Economia

Ex-secretário de energia lamenta o RN "ter ficado para trás"

Três lições para o RN em eólicas por Jean-Paul Prates

Não adianta negar: é lastimável que o Rio Grande do Norte, pela primeira vez desde que se apresentou nos leilões federais para compra de energia com seu potencial eólico insuperável, tenha tido NENHUM parque vencedor apesar de ter habilitado mais de 70 projetos. O preço médio ao final do leilão ficou em R$ 124,43/MWh – um deságio de 1,25% em relação ao preço inicial. Os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul foram os contemplados com projetos vencedores. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 3,3 bilhões na construção dos parques eólicos ali situados. O Rio Grande do Sul adicionou 326,6MW de potência. Piauí ficou com 240MW; Pernambuco 120MW, Ceará 98MW e a Bahia com 83MW.

O que aconteceu para o RN ter uma performance tão pobre e distante da liderança isolada que conquistou em 2009, 2010 e 2011?

O principal argumento conhecido é o de que o setor eólico tem apresentado problemas no escoamento das usinas por causa do atraso na transmissão. Por isso, neste leilão e para os próximos, o governo transferiu o risco da transmissão para o gerador obrigando-o, na habilitação, a indicar suas condições de conexão antecipadamente. Como os parques precisam entregar energia em janeiro de 2016 (portanto, com dois anos para serem construídos) o setor precificou esse risco, o que resultou em ofertas taritárias mais altas que antes. Nada grave, apenas um ajuste do crescimento setorial já bem absorvido pela indústria.

Mas note-se que este contexto não é adstrito ao RN. Ele também é encontrado na Bahia, no Ceará e no Piauí em várias áreas prospectadas. Lá também temos bacias de vento não interligadas ao sistema. Além disso, não houve impedimento, e sim maior restrição a habilitar projetos sem conexão. Por isso, mesmo assim, o RN habilitou 71 projetos eólicos à concorrência, somando mais de 1.600MW de potência. Foi o terceiro estado que mais habilitou projetos, tanto em número de parques quanto em MW.

Considerando que há um leilão “mais folgado” em tempo de execução por vir ainda em dezembro deste ano (o Leilão A-5, que dá cinco anos para implantação do parque e das linhas), certamente teremos uma performance bem mais significativa naquele certame, diante de um portfolio numeroso de projetos habilitados. Portanto, não há motivo para desespero, mas o resultado faz pensar. E é bom que se o faça.

Como se explica então não ter colocado nenhum projeto vencedor neste leilão de 2013?

A diferença talvez seja que, no RN, os investidores perceberam que ultimamente encontrem maior dificuldade em estruturar e defender os termos econômicos do seus projetos em função de incertezas que vão além da questão das linhas de transmissão, e que dependem também de ação governamental do Estado.

1. Na própria questão das linhas, o acompanhamento e a cobrança diuturna junto à CHESF e à ANEEL teve um período crítico de total inércia estadual durante 24 meses (2011 e 2012 inteiros). Apesar da responsabilidade regulatória e função penalizadora ser federal, é evidente que cada estado precisa informar, cobrar, acompanhar os projetos de seu interesse. É o mesmo que quando se trata de rodovias ou infra-estrutura de seara federal. O Governo do Estado alerta, reclama, pede apoio da bancada de parlamentares. Para isso ocorrer, tem que estar acompanhando, entendendo e tratando do assunto no seu dia-a-dia. Isso não ocorreu em 2011 e 2012, e se refletiu um ano depois. Quando o atual secretário foi convidado e tomou posse (dezembro, 2012), já teve que atuar como médico em uma emergência, atacando apenas aquela prioridade, diante do fato concreto de o RN ver-se na iminência de ter alguns parques já contratados migrando para o Maranhão.

2. A atuação de Rogério Marinho na questão de recuperar o acompanhamento e as cobranças quanto às linhas de transmissão já licitadas foi por mim elogiada. Há que se fazer justiça e não há política ou ideologia que me impeçam de fazer isso sempre. Como o Governo Federal resolveu atualizar toda a metodologia de planejamento da questão nacionalmente, Rogério e sua equipe também tiveram a oportunidade de incluir o RN no plano futuro das novas linhas a ser licitadas. Isso é o papel de gestor energético estadual: dar subsídios para as tomadas de decisão em nível nacional. Mas com tanto a fazer no segmento de transmissão no RN, os investidores precisam ter certeza de que tal empenho e cobrança continuarão, para estas e para as futuras linhas a construir.

3. Não se resolve tudo com tratamento pontual e urgente. Há medidas que são de fundo estratégico e outras de caráter permanente e regular. A criação e a manutenção de um ambiente confortável e competitivo para o investimento em eólicas no RN é um trabalho que não pára. Não dá trégua. Por isso, exige dedicação exclusiva. Há que se tomar conta dos parques em construção, evitando os esperados conflitos e traumas junto a comunidades locais, facilitando a logística de transporte dos equipamentos gigantes, acompanhando as questões burocráticas que envolvem outras diversas entidades com quem os empreendedores são obrigados por lei a interagir. Há que se acompanhar os projetos em operação, assegurando condições de segurança para os trabalhadores e staff gerencial, bem como a reciclagem e capacitação de pessoal local para que dele possam dispor os empreendimentos evitando trazer mão-de-obra de fora. Há que se apoiar aqueles empreendedores que ainda se encontram medindo vento e concebendo seus projetos, também com segurança, acesso à informação governamental, desburocratização, agilidade e eficiência no apoio à indústria – o que absolutamente não quer dizer atropelar procedimentos ou garantir privilégios, apenas compreender os prazos e necessidades especiais de uma atividade regulada como gerar energia. Enfim, há uma série de atividades diuturnas, constantes.

4. No dia-a-dia das prospecções e operações, também há muitas coisas que podem minar o ambiente de investimentos. Neste sentido, as forças-tarefas que criamos em 2010 para o acompanhamento dos projetos eram um diferencial, hoje copiado pela Bahia com sucesso – e descontinuado no RN desde 2011. O núcleo ambiental específico, também projetado em 2010, foi implementado em 2011 pelo IDEMA, mas precisa funcionar em ritmo e rotina diferente dos demais núcleos do órgão. Se for para ser igual, não adianta. Há questões emergentes agora quanto à segurança nas áreas dos investimentos (sabotagens, atentados a equipamentos, ataques ao staff para roubo de dinheiro em dia de pagamento, entre outros incidentes registrados em Areia Branca, João Câmara e Parazinho, por exemplo). Há também uma insegurança fundiária que recrudesce, após termos aplacado o início da especulação em 2009. Neste quesito, é fundamental a interação do Governo do Estado com o Poder Judiciário e com as corregedorias, para coibir fraudes, falhas e custos abusivos cartoriais, a sobreposição de registros e os impedimentos burocráticos junto ao INCRA e outras entidades participantes dos processos.

Enfim, falta papel aqui para tantas incumbências relevantes para o Estado nestes empreendimentos. Mas o ponto é que há muitas lições a aprender a partir deste resultado lamentável do RN no leilão de 2013:

Lição 1: quem continuar acreditando que para ser bem sucedido no setor eólico basta ter vento, vai ficar falando sozinho e permitir que o RN perca espaço para lugares com menos potencial, menor fator de capacidade mas mais iniciativa e ação governamental.

Lição 2: no trato das questões setoriais, há que ter transparência e humildade: abrir-se ao debate com as entidades setoriais dá muito mais resultado do que conversas de alcova com um ou outro empresário mais falante. Por três vezes (2011, 2012 e 2013), por exemplo, o Governo do RN simplesmente IGNOROU o Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que nasceu justamente em Natal, em 2009 e 2010. Ninguém apareceu nele durante os três últimos anos de sua realização, que objetiva justamente a discussão anual das questões regulatórias, políticas e operacionais locais do setor. Note-se que em momento nenhum foi solicitado apoio financeiro, apenas comparecimento oficial para participação nos debates.

Lição 3: ação governamental não é só política. Não se resume a ser amigo ou adversário do Governo Federal, a reclamar ou bradar por apoio. É preciso pleitear as coisas com fundamento técnico. Principalmente, na gestão Dilma Rousseff que, tanto com Natal quanto com o RN, já demonstrou atuar de forma “republicana”, sem diferenciais político-ideológicos, inclusive tendo sido elogiada tanto pela ex-prefeita quanto pela atual Governadora quanto a isso. Como em outros setores (turismo, infra-estrutura, pesca, mineração etc), no setor energético é preciso cooperar mais do que mendigar ou esbravejar. É preciso elaborar pré-estudos, conceitos com conhecimento local, expressar informações e diálogos com quem conhece a realidade específica. Sem isso, os pleitos ficam relegados a meros ex-votos: pernas e braços desintegrados, pedidos por interesse específico, sem conexão com uma estratégia maior.

Por fim, resta uma esperança fortuita: com o sempre “heróico” apoio da FIERN, embarcou-se num projeto de diagnóstico chamado “Mais RN”, aparentemente ambicioso demais para um final de administração em que aliados se auto-ejetam a cada semana. O objetivo e as metas do Mais RN são louváveis, mas pouco se dá a conhecer sobre a sua execução e destinação dos recursos arrecadados junto a empresas (inclusive mas não se limitando ao setor eólico) “a convite” do Governo do Estado. Os setores produtivos do RN certamente aguardam com ansiedade os resultados deste diagnóstico caro e pago por todos, para além dos impostos e encargos usualmente já incidentes. Será frustrante se tal trabalho resultar apenas em mais um relatório de gaveta entre outros tantos já contratados e pagos no passado recente e distante, como panacéias para o desenvolvimento do Estado.

Informe adicional: 

Hoje, um total de 39 empreendimentos eólicos, somando capacidade instalada de 867,6 megawatts (MW), foi contratado no leilão de Energia A-3/2013, promovido pelo Governo Federal com o objetivo de suprir a demanda de eletricidade do país no ano de 2016: 28 concessionárias de distribuição serão as compradoras junto aos empreendedores dos projetos vencedores com contratos de compra e venda de energia de duração de 25 anos, válidos a partir de 1 de janeiro de 2016. O preço médio ao final do leilão ficou em R$ 124,43/MWh – um deságio de 1,25% em relação ao preço inicial. Os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul foram os contemplados com projetos vencedores. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 3,3 bilhões na construção dos parques eólicos ali situados. O Rio Grande do Sul adicionou 326,6MW de potência. Piauí ficou com 240MW; Pernambuco 120MW, Ceará 98MW e a Bahia com 83MW. A Empresa de Pesquisa Energética – EPE habilitou tecnicamente 429 projetos de geração de energia elétrica para o A-3/2013, com potência instalada somada de 10.460 MW. A eólica apresentou os maiores números entre as fontes participantes: 381 empreendimentos habilitados, totalizando uma capacidade de 9.191 megawatts (MW). Outro aspecto relevante a comentar é que além da fonte eólica, participaram do leilão projetos de geração solar fotovoltaicos – pela primeira vez. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) chegou a habilitar 31 projetos fotovoltaicos para este leilão, que somavam 813MW de potência. Também não tiveram sucesso tarifário os poucos projetos termelétricos a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas que se apresentaram.

Opinião dos leitores

  1. LAMENTÁVEL!!! Infelicidade muito grande o RN ter ao mesmo tempo uma governadora e a prefeita da capital incompetentes.

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Geral

RN tem 3ª maior taxa de estupro de vulnerável no Nordeste, o equivalente a três vítimas por dia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição no Nordeste em incidência de estupro de vulnerável. Em 2025, o estado registrou 28,68 casos por 100 mil habitantes, acima da média regional (23,96) e da nacional (27,7). Em números absolutos, foram 991 casos, o equivalente a três vítimas por dia, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na região, apenas Sergipe e Piauí tiveram taxas maiores. Apesar disso, o RN apresentou o menor crescimento de registros no Nordeste em relação a 2024 (0,92%), enquanto o Brasil teve leve queda (-0,38%).

Especialistas alertam que a subnotificação ainda é um desafio. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte apontam que fatores como grandes eventos e atividades econômicas específicas podem influenciar a violência contra crianças e adolescentes. Por outro lado, o aumento de registros também pode refletir maior capacidade de denúncia.

O crime envolve atos sexuais com menores de 14 anos ou pessoas sem discernimento ou resistência. Desde 2017, o Superior Tribunal de Justiça considera irrelevante qualquer alegação de consentimento ou relacionamento.

Atualmente, o RN conta com três delegacias especializadas (Natal, Parnamirim e Mossoró). Especialistas defendem a ampliação da rede para evitar subnotificação e revitimização no atendimento.

Números (estupro de vulnerável) – Nordeste

  • Alagoas
    643 – 19,96 por 100 mil
  • Bahia
    3.940 – 26,49 por 100 mil
  • Ceará
    1.569 – 16,93 por 100 mil
  • Maranhão
    1.687 – 24,04 por 100 mil
  • Paraíba
    1.081 – 25,96 por 100 mil
  • Pernambuco
    1.733 – 18,12 por 100 mil
  • Piauí
    1.223 – 36,13 por 100 mil
  • Rio Grande do Norte
    991 – 28,68 por 100 mil
  • Sergipe
    849 – 36,92 por 100 mil

Com informações de Tribuna do Norte

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Política

Direita convoca atos contra Lula, Moraes e Toffoli em várias capitais neste domingo (1º)

Foto: Beto Barata/PL

Grupos e lideranças da direita articulam manifestações em diversas cidades do país neste domingo (1º), com críticas ao presidente Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal. A mobilização, batizada de “Acorda, Brasil”, deve reunir apoiadores em capitais como Belo Horizonte e São Paulo, em um movimento que também projeta o cenário eleitoral de outubro.

O ato foi impulsionado pelo deputado Nikolas Ferreira, que confirmou presença na concentração marcada para as 10h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, antes de seguir para São Paulo. A convocação ocorre após o parlamentar liderar uma caminhada de 250 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na capital paulista, são esperadas participações do senador Flávio Bolsonaro e dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, apontados como nomes que buscam dialogar com o eleitorado conservador.

Além de Lula, os protestos também miram o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli, com críticas à atuação da Corte em casos recentes, incluindo desdobramentos envolvendo o Banco Master.

Com informações da Itatiaia

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Mundo

Especialista afirma que capacidade militar do Irã segue forte após ofensiva

Foto: Official President website/Handout via Reuters

O Irã mantém praticamente intacta sua capacidade militar mesmo após recentes ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, segundo análise do professor Ronaldo Carmona, da Escola Superior de Guerra, em entrevista à CNN Brasil. Para ele, o país persa possui Forças Armadas relevantes e um dos programas de mísseis mais desenvolvidos da região.

Carmona destacou que Teerã se preparou ao longo dos anos para um eventual confronto direto, investindo em bases subterrâneas e estruturas capazes de resistir a bombardeios sofisticados. Segundo o especialista, parte dos lançadores e mísseis de grande porte pode estar oculta e pronta para uso em defesa da liderança iraniana.

O professor classificou o cenário atual como um confronto de grandes proporções entre potências militares. De um lado, Estados Unidos e Israel, com forte presença naval e aérea na região; do outro, o Irã, que ainda teria, de acordo com a estimativa apresentada, cerca de dois mil mísseis de cruzeiro disponíveis.

Na avaliação dele, a ofensiva teve como foco tanto a eliminação de lideranças quanto a tentativa de enfraquecer a estrutura militar iraniana. Ainda assim, Carmona acredita que o conflito tende a permanecer concentrado nos principais envolvidos, sem uma ampliação imediata para outros países do Oriente Médio.

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Geral

Relatório do Congresso dos EUA aponta suposta base militar chinesa secreta no Brasil

Foto: Reprodução e Ueslei Marcelino/Alamy

Um relatório do Comitê Seleto da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos para monitoramento da China afirma que o Brasil abrigaria uma base militar chinesa “não oficial”. Segundo o documento, a chamada Estação Terrestre de Tucano funcionaria em Salvador, na sede da empresa brasileira Ayla Space, que mantém parceria com a Beijing Tianlian Space Technology.

De acordo com o relatório, a instalação teria capacidade de rastrear objetos espaciais e identificar ativos militares estrangeiros em tempo real na América do Sul. O texto sustenta ainda que a estrutura permitiria à República Popular da China ampliar sua influência sobre a doutrina espacial militar brasileira e estabelecer presença estratégica na região.

O documento também menciona o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia, localizado na Serra do Uruba, na Paraíba, fruto de parceria entre instituições chinesas e universidades brasileiras firmada em 2025. O projeto é oficialmente voltado à pesquisa avançada em radioastronomia.

Parlamentares americanos argumentam que tecnologias de observação espacial podem ter uso dual — civil e militar — e por isso acompanham de perto os acordos firmados. O relatório afirma ainda que Pequim manteria ao menos dez instalações semelhantes na América do Sul, dentro de uma estratégia de expansão de influência por meio de cooperação tecnológica e comercial.

Com informações do Poder360

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Geral

VÍDEO: Lula critica “pirotecnia nas redes” após chuvas em MG e aliados veem recado a Nikolas

Vídeo: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (28), em Juiz de Fora, que vai “desmascarar” políticos que estariam “brincando” de fazer política nas redes sociais. Sem citar nomes, criticou o que chamou de “pirotecnia através do celular” e disse que gravar vídeos e fazer memes não resolve os problemas da população.

A declaração foi dada após visita às áreas da Zona da Mata mineira atingidas por fortes chuvas. Lula sobrevoou regiões afetadas e caminhou ao lado de prefeitos locais, defendendo que o momento exige responsabilidade e ação concreta, não disputa por engajamento digital.

Nos bastidores, aliados interpretaram a fala como uma indireta ao deputado Nikolas Ferreira, que tem publicado vídeos nas cidades atingidas. O parlamentar é um dos nomes mais influentes da oposição nas redes sociais.

Lula afirmou que o governo federal prestará apoio sem critérios partidários e que pretende repetir em Minas o modelo de socorro adotado no Rio Grande do Sul em 2024. Segundo ele, a prioridade agora é o levantamento dos danos e a reconstrução das cidades afetadas.

Com informações do Poder360

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Mundo

VÍDEO: Judeus e persas celebram juntos queda de Khamenei em bairro judaico de Londres

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

A confirmação da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, provocou reações imediatas em diferentes partes do mundo — e uma das cenas mais simbólicas foi registrada em Golders Green, tradicional bairro judeu de Londres.

Na noite de 28 de fevereiro de 2026, judeus e iranianos que se identificam como persas ocuparam as ruas da região para celebrar juntos a notícia. Vídeos que circulam nas redes mostram abraços, danças e bandeiras de Israel tremulando ao lado da antiga bandeira iraniana pré-Revolução Islâmica de 1979 — símbolo associado ao período anterior ao regime teocrático.

Os manifestantes entoavam palavras de ordem contra o regime iraniano e faziam referências à histórica convivência entre povos persas e judeus, destacando laços culturais que remontam a milênios. Muitos celebravam o que consideram o fim de uma era marcada por repressão política e restrições às liberdades individuais no Irã.

A morte de Khamenei ocorreu após uma ofensiva militar atribuída a uma ação conjunta entre Israel e Estados Unidos, segundo anúncios oficiais. A notícia gerou diferentes reações globais — de tensão diplomática a manifestações públicas como a vista em Londres.

Para integrantes da diáspora iraniana, especialmente opositores do regime, a cena foi tratada como um momento histórico. Já líderes comunitários pediram cautela diante da instabilidade que pode se seguir no Oriente Médio. Ainda assim, as imagens de Golders Green simbolizaram, para muitos, uma rara demonstração pública de união entre comunidades historicamente ligadas, mas separadas por décadas de conflitos políticos.

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Política

Da prisão, Bolsonaro sai em defesa de Michelle e critica ataques “da própria direita”

Foto: Isac Nóbrega/PR

Em carta escrita à mão na prisão e enviada à coluna do jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez um apelo público por união no campo conservador. No texto, ele saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentou críticas direcionadas a aliados que, segundo ele, partem de setores da própria direita.

Sem citar nomes diretamente, Bolsonaro afirmou que tem acompanhado manifestações contra Michelle e outros integrantes do grupo político. “Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu, ao reforçar valores que costuma destacar, como “Deus, pátria, família e liberdade”.

Nos bastidores, as declarações ocorrem em meio a tensões envolvendo lideranças do Partido Liberal (PL). Recentemente, Eduardo Bolsonaro fez críticas públicas a Michelle e ao deputado Nikolas Ferreira, alegando falta de empenho em torno de uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Também houve troca de declarações entre Michelle e o comunicador Allan dos Santos, que insinuou apoio dela a uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas ao Planalto.

Na carta, Bolsonaro afirmou ainda ter pedido que Michelle adie qualquer envolvimento mais direto em articulações eleitorais até depois de março de 2026. Segundo ele, a prioridade da ex-primeira-dama tem sido a família, especialmente os cuidados com a filha Laura, que passou por cirurgia recentemente, além da própria assistência ao ex-presidente.

Encerrando a mensagem, Bolsonaro defendeu que disputas majoritárias e alianças para o Senado sejam construídas “pelo diálogo e convencimento”, e não por “pressões ou ataques entre aliados”. O ex-presidente concluiu com um apelo à união do grupo político, afirmando que o futuro do país dependeria da coesão entre os conservadores.

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Mundo

Em apenas dois meses de 2026, Trump prendeu Maduro, eliminou líder de cartel no México e ditador iraniano

Foto: Reprodução

O início de 2026 tem sido marcado por uma série de operações ousadas e de grande repercussão internacional atribuídas ao governo dos Estados Unidos sob o comando do presidente Donald Trump. Em um período de cerca de dois meses, autoridades americanas participaram diretamente de três eventos que mexeram com a geopolítica global.

No começo de janeiro, forças americanas executaram uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. A ação, batizada de “Absolute Resolve” e apoiada por meses de planejamento, foi descrita pelas autoridades como uma operação conjunta entre unidades de elite dos EUA para deter o líder venezuelano e retirá-lo do país.

Em fevereiro, uma operação militar no México — conduzida pelas forças do país com apoio de inteligência americana — terminou com a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, chefe do poderoso Cartel Jalisco Nueva Generación. Considerado um dos narcotraficantes mais influentes do México, sua eliminação marcou um golpe significativo nos grupos de crime organizado, mas também desencadeou episódios de violência e retaliações em solo mexicano.

No fim de fevereiro, Trump anunciou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto durante uma ofensiva militar conjunta com Israel contra alvos estratégicos no Irã. A ação envolveu ataques coordenados que, segundo autoridades americanas, miravam reduzir as capacidades do regime iraniano e pressionar por mudanças, incluindo o debate sobre o programa nuclear. A confirmação da morte do líder foi feita pelo próprio Trump em redes sociais e por governos aliados, e posteriormente divulgada por veículos internacionais após a confirmação de fontes estatais iranianas.

Esses eventos, em rápida sequência, ilustram uma postura altamente assertiva da administração americana em relação a líderes e grupos que Washington classifica como ameaças diretas à segurança internacional ou à estabilidade regional. Especialistas ouvidos por agências de notícias destacam que os desdobramentos podem gerar impactos duradouros, tanto em termos de relações diplomáticas quanto de equilíbrio geopolítico global.

Embora cada operação tenha gerado reações variadas no cenário internacional — com aliados celebrando ou criticando as ações e regimes atingidos denunciando intervenções unilateralistas — a série de eventos coloca os Estados Unidos no centro de um novo capítulo de tensões e redefinições estratégicas no início de 2026.

Opinião dos leitores

  1. Tá faltando um Rato brasileiro, lider de quadrilha de ladrões comprovada pela lava jato, eles roubam até aposentados.
    Maracutaia grande, o país tá todo contaminado.
    Do mais auto escalão aos pé rapados.

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Mundo

VÍDEO: População celebra morte de Ali Khamenei após confirmação do governo iraniano

 

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Vídeo: Reprodução/@folhadespaulo

A morte do Ali Khamenei, líder supremo do Irã, seguida pela confirmação oficial da mídia estatal iraniana, desencadeou imagens contundentes de comemoração entre grupos da população. Khamenei foi morto em uma operação militar comandada por forças dos Estados Unidos, o que faz dele o primeiro chefe de Estado no poder a ser assassinado diretamente por uma ação americana na história moderna.

Logo após a confirmação do falecimento — que veio depois de horas de silêncio e negativas por parte das autoridades iranianas — cenas de celebração começaram a circular. Milhares de pessoas foram registradas nas ruas exibindo reações de alívio e festa, expressando um sentimento de vitória contra o regime que esteve no poder por décadas.

A operação que vitimou Khamenei também matou uma de suas duas filhas, além de um neto, um genro e uma nora. A morte de membros próximos da família real teocrática do Irã intensificou a reação popular em diversos pontos, onde manifestantes exultaram diante da notícia, inclusive citando esperança de mudanças políticas profundas no país.

As imagens mostram pessoas abraçando estranhos, acendendo fogos e celebrando de forma espontânea em praças e avenidas — cenas raramente vistas em um país onde expressões públicas de alegria por acontecimentos políticos são muitas vezes reprimidas com rigor. A resposta contrasta fortemente com as tradições de respeito ao líder supremo que marcaram a República Islâmica.

Especialistas em política do Oriente Médio afirmam que a reação popular pode ser um reflexo de anos de tensões internas, agravadas pelas crises econômica, social e diplomática enfrentadas pelo Irã nos últimos anos. A morte de Khamenei, assim, representa não apenas um marco militar externo, mas também um potencial ponto de inflexão para a sociedade iraniana, cuja reação fervorosa repercute tanto dentro quanto fora das fronteiras do país.

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Geral

LUTO: Morre Henrique Sodré, empresário e proprietário da A Chelita, aos 55 anos

Foto: Reprodução

Faleceu neste sábado (28), aos 55 anos, o empresário Henrique Sodré, proprietário da A Chelita. Ele enfrentava um câncer há meses e vinha em estado complicado de saúde. A notícia gerou comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória no meio empresarial.

Henrique construiu uma história marcada por dedicação ao trabalho, espírito empreendedor e perseverança. Reconhecido pela postura firme e pelo compromisso com seus projetos, deixou sua marca no setor em que atuava e no convívio com colaboradores e parceiros.

Além da atuação profissional, era conhecido pelo forte vínculo com a família. Henrique e seus irmãos cultivaram, ao longo dos anos, amizades sólidas, construindo laços que ultrapassaram o ambiente de negócios.

A partida precoce deixa uma lacuna entre aqueles que conviveram com ele de perto.

Do Blog do BG aos familiares e amigos, ficam as condolências e a solidariedade neste momento de dor.

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