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Jornalista Rubens Lemos Filho lança livro de crônicas com memória afetiva da história do ABC

rubinhoO jornalista Rubens Lemos Filho lançará, no próximo dia 20, o livro “O Rosto Alegre da Cidade”, o qual reúne 67 crônicas e extenso material fotográfico sobre momentos importantes da história do ABC. O lançamento acontecerá na sede do Clube dos Radioamadores do RN, a partir das 19h.

O livro, lançado através da editora Flor do Sal, traz um passeio pela memória afetiva de Rubens Lemos Filho, cuja história se confunde com parte da história do Mais Querido. Abecedista por influência do pai, o saudoso jornalista e comentarista Rubens Lemos, Rubinho acompanha o Alvinegro desde os sete anos de idade. Foi testemunha dos grandes jogos e das grandes equipes de um futebol que, em grande parte, não existe mais. “O Rosto Alegre da Cidade” é a expressão desse sentimento.

“Faço uma espécie de testemunho da convivência de um torcedor com o ABC. É o resgate de um tempo. Aí estão presentes os ídolos que foram meus ídolos, as grandes vitórias, as derrotas que chorei na arquibancada, os episódios que considero importante na história do clube, que eu vivi, e também os episódios que foram narrados pelo meu pai”, explica.

As crônicas rememoram as grandes equipes montadas pelo ABC, como o time de 1983, que tinha jogadores como Marinho Apolônio, Silva e Dedé de Dora. Naquele ano, o Alvinegro fez 114 gols no Estadual, com a dupla de ataque formada por Marinho e Silva marcando 63 gols. “Lembro dos craques desse tempo, os locutores esportivos desse tempo. E há um momento, para mim foi o mais bonito, que foi o time de 1983, o time de 114 gols. Quem imagina hoje um time fazer 114 gols num campeonato? E a dupla de atacantes fazer 63? Isso não existe mais no futebol”.

Personagens dos bastidores do ABC também fazem parte da lista de homenageados por Rubens Lemos Filho. Homens como José Prudêncio Sobrinho e Ernani Alves da Silveira. “Eu relembro, por exemplo, José Prudêncio Sobrinho, que hoje está esquecido. Ele foi o diretor que exauriu o seu patrimônio para se doar ao ABC. Prudêncio foi goleiro, técnico, dirigente, supervisor, foi tudo no ABC”, diz. E complementa: “Cito também Ernani Alves da Silveira, que foi o eterno presidente do Conselho Deliberativo do ABC. Um homem que conseguia abrandar as crises só com a sua presença, a sua moral, com o carisma que tinha. Não existem mais homens assim”.

A história do ABC Futebol Clube foi marcada nos estádios que abrigaram o seu futebol e por isso o Juvenal Lamartine e o Machadão, demolido no ano de 2011, estão presentes em “O Rosto Alegre da Cidade”. “Trata-se de uma homenagem também ao Juvenal Lamartine e principalmente o meu desagravo ao Castelão, ao Machadão, do qual sou viúvo. Os dois estão aí em imagens e jogos memoráveis”, aponta.

O que emerge das 67 crônicas é a memória acerca do futebol alegre e popular do ABC. “Quero mostrar para a próxima geração, para o meu filho e para os filhos do meu filho que houve um ABC vitorioso, grandioso, altivo e especialmente um ABC popular. Era um clube alegre, que reunia a massa da cidade, os mais simples, em torno do futebol. Um futebol bonito e bem jogado”, finaliza.

Comentários (2) enviar comentário
  1. Eduardo Figueira disse:

    Caro Rubens Lemos,
    Peço permissão para publicar o artigo abaixo.

    Tem um ditado popular que diz o seguinte “Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti”. Autor desconhecido. Esse ditado casa muito bem o que vive o ABC. O que se percebeu, então? Percebemos que quase no final do campeonato fomos perceber que boa parte do elenco nunca serviu ao ABC. Tanto é verdade, que não estamos sentindo a ausência deles. E os resultados são contundentes. Em quatro jogos o ABC ganhou três e empatou um. Com eles fizemos míseros 16 pontos, enquanto que em quatro jogos já fizemos 10. Olha, contra fatos reais e não “convicções” não tem argumento. Que eles continuem fora do elenco, quem sabe o ABC não permaneça na B. Difícil, mas não impossível.
    Quero aproveitar este momento para externar a minha simpatia e gratidão ao Sr. José Paiva Torres. Um homem íntegro e abnegado ao nosso Mais Querido. Na verdade, um presidente que nunca deixou de ser. Não aparece para o público, mas na hora do sufoco ele é lembrado e sempre está à disposição. Nota 10 para o Sr. Paiva.
    E ao diretor Rui Barbosa, que tal repetir a façanha daquele belo time de 1983? Quando converso com os meus amigos, recordo que quando cheguei a Natal para trabalhar no BB, em 1978, o meu amor pelo Mais Querido foi fulminante. De lá para cá, o time de 1983 foi o melhor time do ABC que vi jogar. Na época, a aposta não para saber se o ABC ia ou não ganhar. A aposta era para saber o placar do jogo. Daquele elenco, tenho conhecimento que dois jogadores já não estão entre nós: Dudé e Dedé de Dora. Este último, dono de um petardo poderoso da esquerda que nem a bola ousava desobedecer à ordem enviada pelo craque.
    Eduardo – ABC SEMPRE

  2. Flauberto Wagner disse:

    Das 67 crônicas, cheguei a ler boa partes delas as quais eram publicadas diariamente no JH, já com relação ao ABC realmente seu passado é de muita gloria e o presente de muita decepção.

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Multidões e cifrões por Rubens Lemos Filho

Artigo de Rubens Lemos Filho no Jornal de Hejo de quinta 12/05

Quando presidiu o ABC Futebol Clube, Judas Tadeu Gurgel era metralhado pela imprensa e por alguns escribas (eu era do time), pelo seu estilo explosivo e centralizador. Judas Tadeu agia como torcedor, brigava com desafetos pelo rádio, especialmente após as vitórias e não permitia o debate salutar e fundamental na democracia de um clube dito do povo.

O queixume dos opositores de Judas Tadeu Gurgel transformou-se num discurso que tomou forma e outro mote demolidor: A incapacidade administrativa de fazer o ABC gerar lucro e passar a ser mais do que um time de futebol. A força da retórica ganhava as cadeiras cativas do Frasqueirão construído por Judas e, com sutileza própria dos ardis, invadia as redes sociais e as análises imparciais (creio) nas emissoras de rádio e nos jornais.

É notório que Judas Tadeu cavou a sua própria sepultura ao pilotar uma infeliz campanha no Brasileiro da Segunda Divisão de 2009, quando foram contratados diversos cabeças de bagre e o rebaixamento à Série C apagou todos os feitos de um homem com virtudes e defeitos típicos de um arquibaldo comum.

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Comentários (13) enviar comentário
  1. ALEXANDRE MAGNUS disse:

    Sei do amor pelo ABC que Rubinho e outros milhares de torcedores que não estão tendo acesso aos eventos e jogos por questões financeiras . Porém vale salientar que manter um time vencedor HOJE no futebol CUSTA MUITO ALTO . Quanto ao valor da camisa, esta semana estive em Belém , tive que presentear um amigo torcedor do REMO, quanto foi a camisa oficial R$ 155,00, quanto era a do rival Paissandu R$ 115,00 . Estamos falando do Remo sem série e do Paissandu na C , portanto a realidade do futebol é outra hoje em dia . Sem contar que a população hoje em dia também ganha melhor que há 10 anos atrás . E para finalizar, no dia que me faltar a condição financeira para acompanhar as coisas do ABC, agradecerei a Deus se ele puder me permitir acompanhar pelo rádio um time VENCEDOR .

  2. Sou sócio torcedor desde o início, concordo que essa administração faz um trabalho fantástico, mas fica mais do que claro que os últimos eventos do ABC tem se afastado um pouco da frasqueira, o ABC hoje é moda, como um dia nosso Rival já foi, o nosso diferencial sempre foi a nossa torcida apaixonada que sempre acompanhou o ABC e não pode ser esquecida nem afastada, a grande missão desta diretoria é conseguir a estabilidade financeira sem deixar de lado o torcedor, falo isso com isenção pelo fato de hoje ser sócio torcedor de Cadeira e vou comprar a tão falada camisa de 139,90, talvez até mais de uma, mas eu sozinho não sustento o ABC, eu sozinho não posso ir a todos os jogos, mesmo já estando pago. O eterno confronto Paixão x Razão. Mas aplaudo a difícil missão de comanda um time como o nosso e reconheço tantos acertos que foram premiados com ótimos resultados, a gora críticas estão ai para serem ouvidas.

  3. Francisco disse:

    Concordo faz tempo que a diretoria esqueceu do torcedor mais humilde,sou socio mas nao concordo cobrar 30 no ingresso,ABC é POVÃO……..

  4. Pedro Henrique (@ph_natal) disse:

    Apesar de eu ser torcedor do América, sempre me interesso por assuntos relativos aos clubes do RN, principalmente aos que tratam o ABC – o maior rival do America. Isso é lógico!
    Na minha humilde opinião, Rubinho retratou muito bem o que se passa hoje pelo ABC. Vejo de longe um time querendo ser maior do que é, tipo um São Paulo, um Palmeiras, um Flamengo, Um Vasco…. calma gente, muita calma. o ABC é grande sim, porém apenas dentro do seu estado. Essas atitudes de "megalomanismo" pode ter um efeito colateral; pode afastar seu maior patrimônio de perto: o torcedor do seu time. Essa coisa de apresentação no Teatro Riachuelo; atração a nível nacional e camisas a R$ 139,90 é coisa de quem está vislumbrado… de quem viaja na maionese.

  5. Tomas disse:

    É interessante que vc quer bater na diretoria neste momento, já que vc não esta dentro da diretoria. Porque vc não reclamou quando cobraram 40 reais na final e semi final da serie C? interessante né? realmente vc fez muito bem em sair do abc! Porque colocou placar de LED e trouxe pits burg e outros, não quer dizer que vc seja maior que o abc não. Fique certo que não foi vc que levou o abc a serie B não!!! Então faz tua parte e deixa de viver batendo em quem não merece!!!

    • bruno disse:

      Amigo tomas, longe de mim querer ser maior do que o ABC, a unica coisa que critico no ABC e encarecer as coisas para torcida. A Unica. O Resto elogio tudo, absolutamente tudo amigo. Quando eu estava lá dentro o pensamento era igual ao de agora. Vc pode confirmar com qualquer um.

  6. willlliam disse:

    BG, me tire um dúvida, se você souber responder à minha pergunta, obviamente. O ABC tem alguma ingerência neste preço que se está cobrando pela camisa oficial??? Ou seja, se está descascando a diretoria, mas não vi, até agora, ninguém informar se este preço é estipulado unicamente pela LUPO, pelo ABC ou se é combinado entre os dois?? Na minha opinião, antes de se realizar qualquer crítica tem-se de se esclarecer este questão. Certo do antendimento deste questionamento, desde já agradeço. William.

    • bruno disse:

      Olá William, claro que o ABC tem. Todo cluibe tem participação % nas vendas. Dos times que a LUPO fornece o ABC é a camisa que tem o valor mais alto.

  7. Já tinha lido os comentários de Rubinho no blog fomedegol. Acho que vivemos em uma democracia e o ABCFC é assim mesmo. Agora como vivemos em uma democracia, tenho todo direito de discordar.
    Não podemos pensar em um ABCFC com idéias provincianas. Temos
    que pensar grande e isso está relacionado com dinheiro e boa administração dele. Não podemos pensar em um clube somente de abnegados, veja o nosso "co-irmão".
    Temos que pensar grande, pensar em títulos estaduais, nacionais e por que não internacionais… por que não?
    Não podemos ter esses pensamentos derrotistas de que tudo está bem somente quando estiver ganhando.
    Na verdade os insucessos farão parte da vida de qualquer clube, inclusive o ABCFC. Mais com organização e mais recursos, ele se tornaram muito menos frequentes e a volta por cima muito mais rápidas.
    CONCORDO COM RUBENS (PRESIDENTE DO CLUBE) QUANDO ELE DIZ:
    "A META DO CLUBE NO CAMPEONATO É DO TAMANHO DO SONHO DE NOSSA TORCIDA."
    nossa torcida é grande, é apaixonada e não vai medir esforços para sempre ter um ABCFC forte do tamanho de nossos sonhos…
    PREÇO DE CAMISA, isso é coisa pequena demais para se pensar e reclamar.
    VAMOS NOS PREOCUPAR COM OUTRAS COISAS!!

  8. ELIZA SOUZA disse:

    MUITO BOM O TEXTO. O SUCESSO DO NOSSO MAIS QUERIDO NÃO APAGA A ELITIZAÇÃO QUE VEM ACONTECENDO. ACHO MUITO ALTO 140 NUMA CAMISA DO ABC.

  9. @borgesneto12 disse:

    BG, contra fatos não há argumentos. A nova direção do ABC tem méritos e merece receber os parabéns pelos títulos estaduais de 2010 e 2011 e pelo inédito título para o futebol potiguar: campeão brasileiro. Mas isso não a blinda de receber as críticas quando necessárias. A principal que faço é que acho que os diretores esquecem que o ABC é o Mais Querido, ou seja, é o time da massa, da Frasqueira. E essa, composta na grande maioria por assalariados está afastada do Frasqueirão. Basta observar com cuidado os borderôs dos jogos. 90% são os sócios. Estes são importantíssimos para o equilíbrio financeiro do clube, mas os torcedores que não querem ou não podem se associar não devem ser relegados a segundo plano. R$ 30,00 num ingresso de arquibancada e R$ 80,00 num de cadeira para os jogos do estadual foi demais. Acho caro até para a "B". Transformar o módulo 1 num local exclusivo para "cadeirantes" foi um tiro que saiu pela culatra: vive vazio. Eventos em locais fechados e com capacidade reduzida também é outro erro gritante e discriminante contra o povão abcdista. Essas atitudes afastam a Frasqueira. E prestem atenção: a lua-de-mel da torcida com a direção só dura enquanto os resultados forem favoráveis. Começou a perder, deixou de ganhar, os sócios deixam de pagar, o torcedor anônimo não vai e o clube entra numa "deprê" financeira. Espero que a direção do ABC leia esse excelente artigo de Rubinho e repense esse contexto, pois o alvinegro potiguar é em sua essência o Clube do Povo.

  10. Zé Bonifacio disse:

    Perfeito o texto rubinho. O show da diretoria e uma verdade. Agora o clube se afasta cada dia mais das suas origens.
    Ao rapaiz ai que comentou gabriel, não vi ninguem criticar a fabricante não. Temos que saber distinguir as coisas

  11. Gabriel Rodrigues disse:

    Texto sem necessidade de quem ficava com raivinha quando se falava mal do futsal do ABC. Você tem noção de quanto subiu o preço de tudo? A LUPO tem o direito de dizer quanto quer cobrar. O ABC não pode chegar e simplesmente tirar o preço do bolso e barateá-la. A ERK, festejada por muitos, está cobrando quanto na do América?

    Do mesmio jeito que se pagava 10 reais num ingresso quando o salário mínimo era 100 e poucos reais, se paga agora 139 com um salário de 540…

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E Aí, meu Rei?

De tanto Baiano tomando conta da Copa em Natal, do Juiz de futebol ao demitido a bem do serviço público, não duvidem se chegar um projeto de lei na Câmara Municipal propondo a mudança do nome do estádio de Arena das Dunas para Arena de Ondina. Né não meu Rei??

* Artigo tirado da Coluna do Jornalista Rubens Lemos Filho do Jornal de Hoje de 01/04/11.

Em tempo: Rodrigo Cintra apita neste domingo em Camaçari o jogo Camaçari X Serrano pela 16º rodado do Baiano.

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