A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitora) o monitoramento das redes sociais de 81 perfis supostamente dedicados a propagar informações falsas contra o candidato petista, ameaçar instituições democráticas e desestabilizar o processo eleitoral. Os perfis operam no Telegram e no Twitter.
A pedido da campanha petista, o TSE abriu na semana passada uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) para investigar o que o PT batizou de “ecossistema de fake news” criado por aliados do presidente Jair Bolsonaro para atacar Lula nas eleições. Ao abrir a ação, o ministro Benedito Gonçalves enfatizou que a medida era importante como tentativa de frear a desinformação nas campanhas.
O TSE concordou em monitorar apenas os perfis de Carlos Bolsonaro, sem especificar qual seria o tratamento reservado aos outros perfis apontados pelo partido. Agora, no novo pedido, o advogado Angelo Ferraro, que atua na campanha, pede o monitoramento de todos os perfis.
Na reta final das eleições, aliados de Lula têm preocupação especial com o Telegram, que tem maior potencial de ser instrumento de propagação de fake news, diante da maior dificuldade de monitoramento da rede.
Um assalto com dois reféns foi registrado na manhã desta quinta-feira (15) em uma casa lotérica localizada no bairro Santos Reis, no município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, que conseguiram controlar a situação e deter um suspeito, sem que houvesse feridos.
Confira a nota da PM:
*NOTA*
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) informa que foi acionada, na manhã desta quinta-feira (15), para atender uma ocorrência de assalto com dois reféns em uma casa lotérica, no bairro Santos Reis, no município de Parnamirim.
De imediato, equipes da Força Tática do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) deslocaram-se até o local, onde realizaram os procedimentos cabíveis à situação e conseguiram deter um suspeito, que estava armado com uma arma branca. As vítimas foram preservadas, sem registro de ferimentos.
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) também foi acionado para apoio, porém, ao chegar ao local, a ocorrência já se encontrava controlada.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a adoção dos procedimentos legais cabíveis. A Polícia Militar reforça seu compromisso com a pronta resposta às ocorrências e com a segurança da população.
A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.
Em nota oficial o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.
Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.
Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.
De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.
A maioria dos brasileiros defende que o Brasil adote uma posição de neutralidade diante da crise na Venezuela e da operação conduzida pelos EUA no país. É o que aponta a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15).
Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados afirmam que o Brasil deve se manter neutro em relação às ações dos EUA contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Outros 18% defendem que o país apoie as ações do presidente Donald Trump, enquanto 10% avaliam que o Brasil deve se opor à operação americana. 6% não souberam ou não quiseram responder.
Na mesma rodada da pesquisa, 46% dos brasileiros disseram aprovar a operação dos EUA na Venezuela, enquanto 39% desaprovam.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A divulgação das notas do Enem, prevista para esta sexta-feira (16), marca um dos momentos mais aguardados e decisivos da vida de milhares de estudantes em todo o país. É quando a expectativa encontra a estratégia. Mais do que comemorar ou se frustrar com o resultado, este é o instante de respirar fundo, buscar informação de qualidade e planejar com cuidado os próximos passos rumo à universidade pública.
Com as notas em mãos, começa a contagem regressiva para as inscrições do Sisu 2026, que acontecem de 19 a 23 de janeiro. E, segundo a orientadora pedagógica do Colégio Porto, Kennia Ísis, entender como o sistema funciona faz toda a diferença no resultado final.
“O Sisu não é sorte. É informação, acompanhamento e estratégia. Quem compreende o processo consegue usar melhor a própria nota e aumenta muito as chances de aprovação”, destaca.
Antes mesmo da abertura das inscrições, os candidatos já podem consultar no site do programa a quantidade de vagas disponíveis, os cursos, as instituições e as regras específicas de cada universidade, como notas mínimas e critérios para cotas. Em 2026, o Sisu vai ofertar no Rio Grande do Norte 14,2 mil oportunidades, distribuídas entre universidades federais, IFRN e UERN.
Kennia explica que o primeiro passo é simples: acessar o site oficial do Sisu com a conta Gov.br. O sistema puxa automaticamente a nota do Enem. A partir daí, o estudante pode escolher até duas opções de curso, variando entre universidades, turnos ou modalidades.
Um ponto que merece atenção especial, segundo a orientadora, é o acompanhamento diário das notas de corte. “Elas funcionam como um termômetro, não como uma sentença final. Mudam todos os dias, principalmente no início do processo, quando costumam estar mais altas”, explica. A dica é observar as variações e ajustar as escolhas sempre que necessário, já que o sistema permite alterações até o último dia de inscrição. O que vale, sempre, é a última opção salva.
Outro detalhe que pode passar despercebido, mas influencia diretamente na classificação, é o peso das provas. Cada curso valoriza áreas diferentes do conhecimento, e essa ponderação pode mudar completamente a posição do candidato no ranking. “Verificar os pesos antes de confirmar a inscrição é essencial”, reforça Kennia.
E a atenção não termina com a aprovação. O resultado da chamada regular sai no dia 29 de janeiro, e as matrículas começam em 2 de fevereiro. Perder prazos ou documentos significa perder a vaga. Para quem não for selecionado de imediato, a lista de espera segue como uma chance real, desde que o estudante acompanhe atentamente os comunicados da instituição escolhida.
Em meio à ansiedade típica desse período, a principal orientação é clara: informação é aliada. Com planejamento, acompanhamento e escolhas conscientes, o Sisu deixa de ser um bicho de sete cabeças e se transforma no caminho mais direto entre a nota do Enem e o sonho da universidade pública.
A gestão da prefeita Nilda segue avançando na ampliação do acesso a exames e consultas especializadas em Parnamirim. A Carreta “Aqui Tem Especialidades” está em funcionamento no Parque Aristófanes Fernandes e permanece no município até fevereiro, reforçando a rede de atendimento e enfrentando demandas reprimidas que se acumulavam há anos.
A iniciativa já apresenta resultados expressivos. Foram 234 exames de ultrassonografia transvaginal e pélvica realizados, o que permitiu zerar a fila desses procedimentos específicos. No total, a carreta contabiliza 129 ultrassonografias, além de 349 consultas especializadas, garantindo mais agilidade no diagnóstico e no cuidado com os pacientes.
O atendimento ocorre exclusivamente por regulação, com pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), assegurando organização, equidade e prioridade a quem já aguardava no sistema municipal.
A carreta funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h ao meio-dia. A ação integra a estratégia da gestão Nilda de reduzir filas históricas, fortalecer a atenção especializada e garantir um atendimento mais eficiente e humanizado.
A prefeita Nilda destacou a importância da iniciativa para a saúde do município:
“Cuidar das pessoas é prioridade da nossa gestão. Estamos enfrentando filas antigas, ampliando o acesso aos exames e garantindo que os pacientes tenham atendimento com mais rapidez, dignidade e respeito”,afirmou.
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assume a pasta em um dos momentos mais delicados do governo Lula (PT). Em pleno ano eleitoral, a segurança pública voltou ao centro do debate nacional e se tornou estratégica para o Planalto, tanto pelo impacto direto na percepção do eleitor quanto pelo potencial de desgaste político.
Entre os principais desafios está a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, considerada prioridade absoluta da gestão Lula. O texto, herdado da era Ricardo Lewandowski, enfrenta forte resistência no Congresso e entre governadores, que veem risco à autonomia dos estados. O substitutivo apresentado pelo relator Mendonça Filho (União-PE) alterou pontos centrais da proposta original e incorporou temas sensíveis, como restrições ao voto de presos provisórios e a possibilidade de redução da maioridade penal via referendo.
Outro foco de tensão é o Projeto de Lei Antifacção, criado como resposta ao avanço do crime organizado. Após sofrer mudanças na Câmara e no Senado, o texto retorna agora aos deputados, com o Planalto atuando nos bastidores para evitar novas alterações que esvaziem instrumentos considerados essenciais. Caberá a Lima e Silva decidir entre negociar concessões ou bancar o risco de uma derrota política em um tema-chave para o discurso governista.
Além da articulação política, o ministro terá de enfrentar o crescimento e a sofisticação das facções criminosas, que já atuam de forma transnacional e infiltradas na economia formal. Com a insegurança voltando a figurar entre as principais preocupações da população, a cobrança por resultados rápidos tende a aumentar — justamente em um campo onde avanços estruturais raramente produzem efeitos imediatos.
Metade dos brasileiros considera aceitável que um país interfira em outro para prender um ditador, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15). O levantamento aponta que 50% dos entrevistados concordam com esse tipo de ação internacional, enquanto 41% se dizem contrários e 9% não souberam ou preferiram não opinar.
O tema foi abordado no contexto da operação dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A ação teve aprovação de 46% dos brasileiros ouvidos, enquanto 39% desaprovaram a iniciativa americana. Outros 15% não souberam ou não responderam.
A prisão de Maduro ocorreu em uma operação conduzida por forças americanas em Caracas, descrita oficialmente como uma ação policial conjunta. O líder venezuelano já era acusado pelos EUA de crimes como narcotráfico, narcoterrorismo e conspiração internacional para o tráfico de drogas, acusações que se acumulavam desde 2020.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Pouco mais de um mês após lançar a pré-candidatura ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) deixou de ser tratado pelo Centrão como uma jogada tática para blindar Jair Bolsonaro e passou a ser encarado como um nome real na disputa presidencial. O desempenho inicial do senador nas pesquisas surpreendeu dirigentes partidários e esfriou o entusiasmo de siglas que trabalhavam para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa da direita.
A escolha de Flávio pelo ex-presidente teve como pano de fundo a preservação do espólio político do bolsonarismo dentro do núcleo familiar, mesmo contrariando o desejo do centro político por um nome mais amplo. Com perfil mais pragmático e oito anos de Senado, o filho “01” superou Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na disputa interna, mas manteve desconfianças ao admitir publicamente que poderia retirar a candidatura mediante negociações ligadas à pauta da anistia.
A virada ocorreu em dezembro, quando pesquisas passaram a apontar Flávio como o opositor mais competitivo contra Lula em cenários de segundo turno. Levantamentos da Genial/Quaest mostraram o senador à frente de outros nomes da direita, inclusive de Tarcísio, reacendendo o entusiasmo da base bolsonarista e levando o PL a iniciar uma ofensiva para atrair partidos do Centrão.
Apesar do crescimento, lideranças partidárias avaliam que o principal entrave segue sendo a alta rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro. Ainda assim, o desempenho nas pesquisas já foi suficiente para mudar o cálculo político do centro, que agora observa com mais cautela se insistirá em uma candidatura alternativa ou se terá de negociar com um bolsonarismo que, mais uma vez, mostra força eleitoral.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes instaurou de ofício um inquérito sigiloso para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam quebrado, de forma irregular, o sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares. A investigação foi aberta durante o plantão do tribunal, quando Moraes atua como presidente interino, sem pedido prévio da Procuradoria-Geral da República (PGR), que informou apenas que acompanhará o caso.
A apuração ganhou força após a chegada ao STF do caso envolvendo o Banco Master. Reportagens revelaram contratos e negócios que envolvem familiares de ministros da Corte com estruturas financeiras ligadas ao banco, o que levantou suspeitas de que informações sigilosas poderiam ter sido acessadas ou vazadas por órgãos federais. Em caráter reservado, parte dos ministros defende o esclarecimento dos fatos, enquanto outra ala vê a investigação como possível pressão ou represália contra órgãos de controle.
O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão no Supremo, acentuado pelo avanço das investigações sobre as fraudes atribuídas ao Banco Master. As decisões recentes do ministro Dias Toffoli, relator do caso, incluindo medidas atípicas envolvendo a custódia de provas e atos determinados durante o recesso, aprofundaram divisões internas na Corte e provocaram críticas de investigadores e especialistas em direito penal.
O novo inquérito também reacende debates sobre o modelo adotado pelo STF em investigações abertas de ofício e mantidas sob sigilo, como o inquérito das fake news, instaurado em 2019 e ainda sem previsão de encerramento. Para críticos, a repetição desse formato amplia questionamentos sobre transparência, limites institucionais e o papel do Supremo na condução direta de apurações criminais.
O jornalista Eduardo Oinegue, âncora do BandNews no Meio do Dia e do Jornal da Band, levantou questionamentos sobre a condução dos processos ligados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Para ele, causa estranheza a escolha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para centralizar as decisões do caso, além do forte sigilo imposto às investigações.
Oinegue também criticou a falta de clareza sobre o que está sendo apurado e afirmou que a sociedade é impedida de saber detalhes relevantes envolvendo o Banco Central e o sistema financeiro. Segundo o jornalista, o excesso de sigilo alimenta suspeitas e enfraquece a confiança nas instituições responsáveis pela apuração.
Outro ponto destacado foi a relação entre Toffoli e advogados ligados à defesa do Banco Master. O âncora citou uma viagem do ministro na companhia desses advogados como elemento que levanta dúvidas sobre um possível conflito de interesses e sobre a imparcialidade na condução dos processos.
Para Oinegue, o conjunto de episódios — sigilo, conexões pessoais e decisões concentradas no STF — prejudica a imagem do Judiciário e reforça desconfianças sobre a influência do poder econômico nas decisões judiciais, ampliando o desgaste institucional em um caso de grande repercussão nacional.
De novo????? Esse pessoal quer que só existam perfis petistas, só pode!!!