Finanças

ISTO É: Renan recebeu propina de R$ 30 milhões desviada de fundo de pensão

mi_155631957563020Um golpe perpetrado recentemente contra os fundos de pensão Postalis e Petros começa a ser desvendado pela Polícia Federal. Inquérito sigiloso obtido com exclusividade por ISTOÉ traz os detalhes de um esquema que desviou R$ 100 milhões dos cofres da previdência dos funcionários dos Correios e da Petrobras. Parte do dinheiro, segundo a PF, pode ter irrigado as contas bancárias do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do deputado federal e ex-ministro de Dilma, Luiz Sérgio (PT-RJ), atualmente relator da CPI do Petrolão. Prestes a ser enviado ao Supremo Tribunal Federal, devido à citação de autoridades com foro especial, o inquérito traz depoimento de um funcionário do grupo Galileo Educacional, empresa criada pelo grupo criminoso para escoar os recursos dos fundos. Segundo o delator identificado como Reinaldo Souza da Silva, o senador Renan Calheiros teria embolsado R$ 30 milhões da quantia paga, Lindbergh R$ 10 milhões e o deputado Luiz Sérgio, o mesmo valor.

Para desviar os recursos dos fundos de pensão, os acusados, segundo a investigação da PF, montaram o grupo Galileo Educacional a fim de assumir o comando das Universidades Gama Filho e UniverCidade, ambas no Rio de Janeiro, que passavam por dificuldades financeiras. Para fazer dinheiro, o grupo Galileo lançou debêntures que foram adquiridas pelo Postalis e pelo Petros. De acordo com a PF, a operação foi feita apenas por influência política e sem nenhum critério técnico. O dinheiro, em vez de ser aplicado nas universidades, teria sido desviado para um emaranhado de empresas e depois, segundo o delator, remetido a Renan, Lindbergh e Luiz Sérgio. Em pouco menos de um ano, o MEC descredenciou boa parte dos cursos de ambas universidades e os fundos arcaram com o prejuízo.

mi_155701582833327Nas seis páginas de denúncia, o delator cita, além dos parlamentares, os supostos operadores desses políticos e de seus partidos, imbricados numa rede de empresas de fachada que teriam servido para lavar os recursos dos fundos de pensão. Até agora, PF e Ministério Público já ouviram mais de 20 pessoas, pediram o indiciamento de algumas delas e chegaram a cogitar prisões cautelares e a apreensão de passaportes. “Os envolvidos montaram todo um simulacro com aparato administrativo, financeiro e jurídico para angariar recursos em uma estrutura que não tinha qualquer comprometimento com a proposta educacional”, afirma o delegado Lorenzo Pompilio, que comanda o inquérito. Em relatório encaminhado ao MPF, ele fala em “ciclo criminoso”, considerando a incursão dos acusados nos crimes de peculato, formação de quadrilha e estelionato. Segundo o delegado, as atas de reuniões, assembléias, contratos e outros registros financeiros indicam “ações delineadas e orquestradas a pretexto de desenvolvimento de atividade acadêmica”, mas que tinham o único intuito “captar recursos que desapareceram”.

Sem poder avançar na apuração do núcleo político, além do que já foi descoberto, evitando assim que o processo seja enviado prematuramente ao STF, os investigadores dissecaram a ação de seus operadores. Quem capitaneou o esquema foi o advogado Marcio André Mendes Costa, responsável por criar o grupo Galileo e montar a engenharia para drenar recursos dos fundos de pensão – tudo feito com aparência de legalidade e auxílio de conhecidos executivos do mercado financeiro. Em pouco tempo, Mendes Costa conseguiu acessar os cofres do Postalis e da Petros, assumiu o controle da Universidade Gama Filho e da UniverCidade, instituições tradicionais do Rio de Janeiro.

Toda essa influência não surgiu do nada. Ex-conselheiro da OAB-RJ, o advogado circula com desenvoltura no meio político. Advoga para Furnas e trabalha há anos para a família do ex-senador Wellington Salgado, do PMDB mineiro, antigo aliado de Renan Calheiros. Também é parceiro do peemedebista Hélio Costa. Foi o ex-ministro das Comunicações quem indicou Adilson Florêncio da Costa como diretor financeiro da Postalis. Ao sair, Florêncio da Costa deixou em seu lugar Ricardo Oliveira Azevedo, outro apadrinhado de Renan. Azevedo levou ao comitê financeiro do fundo, em abril de 2011, a proposta de investimento no grupo Galileo. Em seu relatório, ele avalizou o projeto e o negócio acabou aprovado por todos os integrantes. Uma vez concluído o negócio, Florêncio da Costa tornou-se conselheiro da Galileo. Aqui está o que a Polícia Federal definiu como aprovação por influência política, sem critério técnico.

mi_155736996738122O dinheiro do Postalis, cerca de R$ 80 milhões, foi usado para adquirir 75% do total de debêntures emitidas pelo grupo. O restante foi comprado pela Petros e pelo Banco Mercantil do Brasil, responsável por estruturar a operação. Segundo depoimentos, dentro do banco o negócio foi encaminhado pelo irmão de Mendes Costa, Marcus Vinícius, acionista minoritário do BMB. As debêntures do Galileo tiveram como lastro as mensalidades do curso de medicina da Universidade Gama Filho, que naquele momento já passava por dificuldades financeiras e risco de descredenciamento pelo Ministério da Educação. Comprá-las era uma decisão temerária e só uma gestão política poderia garantir a aplicação milionária num negócio pra lá de suspeito.

Mas os dirigentes dos fundos desconsideraram o risco, assim como se comportaram o banco BNY Mellon, contratado pelo Postalis como administrador dos investimentos, e a consultoria Planner Trustee, agente fiduciária da operação. Ao todo, o Postalis investiu R$ 81,4 milhões em debêntures. Para receber os recursos, Márcio Costa criou a empresa Galileo Gestora de Recebíveis S.A, também controlada por ele. Como se as garantias das mensalidades do curso de medicina já fossem frágeis, o advogado ainda decidiu trocá-las pelas de engenharia mecânica e elétrica – sem avisar ao Postalis. O escândalo veio à tona em 2012 e foi até alvo de uma CPI na Assembléia Legislativa do Rio, mas as investigações foram abafadas. O relatório final da CPI responsabilizou Márcio Costa, sem considerar suas relações políticas e societárias.

mi_155759619527398Em depoimento à PF, a advogada Beatris Jardim, nomeada por Márcio Costa como diretora financeira, revelou novos nomes que participaram do esquema. Ela disse, quando assumiu o cargo, que já não havia mais o dinheiro das debêntures no caixa. E apontou como verdadeira tesoureira do grupo Aline Cristina Duarte Gonçalves, pessoa de confiança de Costa. “Quando eu perguntava sobre o dinheiro, eles me respondiam com evasivas”, disse Jardim, que já foi indiciada. Outro diretor, Samuel Dionizio entregou à PF extratos bancários que mostram um depósito de pouco mais de R$ 50 milhões do Postalis numa conta vinculada ao recebimento das mensalidades dos alunos. O dinheiro depois foi transferido para outra conta da empresa administradora, sem passar na conta principal da Galileo. Em seguida, os valores “foram pulverizados em uma série de operações com destinação que não pode ser identificada de forma mais clara”. A PF e o Ministério Público, que também atua na investigação, desconfiam que a dinheirama circulou pelas contas das empresas dos sócios do grupo Galileo, depois por outras empresas fantasmas e até doleiros, antes de chegar aos políticos citados.

Uma das empresas que recebeu os recursos pertence, segundo a PF, ao empresário Milton de Oliveira Lyra Filho, conhecido como Miltinho, outro operador importante do esquema. Dono de várias companhias, a maioria de fachada, Lyra Filho é apontado em Brasília como o lobista de Renan. Ligado ao PTB e ao PMDB, o nome de Lyra surgiu na Polícia Federal em 2011 no âmbito da Operação Voucher quando uma empresa sua foi identificada como beneficiária de recursos repassados pelo Ministério do Turismo num convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), uma espécie de ONG. Um ano antes, com aval do PMDB, Miltinho conseguiu que dois cunhados seus comprassem o edifício-sede da Postalis e depois o revendessem, embolsando no negócio mais de R$ 1,2 milhão. Depois da venda, o Postalis passou a pagar aluguel de R$ 139 mil para continuar no mesmo lugar.

A relação com os peemedebistas aproximou Miltinho de Renan Calheiros e os dois passaram a jantar em restaurantes de Brasília. Elementos da investigação da PF sugerem que, por influência do presidente do Congresso, o lobista entrou de cabeça no negócio da Galileo. Figurou primeiramente com 5% no quadro societário do grupo, por meio de sua empresa IDTV Tecnologia e Comunicação. Depois, trocou a IDTV pela Euro America Participações, que funciona no mesmo endereço numa sala no subsolo de uma galeria comercial do Lago Sul em Brasília. Para a Polícia Federal, o fato de Miltinho estar envolvido no esquema é mais um forte indício – além do depoimento do funcionário da Galileo – da participação de Renan Calheiros no esquema. A PF agora quer quebrar o sigilo financeiro dessas companhias. Na Euro América, Miltinho tem como sócio o investidor Arthur Pinheiro Machado. Ele é investigado pelo Ministério da Previdência pois estaria por trás de falcatruas envolvendo R$ 300 milhões do próprio Postalis.

mi_155772618632289Além de Miltinho, o lobista de Renan, a PF desconfia que o dinheiro do Postalis possa ter ido parar nas contas das empresas de Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele aparece como diretor do grupo Galileo, apesar de não possuir qualquer afinidade com a área educacional. Magro sempre atuou no setor de combustíveis e responde processo por sonegação de impostos.

Se a presença de Ricardo Magro nos quadros de um grupo educacional chama a atenção da PF, tampouco se pode desprezar a relação com Marcelo Sereno. Ex-assessor do ex-ministro José Dirceu e figura de proa do PT carioca com reconhecida atuação nos fundos de pensão, Sereno candidatou-se a deputado federal no ano passado, mas não foi eleito. É atribuída a ele a estratégia de arrecadação da campanha de Lindbergh Farias para o governo do Estado, que também fracassou. Na mesma chapa, o único que teve sucesso foi o deputado Luiz Sérgio, que saiu fortalecido com a reeleição e assumiu papel importante na Câmara como relator da CPI da Petrobras. Sua função agora é evitar constrangimentos a Lindberg, que já é alvo de investigação no Supremo por suposto envolvimento no Petrolão. Todos são suspeitos de usar dinheiro desviado de contratos da Petrobras para financiar campanhas políticas. Com as descobertas do caso Galileo, MPF e PF acreditam que o mesmo esquema possa ter ocorrido nos desvios do Postalis, da Petros e de outros fundos de pensão.

Fotos: Adriano Machado/Ag. Istoé, Pedro Ladeira/Folha Press, Ueslei Marcelino/Folha Press; Pedro Teixeira/O Globo

ISTO É

http://www.istoe.com.br/reportagens/423398_PROPINA+DE+R+30+MILHOES+PARA+RENAN

Opinião dos leitores

  1. Qual é o partido dele? Não interessa.
    Se houve o desvio tem que responder e provar que não o fez através de provas e não falácia ilusionista.
    Prova vale mais e fala mais que discurso mentiroso ilusionista politiqueiro.
    Se não existem "santos", que sejam banidos definitivamente os bandidos.

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Cidades

RN cria 15,8 mil empregos em 2025, menor saldo desde a pandemia

Foto: Adriano Abreu

O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com saldo positivo de 15.870 empregos formais, segundo dados do Novo Caged, resultado de 257.414 admissões e 241.544 demissões ao longo do ano. Apesar de manter o mercado de trabalho no campo positivo, o desempenho representa uma forte desaceleração na geração de vagas e configura o menor saldo anual desde a pandemia da covid-19, quando o estado terminou 2020 com resultado negativo de 3.146 desligamentos a mais que o número de contratações.

Em comparação com 2024, quando o RN havia registrado saldo de 34.156 postos, a queda foi de mais de 53%. O resultado de 2025 também ficou abaixo dos saldos observados em 2023 (22.496 vagas), 2022 (21.030) e 2021 (32.692), evidenciando um ritmo mais fraco de expansão do emprego formal no estado.

Ainda assim, o RN acompanhou a tendência nacional de crescimento do emprego ao longo do ano. Em 2025, o Brasil fechou o período com saldo positivo de 1.279.498 vagas com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Todas as unidades da federação tiveram resultado positivo no acumulado do ano, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em números absolutos, e Amapá, Paraíba e Piauí nas taxas proporcionais de crescimento.

Tribuna do Norte

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Política

Com debandada de ministros, Lula aposta em nomes da própria equipe para evitar paralisia no governo

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Com a proximidade do calendário eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma ampla reformulação no primeiro escalão. A expectativa é que mais de 20 ministros deixem seus cargos até o fim de março para disputar as eleições de outubro. Para evitar descontinuidade administrativa neste último ano de mandato, Lula tem sinalizado que pretende recorrer a “soluções caseiras”, promovendo quadros que já integram os ministérios.

A orientação no Palácio do Planalto é priorizar secretários-executivos e auxiliares diretos, que conhecem a rotina das pastas e podem manter o ritmo das entregas. Um dos movimentos já definidos envolve a Casa Civil. A atual secretária-executiva, Miriam Belchior, deve assumir o ministério no lugar de Rui Costa, que deixará o cargo para concorrer ao Senado pela Bahia. A escolha já foi comunicada internamente e segue a lógica de continuidade defendida pelo presidente.

Miriam Belchior integra o núcleo do governo desde o início do mandato e tem histórico de peso na gestão petista. Foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff e presidiu a Caixa Econômica Federal entre 2015 e 2016. A avaliação de aliados é de que o perfil técnico da futura ministra ajuda a blindar a Casa Civil de turbulências em um período de transição política.

Na área econômica, a tendência é semelhante. O atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é o nome mais cotado para assumir o comando da pasta com a saída de Fernando Haddad, prevista para fevereiro. Haddad, que ainda não decidiu se disputará eleições ou atuará na articulação política da campanha de Lula, tem feito elogios públicos ao auxiliar e defendido sua trajetória em governos petistas. A eventual ascensão de Durigan é vista como um sinal de estabilidade ao mercado, sem mudanças bruscas na política fiscal.

Outra troca em andamento envolve a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Com a saída de Gleisi Hoffmann para disputar o Senado pelo Paraná, o nome mais forte para assumir a articulação política do governo é o de Olavo Noleto, atual presidente do Conselhão. Auxiliares do Planalto destacam sua experiência, a confiança de Gleisi e o bom trânsito com parlamentares como fatores decisivos para a escolha.

Com essas movimentações, Lula busca atravessar o ano eleitoral mantendo o funcionamento da máquina pública e evitando sobressaltos administrativos. A aposta em nomes da própria equipe reflete a estratégia de preservar a agenda do governo enquanto ministros deixam o Planalto para entrar de vez na disputa política.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Senado nega acesso a registros de entrada da esposa de Alexandre de Moraes no caso Master

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Senado Federal recusou um pedido feito via Lei de Acesso à Informação (LAI) para divulgar os registros de entrada e saída da advogada Viviane Barci de Moraes em suas dependências. Viviane é esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes e firmou, em janeiro de 2024, um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master, prevendo atuação junto a diferentes poderes da República, inclusive no Congresso Nacional, para o acompanhamento de projetos de interesse da instituição financeira.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Na resposta ao pedido, a Casa alegou que os dados solicitados têm caráter pessoal, por se referirem a pessoa física identificada. O Senado citou dispositivos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e um decreto de 2012 que regulamenta a LAI, segundo os quais informações ligadas à intimidade, vida privada, honra e imagem não podem ser divulgadas.

A negativa contrasta com respostas obtidas junto a outros órgãos. Solicitações semelhantes foram encaminhadas ao Banco Central, à Receita Federal, ao Cade e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que informaram não ter registros ou conhecimento de atuação de Viviane Barci de Moraes em suas dependências.

Para o procurador de Justiça de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu, a justificativa apresentada pelo Senado não se sustenta. Segundo ele, não há fundamento legal para classificar como dado sensível a informação sobre a presença de alguém em um prédio público. Na avaliação do procurador, a negativa reforça uma cultura de falta de transparência e contraria o espírito da Lei de Acesso à Informação, cujo objetivo é assegurar publicidade aos atos da administração pública.

O professor Fabiano Angélico, da Universidade de Lugano e pesquisador da área de transparência, também criticou a decisão. Para ele, a resposta do Senado representa um desrespeito direto às diretrizes da LAI, que estabelece a divulgação como regra e o sigilo como exceção.

Desde que o contrato com o Banco Master entrou em vigor, o Senado analisou temas sensíveis aos interesses da instituição. Em agosto de 2024, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) rejeitou uma emenda à PEC da autonomia do Banco Central que previa ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta, apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI), ficou conhecida nos bastidores do mercado financeiro como “emenda Master”. O mesmo senador também teria atuado para frear a instalação de uma CPI destinada a investigar o banco.

O acordo firmado com Viviane Barci de Moraes previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos ao escritório Barci de Moraes Associados, o que poderia totalizar cerca de R$ 130 milhões até 2027, ano em que Alexandre de Moraes deve assumir a presidência do STF. Procurado pela reportagem, o escritório informou que não estava autorizado a fornecer contato direto da advogada.

Com informações do O Globo

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Geral

INSS: publicitária ligada ao PT aponta Careca como elo com consultoria suspeita de movimentar R$ 371 milhões

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A publicitária Danielle Miranda Fonteles associou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a uma empresa de consultoria investigada por movimentações financeiras atípicas e indícios de ser usada como fachada. Trata-se da Spyder Consultoria, que, mesmo sem presença digital e registrada em nome de um jovem de 25 anos, auxiliar de serviços gerais, movimentou R$ 371 milhões em apenas seis meses, chamando a atenção da CPMI do INSS, que determinou a quebra de sigilo da empresa.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Relatório do Coaf encaminhado à comissão aponta uma transferência de R$ 200 mil da Spyder para Danielle Fonteles. Em nota, a publicitária afirmou que não tinha conhecimento da existência da empresa e que o pagamento foi feito a mando do Careca do INSS, como parte de uma negociação imobiliária envolvendo a venda de um imóvel em Trancoso, no sul da Bahia. A defesa de Antônio Antunes, por sua vez, informou que ele não irá se manifestar sobre o caso.

Danielle Fonteles é figura conhecida no meio político por ter atuado em campanhas do PT, incluindo a de Dilma Rousseff em 2010. Segundo a Polícia Federal, ela também aparece como sócia de Antunes na Cannabis World, empresa de cannabis medicinal com atuação em Portugal. Mensagens obtidas pela imprensa indicam que a publicitária coordenava a operação do negócio no país europeu, acompanhando de perto projetos ligados à área.

A Spyder entrou no radar da CPMI após receber recursos da Dinar S/A Participações, empresa usada pelo Careca do INSS e que, por sua vez, recebeu valores de outras companhias e entidades investigadas no esquema conhecido como “Farra do INSS”. Apesar de ter capital social declarado de apenas R$ 120 mil e ter sido registrada em dezembro de 2024, a consultoria apresentou, já em janeiro de 2025, uma movimentação milionária. Para os investigadores, o contraste entre a estrutura formal da empresa e o volume financeiro reforça suspeitas de irregularidades, que agora serão aprofundadas no âmbito da comissão parlamentar.

Com informações do Metrópoles

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Mundo

Trump declara emergência e autoriza tarifas contra países que fornecem petróleo a Cuba

Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (29) uma ordem executiva declarando emergência nacional em relação a Cuba e abrindo caminho para a aplicação de tarifas sobre países que vendam ou forneçam petróleo à ilha caribenha. A medida representa uma escalada nas pressões econômicas de Washington sobre o regime cubano, intensificando ações para isolar a economia da nação governada por Miguel Díaz-Canel.

Pelo texto, os Estados Unidos poderão impor aranceles adicionais às importações de bens de países que, direta ou indiretamente, exportem petróleo ou derivados a Cuba. A ordem não estabelece automaticamente valores ou uma lista de nações afetadas: cabe ao secretário de Comércio identificar fornecedores de petróleo à ilha e, com base nesse diagnóstico, o secretário de Estado — em consulta com outras agências — decidir se e quanta tarifa será aplicada, com o presidente finalizando o processo.

A Casa Branca justifica a ação argumentando que as políticas e práticas do governo cubano representam uma “ameaça extraordinária e incomum” à segurança nacional e à política externa dos EUA, acusando Havana de manter laços com países e grupos considerados hostis por Washington, como Rússia, China, Irã, Hamas e Hezbollah. O documento também faz referência a violações de direitos humanos e à suposta presença de atividades de inteligência estrangeira na ilha.

Especialistas internacionais destacam que a medida ampliada de pressões coincide com um quadro de crise energética em Cuba, agravado pela interrupção de remessas de petróleo da Venezuela após ações militares norte-americanas naquele país e pela redução de envios do México. Em resposta, autoridades cubanas classificaram a ordem como um ato de agressão que visa aprofundar o sofrimento da população e debilitar ainda mais a economia da ilha.

Com informações do G1

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Política

Motta prioriza governo Lula e esfria pautas da oposição na Câmara

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em pleno ano eleitoral, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dado sinais claros de prioridade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto temas caros à oposição ficam em segundo plano. Nos primeiros movimentos de 2026, o comando da Casa tem buscado evitar embates e manter uma agenda alinhada às pautas do Executivo.

Na primeira reunião de líderes do ano, realizada na quarta-feira (28), ficou acordado que a Câmara não deve iniciar os trabalhos com propostas polêmicas. A expectativa é de um ritmo mais lento até o Carnaval, período em que o Congresso tradicionalmente esvazia. Ainda assim, Motta afirmou que pretende votar já na próxima semana a Medida Provisória do Gás do Povo e o projeto que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, ambos de interesse do governo.

O presidente da Câmara também se reuniu com o ministro da Justiça, Wellington César, e sinalizou apoio à votação da PEC da Segurança Pública após o Carnaval, uma das principais prioridades do Planalto e que tramita no Congresso desde 2024. Além disso, Motta tem acompanhado Lula em eventos oficiais, como a sanção da segunda lei que regulamenta a reforma tributária, reforçando a aproximação institucional com o Executivo.

Em contraste, o deputado tem evitado se posicionar sobre assuntos ligados à oposição. Motta não comentou, por exemplo, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o presídio da Papuda, nem a decisão de Bolsonaro de não apoiar uma eventual candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e filiado ao Republicanos. O silêncio reforça a leitura, nos bastidores, de que a presidência da Câmara aposta em uma relação mais estável com o Planalto neste início de ano legislativo.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tanto o presidente do senador, como o da Câmara, são foi-se vendidos, devem ter recebido gordas propinas e resolveram se calar, LULADRAO usa essa tática a anos, pois sabe como tratar corruptos , os alimentando com dinheiro. Todos do mesmo nipe.

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Política

Executiva do PT diz que 2026 opõe Lula ao bolsonarismo

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Comissão Executiva Nacional do PT avaliou que a eleição presidencial de 2026 será marcada por um embate direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o bolsonarismo, tratado pelo partido como a expressão de projetos opostos para o país. Em resolução política divulgada nesta quinta-feira (29), a legenda afirma que o pleito vai além da escolha entre nomes e representará uma decisão entre a defesa da democracia e um modelo classificado como autoritário.

No documento, o PT sustenta que a disputa colocará frente a frente um projeto “democrático, popular e soberano”, liderado por Lula, e outro que atribui ao bolsonarismo, descrito como excludente e alinhado a interesses do capital financeiro e da extrema direita internacional, independentemente de quem seja o candidato. O partido trabalha com a possibilidade de enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato do campo bolsonarista.

A resolução faz um balanço positivo do atual governo e usa indicadores econômicos e sociais para defender a continuidade do projeto petista. O texto cita crescimento econômico acima de 3%, queda do desemprego a níveis históricos, valorização real do salário mínimo, redução da desigualdade e inflação controlada. Também destaca medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e uma política tributária mais progressiva como sinais de justiça social.

Além do cenário interno, o PT ressalta a retomada do protagonismo internacional do Brasil, com ênfase na agenda ambiental e no fortalecimento do papel do Estado. Ao mesmo tempo, critica pressões do Congresso e do mercado, cita crises financeiras recentes e aponta riscos à democracia, como a disseminação de desinformação e discursos de endurecimento na segurança pública. Ao final, a legenda reafirma a reeleição de Lula como prioridade e defende a formação de maioria no Congresso para sustentar o projeto político em 2026.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

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Política

VÍDEO: Vorcaro reconhece crise no Banco Master e diz que instituição não devolveu R$ 12 bilhões ao BRB

Vídeo: CNN Brasil

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, admitiu ao STF que a instituição atravessava uma crise de liquidez. A declaração foi feita durante depoimento prestado no dia 30 de dezembro, no qual o banqueiro atribuiu as dificuldades financeiras a mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), base central do modelo de negócios do banco.

Segundo Vorcaro, o Master sempre manteve solvência e cumpriu suas obrigações até meados de novembro, mas passou a enfrentar problemas após alterações regulatórias que, segundo ele, reduziram a capacidade de captação da instituição. O empresário afirmou que o plano de negócios apresentado ao Banco Central desde 2018 era totalmente estruturado com base no FGC e que essa estratégia estava dentro das normas vigentes à época.

“O plano do Banco Master era 100% atrelado ao fundo, e isso nunca foi irregular. Era o que a regulação permitia”, disse Vorcaro, ao sustentar que as mudanças no FGC ocorreram após pressão de grandes bancos, o que teria afetado diretamente o funcionamento da instituição.

Durante o depoimento, o banqueiro também explicou por que o Banco Master não ressarciu cerca de R$ 12 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com ele, a situação foi agravada pelo desfazimento em larga escala de créditos bancários originados pela empresa Tirreno, o que teria surpreendido a direção do banco e contribuído para o agravamento da crise financeira.

Com informações da CNN

Opinião dos leitores

  1. Essa turma é composta só de bandidos mesmo, falam de 12 bilhões, como se fossem 12 reais, que ficou devendo no mercearia do vizinho. Agora um cidadão de bem deva 100 reais a um banco, fica com nome sujo, perde o crédito e vai parar na justiça.

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Geral

Moraes barra habeas corpus em favor de Bolsonaro e aponta falhas graves no pedido

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou um habeas corpus apresentado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama golpista. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (28) e extinguiu o pedido sem análise do mérito. A ação foi protocolada por Francisco Ricardo Alves Machado, que se identificou como estoquista e morador de Japeri, no Rio de Janeiro.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. No pedido, o autor solicitava a soltura imediata de Bolsonaro e a anulação do processo, alegando suspeição de magistrado. O texto também citava uma série de problemas de saúde do ex-presidente, como doenças digestivas, câncer de pele, apneia do sono, hipertensão, hérnia e histórico de traumatismo craniano, como argumento para caracterizar constrangimento ilegal à liberdade.

A petição ainda sustentava a inexistência de crime punível, com base no artigo 17 do Código Penal, que trata do chamado crime impossível, além de recorrer a dispositivos da Constituição, do Código de Processo Penal e a tratados internacionais de direitos humanos. Para o impetrante, esses fundamentos justificariam a concessão do habeas corpus.

Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes afirmou que o pedido apresentava “vícios insanáveis”, com argumentação genérica e sem a descrição concreta de atos que configurassem coação ilegal. Segundo o ministro, a ausência de individualização mínima dos fatos inviabiliza qualquer correção da petição, tornando impossível o prosseguimento do habeas corpus nos termos exigidos pela legislação.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Latam se pronuncia após carregador portátil pegar fogo em voo entre São Paulo e Brasília

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A Latam Airlines Brasil divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (29) após um incidente envolvendo um carregador portátil durante o voo LA3581, que fazia a rota São Paulo/Congonhas–Brasília. O equipamento de um passageiro pegou fogo dentro da aeronave, provocando susto entre os ocupantes e levando o avião a alternar o pouso para o Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP).

De acordo com informações da Rede Voa, responsável pela administração do aeroporto, a tripulação conseguiu controlar a situação ainda durante o voo e não houve necessidade de decretar emergência. Equipes do Corpo de Bombeiros e de atendimento médico acompanharam o pouso por precaução. Três passageiros apresentaram mal-estar e foram atendidos na pista, mas nenhum precisou ser encaminhado ao hospital.

Após o pouso em segurança, os passageiros seguiram viagem para Brasília, com decolagem às 18h30. A operação foi reorganizada pelo Centro de Controle Operacional da Rede Voa, e a companhia aérea realizou os procedimentos necessários antes da continuidade do voo.

Em nota, a Latam informou:

“A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA3581 (São Paulo/Congonhas–Brasília), de quinta-feira (29/01), foi alternado e aterrissou em total segurança no Aeroporto de Ribeirão Preto, devido a um incidente envolvendo um carregador portátil de um passageiro durante o voo. Após tomadas as medidas necessárias, o voo seguiu viagem para Brasília às 18h30. A LATAM reforça que todos os seus tripulantes são treinados para lidar com esse tipo de ocorrência e que adota todas as medidas técnicas e operacionais necessárias para garantir a segurança de seus passageiros e funcionários.”

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