Política

“A esquerda que foi às manifestações foi massacrada”, diz Tabata Amaral

Foto: Gabriel Trevisan/Divulgação

As manifestações em favor do Impeachment de Bolsonaro, realizadas nesse domingo(12) em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, chamaram a atenção principalmente na avenida Paulista, em São Paulo, por terem representantes da esquerda e antigos apoiadores do presidente unidos para pedir a sua saída do cargo. O governador João Dória, do PSDB, por exemplo, defendeu a criação de uma grande frente democrática, inclusive com o PT, partido de oposição, para combater o presidente Bolsonaro.

Apesar de algumas cisões entre grupos devido às críticas ao ex-presidente Lula – o que enfraquece o principal rival de Bolsonaro -, opositores se revezaram para discursar nos carros de som dos organizadores. Além de Dória, houve a participação de Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (PDT), Joice Hasselman (PSL), Kim Kataguiri (DEM-SP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Simone Tebet (MDB), bem como a deputada estadual Isa Penna (PSOL), e o músico Tico Santa Cruz, além de líderes sindicais.

Em entrevista exclusiva a VEJA, a deputada federal Tabata Amaral (Sem Partido), que discursou com a camiseta do movimento Acredito no carro do MBL, afirmou que o grande marco dos protestos foi justamente esta união. Segundo ela, representantes da esquerda foram muito criticados por subirem ao palanque ao lado de opositores no espectro “esquerda-direita”, mas esta união é fundamental: “quando a direita e a esquerda pedem o impeachment, ele passa a ser mais viável”, diz ela. Tabata participou da organização dos últimos protestos pró impeachment de Bolsonaro, realizados no começo de julho pelos partidos de esquerda e que tiveram a participação do PSDB, PSD e Cidadania.

Como avalia os protestos de hoje?

Estou participando das manifestações, inclusive da organização dos protestos mais à esquerda, e achei muito ampla e importante. Tinha uma parte importante da direita ali, mas da esquerda também, e isso soma. A disputa não é entre as manifestações, mas uma soma de esforços pelo impeachment. No momento que eu falei, havia um cuidado muito grande de alternar pessoas de esquerda e de direita, um falando depois do outro. Quando a direita e a esquerda pedem o impeachment, ele passa a ser mais viável.

A união de hoje pode ser um ensaio para as eleições de 2022, ou seja, diferentes partidos se unindo para fazer frente ao Bolsonaro?

Isso que a gente viu hoje foi muito difícil. O PT por exemplo foi contra esta união e no meu entendimento foi uma questão estratégica. Quem estava lá representando a esquerda apanhou muito, muito mesmo, e isso eu vi nas redes sociais, no meu WhatsApp e em conversa com várias pessoas. Estas críticas não fazem sentido porque temos um objetivo em comum, que é tirar o Bolsonaro do poder. Acho que temos de continuar crescendo deste jeito, é importante até para que a gente possa discordar e eu possa questionar o que é o MBL por exemplo. Hoje foi uma manifestação ampla, mas mais à direita. Da mesma forma que a última foi ampla e mais esquerda. Vamos ver se agora a gente consegue misturar e mostrar que não é sobre partido, não é sobre a disputa eleitoral do ano que vem, é sobre a democracia e o crime corrupção que está tomando conta do país. Se lá na frente a gente falhar e a gente tiver que ir para essa eleição de maneira tão polarizada e violenta – o que vai ser muito ruim para o nosso país – que tudo isso tenha servido de ensaio, para mostrar que a gente consegue se unir em prol de algo maior.

Em relação às manifestações de julho, qual foi a grande diferença?

A repercussão do 7 de setembro estava muito presente nas falas das pessoas, no sentido de que Bolsonaro é um covarde golpista. O tom ficou muito claro, não tem margem para a dúvida de qual é a intenção e o desejo de Bolsonaro. A maior novidade é que foi a primeira vez que a gente viu o Novo, o partido mais à direita que a gente tem, o MBL, que contribuiu muito para a eleição do Bolsonaro, o Vem Pra Rua e várias lideranças de direita subindo no palanque para pedir o impeachment. Isso é algo positivo, porque o impeachment só será possível se for amplo e incluir aqueles que apoiaram o atual governo

Como você vê as discussões por uma terceira via?

Tenho uma maneira diferente de ver isso porque não crescei na política, fico vendo o povo tentando escolher quem é a terceira via em Brasília mas acho que quem vai dizer daqui a seis, nove meses quem é o candidato de terceira via é o povo. Falo como uma pessoa que faz 10 mil reuniões em Brasília sobre a terceira via, mas não dá para achar que este candidato vai sair dessas reuniões. Não acho ruim ter tantos candidatos, mas eles têm de começar a dizer a que vieram, e não só “eu não sou Lula e nem Bolsonaro”. Tem todo um espectro aí no meio, dizer o que defende para a educação, qual visão econômica, como vai gerar emprego e renda. O que sai são os mínimos comuns para estarem juntos no segundo turno, se alguém se mostrar claramente mais viável, se abre mão de outras candidaturas. Isso é mais importante nesse momento, e é o povo que escolhe, temos um ano pela frente.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Agora vai. Com essa união de tantas “estrelas apagadas”, faltou chão na Avenida Paulista para receber esse mar de gente que foi protestar contra o Presidente. Kkkkkkkkk… O ato não poderia ser mais cômico e teve o seu ponto alto com a “dancinha” do saltitante João Dória ao som do “pisca o c*” que, em breve, depois dessa performance, deverá receber convites para ser gogo old em alguma boate decadente do centro de SP. Esse povo não cansa de passar vexame.

    1. Reuniu só o lixo da esquerda, deveriam ter era vergonha.

  2. De FATO o FRACASSO foi visto, as imagens são não deixam dúvida.
    A esquerda viveu mais um fiasco, a pesquisa popular foi registrada de forma contundente, a esquerda sem voto!
    Aguardando os institutos de pesquisa publicar suas pesquisas FAKE dando o ex presidente, rejeitado pelo povo, que não vai as ruas, como líder nas pesquisas e esses políticos da esquerda que foram a manifestação vazia com intenção de votos.
    Estiveram presente Dória e outros líderes da esquerda como Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (o genocida do fique em casa), Joice Hasselman (PSL), Kim Kataguiri (DEM-SP), estavam presentes para testemunhar a falta de povo. Mesmo com toda chamada feita por esses políticos o movimento foi um fracasso incontestável em todo país.
    Não teve nada de ampla, e foi sim, importante, muito importante para o Brasil constatar que a esquerda desidratou, derreteu, diminuiu, não chega a 8% dos brasileiros.
    Se juntar todas as 3 ou 4 manifestações da esquerda, em todo Brasil, não dá a quantidade de manifestantes que a direita levou as ruas aqui em Natal.
    Segundo dados no dia 07/09 tinham 89 MILHÕES de pessoas nas manifestações, de forma ordeira, gratuita, por vontade própria, em nome do bem, da ordem, do progresso e da verdadeira democracia brasileira.

  3. Só Deus na causa deputada, tem um porém que dificulta muito para vcs, não acreditar na existência dele e vergonhosamente, só recorrem a ele nas disputas eleitorais.

    1. Se “ele” for algum corrupto, condenado ou rejeitado pelo povo, nem adianta querer nada, o 12/09 mostrou a realidade do Brasil.
      Por sua afirmativa, seu corrupto de estimação não teve coragem de ir a manifestação vazia da esquerda, parece ser um fantasma político que só vocês e o sistema corrupto tentam dar vida, mas politicamente está a beira do abismo, só falta admitir.
      Essa tal terceira via, não existe, é desvio de foco para tentar levar voto para o ex presidente que demonstra está eleitoralmente fragilizado, desacreditado, com o voto do que sobrou de uma esquerda que nunca teve projeto para o Brasil, só quer o poder.
      Os dias 07/09 e 12/09 montaram a realidade eleitoral do Brasil, não existe dúvida. De resto apenas as narrativas imorais e as notícias fake produzidas diariamente pela esquerda, jornazista, bloquezistas, coluzistas e demais figuras que sofrem com a abstinência dos recursos públicos.

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Política

Então, Francisco do PT, Fátima pode renunciar e Walter não?

Foto: Arquivo/ALRN

O governo de Fátima Bezerra vive mais um capítulo de confusão e contradição. Com a governadora de olho no Senado e o vice Walter Alves inclinado a concorrer a deputado estadual, a política potiguar se vê diante de uma possível vacância dupla. Se Walter não assumir, o Estado pode ter eleição indireta na Assembleia Legislativa — algo inédito e que deixa claro o improviso do PT no comando do RN.

O deputado Francisco do PT, líder do governo na Assembleia, tenta se segurar em explicações: diz que Walter teria se comprometido a assumir o governo caso Fátima saísse. Para isso, diz que a chapa foi eleita para governar até 31 de dezembro de 2026.

Mas, até agora, nenhuma formalização chegou ao vice ou ao povo. Enquanto isso, o PT já trabalha nos bastidores para emplacar Cadu Xavier como plano B, mostrando que o partido pensa mais em manter o poder do que respeitar a escolha da população.

Para o potiguar, a pergunta é óbvia: porque Fátima poderia renunciar sem problema, mas Walter, o vice legítimo eleito junto com ela, teria que obedecer ao script do PT? A situação expõe a fragilidade do governo e a política “por interesse” do PT, que prefere manipular nomes e cargos do que garantir estabilidade ao Estado.

Caso o vice assuma, será ele, e não os acordos internos do PT, quem garante que o RN terá governabilidade até o fim de 2026.

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Política

Michelle agradece à PF pelo tratamento a Bolsonaro e vai à Papudinha

Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) marcou presença na Papudinha nesta quinta-feira (15). Por volta das 20h20, ela chegou ao 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, onde o ex-presidente cumpre pena, para visitar o marido.

Antes, usou as redes sociais para agradecer à Polícia Federal pelo apoio a Bolsonaro durante o período em que esteve preso na Superintendência da corporação.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por participação em trama golpista. Mesmo isolado, Bolsonaro recebe a companhia da esposa.

Foto: Instagram/Michelle Bolsonaro

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Judiciário

VÍDEO: Bolsonaro retorna à Papudinha após exames exigidos por Moraes

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou na noite desta quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a famosa “Papudinha”, após realizar os exames médicos prévios determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação verificou pressão, hematomas, dores e uso de remédios.

Bolsonaro chegou à Papudinha por volta das 17h30, mas logo saiu para os exames. A transferência atende à decisão de Moraes para que ele cumpra pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em trama golpista, agora no novo endereço prisional.

No mesmo local estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe da PRF Silvinei Vasques, mas Bolsonaro ficará em cela separada. A Polícia Civil do DF bloqueou todas as vias de acesso à unidade para evitar tumultos.

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Política

Flávio Bolsonaro critica Moraes: “Se fosse Temer, estaria agindo da mesma forma?”

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro não deixou barato a transferência do pai, Jair Bolsonaro, para a Papudinha. Em postagem nas redes sociais, Flávio questionou: “Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma?”.

Flávio criticou o risco à saúde do pai, que enfrenta um problema crônico de soluços e toma remédios com efeitos colaterais como sonolência e desequilíbrio. “Já teve uma queda em que bateu a cabeça. Graças a Deus não foi nada grave, mas poderia ter sido… Poderia, sim, ter sido encontrado morto – sozinho – na cela da Polícia Federal”, alertou.

O senador defendeu que Bolsonaro seja transferido para casa, “o único local onde esse risco de queda pode ser amenizado”, enquanto os médicos não resolvem o problema de forma definitiva. A postagem mostra a indignação da família e levanta suspeitas sobre tratamento desigual para líderes de esquerda e direita.

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Política

Rogério repudia Moraes por mandar Bolsonaro à Papudinha: “Isso não é justiça, é arbítrio”

Foto: Jefferson Rudy Agência Senado

O senador Rogério Marinho (P) reagiu com firmeza à decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a “Papudinha”, uma Sala de Estado-Maior dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, no DF. Em nota pública nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o que está sendo feito com Bolsonaro “não é justiça”, mas “justiçamento”.

O líder da oposição no Senado critica Moraes por ignorar garantias básicas do cidadão, como juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Ele alerta que a transferência escancara o abuso do Estado e que o ex-presidente deveria estar em prisão domiciliar, considerando idade e comorbidades.

O senador alerta que qualquer dano a Bolsonaro será responsabilidade direta da Justiça, citando episódios anteriores, como o caso do preso conhecido como Clezão.  

NOTA PÚBLICA

O que se faz contra o presidente Jair Bolsonaro não é justiça. É justiçamento.

O ministro Alexandre de Moraes ignorou desde o início do processo garantias básicas: juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível.

Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar. Como capitão da reserva, no limite, em prisão militar. Se essa condução arbitrária continuar, qualquer dano a Bolsonaro, a exemplo do que houve com Clezão, será responsabilidade direta da Justiça.

Isso não é justiça. É arbítrio.

Brasília, 15 de janeiro de 2026.

ROGÉRIO MARINHO
Senador da República
Líder da Oposição no Senado

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Política

Senado monta “mini CPI” para olhar de perto o Banco Master

Foto: Agência Senado

O Senado criou, nesta quinta-feira (15), um grupo de trabalho para acompanhar de perto as investigações sobre o Banco Master, alvo da Polícia Federal, do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa foi formalizada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros, que citou a “gravidade dos fatos noticiados pela mídia” como justificativa.

O grupo será coordenado por Renan e terá no time senadores como Fernando Farias, Eduardo Braga, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros, Damares Alves e Esperidião Amin. Entre suas funções estão convocar autoridades, pedir informações formais e até propor projetos de lei relacionados ao caso, conforme informações de O Antagonista.

O movimento acontece enquanto cresce a atenção sobre o suposto vazamento de dados de ministros do STF ligado ao banco. Curiosamente, nesta quinta, o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto com Alexandre de Moraes, autoridades da PF, Receita Federal e Fazenda. Oficialmente, o encontro tratou do combate ao crime organizado — mas a proximidade com o caso Master não passou despercebida.

No Congresso, a criação do grupo é vista como uma “mini CPI” para não perder nenhum detalhe da investigação, em meio a suspeitas que já movimentam a política e os tribunais. Para especialistas, a medida mostra que o Senado está atento e quer evitar surpresas no caso que envolve um dos bancos mais questionados do país.

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Mundo

EUA aplicam sanções ao Irã por repressão a manifestantes

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos subiram o tom contra o Irã nesta quinta-feira (15). O Departamento do Tesouro anunciou sanções contra cinco autoridades iranianas, incluindo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, comandantes das forças policiais e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, acusados de liderar a repressão brutal aos protestos pelo país.

Washington também mirou a prisão de Fardis, onde mulheres teriam sido submetidas a tratamento cruel e desumano, segundo informações da CNN.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os líderes iranianos estariam transferindo às pressas dinheiro roubado para bancos internacionais “como ratos em um navio que afunda”.  Avisou que o Tesouro está de olho e falou que ainda há tempo de apoiar o povo iraniano e acabar com a violência.

Mais de 2,4 mil mortes até o momento

Os protestos, que começaram por causa do aumento de preços, já se tornaram um dos maiores desafios ao regime clerical desde a Revolução Islâmica de 1979. Organizações de direitos humanos relatam mais de 2,4 mil mortos, enquanto o governo tenta culpar os EUA e Israel pela instabilidade e promete ajustes econômicos e combate à corrupção.

A ação faz parte da estratégia de “pressão máxima” de Donald Trump, que visa zerar as exportações de petróleo do Irã e impedir qualquer avanço nuclear, usando sanções também contra quem lava dinheiro das vendas de petróleo e petroquímicos.

 

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Política

Carlos Bolsonaro chama de “maldade” transferência de Bolsonaro para a Papudinha

Foto: Reprodução

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, nesta quinta-feira (15), provocou reação imediata do filho Carlos Bolsonaro. Nas redes sociais, ele classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes como uma “maldade contra Jair Bolsonaro e contra os presos do 8 de janeiro”.

“Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante da maldade praticada contra Jair Bolsonaro e contra os presos do 8 de janeiro”, escreveu.

Segundo Carlos, “aliados do PT já cometeram atos muito mais graves sem qualquer responsabilização. Ainda assim, condenar Jair Bolsonaro representa um evidente absurdo”.

Ele contestou as acusações que resultaram na pena de 27 anos e 3 meses, incluindo destruição de patrimônio público e tombado: “No dia 8 de janeiro, Jair Bolsonaro estava em Orlando (EUA), não se encontrava na Praça dos Três Poderes e não destruiu absolutamente nada. Mesmo assim, foi condenado, em afronta ao princípio da individualização da pena”.

O ex-vereador ainda rebateu as alegações de organização criminosa e golpe de Estado: “Nenhuma arma foi apreendida. Não houve movimento armado. Tratou-se de uma manifestação sem participação ou liderança de Jair Bolsonaro, que saiu do controle de alguns manifestantes… Não existe golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios vazios”. Para ele, “o que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito”.

Opinião dos leitores

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Judiciário

Moraes cita filhos e denuncia ‘tentativa de deslegitimar’ prisão de Bolsonaro

Foto: Arquivo/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, criticou, em sua decisão de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, nesta quinta-feira (15), uma “sistemática tentativa de deslegitimar” as condições da prisão do ex-presidente e citou entrevistas de Flávio e Carlos Bolsonaro, que reclamaram de supostos abusos na custódia do pai.

O ministro rebateu dizendo que a prisão “vem ocorrendo com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”.

O magistrado destacou ainda críticas infundadas sobre o tamanho da cela, banho de sol, ar-condicionado e alegações de que Bolsonaro ficaria trancado o dia inteiro.

Moraes ressaltou que o ex-presidente cumpre decisão judicial definitiva, com pena de 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado, e que as acusações de “privilegio” não se sustentam.

Além da família, Moraes citou manifestações da defesa e de aliados como o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A decisão mantém benefícios já autorizados: assistência médica integral 24h, fisioterapia, alimentação especial, visitas familiares, banho de sol e exercícios, mas rejeitou pedidos como o acesso à smart TV.

 

Opinião dos leitores

  1. Qual a diferença para Color e Brazão, explica aí cara pálida. Isso tudo tem nome: tortura.

  2. Os envolvidos no rombo do INSS e banco Master não vão ser presos. Ah o filho do Luladrão o Lulinha que fugiu?

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Judiciário

Bolsonaro terá médico 24h, alimentação especial e culto liberado na Papudinha:

Foto: Reprodução

Na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará em uma Sala de Estado-Maior de 64 metros quadrados, com 10 metros de área externa, banheiro com água quente, cozinha equipada, lavanderia, quarto com cama de casal e TV, além de espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo.

Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado, após condenação definitiva por liderar a organização responsável pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Moraes reforçou que o tratamento diferenciado se dá pelo cargo que Bolsonaro ocupou, mas não configura benefício fora da Lei de Execução Penal.

Benefícios da transferência

  • Assistência integral de médicos particulares 24h, sem aviso prévio;

  • Deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, com comunicação ao STF em até 24h;

  • Sessões de fisioterapia com horários flexíveis;

  • Entrega de alimentação especial diária;

  • Atendimento médico pelo sistema penitenciário, 24h por dia;

  • Visitação semanal permanente da esposa e filhos;

  • Assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni;

  • Autorização para leitura;

  • Grades de proteção e barras de apoio na cama;

  • Instalação de aparelhos de fisioterapia (esteira e bicicleta);

  • Pedido de smart TV rejeitado.

Estrutura da cela

  • Área total: 64 m² + 10 m² de área externa;

  • Quarto com cama de casal e TV;

  • Banheiro com água quente;

  • Cozinha equipada e lavanderia;

  • Espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo;

  • Igual à cela ocupada por Anderson Torres.

Opinião dos leitores

  1. Isso é injusto. Um preso cheio de regalias. Deveria ir para um cela comum pelos graves crimes que cometeu.

    1. Concordo com você, principalmente no caso de condenação em três instâncias, de certo elemento, com vasta provas, nos casos de corrupção ativa e passiva, crime que mata pessoas silenciosamente, além de desviar recursos da educação e segurança…

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