TRT-RN reconhece tempo de seleção e treinamento como parte do contrato de trabalho

A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) reconheceu, por unanimidade, o tempo que a AEC Centro de Contatos S.A. destinou a seleção e treinamento de empregado como parte do contrato de trabalho.

A Turma não acolheu recurso da empresa contra decisão inicial da 1ª Vara do Trabalho de Mossoró.

No caso, o autor do processo começou de treinamento em 6 de outubro de 2014 e foi oficialmente contratado em 3 de novembro do mesmo ano.

A empresa alegou, no recurso, que não seria cabível o reconhecimento de vínculo de emprego por não ter havido prestação de serviços propriamente dita nesse período.

A contratação do empregado, no entanto, estaria condicionada à aprovação em provas e exames de caráter eliminatório.

Com base nas provas produzidas no processo, a desembargadora Joseane Dantas dos Santos, relatora do processo no TRT-RN, entendeu que não se tratava, no caso, de processo seletivo, se configurando, na realidade, em contrato de experiência.

“Basta, para se chegar a tal conclusão, o largo período de tempo (30 dias), bem como a carga horária a que estavam submetidos os candidatos (de cinco a seis horas por dia)”, observou a desembargadora.

Joseane Dantas destacou, ainda, decisões no mesmo sentido da própria Primeira Turma e do Tribunal Superior do Trabalho.

Ela também citou, em seu voto, os fundamentos da decisão da 1ª Vara de Mossoró, em que o ato da empresa foi “uma nítida tentativa de usar o período pré-contratual como experiência contratual e o contrato de experiência como fraude ao pagamento das verbas trabalhistas do contrato por prazo indetermina”.

Processo n° 0000168-66.2017.5.21.0011

 

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Comentários:

  1. Marcos disse:

    Em breve, até o tempo gasto no preenchimento da ficha de seleção, será parte do contrato.

  2. Coocker Spaniel Inglês disse:

    👏👏👏👏👏👏👏👏

  3. Luciana Morais Gama disse:

    No Brasil o bom mesmo é NÃO GERAR EMPREGO.

    • anderson disse:

      Bom mesmo seria não trabalhar para patrão explorador, que só pensa no lucro e o que o empregado vá às favas, como se fosse um favor empregar alguém. A senhora deve ser uma megaempresária estilo Rocha company exploration, vulgo riachuelo.