Ex-assessor de Janot participava de grupo de WhatsApp com Joesley

Durante as investigações sobre o uso de informação privilegiada pela JBS para faturar no mercado financeiro, a Polícia Federal descobriu um grupo de WhatsApp que, além dos irmãos Joesley Wesley Batista e de advogados da JBS, tinha entre os participantes o ex-procurador da República Marcello Miller, pivô do escândalo que levou à suspensão dos benefícios do acordo de delação premiada fechado pelos empresários com o Ministério Público.

Marcello Miller foi um dos principais auxiliares do procurador-geral da República,Rodrigo Janot, nas investigações da Operação Lava Jato.

O grupo de WhatsApp foi criado em 31 de março deste ano, três dias após os irmãos Batista terem assinado um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, já como parte da negociação da delação premiada.  Àquela altura, Marcelo Miller ainda estava formalmente vinculado ao Ministério Público Federal – ele pediu para sair da instituição em 23 de fevereiro, teve a exoneração publicada em 5 de março, mas como tinha férias vencidas só se desligou em 5 de abril.

Para a Polícia Federal, Miller foi cooptado pela JBS quando ainda era procurador da República. Com base nas trocas de mensagens entre os dirigentes da empresa e o ex-procurador, os delegados encarregados da investigação afirmam que a parceria configura o crime de corrupção – corrupção passiva por parte de Marcello Miller e corrupção ativa por parte dos donos da JBS.

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Comentários:

  1. Silva disse:

    BG, esse Marcelo Miller é a bomba de nitrogênio, não pode ser preso. Caso contrário tudo vai por água abaixo, esse sim, sabe de maaaais.