Por Interino
O presidente Michel Temer chamou na noite desta sexta-feira, em Brasília, os principais líderes da Câmara e do Senado a fim de discutir um cronograma para aprovar a reforma da Previdência. Temer disse aos presentes, em jantar no Palácio do Jaburu, que quer aprovar o texto da proposta nas duas Casas até o fim do primeiro semestre legislativo. Para isso, pediu ao líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que converse na próxima semana com os líderes da base aliada sobre os deputados governistas indicados para a comissão especial da Previdência. O Planalto está preocupado com a oposição de deputados da base aliada a pontos da reforma considerados cruciais para o governo. Como o blog mostrou nesta semana, o Planalto mapeou nos últimos dias focos de resistência da base aliada na comissão.
Diante desse cenário, aliados do presidente já discutem, como estratégia, a eventual substituição desses integrantes, caso não se alinhem à orientação do governo.Presente ao jantar, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) pediu que o Senado fosse incluído no debate nesta fase das discussões na Câmara. Caberá a Jucá trabalhar a resistência do PMDB, partido de Temer, ao texto no Senado – principalmente conversar com Renan Calheiros, líder do PMDB na Casa. Nesta sexta, Calheiros chamou, em vídeo divulgado na internet, de “exagerada” a proposta de reforma da previdência do governo. O vídeo desagradou ao Planalto. Além de Ribeiro e Jucá, estavam presentes ao jantar o ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo, responsável pela articulação política), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o relator da reforma da previdência na comissão especial, deputado Artur Maia (SD-BA).Dança das cadeirasTemer vai promover uma dança das cadeiras nas lideranças do Congresso. Com a saída de Aloysio Nunes (PSDB-SP), nomeado ministro das Relações Exteriores, o presidente quer deslocar Romero Jucá para a liderança do governo no Senado.
Antes, Temer pediu a peemedebistas que sondassem a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) para a vaga, mas ela recusou. Segundo aliados, a senadora disse aos interlocutores de Temer que estava satisfeita em coordenar as discussões na Comissão de Assuntos Sociais, que preside no Senado. O deputado André Moura (PSC-SE) deve assumir a vaga de Jucá de líder do governo no Congresso.
G1
Antigamente, o servidor público não era obrigado a pagar a previdência e tudo funcionava bem, inclusive o sistema de saúde. Depois, passamos a 8%, 11% e, agora, 14% e nada funciona devidamente. Será que vai solucionar o problema, o aumento da alíquota por parte do servidor? Os demandos vão ter um fim? Será que mais uma vez vão meter a mão no fundo previdenciário?
Isso aí não é reforma, mas o fim da previdência pública. Governo corrupto é isso, lesa pátria, entregando tudo ao setor privado. Cadeia imediata pra Temer na lavajato.
A Previdência a muito tempo, vem sendo sugada. A cada reforma se diz que é para salvar a quebradeira do país e que não vai atingir direitos adquiridos. Você acredita nisso e quem quebrou o País, fica a indagação ?..
As esquerdas ganham em 2018. Melhor que peguem do jeito que sempre ajudaram a manter. Aí, quem sabe, se isso aqui não virar a Venezuela, a gente eleja
alguém pragmático lá por 2026. É o tempo que o povão apreende a fazer conta e
não vota em valentão que diz que vai resolver tudo com cadeia.
Não meixão na merda que ela fede cada vez mais, deixem que LULA em 18 vai saber o que fazer !
Pensando bem, melhor que as reformas não passem mesmo. Nem a trabalhista, nem a tributária e nem a previdenciária. Privatizações? ZERO. Lula ou Ciro levam em 18. Desistam! Melhor não darmos de mão-beijada a casa menos bagunçada para eles darem uma joão-sem-braço, dizendo que foram "contra a retirada de conquistas históricas dos brasileiros" e não fazer(em) nada para desfazê-las. Aí o Brasil passa um tempo poupando, outro gastando (nas eleições, tome crédito pro povão e pro patrão); outro poupando,outro gastando, em cíclicos de vôos de galinha. Esse filme tá mais repetido do que "A lagoa azul".