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Jesus que nasce para todos: como as religiões interpretam o Natal

Por interino

natal-na-igrejaPara quem não é cristão, a sensação de comemorar o Natal, o nascimento de Jesus Cristo, pode ser a mesma de participar de uma festa na casa de um desconhecido. Com antigas raízes pagãs e voltando-se recentemente a um simbolismo que perde sua conexão com Cristo, o Natal é comemorado pela grande maioria das pessoas do mundo – e de diferentes credos. E, cristãos ou não, todos compartilham, nesse período, do chamado “espírito natalino”.

Por isso, IHU On-Line conversou com alguns líderes religiosos locais para ver como cada um, a partir da sua fé, vivencia esse ambiente marcado por uma das maiores festas cristãs.

A reportagem é de Moisés Sbardelotto.

O Natal tem uma história longa e variada, marcada também por uma mistura religiosa de fundo. Em dezembro, no hemisfério norte, já havia uma celebração milenar por ocasião do solstício de inverno. Na Europa, os povos se reuniam para comemorar a luz e o nascimento após a pior fase do inverno, quando poderiam, enfim, olhar para frente esperando tempos melhores – e com mais sol. Na Roma antiga, os festejos iniciavam exatamente no dia 25 de dezembro, em homenagem ao nascimento do Deus Sol, conhecido como “Natalis Solis Invcti” (O Nascimento do Sol Invencível). Com a oficialização do cristianismo no Império Romano, várias datas festivas foram cristianizadas. Assim, da comemoração do nascimento da luz e do sol para o nascimento de Jesus foi apenas uma questão de ajuste. As primeiras manifestações do Natal propriamente cristão no dia 25 de dezembro remontam ao ano 354, como indica um manuscrito em Roma. Mais tarde, a data foi reconhecida oficialmente pelo Papa Julius I (337 -352).

Para o padre jesuíta José Ivo Follmann, o rito ou a simbologia central do Natal é a recordação do nascimento de Jesus em Belém, numa estrebaria, numa manjedoura, à margem da sociedade – ou seja, o presépio. “Deus entra na história da humanidade à margem daqueles lugares onde ele seria esperado”, afirma.

Nesse sentido, a pastora Cleide Schneider, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, acrescenta que o Natal é a celebração da “presença do Deus que virou gente e habitou entre nós, como diz o texto bíblico”. “Jesus vem de uma forma muito simples e humilde para indicar que também nas coisas humildes ali Deus se manifesta”, afirma.

“Ele rompe fronteiras”, resume Pe. José Ivo. E, por isso, também tem um alcance nas demais crenças.

Um dos aspectos destacados também é a correlação que permeia todas as religiões. Mesmo que cada uma possua suas características próprias, algumas celebrações acabam ultrapassando as fronteiras teológicas. Esse é um dos pontos citados por Dejair Rauber, ou Pai Dejair de Ogum, do Africanismo. Ele afirma que, devido ao sincretismo, durante muitos anos a religião africana foi perseguida e marginalizada, e qualquer prática de outro culto, a não ser o católico, era contravenção. Então, com o tempo, a religião africana no Brasil passou a fazer algumas homenagens ao Oxalá, que é o orixá respectivo a Jesus Cristo no africanismo, especialmente no período do Natal, mesmo sem um cunho de festividade.

José Carlos Bandeira, trabalhador do Movimento Espírita, afirma que, apesar de não comemorar a data, o espiritismo aproveita essa época para buscar a integração com os “amigos espirituais elevados”, já que as pessoas melhoram sua condição para se aproximar mais de Deus. “O que interessa é que, nesse momento, em função da vibração mais elevada ao redor das pessoas, esses espíritos superiores conseguem se aproximar mais do planeta. Então, nós somos até melhor assistidos. É uma época mais privilegiada no ano, as pessoas são mais tocadas de fraternidade, de amor”, comenta.

Segundo Bandeira, mesmo que não seja uma religião cristã, o espiritismo concede a Jesus um lugar privilegiado. “Uma das melhores respostas que nós encontramos no Livro dos Espíritos, é quando os espíritos respondem a Kardec que o melhor modelo e guia da humanidade é ‘Jesus’. Uma palavra só”, comenta.

Mesmo no Africanismo, que sempre entendeu que as forças divinas estavam sempre misturadas ao humano, Cristo é aceito como uma divindade, explica Pai Dejair. “Apesar de a religião africana de raiz não cultuar Jesus Cristo, aqui no Brasil o povo de matriz africana passou a respeitá-lo, porque foi aqui que tivemos conhecimento do cristianismo”, explica. Para Dolores Dorneles, ou Mãe Dolores de Bará Lodê, da Nação Afro Cabinda, a celebração do Natal “é a da união entre os povos, entre toda a nação”. E com a presença de Jesus, sim. “Para nós, ele é Oxalá, o pai maior de todas as religiões, tanto da religião Afro, quanto da religião de Umbanda e a de Candomblé”.

Em Jesus, segundo Pe. Follmann, é que está a grande radicalidade do Natal: “Deus que se faz alguém, um de nós, que assume a nossa natureza humana, em todas as suas conseqüências. Tanto que sofreu a morte violenta, porque a humanidade não conseguiu suportar esse tipo de manifestação tão humana”, explica. Segundo ele, a figura de Jesus, seu jeito de ser, foi a revelação do ser humano ao próprio ser humano. E por isso foi rejeitado, porque a humanidade não estava preparada para receber uma mensagem tão forte. “No fundo, o que está revelado no Natal? Que existe o lado divino da humanidade. Deus se faz um de nós para mostrar que nós fazemos parte dele”, resume.

Em outras religiões não-cristãs, também existem festas que acompanham esse período. No Judaísmo, é o momento de celebrar a Chánuka (ou Hanukkah, “dedicação” ou “inauguração”). O líder religioso da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência de Porto Alegre, Guershon Kwasniewski, que se prepara para o o rabinato, explica que a celebração da Chánuka geralmente coincide com o Natal, mas que, enquanto conteúdo, não tem relação. “Lembramos a vitória dos macabeus, pelo ano 168 a.C., contra o rei Antiocus, da Síria, que tinha profanado o Templo de Jerusalém”, explica. Ele conta que, quando os macabeus retomaram o templo profanado, encontraram só um recipiente com óleo sagrado, que poderia manter o fogo sagrado aceso por apenas um dia. E, por um milagre, esse óleo acabou durando oito dias. “Por isso, hoje em dia, um candelabro de nove braços é aceso ao lado das janelas nos lares judaicos para lembrar o milagre acontecido. O candelabro é colocado junto à janela para também compartilhar a luz com os nossos semelhantes”, comenta.

Segundo Kwasniewski, o Judaísmo reconhece o Deus todo-poderoso, criador do universo, e as criaturas de Deus, os humanos. “Portanto, nosso relacionamento com Deus é um relacionamento de parceiros para continuar a sua obra de Criação”, diz. Nesse sentido, ele sugere que “o espírito natalino deveria acompanhar as pessoas o ano todo e não ficar restrito a dezembro. Dezembro – continua – é um período em que podemos resgatar o paraíso: ninguém briga, todo mundo é cordial, as pessoas baixam menos nos hospitais, ninguém quer ficar doente, ninguém quer perder as festas, todo mundo se cumprimenta”. Para ele, é justamente isso que falta no resto do ano. “Poderíamos espalhar um pouco dessa energia que se concentra agora nesta última parte de dezembro”, aconselha.

E esse parece ser também o desejo dos demais religiosos. “Deveríamos respeitar a fraternidade, o amor ao semelhante, tirar um pouco essa coisa comercial”, comenta José Bandeira. “As pessoas se reúnem para comer e beber e se esquecem de parar por alguns minutos para agradecer. É o momento do aniversário. E qual é o presente que Jesus gostaria de receber? É amor, é fraternidade entre os homens, entre os seus irmãos”, diz. Para Bandeira, é preciso lembrar-se de dar as mãos e “erguer os pensamentos numa prece de agradecimento por essa oportunidade que Deus nos concedeu de ter uma pessoa entre nós com um quilate desses que foi Jesus”.

Para a pastora Cleide, o Natal é um momento em que podemos resgatar muito a partilha, a comunhão, o estar juntos, valorizando os sinais e momentos pequenos de gratidão a Deus. “Não é preciso grandes festas, grandes presentes. Mas a compreensão, o respeito, a solidariedade. Esse é o sentido próprio do Natal, que já está bastante esquecido”, indica.

A mensagem do Natal, segundo Pe. José Ivo, é não procurar Deus onde ele não se encontra e também não tentar colocar Deus onde ele não se encontra. “Devemos estar atentos ao lugar que Deus escolhe para entrar na humanidade, que é à margem, no meio daqueles que são mais desprezados, daqueles que são mais excluídos. É ali que nós encontramos o Deus que é vida, o Deus que é amor”, explica. “E não vamos encontrar no meio da prepotência, no meio da riqueza, no meio da discriminação, no meio da violência, no meio de tudo aquilo que estraga a vida. Deus está presente onde há simplicidade, onde há serviço, onde há atenção às pessoas, onde há amor, onde há respeito”.

E como uma verdadeira festa, o Natal não é comemorado sozinho. “A grande lição do Natal é esta: no nosso jeito de ser, nós também devemos procurar nos tornar presentes para os outros, nos colocar a serviço dos outros”, comenta Pe. José Ivo.

De certa forma, é o que todas as crenças ensinam. Talvez, olhando novamente para o presépio neste Natal, para aquela imagem de um Deus que se faz criança pobre e rejeitada pelo mundo, possamos reconhecer novamente o amor desse Deus que todas as religiões buscam seguir. E acolhê-lo, para que nasça entre nós.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/19114-jesus-que-nasce-para-todos-como-as-religioes-interpretam-o-natal

Opinião dos leitores

  1. Religião é todo conhecimento que liga criatura e criador. Neste sentido, a filosofia espírita é uma religião. E acima de tudo, cristã.

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Zenaide vota por alívio no endividamento das famílias no Rio Grande do Norte e no país

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Com voto favorável da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), avançou no Senado uma proposta que alivia o endividamento das famílias no Rio Grande do Norte e em todo o país. Aprovado nesta quarta-feira (15) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o projeto de lei (PL) 2.944/2022 determina que a concessão de crédito e a renegociação de débitos respeitem o chamado “mínimo existencial”, ou seja, o valor necessário para a subsistência do consumidor. Assim, o pagamento de dívidas não vai mais comprometer despesas essenciais das famílias, como alimentação e moradia.

“Estamos aperfeiçoando o Código de Defesa do consumidor para garantir condições mínimas de sobrevivência às pessoas mais carentes, aos responsáveis pelo sustento de idosos, de crianças. Comida na mesa e um teto para morar não podem ser ameaçados por um sistema cruel de cobrança de dívidas. Ninguém escolhe estar devendo sem ter condição de quitar seus compromissos. Aqui não vamos defender calote: estamos é criando um limite à ganância do setor financeiro e de parte do setor privado, que impõem juros impagáveis de débitos para as famílias”, ressaltou Zenaide.

O projeto aprovado na CAS inclui essa garantia entre os direitos básicos ao obrigar que bancos e credores considerem a realidade financeira do devedor, a fim de evitar que o endividamento inviabilize condições mínimas de vida. O endividamento crescente das famílias, que consome o poder de compra dos salários, também preocupa o governo federal, que estuda medidas para reverter o quadro.

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Parnamirim ganha holofotes em série sobre o RN e consolida novo ciclo no turismo

Parnamirim é a nova protagonista da websérie “Destinos do RN”, que destaca o potencial turístico do Rio Grande do Norte para o país. A participação da cidade no projeto não é por acaso: reflete um momento de transformação e investimento pesado na valorização da identidade local. Sob a liderança da prefeita Professora Nilda, o município vem estruturando um calendário de eventos robusto e cuidando do litoral para transformar o turismo em uma engrenagem real de emprego e renda.

A estratégia da atual gestão foca em transformar Parnamirim em um destino que respira cultura o ano inteiro. A cidade agora conta com um ciclo de grandes eventos que movimenta o comércio e a rede hoteleira, desde a irreverência do Carnaval e a tradição do São João, até a grandiosidade da Festa do Sabugo e o acolhimento do Natal do Povo.

Além da festa, há o zelo com o cotidiano. A prefeitura intensificou as ações na orla marítima, garantindo limpeza rigorosa, sinalização turística eficiente e uma infraestrutura que convida o visitante a ficar. Esse cuidado se estende ao maior símbolo da cidade: o Cajueiro de Pirangi. A gestão de Nilda mantém um olhar atento à preservação do maior cajueiro do mundo, entendendo que a árvore não é apenas um monumento natural, mas um pilar da economia local.

“Turismo não se faz apenas com beleza natural, se faz com gestão e respeito ao cidadão. Estamos provando que Parnamirim pode, sim, ser protagonista. Quando investimos no São João ou cuidamos da limpeza das nossas praias, estamos gerando oportunidade para o pequeno empreendedor e orgulho para quem mora aqui. O turismo é o combustível para o nosso desenvolvimento social e econômico”, afirma a prefeita Nilda.

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Festival Esportivo Luminova promove manhã de integração e vivências esportivas

Festival Esportivo da Escola Luminova fomenta cooperação e trabalho em equipe entre estudantes

A Escola Luminova realiza, no próximo dia 18 de abril, a edição 2026 do seu Festival Esportivo, reunindo alunos em uma manhã dedicada ao movimento, à integração e ao aprendizado por meio do esporte.

A programação será organizada em formato de estações, com rodízio entre modalidades, permitindo que todos os estudantes participem de cada atividade. As equipes serão divididas por faixa etária, garantindo práticas adequadas ao nível de desenvolvimento dos alunos, com segurança e inclusão.

A coordenação ficará a cargo de uma equipe integrada de professores, assistentes e auxiliares das áreas esportiva e pedagógica, assegurando organização, fluidez e acompanhamento contínuo durante todo o evento. A expectativa é de alta participação, impulsionada pelo interesse já demonstrado pelos alunos nesta primeira edição.

Para o professor Marlos Colpo, coordenador de esportes da Luminova, o festival vai além da prática esportiva. “Mais do que atividades físicas, o festival promove valores essenciais como respeito, cooperação, empatia e trabalho em equipe. É um momento em que os alunos aprendem, de forma leve e natural, a conviver, superar desafios e celebrar conquistas coletivas”, destaca.

Fundada há quatro anos, a Escola Luminova Natal atende turmas do ensino fundamental e médio e está localizada na Rua Joaquim Alves, 1976-A, no bairro de Lagoa Nova, em área próxima ao Shopping Via Direta e ao campus da UFRN. Para saber mais, acesse o Instagram @luminova.natal.

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Evento discute saúde mental e caridade em Natal com a Fraternidade Sem Fronteiras

Natal recebe no próximo dia 23 de abril o evento “Ubuntu: Saúde Mental e Caridade”, promovido pela Fraternidade Sem Fronteiras. A iniciativa propõe uma reflexão sobre a conexão entre saúde mental, empatia e ação social, reunindo especialistas e lideranças com atuação nacional e internacional.

Com o conceito africano Ubuntu — que valoriza a interdependência humana e o senso de coletividade — o encontro busca inspirar o público a compreender que o cuidado com a saúde mental está diretamente relacionado à construção de vínculos, propósito e compromisso com o outro.

A programação contará com palestras de:

  • Wagner Moura, idealizador da Fraternidade Sem Fronteiras e ativista social, que apresentará a atuação da organização em projetos humanitários no Brasil e na África;
  • Rafael Lavarini, psicólogo comportamental, com mais de 20 anos de experiência, palestrante internacional e autor de 13 livros;
  • Otávio Marques, cientista, psicólogo, livre-docente em Medicina Molecular pela FM-USP e fundador do Laboratório de Psiconeuroimunologia.

O evento é voltado para pessoas interessadas em desenvolvimento humano, saúde mental, voluntariado e impacto social, além de profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social.

A proposta é não apenas apresentar o trabalho da Fraternidade Sem Fronteiras, mas também provocar uma reflexão prática sobre como cada indivíduo pode contribuir para a transformação social por meio de atitudes solidárias.

SERVIÇO

Evento: Ubuntu: Saúde Mental e Caridade
Data: 23 de abril
Horário: 19h às 21h
Local: Renata Motta Gastronomia

Confirmação de presença: WhatsApp (11) 96079-7354

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Governo federal economizaria R$ 22 bilhões por ano com revisão no Bolsa Família e INSS, mostra estudo

Foto: reprodução

Um estudo do Insper aponta que o governo federal pode economizar ao menos R$ 22,4 bilhões por ano com a revisão de benefícios sociais, sem necessidade de mudar leis ou cortar direitos. O estudo foi elaborado pelos pesquisadores Sergio Firpo e Thaline Prado.

As principais economias viriam de ajustes no Instituto Nacional do Seguro Social e no Bolsa Família.

No Bolsa Família, a estimativa é de economia de R$ 4,2 bilhões anuais com cruzamento de dados, análise mais rigorosa das informações declaradas e verificação presencial em casos suspeitos.

Já no Benefício de Prestação Continuada (BPC), o estudo aponta potencial de economia de até R$ 2,7 bilhões com revisão de concessões, combate a fraudes e fiscalização de cadastros.

No INSS, medidas como perícias antes e depois da concessão e revisões periódicas a cada dois anos podem reduzir pagamentos indevidos e aumentar a eficiência.

O levantamento destaca que o objetivo é eliminar irregularidades, como acúmulo ilegal de benefícios e inconsistências cadastrais, preservando o direito de quem cumpre as regras.

Dados citados indicam que, no fim de 2025, 894,9 mil famílias recebiam ao menos um salário mínimo em auxílios, muitas com acúmulos irregulares. No Bolsa Família, cerca de 1,4 milhão de famílias omitiriam informações, como a presença de cônjuge, para receber o benefício de forma indevida.

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SEM FARRA: TCU determina mudança de regras para uso de aviões da FAB por autoridades; veja as principais exigências

Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

O Tribunal de Contas da União determinou a reformulação das regras para uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira por autoridades e deu prazo de 30 dias para apresentação de um plano de ação.

A decisão envolve a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica. A partir das novas diretrizes, será obrigatório justificar formalmente o uso de aviões oficiais em vez de voos comerciais.

Auditoria do TCU analisou 266 voos e identificou falhas relevantes: em mais de um quarto dos casos não havia documentação disponível, além da ausência de dados básicos como finalidade da viagem e identificação de passageiros.

VEJA TAMBÉM: TCU vê desconstrole de gastos em voos da FAB e aponta 111 viagens com apenas um passageiro

Entre as principais exigências determinadas pelo tribunal estão:

  • demonstração da necessidade real de uso da FAB em vez da aviação comercial;
  • justificativa formal do motivo da viagem (serviço, segurança ou emergência médica);
  • comprovação documental da situação que motivou o voo;
  • identificação completa dos passageiros, com nome, cargo e CPF;
  • demonstração da relação entre os integrantes da comitiva e a agenda da autoridade;
  • registro e arquivamento dos documentos para garantir transparência e prestação de contas.

O TCU também apontou falhas nos controles internos, destacando que a FAB atua como executora dos pedidos, sem verificar adequadamente o cumprimento dos requisitos legais.

Entre março de 2020 e julho de 2024, foram realizadas 7.491 missões para transporte de autoridades, com mais de 73 mil passageiros e custo estimado em R$ 285,2 milhões.

Como encaminhamento, o tribunal recomendou maior rigor na fiscalização e melhorias nos controles para evitar uso indevido de recursos públicos.

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TCU vê desconstrole de gastos em voos da FAB e aponta 111 viagens com apenas um passageiro

Foto: Divulgação/FAB

O Tribunal de Contas da União identificou indícios de desperdício e baixa eficiência no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira por autoridades.

Entre janeiro de 2020 e julho de 2024, foram registrados 111 voos com apenas um passageiro e 1.585 operações — 21% do total — com até cinco ocupantes. No período, os gastos somaram cerca de R$ 285,2 milhões.

A auditoria analisou 7.491 missões, que transportaram mais de 73 mil passageiros, e apontou taxa média de ocupação de 55%, indicando subutilização das aeronaves.

Segundo o TCU, o uso da FAB é, em média, 6,4 vezes mais caro que voos comerciais, mesmo em rotas atendidas por companhias aéreas. Ainda assim, faltam justificativas consistentes para a escolha da aviação oficial.

O relatório também identificou falhas de controle: em uma amostra de 266 processos, mais de um quarto não foi localizado, e cerca de 70% dos voos tinham passageiros sem identificação adequada. Em vários casos, não havia registro da finalidade da viagem ou da agenda oficial.

O tribunal apontou ainda que a FAB atua apenas como executora dos pedidos, sem verificar o cumprimento dos requisitos legais, o que amplia o risco de uso irregular.

LEIA TAMBÉM: SEM FARRA: TCU determina mudança de regras para uso de aviões da FAB por autoridades; veja as principais exigências.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

  1. Tem que monitorar, investigar, acabar é com os voos à França, se o bonitão gosta de coisa ruim, que venha pegar aqui.

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PF não é informada sobre liberação de Ramagem nos EUA e aguarda explicações sobre os motivos que levaram à soltura

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos surpreendeu autoridades brasileiras, que ainda aguardam explicações oficiais sobre a decisão. As informações são do g1 e da GloboNews.

Ramagem havia sido detido na segunda-feira (13), em Orlando, por questões migratórias, e liberado dois dias depois, às 14h52 (horário local). Após a soltura, seu nome deixou de constar nos sistemas do serviço de imigração americano.

A Polícia Federal informou que não foi comunicada previamente e aguarda esclarecimentos sobre os motivos da decisão. A expectativa do governo era manter o ex-parlamentar sob custódia enquanto avançavam as tratativas para deportação.

Condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de 2022, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira. Segundo o Supremo Tribunal Federal, ele teria usado a estrutura da Abin para tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Antes da soltura, autoridades preparavam um dossiê com informações sobre sua situação judicial e entrada irregular nos EUA, que seria entregue ao setor de deportação americano.

A estratégia também inclui contestar um possível pedido de asilo político e reforçar a cooperação com autoridades dos EUA para viabilizar o retorno de Ramagem ao Brasil. Uma reunião entre os países estava prevista, mas ainda não há confirmação após a liberação.

Opinião dos leitores

  1. Massa, o que os EUA fizerem com os que estão em seu território, terá de ser explicado ao Brasil.

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Via de acesso à orla de Ponta Negra é parcialmente interditada após cratera se abrir por causa de vazamento na rede de abastecimento de água

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Uma cratera aberta na rua que dá acesso de veículos à praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, provocou mudanças no trânsito da região nesta quinta-feira (16).

O problema aconteceu em razão de um vazamento na rede de abastecimento de água, no fim do trecho que fica entre a rotatória e a ladeira que liga a via à Rua Erivan França, que margeia o calçadão.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (Semurb), a intervenção é de responsabilidade da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), o tráfego segue liberado apenas para veículos de pequeno porte, como carros e motos.

Já ônibus, micro-ônibus, vans e outros veículos maiores estão impedidos de passar pelo trecho afetado e descer para a Rua Erivan França.

De acordo com a inspetora Elizabeth Moraes, agentes de trânsito foram deslocados para organizar o fluxo e orientar motoristas no local.

“Estamos permitindo que automóveis e motos acessem a Rua Erivan França. Contudo, como o buraco é muito grande e a obra já está ocorrendo, não conseguimos permitir veículos de grande porte”, explicou.

Mudanças no trânsito de veículos de grande porte

Os veículos de grande porte que seguem pela Rua Pedro Fonseca Filho, principal acesso à praia de Ponta Negra, estão sendo desviados antes de chegar ao trecho interditado.

Com isso, quem desce em direção à praia não consegue acessar a parte baixa da Rua Erivan França e precisa retornar para entrar por outras vias, como a Rua Tivoli.

Segundo a STTU, a medida foi adotada para garantir a segurança de motoristas, passageiros e pedestres durante os trabalhos no local.

Previsão de liberação do trânsito

Ainda de acordo com a inspetora, a previsão repassada pelas equipes técnicas da Caern é de que a intervenção seja concluída até o fim da tarde desta quinta-feira.

Até lá, a recomendação é que condutores redobrem a atenção ao circular pela região e busquem rotas alternativas, principalmente em horários de maior movimento.

Com informações de g1-RN e Tribuna do Norte

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VÍDEO: Casal morre após perseguição e troca de tiros com a PM na Avenida Tomaz Landim

*Atualizado às 13h55

Uma ação policial com troca de tiros causou movimentação intensa na av. Tomaz Landim, no sentido centro de Natal, próximo ao acesso à Ponte de Igapó, nesta quinta-feira (16). A ação foi acompanhada por um dos helicópteros das Forças de Seguranças do RN.

Um casal em fuga acabou sendo baleado. Ambos foram socorridos ao hospital Santa Catarina, mas não resistiram aos ferimentos. A identidade deles não foi confirmada pela polícia.

Segundo a polícia, os suspeitos estavam em um carro com queixa de roubo. Eles foram abordados por policiais do 4º Batalhão da PM, mas não pararam, o que deu origem à perseguição.

Com informações de g1-RN

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