Segurança

Apesar de déficit de 2 mil vagas, novo pavilhão de Alcaçuz segue desocupado

“Pavilhão fantasma”. Esta é a definição da Tribuna do Norte, na matéria assinada por Yuno Silva, dada ao Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, anexo ao Presídio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Com um déficit de 2 mil vagas em todos o sistema prisional potiguar, o estabelecimento prisional permanecene sem presos devido a problemas de estrutura e de pessoal.

A edificação que possui uma área construída de aproximadamente três mil metros quadrados se encontra vazio há quase dois meses. Motivos: problemas na rede elétrica, os quais impossibilitam o funcionamento da rede de tratamento de esgoto e insuficiência no efetivo de agentes penitenciários. Toda a estrutura comporta 402 presos distribuídos em 52 celas.

Inaugurado em dezembro de 2010, porém ocupado somente em outubro do ano seguinte, o Rogério Madruga foi apresentado como um pavilhão de segurança máxima. Fato ignorado pelos 41 presos que conseguiram fugir do local em janeiro deste ano. A construção do anexo custou quase R$ 11 milhões.

AGENTES – De acordo com a matéria, atuam 16 agentes penitenciários em Alcaçuz, presídio ao qual o pavilhão ainda está subordinado administrativamente. Seriam necessários 25 profissionais para dar cumprimento ao serviço.

REABERTURA- A atual diretora de Alcaçuz, Dinorá Simas informou que os reparos na rede elétrica devem ser iniciados nesta semana, mas não apresentou uma data para conclusão e reabertura da unidade. Ela adiantou que, segundo prospecção da Sejuc, devem ser convocados 59 agentes penitenciários para trabalhar no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga.

Segue abaixo a matéria na íntegra:

A cena é de abandono e desperdício. O Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como o pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, reflete os problemas que assolam o sistema prisional no Rio Grande do Norte. Inaugurado em dezembro de 2010, o prédio de quase três mil metros quadrados de área construída está desocupado, mesmo com o déficit de duas mil vagas, e no olho do furacão de uma crise que pode desembocar na decretação do estado de calamidade pública na segurança pelo Governo do Estado – pelo menos esse é o entendimento do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), cuja sugestão é vista com bons olhos pelo juiz Henrique Baltazar, da Vara de Execuções Penais.

Baltazar interditou parcialmente a Penitenciária de Alcaçuz no dia 8 de agosto, devido a superlotação do presídio, decisão que impede qualquer transferência ou encaminhamento de novos presos. A decisão só será revogada quando a situação do pavilhão 5 for normalizada – sua construção custou R$ 10,98 milhões aos cofres públicos.

Considerado de segurança máxima, o pavilhão 5 está vazio há cerca de dois meses por deficiências na rede elétrica, que impede o funcionamento da estação de tratamento de esgotos, e falta de pessoal. Testemunha de uma série de fugas – a mais espetacular delas aconteceu em janeiro deste ano, quando 41 presos escalaram o muro -, boa parte delas ocorridas por falta de vigilâncias: das 11 guaritas de Alcaçuz, apenas nove funcionam e mesmo assim de forma irregular. “São necessários 25 homens para dar conta do serviço, no mínimo 22, mas hoje só temos 16”, declarou um agente penitenciário que acompanhou a reportagem da TRIBUNA DO NORTE até o pavilhão fantasma, e preferiu não se identificar.

Quando se chega ao Pavilhão Rogério Coutinho Madruga tem-se a impressão de que o lugar foi abandonado às pressas, como cidades fantasmas vistas em filmes:  através das janelas é possível ver roupas, lençóis, utensílios pessoais e recipientes com comida apodrecida jogados pelo chão e espalhados por cima das camas.

O lixo arremessado pela janela se acumula do lado de fora, e logo na entrada uma gambiarra parece ser a única fonte de energia elétrica que alimenta o pavilhão – fato que comprova a precariedade do fornecimento e as constantes sobrecargas que paralisam o funcionamento da estação de tratamento de esgoto (ETE). Para completar o quadro, um vazamento chama atenção pelo barulho causado pelo volume de água desperdiçada.

O agente penitenciário mostra a estrutura da ETE: “Tudo novo e sem funcionar direito”, lamentou. “Está vendo ali aquela guarita? Está vazia. E logo aquela outra”, aponta, “também vai ficar, pois não há quem renda o policial”. As duas guaritas são as que cuidam da vigilância do pavilhão. Ele contou que, quando os 41 presos fugiram em janeiro, “era tanta gente que escalaram o portão e usaram as escadas de manutenção da ETE para pular o muro”. De acoprdo com o agente, “no começo esse lugar aqui era um exemplo de disciplina, era tudo organizado e limpo. Hoje está assim, tudo bagunçado”, lamentou.

Falta de agentes é principal problema

O Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, inaugurado pelo Governo em dezembro de 2010 mesmo sem ter sido completamente concluído, foi projetado para ser uma unidade prisional independente. A informação é do agente penitenciário que acompanhou a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE até o local.  “Há espaço suficiente para instalar setor administrativo próprio”, garantiu o agente que prefere não ser identificado. “A estrutura física daqui é boa, há camadas de concreto no chão para evitar escavações, o maior problema é a falta de recursos humanos”, informou.

Outra questão apontada por ele, que prejudica o funcionamento do pavilhão, é o fato da central elétrica não ser independente: “Sem eletricidade não há como a central de tratamento de esgoto operar, fato que compromete todo o sistema hidráulico deste pavilhão”. O pavilhão 5 é o único do complexo prisional de Alcaçuz que possui o equipamento, “os quatro restantes utilizam fossas comuns”.

A estação de tratamento está parada desde que o pavilhão foi fechado, há cerca de dois meses, por falta de estrutura. Questionada se há algum prazo estipulado para o pavilhão ser reestruturado e reaberto, Dinorá Simas Lima Deodato, diretora da Penitenciária de Alcaçuz, limitou-se a dizer que “estamos esperando e logo logo será relocado, não deve demorar muito não. Os trabalhos para resolver o problema da rede elétrica deverão iniciar nesta próxima semana”. Segundo a diretora, a empresa que ganhou a licitação já esteve no local fazendo medições: “Fui informada pelo engenheiro da empresa que segunda-feira (13) começam a encostar o material para as obras”, adiantou. Quanto à necessidade de contratar novos agentes penitenciários para tomar conta do pavilhão 5, quando este for reaberto, Dinorá Simas comentou que há comentários na Sejuc de serão “convocados 59 novatos”.

Com 52 celas, 2.880 mil metros quadrados de área construída e capacidade para abrigar 402 apenados, o Pavilhão Rogério Coutinho Madruga é um dos únicos do Estado que possui estação de tratamento de esgotos – ao lado da Cadeia Pública de Nova Cruz, inaugurada em agosto de 2010. Construído em tempo recorde (120 dias), com blocos de concretos de alto desempenho que dificultam escavações, o pavilhão recebeu investimento da ordem de R$ 10,98 milhões, recursos do próprio Governo do RN.

Bate-papo: Henrique Baltazar – Juiz de Execuções Penais

Há alguma previsão do Pavilhão 5 ser reaberto?
O Governo informou que em 30, no máximo em 60 dias quer concluir as obras de reestruturação do pavilhão. Eu acho que vão tentar apressar, pois conforme a determinação imposta   só serão permitida a entrada de novos presos em Alcaçuz depois que esse pavilhão for reaberto. Agora depende do Estado, se terminar em 15 dias ele (o Governo) pode encaminhar novos detentos pra lá.

Qual o principal problema do pavilhão?
Adequação da parte elétrica, reativação da estação de tratamento de esgoto e a segurança. Não adianta reabrir o local sem os agentes para trabalhar, se não vai acontecer a mesma coisa que aconteceu antes: se não tiver ninguém trabalhando lá dentro, vão fugir de novo.

O senhor saberia informar se o Governo pretende contratar ou remanejar agentes penitenciários para cuidar do pavilhão quando ele for reaberto?
O que posso dizer é que o Ministério Público propôs ao Governo um Termo de Ajustamento de Conduta permitindo a nomeação de novos agentes prisionais.

E a chegada de três novos presos na noite de quinta (9) para sexta-feira (10) em Alcaçuz?
Esse caso é o seguinte: a Sejuc transferiu esses presos e encaminhou um ofício pra mim, temos um sistema interno de troca de correspondência, mas eu ainda não tinha aberto esse comunicado. E eles, na verdade, teriam que esperar que eu respondesse primeiro. Disseram que era uma situação emergencial e irei determinar um prazo para que esses presos sejam transferidos para outro local. A determinação que dei é que para entrar ou sair presos de Alcaçuz só com minha autorização.

Há rumores de que as fugas do dia 3 de agosto, quando fugiram oito detentos, foram facilitadas?
Como dizem: não confirmo nem ‘desconfirmo’, a situação está sendo investigada.

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Geral

Prefeitura de Natal já define feriados e pontos facultativos de 2026; veja o calendário oficial

Foto: Reprodução

A Prefeitura do Natal publicou o calendário oficial de feriados e pontos facultativos para o ano de 2026. As datas constam no Decreto nº 13.643 e valem para toda a Administração Municipal Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional. De acordo com o decreto, será adotado ponto facultativo nos dias 2 de janeiro (sexta-feira) e 5 de janeiro (segunda-feira), com garantia de funcionamento dos serviços essenciais.

A norma também estabelece pontos facultativos durante o Carnaval, em datas próximas a feriados nacionais e em celebrações tradicionais do calendário local.

Entre as datas previstas estão a segunda e terça-feira de Carnaval (16 e 17 de fevereiro) e a quarta-feira de Cinzas (18 de fevereiro), com expediente até as 14h. Também constam como pontos facultativos os dias 20 de abril, 5 de junho, 29 de junho (Dia de São Pedro) e 28 de outubro (Dia do Servidor Público).

No fim do ano, haverá ponto facultativo na véspera de Natal (24 de dezembro) e na véspera de Ano Novo (31 de dezembro), ambos a partir das 13h.

O decreto ainda reúne todos os feriados nacionais, estaduais e municipais de 2026 e determina que os gestores dos órgãos assegurem o funcionamento dos serviços essenciais para atendimento à população.

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Saúde

Após três bloqueios, médicos avaliam que soluços de Bolsonaro têm origem no sistema nervoso central

Foto: Reprodução

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro apresentou redução na intensidade dos soluços após passar por três intervenções de bloqueio do nervo frênico, mas o procedimento não foi suficiente para interromper o quadro clínico. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (31) pela equipe médica do Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo os médicos, a resposta limitada ao tratamento levou à avaliação de que a origem dos soluços não está relacionada ao diafragma, mas pode ter ligação com o sistema nervoso central, responsável pelo controle de respostas involuntárias do organismo. A conclusão foi baseada na reação observada após o reforço do bloqueio realizado na terça-feira (30).

“O bloqueio bilateral do nervo frênico reduziu a intensidade dos soluços, mas não interrompeu a crise. Isso indica que o estímulo não parte do diafragma, mas do sistema nervoso central”, afirmou o cirurgião Claudio Birolini.

De acordo com a equipe, novos procedimentos invasivos no nervo não seriam eficazes e poderiam causar paralisia do diafragma.

Diante do quadro, os médicos recomendaram a continuidade do tratamento medicamentoso e a adoção de terapias complementares, como exercícios de recrutamento do diafragma, fonoaudiologia e hipnose.

Segundo a equipe, Bolsonaro apresentou melhora clínica geral e deve receber alta hospitalar nesta quinta-feira (1º), após nova avaliação médica.

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Mundo

EUA apertam o cerco e sancionam empresas e navios do petróleo da Venezuela

Foto: Reprodução

 

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (31), sanções contra quatro empresas e quatro navios petroleiros envolvidos no comércio de petróleo da Venezuela. A medida foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Segundo o Tesouro americano, as empresas atuam no transporte de petróleo e estariam ligadas a uma frota paralela que, de acordo com o governo dos EUA, gera recursos financeiros para o regime do ditador Nicolás Maduro.

As empresas sancionadas são Aries Global Investment LTD, Corniola Limited, Krape Myrtle Co LTD e Winky International Limited, além de quatro embarcações.

Em comunicado oficial, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o presidente Donald Trump deixou claro que não permitirá que o governo de Maduro lucre com a exportação de petróleo enquanto, segundo ele, o país é usado para o envio de drogas aos Estados Unidos. O Tesouro informou que continuará aplicando a política de pressão contra o regime venezuelano.

Na última segunda-feira (29), Donald Trump declarou que os Estados Unidos realizaram um ataque em uma área da Venezuela onde embarcações seriam carregadas com drogas.

De acordo com informações divulgadas pela CNN, a ação teria sido feita com drones pela CIA e mirou um cais remoto supostamente utilizado pela gangue Tren de Aragua para armazenamento e envio de drogas.

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Economia

Justiça congela precatórios dos Correios por 90 dias após rombo de R$ 702 milhões

Foto: Divulgação

O presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, determinou nesta quarta-feira (31) a suspensão, por 90 dias, do pagamento de precatórios da Justiça do Trabalho contra os Correios. A decisão também autorizou o parcelamento da dívida consolidada da estatal, que soma R$ 702 milhões, em nove parcelas mensais.

A medida atende a um pedido dos próprios Correios e da AGU, em meio à maior crise financeira já enfrentada pela empresa. Segundo o ministro, o objetivo é garantir a continuidade de serviços considerados essenciais, como comunicação, transporte de medicamentos e atividades ligadas à segurança nacional.

Na decisão, o magistrado afirma que a estatal enfrenta uma crise econômico-financeira capaz de comprometer a continuidade das atividades. Ele destaca ainda risco iminente de prejuízos irreparáveis caso não sejam adotadas medidas urgentes para conter os efeitos da situação financeira.

A suspensão vale a partir de 1º de janeiro e se aplica aos precatórios inscritos até 2 de abril de 2024, com pagamento previsto até 31 de dezembro. As parcelas começam a ser pagas em abril, sem necessidade de aceite dos credores, e a quitação total deve ocorrer até o fim do ano.

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Economia

Natal fecha 2025 liderando empregos no RN e confirma virada econômica

Foto: Divulgação/PMN

Natal encerrou novembro de 2025 com saldo positivo de 816 novos empregos formais, segundo dados do mercado de trabalho. O resultado veio de 7.927 admissões contra 7.111 desligamentos, colocando a capital na liderança da geração de vagas no RN.

Este foi o nono mês consecutivo de saldo positivo em 2025. No acumulado do ano, a cidade registra milhares de novos postos formais, desempenho que a mantém à frente dos demais municípios potiguares na criação líquida de empregos.

Com isso, o estoque de empregos formais em Natal chegou a 242 mil vínculos ativos. O dado reflete um cenário econômico mais estável e maior confiança do setor produtivo ao longo do ano.

O prefeito Paulinho Freire afirmou que os números indicam direção correta da gestão. “Natal voltou a ser uma cidade que gera oportunidades. Esses números mostram que estamos no caminho certo, com responsabilidade fiscal, planejamento e ações que estimulam o crescimento econômico e a geração de empregos para a nossa população”, disse.

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Geral

Lula promete “entregar muito mais” em 2026 e ignora rombo bilionário em mensagem de Ano Novo

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (31), em mensagem de Ano Novo publicada em seu perfil no X, que o governo seguirá “comprometido com um Brasil justo, democrático e soberano” e que, em 2026, pretende “entregar muito mais”. Na publicação, o petista citou dados econômicos de 2025, como a taxa de desemprego de 5,2% e o investimento direto líquido de 84,2 bilhões de dólares.

Na mensagem, Lula não mencionou que o governo federal registrou déficit primário de 20,17 bilhões de reais em novembro de 2025, segundo dados oficiais. No mesmo mês de 2024, o déficit havia sido de 4,5 bilhões de reais, em termos nominais. O déficit primário ocorre quando as receitas são menores que as despesas, sem considerar os juros da dívida.

Também não foi citado que o estoque da dívida pública federal chegou a 8,48 trilhões de reais em novembro. De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, o resultado negativo ficou acima da mediana das expectativas do mercado, que apontava déficit de 12,7 bilhões de reais no período.

Outro dado ausente na mensagem presidencial foi o desempenho das estatais federais. Entre janeiro e novembro de 2025, as empresas acumularam déficit de 6,3 bilhões de reais, o pior resultado da série histórica iniciada em 2009, segundo o Banco Central. No mesmo período de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), as estatais haviam registrado superávit de 4,5 bilhões de reais.

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Economia

Ministro minimiza taxação da China sobre carne e aposta em “legado” do governo Lula

Foto: Reprodução

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (31) que a taxação imposta pela China sobre a carne bovina brasileira não é “tão preocupante”. Segundo ele, a medida já vinha sendo anunciada pelo governo chinês, que justifica a decisão como forma de proteger seus produtores locais.

De acordo com Fávaro, o Brasil estaria relativamente preparado para lidar com a situação por causa da abertura de novos mercados internacionais. Ele atribuiu esse cenário às ações do governo Lula, especialmente após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que teria impulsionado a busca por novos destinos para a carne brasileira.

“Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para carne bovina por todo o mundo”, declarou o ministro, citando também ampliações em mercados já existentes. Para ele, isso reduz o impacto direto da decisão chinesa sobre o setor.

O ministro explicou ainda que a China calculou uma média das exportações dos últimos três anos, a partir de junho de 2024, e definiu cotas por país. O Brasil ficou com uma cota de 1,1 milhão de toneladas por ano, o equivalente a 44% do volume total autorizado dentro das tarifas atuais.

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Saúde

Após cirurgias e agravamento da saúde, defesa pede prisão domiciliar para Bolsonaro

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, nesta quarta-feira (31), ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário. O pedido ocorre após Bolsonaro passar por uma série de procedimentos médicos e permanecer internado desde o dia 24 de dezembro no hospital DF Star, em Brasília.

Segundo os advogados, a solicitação se baseia em fatos médicos ocorridos durante a internação e requer que a prisão domiciliar seja concedida assim que o ex-presidente receba alta hospitalar. A defesa afirma que o retorno imediato ao cárcere seria incompatível com o atual estado de saúde de Bolsonaro.

Durante a internação, Bolsonaro foi submetido à cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral no dia 25 de dezembro. Nos dias seguintes, passou por bloqueios do nervo frênico, além de uma endoscopia digestiva alta realizada nesta quarta-feira, totalizando cinco intervenções médicas desde a véspera de Natal.

Os advogados também informaram que exames confirmaram síndrome de apneia-hipopneia obstrutiva do sono em grau severo, com necessidade de uso permanente de aparelho CPAP durante a noite.

Segundo a defesa, a idade do ex-presidente e o agravamento do quadro clínico colocariam sua saúde em risco caso haja retorno imediato ao sistema prisional, argumento apresentado ao STF no pedido de prisão domiciliar humanitária.

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Política

Gleisi reage à The Economist e defende reeleição de Lula apesar da idade

Foto: Sérgio Lima/Poder360

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu nesta quarta-feira (31) um editorial da revista britânica The Economist que defende que o presidente Lula não dispute a reeleição em 2026. A publicação cita como fator central a idade do presidente, que completou 80 anos em outubro. Gleisi afirmou que Lula é um “líder cheio de vitalidade”.

O editorial, divulgado na quarta-feira (30), sustenta que Lula “poliria seu legado” ao não concorrer novamente ao Planalto, abrindo espaço para uma “disputa adequada” por um novo nome da centro-esquerda, conforme o Metrópoles. A revista avalia que a idade do presidente seria um elemento decisivo no cenário eleitoral de 2026.

Em publicação nas redes sociais, Gleisi disse que o “verdadeiro risco” apontado pela revista não seria a idade de Lula, mas a continuidade do atual governo. Segundo ela, o temor estaria relacionado a políticas que, na avaliação do PT, enfrentam desigualdades tributárias e sociais e ampliam a atuação do Estado na economia.

Foto: Reprodução/X

No mesmo editorial, The Economist aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como o nome mais forte da direita em uma eventual disputa presidencial. Gleisi criticou essa avaliação e afirmou que, segundo sua visão, a preferência da revista estaria ligada a interesses do mercado financeiro global, e não ao que considera ser o interesse do Brasil ou da população.

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Judiciário

Caso Master: CNJ deve engavetar pedido para investigar Moraes

Foto: Reprodução

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tende a arquivar o pedido feito pelo deputado Sanderson para apurar a conduta do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação interna é de que o engavetamento será quase automático, sem análise do mérito, porque ministros do STF não estão sujeitos à atuação do Conselho.

Sanderson pediu a “instauração de procedimento apuratório”, alegando que Moraes teria atuado junto ao Banco Central em defesa do Banco Master. O parlamentar aponta que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, teria contrato de prestação de serviços com a instituição financeira.

Moraes nega a acusação e afirma que as reuniões ocorreram para tratar das consequências da aplicação da Lei Magnitsky. Essa lei é um instrumento de sanções internacionais dos Estados Unidos e, segundo o ministro, o tema foi discutido após sanção imposta a ele pelo então presidente norte-americano Donald Trump.

O próprio CNJ informa que fiscaliza deveres funcionais de magistrados do Judiciário, “exceto o STF”. Assim, eventuais apurações contra ministros da Corte caberiam ao plenário do próprio tribunal.

Na esfera criminal, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também arquivou pedido de investigação contra Moraes, afirmando que as notícias divulgadas não apresentam provas de irregul

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