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STF só agendará julgamento sobre inquérito de Temer após conclusão da perícia do gravador, diz Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu nesta segunda-feira (22) condicionar o julgamento sobre o pedido de suspensão do inquérito sobre o presidente Michel Temer à conclusão da perícia no áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista.

No último sábado (20), o ministro Luiz Edson Fachin, relator do caso, decidiu levar a plenário o pedido da defesa de Temer para suspender o inquérito.
Inicialmente, a tendência era de que o julgamento fosse já nesta quarta-feira (24), mas com a decisão da ministra, é possível que o caso seja adiado.

Segundo Cármen Lúcia, foi o próprio ministro quem condicionou a inclusão do tema em pauta após “concluída e juntada aos autos a perícia, sobre ela imediatamente (intimem-se) o procurador-geral da República e os defensores para que, com urgência, no prazo de 24 horas, se manifestem”.

De acordo com a presidente da Corte, o julgamento da suspensão do inquérito depende “do integral cumprimento” da perícia. Cármen Lúcia diz que levará o tema ao plenário assim que o relator, ministro Fachin, estiver habilitado a votar.

“A gravidade e a urgência da deliberação do tema pelo plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o ministro relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos ministros deste tribunal”, afirmou a presidente em decisão de 12h50, e que foi divulgada por volta das 15h.

Leia a íntegra da decisão de Cármen Lúcia:

Despacho

O Ministro Edson Fachin, Relator do Inquérito nº 4483, oficiou esta Presidência hoje, 22 de maio às 12:00 hrs, requerendo pauta “para levar o pedido de suspensão do inquérito formulado por Michel Miguel Elias Temer Lulia como questão de ordem respectiva ao colegiado do Tribunal Pleno na sessão mais imediata possível”.

O Ministro condiciona o encaminhamento da questão de ordem ao Plenário a que seja “concluída e juntada aos autos a perícia, sobre ela imediatamente (intimem-se) o Procurador-Geral da República e os defensores para que, com urgência, no prazo máximo de 24h, se manifestem”.

A primeira sessão do Plenário deste Supremo Tribunal, na qual será apresentada a questão de ordem – providência que desde já defiro – dependa, portanto, nos termos do despacho do Ministro Relator, “do integral cumprimento” da diligência determinada.

A gravidade e urgência da deliberação do tema pelo Plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o Ministro Relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos Ministros deste Supremo Tribunal.

Assim, tendo deferido a providência, aguardo a comunicação oficial e prévia do Ministro Relator para que se possa divulgar a pauta nos termos regimentais, conferindo-se certeza ao que será levado e no dia certo e a sessão em que será levado, a saber, a primeira após a comunicação da habilitação do Ministro Edson Fachin para por em mesa a questão de ordem.
Comunique-se este despacho ao Ministro Relator e aos demais Ministros deste Supremo Tribunal.

Brasília, 22 de maio de 2017, 12:50 hrs
Ministra Cármen Lúcia
Presidente

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Fiat convoca recall de mais de 70 mil veículos

Uma falha no alternador levou a Fiat Chrysler a convocar o recall de 70.740 veículos. Os proprietários de todas as versões de Fiat Bravo, Doblò, Doblò Furgão, Fiorino, Grand Siena, Idea, Linea, Novo Palio, Palio Fire, Palio Weekend, Siena, Strada e Uno, ano/modelo 2016 e 2017, podem agendar a partir desta quarta-feira, dia 24, a visita a uma concessionária para a verificação da necessidade da troca gratuita do alternador.

Segundo a montadora, o problema no alternador pode levar ao funcionamento irregular do motor e, em casos extremos, o desligamento inesperado do carro, o que compromete as condições de dirigibilidade do veículo e aumenta o risco de colisão, com consequentes danos físicos e materiais ao condutor, passageiros e terceiros.

O tempo estimado para inspeção e reparo do veículo é de uma hora. Para consulta dos números de chassis envolvidos e mais informações sobre a convocação podem ser obtidas pelo telefone 0800 707 1000 ou no site da fabricante.

O Globo

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Desembargador aposentado pai de primo de Aécio: ‘Preso por lealdade a você’

No estacionamento da JBS, Mendherson, assessor do senador Zeze Perrella, recebe a mala das mãos de Fred, primo de Aécio (à direita) – Agência O GLOBO

Dias após a prisão de Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), na última quinta-feira, o desembargador aposentado Lauro Pacheco, pai de Frederico, publicou um desabafo no Facebook neste domingo. No texto dirigido ao tucano, o magistrado ressalta que “falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Presidente da República”. Ele diz que foi a lealdade de seu filho ao primo que o levou à cadeia. “Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada”, concluiu o desembargador.

— Não quero dar entrevista, mas confirmo que o texto é meu. Está lançado. Compartilhei no perfil da minha mulher porque não sei mexer nessas coisas. Ele (Frederico) admirava demais o Aécio. Agora, meu filho está preso, tadinho — disse Lauro Pacheco ao GLOBO.

Preso na última quinta-feira após ser flagrado pela Lava-Jato carregando malas de dinheiro da gigante JBS para Aécio, Frederico Pacheco é primo distante do tucano, mas pertencia ao círculo íntimo dos Neves. Nos anos 90, Pacheco era sócio do então marido de Andrea Neves em uma firma de comunicação, relação que se fortaleceu quando virou secretário parlamentar na Câmara dos Deputados presidida por Aécio (2001 e 2002).

O desembargador reforçou, por telefone, que não é tio do senador afastado, conforme foi dito nas redes sociais após o texto viralizar.

— Não sou tio do Aécio. Acontece que fui casado com falecida prima dele — explicou o pai de Frederico.

Leia abaixo, na íntegra, o texto escrito pelo pai de Frederico Pacheco:

“Meu filho Frederico Pacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo.

Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar, não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, ‘um mínimo de cerimônia com os escrúpulos’. Vejo agora, Aécio, que você não faz jus à memória de seu saudoso pai o Deputado Aécio Cunha. Falta-lha, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Predisente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada.

Ass. Lauro Pachedo de Medeiros Filho

Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

O Globo

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  1. William disse:

    A culpa foi sua rsrsrs eu votei no Aécio.

  2. Filipe Lima disse:

    Tancredo Neves deve está dando voltas sem fim no túmulo, o que Aécio, seu herdeiro político foi fazer.
    Como se deixou ir tão longe e de forma amadora. Deveria ter aprendido com a forma de operar do pessoal do PT, que fez, aconteceu, mandou, desmandou, distribuiu e sempre colocou interlocutores na execução de suas condutas, nunca se envolveram diretamente.
    A turma da JBS tratou com o PT por 14 anos e não tem uma foto, uma gravação, um vídeo de tudo que rolou, pois do outro lado haviam profissionais e não amador feito Aécio pego com a mão na massa.
    Não foi assim? Então vamos passar de novo todos os acontecimentos do mensalão, petrolão, lava jato e chegando o BNDES.

  3. JK disse:

    Tome-lhe!

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FOTO: Rio Pitimbu recebe mutirão de limpeza e plantio de mudas em ação da Semurb e voluntários

Foto: Semurb

No sábado (20), a secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) com o apoio de voluntários realizou um mutirão de limpeza e plantio de mudas nas margens do rio Pitimbú, zona Sul de Natal. Cerca de 100 mudas de vegetação nativa foram plantadas para ajudar na recuperação da mata ciliar. Outros dois mutirões estão previstos para o próximo sábado (27) e no dia 3 de junho e serão abertos ao público.

O plantio realizado em parceria com Paroquia São Francisco de Assis faz parte da programação da Campanha de Fraternidade 2017, cujo tema é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação”. E foi feito num trecho do rio conhecido como “Prainha”, no limite dos Bairros Pitimbu e Planalto.

O rio que nasce no município de Macaíba e corta o bairro do Pitimbu até desaguar em Parnamirim é importante para o abastecimento de água na capital, já que é fonte para a Lagoa do Jiqui, responsável por 30% do fornecimento de água da cidade. O foco do trabalho é necessidade de proteção e regeneração do manancial, que sofre com o desmatamento, ocupação irregular de suas margens e despejo de lixo.

A titular da Semurb, Virgínia Ferreira, esteve presente na ação acompanhada do secretário Adjunto de Administração da pasta, Daniel Bandeira. A secretaria, que também ajudou no plantio, destacou a importância do Rio Pitimbu para a cidade e a necessidade de sua preservação, com a recomposição de mata ciliar e desassoreamento do seu leito.

A ação contou ainda com a o apoio da fiscalização ambiental da Semurb, do Horto Municipal, agentes do Grupo de Ações Ambientais da Guarda Municipal (GAAM/GMN), da secretaria de Meio Ambiente de Parnamirim (SEMUR), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), além de moradores do bairro. Os interessados em participar dos próximos mutirões de limpeza podem entrar em contato com a Semurb pelo telefone 3215- 9960, das 8h às 14h.

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Mãe é condenada a pena maior que de réus da Lava Jato por roubar ovos de Páscoa

A Defensoria Pública de SP pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a anulação da sentença de uma mulher que roubou ovos de Páscoa em um supermercado em 2015 e foi condenada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de SP) a mais tempo de prisão que diversos envolvidos na Operação Lava Jato.

AMARGO 2
O executivo João Procópio Junqueira, por exemplo, recebeu sentença de 2 anos e 6 meses de reclusão por lavagem de dinheiro. A mulher foi condenada a três anos e dois meses de prisão em regime fechado -a sentença saiu quando ela estava grávida.

PRAZO
A ação da Defensoria faz parte de um mutirão criado pela entidade para atender as cerca de 1.800 presas no Estado que poderiam se beneficiar do indulto concedido a mulheres que praticaram crimes não violentos. Na última quinta (18), a força tarefa da Defensoria atendeu 60 mulheres na penitenciária de Pirajuí, no interior de SP. Quinze delas estavam presas há mais de dois anos sem condenação em primeiro grau.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

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  1. Everton disse:

    É aquela coisa, quem não tem dinheiro, tem que dividir defensor com mais uns 1000. Quem muito possui, tem uns 10 advogados trabalhando só para ele.

  2. Thiago disse:

    Ela não ROUBOU art.157 CP, ela FURTOU art.155 CP. No Brasil é assim: rico é cleptomaníaca, pobre: ladrão!
    Rico tem princípio da insignificância, pobre, não.

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Rodrigo Maia é o favorito para concorrer em eventual eleição presidencial indireta; veja outras cinco hipóteses

Na hipótese de o presidente Michel Temer deixar o cargo, circulam no Congresso e no Palácio do Planalto os nomes de pelo menos seis candidatos. O favorito é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Primeiro nome na linha sucessória, Maia seria uma aposta certa, se não respondesse a um inquérito na Lava-Jato.

Maia assumirá por 30 dias, no caso de afastamento de Temer, período em que o Congresso, presidido pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) deve eleger o sucessor para completar o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Maia se elegeu presidente da Câmara com 293 votos, quatro a menos que o necessário para eleger o sucessor no Colégio Eleitoral.

A saída para o eventual afastamento de Temer será constitucional, a exemplo do que ocorreu no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Setores do PT chegaram a difundir rumores sobre uma eventual intervenção militar. Terrorismo puro. Tanto que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez questões de publicar nas redes sociais um texto do general Villas Boas, comandante do Exército.

“A Constituição Federal Brasileira há de ser sempre solução a todos os desafios institucionais do país”, diz o texto do general Villas Boas. E arrematou: “Não há atalhos fora dela!”

O segundo na linha sucessória é Eunício, que na condição de presidente do Congresso é quem vai organizar e presidir a eleição. Eunício responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). E se a escolha recair sobre um senador, o nome em discussão é o de Tasso Jereissati, que assumiu a presidência do PSDB, semana passada, no lugar do senador Aécio Neves.

Tasso, na realidade, é uma aposta da velha guarda do PSDB para servir de contraponto ao prefeito de São Paulo, João Doria: empresário bem sucedido, é do Nordeste e, embora tenha sido governador e senador, não carrega a imagem desgastada do político. Nome para 2018, pode ser uma opção para a conclusão do mandato de Temer, se o PSDB cair fora do governo.

O que se exige do futuro presidente, se Temer cair, é um novo Michel Temer: um nome capaz de dar continuidade às reformas e esteja comprometido com elas. Maia veste o figurino e tem votos na Câmara, mas o nome do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) continua na roda, apesar de sua ligação com o grupo J&F. Ex-ministro de Lula, Dilma e Fernando Cardoso e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o jurista Nelson Jobim circula com desenvoltura nos dois mundos – político e judicial. Está ajudando Temer na crise. Mas suas ligações com o banco BTG Pactual reduziram suas chances.

Do Judiciário, por onde têm passado todas as querelas da crise, são dois os nomes mais citados. O primeiro é o da presidente do STF, Carmen Lúcia – que vem a ser o quarto nome na linha sucessória e assumiria se Maia e Eunício tivessem problemas legais. Dois problemas: ela teria de ser eleita por um Congresso que não lhe é simpático e também renunciar ao cargo de presidente do Supremo e à magistratura.

Carmen tem o perfil mais adequado para um momento em que a classe política está em baixa e a sociedade apoia a Lava-Jato. Suas declarações, quando o assunto é corrupção, costumam ser duras. “Caixa dois é crime e uma agressão à sociedade”, disse, por exemplo, quando os políticos tentaram reduzir as acusações de recebimento de propina ao mero crime de caixa 2. Carmen também já disse que não pretende largar o Supremo.

Contraponto a Carmen Lúcia e com mais trânsito entre os parlamentares é o ministro Gilmar Mendes, também do STF. Gilmar é um crítico de certos procedimentos da Operação Lava-Jato, e por isso tem a simpatia de grande parte dos parlamentares. Mas é um nome polêmico.

As seis opções atualmente em discussão animam aliados do presidente Temer. O raciocínio é: quando se tirou Dilma, sabia-se quem e o quê iria para seu lugar. O quadro é diferente agora: sai Temer e quem entra? PMDB, PSDB, DEM, PSD, PP, principalmente, tentam manter a aliança para não perder o principal, com ou sem Temer: as conquistas que já tiraram o país da recessão. A retomada do crescimento e do emprego é a única chance deles nas eleições de 2018.

Valor Econômico

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  1. Clécio Santos disse:

    O nome do Ex – Ministro do STF Aires de Brito, deve ser levado em consideração.

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Moro rebate habeas corpus de Lula: “Documentos adicionalmente requeridos são de duvidosa pertinência”

O juiz Sergio Moro rebateu dois habeas corpus que a defesa de Lula impetrou no Superior Tribunal de Justiça.

Na primeira ação, os advogados pedem a suspensão da ação contra Lula acusando o juiz de parcialidade.

Na segunda, pedem para que a ação seja paralisada para que a defesa analise documentos da Petrobras.

A resposta de Moro foi enviada ao Ministro Felix Fischer, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo o juiz, o depoimento de Leo Pinheiro reforça a tese de que o apartamento no Guarujá e as reformas seriam entregues a Lula.

“O depoimento terá que ser bem analisado quando do julgamento, mas, em princípio, reforça, se verdadeiro, a tese da acusação da vinculação do aludido apartamento com propinas em contratos da Petrobrás”, disse. E que, por isso, a ação está vinculada aos demais casos da Lava-Jato.

Já os documentos adicionalmente requeridos “são de duvidosa pertinência ou relevância para o caso”, segundo Moro. O juiz afirma ainda que “inexiste base para a pretensão legal de suspender a ação penal para examinar documentos”.

“Agregue-se que a Defesa, no interrogatório de seu cliente, Luiz Inácio Lula da Silva, em 10/05/2017, não fez qualquer pergunta, ainda mais sobre os aludidos documentos, nem sequer um único, a ilustrar que a afirmação da Defesa de que a suspensão liminar da ação penal era necessária para a “preparação da sua autodefesa” não tinha base real”. disse.

Radar on-line Veja

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  1. Silva disse:

    Que não caia no esquecimento. Essa safadeza toda que se desencadeou no BNDES foi no governo do PT. Essa farra com o dinheiro no Brasileiro e legado do PT, sera que nem Dilma e Lula não sabia desse robo? Da compra de politicos? É imoral compravam políticos como quem se compra agua. Culpa de quem governa o país, Lula e Dilma, dois presidentes da pior qualidade.

  2. Val Lima disse:

    Tá chegado sua hora Luiz Ignácio…..

  3. Alberto Brito disse:

    Os advogados de Lula assim como todo PT quer ver o mundo acabar, o Brasil desandar, o povo entrar em colapso, mas não quer ver Lula sentenciado. O PT nunca teve preocupado com o Brasil, apenas e unicamente com a manutenção do poder. Como não tem um nome para substituir Lula, faz de tudo para que o manipulador de plateia não recebe qualquer posicionamento negativo oficial da justiça.
    Os advogados fazendo as contas para que Lula, apesar de todos os processos e implicações de seus nome com inúmeros tipos de irregularidades, querem forçar uma campanha tendo Lula como candidato. Mesmo com a mediocridade de arrolar 72 testemunhas no processo, jogar 1000 páginas de dados irrelevantes da petrobrás e tentar todo tipo de manobra protelatória, a situação judicial não está caminhando de acordo com a imoral situação produzida pelos advogados de Lula. Que venha a sentença.
    Pensando bem, se Lula não tem culpa, não sabia de nada e não existem provas contra ele, qual o temos de uma sentença?

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(EDITORIAL) – Delação da JBS: Um truque premiado

A inclusão de alguns políticos na delação premiada de um dos executivos da JBS, Ricardo Saud, mostra, mais uma vez, que para o grupo empresarial considerado o maior processador de proteína animal do planeta, não há regras nem limite para o “Vale Tudo”.

De acordo com Saud, “até um jantar com o Governador Robinson Faria e o deputado Fábio Faria teria sido realizado para acerto de pagamento de propina tendo como contrapartida a privatização da Caern”.

A Caern nunca esteve nos planos do candidato nem do governador que, aliás, externou isso publicamente desde os primeiros dia de governo.

O Blog do BG apurou que houve o jantar, mas que somente após as eleições de 2014. E não antes, como deixou a entender o delator. E com um detalhe importante que faz muita diferença: o jantar foi oferecido por Joesley Batista e sua esposa ao governador eleito. Um evento social de aproximação, por isso a presença das respectivas esposas, inclusive a de Joesley, à época apresentadora da Band. E não tratou de obras, contrapartida ou propina.

Na ânsia de fazer valer uma delação premiada e obter lucro com isso, Saud disse inverdades ou meias verdades. É bom lembrar que pelo acordo de delação premiada, os irmãos Batista, além de se livrar da prisão e do uso de tornozeleira eletrônica, também investiram pesado na compra de dólares – e ganharam milhões.

Além da mentira, Ricardo Saud envolveu na delação pessoas que nada tinham ou tem a ver com a história: a mulher do deputado Fábio Faria, a apresentadora Patricia Abravanel, e a mulher do governador Robinson Faria, secretária Juliane Faria. Quem imagina que em um jantar social com várias pessoas, e todos acompanhados das respectivas mulheres, seriam negociados acertos, desvios e propinas?

Que o deputado Fábio e o Governo Robinson se defendam nas instâncias apropriadas e a verdade no final prevaleça. Se tiverem culpa, que paguem. Se forem inocentes, que batam no peito e sigam suas carreiras.

Agora a citação de pessoas que não tem histórico, que não precisam e com certeza não compactuariam com fatos dessa natureza, só comprovam que, para atingir a liberdade plena e total, os Batistas e seus executivos não tiveram limites.

Com as inverdades e meias verdades da delação premiada, o executivo da JBS, a exemplo dos seus espertos patrões, provou que vale tudo para se safar da cadeia. Principalmente inventar e mentir.

Também é bom lembrar que o Grupo JBS doou R$ 7,7 milhões a Robinson Faria, R$ 3 milhões a Henrique Alves, R$ 1,165 a Fatima Bezerra, R$ 1,100 a Fabio Faria e muito recursos a outros 14 políticos e candidatos no Rio Grande do Norte.

Será que eles avisaram aos partidos e candidatos que se tratava de propina?

Está claro que foram doações e não propinas. Se foi em caixa 2, a justiça vai concluir.

No caso do PSD, as doações chegaram ao Rio Grande do Norte por intermédio do diretório nacional e foram feitas no período de julho a novembro. De acordo com o calendário eleitoral e dentro do período eleitoral.

Se não houve nem está em cogitação a privatização da Caern, não se pode falar de propina ou contrapartida.

Pagamentos feitos fora da campanha eleitoral e a montagem de um processo de privatização caracterizariam a tal chamada “contrapartida”.

Para os irmãos Batista e os executivos da JBS, todos os pagamentos foram propinas. Resta, então uma pergunta: todos os 1.829 candidatos que receberam algum tipo de doação eleitoral do grupo empresarial foram avisados de que estavam recebendo propinas, que aquele dinheiro eram um caixa dois por causa dos empréstimos “amigos e generosos” do BNDES?

Denúncias podem e devem ser apuradas, aliás, tem que ser apuradas.

Delação premiada precisa ser checada e os fatos, comprovados, antes de ser homologada.

Porque é preciso separar o joio do trigo.

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  1. Gigi disse:

    Parabéns ao blog! Esses cara deram na cara de todos os Brasileiros, pensaram meticulosamente em tudo

  2. José Antunes disse:

    Analise prudente, hoje a condenaçao ja sai na hora que se divulga a delação. Cadê o direito ao contráditório? A ampla defesa?
    Como vc bem disse, se tiverem culpa paguem!
    Esse caso da JBS esta estranho, uma empresa que sempre se falou que estava metida em corrupçâo no governo do PT, aparece agora como salvadora.
    Aguardaremos o desenrolar.

  3. Everton disse:

    Joesley deu um "totó" nos 3 poderes, na mídia e na população. Só ele operar vendido no dólar e na própria JBS, já rendeu mais que a multa. A massa, que até pouco só sabia criticar político e membro do judiciário, agora abriu os olhos.

  4. Luciana Morais Gama disse:

    Na LAVA JATO até hoje não vi nenhum confessar que recebeu PROPINA. Todos são inocentes!!!

  5. Assis de Paiva disse:

    Esse Joesley ficou bilionário graças ao PT, é casado com a gostosa da Ticiane Vilas Boas, tá de boaça em Nova Iorque e o MPF deixou ele livre, leve e solto. Achei três atitudes estranhas do MPF: divulgar todos os áudios e não mostrar as provas; deixar os irmãos Batista pagarem de vítimas-heróis; não se manifestar sobre os dólares que eles compraram na véspera da alta.

  6. Olhar Verdadeiro disse:

    Uma coisa é delatar com áudio, vídeo e mala chipada como no caso de Aécio.
    Outra coisa é delatar após ter recebido 11 bilhões do BNDES e mostrado as contas no exterior como no caso de Lula e Dilma.
    E outra totalmente diferente é dizer que deu 10 milhões pro candidato Robinson privatizar a CAERN após eleito.
    Detalhe: o candidato Robinson declarou que recebeu 7 milhões via PSD à Justiça Eleitoral.
    Detalhe 2: o governador Robinson nunca prometeu privatizar a CAERN. Nem vai.
    Detalhe 3: Agripino, Garibaldi e Fátima também receberam contribuição da JBS.
    Essa história da JBS e MPF está mal contada…

  7. Fahad disse:

    A JBS saiu livre após jogar a merda no ventilador. Mas há muita coisa estranha nessa delação e algumas coisas mais parecem delírio ou invenção. Do jeito que as coisas estão, difícil identificar que interesses estão por trás de nivelar todos por baixo.

  8. Recom disse:

    Perfeita a análise! Parabéns

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Parte editada da gravação de Joesley tem conversa sobre mulheres

A primeira-dama Marcela Temer ao lado do presidente Michel Temer, durante lançamento do programa Criança Feliz, no Palácio do Planalto, em Brasília – 05-10-2016 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Em pelo menos um dos trechos editados, a conversa entre Joesley Batista e Michel Temer girou sobre mulheres. O dono da JBS retirou essa parte para se proteger — e, não evidentemente, proteger a relação do presidente com Marcela Temer. Dos 50 minutos de gravação, 38 são conhecidos.

Radar On-line, Veja

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Mala com dinheiro da JBS entregue a aliado de Temer está desaparecida

Foto: Bruno Santos – 19.mai.2017/Folhapress

A mala com R$ 500 mil de dinheiro da JBS recebido pelo deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) está desaparecida.

O parlamentar foi filmado pela Polícia Federal em uma ação controlada (planejada para flagrar delitos) carregando a bolsa ao sair de uma pizzaria em São Paulo às pressas.

Rocha Loures havia se encontrado no local com Ricardo Saud, lobista e delator do frigorífico, para pegar o dinheiro.

Segundo o Ministério Público Federal, o pagamento era por uma ajuda prometida pelo deputado para defender os interesses da empresa no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Em uma conversa gravada, Joesley Batista, um dos donos da JBS, ofereceu propina em troca de que o parlamentar interviesse em uma disputa envolvendo preço de gás.

Ainda segundo a delação, havia promessa de que, se resolvido o imbróglio, Rocha Loures poderia receber semanalmente até R$ 1 milhão, dependendo do lucro.

A mala teria sido levada, de acordo com a investigação, para a casa do pai do deputado, em um primeiro momento.

Na operação deflagrada na última quinta (18), que contou com busca e apreensão em diversos endereços, a bolsa não foi localizada. Diferentemente da mala de dinheiro entregue a Frederico Medeiros, primo de Aécio Neves, a de Loures não tinha chip para identificar a localização.

Rocha Loures aparece citado pelo Michel Temer como seu homem de confiança e com quem Joesley poderia tratar “tudo”.

O Ministério Público suspeita que o presidente tenha sido também um dos destinatários da propina.

No pedido de abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vê indícios de corrupção passiva, formação de quadrilha e obstrução de Justiça em práticas relacionadas a Temer.

Folha de São Paulo

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Deputado Rodrigo Rocha Loures diz que não sabia que mala tinha dinheiro da JBS e isenta Temer

Flagrado recebendo R$ 500 mil da JBS, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) disse a aliados que não sabia que havia dinheiro na hora da entrega da mala por Joesley Batista, mas que desconfiou por conta do peso. Na versão de Rocha Loures, ele só soube que tinha dinheiro quando abriu a mala.

Aliados de Temer e advogados têm conversado com o deputado afastado do PMDB desde a divulgação da gravação na semana passada. A expectativa do Palácio do Planalto é de que Loures confirme a versão dada nos bastidores às autoridades no momento que for chamado a depor. Ainda não há confirmação de data para depoimento oficial.

Nas conversas com auxiliares de Temer, Loures diz que o presidente da Republica não teve a ver com o recebimento da mala de dinheiro.

O peemedebista, que foi assessor especial de Temer na Presidência, contou a interlocutores que estava se aproximando do dono da JBS, Joesley Batista, por interesse comercial – já que ele, além de deputado, é empresário do setor de alimentos.

E disse que, na época, pensou que não fazia sentido a entrega daquela forma, mas que agora ele entendeu por que Joesley “forçou”.

Peemedebistas dizem que o dono da JBS estava em busca de assessores de Temer para produzir provas contra o presidente.

Enquanto aguardam os desdobramentos, aliados do governo também afirmam temer que Loures queira fazer uma delação premiada pressionado pela família. Motivo: sua esposa está grávida de 8 meses, e ele admite que sua situação na Justiça é ruim.

Temer, ao comentar a possibilidade de Loures delatar, ressalta a assessores que se for delatar terá de “inventar” fatos envolvendo o presidente.

Blog Andréia Sadi, G1

 

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Nome de Cármen Lúcia sofre restrições no STF para assumir eventual lugar de Temer

Foto: Pedro Ladeira – 3.nov.2016/Folhapress

A eventual candidatura de Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), para substituir Michel Temer meio de eleição indireta no Congresso é vista com reservas por integrantes do tribunal. O nome dela tem sido considerado por partidos como o PSDB.

SANTO DE CASA
Um dos magistrados afirmou à coluna acreditar que um desfecho com Cármen Lúcia candidata a presidente poderia dar a impressão de que o STF se movimentou para isso, o que comprometeria a credibilidade do tribunal.

TUDO NOVO
Dois outros magistrados acreditam que ela sequer poderia concorrer pois regras eleitorais exigem que candidatos deixem cargos públicos seis meses antes de uma eleição. Não há, no entanto, uma lei específica sobre um pleito presidencial indireto depois do afastamento de dois presidentes, situação inédita no país.

LUGAR ERRADO
Um deles afirma que a presidente do STF não teria o perfil e a personalidade adequados para assumir o comando do país em situação de crise aguda.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

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  1. Heineken disse:

    "Estamos na era das especulações…"

  2. MARIA LUCIA FERREIRA disse:

    Deixe o STF assumir, já que nós povo não soubemos escolher um represante de vergonha. Acabamos colocando representantes marginais que se colocaram máscara de bom moço qdo já eram ladrões antes de sair de c asa. Quem sabe, agora agente aprende.

  3. Chico do PT disse:

    Vamos eleger Tiririca para Presidente deste bordel… quer dizer, deste Brasil… Pior do que está, não fica….

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