Diversos

Jesus que nasce para todos: como as religiões interpretam o Natal

Por interino

natal-na-igrejaPara quem não é cristão, a sensação de comemorar o Natal, o nascimento de Jesus Cristo, pode ser a mesma de participar de uma festa na casa de um desconhecido. Com antigas raízes pagãs e voltando-se recentemente a um simbolismo que perde sua conexão com Cristo, o Natal é comemorado pela grande maioria das pessoas do mundo – e de diferentes credos. E, cristãos ou não, todos compartilham, nesse período, do chamado “espírito natalino”.

Por isso, IHU On-Line conversou com alguns líderes religiosos locais para ver como cada um, a partir da sua fé, vivencia esse ambiente marcado por uma das maiores festas cristãs.

A reportagem é de Moisés Sbardelotto.

O Natal tem uma história longa e variada, marcada também por uma mistura religiosa de fundo. Em dezembro, no hemisfério norte, já havia uma celebração milenar por ocasião do solstício de inverno. Na Europa, os povos se reuniam para comemorar a luz e o nascimento após a pior fase do inverno, quando poderiam, enfim, olhar para frente esperando tempos melhores – e com mais sol. Na Roma antiga, os festejos iniciavam exatamente no dia 25 de dezembro, em homenagem ao nascimento do Deus Sol, conhecido como “Natalis Solis Invcti” (O Nascimento do Sol Invencível). Com a oficialização do cristianismo no Império Romano, várias datas festivas foram cristianizadas. Assim, da comemoração do nascimento da luz e do sol para o nascimento de Jesus foi apenas uma questão de ajuste. As primeiras manifestações do Natal propriamente cristão no dia 25 de dezembro remontam ao ano 354, como indica um manuscrito em Roma. Mais tarde, a data foi reconhecida oficialmente pelo Papa Julius I (337 -352).

Para o padre jesuíta José Ivo Follmann, o rito ou a simbologia central do Natal é a recordação do nascimento de Jesus em Belém, numa estrebaria, numa manjedoura, à margem da sociedade – ou seja, o presépio. “Deus entra na história da humanidade à margem daqueles lugares onde ele seria esperado”, afirma.

Nesse sentido, a pastora Cleide Schneider, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, acrescenta que o Natal é a celebração da “presença do Deus que virou gente e habitou entre nós, como diz o texto bíblico”. “Jesus vem de uma forma muito simples e humilde para indicar que também nas coisas humildes ali Deus se manifesta”, afirma.

“Ele rompe fronteiras”, resume Pe. José Ivo. E, por isso, também tem um alcance nas demais crenças.

Um dos aspectos destacados também é a correlação que permeia todas as religiões. Mesmo que cada uma possua suas características próprias, algumas celebrações acabam ultrapassando as fronteiras teológicas. Esse é um dos pontos citados por Dejair Rauber, ou Pai Dejair de Ogum, do Africanismo. Ele afirma que, devido ao sincretismo, durante muitos anos a religião africana foi perseguida e marginalizada, e qualquer prática de outro culto, a não ser o católico, era contravenção. Então, com o tempo, a religião africana no Brasil passou a fazer algumas homenagens ao Oxalá, que é o orixá respectivo a Jesus Cristo no africanismo, especialmente no período do Natal, mesmo sem um cunho de festividade.

José Carlos Bandeira, trabalhador do Movimento Espírita, afirma que, apesar de não comemorar a data, o espiritismo aproveita essa época para buscar a integração com os “amigos espirituais elevados”, já que as pessoas melhoram sua condição para se aproximar mais de Deus. “O que interessa é que, nesse momento, em função da vibração mais elevada ao redor das pessoas, esses espíritos superiores conseguem se aproximar mais do planeta. Então, nós somos até melhor assistidos. É uma época mais privilegiada no ano, as pessoas são mais tocadas de fraternidade, de amor”, comenta.

Segundo Bandeira, mesmo que não seja uma religião cristã, o espiritismo concede a Jesus um lugar privilegiado. “Uma das melhores respostas que nós encontramos no Livro dos Espíritos, é quando os espíritos respondem a Kardec que o melhor modelo e guia da humanidade é ‘Jesus’. Uma palavra só”, comenta.

Mesmo no Africanismo, que sempre entendeu que as forças divinas estavam sempre misturadas ao humano, Cristo é aceito como uma divindade, explica Pai Dejair. “Apesar de a religião africana de raiz não cultuar Jesus Cristo, aqui no Brasil o povo de matriz africana passou a respeitá-lo, porque foi aqui que tivemos conhecimento do cristianismo”, explica. Para Dolores Dorneles, ou Mãe Dolores de Bará Lodê, da Nação Afro Cabinda, a celebração do Natal “é a da união entre os povos, entre toda a nação”. E com a presença de Jesus, sim. “Para nós, ele é Oxalá, o pai maior de todas as religiões, tanto da religião Afro, quanto da religião de Umbanda e a de Candomblé”.

Em Jesus, segundo Pe. Follmann, é que está a grande radicalidade do Natal: “Deus que se faz alguém, um de nós, que assume a nossa natureza humana, em todas as suas conseqüências. Tanto que sofreu a morte violenta, porque a humanidade não conseguiu suportar esse tipo de manifestação tão humana”, explica. Segundo ele, a figura de Jesus, seu jeito de ser, foi a revelação do ser humano ao próprio ser humano. E por isso foi rejeitado, porque a humanidade não estava preparada para receber uma mensagem tão forte. “No fundo, o que está revelado no Natal? Que existe o lado divino da humanidade. Deus se faz um de nós para mostrar que nós fazemos parte dele”, resume.

Em outras religiões não-cristãs, também existem festas que acompanham esse período. No Judaísmo, é o momento de celebrar a Chánuka (ou Hanukkah, “dedicação” ou “inauguração”). O líder religioso da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência de Porto Alegre, Guershon Kwasniewski, que se prepara para o o rabinato, explica que a celebração da Chánuka geralmente coincide com o Natal, mas que, enquanto conteúdo, não tem relação. “Lembramos a vitória dos macabeus, pelo ano 168 a.C., contra o rei Antiocus, da Síria, que tinha profanado o Templo de Jerusalém”, explica. Ele conta que, quando os macabeus retomaram o templo profanado, encontraram só um recipiente com óleo sagrado, que poderia manter o fogo sagrado aceso por apenas um dia. E, por um milagre, esse óleo acabou durando oito dias. “Por isso, hoje em dia, um candelabro de nove braços é aceso ao lado das janelas nos lares judaicos para lembrar o milagre acontecido. O candelabro é colocado junto à janela para também compartilhar a luz com os nossos semelhantes”, comenta.

Segundo Kwasniewski, o Judaísmo reconhece o Deus todo-poderoso, criador do universo, e as criaturas de Deus, os humanos. “Portanto, nosso relacionamento com Deus é um relacionamento de parceiros para continuar a sua obra de Criação”, diz. Nesse sentido, ele sugere que “o espírito natalino deveria acompanhar as pessoas o ano todo e não ficar restrito a dezembro. Dezembro – continua – é um período em que podemos resgatar o paraíso: ninguém briga, todo mundo é cordial, as pessoas baixam menos nos hospitais, ninguém quer ficar doente, ninguém quer perder as festas, todo mundo se cumprimenta”. Para ele, é justamente isso que falta no resto do ano. “Poderíamos espalhar um pouco dessa energia que se concentra agora nesta última parte de dezembro”, aconselha.

E esse parece ser também o desejo dos demais religiosos. “Deveríamos respeitar a fraternidade, o amor ao semelhante, tirar um pouco essa coisa comercial”, comenta José Bandeira. “As pessoas se reúnem para comer e beber e se esquecem de parar por alguns minutos para agradecer. É o momento do aniversário. E qual é o presente que Jesus gostaria de receber? É amor, é fraternidade entre os homens, entre os seus irmãos”, diz. Para Bandeira, é preciso lembrar-se de dar as mãos e “erguer os pensamentos numa prece de agradecimento por essa oportunidade que Deus nos concedeu de ter uma pessoa entre nós com um quilate desses que foi Jesus”.

Para a pastora Cleide, o Natal é um momento em que podemos resgatar muito a partilha, a comunhão, o estar juntos, valorizando os sinais e momentos pequenos de gratidão a Deus. “Não é preciso grandes festas, grandes presentes. Mas a compreensão, o respeito, a solidariedade. Esse é o sentido próprio do Natal, que já está bastante esquecido”, indica.

A mensagem do Natal, segundo Pe. José Ivo, é não procurar Deus onde ele não se encontra e também não tentar colocar Deus onde ele não se encontra. “Devemos estar atentos ao lugar que Deus escolhe para entrar na humanidade, que é à margem, no meio daqueles que são mais desprezados, daqueles que são mais excluídos. É ali que nós encontramos o Deus que é vida, o Deus que é amor”, explica. “E não vamos encontrar no meio da prepotência, no meio da riqueza, no meio da discriminação, no meio da violência, no meio de tudo aquilo que estraga a vida. Deus está presente onde há simplicidade, onde há serviço, onde há atenção às pessoas, onde há amor, onde há respeito”.

E como uma verdadeira festa, o Natal não é comemorado sozinho. “A grande lição do Natal é esta: no nosso jeito de ser, nós também devemos procurar nos tornar presentes para os outros, nos colocar a serviço dos outros”, comenta Pe. José Ivo.

De certa forma, é o que todas as crenças ensinam. Talvez, olhando novamente para o presépio neste Natal, para aquela imagem de um Deus que se faz criança pobre e rejeitada pelo mundo, possamos reconhecer novamente o amor desse Deus que todas as religiões buscam seguir. E acolhê-lo, para que nasça entre nós.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/19114-jesus-que-nasce-para-todos-como-as-religioes-interpretam-o-natal

Opinião dos leitores

  1. Religião é todo conhecimento que liga criatura e criador. Neste sentido, a filosofia espírita é uma religião. E acima de tudo, cristã.

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Brasil

PT ENCOLHEU: Partido chega a 2026 com menor número de candidaturas desde 1994

Foto: Jamile Santana/G1

O Partido dos Trabalhadores chega às eleições de 2026 com a menor quantidade de candidaturas de sua história recente. A legenda lançou 1.097 nomes para disputar vagas no Legislativo, o menor número desde 1994.

A redução também aparece na disputa pelos governos estaduais. O PT terá apenas 12 candidaturas próprias, igualmente o menor número desde 1994.

Embora o PT continue sendo uma das principais forças políticas do país, a queda no número de candidaturas mostra que o partido já não tem a mesma capilaridade eleitoral de décadas passadas.

Com informações do Poder 360

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Brasil

QUASE UM ‘PARTO’: PF levou mais de 7 meses para enviar a Mendonça quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução/ Ilustração IA

A Polícia Federal levou mais de sete meses para enviar ao ministro André Mendonça os dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A demora teria sido um dos motivos para o atrito entre a polícia e Mendonça, que é relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master.

O magistrado determinou a derrubada dos sigilos fiscais, bancários e telemáticos do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, no âmbito da investigação sobre desvios de aposentados e pensionistas.

Diante da demora para encaminhar o resultado das diligências e devido a outras decisões da PF que incomodaram Mendonça, como a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS, o ministro mandou a polícia enviar a seu gabinete os dados brutos do caso, ou seja, a íntegra das quebras.

A Polícia Federal, no entanto, interpretou a decisão como uma invasão da autonomia investigativa da corporação. A PF chegou a acionar a Advocacia-Geral da União para estudar a apresentação de um recurso perante o STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a ordem judicial, mas nenhuma medida jurídica foi concretizada.

Integrantes do governo federal, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, entraram em campo para tentar apaziguar a relação do ministro com a cúpula da corporação.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

DO PÚLPITO AO PALANQUE: R. R. Soares ultrapassa Bolsonaro e lança 5 filhos candidatos nas eleições

Foto: Reprodução

O missionário R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, consolidou um movimento inédito ao lançar cinco filhos para cargos eletivos no cenário político nacional. A estratégia familiar supera a representatividade de nomes tradicionais da política, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, e visa expandir a influência evangélica nos legislativos estadual e federal.

Com candidaturas divididas estrategicamente entre São Paulo e Rio de Janeiro, R. R. Soares aposta na base de fiéis e na presença televisa para garantir mandatos. As candidatura já estão alinhadas com partidos de centro-direita para a disputa eleitoral.

A presença dos familiares do religioso na política não é recente, mas ganha proporções inéditas com a entrada simultânea de todos os filhos homens de R. R. Soares na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e em Assembleias Legislativas.

A tradição familiar na política, no entanto, vem de antes, com a projeção nacional do bispo Marcelo Crivella (sobrinho de sua esposa, Maria Magdalena), que já exerceu mandatos como senador, prefeito do Rio de Janeiro e deputado federal.

Com informações do portal NDMais

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Brasil

Plano de saúde dos senadores gera rombo de R$40 milhões, aponta colunista

Foto: Carlos Moura

É deficitário o plano de saúde de senadores, ex-senadores e, claro, dependentes de suas excelências. Todos se penduram na benesse que, sem escolha, é custeada pelo pagador de impostos. Levantamento do Ranking dos Políticos considerou a despesa ao longo de 2025, apenas de usuários do sangue azul, sem os servidores. São 79 senadores, 187 ex-senadores e mais 363 dependentes. A arrecadação foi de R$5.179.524,92. As despesas são bem maiores, R$40.476.846,63.

Os R$5 milhões vieram de contribuições dos beneficiários. Soma-se a esse valor a merreca de R$86 mil em coparticipação.

O rombo abarca indenizações e restituições, pagamentos a prestadores de serviços de saúde, tratamentos de longo prazo etc, etc, etc…

Na Câmara, a assistência consegue ser superavitária. Foram R$8,35 milhões em arrecadação contra R$8,22 milhões em despesas.

O custo por beneficiário da Câmara foi de R$520,88 por mês. No deficitário Senado, o valor salta para R$5.362,59.

Com informações da coluna Cláudio Humberto – Diário do Poder

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Brasil

“TAL PAI, TAL FILHO”: Caso Lulinha tem 68% de posts negativos contra Lula, diz VoxRadar

Foto: Reprodução

Dois em cada três comentários feitos nas redes sociais sobre as investigações envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, renderam críticas ao petista, que tenta se reeleger para o quarto mandato. O levantamento do núcleo de dados da VoxRadar, feito em parceria com a CNN Brasil entre 13 e 19 de agosto, mostra que 68% dessas postagens são de teor negativo.

Entre o dia que a CNN informou a mudança de um endereço comercial de Lulinha na Espanha para uma área nobre em Madri até esta quarta-feira (19), quando a PF apontou que a empresária e lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para agir em nome do filho do petista, 64% dos comentários a respeito do caso apontavam Lula, Lulinha e o PT como culpados em manifestações como “tal pai, tal filho”, “quadrilha” ou “ladrão”.

Uma parcela negativa, mas que representa 4% do total, apresentou uma descrença institucional, traduzida na frase: “vai dar em pizza”, acusando o STF (Supremo Tribunal Federal) de blindar os envolvidos no caso. Em um espectro semelhante, uma parcela de 3.667 comentários demonstrou um desengajamento diante do assunto, diagnosticando que “direita e esquerda” roubam igual.

Apesar da maioria crítica, 17% dos internautas saíram em defesa do presidente Lula, destacanto o caráter do chefe do Executivo ao não pedir o arquivamento do caso, um apoio direcionado majoritariamente ao gesto do que ao mérito ou resultado do caso. Entretanto, apesar de serem minoria no volume de comentários, aqueles que se posicionam a favor se dividem entre uma postura de defesa do petista e um comportamento de contra-ataque.

Cerca de 8% daqueles que se colocaram a favor do presidente optaram pela forma de apontar as acusações dos adversários, relembrando casos relacionados ao concorrente de Lula ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu histórico de acusações sobre rachadinhas e sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

[VÍDEO] Michelle grava inserção com Flávio Bolsonaro e diz: “Vamos juntos resgatar o nosso Brasil

Imagem: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro gravaram inserções de campanha e vídeos conjuntos em Brasília para selar a união da direita nas eleições presidenciais de 2026, declarando: “Vamos juntos resgatar o nosso Brasil”.

Não há o áudio das falas – um dos jingles da campanha de Flávio é que embala a postagem –, mas ambos aparecem sorridentes e interagindo durante uma filmagem para a campanha, numa espécie de making of da gravação.

É possível perceber também que, na gravação, Flávio pede voto para a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal, enquanto ela pede voto para a candidatura presidencial dele, inclusive com os respectivos números de urna. A perspectiva é que o vídeo seja utilizado ao longo da propaganda eleitoral na televisão.

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Política

Candidatos do PSOL à Câmara dos Deputados criam ‘bancada da macumba’

Foto: Reprodução

Um grupo de seis candidatos do PSOL à Câmara dos Deputados anunciou a criação da “bancada da macumba”. A iniciativa reúne representantes de cinco estados brasileiros e tem como foco principal aumentar a presença de integrantes de religiões de matriz africana no Congresso Nacional.

O projeto é formado por Adriano Fiúza, do Distrito Federal, Mãe Su de Nanã, de São Paulo, Renato Fonseca, de Pernambuco, Wesley Mendes e Mãe Bernadete de Oxóssi, da Bahia, e Ariane Magalhães, do Rio de Janeiro. Todos eles disputam ativamente o cargo de deputado federal no pleito de outubro deste ano.

A principal finalidade da articulação é garantir que os praticantes dessas religiões participem de forma direta da criação de leis e da distribuição de orçamentos. Eles rejeitam a ideia de serem tratados somente como alvos folclóricos e exigem espaço nas decisões governamentais.

O grupo alega que a ausência de representatividade prejudica o segmento.

— Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados de forma pontual — afirmaram, em nota conjunta.

A estrutura da equipe permite a integração de pessoas que não praticam as religiões de matriz africana, como educadores e estudiosos. Outros parlamentares também podem dialogar com a frente, bastando que apoiem de forma pública as propostas elaboradas em defesa desse público.

O diretório do partido confirmou apoio institucional à mobilização, contudo destacou que a ideia partiu dos próprios candidatos, sem interferência da cúpula partidária.

Com informações do Pleno News

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Mundo

Ex-assessor de Fauci se declara culpado nos EUA por conspiração para ocultar documentos sobre a Covid-19

Foto: Reuters

Um ex-assessor do especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci declarou-se culpado, na terça-feira (19), de conspirar para burlar leis de acesso a registros públicos e ocultar documentos governamentais relacionados a financiamento de pesquisas e à pandemia de Covid-19.

David Morens, que trabalhou sob a supervisão de Fauci como funcionário de alto escalão no NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas) durante a pandemia, admitiu a culpa pela acusação de conspiração durante uma audiência em um tribunal federal em Greenbelt, Maryland.

O homem de 78 anos havia sido indiciado em abril por acusações relacionadas ao que os promotores descreveram como um esquema para frustrar solicitações de registros públicos recebidas pela agência a partir de abril de 2020, referentes a subsídios de pesquisa sobre a COVID-19.

Ele pode enfrentar até cinco anos de prisão quando for sentenciado, em 12 de novembro.

“Ao declarar-se culpado hoje, o Dr. Morens assumiu a responsabilidade por seus atos e continuará a fazê-lo”, afirmou Timothy Belevetz, advogado dele, em um comunicado.

A admissão de culpa ocorreu depois que Fauci — que liderou o NIAID por 38 anos e tornou-se a face da resposta dos EUA à pandemia — compareceu a uma comissão do Senado no mês passado e invocou repetidamente seu direito de não se autoincriminar. Fauci também acusou o senador republicano Rand Paul, um adversário de longa data do Kentucky, de conduzir uma campanha “desequilibrada” para vê-lo preso.

Os promotores não acusaram Fauci de qualquer irregularidade relacionada ao caso de Morens. Ao depor perante uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA em 2024, Fauci minimizou a proximidade de sua colaboração com Morens e negou ter usado um endereço de e-mail particular para discutir assuntos governamentais.

As origens da Covid permanecem sem solução. O FBI afirmou em 2023 que um vazamento de um laboratório em Wuhan provavelmente causou a pandemia, uma alegação que a China classificou como totalmente desprovida de credibilidade.

Em janeiro de 2025, a CIA afirmou que um vazamento em laboratório era provável, embora com “baixa confiança”, enquanto outras quatro agências de inteligência dos EUA e o Conselho Nacional de Inteligência acreditam que o vírus provavelmente surgiu por meio de transmissão natural a partir de um animal.

Os promotores informaram que a admissão de culpa de Morens estava relacionada à decisão dos NIH (Institutos Nacionais de Saúde) de cancelar um subsídio de pesquisa sobre coronavírus em morcegos, com base em alegações de que a Covid-19 teria surgido do laboratório de Wuhan.

O laboratório sediado na China havia recebido um sub-repasse de recursos da empresa que fora contemplada com o financiamento.

Os promotores afirmaram que Morens se comprometeu a ajudar a restabelecer o financiamento para pesquisas sobre coronavírus em morcegos e a combater a narrativa de que a Covid-19 teria vazado de um laboratório.

Prevendo que suas comunicações poderiam ser solicitadas com base na Lei de Liberdade de Informação, Morens e outras pessoas combinaram de trocar mensagens usando a conta de e-mail pessoal de Morens, em vez de sua conta governamental, segundo os promotores.

Com informações da CNN

 

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Brasil

‘Alexandre de Moraes não tem limites e representa ameaça à democracia’, critica Glenn Greenwald

Foto: Evaristo Sá/AFP

O jornalista Glenn Greenwald afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atua sem limites e representa a principal ameaça à democracia brasileira. Durante entrevista ao Conversa com Augusto Nunes desta terça-feira, 18, ele criticou a proximidade entre integrantes da Corte e políticos e relatou pressões depois da publicação de reportagens sobre Moraes.

Greenwald abordou o assunto ao falar dos riscos que enfrentou ao longo da carreira. Segundo ele, nunca havia considerado deixar de fazer uma reportagem por medo das consequências. Isso mudou quando recebeu, em 2024, um arquivo com material proveniente do gabinete de Moraes.

Ele destaca que esta foi “a única vez que realmente teve um debate interno”, sobre publicar ou não o material, “porque Alexandre de Moraes não tem limites e a sociedade ou não consegue, ou não quer, impor limites sobre o abuso do poder dele”.

O material foi apurado em parceria com a Folha de S.Paulo e resultou na série de reportagens “Vaza Toga“, sobre os bastidores do gabinete do ministro. Entre as revelações citadas pelo apresentador estava a inclusão de Oeste entre os veículos examinados por auxiliares de Moraes.

 

Com informações da Revista Oeste

 

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Geral

ACABOU O DINHEIRO: Governo Fátima deixa 367 projetos culturais do RN fora da Lei Câmara Cascudo; produtores questionam transparência na distribuição dos recursos

Foto: Reprodução/ IA

Dos 492 projetos apresentados à Lei Câmara Cascudo em 2026, apenas 125 foram aprovados. Outros 367 ficaram de fora por falta de recursos, segundo alegou a própria Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

A situação atinge projetos que já fazem parte do calendário cultural potiguar. Entre os eventos que podem deixar de acontecer estão o Festival de Jazz, projetos da produtora Diana Fontes e o tradicional Festival de Quadrilhas.

De acordo com o Blog do Gustavo Negreiros, produtores culturais questionaram a transparência na distribuição dos recursos e levantaram suspeitas de que projetos ligados a aliados políticos do governo teriam recebido prioridade.

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