O Ministério Público da Justiça Militar decidiu arquivar o processo contra o sargento da Polícia Militar identificado como Amadeu. O inquérito foi aberto após o pedido de prisão do PM por ter deixado o posto onde trabalha para socorrer o filho, que estava passando mal.
A criança possui necessidades especiais e precisou de atendimento no momento em que o pai dava expediente no 24º batalhão, localizado na Avenida Independência, no bairro do Bengui, em Belém. Ao sentir falta do policial, a oficial tenente da PM Kátia deu voz de prisão a Amadeu. O episódio ocorreu na noite da última quinta-feira,8, e ganhou grande repercussão nas redes sociais.
A maioria dos internautas defendeu o PM, afirmando que ele agiu pela urgência no atendimento do filho. “Queria ver se o que prendeu tivesse um filho especial. Só quem tem um membro familiar especial sabe que a preocupação e o cuidado é dobrado. Quanta injustiça!”, disse uma internauta. Outros criticaram a postura do policial. “Leigos, não entenderam, pois não sabem sobre hierarquia militar. Militares respondem por abandonar o posto”, disse outro internauta.
Segundo o promotor da Justiça Militar, Armando Brasil, a tenente agiu certo em dar a voz de prisão, uma vez que, pela Lei, nenhum policial pode abandonar o posto sem autorização do seu superior. No entanto, o promotor Brasil considera que a punição não se aplica devido às circunstâncias que levaram Amadeu a agir dessa forma. “O sargento, de fato, cometeu um crime militar. Mas optamos pelo arquivamento, pois qualquer pai agiria da mesma forma”, destacou Armando Brasil.
Por Leidemar Oliveira
Foto: Ricardo Stuckert
Comentar…São dois pesos e duas medidas, como pai Faria o mesmo que ele fez em socorrer o filho. mais o oficial está certo em punir o sargento por abodono de serviço, pois se não o fizesse estaria abrindo procedentes para novos atos de insubordinação
qualquer um passa por cima de tudo pelos filho, essa oficial deveria usar o bom senso, pois nao é tempo de guerra…. entre aspas!!!!
Apesar do ocorrido e da rigidez na aplicação da sansão inicial, no final houve equilíbrio na decisão de arquivar o processo contra o militar, pois os motivos eram mais que justificáveis. somente.