional: decadência com elegância. Dentro dessa inspiração, a Câmara Municipal de São João do Sabugi está apreciando projeto de lei de autoria do vereador Marcílio de Medeiros Dantas que institui uma ajuda de custo para a edilidade adquirir suas becas, digo, ternos a serem usados nas reuniões e em outras ocasiões formais pertinentes ao Poder Legislativo. Segundo o fotógrafo e blogueiro Anchieta França, a proposta está sendo apelidada de Bolsa Paletó…

Vejam o texto do projeto:


A Câmara Municipal de São João do Sabugi, através dos seus vereadores, com base no artigo 146, parágrafo 2º do Regimento Interno, resolve:

Artigo 1º – Será concedida a cada Vereador uma ajuda de custo, sob forma indenizatória, para aquisição de paletó ou blazer a serem usados nas sessões da Câmara Municipal, no valor de 35% (trinta e cinco por cento) do subsídio mensal do Vereador, a partir de 1º de julho de 2011.

Parágrafo único – A ajuda de custo será paga nos meses de julho e agosto do corrente ano e dos anos subseqüentes.

Art. 2º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

São João do Sabugi – RN, em 05 de julho de 2011.

Marcílio de Medeiros Dantas

Vereador autor

Se o salário de um vereador é de R$ 1.500,00 mensais, equivale dizer que o auxílio-luxo chegaria a R$ 525,00, pago em dois meses – julho e agosto* – totalizando, portanto, R$ 1.050,00. Em fevereiro, última vez em que estivemos na capital potiguar, ainda encontramos nas vitrines do shopping Midway Mall indumentárias do tipo em ofertas promocionais de cerca de R$ 300,00. Ou seja, a Bolsa Paletó daria para custear a aquisição de 03 (três) paletós por ano: ao final do mandato de quatro anos, o edil possuiria 12 (doze) lordes vestimentas para exibir sua figura nos encontros legislativos.

A iniciativa vem corroborar a nossa teoria de que Sanja caminha pra transformar-se numa Pequena Venezuela, terra das misses construídas a bisturi e das peruas absurdamente trabalhadas no shantung ou no brocado. Imaginem – e pasmem! – que já tivemos uma mendicante cujas esmolas eram solicitadas na forma de perfumes e cosméticos, ao invés de comida…

Em defesa da sofisticada proposta, fazemos questão de citar a frase de uma grande amiga de tempos idos: primeiro a aparência, depois a conveniência!

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