O que pode ter dado errado com o submarino argentino

This undated photo provided by the Argentina Navy shows an ARA San Juan, a German-built diesel-electric vessel, near Buenos Aires, Argentina. Argentina's Navy said Friday, Nov. 17, 2017, it has lost contact with its ARA San Juan submarine off the country's southern coast. (Argentina Navy via AP )

O submarino ARA San Juan da Marinha argentina está desaparecido há nove dias. A embarcação perdeu o contato com sua central na quarta-feira, dia 15 de novembro. Desde então, equipes de busca da Argentina e de outras 13 nações procuram incansavelmente qualquer rastro que possa levar a sua localização.

O submarino

O ARA San Juan foi incorporado à frota argentina em 1985. Com 65 metros de comprimento, foi fabricado pela empresa siderúrgica alemã ThyssenKrupp. Seu último reparo foi realizado em 2004 e, segundo a Marinha, estava em totais condições para operar.

O que pode ter dado errado?

Ainda não se sabe o que aconteceu com o submarino. Porém, uma nova informação divulgada nesta quinta pela Marinha da Argentina parece indicar que uma explosão pode ter atingido a embarcação. Segundo a organização militar, foi registrado um “evento anômalo singular curto, violento e não nuclear consistente com uma explosão” na mesma região onde o submarino fez contato pela última vez.

Pouco antes da perda das comunicações, o comandante do submarino informou problemas nas baterias. Mesmo assim, decidiu continuar a viagem, já que a tribulação estava tranquila e a embarcação navegava a uma marcha constante.

Um submarino costuma ser equipado com quatro baterias que contém chumbo e ácido sulfúrico. Em caso de problemas, as baterias podem produzir gases instáveis e até uma explosão. Isso explicaria a interrupção completa das comunicações do submarino.

Falta de oxigênio

No dia 13 de outubro, 44 tripulantes embarcaram no San Juan. Eles correm grandes riscos de sufocação. Caso a embarcação esteja sem condições de emergir, o estoque de oxigênio disponível seria suficiente para manter a tripulação viva por até sete dias — nesta hipótese, já não restaria mais oxigênio.

O oxigênio do submarino é fornecido por meio de tanques ou máquinas que realizam um processo chamado “eletrólise”, que separa componentes como água e oxigênio. No entanto, a falta de energia dificultaria esse processo e o suprimento poderia diminuir gradualmente até se esgotar.

Além disso, existem outros perigos para a tripulação. Se um compartimento dentro do submarino for inundado, isso pode causar incêndios instantâneos e problemas relacionados à pressão à medida em que o ar é comprimido. Caso o submarino tenha afundado ou ultrapassado os 300 metros de profundidade, ele também poderia implodir devido à pressão.

 

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Comentários:

  1. Antônio disse:

    é incrível, nos momentos oportunos aparece até especialista em submarino.

  2. João Maria disse:

    Por isso que as coisas não são como deveriam, todo esse bla. bla. bla falando de possibilidades quando na verdade se tratava de um submarino velho, usado na segunda guerra mundial e doado pela Alemanha para Argentina pois eles não tinham onde jogar a sucata. O resultado é esse!