Finanças

Bancos lançam fundos de previdência privada mais rentáveis e baratos; conheça

Vinicius Cruz, diretor financeiro do Grupo Bradesco Seguros: gestora lança produtos para atender quem quer sair da renda fixa (Bradesco Seguros/Divulgação)

O cenário formado pela taxa de juros básica na mínima histórica e uma expectativa cada vez maior de que a reforma da Previdência seja aprovada aumenta a procura por aplicações em previdência privada.

Isso porque leva investidores que já tenham a proteção a realizarem a portabilidade dos recursos para produtos mais rentáveis, enquanto obriga quem não tem a aplicação a começar a pensar nessa alternativa em um cenário no qual irá se aposentar mais tarde e, provavelmente, sem recursos suficientes para manter a sua atual qualidade de vida caso dependa exclusivamente da aposentadoria pública.

Um estudo da Economatica mostra a surpreendente evolução da previdência complementar nos últimos 12 anos. Desde 2007, o valor investido em fundos de previdência privada passou de 94 bilhões de reais para 852 bilhões de reais. Antes oferecidos por 45 gestoras, as cotas da proteção atualmente são comercializadas por 124 instituições financeiras. O segmento de previdência privada somava 392 fundos. Hoje, são 1.786.

Diante de uma maior concorrência, menor atratividade de fundos de renda fixa e amargar a perda de 220 mil investidores no ano passado, as maiores gestoras de fundos de previdência privada do país buscam atualizar portfólios ao novo cenário econômico lançando produtos mais baratos ou mais rentáveis, mas com uma volatilidade que não assuste tanto os mais conservadores.

É o caso da Brasilprev. Braço de previdência da BB Seguros, cuja gestora é atualmente a maior no segmento de fundos de previdência do país.

De acordo com o CEO Walter Malieni, a aplicação sempre foi majoritariamente feita pela classe média a alta no país. “Agora, a classe de renda mais baixa começa a se interessar também. Os empregos estão muito mais intermitentes e exigem que novos entrantes comecem a ter uma consciência previdenciária maior”.

Para atender esse aplicador que tem renda menor, a seguradora criou um fundo que permite contribuições mensais a partir de 100 reais, o “Fácil”. O fundo tem como foco clientes com renda entre 2 mil reais e 8 mil reais e objetivo de usar os recursos no longo prazo – após dez ou mais anos de acumulação.

A sugestão inicial destina toda a contribuição a um fundo de renda fixa com perfil moderado. Composto por títulos públicos e privados de prazo mais longo, ele tem uma volatilidade média visando retornos mais significativos no longo prazo e em um ambientr de juros baixos.

O investidor pode mudar a estratégia a qualquer tempo e sem custos para os demais fundos disponíveis, como outras estratégias de renda fixa e multimercados. O produto, lançado em agosto, já reúne mais de 40 mil investidores.

Um indicador que registra o aumento da demanda pela previdência privada são simulações feitas dentro do app da Brasilprev. As consultas registram uma evolução de quase quatro vezes, de 118 mil nos cinco primeiros meses do ano passado para 550 mil no mesmo período de 2019. O número de contratações de planos neste mesmo período cresceu 40%, passando de 5 mil para 7 mil.

A Brasilprev é seguida na liderança de alocação em fundos de previdência pela Bradesco Seguros e a sua gestora BRAM, que viu o patrimônio alocado nesses fundos crescer em 5 milhões de reais apenas nos últimos meses, atingindo 206,4 bilhões neste ano até junho.

O diretor financeiro da Bradesco Seguros, Vinícius Cruz, aponta que a seguradora também está calibrando a oferta de fundos.

A principal diferença que o executivo sente nos últimos meses é uma migração da renda fixa para a classe de multimercados, que navegam por diversas classes de ativos, respondem mais rapidamente a mudanças na dinâmica da economia e exigem mais da gestão. “A maior parte da alocação da nossa carteira ainda é em renda fixa, mas no atual nível de juros fica difícil manter a competitividade da categoria”.

Esse movimento tem um claro motivo. Segundo o estudo da Economatica, em cinco anos três categorias de fundos de previdência perdem para o CDI: Renda fixa, Balanceados 15/30 e Balanceados até 15. Por outro lado, quatro ultrapassam o indicador utilizado como referência para investimentos: Ações, Data-alvo, Multimercados e Balanceados > 30.

Para chamar a atenção de clientes que estão em busca de mais retorno, a Bradesco Seguros lançou, em parceria com a sua gestora, a BRAM, uma família de fundos de previdência privada com estratégia quantitativa, chamada “Alocação”. A principal atratividade da estratégia é seu custo menor, já que sua gestão é definida por robôs e algoritmos, e não por uma gestão ativa de uma equipe de pessoas.

Os novos fundos atendem tanto o cliente com um perfil mais conservador até quem já consegue experimentar um pouco mais, já que podem ter uma maior diversidade de ativos e um equilíbrio maior de volatilidade do que fundos macros, por exemplo, diz Cruz. “Foi um jeito que encontramos para que o cliente faça uma transição mais tranquila de um fundo de renda fixa para um fundo Macro, que dependendo do tempo de investimento e apetite ao risco não traz conforto ao aplicador. Mesmo investidores mais sofisticados preferem ter menos volatilidade quando se trata de fundos de Previdência”.

A taxa de administração cobrada na nova família de fundos fica em torno de 1% ao ano, enquanto cotas de fundos Macro comercializadas pela gestora têm custo que varia de 1,5% a 2% ao ano. A aplicação mínima mensal parte de 100 reais.

Cruz ressalta que os fundos de renda fixa não devem ser descartados por quem começa a aplicar no segmento. “Esses fundos recentemente foram classificados como de uma gestão preguiçosa, mas tem muitos fundos de renda fixa atrelados a índices de inflação com ganhos relevantes no ano, que podem render mais do que fundos multimercados”. A escolha, diz o executivo, vai depender do objetivo e tolerância a risco do cliente e costuma fazer mais sentido para quem aplica em prazos menores”.

Entre os novos fundos de previdência privada disponibilizados, o Santander destaca o “PB Ativo FIC Renda Fixa”. O fundo cobra uma taxa de administração de apenas 0,6% e teve um retorno de 140% do CDI entre janeiro e julho (até o dia 12) deste ano, com captação líquida de 254 milhões de reais.

Como funciona

Nos planos de previdência complementar é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade dos pagamentos. Além disso, o valor investido pode ser resgatado pela pessoa se ela desistir do produto com qualquer tempo de contribuição.

Existem basicamente dois tipos: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). Em ambos o consumidor paga uma quantia mensal ou faz depósitos esporádicos para gerar um montante que pode ser recebido de uma só vez ou convertido em parcelas mensais.

A principal diferença entre PGBL e VBGL está na forma de incidência do Imposto de Renda: o PGBL oferece a possibilidade de deduzir gastos relativos ao pagamento, respeitando-se o teto de 12% do salário bruto do contribuinte. O benefício fiscal só poderá acontecer se o contribuinte fizer a declaração do imposto pelo formulário completo, que não oferece desconto automático nenhum. No PGBL, a incidência do imposto de renda é sobre todo o montante acumulado, enquanto no VGBL é apenas sobre a rentabilidade do que foi aplicado.

O primeiro passo para iniciar um investimento em um plano de previdência privada é preencher um cadastro exigido por algumas instituições. Alguns bancos exigem que o cliente seja correntista do banco que oferece o produto e/ou limitam as idades mínima e máxima dos participantes.

Com relação à carência necessária para fazer o primeiro resgate e saques posteriores, a maior parte dos planos analisados em uma pesquisa da associação de consumidores Proteste, que inclui produtos para diferentes perfis de investidores comercializados por 16 gestoras, exige uma carência mínima de 60 dias. No Banco do Brasil a carência inicial é de seis meses, ao passo que no Bradesco ela chega a um ano.

No momento da contratação do plano é necessário escolher a forma de recebimento do benefício . Os planos padrões aprovados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) atualmente são Renda Mensal Vitalícia, Renda Mensal Temporária, Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido, Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado, Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores, Pagamento Único e Renda Mensal Por Prazo Certo.

É preciso ficar atento às perspectivas de oscilação da taxa de juros e inflação nos próximos anos, pois os fundos de previdência são diretamente afetados por estes indicadores. Tanto o PGBL quanto o VGBL não garantem uma remuneração fixa, dependendo estritamente dos rendimentos do fundo. Portanto, para fazer a melhor escolha é preciso avaliar também as taxas cobradas pelos fundos de previdência, pois elas definirão a rentabilidade líquida do dinheiro investido.

Nos fundos de previdência privada existem três tipos de taxas: administração, carregamento e imposto de renda. Dentre as instituições participantes da amostra da Proteste, as taxas de administração variaram de 1% a 2% ao ano. A taxa de carregamento é cobrada no momento do aporte inicial ou seguintes no fundo (antecipada) ou nos casos resgate (postecipada). A cobrança da taxa de carregamento postecipada varia de acordo com o período que foi investido e o saldo a ser resgatado. Ou seja, quanto maiores o prazo e o valor, menor a taxa cobrada. As taxas do levantamento da Proteste variaram de 0 a 10%, sendo a maior cobrada para tempo de permanência de até 12 meses.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. Eu sou contribuinte do atual sistema previdenciário. Infelizmente, fui forçado a estar dentro de um sistema falido e, ao meu ver, se não houver a atual reforma e em breve outras que virão, o sistema estará cada vez mais fadado à falência: vide o caso do RN. Mas vamos torcer pra Fátima Góipi não fazer reforma da previdência aqui no Estado para ver se ela chega no final do mandato com a folha em dia kkk. Tanto Fátima, como TODOS os outros governadores que são "contra" a atual reforma, estão torcendo muito para que ela seja aprovada e depois ter os Estados e municípios inclusos… O resto é só balela para abestado acreditar que eles são contra… kkkk

  2. A previdência das pessoas não se resume a um mero cálculo financeiro.
    Trata-se de um direito básico e humanitário que o estado e a sociedade tem que garantir às pessoas idosas. É bom ler a Constituição Federal, a Declaração Universal dos direitos do homem (1948) e os pactos internacionais sociais já aprovados.

    1. Lindo discurso. Combinou com a chata da Matemática?

    2. O direito básico estava, está e estará garantido nas reformas anteriores e também na reforma previdenciária em análise da Câmara dos Deputados. E realmente existem vários e vários dispositivos legais em nossa IMENSA Carta Magna que preveem o direito à previdência. Aqui ressalto o Art. 40 da CF, que inclusive teve sua última alteração no governo do Lulaladrão: "Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter CONTRIBUTIVO e SOLIDÁRIO, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003). Como grifado, o regime previdenciário é, além de universal, um sistema contributivo e solidário, ou seja, todos devem contribuir para tê-lo ou arcar, solidariamente, com seu equilíbrio. Como os sistema previdenciário está deficitário faz tempo, vide as diversas reformas que os governos de partidos de esquerda anteriores fizeram, a reforma atual não será a última, visto que cada vez mais a longevidade aumenta e há menos contribuintes para o sistema previdenciário. Parece que muita gente não entende, ou não quer entender, a matemática financeira por trás do sistema previdenciário que está literalmente falido, em especial, no RN!

    3. Sim, então vou tirar do seu salário pra cobrir o déficit desse direito universal, topas?

  3. Ninguém sabia que a Reforma da Previdência teria por objetivo beneficiar os privilegiados de sempre. Os banqueiros, os agentes financeiros a elite dominante. Em outras palavras "o mercado". Por outro lado os trabalhadores e a sociedade irão pagar uma conta que nunca fizeram. Que Deus nos proteja de todos os males da terra.

  4. Palhaçada. Somos otários mesmo.
    Essa reforma, patrocinada pelo mercado financeiro, vai destruir totalmente a previdência pública. Agora, os bonitões já começaram a vender seus produtos para a massa de otários que irão contribuir, correndo o risco desses bancos quebrarem daqui a alguns anos e deixar todos com o pires na mão. Lembrem-se da CAPEMI e MFM criados nos anos 60 e deram um calote gigantesco nos brasileiro nos anos 90. É o fim da picada mesmo.

  5. COMEÇANDO A FESTA DOS GRANDE VENCEDORES DESSA REFORMA QUE DEFORMA O SISTEMA ONDE DEVERÍAMOS RECEBER DE VOLTA CORRIGIDO TODO O NOSSO DINHEIRO DESCONTADO AUTOMATICAMENTE AO LONGO DE MAIS DE 20, 30 OU 40 ANOS.
    VIVA OS QUE ACREDITAVAM, QUE ESSA REFORMA ERA PRA MELHORAR A VIDA DOS TRABALHADORES QUE CONTRIBUEM COMPULSORIAMENTE PARA O SISTEMA DE SEGURIDADE SOCIAL.
    VIVA BOLSONARO E SUA TRUPE COMANDADO PELO REPRESENTANTE DOS BANQUEIROS: GUEDES.

    1. 12 x 11%=1,302 do seu salário por ano depositado, se tiver depositado 30 anos, você terá o equivatente a 40 salários que vc recebe hj, muitas das vezes a correção da poupança não chega nem perto do percentual do salário corrigido, portanto, o que vc vai receber, ficará perto de 40 meses de salários,logo, representará 3 anos e pouco que receberá de salário. Depois desses 3 anos, vc vai viver dq? E esse tempo excedente, é o que o Estado banca por fora, por isso que a previdência é deficitária.

    2. Isso ainda pq uma minoria se aposenta por tempo de contribuição. O Esquema Ponzi ruiu e tá todo o mundo desembolsado para sustentar a falácia da previdência superavitária.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: Aos 80 anos, Lula é chamado de “velhinho” e demonstra incômodo público

Chamado de “velhinho” por uma sindicalista durante evento na Casa da Moeda, nesta sexta-feira (16), o presidente Lula reagiu com abraço, beijo, risadas e… discurso ressentido.

Aos 80 anos, o petista disse ter ficado emocionado com o comentário, mas fez questão de demonstrar incômodo com o rótulo.

A fala veio de Simone, apresentada apenas pelo primeiro nome, que declarou ao microfone que aquele seria “o dia mais feliz da vida” dela por poder abraçar “esse velhinho barbudinho”.

Lula se levantou, abraçou a sindicalista e, em tom de brincadeira, pediu: “Não me chame de velhinho”. A correção veio rápido: Simone chamou Lula de “barbudinho mais sexy do Brasil” e “atleta”.

Minutos depois, já no discurso oficial, o presidente voltou ao tema, reclamou da idade, disse que acorda cedo e faz “sacrifício” para parecer jovem, mas que vai “parar de se esforçar” após o comentário — arrancando risadas da plateia.

Lula completa 81 anos ainda este ano e é o presidente mais velho da história do Brasil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Em português, Trump avisa imigrantes: “Vai pra cadeia e volta pra casa”

Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

O governo de Donald Trump resolveu falar direto com brasileiros e demais lusófonos: quem entrar nos Estados Unidos para “roubar os americanos” será preso e deportado. A ameaça foi publicada em português pelo próprio Departamento de Estado dos EUA nas redes sociais, como parte da ofensiva dura contra a imigração ilegal.

A mensagem não deixou margem para interpretação. “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”, diz o texto, acompanhado de uma imagem de Trump e da frase “Envia-os de volta”. O mesmo aviso foi divulgado também em inglês e espanhol.

Segundo o governo norte-americano, entre janeiro e dezembro de 2025, mais de 605 mil imigrantes foram deportados. Outros 1,9 milhão teriam se “autodeportado”, ou seja, deixado o país por conta própria, pressionados por campanhas nas redes sociais e incentivos financeiros oferecidos pelo governo.

No centro dessa política está o ICE, polícia de imigração que atua em várias cidades prendendo estrangeiros em situação irregular. A atuação tem gerado protestos, inclusive após uma operação em Minneapolis que terminou com a morte de uma cidadã americana, reacendendo o debate interno — enquanto Trump mantém o discurso firme de tolerância zero.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Toffoli estica investigação da PF sobre Banco Master por mais 60 dias

Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro do STF Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias a investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Relator do caso, Toffoli atendeu a um pedido da PF, mantendo o inquérito em sigilo e dando fôlego extra às apurações.

Na decisão, o ministro alegou que a Polícia Federal apresentou “razões suficientes” para a prorrogação. O pedido veio após a operação da última quarta-feira, que ampliou o cerco sobre os investigados e revelou indícios de novos possíveis crimes, segundo a própria PF.

Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos, que inicialmente ficariam sob guarda do STF. Depois, Toffoli mudou a decisão e transferiu a custódia do material para a Procuradoria-Geral da República, autorizando o acesso de quatro peritos da PF para análise dos dados.

A operação mirou endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e resultou na prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Também entraram na mira da PF nomes conhecidos do mercado financeiro, como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, em uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes na instituição.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Atuação de Toffoli no caso do Banco Master é considerada ‘atípica’ por investigadores e advogados criminalistas

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A condução da investigação sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, do STF, tem sido considerada atípica por investigadores e advogados criminalistas.

Embora não haja críticas públicas, nos bastidores há estranhamento com decisões do ministro. Um dos principais questionamentos é por que o caso tramita no Supremo, já que, até o momento, não envolve parlamentares com foro privilegiado.

Aliados de Toffoli afirmam que ele domina o processo e que o sigilo é normal em investigações. Já outra ala da Corte vê a postura com desconforto.

Toffoli levou o caso ao STF após pedido da defesa do dono do banco, Daniel Vorcaro. Na ocasião, a PF havia apreendido um documento que mencionava um deputado, mas o material não fazia parte do foco da investigação.

Outras decisões também geraram críticas. Uma delas foi a tentativa de submeter um diretor do Banco Central a uma acareação com investigados. Após recurso do BC, o ministro esclareceu que o diretor não era investigado, e a PF cancelou a medida.

Na semana passada, Toffoli entrou em conflito com a Polícia Federal ao criticar a investigação e retirar dos agentes a análise inicial do material apreendido na Operação Compliance Zero.

Primeiro, determinou que os itens fossem enviados lacrados ao STF. Depois, transferiu a perícia para a PGR. Em novo recuo, autorizou novamente a PF a realizar a análise.

A decisão causou surpresa, já que a Polícia Federal possui equipe técnica especializada em perícias digitais.

Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais alertou que o atraso ou a realização de exames fora das unidades oficiais pode resultar em perda de provas, especialmente em dispositivos eletrônicos, onde vestígios podem ser alterados automaticamente pelos sistemas.

Segundo a entidade, a perícia da PF tem estrutura técnica e científica adequada para garantir a preservação das provas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Bolsonaro tem episódios de soluço em primeira noite na Papudinha e fica sem contato com outros presos

Foto: STF/Divulgação e Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a primeira noite detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, após ser transferido para o local na tarde de quinta-feira (15).

Segundo a Folha, Bolsonaro teve episódios de soluço, mas não apresentou queixas até a manhã desta sexta-feira (16). Ele permanece isolado, sem contato com outros presos.

O ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, também condenados pela tentativa de golpe, estão em outra unidade do complexo e não tiveram contato com o ex-presidente.

A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também ordenou a realização de uma nova avaliação médica por uma junta da Polícia Federal. Após o laudo, Moraes decidirá se Bolsonaro seguirá na Papudinha ou será levado a um hospital penitenciário.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A análise médica antecede a decisão sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

Apesar das críticas da família sobre as condições de custódia, Moraes afirmou que o cumprimento da pena não é “estadia hoteleira”. Na Papudinha, Bolsonaro mantém direito a atendimento médico 24 horas, visitas de seus médicos, fisioterapia e alimentação especial. A cela, com capacidade para quatro pessoas, está sendo usada apenas por ele.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gastos públicos alcançam R$ 233 bilhões nos 15 primeiros dias de 2026

Foto: Reprodução/Pixabay

Nos primeiros 15 dias de 2026, os gastos públicos no Brasil somaram R$ 233 bilhões, segundo dados da plataforma Gasto Brasil, atualizados às 18h30 desta quinta-feira (15).

Do total, R$ 94,7 bilhões foram gastos pela União, R$ 65,9 bilhões pelos estados e pelo Distrito Federal, e R$ 72,6 bilhões pelos municípios.

No mesmo período, a arrecadação registrada pelo impostômetro foi de R$ 203,7 bilhões.

Ou seja, as despesas superaram as receitas em cerca de R$ 29,3 bilhões.

A plataforma Gasto Brasil foi criada em abril de 2025 pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Os gastos são fiscalizados pelos tribunais de contas, enquanto os dados de arrecadação são divulgados oficialmente pela Receita Federal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CASO BANCO MASTER: Toffoli reduz de 5 para 2 dias prazo para Polícia Federal colher depoimentos

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), reduziu de cinco para dois dias o prazo para a Polícia Federal colher os depoimentos dos investigados no caso do Banco Master.

A decisão foi tomada após a PF alegar limitações de pessoal e de espaço no STF para realizar as oitivas. Antes, os interrogatórios estavam previstos para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro. Agora, a corporação deverá apresentar um cronograma concentrado, com dois dias consecutivos de depoimentos.

Toffoli já havia determinado, em dezembro, que os investigados fossem ouvidos em até 30 dias. Desde então, passou a cobrar publicamente a PF, citando “falta de empenho” no andamento das apurações. A corporação atribui os atrasos a dificuldades operacionais.

O ministro é relator do inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília, já foram ouvidos pela PF no fim de dezembro e participaram de uma acareação no STF.

Nesta quinta-feira (15), Toffoli autorizou quatro peritos da Polícia Federal a terem acesso direto a todo o material apreendido na investigação. As provas da segunda fase da Operação Compliance Zero também serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que acompanhará a extração dos dados.

A medida altera decisão anterior que concentrava a análise das provas no STF e na PGR, o que impedia a PF de acessar os dados. A corporação alertou que isso poderia prejudicar a investigação, argumento aceito pelo ministro.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro e resultou em sete prisões, incluindo a de Daniel Vorcaro, detido ao tentar deixar o país. Ele foi solto dias depois, mas segue como um dos principais alvos da apuração.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Michelle reclama de ida de Bolsonaro para Papudinha após conversar com ministros do STF por prisão domiciliar

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Centro de Detenção Provisória da Papuda, em Brasília, conhecido como “Papudinha”.

Michelle afirmou, nas redes sociais, que o marido é inocente e negou qualquer tentativa de golpe. Ela voltou a criticar a condenação e defendeu a concessão de prisão domiciliar. “Meu marido não cometeu crime algum. Não houve golpe. Está tudo errado desde o início”, escreveu.

Segundo apuração do jornal O Globo, Michelle se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do STF, em uma tentativa de sensibilizá-lo sobre o estado de saúde de Bolsonaro.

Na publicação, a ex-primeira-dama destacou o impacto pessoal da situação. Disse carregar a dor do marido, da filha e de pessoas próximas, e afirmou que o lugar de Bolsonaro “é em casa, com a família”.

Nos bastidores, aliados avaliam que a transferência para a Papudinha representa uma melhora nas condições de custódia e pode ser um passo rumo à prisão domiciliar. Bolsonaristas atribuem a mudança à atuação de Michelle e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também procurou ministros do STF.

A postagem foi acompanhada por uma mensagem religiosa, reforçando a ligação de Michelle com o público evangélico.

Opinião dos leitores

  1. Michelle Bolsonaro, uma mulher digna e honrada lutando contra uma legião de canalhas do executivo, do legislativo e do judiciário.
    Deus proverá!

    1. Mas que engraçado! Tu é burra é? Ela é Presidente Nacional do PL Mulher, já a tua tal Janja Gastazona só faz usar o meu e teu dinheiro para luxar

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeitura de Natal divulga atrações do Carnaval 2026: Wesley Safadão, Grafith, Alceu Valença, Carlinhos Brown e mais

Foto: Secom/Prefeitura de Natal

A Prefeitura do Natal anunciou, nesta sexta-feira (16), as primeiras atrações confirmadas para o Carnaval 2026. Os shows de Wesley Safadão e Natanzinho Lima estão garantidos na prévia que acontece na Avenida da Alegria, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro.

Segundo o prefeito Paulinho Freire, a estrutura do evento será ampliada, com três trios elétricos circulando ao mesmo tempo — um a mais que no ano passado. A medida busca melhorar o fluxo do público e fortalecer a festa.

Haverá mudanças nos polos do carnaval. O palco da Praça Cláudio Porfírio será transferido para a área da engorda de Ponta Negra. Já o percurso alternativo sairá do Praia Shopping, com pranchão e atrações locais ao som de frevo e músicas carnavalescas.

A programação será distribuída em três polos: Praia de Ponta Negra, entorno do Ginásio Nélio Dias e Avenida da Alegria, na Redinha. Um pranchão também circulará em Ponta Negra.

A prefeitura informou que os demais detalhes, como datas, horários e novas atrações, serão divulgados em breve no portal oficial do município.

Confira atrações já confirmadas:

Opinião dos leitores

  1. O Carnaval autêntico e gostoso só aquele que é acompanhado por “bandinhas”, o resto, é mercadoria sem nota do Paraguai.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

União paga R$ 226 milhões em dívidas atrasadas do RN em 2025

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Tesouro Nacional pagou R$ 226,19 milhões em dívidas atrasadas do Estado do Rio Grande do Norte ao longo de 2025. As informações constam no Relatório de Garantias Honradas pela União, divulgado nesta quinta-feira (15).

Os pagamentos referentes ao RN foram feitos em três etapas: R$ 116,93 milhões no primeiro quadrimestre, R$ 94,88 milhões no segundo e R$ 14,39 milhões no terceiro.

Apesar do desembolso, a União conseguiu recuperar R$ 228,52 milhões das dívidas do Rio Grande do Norte. O valor supera o montante pago porque inclui juros, multas e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo.

Em todo o país, o governo federal honrou R$ 11,08 bilhões em dívidas garantidas de estados e municípios em 2025. Os maiores valores foram destinados ao Rio de Janeiro, com R$ 4,69 bilhões, Minas Gerais, com R$ 3,55 bilhões, Rio Grande do Sul, com R$ 1,59 bilhão, e Goiás, com R$ 888 milhões.

Esses estados fazem parte do Regime de Recuperação Fiscal, que permite o refinanciamento das dívidas em até 360 meses e suspende temporariamente a cobrança das contragarantias pela União.

Desde 2016, o governo federal já pagou R$ 86,52 bilhões em garantias de operações de crédito de entes subnacionais, mas recuperou apenas R$ 5,9 bilhões desse total. A baixa recuperação ocorre porque grande parte das dívidas envolve estados no regime fiscal, compensações por perdas de arrecadação de ICMS e casos impedidos por decisões judiciais. Somente em dezembro de 2025, a União pagou R$ 1,48 bilhão em dívidas garantidas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *