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Rodrigo Maia diz que Câmara não deve votar novamente pacote anticorrupção

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que o projeto com as 10 medidas anticorrupção não deverá passar por nova votação na Casa. Na sexta-feira, Maia afirmou que cumpriria liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o retorno do projeto à Câmara e a volta da tramitação à estaca zero, com o texto original que recebeu apoio popular.

Mas, para Maia, a mera conferência de assinaturas por parte da Câmara já seria o suficiente para atender a decisão do ministro do Supremo:

– A Secretaria-Geral da Mesa confere as assinaturas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) valida, checa se o rito estiver correto, e a parte da Câmara estará superada – disse.

Questionado se devolveria então o projeto ao Senado após a conferência das assinaturas, Maia respondeu afirmativamente.

– Se tiver tudo certo, com certeza, porque o rito estará cumprido.

Questionado, o presidente da Câmara negou que seja necessária uma nova votação.

– Não, se o rito estiver todo correto, não há necessidade de ter outra votação da Câmara.

Maia disse ainda acreditar que isto atenderia o pedido de Fux na liminar.

– Acredito que sim. A preocupação dele era na origem. Se a origem está resolvida e se a CCJ confirma que todo o rito cumpriu o regimento e as leis, não vejo problema para ter que refazer a votação – afirmou.

A previsão de Maia é que nenhum desses trâmites ocorra antes do Carnaval.

PROJETO PARADO DESDE DEZEMBRO

Em dezembro do ano passado, o ministro Luiz Fux determinou que o pacote das 10 medidas anticorrupção, desfigurado pela Câmara com a inclusão de crimes por abuso de autoridade e remetido ao Senado, retornasse à Casa inicial e recomeçasse da estaca zero, com o texto original que recebeu apoio popular.

Na prática, a ordem suspende toda a tramitação pela qual o projeto de lei já passou e exige que a Câmara adote o rito previsto em seu regimento interno para propostas de iniciativa da população. O projeto idealizado pelo Ministério Público chegou ao Legislativo subscrito por mais de 2 milhões de assinaturas, mas foi apresentado oficialmente ao Congresso por um grupo de parlamentares.

O ministro decidiu que toda a tramitação estava viciada por não ter sido feita sob o procedimento definido para projetos de iniciativa popular. Segundo ele, nesse caso, ficam vedados “emendas e substitutivos que desfiguram a proposta original para simular apoio público a um texto essencialmente distinto do subscrito por milhões de eleitores”, embora não seja proibido que os parlamentares apresentem projetos próprios para serem apensados.

Por isso, Fux determinou que a matéria retorne à Câmara, para adotar o procedimento que o ministro considera correto para tramitação de projetos de iniciativa popular. O tema teria que ser votado em Comissão Geral no plenário com orador para defender o texto, entre outras regras.

O Globo

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Quadrilha armada explode carro-forte em Aracati, interior do Ceará

Uma quadrilha armada atacou um carro-forte na noite desta segunda-feira (20) na rodovia BR-304, no município de Aracati, interior do Ceará. Segundo o 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o crime ocorreu na divisa do Ceará com o estado do Rio Grande do Norte.

Conforme a PM, os criminosos bloquearam a via utilizando um ônibus e trocaram tiros com os seguranças da empresa de segurança. Após o confronto, o bando teve acesso ao veículo e explodiu o cofre, que ficou em chamas. Logo depois do crime, os suspeitos conseguiram fugir.

Equipes da Polícia Militar de Aracati e municípios vizinhos foram acionadas para realizar buscas na região na tentativa de localizar os criminosos. Até o momento, porém, ninguém foi preso.

O Corpo de Bombeiros foi chamado ao local para conter as chamas no carro-forte. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a foi temporareamente bloqueada.

 

 

G1/CE

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Senado recebe 270 mil assinaturas contra ida de Moraes para o STF

Alexandre de Moraes visita Edison Lobão

A Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado recebeu nesta segunda-feira um abaixo-assinado com mais de 270 mil assinaturas contra a indicação do ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes, à vaga de Teori Zavascki, morto em acidente em janeiro, no Supremo Tribunal Federal (STF).

O abaixo-assinado foi promovido pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição onde Moraes se formou e atuou como professor. O documento foi feito por meio do site change.org e ainda pode receber adesões.

O documento foi entregue ao Senado pela presidente da entidade estudantil, Paula Masulk, que estava acompanhada de políticos de esquerda que fazem oposição ao presidente Michel Temer (PMDB), responsável pela indicação, entre eles os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Gleisi Hoffmann.

“Já vimos a postura dele em outros cargos, como na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e no Ministério da Justiça, onde demonstrou desrespeito a direitos fundamentais. A Polícia Militar de São Paulo é uma das mais truculentas e, sob a direção dele, era muito repressiva. Diante da crise do sistema carcerário, vimos atitude displicente dele, incompatíveis com o cargo”, afirmou Masulk à Agência Senado.

 

VEJA

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  1. lino disse:

    essas assinaturas vão resultar em NADA.

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Justiça Federal retira sigilo de colaboração premiada de Alexandre Margotto

A Justiça Federal retirou na última sexta-feira, 17 de fevereiro, o sigilo referente à colaboração premiada do empresário Alexandre Margotto, firmada com o Ministério Público Federal (MPF/DF) no âmbito das operações Sépsis e Cui Bono. Margotto está entre as cinco pessoas que foram denunciadas, em outubro de 2016, por envolvimento em um esquema criminoso praticado no âmbito da Caixa Econômica Federal entre os anos de 2011 e 2015. No caso dele, a ação penal pede a condenação por corrupção, prevaricação, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.

Além de Alexandre Margotto, respondem à denúncia, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o ex-deputado federal e ex-ministro, Henrique Eduardo Alves, Lúcio Funaro e Fábio Cleto, que também firmou colaboração com os investigadores. Com a decisão do juiz da 10ª Vara Federal, Wallisney Oliveira, o depoimento, gravado em vídeo pelo MPF está sendo disponibilizado.

Alexandre Margotto prestou depoimento ao MPF no dia 31 de janeiro. Em seguida, a Força Tarefa que apura a prática de crimes na gestão dos recursos de fundos de pensão, do FGTS e de três diretorias da Caixa Econômica enviou o material à Justiça para que fosse anexado a ação penal em andamento. Já a homologação aconteceu na última quarta-feira, 15 de fevereiro.

No depoimento, o empresário relata o envolvimento no esquema de alguns personagens já denunciados – Eduardo Cunha e Fábio Cleto – e de outros que são alvos de investigações no âmbito das operações Greenfield e Cui Bono. Este é o caso do ex-ministro da Casa Civil, Geddel Vieira Lima e do empresário Joesley Batista, diretor da empresa Eldorado Celulose, que integra a holding J&F. Além de integrar a ação penal em tramitação na Justiça, as declarações de Alexandre Margotto poderão subsidiar as demais investigações conduzidas pela Força Tarefa interinstitucional.

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Fazenda envia para a Casa Civil novo projeto de recuperação fiscal de estados

O ministro da Fazenda , Henrique Meirelles, informou à GloboNews que será enviado ainda nesta segunda-feira (20) para a Casa Civil um novo projeto de recuperação fiscal para os estados em dificuldades.

Antes de o governo encaminhar a proposta ao Legislativo, a Casa Civil avaliará se o projeto atende aos requisitos constitucionais. A expectativa da área econômica é que a proposta seja enviada ao Congresso Nacional nesta terça-feira (21).

Pela proposta, o estado que firmar um acordo de recuperação fiscal com o governo federal será beneficiado com a suspensão por 36 meses do pagamento das dívidas com a União.

Mas, para isso, terá que assumir o compromisso de adotar rigorosas medidas de saneamento das finanças estaduais, entre as quais:

  • veto à concessão de qualquer vantagem ou aumento salarial a servidores e alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa
  • suspensão da realização de concursos públicos
  • veto à criação de despesa obrigatória de caráter continuado
  • proibição de concessão de incentivo tributário a empresas e redução dos já existentes em, no mínimo, 20%.
  • aumento da contribuição previdenciária de servidores estaduais de 11% para 14%, com a possibilidade de aumento adicional de caráter temporário
  • suspensão por três anos do pagamento de empréstimos bancários concedidos depois da promulgação da lei
  • privatização de bancos e empresas estaduais de água, saneamento, eletricidade

Pelo projeto, enquanto estiver em vigor o Regime de Recuperação Fiscal, o estado só poderá tomar empréstimo em instituições financeiras se for para financiar programa de demissão voluntária de pessoal ou auditoria na folha de pagamento de servidores ativos e inativos.

A proposta permite ainda que os estados façam leilões para pagamento de dívidas a fornecedores. Nesse tipo de leilão, é vencedor o credor que der maior desconto para abatimento da dívida.

Recuperação fiscal
A recuperação fiscal é considerada de vital importância para os estados em dificuldade financeira, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, que têm dificuldades em honrar o pagamento dos salários dos servidores, além de outros compromissos, e que já manifestaram interesse em aderir ao programa. Além destes, Minas Gerais também decretou estado de calamidade financeira.

O Rio de Janeiro, que já fechou um acordo individual com o governo federal, chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para antecipar os efeitos desse entendimento – que prevê um duro ajuste fiscal, com aumento de receitas e cortes de gastos, em troca da suspensão da dívida estadual com a União e o recebimento de empréstimos para colocarem dia os salários dos servidores.

Entretanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Secretaria do Tesouro Nacional se manifestaram contra a antecipação dos efeitos do acordo. A AGU argumentou que essa antecipação afrontaria não só vedações da Constituição Federal e da Lei de Responsabilidade Fiscal, como também os princípios da legalidade e da separação dos poderes.

Diante disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, relator do pedido de liminar do Rio de Janeiro, para antecipar os efeitos do entendimento com a União, solicitou que tanto o governo federal quanto o estado tentem, até meados de março, aprovar os projetos de recuperação fiscal no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Projeto anterior de recuperação fiscal
Proposta anterior do governo para tentar recuperar as finanças dos estados, que suspendia o pagamento das dívidas em troca de contrapartidas, foi analisada pelo Legislativo no fim do ano passado, e chegou a ser aprovada pelo Senado Federal.

Entretanto, ao chegar à Câmara dos Deputados, as contrapartidas exigidas dos governos estaduais foram retiradas do texto. Antes da votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os deputados federais não precisariam dizer “amém” para o Ministério da Fazenda em relação a mudanças no texto.

Por isso, o presidente Michel Temer decidiu, posteriormente, vetar a parte do projeto de renegociação das dívidas dos estados que tratava do Regime de Recuperação Fiscal.

Nesta segunda-feira (20), após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com a advogada-geral da União, Grace Mendonça, Rodrigo Maia afirmou que considera “sustentável” a inclusão no novo projeto de lei da obrigatoriedade de contrapartidas.

O que dizia o projeto anterior
O projeto de lei anterior da equipe econômica, cujas contrapartidas foram retiradas pela Câmara e que acabou vetado pelo presidente Michel Temer, previa que estados em grave dificuldade financeira poderiam ter suas dívidas com a União suspensas por até três anos, além de serem autorizados a reestruturar dívidas com instituições financeiras.

Em contrapartida, a União informou que iria indicar “ativos” dos estados, como empresas estatais estaduais, por exemplo, a serem privatizados.

“Após privatização, os serviços da dívida suspensos serão abatidos. Caso a privatização não ocorra até o final do Regime, ou os valores apurados na privatização sejam inferiores às prestações suspensas, os valores não pagos serão recompostos no saldo devedor para pagamento no prazo restante”, propôs o Ministério da Fazenda em dezembro do ano passado.

Uma vez no regime, os estados também deveriam:

  • reduzir o crescimento automático da folha de salários; elevar contribuições previdenciárias de ativos, inativos e pensionistas até o limite de 14%;
  • atualizar regras de acesso para concessão de pensões, como carência, duração e tempo de casamento (aprovar lei estadual similar à Lei 13.135, de 2015);
  • reduzir incentivos fiscais e diminuir o número de entidades e órgãos.
    reconhecer dívidas com fornecedores e renegociá-las, com a possibilidade de obtenção de descontos.
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Multa de R$ 5 mil para pichação passa a vigorar em São Paulo

O prefeito João Doria (PSDB) participa de limpeza de muro pichado em São Paulo (Luiz Claudio Barbosa/Código19/Folhapress)

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), sancionou na manhã desta segunda-feira o projeto de lei aprovado há menos de uma semana pela Câmara Municipal para punir quem for flagrado pichando muros públicos ou privados, além de monumentos e bens tombados da capital. A partir de agora, todo ato de riscar, desenhar, escrever ou borrar é considerado pichação e, consequentemente, infração administrativa.

Aprovada por 51 dos 55 vereadores, a proposta prevê multa no valor de R$ 5 mil em caso de muros públicos ou privados. Se a pichação for feita em monumentos ou bens tombados, a punição será de R$ 10 mil, além do ressarcimento das despesas de restauração do bem pichado. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro para ambos os casos.

O texto ainda define que o infrator poderá, até o vencimento da multa, firmar um Termo de Compromisso de Reparação da Paisagem Urbana. Caso seja cumprido o que for estabelecido no termo, a multa poderá se cancelada. A lei prevê como contrapartida, por exemplo, a reparação do bem pichado ou a prestação de serviço em outra atividade de zeladoria urbana.

Os valores arrecadados com as multas serão destinados ao Fundo de Proteção ao Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano, já existente. A lei prevê ainda que pichadores, presos em flagrante ou que forem identificados depois, não poderão ser contratados pela administração municipal direta e indireta para atividades remuneradas.

O vice-prefeito e secretário municipal das Prefeituras Regionais, Bruno Covas (PSDB), ressaltou que a lei não visa criar uma nova indústria da multa, mas uma “cidade mais limpa, linda e acolhedora”. Desde que Doria assumiu, 83 pichadores já foram detidos.

Tinta

A lei também prevê punições com multas de R$ 5 mil aos estabelecimentos que comercializarem tintas do tipo aerossol a menores de 18 anos, não apresentarem a relação de notas fiscais lançadas com a identificação do comprador, não mantiverem cadastro atualizado dos adquirentes do produto com nome, endereço, números de RG e CPF, além de marca e cor da tinta adquirida. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro e o estabelecimento estará sujeito à suspensão parcial ou total das atividades.

Veja, (com Estadão Conteúdo)

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  1. Antonio Dantas disse:

    Deveria fazer o mesmo aqui em Natal, ser mais rigoroso, punir esses pichadores que nao sabem nem o que esta escrito.

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FINAL DO 1º TURNO – 1ª PARTIDA: FNF divulga valores promocionais de ingressos para decisão entre Globo e ABC

(Foto: Diego Simonetti/Santa Cruz de Natal)

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol divulgou por meio de resolução na tarde desta segunda-feira (20), os valores dos ingressos para a partida de ida entre Globo e ABC, válido pela final da Copa Cidade do Natal. Os torcedores poderão adquirir seus ingressos com valor promocional até a terça-feira (21), mulheres terão direito a comprar ingresso pelo valor de meia.

Sócios torcedores de ABC e Globo também poderão comprar o ingresso para a final com o valor de meia entrada, sendo os clubes responsáveis pelo controle e venda aos sócios. A renda do jogo será divida entre os dois clubes, sendo 60% para o vencedor e 40% para o perdedor.

Confira valores dos ingresso promocional até 21/02:

Torcida do ABC – setor leste

R$30 inteira/ R$ 15 meia.

Torcida do Globo – setor noroeste

R$30 inteira/ R$ 15 meia.

Setor misto (Globo e ABC) – cadeiras premium

R$ 60 inteira/ R$ 30 meia.

Valores cobrados no dia do jogo 22/02:

Leste e noroeste: R$ 40 inteira/ R$ 20 meia.

Cadeiras premium: R$ 70 inteira/ R$ 35 premium.

Pontos de venda:

Arena das Dunas – bilheteria 1 (portão T), bilheteria 2 (portão L) e pelo site www.arenadunas.com.br

Sport Master do Midway, Natal Shopping e zona norte de 10h às 21h.

Espaço Mais Querido (loja do ABC) de 9h30 às 18h.

PittsBurg Prudente de Morais de 11h às 18h.

Gol Store Mania Prudente de Morais de 9h30 às 18h.

Com informações da FNF

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“Brasil será maior mercado da Heineken”, diz presidente

A aquisição dos ativos da Kirin – dona da marca Schin – fará do Brasil a maior operação individual global da holandesa Heineken, passando o México, que ocupava o posto desde a compra dos ativos de cerveja da Femsa, em 2010.

Após sete anos no País, o grupo vai dobrar sua participação de mercado nacional de cervejarias, mas, em termos industriais, o salto será maior: serão 12 novas fábricas (hoje são cinco) e 10 mil funcionários (além dos 2 mil atuais).

A “digestão” dessa estrutura incluirá mudanças em produção, distribuição e marketing, disse Didier Debrosse, presidente da Heineken Brasil, ao jornal O Estado de S. Paulo. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Como a compra se encaixa na estratégia global da Heineken?

Tornar a Heineken mais global foi uma iniciativa de Jean-François van Boxmeer (presidente global da empresa). Fizemos aquisições importantes na Ásia e compramos a Femsa, que tornou o México nosso maior mercado global, posição que passará agora para o Brasil (após a finalização do negócio com a Brasil Kirin).

A experiência adquirida no Brasil ajudou nessa aquisição?

O Brasil não é para iniciantes, especialmente quando o estrangeiro olha o ambiente de negócios aqui, que inclui burocracia e preocupações com a carga tributária e o sistema legal. Mas sentimos que agora conhecemos o País. Cremos ter condições de crescer e de nos arriscarmos mais por aqui. Aceitamos esse cenário volátil.

Como as marcas da Kirin serão ‘digeridas’ pela Heineken?

Temos um bom portfólio no Brasil, mas podemos crescer em várias regiões. A Kirin é complementar. No segmento de entrada, a Schin é forte no Nordeste, onde temos pouco alcance. Vamos trabalhar as regiões, para a Schin não se sobrepor à Kaiser e à Bavária, fortes no Sul e em São Paulo. A Schin pode ajudar também a Amstel, que tem preço um pouco mais alto, a crescer no Nordeste. A Heineken é forte no segmento premium, o que pode auxiliar as artesanais BadenBaden e Eisenbahn.

Qual é a importância das novas fábricas para a Heineken?

Elas são essenciais. No setor de cervejas, a posição industrial é importante, pois estar mais perto do cliente significa menores custos com logística – e isso é especialmente importante no Brasil. Além disso, estaremos presentes em mais Estados que oferecem incentivos tributários.

Qual é a situação das fábricas da Brasil Kirin?

A Schincariol investiu muito nas fábricas, e a Kirin fez um bom trabalho. Teremos, claro, de fazer investimentos. Mas adquirimos boas indústrias, melhores do que as que compramos da Kaiser (em 2010, no ‘pacote’ da Femsa).

O que acontecerá com a área de água e refrigerantes da Kirin?

Ainda não há decisão tomada, podemos manter ou vender. Não se encaixa na estratégia global. Mas nos traz mais escala no Brasil.

E como ficam os distribuidores da Kirin frente ao acordo da Heineken com a Coca-Cola?

Não há decisão. Temos as duas opções. Mas, como somos agora muito maiores no Brasil, vamos escolher a melhor opção pensando no longo prazo.

A Heineken vai entrar com um posicionamento agressivo de preços para ganhar mais mercado?

É muito cedo para dizer. Já estamos bem grandes, comprando um ativo enorme. E não é segredo para ninguém que, apesar de tudo, esse novo negócio precisa de reestruturação.

As novas fábricas vão produzir Amstel e Heineken?

Sim, mas o caso da Amstel é mais simples. O caso da Heineken é complicado, porque o processo produtivo exige muitos testes.

Dá para introduzir mais marcas estrangeiras no curto prazo?

Temos de digerir essa aquisição antes. São 12 fábricas e 10 mil funcionários. Precisamos de uma pequena pausa.

Como enfrentar a queda do mercado de cerveja no País?

A situação atual é complicada, o mercado caiu um pouco em 2015 e 2016. Mas o Brasil ainda é “verde”, com boa chance de expansão no Nordeste, onde o consumo per capita é baixo. E o segmento premium ainda tem uma fatia muito menor do que no resto do mundo. É uma oportunidade para nós.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame

 

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  1. @brasil disse:

    Tai uma oportunidade para o estado atrair uma fábrica para o estado. Aí o governador vai pra China atrair investidor. A Heineken tem fábrica em Quixadá/CE. Pq não ter uma em São José de Mipibu ou Nísia floresta (entorno de lagoas)?

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Negro e gay, vereador mais jovem de São Paulo critica cotas raciais

Foto: Karime Xavier / Folhapress

Fernando Holiday, 20, subverte todas as expectativas. A começar pelo nome: Fernando Silva Bispo adotou “Holiday” em homenagem à cantora Billie Holiday, do hino antirracista “Strange Fruit”. Mas “música não tem nada a ver com ideologia”, diz ele, o vereador mais jovem de São Paulo, negro, gay e contrário aos movimentos negro e LGBT.

A discussão sobre apropriação cultural —em que um grupo questiona a adoção de elementos de uma cultura por outro— é “coisa de gente que não tem o que fazer”, e o debate sobre as marchinhas politicamente incorretas aponta para uma migração da esquerda do campo da política, onde foi derrotada, ao da cultura, onde “tenta sobreviver”, diz o vereador do DEM e integrante do MBL (Movimento Brasil Livre).

Na Câmara, é ao mesmo tempo autor de um pedido de cassação da colega Juliana Cardoso (PT) e alvo de um pedido de cassação produzido pela bancada petista, frutos de um bate-boca na semana passada. Um membro de seu gabinete acompanhava um YouTuber que abriu a porta da sala da liderança do partido do PT a fim de interromper uma reunião. Mais tarde, durante a sessão, Cardoso foi na direção de Holiday, gritando que era um “moleque”.

Bem-articulado, mas com olhar sempre direcionado para baixo, o vereador diz ter economizado 60% da verba de gabinete e 100% daquela para materiais (R$ 23 mil) em seu primeiro mês —a Câmara ainda não divulgou a prestação de contas de janeiro.

Planeja retomar o curso de direito no Instituto de Direito Público, onde completou o primeiro semestre, e mudar-se para o centro. Por enquanto, diz pegar carona todos os dias de sua casa, o sótão do escritório do MBL, na Vila Mariana (zona sul), até a Câmara.

Você é negro e homossexual. Seus críticos dizem que você é racista e homofóbico. Você se considera assim?

Nem um pouco. Esses ataques correspondem a um susto da militância que, por muito tempo, disse representar essas minorias. Sou contrário às cotas raciais, apesar de ser favorável às cotas sociais porque os pobres no Brasil sofrem de igual forma. Diferenciar pobres e negros e pardos cria uma divisão desnecessária e incita ódio e preconceito.

Dizem que você só tem visibilidade porque é um jovem negro disposto a corroborar o pensamento dominante.

É um discurso fraco, porque muitas das minhas propostas são justamente para beneficiar os mais pobres, dando a eles maior poder. Cheguei aqui principalmente devido à indignação de brasileiros que foram às ruas, das mais diferentes classes sociais, religiões, grupos raciais, uma diversidade muito grande e cansada de como a política estava sendo levada e que queria algo diferente. Acho que represento esse sentimento.

O que pretende fazer pelos pobres? E pelas minorias?
A maior luta vai ser contra a burocracia. Procurar parcerias com a iniciativa privada para beneficiar essa população, agilizar processos que, dependendo só do serviço público, demoram muito tempo.

Quanto às minorias, acredito que muitas das políticas sociais implantadas na tentativa de se combater esses preconceitos vêm falhando. É um processo que não dá para mudar com uma legislação, mas por meio do exemplo. Quanto mais gays, lésbicas, bissexuais, negros e outras tantas minorias conseguirem demonstrar à sociedade que sim, são capazes de alcançar o sucesso pelo mérito e, tendo oportunidade, são capazes de fazer um bom trabalho, aí sim você vai vencer o preconceito.

Mas como terão oportunidade?

Não deve haver política separada para os negros nem os LGBT. Essas pessoas devem ser englobadas em todos os programas sociais que existirem no serviço público.

À revista “The Economist”, você disse que o movimento contra marchinhas politicamente incorretas surgiu por causa do impeachment de Dilma Rousseff. Por quê?

O impeachment foi uma sinalização da queda da hegemonia da esquerda. Enquanto o PT esteve no poder, as ideologias à esquerda tiveram uma predominância natural. O impeachment é a queda desse monopólio.

Com milhões de pessoas indo às ruas contra um governo de esquerda, surge outro lado latente, outra versão. Logo, aqueles que estavam predominando e que estão em queda precisam reagir. Boa parte dessa reação vem pelo caminho cultural.

O debate sobre apropriação cultural segue essa lógica?

É conversa fiada, coisa de gente que não tem o que fazer. Vivemos em uma sociedade livre. Em um mundo diversificado, onde se aceita o diferente. Deveria ser justamente o contrário. Essas pessoas que homenageiam outras culturas deveriam ser mais ouvidas. E por que não dizer que estão espalhando culturas que poderiam ficar restritas em determinadas localidades?

Por que deletou vídeos antigos do YouTube em que dizia coisas como: “Então vamos fazer cotas para ‘gostosa’ porque tem muito lugar aí que está faltando. A FFLCH [Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] que o diga: se fosse assim, não seria aquele zoológico, aquele pulgueiro”? Tem vergonha de comentários como esse e o considera machista?

Eram outros estilos de vídeo. O caminho ali era buscar o debate por meio do humor. Quando começam as manifestações, o impeachment passa a ser o foco do movimento, e a gente acaba aderindo a um perfil mais sério. Não tenho vergonha, mas tenho cautela para que as pessoas não confundam o que era o projeto de início com o que é agora.

Queria fazer uma provocação. As cotas raciais oferecem um privilégio ou separam as pessoas de acordo com a sua aparência. Você pode divergir se uma pessoa é negra ou não da mesma forma que pode divergir se uma mulher é gostosa ou não. Alguns vão achar machista. Não acho que seja.

Ser negro é só aparência?

Temos um país miscigenado. É impossível dizer que haja descendentes diretos de escravos por conta da grande mistura. O brasileiro tem uma identificação com o continente africano. Somos todos brasileiros e dane-se a cor da pele e se você se sente ou não parte de um determinado grupo.

Servidor de seu gabinete acompanhou um YouTuber que abriu a porta de uma sala onde a liderança do PT se reunia. Considera essa uma atitude razoável? Vai puni-lo?

Não houve invasão. Meu assessor sequer chegou a entrar, estava de fora. Houve exagero completo. Impedi-lo de circular no corredor ou de filmar qualquer coisa já é demais.

O MBL apoiou o impeachment de Dilma. Estão satisfeitos com o governo de Michel Temer (PMDB)?

Não. O governo Temer tem diversos erros. Quando tentaram manter Romero Jucá como ministro do Planejamento, atacamos, cobramos a saída. Recentemente não achamos adequada a nomeação de Moreira Franco. Agora vamos voltar às ruas, principalmente em defesa da Operação Lava Jato.

Não demorou para o MBL voltar às ruas, considerando todas essas insatisfações?

Não, porque há outros meios que não as ruas de cobrar. No caso do Romero Jucá, havia forte tendência do governo de mantê-lo como ministro, e a pressão das redes sociais acabou forçando-os a voltar atrás. É uma sinalização do poder que esses movimentos acabam tendo pela internet, que acaba substituindo a manifestação de rua.

RAIO-X

Idade 20 anos

Formação Cresceu em Carapicuíba (Grande SP), estudou em escolas públicas e está com o curso de direito no Instituto de Direito Público trancado

Carreira Política Integrante do Movimento Brasil Livre desde 2015, é filiado ao DEM

Folha de São Paulo

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  1. juarez disse:

    O João dos fatos ¨deve ser bode¨, esquece que o grande problema da educação são os governantes estadual e municipal quando deixa de enviar os professores para as escolas querendo economizar, quando um aluno mesmo com dificuldade de aprendizagem fica um semestre inteiro sem que seja administrada uma disciplina isso acarreta um desnível intelectual absurdo.

  2. Ceará-Mundão disse:

    Grande progresso seria alcançado pela educação no Brasil se as universidades públicas, caríssimas (consomem a maior parte do orçamento do MEC), cabides de empregos, agências de viagens para seus professores, imersas em greves infindáveis e constantes e com produção científica irrisória, fossem privatizadas e substituídas pela distribuição de bolsas de estudo para quem REALMENTE precisa. Um aluno de universidade pública custa quase o dobro de um custeado pelo FIES (20 mil contra 10,5 mil reais em 2015). E a coisa ainda fica mais ridícula quando vemos estados falidos sustentando essas caríssimas universidades.

  3. Luiz Moreira disse:

    Muito inteligente e em boa hora para contestar o domínio da esquerda em relação às injustas cotas raciais e outras imposições ideológicas.

  4. zé da moita disse:

    Parei no "música não tem nada a ver com ideologia". É esse tipo de aberração que o MBL produziu.
    Como disse Tim Maia: "Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita."

    • João dos Fatos disse:

      O sistema de cotas foi uma das distorções criadas para manipular os números de acesso ao ensino superior, uma vez que nem o PT conseguiu dar qualidade ao ensino público. Então para produzir números, meteu o sistema de cotas para dar registro a ingressos nos cursos das universidades.
      Foi mais um "remendo novo em problema antigo" criado para falsear a realidade.
      O PT criticou por 30 anos o ensino, passou 13 anos no poder e deixou que o aluno do ensino público, concluísse o ensino médio sem saber de nada. 90% deles não fazem conta de cabeça, não conseguem conjugar verbo, não sabe português, não entendem nada de física, química e biologia. Resultado, entram nos cursos e mais de 50% desistem, por não ter como acompanhar as aulas. Mesmo o MEC tendo baixado as médias de aprovação, de 7 (sete) para 6 (seis).

    • Luiz Moreira disse:

      Essas incoerências que você aponta são parte da nossa cultura e quem não enxerga isso, fica pedindo um país homogêneo, com pensamentos padronizados, vai ficar prá trás. Negros e pobres também querem sucesso na vida e não ficar perdendo tempo com teorias acadêmicas pregadas por professores universitários de esquerda que ganham salários de burguês.

    • Thiago disse:

      Critica cotas, mas não critica os ministros de Temer…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Augusto Ribeiro disse:

      Nos Estados Unidos era a política de afirmação nos anos 60. A direita brasileira nem se dá conta que as cotas são para o Brasil uma política de afirmação semelhante ao que foi feito nos EUA.
      As cotas são necessárias sim. Principalmente para corrigir as grandes distorções no ensino brasileiro, especialmente no superior. Por exemplo, cursos de Engenharia e Medicina nas Universidades Federais – gratuitas é para os ricos e quando muito os pobres conseguem "chegar lá" é nas privadas que cobram os "olhos da cara" através do FIES ou no máximo PROUNI. Este último fruto e graças aos governos democráticos e populares do PT!

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FOTOS: Polícia Civil investiga queima de ônibus em Cerro Corá

A Delegacia de Polícia Civil de Currais Novos abriu um inquérito policial para investigar e descobrir quem são os autores que queimaram quatro veículos escolares da cidade, sendo três ônibus e um microônibus pertencentes ao município de Cerro Corá, na noite deste domingo (19). Os ônibus eram utilizados para transportar os moradores para as comunidades da cidade, além de estudantes às escolas do município e também ao IFRN de Currais Novos.

“Nossa equipe veio até a cidade, na manhã desta segunda-feira (20), para realizar a colheita dos depoimentos. Já começamos a oitiva de testemunhas e de alguns adolescentes que estavam próximos ao local do crime. Esperamos descobrir em breve, os autores do fato. Por enquanto, não podemos atrelar o crime a uma motivação política”, afirmou o delegado de Currais Novos, Paulo Ferreira.

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