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Luciano Huck fala sobre seu papel na política e possível candidatura

 Luciano Huck fala sobre seu papel na política em entrevista e nega candidatura à presidência da república

Durante o leilão beneficente organizado pelo Instituto Neymar , na última quinta-feira (22), Amaury Jr . entrevistou o apresentador do “Caldeirão do Huck” , Luciano Huck, e ele esclareceu algumas questões sobre sua participação na política brasileira e uma possível candidatura à presidência da república em 2018, como vem sendo especulado nos últimos dias

“O que eu venho falando, e talvez não tenha sido bem compreendido, mas eu acho que a minha geração tem que ocupar espaço de poder, no sentido de que já está na iniciativa privada e em vários lugares da sociedade civil, mas na polítca não”, disse Luciano Huck .

Segundo o apresentador da Rede Globo, ele não pretende ocupar nenhum cargo, mas deseja contribuir com o Brasil. “Não que seja eu, muito pelo contrário, mas quero ajudar a encontrar essas novas lideranças, porque eu acho que o Brasil está em um cenário de terra arrasada”, disse ele. “Eu acho que o único poder transformador é a política do poder público, então se a gente não cuidar dele para que tenha gente legal lá e que possa fazer a vida das pessoas melhorar, vamos ter uma geração perdida de anos e décadas no Brasil. Então é essa a intenção, se mobilizar e conseguir trazer gente legal para esse universo”, completou.

João Doria, atual prefeito de São Paulo, é um exemplo para Luciano Huck. “João já fez essa opção, ele já está dedicado à vida pública e servindo muito bem São Paulo. A força do microfone, a força que o meu programa tem, as redes sociais, eu acho que já é uma vitrine importante para colocar uma mensagem inspiradora, colocar bons exemplos e trazer gente nova. Não vou fugir da raia no sentido de contribuir para que a gente faça um país mais legal e mais justo”, finalizou o apresentador.

IG

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Hamilton, sobre Vettel: “Se quer provar que é homem, podemos fazer fora do carro”

Vettel e Hamilton batida F1 GP de Baku Azerbaijão (Foto: Reprodução/F1)

Os pilotos se preparavam para uma das relargadas do GP do Azerbaijão, realizado neste domindo no Circuito de rua de Baku. Líder da prova, Lewis Hamilton sofria com a lentidão do safety car à frente, o que fazia com que seus pneus esfriassem. Assim começou a diminuir o ritmo para pegar distância do carro de segurança e poder ter mais espaço para arrancadas que lhe dessem mais calor nos compostos. Em destes momentos em que o britânico freou para ganhar distância do safety car, Sebastian Vettel acabou acertando sua traseira. Certo de que o britânico havia freado de propórito para lhe atrapalhar (o famoso “break check”), o alemão da Ferrari colocou o carro ao lado do rival, gesticulou bravamente com as mão e, por fim, virou o volante em direção à Flecha de Prata de Hamilton, causando o contato lateral. A FIA não encontrou indícios de frenagem proposital por Hamilton, mas, pelo choque, o tetracampeão foi punido com 10s, enquanto Lewis seguiu sem punições. Questionado se havia batido de propósito, Vettel não admitiu completamente (talvez até com receio de outras punições) que o fez de maneira deliberada, mas diz ter certeza que a manobra de Lewis foi planejada.

– Eu acho que ficou bem claro. No fim estamos correndo como homens, não temos um rádio entre nós mesmos, mas eu acho que se um for punido, os dois têm de ser punidos. Eu não acho que ele fez um “brake test” (quando o piloto freia de propósito na frente de outro para atrapalhar quem vem atrás), eu tenho certeza. Eu não bateria na traseira dele de propósito, já que danificou o meu carro e também um pouco o dele. Não foi nada que decidiria a corrida, mas isso não se faz. Ele já fez isso algumas vezes. Acho que não precisava disso. Eu, assim como outros carros, estávamos logo atrás, o que poderia causar uma reação em cadeia. Somos homens, somos crescidos e as emoções estavam a mil no carro. Queremos correr roda a roda, mas o que aconteceu era desnecessário. Eu ainda respeito ele. Não tenho nada contra. Acho só o que ele fez errado hoje. Se eu fui punido, ele também deveria ser punido. Mas sempre que um juiz apita, um lado fica satisfeito e outro não – afirmou Vettel.

Já Hamilton reagiu com palavras um pouco mais duras em relação aos comentários do piloto da Ferrari sobre o lance. O britânico começou negando que tenha freado para atrapalhar o rival, mas diz que se ele quer provar que é homem, que o façam fora do carro.

– Eu não o fiz. Eu controlei o ritmo como é feito pelo líder. Ele provavelmente estava dormindo e bateu na minha traseira. Mas isso não foi um problema para mim. Colar do meu lado e jogar o carro para cima de mim de maneira deliberada, e ainda sair praticamente ileso, já que terminou em quarto. Acho isso uma desgraça. Acho que ele não foi honrado hoje, para ser honesto. Se ele quer provar que é homem, acho que deveríamos fazer isso fora do carro, cara a cara. Por sorte estávamos devagar porque se estivéssemos rápido poderia ser pior… Mas pensa nas crianças que estavam assistindo a corrida hoje e viram essa reação de um piloto quatro vezes campeão. Acho que isso diz tudo.

Globo Esporte
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Alckmin segue determinado em ser o candidato em 2018

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) - 07/01/2015

Embora já tenha melhor desempenho nas pesquisas, Doria terá dificuldades em se viabilizar como o candidato do PSDB à presidência. Geraldo Alckmin está determinado a ocupar este espaço.

O governador de São Paulo se encontrou recentemente com o advogado Jorge Bornhausen e com o cientista político Antonio Lavareda. A agenda intensa mira na presidência em 2018

 

Radar

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Temer convoca ministros e líderes do governo para reunião

O presidente da República, Michel Temer, convocou para o início da noite deste domingo (25) ministros e líderes do governo para uma reunião no Palácio da Alvorada.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não informou oficialmente, mas três dos convocados para a reunião confirmaram o encontro ao G1.

A reunião foi convocada às vésperas da provável apresentação de denúncia contra Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nas delações de executivos da empresa JBS pelo crime de corrupção passiva. Para que a denúncia seja apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), necessita de autorização da Câmara dos Deputados.

Para o encontro, a partir das 18h deste domingo, foram chamados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) e os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE).

O prazo para o oferecimento da denúncia pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, termina na terça-feira (27), mas é possível que a peça seja protocolada nesta segunda (26).

A suspeita de corrupção é um dos pontos da investigação sobre Temer, que também inclui suposta prática de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa.

Como a investigação da Polícia Federal ainda não terminou, é possível que denúncias sobre essas outras suspeitas ainda sejam apresentadas posteriormente pela PGR.

Em sua defesa, Temer diz que “simplesmente ouviu” reclamações do empresário, sem conceder benesses do governo para ajudá-lo. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Mais cedo, Temer se reuniu neste domingo com a ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, e Moreira Franco. A pauta não foi divulgada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

 

 

G1

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Morre PM após passar mal durante perseguição em Mossoró

Morreu no início da tarde deste domingo (25), na UTI do Hospital Wilson Rosado, o Soldado da Polícia Militar Ednaldo Carlos Fernandes Duarte, de 39 anos, lotado no 2ºDPRE (Distrito de Polícia Rodoviária Estadual).

A vítima sofreu uma Parada Respiratória durante uma perseguição a um casal de motocicleta no final da noite da sexta-feira (23), no bairro Santo Antônio.

Ele foi socorrido às pressas pelos próprios colegas para a Unidade de Pronto Atendimento, UPA, do bairro, onde recebeu os primeiros atendimentos, e em seguida foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e depois levado ao Hospital Wilson Rosado.

O militar fez uma cirurgia durante a madrugada deste domingo, mas não resistiu e morreu no início da tarde na unidade hospitalar. O velório acontecerá no Centro de Velório Sempre.

Com informações do Mossoró Notícias
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Partidos políticos querem R$ 3,5 bi de dinheiro público para campanha de 2018

‘A democracia custa caro”, costumam repetir os políticos quando o assunto é financiamento eleitoral. A frase faz todo o sentido, mas, curiosamente, no Brasil, quanto pior se torna a qualidade da nossa democracia, mais cara ela fica — pelo menos se formos levar em conta o gasto público com partidos políticos.

Em 2014, o Fundo Partidário, que é formado por multas eleitorais e recursos públicos e distribuído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre os partidos para financiar seu funcionamento, distribuiu R$ 308 milhões. No ano seguinte, enquanto o Brasil mergulhava numa recessão, com perda de 3,8% do PIB no ano, os gastos pularam para R$ 811 milhões.

Os políticos, no entanto, dizem precisar mais, depois que o STF proibiu, em setembro de 2015, as doações de empresas. Na semana que passou, sete partidos fecharam a proposta de criação de um fundo eleitoral, a ser distribuídos em anos de eleição. Se a proposta vingar, o tal fundo custará ao contribuinte mais R$ 3,5 bilhões a cada pleito.

A proposta vem sendo desenhada pelo líder do governo, Romero Jucá. Além de custosa para o contribuinte, tem uma intenção adicional: dificultar a renovação de quadros no Congresso e nos cargos executivos, numa tentativa de manutenção da atual representação partidária. O mecanismo usado para isso é utilizar o atual tamanho das bancadas para fazer a distribuição do dinheiro do novo fundo, já propriamente apelidade de ‘fundão’.

Na proposta em estudo, R$ 175 milhões (5% do fundo) seriam distribuídos igualitariamente entre todas as legendas que disputarão as eleições, enquanto R$ 3,325 bilhões (95%) obedeceriam a uma divisão que leva em conta as bancadas atuais do Parlamento. Os recursos direcionados ao partido de Jucá, o PMDB, seriam em torno de R$ 500 milhões, os do PT e PSDB, pouco mais de R$ 350 milhões. Para partidos novos, como a Rede, que tem quatro deputados e um senador, o valor ficaria em torno de R$ 25 milhões.

“O que está se desenhando é uma espécie de ‘fundão’ em que o dinheiro será dado aos partidos, que o distribuirão por sua conta, sem controle da sociedade. Quem vai fazer essa distribuição são as atuais direções partidárias, formadas por políticos envolvidos em esquemas de corrupção”, diz o advogado eleitoralista Luciano Caparroz Pereira Santos, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Para ele, que é favorável ao financiamento público, os valores do fundão poderiam ser discutidos, porém a distribuição é o pior aspecto da reforma acordada pelos partidos. “Se houvesse responsabilização da direção, o ‘fundão’ faria sentido, seria passível de fiscalização”, diz Santos.

Para o advogado Fernando Neisser, “não há outra forma” no momento, que não aumentar o financiamento público. “Existe a ideia falsa de que se pode fazer eleição barata num país do tamanho do Brasil”, diz ele, que é coordenador-adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.

O Dia

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Vereador de município de MG sugere comer cães para diminuir animais de rua

Vereador Wellington Arantes (PSB)

Se estivesse na China ou em alguma das Coreias, o vereador Wellington Arantes (PSB) não causaria tanta polêmica ao sugerir que a população – inclusive ele – comesse os cachorros soltos nas ruas de Ituiutaba, cidade distante cerca de 700 quilômetros de Belo Horizonte.

Terra

Comentário (1) enviar comentário
  1. Eisenhower disse:

    Vamos comer o cúmulo dele.

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Fifa confirma apenas que testes de doping de russos na Copa de 2014 deram negativos

Reportagem do

A Fifa se pronunciou neste domingo a respeito da reportagem do jornal inglês “Daily Mail”, em que se levanta a suspeita de que jogadores da seleção russa estariam dopados na Copa do Mundo de 2014, sendo seis deles integrantes da equipe do país-sede da Copa das Confederações 2017. Em comunicado oficial, a entidade afirmou apenas que colabora com as investigações do Relatório McLaren, relativo ao maior escândalo de manipulação de desempenho da história do esporte, sem especificar quais são os atletas de futebol envolvidos*. A entidade ratifica que foram feitos testes surpresa de sangue e urina antes das competições e depois dos jogos. As amostras foram enviadas para um laboratório credenciado da Agência Mundial Antidoping (Wada) e deram negativo para todos os membros do elenco russo, no torneio de três anos atrás e agora.

– A Fifa simplesmente confirmou isso: em colaboração com a Wada, ainda está investigando as alegações envolvendo jogadores de futebol no Relatório McLaren. Entretanto, a Fifa não se referiu a quaisquer jogadores em particular, uma vez que não pode comentar sobre o estado das investigações em curso. É interesse da Fifa que esse procedimento seja finalizado o quanto antes. Até o fim dele, não podemos dar detalhe algum a mais – afirmou um porta-voz da Fifa sobre a reportagem do jornal.

A edição deste domingo do jornal inglês “Daily Mail” revelou em reportagem que todos os 23 jogadores da seleção da Rússia que foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo de 2014 estariam sob suspeita de doping em investigação da Fifa. Seis deles defendiam o país na Copa das Confederações até este sábado, quando foram eliminados na derrota por 2 a 1 para o México: o goleiro Akinfeev, os laterais Samedov e Kombarov, os meias Glushakov e Zhirkov e o atacante Kanunnikov.

De acordo com a reportagem, além dos 23, mais 11 jogadores de futebol em atividade ainda estariam na lista de mais de 1.000 suspeitos de envolvimento com o maior escândalo de doping da história do esporte, institucionalizado pelo governo russo. O “Daily Mail” afirma que a Fifa está com um dossiê detalhado sobre os atletas e que “ainda investiga as alegações”, segundo um porta-voz da entidade ouvido pela publicação.

O presidente da federação de futebol da Rússia, Vitaly Mutko, negou qualquer possibilidade de adulteração ou doping dos atletas na Copa do Mundo de 2014 e acusou a mídia britânica de conspiração.

– Não prestem atenção nisso, eles (a mídia britânica) escrevem negativamente sobre nós desde 2010. No futebol, nunca houve e nem haverá doping. Nosso time é checado aleatoriamente, o controle de doping está disponível em todas as partidas de futebol. Esse assunto nem poderia ter surgido. Eles escrevem coisas sem sentido nos jornais britânico, que você não precisa ler de manhã. Eles precisam escrever qualquer coisa – afirmou o dirigente em entrevista à agência de notícias russa, Tass.

 

Globo Esporte

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Desde 2013, prisões por corrupção crescem 288%

As milhões de pessoas que foram às ruas em junho de 2013 não pediram a aprovação da Lei 12.850, que regulou as delações premiadas. Mas a mudança legal — parte do pacote aprovado pelo Congresso em resposta aos protestos — abriu o caminho para que o número de prisões temporárias e preventivas e os flagrantes de corruptos acusados de desvio de verbas públicas no país fosse multiplicado por quatro de 2013 para 2016.

Números da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), da Polícia Federal, mostram que, no ano passado, dez pessoas foram presas a cada semana por agentes federais em operações de combate ao desvio de verbas públicas. Em 2013, antes da aprovação da lei sobre colaboração premiada, esse número não chegava a três por semana (2,5 em média). O jornal O Estado de S. Paulo analisou os dados de 2.325 operações deflagradas pela PF no País de 1.º de janeiro de 2013 a 31 de março deste ano. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso a Informação.

“O marco disso é a lei de 2013”, afirmou a delegada Tânia Prado, presidente do Sindicato dos Delegados da PF. Para ela, a legislação que emparedou o mundo político dificilmente passaria hoje no Congresso. “Ela foi aprovada no contexto da pressão popular. Devem (congressistas) ter achado que era bom para prender traficante.” Em 2013, a PF fez 302 operações no país de combate a organizações criminosas — desde as envolvidas com crime comuns, como tráfico de drogas, até as especializadas em delitos financeiros. Em 2016, esse número aumentou 205%, chegando a 922.

Já no primeiro ano depois da lei, em 2014, o número de prisões concedidas pela Justiça e flagrantes nessas operações chegou a 2.798 e somou 4.122 em 2016 — aumento de 771% em comparação com as 473 registradas em 2013.

Para o procurador da República Rodrigo De Grandis, a lei foi “um divisor de águas no combate à corrupção”. “Não havia o procedimento de como se fazer a colaboração premiada e hoje ela é fundamental.” No caso das operações de combate ao desvio de verbas públicas, as prisões passaram de 135 (2013) para 524 (2016) — crescimento de 288%. De Grandis diz que, hoje, o combate à corrupção é uma prioridade na PF e no Ministério Público Federal (MPF).

Os números da PF mostram que não só as prisões de corruptos aumentaram, mas também as de todos os demais tipos de organizações criminosas, como a de traficantes. Ou seja, a lei afetou as máfias de forma indistinta – a única exceção foi os crimes financeiros. “É mais difícil obter uma prisão por crime financeiro. A materialidade do delito é mais complexa”, disse De Grandis. Para ele, “culturalmente”, a tendência é achar que o crime com sangue merece uma resposta mais severa da sociedade. “Isso é uma falácia. E está mudando, até no Supremo.”

Para o criminalista Roberto Podval, há uma escalada de prisões preventivas no País nos últimos anos. “Mudou a cultura com relação à prisão no Judiciário. Saímos da impunidade absoluta para os crimes econômicos para a punibilidade absoluta, que está nesse momento. A tendência é que a gente chegue ao meio-termo. Se houve uma banalização da corrupção, houve também uma banalização das prisões provisórias.”

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Por que a J&F comprou uma usina ‘mico’ e, segundo delação, ofereceu propina por contrato da Petrobras?

Uma usina termelétrica de Cuiabá está no centro do escândalo que levou o presidente Michel Temer a ser investigado pelo crime de corrupção passiva. Foi por causa desse negócio que o grupo de Joesley Batista entregou uma mala com R$ 500 mil ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que está preso. A UTE Cuiabá foi comprada pelo grupo J&F, dono do frigorífico JBS, em 2015. A usina ficou anos parada por falta de fornecimento de gás e era considerada um “mico”. Mas Joesley tinha outra visão: “Esse é o maior ‘deal’ [negócio] que pode existir”, disse a Rocha Loures em uma conversa divulgada na sua delação premiada.

A usina foi construída no fim dos anos 90 pela companhia de energia americana Enron, que ficou famosa anos depois por um dos maiores escândalos de fraude contábil dos EUA. Todo o projeto se baseava na compra de gás da Bolívia, por meio de um gasoduto da própria usina. Mas, em 2006, o governo de Evo Morales rompeu o contrato de fornecimento. A usina parou de funcionar. Com a quebra da Enron, o fundo americano Ashmore assumiu seus negócios, entre eles, a usina parada.

Em 2011, o Ashmore arrendou a termelétrica à Petrobras e ela voltou a operar. O grupo de Joesley comprou a usina em 2015, na época em que o Brasil vivia uma das mais severas crises hídricas e os donos de usinas termelétricas ganharam muito dinheiro.

 

Veja matéria completa do G1 AQUI

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