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Jesus que nasce para todos: como as religiões interpretam o Natal

Por interino

natal-na-igrejaPara quem não é cristão, a sensação de comemorar o Natal, o nascimento de Jesus Cristo, pode ser a mesma de participar de uma festa na casa de um desconhecido. Com antigas raízes pagãs e voltando-se recentemente a um simbolismo que perde sua conexão com Cristo, o Natal é comemorado pela grande maioria das pessoas do mundo – e de diferentes credos. E, cristãos ou não, todos compartilham, nesse período, do chamado “espírito natalino”.

Por isso, IHU On-Line conversou com alguns líderes religiosos locais para ver como cada um, a partir da sua fé, vivencia esse ambiente marcado por uma das maiores festas cristãs.

A reportagem é de Moisés Sbardelotto.

O Natal tem uma história longa e variada, marcada também por uma mistura religiosa de fundo. Em dezembro, no hemisfério norte, já havia uma celebração milenar por ocasião do solstício de inverno. Na Europa, os povos se reuniam para comemorar a luz e o nascimento após a pior fase do inverno, quando poderiam, enfim, olhar para frente esperando tempos melhores – e com mais sol. Na Roma antiga, os festejos iniciavam exatamente no dia 25 de dezembro, em homenagem ao nascimento do Deus Sol, conhecido como “Natalis Solis Invcti” (O Nascimento do Sol Invencível). Com a oficialização do cristianismo no Império Romano, várias datas festivas foram cristianizadas. Assim, da comemoração do nascimento da luz e do sol para o nascimento de Jesus foi apenas uma questão de ajuste. As primeiras manifestações do Natal propriamente cristão no dia 25 de dezembro remontam ao ano 354, como indica um manuscrito em Roma. Mais tarde, a data foi reconhecida oficialmente pelo Papa Julius I (337 -352).

Para o padre jesuíta José Ivo Follmann, o rito ou a simbologia central do Natal é a recordação do nascimento de Jesus em Belém, numa estrebaria, numa manjedoura, à margem da sociedade – ou seja, o presépio. “Deus entra na história da humanidade à margem daqueles lugares onde ele seria esperado”, afirma.

Nesse sentido, a pastora Cleide Schneider, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, acrescenta que o Natal é a celebração da “presença do Deus que virou gente e habitou entre nós, como diz o texto bíblico”. “Jesus vem de uma forma muito simples e humilde para indicar que também nas coisas humildes ali Deus se manifesta”, afirma.

“Ele rompe fronteiras”, resume Pe. José Ivo. E, por isso, também tem um alcance nas demais crenças.

Um dos aspectos destacados também é a correlação que permeia todas as religiões. Mesmo que cada uma possua suas características próprias, algumas celebrações acabam ultrapassando as fronteiras teológicas. Esse é um dos pontos citados por Dejair Rauber, ou Pai Dejair de Ogum, do Africanismo. Ele afirma que, devido ao sincretismo, durante muitos anos a religião africana foi perseguida e marginalizada, e qualquer prática de outro culto, a não ser o católico, era contravenção. Então, com o tempo, a religião africana no Brasil passou a fazer algumas homenagens ao Oxalá, que é o orixá respectivo a Jesus Cristo no africanismo, especialmente no período do Natal, mesmo sem um cunho de festividade.

José Carlos Bandeira, trabalhador do Movimento Espírita, afirma que, apesar de não comemorar a data, o espiritismo aproveita essa época para buscar a integração com os “amigos espirituais elevados”, já que as pessoas melhoram sua condição para se aproximar mais de Deus. “O que interessa é que, nesse momento, em função da vibração mais elevada ao redor das pessoas, esses espíritos superiores conseguem se aproximar mais do planeta. Então, nós somos até melhor assistidos. É uma época mais privilegiada no ano, as pessoas são mais tocadas de fraternidade, de amor”, comenta.

Segundo Bandeira, mesmo que não seja uma religião cristã, o espiritismo concede a Jesus um lugar privilegiado. “Uma das melhores respostas que nós encontramos no Livro dos Espíritos, é quando os espíritos respondem a Kardec que o melhor modelo e guia da humanidade é ‘Jesus’. Uma palavra só”, comenta.

Mesmo no Africanismo, que sempre entendeu que as forças divinas estavam sempre misturadas ao humano, Cristo é aceito como uma divindade, explica Pai Dejair. “Apesar de a religião africana de raiz não cultuar Jesus Cristo, aqui no Brasil o povo de matriz africana passou a respeitá-lo, porque foi aqui que tivemos conhecimento do cristianismo”, explica. Para Dolores Dorneles, ou Mãe Dolores de Bará Lodê, da Nação Afro Cabinda, a celebração do Natal “é a da união entre os povos, entre toda a nação”. E com a presença de Jesus, sim. “Para nós, ele é Oxalá, o pai maior de todas as religiões, tanto da religião Afro, quanto da religião de Umbanda e a de Candomblé”.

Em Jesus, segundo Pe. Follmann, é que está a grande radicalidade do Natal: “Deus que se faz alguém, um de nós, que assume a nossa natureza humana, em todas as suas conseqüências. Tanto que sofreu a morte violenta, porque a humanidade não conseguiu suportar esse tipo de manifestação tão humana”, explica. Segundo ele, a figura de Jesus, seu jeito de ser, foi a revelação do ser humano ao próprio ser humano. E por isso foi rejeitado, porque a humanidade não estava preparada para receber uma mensagem tão forte. “No fundo, o que está revelado no Natal? Que existe o lado divino da humanidade. Deus se faz um de nós para mostrar que nós fazemos parte dele”, resume.

Em outras religiões não-cristãs, também existem festas que acompanham esse período. No Judaísmo, é o momento de celebrar a Chánuka (ou Hanukkah, “dedicação” ou “inauguração”). O líder religioso da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência de Porto Alegre, Guershon Kwasniewski, que se prepara para o o rabinato, explica que a celebração da Chánuka geralmente coincide com o Natal, mas que, enquanto conteúdo, não tem relação. “Lembramos a vitória dos macabeus, pelo ano 168 a.C., contra o rei Antiocus, da Síria, que tinha profanado o Templo de Jerusalém”, explica. Ele conta que, quando os macabeus retomaram o templo profanado, encontraram só um recipiente com óleo sagrado, que poderia manter o fogo sagrado aceso por apenas um dia. E, por um milagre, esse óleo acabou durando oito dias. “Por isso, hoje em dia, um candelabro de nove braços é aceso ao lado das janelas nos lares judaicos para lembrar o milagre acontecido. O candelabro é colocado junto à janela para também compartilhar a luz com os nossos semelhantes”, comenta.

Segundo Kwasniewski, o Judaísmo reconhece o Deus todo-poderoso, criador do universo, e as criaturas de Deus, os humanos. “Portanto, nosso relacionamento com Deus é um relacionamento de parceiros para continuar a sua obra de Criação”, diz. Nesse sentido, ele sugere que “o espírito natalino deveria acompanhar as pessoas o ano todo e não ficar restrito a dezembro. Dezembro – continua – é um período em que podemos resgatar o paraíso: ninguém briga, todo mundo é cordial, as pessoas baixam menos nos hospitais, ninguém quer ficar doente, ninguém quer perder as festas, todo mundo se cumprimenta”. Para ele, é justamente isso que falta no resto do ano. “Poderíamos espalhar um pouco dessa energia que se concentra agora nesta última parte de dezembro”, aconselha.

E esse parece ser também o desejo dos demais religiosos. “Deveríamos respeitar a fraternidade, o amor ao semelhante, tirar um pouco essa coisa comercial”, comenta José Bandeira. “As pessoas se reúnem para comer e beber e se esquecem de parar por alguns minutos para agradecer. É o momento do aniversário. E qual é o presente que Jesus gostaria de receber? É amor, é fraternidade entre os homens, entre os seus irmãos”, diz. Para Bandeira, é preciso lembrar-se de dar as mãos e “erguer os pensamentos numa prece de agradecimento por essa oportunidade que Deus nos concedeu de ter uma pessoa entre nós com um quilate desses que foi Jesus”.

Para a pastora Cleide, o Natal é um momento em que podemos resgatar muito a partilha, a comunhão, o estar juntos, valorizando os sinais e momentos pequenos de gratidão a Deus. “Não é preciso grandes festas, grandes presentes. Mas a compreensão, o respeito, a solidariedade. Esse é o sentido próprio do Natal, que já está bastante esquecido”, indica.

A mensagem do Natal, segundo Pe. José Ivo, é não procurar Deus onde ele não se encontra e também não tentar colocar Deus onde ele não se encontra. “Devemos estar atentos ao lugar que Deus escolhe para entrar na humanidade, que é à margem, no meio daqueles que são mais desprezados, daqueles que são mais excluídos. É ali que nós encontramos o Deus que é vida, o Deus que é amor”, explica. “E não vamos encontrar no meio da prepotência, no meio da riqueza, no meio da discriminação, no meio da violência, no meio de tudo aquilo que estraga a vida. Deus está presente onde há simplicidade, onde há serviço, onde há atenção às pessoas, onde há amor, onde há respeito”.

E como uma verdadeira festa, o Natal não é comemorado sozinho. “A grande lição do Natal é esta: no nosso jeito de ser, nós também devemos procurar nos tornar presentes para os outros, nos colocar a serviço dos outros”, comenta Pe. José Ivo.

De certa forma, é o que todas as crenças ensinam. Talvez, olhando novamente para o presépio neste Natal, para aquela imagem de um Deus que se faz criança pobre e rejeitada pelo mundo, possamos reconhecer novamente o amor desse Deus que todas as religiões buscam seguir. E acolhê-lo, para que nasça entre nós.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/19114-jesus-que-nasce-para-todos-como-as-religioes-interpretam-o-natal

Opinião dos leitores

  1. Religião é todo conhecimento que liga criatura e criador. Neste sentido, a filosofia espírita é uma religião. E acima de tudo, cristã.

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Geral

Eduardo Bolsonaro diz que levará decisão do STF a Trump

Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou ao Metrópoles, nesta terça-feira (16/6), que pretende informar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e autoridades americanas sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, ao pagamento de 50 dias-multa, à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e à inelegibilidade por oito anos.

A condenação ocorreu por tentativa de interferência no julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

“Certamente, eu levarei a Casa Branca, o Departamento de Justiça, ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso é uma afronta ao governo dos EUA”, declarou.

Eduardo Bolsonaro também questionou o posicionamento de outros países sobre o caso. “Será que realmente só o Brasil está certo? Estados Unidos, Itália, Espanha, Argentina e até mesmo a Polônia, estão todos errados?”, disse.

O ex-deputado afirmou ainda que é necessário “virar essa página do país” e defendeu mudanças no cenário político nacional. “Temos que virar essa página do país, colocar um novo governo, um novo Congresso para segurar esse STF perseguidor.”

Por fim, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuará levando denúncias ao exterior. “Nós seguiremos denunciando esses crimes internacionalmente.”

 

Metrópoles

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Geral

Gilmar cita vazamentos, pressão, excessos e compara caso Master à Lava Jato

Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Gilmar Mendes criticou a condução feita por André Mendonça do inquérito sobre as fraudes do Banco Master e afirmou que vazamentos e excessos fazem as investigações se assimilarem à extinta operação Lava Jato.

As críticas do decano foram feitas durante o julgamento que manteve as prisões do pai e do primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (16).

Gilmar havia pedido vista e suspendido no final de maio a análise que os ministros faziam sobre a decisão de Mendonça tomada no início daquele mês. Nesta terça, o decano liberou o caso para julgamento e o incluiu na pauta do colegiado.

Ao dar início à leitura de seu voto, contrário à manutenção da prisão do pai e do primo do ex-banqueiro em fechado, Gilmar disse que a investigação conduzida no STF por Mendonça é um “caso rumoroso que há meses vem ocupando o noticiário de forma cada vez mais espetaculosa e sensacionalista”.

Ao longo de mais de uma hora e meia de voto, Gilmar mencionou “vazamentos massivos e seletivos de informações protegidas por sigilo”, transferências corriqueiras de encarcerados entre estabelecimentos prisionais dos mais variados, “prisões como instrumento de pressões”, falta de acesso dos ministros às investigações, monitoramento de advogados e “excesso persecutório e uso indevidamente instrumental do processo penal”.

O ministro, o crítico mais vocal da Lava Jato no STF, afirmou que a Operação Compliance Zero, que investiga desde novembro do ano passado as fraudes do Master, “tem se valido de expedientes que guardam desconfortante semelhança com a Lava Jato”.

Segundo Gilmar, o caso Master se assemelha à Lava Jato, mas com uma nova roupagem. “É com certa incredulidade e alguma tristeza que me sinto obrigado a registrar que já há algum tempo as providencias adotadas no presente caso vem guardando semelhanças que não podem ser ignoradas com as iniquidades da Lava Jato.”

 

CNN

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Geral

Gastança com cartões no governo Lula saltam para R$33,5 milhões desde fevereiro

Foto: Divulgação

Após meses de enrolação, o governo Lula (PT) atualizou os gastos com Cartões de Pagamento do Governo Federal, os famosos “cartões corporativos”. As despesas saltaram para R$33,5 milhões, após serem omitidas no Portal da Transparência e paralisadas em R$9,5 milhões desde fevereiro. Só a Presidência da República torrou por R$2,3 milhões em 12 cartões corporativos, este ano. Os cidadãos que pagam a conta não têm o direito de saber a natureza dos gatos, protegidos por “sigilo”.

A Presidência de Lula realizou 2,2 mil compras com cartões, em 2026. Quase todas as despesas são sigilosas “por motivos de segurança”.

Existem dois tipos de cartões; os de pagamentos (“corporativos”) e os da Defesa Civil, usados para custear gastos emergenciais após desastres.

Somados, em 2026, os dois tipos de cartões custaram R$172,9 milhões aos pagadores de impostos. Só os da defesa civil, R$139,4 milhões.

Em 2025, os cartões corporativos custaram R$105,4 milhões aos pagadores de impostos. Os da Defesa Civil, outros R$329 milhões.

Diário do Poder

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Política

Nina Souza aparece entre as mais citadas em pesquisa para deputada federal

Foto: Divulgação

A pré-candidata a deputada federal Nina Souza (PL) foi destaque na terceira pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta terça-feira (16), figurando entre os nomes mais lembrados pelo eleitorado potiguar na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

No levantamento espontâneo, Nina Souza alcançou 0,8% das citações, consolidando sua presença entre os pré-candidatos mais competitivos para representar o Rio Grande do Norte em Brasília.

“Fico muito feliz com esse reconhecimento e recebo esse resultado com humildade e responsabilidade. Seguiremos trabalhando, ouvindo a população e apresentando um projeto comprometido com o desenvolvimento do nosso estado e com a defesa dos interesses dos potiguares”, afirmou Nina Souza.

A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.550 eleitores em 62 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 12 e 14 de junho de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04028/2026 e BR-01576/2026.

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Geral

[VÍDEO] Documento da PF contradiz Allyson sobre senhas de celulares apreendidos na Operação Mederi

Imagem: Reprodução

Em entrevista ao programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, nesta terça-feira (16), o pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) negou ter se recusado a fornecer as senhas dos equipamentos apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Mederi, deflagrada em 27 de janeiro de 2026. O ex-prefeito de Mossoró foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão na cidade.

Ao ser questionado sobre o assunto, Allyson inicialmente alegou que não poderia tratar de determinadas informações em razão do sigilo judicial da investigação. Em seguida, porém, afirmou que “todas as informações do meu celular estão disponibilizadas”. A declaração contrasta com o que está registrado no auto de apreensão lavrado pelos agentes da Polícia Federal. No documento, os policiais informam que solicitaram as senhas de dois iPhones e de um MacBook apreendidos durante a operação, mas que o então prefeito se recusou a fornecê-las.

Questionado diretamente se havia negado o acesso aos aparelhos, Allyson afirmou que não existiria “nenhum procedimento formal em algum documento” comprovando essa recusa. No entanto, o registro consta expressamente no auto de apreensão produzido pela própria Polícia Federal.

Mesmo insistindo que seu celular está “totalmente aberto e disponibilizado”, Allyson não esclareceu que o acesso aos dados dos equipamentos só se tornou possível após os procedimentos periciais adotados pelos investigadores para superar os mecanismos de proteção dos aparelhos apreendidos.

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Geral

Eduardo Bolsonaro diz que condenação foi “jogo de cartas marcadas”

Foto: Divulgação

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro disse que foi cerceado no direito de defesa no processo em que foi condenado por coação, no Supremo Tribunal Federal (STF), chamou o caso de “jogo de cartas marcadas” e indicou que não recorrerá. “Recorrer de quê? Não estou sabendo”, declarou, em entrevista ao Metrópoles na noite desta terça-feira (16/6).

“Se a gente tem uma Constituição, ela tem que ser respeitada. O Alexandre de Moraes pode até não gostar dela, mas ele tem que respeitar”, disse. “É um jogo de cartas marcadas marcadas feito para me condenar, onde há desrespeito ao processo legal e sou impossibilidade de me defender. Qualquer advogado, autoridade, juiz internacional vai olhar para esse processo as primeiras páginas vai ver que é totalmente nulo”, completou.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a uma pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, ao pagamento de 50 dias-multa, à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por 8 anos.

 

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Mundo

Trump e Lula não interagem durante “foto de família” do G7

Foto: Reprodução

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interagiu com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a “foto de família” dos chefes de Estado presentes na Cúpula do G7 e convidados, registrada na França, nesta terça-feira (16). Ambos os líderes estavam cumprimentando outros líderes quando passaram um pelo outro.

Inicialmente, Lula se dirigiu ao presidente do Conselho Europeu, António Costa; ao primeiro-ministro da Inglaterra, Keir Starmer; e ao presidente do Egito, Fatah Khalil Al-Sisi.

Donald Trump estava ao lado do líder egípcio, entretanto, conversava com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no momento em que o brasileiro passou.

No momento da fotografia, Lula se posicionou ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

Depois do registro, os presidentes brasileiro e estadunidense também não se cumprimentaram. No momento em que o republicano passou pelo petista, Lula conversava com von der Leyen.

Depois da foto, os líderes seguiram para uma reunião sobre solidariedade internacional, na qual Lula discursará. Mais tarde, o chefe do Executivo brasileiro participará de um jantar com os demais líderes, previsto para ocorrer às 20h30 (15h30 de Brasília), quando terá outra oportunidade para interagir com o chefe da Casa Branca.

Pleno News

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Geral

[VÍDEO] DPU diz no STF que há nulidade em processo de Eduardo Bolsonaro

Imagem: Reprodução/Instagram

O defensor público da União Esdras dos Santos Carvalho argumentou na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que “há nulidade no processo de Eduardo Bolsonaro”. O integrante da DPU defende o ex-deputado em ação penal pelo crime de coação no curso no processo.

Esdras dos Santos, na tribuna, durante a sustentação oral, nesta terça-feira (16/6), argumentou que o ministro Alexandre de Moraes não poderia atuar no julgamento por ser uma das autoridades atingidas pelas sanções impostas pelos Estados Unidos.

Além disso, afirmou que a citação de Eduardo Bolsonaro deveria ter sido feita por meio de carta rogatória (instrumento de cooperação jurídica internacional para cumprimento de ato determinado por autoridade judicial estrangeira), e não por edital: “Se ele tem um destino certo no exterior, valeria carta rogatória”, disse.

Metrópoles

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Política

Pesquisa Metadata/Grupo Dial confirma Zenaide Maia entre os eleitos se a eleição fosse hoje

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) aparece entre os eleitos na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026, de acordo com a pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta terça-feira (16).

No cenário estimulado para o primeiro voto, Zenaide registra 13,7% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação. Já no levantamento referente ao segundo voto para o Senado, a parlamentar lidera com 10,6%, demonstrando sua ampla capacidade de diálogo com diferentes segmentos da população potiguar e consolidando-se como uma das candidaturas mais competitivas para a renovação da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional.

Quando considerados os dois votos para o Senado, a pesquisa aponta Zenaide Maia com 12,2% da preferência do eleitorado, mantendo-se na segunda posição geral e reforçando a consistência de sua pré-candidatura.

Os números refletem o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela senadora em defesa dos municípios, da saúde pública, da educação, da mgeração de emprego e renda, além da luta permanente por políticas sociais voltadas à população mais vulnerável.

Ao comentar o resultado, Zenaide Maia destacou que recebe os números com gratidão e responsabilidade.

“Recebo esse resultado com muita humildade e gratidão ao povo do Rio Grande do Norte. É um reconhecimento ao trabalho que temos realizado com seriedade, destinando recursos para os municípios, defendendo a saúde, a educação e os direitos da população. Continuarei trabalhando ainda mais, ouvindo as pessoas e buscando soluções para os desafios do nosso Estado”, afirmou a senadora.

A pesquisa Metadata/Grupo Dial está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04028/2026 e BR-01576/2026. Foram entrevistadas 1.550 pessoas em 62 municípios potiguares, entre os dias 12 e 14 de junho de 2026. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

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Geral

Vereador é alvo de cassação após “elogiar” sexo oral de servidora

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Piraúba, na região da Zona da Mata mineira, abriu nessa segunda-feira (15/6) o processo de cassação do mandato do vereador e ex-presidente da Casa, Josmar Xavier (PSD), por quebra de decoro parlamentar, assédio, misoginia, intimidação funcional e abuso da condição de agente político. A abertura foi aprovada com o apoio de todos os vereadores.

A denúncia feita por Thiago Crivellari, marido de uma das supostas vítimas, menciona alguns casos em que o político teria tido comportamentos não condizentes com o cargo que ocupa.

Entre os mencionados estão que ele teria afirmado que Alessandra Crivellari, esposa de Thiago, começou a trabalhar na Câmara, em 2025, como “cabo de vassoura” e que, em 2026, ela estava “boazuda”.

Outra servidora, que estava fazendo um tratamento odontológico por ter um dente no palato, teria ouvido que o seu marido não a deixava por esse dente extra ser responsável por um suposto diferencial no sexo oral.

“Não se trata de excessos verbais isolados, de ‘brincadeiras’ de mau gosto ou de meras faltas de urbanidade. Suas ações revelam padrão estável de humilhação pública, sexualização, deslegitimação de liderança feminina e intimidação funcional contra servidoras da Casa Legislativa”, afirmou a denúncia.

A presidente da Câmara, Simone Alvim (União Brasil), afirmou que a Casa “está toda unida no mesmo pensamento, todos os vereadores e vereadoras, em fazer o que é certo”.

Na segunda-feira (15/6), foi sorteada a comissão processante e os processos serão seguidos, ouvindo testemunhas, a defesa do acusado e, posteriormente, tomando as providências cabíveis.

Vereador nega acusações, mas diz que vai renunciar ao cargo

O vereador Josmar Xavier disse ter sido pego de surpresa com a denúncia e alegou que ainda vai conversar com seu advogado sobre a situação.

“Ninguém nunca falou nada. Uma das reclamantes é uma pessoa que saia comigo para tomar cerveja, que levava para a festa, que tinha muita intimidade”, argumentou.

Ele também alegou que vem passando por problemas de saúde, tanto dele mesmo, quanto em sua família, e que, por isso, vai protocolar a sua renúncia.

“Já vinha tomando a decisão (antes da denúncia), por conta dos problemas familiares, de me afastar da vereança”, afirmou.

 

Metrópoles

 

 

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