Judiciário

Henrique Alves e Joesley Batista viram réus por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois eleitoral

Foto: Beto Barata/AE/VEJA/VEJA

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves, o empresário Joesley Batista e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud viraram réus por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois eleitoral — no caso que veio à tona em 2017, após a delação premiada de Saud.

A Justiça Eleitoral no Rio Grande do Norte recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral no último dia 23 de outubro. A decisão é da juíza eleitoral Hadja Holanda de Alencar, da 2ª Zona Eleitoral de Natal.

Segundo a denúncia, o ex-deputado federal solicitou à empresa dos irmãos Batista o pagamento de vantagens indevidas para custeio de sua campanha eleitoral ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, tendo recebido 2.936.000,00 milhões de reais.

Nas palavras da promotora eleitoral Iara Pinheiro de Albuquerque, que assina o documento, os crimes foram cometidos por Henrique Eduardo Alves “motivado pela ganância de se ver eleito governador do estado do Rio Grande do Norte”.

Radar – Veja

Opinião dos leitores

  1. Esse cara é "INOCENTE" . Isso é uma grande farsa que estão inventando. O cara é muito "HONESTO". Pergunta a Eduardo Cunha.

  2. Neste Brasil inventaram a corda com apenas uma ponta.
    Prendem e processam os caras que compram políticos mas não prendem ou processam os políticos que se vendem.

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Diversos

‘Doleiro dos doleiros’, Dario Messer começa a negociar delação premiada

Foto: Reprodução

Conhecido como o “doleiro dos doleiros” e preso desde julho do ano passado, Dario Messer buscou formalmente o Ministério Público Federal para iniciar negociações de um acordo de delação premiada. Um dos principais alvos da Lava-Jato do Rio, Messer passou mais de um ano foragido no exterior até ser finalmente preso em julho do ano passado, sob suspeita de liderar um esquema internacional de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que movimentou R$ 1,6 bilhão e abasteceu diversos doleiros no Brasil, de acordo com as investigações. Atualmente ele está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Quando ainda estava foragido no exterior, Messer tentou iniciar tratativas com a Lava-Jato do Rio, mas as conversas não foram adiante. Agora que se tornou alvo de prisão e de diversas denúncias, o doleiro decidiu buscar novamente uma possibilidade de acordo.

A defesa de Messer iniciou as tratativas de delação na Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o caso foi encaminhado para a força-tarefa da Lava-Jato no Rio, responsável pelas investigações que resultaram na sua prisão.

Sua defesa apresentou relatos preliminares sobre políticos e empresários, mas a tentativa de delação é vista com ressalvas pelos investigadores porque avança pouco em relação ao atual estágio das investigações da Lava-Jato. Diversos outros doleiros que atuavam com Messer foram mais rápidos que ele e fizeram acordos de delação antes, o que permitiu aos investigadores desvendar o sistema de contabilidade paralela usado pelo grupo de doleiros para movimentar recursos ilícitos.

Pelas negociações até o momento, Messer teria que pagar aos cofres públicos valores entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, a título de indenização pelos crimes cometidos e devolução de recursos provenientes dos crimes financeiros. Caso as negociações prosperem rapidamente, os valores ainda poderiam ser revertidos para o combate ao coronavírus.

Conselheiros e advogados próximos ao doleiro tentaram convencê-lo a buscar um acordo de delação quando ele ainda não estava preso e poderia trazer novidades aos investigadores, mas ele sempre resistiu a essa ideia. A situação inclusive provocou uma briga em sua família. Seu filho Dan Wolf Messer rompeu com o pai e fez uma delação com a Lava-Jato no ano passado, acertando a devolução imediata de R$ 270 milhões aos cofres públicos. Também sua namorada, Myra Athaide, conseguiu fechar um acordo de delação e foi solta em fevereiro pelo juiz Marcelo Bretas. A avaliação de pessoas próximas é que Messer perdeu o momento ideal para buscar a delação e agora terá dificuldades para obter êxito.

Há um interesse do MPF, porém, na possibilidade de Messer devolver valores bilionários aos cofres públicos com celeridade. A Lava-Jato já rastreou quase R$ 1 bilhão em bens imóveis e valores mantidos ainda no exterior pelo doleiro, que estão bloqueados mas os valores ainda não foram repatriados. Esses valores só podem ingressar os cofres públicos depois que condenações contra ele transitem em julgado (termo jurídico para o esgotamento de todos os recursos), o que pode levar diversos anos para ocorrer.

A investigação contra o grupo de Messer nasceu no âmbito das apurações do esquema do ex-governador Sergio Cabral, condenado a 267 anos de prisão. O MPF aponta que ele usou serviços da rede de Messer no Uruguai para ocultar cifras milionárias oriundas de corrupção.

O doleiro já responde a diversas ações penais na 7ª Vara Federal do Rio, com o juiz Marcelo Bretas, que foi o responsável por determinar sua prisão preventiva. Em uma das denúncias do MPF, até mesmo o ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes foi alvo, acusado de fazer parte da organização criminosa de Messer.

Messer teve sua prisão preventiva decretada em maio de 2018 por Bretas, mas ficou foragido até julho do ano seguinte. Escondeu-se durante esse tempo no Paraguai, mas o doleiro foi preso em julho do ano passado em São Paulo, quando estava no local para visitar sua namorada Myra Athaide. Conseguiu ir para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica no mês passado por estar no grupo de risco do coronavírus, mas a PGR tenta cassar essa decisão.

Procurado, o advogado de Messer, Átila Machado, afirmou que não iria comentar.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Tiraram Moro do caminho, mas ainda tenho esperança que ainda vão colocar muito corruptos criminosos na cadeia.

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Polícia

PF oferece delação premiada a Adélio Bispo, que nega, diz ter falado tudo, e manifesta desejo de trabalhar

Foto: Reprodução

A Polícia Federal ofereceu hoje um acordo de delação premiada a Adélio Bispo, o homem que esfaqueou Jair Bolsonaro no ano passado. A oferta, recusada por Bispo, foi feita durante um depoimento dado ao delegado da Polícia Federal Rodrigo Moraes Fernandes. Bispo recusou a oferta, dizendo que não tem o que relatar diferente do que já disse em Juízo: agiu sozinho e não seguiu a ordem de ninguém.

Segundo o advogado de Bispo, Marco Mejìa, o depoimento não teve valor jurídico, mas foi tomado com o objetivo de esclarecer dúvidas que a PF ainda tem. Um dos questionamentos da polícia foi sobre uma denúncia enviada por um preso dizendo que Bispo teria esfaqueado o então candidato atendendo a uma ordem vinda de dentro de um presídio. O preso que enviou a denúncias buscava abatimento de sua pena ao oferecer a informação.

“Adélio explicou que agiu sozinho e não seguiu nenhuma ordem. O depoimento foi bom para mostrar que nem os advogados nem ele somos contrários a ele fornecer qualquer informação”, afirmou Mejìa.

De acordo com o advogado, Bispo aparentava uma melhora de seu quadro psiquiátrico, e teria saído da fase de surtos delirantes.

“Ele expressou que deseja trabalhar e disse estar melhorando”.

Bispo pediu para ser transferido para um presídio em Montes Claros, mas o advogado o aconselhou a permanecer em Campo Grande, onde está tendo tratamento psiquiátrico adequado e sua segurança está preservada.

Guilherme Amado – Época

Opinião dos leitores

  1. BG!
    Ou vc botou um esquerdista de plantão pra mexer no blog, ou vc mexe e tá de rabo preso, das duas uma.
    Ninguém pode mais dar uma CHAPULETADA nesses bandidos do congresso que vc não publica!
    Tá com medo BG??
    Tenha medo não, o sr ta no controle

    1. Adélio esteve no congresso fabricando álibi, esqueceu?
      Cala te a boca vc não sabe o que está escrevendo.
      Va arrumar uma lavagem de roubas que é melhor.
      Lula tá preso babaca.
      E quer ficar lá.
      Kkkkkkk

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Finanças

Renato Duque cita presidente do Flamengo em delação premiada

Renato Duque citou Rodolfo Landim em sua delação premiada. O ex-presidente da BR Distribuidora assumiu a presidência do Flamengo em 1º de janeiro.

Segundo Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, Landim teria recebido propina de um contrato de locação de edifício da BR em Salvador.

Ele também cita Paulo Tupinambá e Nelson Guitti.

O delator conta que Graça Foster, quando assumiu a BR Distribuidora, o procurou para tratar do imóvel. “Graça confidenciou ao declarante que acreditava que esse contrato teria envolvido o pagamento de propina, dado o seu valor desproporcional.”

Duque contou que sugeriu que ela fizesse uma auditoria, mas “Graça achou melhor não, porque Landim era ligado a Dilma e que ‘iria feder’ e insistiu para que o prédio fosse passado adiante”, no caso, para a Petrobras.

O Antagonista

 

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Polícia

Sérgio Machado negocia delação premiada

sergio-machadoPor interino

A gravação da conversa em que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, diz que o governo Michel Temer agiria para conter a Operação Lava-Jato faz parte de um acordo de delação premiada que o ex-presidente da Transpetro negocia com o Ministério Público Federal.

Se colaborar com as investigações, Machado pode explodir a cúpula do PMDB do Senado, que durante dez anos bancou sua permanência no comando da empresa.

Ele foi indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, mas pode implicar ainda o próprio Jucá e nomes como o ex-presidente José Sarney e o ex-ministro de Minas e Energia Edson Lobão.

Radar online- Veja

Opinião dos leitores

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Política

Ex-presidente da Andrade Gutierrez volta à prisão após 5 dias solto

otávio marquesO ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, solto na sexta-feira após fechar acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, voltou a ser preso nesta quarta-feira em São Paulo por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que conduz os processos referentes a propinas na estatal Eletronuclear.
Nesta quinta-feira, a defesa de Azevedo deve entrar com uma petição na Justiça Federal do Rio de Janeiro para esclarecer a Bretas as condições do acordo de delação premiada que permitiram a soltura do empresário na sexta-feira. Ele voltou à prisão preventivamente porque tinha contra si um segundo mandado de prisão, decretado pelo juiz federal fluminense. Azevedo foi encaminhado à carceragem da Polícia Federal em São Paulo e, caso a petição de seus advogados não seja atendida, será transferido ao Rio de Janeiro. Elton Negrão, o outro executivo da Andrade libertado há cinco dias, continua em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Fonte: Veja

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Política

Defesa de Dirceu quer adiar depoimento na Operação Lava Jato

José DirceuA defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pediu ao juiz federal Sergio Moro adiamento do depoimento previsto para sexta-feira (29). Os advogados querem que a oitiva seja suspensa até que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque finalize as negociações sobre o acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que comanda as investigações da Operação Lava Jato.

Na petição, a defesa afirmou que José Dirceu não vai ficar calado durante o depoimento e que vai esclarecer todos os fatos imputados a ele. No entanto, os advogados argumentaram que a fase de oitivas terminará na sexta-feira e, dessa forma, o depoimento deve ser feito após Dirceu tomar conhecimento prévio de todos os fatos imputados a ele, inclusive por delatores.

“Assim, caso o acordo entre Renato Duque e o Ministério Público Federal seja efetivamente firmado e, de alguma forma, trate de fatos que são objeto desta ação penal, haverá nítida causa de inversão processual, que macula o feito de nulidade insanável”, justificam os advogados.

José Dirceu e mais 15 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A acusação contra o ex-ministro e os demais denunciados se baseou nas afirmações do empresário Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada. O delator disse que fez pagamentos em favor de Dirceu e Fernando Moura, empresário ligado ao ex-ministro. Segundo o MPF, os valores são decorrentes de contratos da empreiteira Engevix e a Petrobras.

Por determinação do juiz Sérgio Moro, Dirceu está preso preventivamente desde agosto do ano passado em um presídio em Curitiba. A defesa do ex-ministro afirma que a denúncia é inepta, por falta de provas. De acordo com os advogados, a acusação foi formada apenas com declarações de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Fonte: Agência Brasil.

Opinião dos leitores

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Diversos

Delcídio aceita fazer acordo de delação premiada

A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) confirmou na tarde desta terça-feira (8) que contratou o advogado penalista Antonio Augusto Figueredo Basto. Preso há duas semanas por supostamente tentar barrar a Operação Lava Jato, o ex-líder do governo no Senado quer fazer delação premiada para tentar se livrar da cadeia.

Delcídio foi capturado por decisão do Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República. Em conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o senador é flagrado discutindo um plano para obstruir a Lava Jato. Ele e o banqueiro André Esteves do BTG Pactual, iriam financiar a fuga de Cerveró – preso desde janeiro na Lava Jato.

Nesta segunda-feira (7) o procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou criminalmente Delcídio. A pedido de Janot, o Supremo autorizou abertura de outros dois inquéritos contra o ex-líder do governo. A saída de Delcídio pode estar na delação premiada. Dois dias depois de sua prisão, familiares e amigos do senador já o pressionavam a fazer delação.

Figueredo Basto é especialista nessa área da advocacia. Entre seus clientes, por exemplo, estão o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, e o lobista Julio Camargo.

A defesa de Delcídio vinha sendo conduzida pelo criminalista Maurício Silva Leite. Na semana passada, Leite pediu ao Supremo Tribunal Federal revogação da ordem de prisão contra o senador.

Em nota, a assessoria do advogado destacou que a condução do pedido de revogação “permanece sob a responsabilidade do criminalista Maurício Silva Leite”.

AE

Opinião dos leitores

  1. O Lula não está dormindo. Deve estar sonhando com o que plantou. Vai ser enjaulado é o caminho natural.

  2. Agora a casa não cai… ela vai ser levada por uma enxurrada que vai fazer a de mariana parecer um riachinho de nada… o cara sabe tudo do mensalão pra cá….

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Judiciário

Lava Jato: STF adia para amanhã decisão sobre validade das delações de Youssef

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para amanhã (27) decisão sobre pedido para anular os acordos de coloboração com a Justiça do doleiro Alberto Youssef, principal delator do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O julgamento começou nesta quarta-feira (26), mas, diante do empate de 5 a 5 na votação, a conclusão foi adiada.

A validade das delações de Youssef é questionada pela defesa de Erton Medeiros, executivo da Galvão Engenharia, que cumpre prisão domiciliar. No recurso, o advogado José Luís de Oliveira Lima pediu que o acordo de delação premiada seja anulado, porque Youssef quebrou as regras do termo de colaboração na investigação do Caso Banestado.

De acordo com Oliveira Lima, o acordo assinado na Lava Jato é ilegal e, portanto, todas as provas produzidas contra Medeiros são ilegais. Segundo o advogado, o Ministério Público induziu o ministro Teori Zavascki, que homologou a delação, a erro, por omitir que o acordo do Caso Banestado foi quebrado pelo doleiro.

O empate ocorreu na questão preliminar, que trata da validade do recurso. Diante do empate, o plenário do STF analisará o mérito.

No julgamento, os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, seguiram o voto do relator, Dias Toffoli. Apesar de entender que somente depoimentos de delatores, sem indicação de provas, não são suficientes para formar a acusação, Toffoli afirmou que o acordo de delação premiada tem natureza homologatória, ou seja, o magistrado, ao homologá-lo, não faz juízo de valor das informações prestadas à polícia e ao Ministério Público.

“A homologação do acordo de colaboração premiada não significa, em absoluto, que o juiz admitiu como verídicas e idôneas as informações eventualmente já prestadas pelo colaborador e pendentes de identificação de coautores e partícipes da organização criminosa e das infrações por ela praticadas. A homologação judicial constitui simples fator de atribuição de eficácia ao acordo de colaboração.”, disse Toffoli.

Já os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia divergiram do relator e não conheceram o recurso. Teori Zavascki não vota por ter homologado a delação do doleiro.

Durante o julgamento, a vice-procuradora da República, Ela Wiecko, negou a suposta omissão e disse que a quebra do primeiro acordo de delação não impede que um novo seja assinado. A vice-procuradora ressaltou que a reincidência do doleiro foi levada em conta na celebração do acordo de delação, que teve regras mais rígidas.

“É preciso distinguir falta de confiança na manutenção do acordo e a falta de confiança na veracidade das declarações. No acordo de colaboração premiada, o que interessa é a confiabilidade das afirmações, porque a falta de confiança na quebra do compromisso de não voltar a delinquir encontra reposta na própria lei”, disse a vice-procuradora.

Em setembro do ano passado, a Justiça Federal no Paraná condenou Youssef a quatro anos e quatro meses de prisão por corrupção ativa. De acordo com a sentença, ficou provado que Youssef fez um empréstimo fraudulento de U$S 1,5 milhão no Banco do Estado do Paraná por meio do pagamento de propina ao então diretor Institucional da instituição em 1998.

A denúncia foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2003, mas foi suspensa em função de um acordo de delação premiada. Como Youssef voltou a cometer os crimes investigados na Operação Lava Jato, o acordo foi quebrado, e a ação voltou a tramitar em 2014.

Fonte: Agência Brasil

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Política

MPF volta atrás e cancela, por WhatsApp, acordo de delação com réu da Lava-Jato

A Procuradoria Geral da República (PGR) cancelou o acordo de delação premiada do ex-assessor parlamentar do deputado federal Pedro Corrêa (PP), Ivan Vernon Gomes Torres Júnior. A informação foi repassada pelo procurador Bruno Calabrich à defesa de Vernon, por WhatsApp, a menos de 24 horas da assinatura de um termo de confidencialidade ser encaminhado à Justiça do Paraná informando sobre a colaboração. Vernon é acusado pelo Ministério Público Federal de usar uma funcionária fantasma lotada no gabinete de Corrêa para desviar mais de R$ 600 mil para o esquema de corrupção.

A reviravolta no acordo pegou de surpresa Vernon e sua defesa. O GLOBO apurou que, desde abril, o ex-assessor do PP encontrava regularmente com membros do MPF para tratar da delação. Na segunda-feira, os defensores anexaram o termo de confidencialidade para tentar adiar o depoimento de Vernon à Justiça, marcado para a tarde desta quarta-feira. Minutos antes de entrar no depoimento, Calabrich encaminhou uma mensagem a um dos advogados de Vernon informando: “Não haverá acordo”. Surpresa, a defesa questionou: “Como assim?”. Em seguida, o procurador respondeu: “Não haverá acordo. Sem chance”.

A PGR informou que não vai comentar o ocorrido. Através de dua assessoria, o procurador informou que “não confirma e nem desmente” a informação. Nas últimas semanas, o ex-assessor chegou a entregar documentos a PGR que comprovariam as irregularidades delatadas por ele.

Vernon é um dos réus na ação proposta pelo MPF contra Pedro Corrêa. Ao lado do ex-deputado, ele responde pelo crime de peculato. Eles teriam nomeado a empregada doméstica Reinasci Cambuí de Souza como servidora da Câmara dos Deputados com objetivo de ficar com o pagamento destinado a ela.

Em depoimento ao juiz no dia 30 de junho, Reinasci disse que nunca recebeu salário da Câmara:

— Seu Ivan pegou meus documentos uma vez e levou para a Câmara. Só que eu nunca trabalhei na Câmara, não, e nunca recebi salário da Câmara. Eu trabalhava na casa do Ivan Vernon — declarou a empregada.

Reinasci foi nomeada para o cargo de Secretária Parlamentar para os ex-parlamentares Pedro Corrêa, entre 2003 e 2006, e para Aline Corrêa, entre 2007 e 2012.

Fonte: O Globo

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Judiciário

Há 10 anos, juiz Sérgio Moro defende moralidade da delação premiada

Por interino

B69355EBDABA4521454984FB203FF344D091_moro3O juiz Federal Sérgio Fernando Moro, da 13ª vara de Curitiba/PR, quem tem sob sua responsabilidade a operação Lava Jato, publicou em 2004 na revista do CJF um texto no qual comentava a operação Mani Pulite, na Itália.

A partir do caso italiano, o magistrado explicou a importância do apoio da opinião pública, a moralidade da delação e os métodos legais para levar o investigado à confissão.

Ao citar a estratégia de investigação adotada na Itália (que segundo Donatella dela Porta “submetia os suspeitos à pressão de tomar decisão quanto a confessar, espalhando a suspeita de que outros já teriam confessado”), o juiz Federal brasileiro defendeu a prática:

“Não se prende com o objetivo de alcançar confissões. Prende-se quando estão presentes os pressupostos de decretação de uma prisão antes do julgamento. Caso isso ocorra, não há qualquer óbice moral em tentar-se obter do investigado ou do acusado uma confissão ou delação premiada, evidentemente sem a utilização de qualquer método interrogatório repudiado pelo Direito. O próprio isolamento do investigado faz-se apenas na medida em que permitido pela lei. O interrogatório em separado, por sua vez, é técnica de investigação que encontra amparo inclusive na legislação pátria (art. 189, Código de Processo Penal).” (grifos nossos)

Delação premiada

No artigo, o magistrado rebateu críticas ao instituto da delação premiada:

“Um criminoso que confessa um crime e revela a participação de outros, embora movido por interesses próprios, colabora com a Justiça e com a aplicação das leis de um país. Se as leis forem justas e democráticas, não há como condenar moralmente a delação; é condenável nesse caso o silêncio.” (grifos nossos)

“Um investigado ou acusado submetido a uma situação de pressão poderia, para livrar-se dela, mentir a respeito do envolvimento de terceiros em crime. Entretanto, cabível aqui não é a condenação do uso da delação premiada, mas sim tomar-se o devido cuidado para se obter a confirmação dos fatos por ela revelados por meio de fontes independentes de prova.”

Ponderou o juiz Federal que a reduzida incidência de delações premiadas no Brasil “talvez tenha como uma de suas causas a relativa ineficiência da Justiça criminal”:

“Não há motivo para o investigado confessar e tentar obter algum prêmio em decorrência disso se há poucas perspectivas de que será submetido no presente ou no futuro próximo, caso não confesse, a uma ação judicial eficaz.”

Publicidade

Moro afirmou que as prisões, confissões e a publicidade conferida às informações obtidas na operação italiana geraram um círculo virtuoso, “consistindo na única explicação possível para a magnitude dos resultados obtidos pela operação mani pulite”.

“Talvez a lição mais importante de todo o episódio seja a de que a ação judicial contra a corrupção só se mostra eficaz com o apoio da democracia. É esta quem define os limites e as possibilidades da ação judicial. Enquanto ela contar com o apoio da opinião pública, tem condições de avançar e apresentar bons resultados. Se isso não ocorrer, dificilmente encontrará êxito. Por certo, a opinião pública favorável também demanda que a ação judicial alcance bons resultados. Somente investigações e ações exitosas podem angariá-la. Daí também o risco de divulgação prematura de informações acerca de investigações criminais. Caso as suspeitas não se confirmem, a credibilidade do órgão judicial pode ser abalada.” (grifos nossos)

Migalhas

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Finanças

Procurador-geral recebe depoimentos de Youssef na delação premiada

Os depoimentos da delação premiada do doleiro Alberto Youssef chegaram hoje (10) ao gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Desde a semana passada, Janot esperava receber os depoimentos, nos quais Youssef cita nomes de diversos envolvidos no esquema descoberto pela Operação Lava Jato, de pagamento de propina e desvio de recursos da Petrobras.

Depois de analisar os depoimentos, o procurador encaminhará a documentação ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela homologação, ou não, das denúncias. Teori também será o responsável pelo recebimento dos documentos da delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.

Além de Youssef e Paulo Roberto Costa, Rodrigo Janot aguarda, ainda, a homologação da Justiça de mais cinco ou seis delações de executivos presos na sétima fase da Lava Jato.

Caso as denúncias sejam homologadas, O STF será o responsável pelos processos envolvendo autoridades com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros. Não há previsão de quando isso ocorrerá.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Calado vc é um verdadeiro poeta Charles. Vc deve está rindo da sua falta de argumentos para um debate com ideias e fatos concretos, ao invés de ficar apenas lançando ensaios e balões de ar condicionado para evitar comparações óbvias entre atores que protagonizam uma luta representando classes sociais e demandas de minorias e maiorias, públicas e privadas. Não tem santos e demônios nesse jogo. Vc ainda não percebeu isso? Numa guerra o que está em questão são os resultados finais, que quase sempre são apenas fazer "o possível", e não o que se deseja quando nascem as ideias. Pois no meio do caminho existem pedras…
    Fazer política é aprender a transigir, negociar, dialogar, fazer acordos, alianças, coalizões, pactos, entre outras coisas. O que realmente diferencia os Partidos e seus filiados são suas histórias, origens e ligações com as forças sociais e/ou econômicas, defendendo os Trabalhadores ou os patrões, as pessoas ou o mercado, os seres humanos ou a economia. Acorda fake!

  2. Alienação a gente vê nesse povo do pt. Vão procurar uma lavagem de roupa e deixem de defender esses santos. Até pq já estão todos no céu. kkkkkk

  3. Segundo informações contidas em reportagem de hoje, exatamente quando todas as atenções estavam voltadas para a prestação de contas da campanha presidencial e para o voto do ministro Gilmar Mendes, relator das contas da presidente reeleita Dilma Rousseff, a surpresa veio de São Paulo. Uma vez que por 5 votos 1, o Tribunal Regional Eleitoral rejeitou as contas do governador reeleito Geraldo Alckmin.
    Ao mesmo tempo, em um outro momento, no STF, num voto de quase duas horas, o ministro sinistro Gilmar Mendes se estendeu além do necessário para apresentar pela aprovação da prestação de contas da campanha da presidente Dilma Rousseff, seguindo a posição defendida pelo Ministério Público Eleitoral. Ministro pareceu frustrado por não ter conseguido pretexto para o que desejava fazer e disse que não teve "maior prazer" por ter julgado as contas de Dilma e atacou "toda essa gentalha que alimenta esse mundo de intrigas". Fim do golpe.

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Diversos

Delação premiada derruba agora nos Correios

Não bastassem as denúncias contra a Petrobras, outra estatal tem um dirigente derrubado após delações premiadas. Caiu na sexta-feira o número um dos Correios no Rio de Janeiro, Omar de Assis Moreira.

Moreira foi citado em uma investigação da Polícia Federal sobre desvios milionários envolvendo planos de saúde da estatal.

Por Lauro Jardim, Veja

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Judiciário

VÍDEO 4: Precatórios:Gestão Desembargador Rafael Godeiro e como o dinheiro era dividido

Segue  o “quarto capítulo” da delação premiada de Carla Ubarana ao MP. Lembrando que dividimos a gravação integral e sem cortes da delação premiada em cinco capítulos para facilitar para os leitores. Esse capítulo nominamos de  Precatório gestão Desembargador Rafael Godeiro. Como Carla aplicava o dinheiro do precatório e como era a divisão do dinheiro.

Opinião dos leitores

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Judiciário

VÍDEO 2:Precatório: Carla Ubarana faz histórico do setor. Precatórios Auditores e Precatório Henasa

Segue  o “segundo capítulo” da delação premiada de Carla Ubarana ao MP. Que nominamos de Carla Ubarana faz histórico do setor. Precatórios Auditores e Precatório Henasa

Opinião dos leitores

  1. Desde o aparecimento do
    vídeo mudo o homem mudou sua vida, com o vídeo sonorizado a mudança
    foi maior. Ver o depoimento de Carla Ubarana é degradante, vergonhoso,
    imoral, mas já vi algo semelhante, como gravações com a vereadora
    Sargento Regina e tantos outros. Pior é concluir que depois não é
    feito justiça. Eles saem ilesos.

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