Diversos

Artigo de pesquisadores da UFRN propõe lei de controle da pandemia com uso da matemática

Foto ilustrativa: Edésio Ferreira/EM/D.A Press

Após mais de três meses com repetidos decretos restringindo atividades não essenciais, o que incluiu diversos setores da economia, a Prefeitura de Natal e Governo do Rio Grande do Norte iniciam nesta semana uma reabertura gradual do comércio. De acordo com as nova determinações, em Natal, essa retomada começou a acontecer na terça-feira, 30 de junho, e no estado como um todo a permissão passou a valer a partir desta quarta-feira, 1° de julho.

Esta reabertura dos estabelecimentos comerciais não significa, no entanto, que a pandemia passou ou está controlada. A taxa de ocupação de leitos de terapias intensiva e semi-intensiva permanece alta, beirando os 95% das vagas existentes rede de saúde em todo o estado. Como, então, promover uma retomada da atividade econômica de maneira mais segura possível?

Para responder a essa pergunta, um artigo de pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE/UFRN) propõe o uso da matemática. Intitulado Proposta de lei de controle para o surto da covid-19 no estado do Rio Grande do Norte, o estudo apresenta uma equação capaz de determinar qual é o menor nível de distanciamento social necessário para garantir que a epidemia fique sob controle.

Segundo os pesquisadores, o uso desta equação pode garantir a maior atividade econômica possível enquanto mantém o número de indivíduos hospitalizados abaixo de um valor estabelecido pelas autoridades de sanitárias. O cálculo do distanciamento social deve ser feito com base nas informações sobre a pandemia de que dispõem as secretarias municipais e estadual de Saúde.

“A proposta pode contribuir disponibilizando para as autoridades o valor correto do nível de distanciamento social. Atualmente, não há um valor exato, as decisões são tomadas baseadas em conhecimento empírico. Por exemplo, 80% de ocupação pode ser um bom número em uma região, porém insuficiente em outras. Isso ocorre por causa da dinâmica da pandemia, que se comporta de forma diferente por região, pelo número de dias, pelo comportamento da sociedade, e aplicar sempre a mesma resposta a situações diferentes gera confusão e perda de credibilidade”, afirma o professor Samaherni Dias, um dos autores do artigo, assinado ainda por Kurios Queiroz e Aldayr Araujo, do DEE/UFRN.

Conforme explica o professor, a lei de controle foi elaborada para ser bastante simples, podendo ser aplicada, nas palavras do docente, “em uma planilha, no site da própria secretaria de saúde ou em um caderno”. Na opinião de Samaherni, independente do formato ou do meio pela qual seja implementada, o importante é que seja diariamente atualizada.

Nesses modelos são levados em conta também aqueles que negligenciam as medidas de isolamento, mas o professor Samaherni adverte o impacto dessa atitude nas contas. “É importante deixar claro que a lei de controle proposta calcula qual deverá ser o nível de distanciamento social, porém, se essas recomendações não forem atendidas, todo dia será definido uma taxa isolamento mais alta até chegar ao ponto máximo”, explica.

Samaherni ainda ressalta que a equação pode ser utilizada em diferentes ocasiões para além da pandemia do novo coronavírus. “A grande contribuição deste trabalho com relação à covid-19 é melhorar a qualidade da informação para o gestor tomar uma decisão. Porém é uma lei de controle para epidemias, ou seja, é aplicável no caso da covid-19 ou em outra epidemia qualquer, envolvendo seres humanos ou não”, conclui.

UFRN

Opinião dos leitores

  1. Se dependesse só de matemática, já estaríamos com mais de 15 mil mortos, segundo estudos iniciais.

  2. Mas isso já está sendo feito no Brasil com grande eficiência, pois a cada respirador comprado temos o valor de três respiradores pagos, bem como para a cada 500 novos infectados temos 02 leitos de UTI prometidos que uma dia serão instalados.

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STF: Ministros pressionam Moraes por redução de pena que pode tirar Bolsonaro da prisão em 2027

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem que Alexandre de Moraes leve ao plenário, o mais rapidamente possível, o julgamento da Lei da Dosimetria, que pode reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso a legislação seja considerada constitucional, Bolsonaro poderá deixar o regime fechado no fim de 2027.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, cálculos de juízes e advogados indicam que a aplicação da lei poderia reduzir de sete anos para aproximadamente dois anos e três meses o período de cumprimento da pena em regime fechado. Como o ex-presidente já cumpriu quase um ano, a mudança permitiria antecipar sua saída desse regime.

A movimentação também tem motivação política. De acordo com três magistrados ouvidos pela coluna, uma decisão sobre o tema poderia reduzir as tensões entre o STF e o novo Senado, que terá pelo menos 49 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros da Corte.

A avaliação é que a redução da pena também poderia enfraquecer propostas de anistia e diminuir a pressão sobre o Supremo para acelerar a revisão criminal solicitada pela defesa de Bolsonaro.

A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso em dezembro de 2025. Em abril deste ano, deputados e senadores derrubaram os vetos do presidente Lula, mas a norma acabou suspensa por Moraes em maio.

O ministro condicionou a aplicação das novas regras ao julgamento de sua constitucionalidade pelo plenário do STF. Desde então, o processo permanece sem decisão definitiva.

 

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RECORDE: Desemprego cai para 5,2% e atinge menor taxa da história para o período em 14 anos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível registrado para o período desde 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice era de 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 0,4 ponto percentual.

Segundo o IBGE, o país tinha 5,6 milhões de desempregados no trimestre encerrado em setembro, uma redução de 234 mil pessoas em relação aos três meses anteriores.

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de brasileiros, o maior número da série histórica. O contingente cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho.

A construção civil foi um dos setores que impulsionaram o resultado, com crescimento de 2,8% na ocupação e a entrada de 210 mil trabalhadores.

O número de empregadores também bateu recorde, chegando a 4,5 milhões. Já o setor público alcançou 13,2 milhões de trabalhadores, outro recorde da série histórica.

O total de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,4 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior ou ao mesmo período de 2025.

Com informações do g1

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ASSÉDIO ELEITORAL: Justiça manda Meta apagar posts que incentivam demissões por voto e prevê multa de R$ 200 mil

Foto: Aurimar Silva/TRE-SP

A Justiça do Trabalho determinou que a Meta retire do ar, em até 24 horas, publicações que incentivam empresários a vigiar, expor ou demitir funcionários por suas escolhas políticas. A decisão prevê multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento.

A determinação foi assinada pelo juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, após ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que também pede indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

A Meta deverá ainda publicar, em até 72 horas, um aviso no Instagram, Facebook e Threads informando que a discriminação política e o assédio eleitoral no trabalho são proibidos. A mensagem deverá permanecer disponível por cinco dias.

Segundo o MPT, foram registradas mais de 1.147 denúncias de assédio eleitoral nas 72 horas seguintes ao segundo turno das eleições presidenciais.

A Meta informou que não comentaria o caso.

Com informações do Poder360

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Trump ajuda Flávio a entrar nos EUA, mas não pretende reconhecê-lo como líder do Brasil, diz Reuters

Foto: Daniel Ramalho/AFP

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende reconhecer Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como líder legítimo do Brasil, apesar de ter autorizado sua entrada no país após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira (30), com base em fontes do governo norte-americano.

Segundo uma autoridade dos EUA e outra pessoa a par das negociações, Trump não tem planos de apoiar as pretensões políticas do senador neste momento, embora possa mudar de posição. A decisão ocorre em meio à tentativa de evitar uma nova crise diplomática com o Brasil.

Flávio deixou o território brasileiro após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes, atendendo a um pedido da Polícia Federal. O senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a Reuters, Flávio atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas. A família embarcou em um avião fretado com destino a Miami, fazendo escala no Equador.

A reportagem revela que Jason Miller, assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo. Durante a viagem, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, recomendou ao presidente que autorizasse a entrada do senador, o que foi aprovado.

Autoridades dos Estados Unidos concederam a Flávio e à família uma autorização temporária de entrada por razões humanitárias, conhecida como parole humanitária.

Após chegar aos EUA, Flávio publicou uma carta em que se declarou “presidente eleito” do Brasil. Posteriormente, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, apresentando-se como “líder” legítimo do país, sem reconhecer a vitória de Lula.

Apesar de ter questionado a condução das eleições brasileiras, Trump evitou criticar diretamente o presidente reeleito. “Gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão”, afirmou.

Segundo a Reuters, autoridades norte-americanas avaliam que a saída de Flávio do Brasil reduziu seu capital político. Integrantes do governo brasileiro também consideram que o episódio pode enfraquecer a oposição no Congresso Nacional.

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Lula resiste a entregar articulação política ao Centrão e deve manter ministério com o PT

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) deve manter a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação política do governo e pela negociação de emendas parlamentares, sob o comando do PT no quarto mandato. A avaliação é de auxiliares do Palácio do Planalto, que resistem à possibilidade de entregar a pasta ao Centrão.

Segundo o Metrópoles, o Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), tem interesse no ministério e defende o nome do deputado federal reeleito Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), ex-ministro dos Portos e Aeroportos.

Apesar de ser considerado um político com bom trânsito entre deputados e senadores, Silvio enfrenta resistência dentro do governo. O principal receio é que sua indicação amplie o poder do Centrão e de Hugo Motta sobre a distribuição de emendas parlamentares.

A Secretaria de Relações Institucionais é responsável pela interlocução do Executivo com o Congresso Nacional e participa das negociações envolvendo a liberação de recursos destinados por parlamentares, o que torna a pasta estratégica para a sustentação política do governo.

Durante o terceiro mandato de Lula, o ministério permaneceu sob o controle do PT, tendo sido comandado por Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmann e José Guimarães, atual titular.

Para auxiliares do presidente, a tendência é que a SRI continue nas mãos de uma liderança petista, preservando o controle do partido sobre uma das áreas mais importantes do Palácio do Planalto.

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CARA DE PAU: Funcionário furta cartões de policiais penais na Papuda e faz compras por aproximação

Foto: Reprodução/PCDF

Um funcionário terceirizado de 20 anos é suspeito de furtar cartões bancários de policiais penais durante os plantões na Penitenciária do Distrito Federal II, no Complexo da Papuda, em Brasília. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o homem aproveitava o trabalho de limpeza para acessar os alojamentos dos servidores e retirar os cartões de suas carteiras.

Após os furtos, o suspeito utilizava os cartões para realizar compras por aproximação, sem autorização dos proprietários. Ao todo, a polícia recuperou 22 cartões pertencentes a pelo menos 14 vítimas.

A investigação começou depois que policiais penais perceberam o desaparecimento dos cartões e identificaram transações que não haviam realizado. Em 26 de outubro, pelo menos três servidores tiveram cartões utilizados no mesmo estabelecimento comercial, em horários próximos.

Os investigadores também identificaram ocorrências semelhantes desde o início de setembro. O cruzamento das informações levou os policiais ao funcionário terceirizado.

Na quinta-feira (29), o suspeito foi levado à delegacia e, segundo a PCDF, confessou os furtos. Durante uma busca em sua residência, os agentes encontraram os 22 cartões bancários. O celular dele também foi apreendido e será submetido à perícia.

O homem não foi preso porque, de acordo com a Polícia Civil, não havia situação de flagrante. O caso é investigado como furto qualificado por abuso de confiança e fraude.

A polícia continua as investigações para identificar todas as vítimas, calcular o prejuízo causado pelas compras e verificar se outras pessoas participaram dos crimes. Os cartões recuperados serão devolvidos aos proprietários.

Com informações do Metrópoles

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DO DIAGNÓSTICO À EXECUÇÃO: O método Ratts Ratis para posicionar marcas

Foto: Divulgação

Posicionar uma marca não é um exercício de opinião: é um processo com etapas definidas. Começa com diagnóstico: entender como a marca é percebida hoje, o que os concorrentes já ocupam no mercado e onde existe espaço real para diferenciação. Sem esse levantamento, qualquer decisão criativa vira aposta.

A etapa seguinte é a definição do território: a promessa central que a marca vai sustentar, o tom de voz que vai usar e os valores que vai defender publicamente, de forma que sejam distintos o suficiente para não se confundir com o concorrente, e consistentes o suficiente para se repetir por anos. Só depois disso entra a execução: peças, campanhas, conteúdo, mídia, todos subordinados ao território definido.

Esse é o método que a Ratts Ratis aplica a cada cliente novo, adaptado à realidade e ao orçamento de cada negócio. Não existe atalho: pular o diagnóstico para chegar direto à execução é o motivo pelo qual tantas campanhas soltas não constroem marca nenhuma. A Ratts Ratis garante que cada etapa seja cumprida antes de investir em produção e mídia.

Um posicionamento bem construído começa antes da primeira peça ser criada. Fale com a Ratts Ratis pelo Instagram @rattscom ou pelo WhatsApp (84) 99215-9781 e comece pelo diagnóstico certo.

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Centrão se aproxima de Lula para barrar avanço do PL no comando do Congresso

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O Centrão está recalculando sua relação com o PL para a próxima legislatura e se aproximando do governo Lula nas articulações pela reeleição dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O movimento busca preservar espaços de poder e conter o avanço dos bolsonaristas no Congresso Nacional.

Apesar de União Brasil, PP e Republicanos terem apoiado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial, dirigentes dessas legendas sinalizam que a aliança eleitoral não significa apoio automático ao partido no Legislativo.

Na Câmara, a federação formada por PT, PCdoB e PV declarou apoio à reeleição de Hugo Motta, ampliando para 361 o número de deputados eleitos por partidos favoráveis à sua permanência no cargo.

O apoio petista, porém, tem uma condição: a federação ameaça deixar o bloco caso PL e Novo sejam incluídos na articulação. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da Câmara a partir de fevereiro de 2027.

Mesmo sem conquistar a presidência da Casa, o PL pretende usar o tamanho de sua bancada para reivindicar o comando de comissões estratégicas, como Constituição e Justiça (CCJ), Relações Exteriores e Segurança Pública.

Disputa no Senado envolve Rogério Marinho

No Senado, União Brasil e PP anunciaram apoio à reeleição de Davi Alcolumbre, enfraquecendo uma possível candidatura de Tereza Cristina (PP-MS).

Diante desse cenário, o PL marcou uma reunião para 4 de novembro, quando decidirá se lançará o senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa. A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

Parte da oposição defende um acordo entre Marinho e Tereza Cristina para evitar a divisão de votos. Alcolumbre, por sua vez, reúne sinalizações de apoio de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, partidos que terão juntos 33 senadores, oito a menos que os 41 votos necessários para eleger o presidente.

A disputa pelo Senado também envolve o poder de decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das pautas defendidas pela oposição bolsonarista.

Com informações do Metrópoles

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ECONOMIA: Juros altos e dívida de R$ 11 trilhões pressionam o Brasil e desafiam Lula no 4º mandato

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45% ao ano, segundo levantamento da fintech MoneYou que analisou 40 países. Ao mesmo tempo, a dívida pública brasileira chegou a cerca de R$ 11 trilhões, ampliando os desafios econômicos do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano. O patamar encarece empréstimos, dificulta investimentos e aumenta os custos de financiamento para consumidores, empresas e governo.

No levantamento divulgado em setembro, o Brasil aparece à frente de países como Rússia, que registra juros reais de 6,79% ao ano, e Argentina, com 2,69%. O indicador considera a taxa de juros descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses.

O impacto também aparece nas contas públicas. Nos 12 meses encerrados em agosto, o governo brasileiro acumulou R$ 1,18 trilhão em despesas com juros da dívida, equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

A dívida pública alcançou aproximadamente 82% do PIB, ante 71% no início do terceiro mandato de Lula. Economistas ouvidos pelo UOL apontam que a combinação de juros elevados, crescimento das despesas e necessidade de equilíbrio fiscal representa um dos principais desafios do próximo governo.

Entre os fatores de pressão sobre as contas públicas estão o envelhecimento da população e o aumento das despesas previdenciárias. Especialistas também discutem medidas de controle de gastos e mudanças na política fiscal para conter o avanço do endividamento.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] TSE admite que carro com adesivo do PT transportou urnas eletrônicas

Vídeo: Reprodução/Pleno News

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) abriu uma apuração para apurar responsabilidades sobre o transporte de urnas eletrônicas em uma caminhonete adesivada com propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT). O episódio ocorreu no Riacho Fundo II logo após o encerramento da votação, descumprindo as normas da Justiça Eleitoral que proíbem o uso de veículos com identificação partidária na logística do pleito.

Apesar da infração logística, o tribunal esclareceu que a integridade da eleição e o resultado das urnas não foram comprometidos. Segundo o órgão, as mídias contendo os dados dos votos já haviam sido extraídas e transmitidas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes mesmo de as máquinas serem recolhidas.

O TRE-DF reforçou ainda que a apuração do trecho já estava concluída e os Boletins de Urna (BUs) devidamente impressos e afixados nos locais de votação, permitindo a checagem e a auditoria pública dos resultados por qualquer cidadão via internet.

Com informações do Pleno News

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