Durante uma passeata de campanha em Juazeiro do Norte (CE) nesta sexta-feira (4), uma apoiadora conseguiu burlar a segurança para se aproximar do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abraçá-lo. Do alto de uma caminhonete, a mulher escalou o veículo, agarrou o pescoço do petista em um forte abraço e impediu brevemente a movimentação da comitiva.
Enquanto Lula retribuiu o gesto de carinho, a primeira-dama Janja Lula da Silva interveio imediatamente para tentar desvencilhar a eleitora, puxando os braços da mulher que envolviam o pescoço do presidente. Após a rápida confusão, a eleitora soltou e desceu da caminhonete.
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais. Críticos da segurança apontaram a falha de protocolo e o risco iminente de queda ou acidente para o presidente e para a própria eleitora. Por outro lado, internautas ironizaram a reação de Janja, dividindo-se entre acusações de ciúmes e a defesa de que a atitude visava proteger a integridade física de Lula.
O tempo de espera por green cards chega a surreais 179 anos, após o governo de Donald Trump impor limites rigorosos à concessão de residência permanente.
A atual fila de espera por green cards atingiu 1,2 milhão de pessoas. A legislação federal de imigração limitou a 140 mil o número de vistos concedidos anualmente, com um teto de 7% para cada país.
A nova política, revelada por relatório da National Foundation for American Policy (NFAP), indica que imigrantes de países populosos, como Índia e China, estão sujeitos a tempos de espera de décadas ou mais antes de obterem a residência permanente.
De acordo com os dados, um cidadão chinês que solicite um green Card na categoria EB-2, que abrange a maioria dos profissionais com mestrado, poderia enfrentar uma espera de aproximadamente 25 anos.
A situação é bem mais dramática com profissionais da Índia, para os quais a espera estimada é de 179 anos, segundo a NFAP, uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia que estuda imigração e comércio internacional.
Já os trabalhadores mais qualificados, de acordo com os padrões da imigração dos EUA, das Filipinas enfrentam uma espera de apenas alguns meses.
Os maiores tempos de espera para os cobiçados green cards da categoria EB-1, reservados para pessoas com “habilidade extraordinária”, giram em torno de quatro a cinco anos para cidadãos indianos e cinco anos para solicitantes da China.
A NFAP argumenta que os longos períodos de espera dificultam a contratação e a retenção de trabalhadores estrangeiros por empregadores sediados nos EUA e sobrecarregam as famílias de imigrantes.
“Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”, disse Stuart Anderson, diretor executivo da NFAP, ao “San Francisco Chronicle”. “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”, emendou.
Para os portadores de vistos de trabalho temporários H-1B, concedidos majoritariamente a profissionais do setor de tecnologia, processos pendentes de green card os imigrantes presos no chamado “limbo do H-1B”, obrigando-os a permanecer em postos em empresas que patrocinam a solicitação do benefício.
O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e os presidentes das 27 seccionais da Ordem marcaram reunião para o prøximo dia no dia 9 com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir investigação rigorosa das mensagens ligadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Na audiência, a entidade deve manifestar a preocupação da advocacia com os fatos recentes envolvendo integrantes da Corte, em especial Moraes, e reiterar o pedido de investigação aprofundada, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Os representantes da OAB também pretendem ouvir de Fachin quais providências já estão sendo tomadas.
O encontro foi solicitado pelo próprio Simonetti, por telefone. Em nota divulgada no dia 1º de setembro, a OAB já havia defendido a apuração dos fatos “em relação a quem quer que seja” e alertado para os impactos da crise sobre as instituições. Os presidentes das seccionais terão espaço para apresentar suas posições durante a reunião.
As emendas parlamentares ao Orçamento da União podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027.
O valor corresponde a pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem recursos para custeio e investimentos.
O montante considera R$ 44,8 bilhões já reservados pelo Executivo na proposta orçamentária para emendas individuais e de bancadas estaduais, ambas de execução obrigatória, e até R$ 12,7 bilhões que poderão ser destinados às emendas de comissões do Congresso.
Na comparação com 2026, o crescimento seria de quase 7%.
Neste ano, as emendas somaram cerca de R$ 50 bilhões, mas outros R$ 3,9 bilhões inicialmente destinados às bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Eleitoral.
Considerado esse valor, a diferença entre os dois anos fica menor.
As emendas permitem que deputados e senadores direcionem recursos do Orçamento para Estados e municípios.
Embora possam financiar diferentes áreas, a saúde concentra parcela significativa das indicações parlamentares.
Os R$ 44,8 bilhões previstos para emendas individuais e de bancadas estaduais foram calculados a partir de uma regra estabelecida pelo ministro Flávio Dino, do STF, para limitar o ritmo de crescimento desses recursos.
Pelo critério, a atualização deve considerar o menor resultado entre três indicadores: o reajuste permitido pelo arcabouço fiscal para o limite total de gastos, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias.
Para 2027, o menor índice foi justamente o previsto pelas regras do arcabouço fiscal.
Com isso, as emendas continuam crescendo, mas em ritmo inferior ao que ocorreria caso fossem adotados os demais critérios.
A pesquisa Data Capital, divulgada nesta sexta-feira (4), reforça a força do MDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O levantamento aponta Walter Alves na 3ª colocação geral entre os candidatos a deputado estadual e, mais uma vez, como o nome mais citado da nominata do MDB.
Além de Walter Alves, outros dois nomes do partido também aparecem entre os mais candidatos mais citados: Bibiano (4º) e Ivan Júnior. O resultado mostra a competitividade da nominata emedebista e sinaliza um cenário favorável para que o partido possa eleger pelo menos três deputados estaduais nas Eleições de 2026.
Para Walter Alves, o resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos e a confiança do eleitor potiguar. “Recebo esse resultado com muita alegria e, principalmente, com gratidão. Quero agradecer a cada potiguar que confia no nosso trabalho e no MDB. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar trabalhando”, afirmou.
A liderança de Walter dentro da nominata e a presença de outros nomes do MDB entre os mais citados reforçam a expectativa de crescimento do partido na Assembleia Legislativa. O desempenho também evidencia a força da nominata construída pelo MDB para as Eleições deste ano.
Pesquisa
A pesquisa Data Capital foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sob o número RN-03735/2026. O levantamento ouviu 2.150 eleitores entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, em todo o Rio Grande do Norte.
Uma falta de ar repentina durante uma caminhada curta, tosses que nunca passam e idas e vindas a postos de saúde com diagnósticos errados de asma ou bronquite. Essa é a rotina silenciosa enfrentada por cerca de 3 mil brasileiras que convivem com a linfangioleiomiomatose, conhecida na medicina pela sigla LAM. Para tentar diminuir o peso financeiro que acompanha essa condição grave e sem cura, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deu um passo importante ao aprovar uma proposta que isenta as pacientes aposentadas e pensionistas do pagamento do Imposto de Renda.
O Projeto de Lei 2.220/2024, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos) tem o objetivo de permitir que o dinheiro retido pela Receita Federal fique no bolso de quem precisa custear remédios contínuos, cilindros de oxigênio e deslocamentos frequentes para centros de tratamento especializados.
A LAM se caracteriza pelo crescimento desordenado de células musculares que formam cistos por todo o tecido pulmonar, destruindo aos poucos a capacidade da pessoa de respirar. Por ter forte ligação com hormônios femininos, o problema atinge quase que exclusivamente mulheres em idade fértil, entre 20 e 40 anos.
Com o avanço dos danos nos pulmões, muitas pacientes perdem a capacidade de trabalhar e acabam aposentadas por invalidez ainda jovens. O tratamento exige o uso do medicamento sirolimo, fornecido pelo SUS, mas os custos adicionais com exames particulares, fisioterapia respiratória e suporte de oxigênio dentro de casa comprometem grande parte da renda familiar. Caso a nova regra entre em vigor, a isenção valerá para quem recebe aposentadoria, pensão ou para militares que foram transferidas para a reserva por conta da saúde.
Além da barreira financeira, quem sofre com a LAM enfrenta uma corrida contra o tempo para descobrir o que realmente tem. Dados apresentados em agosto pela Comissão de Direitos Humanos do Senado que das cerca de 3 mil mulheres estimadas com a doença no Brasil, somente 500 conseguiram um laudo conclusivo.
Como os sintomas iniciais imitam problemas respiratórios comuns do dia a dia, a maioria das leva anos até passar por uma tomografia de tórax detalhada ou por exames de sangue específicos. Esse atraso faz com que muitas cheguem aos consultórios com os pulmões severamente comprometidos, quando a única alternativa de sobrevivência a longo prazo passa a ser a fila do transplante.
Apesar do avanço, a medida ainda não começou a valer. O texto segue agora para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se for aprovado pelos parlamentares sem alterações, vai direto para sanção do presidente da República e só passa a vigorar após a publicação oficial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (4.set.2026) que nenhum economista ou ex-presidente tem “autoridade moral” para cobrá-lo sobre responsabilidade fiscal. Candidato à reeleição, o petista disse que aprendeu com a mãe, dona Lindu, a não gastar mais do que ganha e defendeu que despesas acima da receita só se justificam quando destinadas à aquisição de ativos ou à ampliação do patrimônio público.
“Não tem nenhum economista e nenhum ex-presidente que tem autoridade moral para falar de responsabilidade fiscal comigo”, declarou em entrevista à Rádio Progresso FM, no Ceará. Segundo Lula, os efeitos de desequilíbrios nas contas públicas recaem principalmente sobre a população de menor renda. “Eu sei que, quando a corda arrebenta, é sempre do lado do pobre”, disse.
A declaração foi dada depois de Lula ser questionado sobre como pretende conciliar equilíbrio fiscal e novos investimentos em um eventual 4º mandato. O presidente respondeu citando os resultados das contas públicas durante suas primeiras passagens pelo Palácio do Planalto.
“Ninguém vem a mim falar de responsabilidade, que eu aprendi com a dona Lindu, não aprendi na escola. Eu aprendi com a dona Lindu que, se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar a cara”, afirmou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou nesta sexta-feira 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de decisão que atingiu o ministro André Mendonça.
Segundo Damares, Moraes teria usado “a última ponta de credibilidade do STF” para atacar quem o investiga. A parlamentar também classificou como “ilegal” o inquérito em que a decisão foi tomada.
“Moraes gastou a última ponta de credibilidade do STF para, em decisão em um inquérito ilegal, partir para o ataque contra quem o investiga”, escreveu a senadora nas redes sociais.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou uma denúncia apresentada contra um deputado estadual do PT para sugerir que poderá classificar a sigla como organização terrorista caso seja eleito.
No X, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral para impugnar a candidatura do deputado estadual pelo Rio, Renato Machado, por supostamente liderar uma “narcomilícia” em Maricá, na Região dos Lagos.
“Será que além de PCC, CV e milícias vou ter que classificar o PT como organização terrorista também?”, escreveu no X.
Será que além de PCC, CV e milícias vou ter que classificar o PT como organização terrorista também? pic.twitter.com/LaMxAxT38K
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem que dar voz de prisão ao colega de Corte Alexandre de Moraes. A declaração é dada em meio à crise instaurada no STF.
A publicação foi feita logo após Moraes pedir ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que Mendonça seja investigado.
Segundo Moraes, há “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” pelo ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.
Moraes, no entanto, utilizou um relatório da Polícia Federal (PF) classificado pela própria corporação como sem “valor probatório” para fundamentar a decisão em que atribui a Mendonça três supostos crimes relacionados à condução do caso Banco Master.
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que mantém zerado o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, que já está em vigor desde maio, depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se tornar permanente.
A MP perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada por deputados e senadores. Nesse cenário, a cobrança de 20% voltaria a incidir sobre encomendas feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.
Apesar da retirada do imposto federal, as compras continuam sujeitas ao ICMS, cuja alíquota é de 17% ou 20%, dependendo do estado.
Na prática, a mudança reduz o preço final das encomendas. Uma compra de US$ 50, por exemplo, chegava a US$ 72,29 com o imposto de importação de 20% e o ICMS de 17%. Sem a cobrança federal, o valor fica em US$ 60,24. Pela cotação usada no cálculo, isso representa uma redução de aproximadamente R$ 374 para R$ 312.
A votação ocorreu após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação evitou que a MP perdesse a validade.
A “taxa das blusinhas” havia entrado em vigor em agosto de 2024, estabelecendo imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 dentro do programa Remessa Conforme. Em maio deste ano, o governo zerou a alíquota por meio da medida provisória.
Nos quatro primeiros meses de 2026, antes da mudança, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O resultado foi 25% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e representou recorde para o intervalo.
Quem esteve com Alexandre de Moraes nas últimas 48 horas custa a compreender o sentimento do ministro em relação à crise sem precedentes que se instalou no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo relatos feitos à CNN por colegas, auxiliares e outras fontes próximas ao magistrado, a postura de Moraes é de frieza em relação aos fatos que atingem a Corte e ele próprio.
Em alguns momentos, Moraes age como se nada houvesse. Cumpre normalmente sua agenda de reuniões, despacha sobre processos e até faz piada com auxiliares e interlocutores sobre assuntos aleatórios, ignorando a gravidade da crise instalada na Corte.
Moraes não mostrou abalo nem mesmo nas horas que sucederam o levantamento do sigilo do relatório da PF (Polícia Federal), que serviu de base para que o ministro André Mendonça pedisse que fosse investigado. O ministro já tinha, por exemplo, uma reunião marcada com integrante da AGU (Advocacia-Geral da União). Decidiu manter o compromisso, despachou normalmente e ainda embarcou em algumas brincadeiras com interlocutores.
Nos corredores do STF, o ambiente é de perplexidade com a escalada da crise que atinge o tribunal. Mas até algumas fontes próximas a Moraes se mostram reticentes em apoiar o ministro de maneira mais explícita. No máximo, fazem circular a tese de que, na visão do magistrado, haveria uma ação orquestrada por André Mendonça.
Mas, confrontados com os fatos atribuídos a Moraes na relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, admitem que o atropelo do rito processual não invalida a necessidade de averiguação.
Que Jesus proteja esse homem. A frase faz parte de uma mobilização nas redes sociais dedicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A corrente de oração foi criada por líderes religiosos e apoiada por vários parlamentares, principalmente da bancada evangélica.
Em meio ao momento de crise institucional na mais alta corte do judiciário brasileiro, André Mendonça, enviou um vídeo agradecendo por preces e orações dirigidas a ele e à família dele.
“Meus irmãos e minhas irmãs, minha palavra se dirige a vocês essencialmente para agradecer tantas mensagens de oração e de carinho. Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família”, disse o ministro, que atua como pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros.
“Eu louvo a Deus por sua vida, grato pela generosidade e solidariedade que tenho recebido. Que Deus os abençoe e que Deus abençoe o nosso país”, prosseguiu.
O registro foi endereçado a uma igreja presbiteriana da cidade de São Paulo.
A Pernambucanas, tradicional varejista brasileira fundada em 1908, enfrenta dificuldades financeiras e considera suspender o pagamento de aluguéis por cerca de dois meses para preservar R$ 60 milhões em caixa, embora a empresa negue essa intenção. A situação se agrava após marcas como Casas Bahia e Marabraz também enfrentarem problemas financeiros, com a primeira solicitando recuperação judicial em agosto devido a dívidas de R$ 17,3 bilhões.
A crise que vem atingindo tradicionais empresas do varejo brasileiro nos últimos dois anos pode fazer uma nova vítima. A Pernambucanas, fundada em 1908, enfrenta dificuldades financeiras e avalia suspender por cerca de dois meses o pagamento de aluguéis de diversos imóveis.
A medida teria como objetivo preservar aproximadamente R$ 60 milhões em caixa, segundo cálculos informados pelo site Silla, especializado em mercado imobiliário. A companhia, porém, nega que pretenda postergar os pagamentos.
O movimento ocorre depois de marcas tradicionais, como Casas Bahia e Marabraz, enfrentarem graves problemas financeiros. A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em agosto, com dívidas de R$ 17,3 bilhões, enquanto o Grupo Marabraz também recorreu à Justiça para tentar reestruturar suas obrigações.
A situação da Pernambucanas chama atenção pelos números. A operação de varejo acumulou prejuízo líquido de R$ 410 milhões em 2025 e outros R$ 206 milhões somente no primeiro trimestre de 2026. Outro sinal de alerta é a redução do valor que efetivamente vai para o bolso dos donos depois de descontadas todas as dívidas e obrigações. O montante caiu 62%, de R$ 1,11 bilhão em dezembro de 2024 para R$ 421 milhões em março de 2026.
A rede tinha aproximadamente 472 lojas em março, sendo 24% em shopping centers e 76% em imóveis de rua. Os gastos com aluguéis chegaram a R$ 337 milhões em 2025 e a R$ 91 milhões apenas no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a cerca de R$ 30 milhões mensais.
Em julho, a empresa promoveu uma mudança na administração. Marcelo Pimentel, ex-CEO do GPA e das Lojas Marisa, assumiu a presidência-executiva, enquanto Ernane Abrahão, ex-diretor financeiro do Grupo Avenida, se tornou CFO. Carlos Henrique Bandeira de Mello, o Caíque, passou a comandar o conselho.
Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham transporte próprio ou acesso adequado ao transporte público poderão solicitar transporte gratuito para votar nas Eleições Gerais de 2026 no Rio Grande do Norte.
A iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral, e foi regulamentada no estado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). O objetivo é facilitar o deslocamento de pessoas que enfrentam dificuldades para chegar aos locais de votação.
O serviço estará disponível mediante solicitação prévia e dependerá da análise de cada pedido, da capacidade operacional e da disponibilidade de veículos em cada município.
Os interessados podem solicitar o transporte até 14 de setembro por meio de formulário disponibilizado pelo TRE-RN.
Onde o transporte estará disponível
Nesta primeira etapa, o programa atenderá eleitores residentes em municípios abrangidos por oito Zonas Eleitorais:
Natal: 1ª e 3ª Zonas Eleitorais;
São José de Mipibu: 7ª Zona Eleitoral;
Acari, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta e São José do Seridó: 22ª Zona Eleitoral;
Caraúbas: 36ª Zona Eleitoral;
Luís Gomes: 42ª Zona Eleitoral;
Santa Cruz, Japi e São Bento do Trairi: 16ª Zona Eleitoral;
Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Jaçanã e Lajes Pintadas: 68ª Zona Eleitoral.
Quem pode solicitar
O transporte é destinado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não disponham de meios próprios ou de transporte público adequado para chegar ao local de votação.
A solicitação precisa ser feita previamente. O preenchimento do formulário, porém, não garante automaticamente o transporte. Os pedidos serão analisados pela Justiça Eleitoral de acordo com os critérios do programa e a disponibilidade dos veículos.
Após a análise, os eleitores receberão as orientações sobre o atendimento e o deslocamento nos dias de votação.
O Seu Voto Importa foi criado pela Justiça Eleitoral para ampliar as condições de acessibilidade e inclusão durante o processo eleitoral.
No Rio Grande do Norte, a iniciativa foi implementada pelo TRE-RN por meio da Portaria nº 276/2026/PRES. A proposta é reduzir barreiras de deslocamento que possam dificultar a participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nas eleições.
O que está funcionando, o que ainda precisa melhorar e quais são as dificuldades de quem trabalha todos os dias nas ruas de Natal. Foi em torno disso que girou a conversa do prefeito Paulinho Freire, nesta quinta-feira (3), com representantes dos comerciantes informais do Alecrim e de Ponta Negra. O secretário da Semsur, Felipe Alves, e o secretário executivo do Município, Ranieri Barbosa, também participaram da reunião.
No Alecrim, os comerciantes apresentaram demandas relacionadas principalmente à estrutura, organização dos espaços e à fiscalização. Paulinho ouviu os relatos e destacou a importância de entender a realidade de quem trabalha diariamente no bairro.
O Alecrim tem uma importância que vai muito além da tradição comercial. É um dos grandes motores da economia de Natal, concentrando empresas de diferentes segmentos, milhares de empregos e uma circulação diária intensa de pessoas. Para o prefeito, cuidar do bairro significa também olhar para toda essa movimentação.
“O Alecrim tem uma força enorme. É um bairro que gera emprego, movimenta negócios e recebe gente de toda a cidade e até de cidades da região. É estratégico para a nossa cidade e, por isso, precisamos estar perto de quem trabalha e de quem faz o comércio acontecer todos os dias”, disse Paulinho.
A conversa também passou pela fiscalização. A ideia, segundo o prefeito, é avançar na organização dos espaços, mas sem perder de vista a realidade dos trabalhadores.
“Regra existe e precisa ser cumprida, mas a gente também precisa conversar, ouvir e entender cada situação. O nosso papel é buscar esse equilíbrio: organizar a cidade e, ao mesmo tempo, respeitar quem está trabalhando e buscando o seu sustento”, afirmou.
Em Ponta Negra, o tom da conversa foi também de reconhecimento das mudanças que aconteceram nos últimos meses. Os comerciantes relataram que a nova realidade da praia, depois da obra de engorda, aumentou o movimento de pessoas e trouxe reflexos positivos para as vendas. Alguns trabalhadores falaram, inclusive, em melhora no faturamento.
Eles também citaram as intervenções de zeladoria que vêm acontecendo na região, como limpeza, operações de tapa-buracos, poda e melhorias estruturantes. Além desse trabalho, a gestão seguirá com os investimentos na região e iniciará nas próximas semanas a instalação de novos refletores que iluminarão todo o trecho da nova faixa de areia, além da implantação de arenas para a prática de esportes de areia.
Outro ponto lembrado foi o movimento provocado pelos grandes eventos. Carnaval e Réveillon, por exemplo, ajudaram a levar ainda mais pessoas para a região e abrir novas oportunidades de trabalho e renda para quem atua no comércio informal.
Para Paulinho, ouvir quem está na ponta ajuda a entender melhor o que acontece nos bairros e a definir onde a cidade ainda precisa avançar.
“Foi uma conversa muito boa porque quem está ali todos os dias conhece a realidade melhor do que ninguém. A gente ouviu as demandas, mas também ouviu coisas positivas que estão acontecendo. Agora é continuar trabalhando, melhorando o que precisa ser melhorado e organizando os espaços, sempre com diálogo e respeito às regras”, afirmou o prefeito.
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