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O teatro Riachuelo Hall, a melhor casa de espetáculos de Natal e uma das melhores do Brasil, viveu na noite deste sábado, cenas de intenso constrangimento.
Clarissa dos Anjos(@clarissa_anjos), que é tetraplégica, compareceu ao teatro acompanhada da irmã Camila(ambas compraram ingresso), e do noivo da irmã. O trio pretendia assistir à peça “Não existe mulher difícil”, do ator Marcelo Serrado.
Nas primeiras três vezes em que compareceu ao teatro, o acompanhante de Clarissa pôde entrar gratuitamente.
Neste sábado, para surpresa de Clarissa e de seus acompanhantes, a história foi diferente. A atendente na bilheteria disse desconhecer qualquer lei neste sentido e não permitiu o acesso, sem pagamento de ingresso, do noivo da irmã de Clarissa, que entraria como seu acompanhante.
O responsável pela bilheteria foi chamado. Trinta minutos depois, apareceu e disse que, diferentemente das outras vezes, o teatro não permitiria a entrada do acompanhante sem pagar ingresso.
Cinquenta minutos depois de muitas indas e vindas, Clarissa, impedida de entrar no teatro com o acompanhante(já que não tem como ela mesmo andar com a cadeira), teve um ataque nervoso. O que atraiu a atenção e a indignação de muitas pessoas que entravam no teatro para assistir a peça e que jantavam em restaurantes situados no terceiro piso do Midway Mall.
O Blog do BG esteve no local e conversou com Paul, o responsável pela bilheteria do teatro, que disse que não há lei municipal que trate do assunto e que houve liberalidade da casa nas vezes anteriores para que o acompanhante de Clarissa entrasse sem pagar, mas que no dia de hoje não seria permitido. O blog também conversou com a assessora de imprensa do Teatro.
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O blog também conversou com Marcos Arnaud, presidente do Instituto Superar, que confirmou que não há lei em Natal que trate do assunto. Tudo fica a critério do promotor do evento. A Destaque Promoções e o Teatro Alberto Maranhão, por exemplo, permitem a entrada gratuita do acompanhante de deficientes físicos.
A situação vivenciada por Clarissa e que causou muita indignação na frente do Teatro Riachuelo, poderia ser evitada se Natal aprovasse a lei que já existe em outras cidades do País, regulamentando o acesso gratuito de acompanhantes de pessoas com necessidades especiais.
Fica a dica do Blog do BG aos vereadores de Natal.
Em tempo: Temos que destacar o constrangimento de pessoas que testemunharam e da família de Clarissa, como também a atenção que a assessora de imprensa e o responsável pela portaria do Teatro Riachuelo atendeu o BlogdoBG
Estou passando mais ou menos por essa situação, no Teatro Riachuelo. Fiquei totalmente pra baixo quando a moça falou que cadeirante não tem direito a nada. Poxa, eu ganho pouco, tudo para deficiente é caro, quase não saio de casa e qd quero ver um show, sou barrado ou compro a entrada inteira e sem direito de reclamar. E apesar de não ter ficado tetraplégico, fraturei a coluna inteira num acidente. graças a Deus, faço coisas que a ciência duvida, mas no que se refere a girar a cadeira de rodas sozinho não aguento pq fico sentindo dores e preciso de acompanhante e nem isso tenho direito.
Eu estava lá no dia do ocorrido e desisti de assistir a peça assim como outras pessoas que iam entrar. Um absurdo o que aconteceu. Se foi liberado em outras peças o problema é da produção da peça. Não indico a peça "NÃO EXISTE MULHER DIFÍCIL PARA NINGUÉM". uMA FALTA DE RESPEITO DO ATOR mARCELO sERRADO E DA PRODUÇÃO. lAMENTÁVEL!!!
Não tenho nenhum vinculo com Clarissa e menos ainda com o Teatro Riachuelo. Sei também que a problemática da situação é maior que qualquer caso individual, e que não fique dúvida que sou completamente a favor de uma lei que permita o acesso de um acompanhante em casos como esse. Mas não posso deixar de fazer a pergunta seguinte pergunta: Porque a irmã de Clarissa não pode ser caracterizada como sua acompanhante, e sim o noivo da irmã que não tinha ingresso?
Hj.07/092011.Comemoramos a lei q. da direitos anplos ao deficientes.O bruno relatou exatamente oq.penso .Quem vai recuperar olado psico emocional da Clarissa?ninguém pensou nisso. O pai da Clarrisa é advogado. gostaria de deixar bem claro.Dinheiro nenhum vai apagar a vergonha q, essa menina passou.O caso foi fal de gesto eficiente .Uma boa conversa resolveria o problema.Na familia dos anjos temos 06 adv.Agora é pensar em recuperar a auto estima perdida.Sinto muito q. ainda passamos por casos tão lamentavel.termino perguntando Clarissa dos Anjos tem carro e voltou no mesmo.Quantos já foram utrajado e humilhados por essa equipe tão mal dirigida.
Eu estava lá com 2 amigas e vimos a cena, o principal motivo foi o descaso, poderiam ter agido de forma diferente. Apoio a Clarissa e a família, porque a conheço através de sua amiga Myclécia.
Sou amigo de Clarissa e lamento muito ocorrido no teatro. Clarissa é uma menina de ouro e não merecia passar por tal constrangimento. Como ela já havia entrado no teatro sobre essas condições isso abre precedentes pra que ela tenha direito de usufruir de seu direito novamente, a não ser que haja um aviso prévio da nova condição, o que não houve. O teatro Riachuelo é responsável sim pelo ocorrido, mesmo que o show seja organizado por outra equipe de eventos é responsabilidade do TEATRO o controle de entrada e saída de pessoas.
Fato lamentável. Sugiro aos responsáveis pelo teatro que leiam os quatro livros que essa menina publicou, e entendam um pouco mais as condições e dificuldades que pessoas na condição dela tem.
Clarissa, estamos com você!
Caro blogueiro, primeiro acho que todos deveriam lhe parabenizar, tenho acompanhado o seu blog e você tem sido o único a levantar temas importantes e polêmicos para discurssão no mundo virutal. Foi assim sobre os pastoradores e agora sobre esse triste episodio com a Clarissa no teatro Riachuelo. Sou frequentador do teatro desde a inauguração quando paguei R$ 600.00 para assistir o rei Roberto, a família Rocha nos presenteou com um equipamento de 1º mundo, temos que ter orgulho do teatro. Isso é um ponto, o outro e a humanização da equipe de trabalho.
Li todos os comentários no seu blog, mais uma vez lhe parabenizo por termos a opção de debater algo tão importante e constrangedor.
Mas voltando, no ponto humanização faltou sim bom senso ao teatro, e não me venha com essa que a LEI não existe, a própria resposta da gerente geral e de cima para baixo, já marginalizando o pessoal dizendo que eles queriam entrar de graça, pelo o que entendi se eles não tivessem dinheiro não teriam comprados nem as duas, então esse não é o caso.
Outra coisa, se deixou entrar um vez como a jovem afirma, abriram um precedente, portanto no mínimo teriam que ter avisado nesse caso a deficiente com rapidez e agilidade, que também não foi o caso.
Comento esse post sem emoção, até porque estava no Piazalle jantando com minha família e vi aquela cena deprimente, todos na mesa ficaram indiginados!!
O teatro demorou para atender e resolver sim.
Gostaria de exclarecer q. Clarissa dos Anjos.Já derubou muito preconceito.È Escritora 04livros,Pousou p campanha Natal sem Fome,pela Arquidiocese de Natal.Faz faculdade de letra na UNP. Mas a intolerancia e falta coerencia dos Dirigentes do teatro derubaram.nossa deusa.Clarissa continue lutando!!!!!!
O Teatro não tem nada a ver, até por que eles não produzem os shows por lá e não tem sequer autonomia para distribuir ingressos. Os nervosinhos que estão reclamando tem que reclamar na justiça, pra fazer a lei que fale sobre o assunto. Mas não adianta somente baixar a lei e dizer que acompanhante de deficiente tem direito a entrar gratuitamente. Tem que pensar no produtor também, que se esforça para trazer diversão ao público (muitas vezes tendo ate prejuizo).
Inclusive leis como a de meia entrada não existe sequer subsídio para o produtor, que tem que arcar sozinho com a "lei".
Vamos pensar em todos, não só em A,B ou C.
Gente…sou prima de Clarissa e gostaria de deixar claro que a questão não foi a entrada em si, foi a falta de atenção do gerente do Teatro para com ela. Em nenhum momento ele se dispos a ir até ela e explicar que não seria permitido a acompanhante dela (Camila) entrar, visto que a lei não vigora aqui em Natal. O tato é uma questão de bom senso, e isso certamente ele não teve!
Mas a irmã não ia entrar??? Ela não estava desacompanhada…. Nem foi barrada!!! Tá estranho!!!!
Se fosse pra um colunistazinho social de quinta o teatro e qualquer outro locar do genero arrumaria quantas entradas ele desejasse.
Que falta de tato desse gerente. Não é culpa do Teatro Riachuelo, mas de algumas pessoas que não estão preparadas para a função que exercem.
Estava na ocasião e vi a menina sair em prantos… Foi realmente lamantável e cosntrangedor.
Seria tão fácil se a Irma dela desse o ingresso pro namorado.. O problema todo aconteceu Pq a pessoa que guiava a cadeira portava ingresso.
Tenho uma conta no Twitter de caráter promocional (@BoadoFDS) e já realizamos promoções em conjunto com Produtores que fizeram eventos no Teatro. Em alguma situação em que ouve equivoco na lista de ganhadores ou na entrega de ingressos, o próprio teatro se prontificou e resolver os problemas. Respeito eles tem.
O teatro Riachuelo colocou Natal no circuito de eventos do país, isso é inegável, e sou uma assídua frequentadora (de classe média alta), porém ainda explora de forma absurda o valor do ingresso, e limita o espaço a quem tem um poder aquisitivo melhor, excluindo mais uma vez os menos favorecidos e fortalecendo a divisão de classes culturalmente. Ridículo este sistema de exclusão velada, reflitam…
Já que é da "classe média alta" contribua com alguns ingressos para que a dita "class C" possa frequentar a casa. Afinal quem investiu tanto no teatro precisa recuperar o que o capital investido.
…e as pessoas ainda pensam e colocando em suas pequenas cabeças que a cidade do natal tem tudo pra ser uma sede para copa,fora isso ja relatei em outros blog q em um shoping grande da cidade um cliente achou minhoca dentro do hamburguer e a gerencia disse q a culpa era do cliente,tenha fe!
vamos ser hulmide pessoa e amar o proximo sem saber a cor,classe ou religião…
Já que a citada estava acompanhada da irmã, e que as duas pagaram para entrar, não seria mais fácil o outro acompanhante também ter pago para entrar?
"Fica a dica do Blog do BG aos vereadores de Natal."
Os mesmos que votaram contra os supermercados tere postos de gasoolina pra puxarem o saco da máfia dos postos!
Acho que as pessoas não leem o blog com a devida atenção,ela já não estava acompanhada da irmã por que ela precisaria de outro acompanhante.Vivemos a era da ditadura do politicamente correto,mas bom senso e razoabilidade são sempre vindos pra ambas as partes.
O que eu percebo aqui é que ela não ia entrar sozinho visto que ela e a sua irmã estavam de posse de ingressos, e queriam que o noivo da irmã entrasse como acompanhante sem pagar ingresso..essa lei infelizmente não existe e sabemos que para toda regra existe uma exceção,mas em alguns casos se for dada a exceção para uma pessoa todas as outras vão querer o mesmo direto! frequento o teatro desde o seu inicio e nunca vi nenhuma cena de falta de respeito a ponto de barrar o cliente de entrar no estabelecimento, foi uma situação infeliz !!! Espero que a situação sirva de exemplo para uma provável lei, mas não vou sala para julgar o teatro ao qual sempre que vou sou muito bem recebido.
Há situações que não precisam de lei. O bom senso seria o suficiente, coisa que o Teatro Riachuelo não teve.
O que isso se chama?
Politicamente incorreto? Ou seria Economicamente correto?
O certo agora, é a família dessa jovem buscar a justiça e pedir uma indenização. Essa indenização deve ser paga pelos Vereadores que são inoperantes e despreparados ao ponto de não aprovarem uma lei que permita o acesso do acompanhante. A gente elege esses caras prá quê?
essa indenização sairá do bolso do contribuinte (inclusive o meu). não é por ai.
Aí não é caso de falta de lei não. É só bom senso do promotor do evento.
Ela foi impedida de entrar no evento pelo qual pagou ingresso, visto que sozinha ela não pode se locomover. Foi de pouquíssimo tato o responsável pela bilheteria.
Não precisa de lei para tudo! Não precisa de lei para saber que ela precisava do acompanhante entrando com ela.
Prezada Clarissa
Sentimos muito que você tenha se sentido constrangida, não era a nossa intenção.
Vamos repassar o que aconteceu: Até hoje, nenhum portador de necessidades especiais entrou no Teatro Riachuelo sem a apresentação do ingresso, como você ressaltou, essa política não é adotada . Ontem você e seus 2 amigos gostariam que um de vocês entrasse sem pagar, pois o seu acompanhante já possuia um ingresso, mas a terceira pessoa não. Talvez tenha demorado alguns minutos para vocês descobrirem a política do Teatro, pois existia uma fila de pessoas comprando ingressos de ultima hora. No momento que você foi atendida, imediatamente você foi orientada de como é , hoje, a política do Teatro.
Não concordando com ela, você demonstrou a sua indignação na entrada do Teatro.
Quando essa situação se apresenta, preferimos não discutir com o cliente .
Gostaríamos de esclarecer que nós somos um espaço de locação e que cumprimos uma política previamente concordada por várias partes, nos deixando impossíbilitados de mudá-las na hora. Quando uma situação nova aparece, levamos o fato para as reuniões de diretoria para serem analisadas e futuramente adotadas.
Quem já foi no Teatro Riacuelo sabe o respeito que nós temos pelo público, principalmente o cuidado que dispensamos para com os seniors, crianças e portadores de necessidades especiais.
Não temos conhecimento dessa lei que você se referia, mas certamente vamos verificar, pois concordamos com você e gostaríamos que ela existisse.
Mesmo que a Lei não exista,levaremos a sua sugestão para a próxima reunião para ser analisada.
Atenciosamente
Flávia McLaren
Gerente Geral
Teatro Riachuelo
Sem dúvidas que o Teatro Riachuelo trouxe "vida" para Natal, apesar dos preços [as vezes abusivos] ainda sim falo que foi a melhor coisa que aconteceu nesta cidade!! Esse episódio poderia ter um final feliz… Como ela entrou outras vezes com acompanhante… Fica provado que A PRODUCÇAO DE CADA espetáculo age da forma diferente. "Ou seja: Há produtores e PRODUTORES"
AH povo pão duro….Custava franquear a entrada para a Clarissa e seu acompanhante?
Intransigência! Tudo por causa de UM ingresso? Precisava ter uma Lei? Se fosse um grupo de pessoas…
O teatro Riachuelo é uma das poucas casas de Natal que respeitam os clientes não só quando o assunto é acessibilidade, mas também quando se trata de segurança, ingresso para estudante, estacionamento, horários de cordo com o divulgado…
As autoridades de Natal precisam cuidar é dessas festas que ocorrem em vias públicas, que poluem a cidade sonora e visualmente e as pessoas precisam saber que pagam um valor exorbitante para entrar em determinadas festas simplesmente porque os organizadores dizem que o ingresso esgotou quando, na verdade, eles repassaram para os cambistas venderem.
Aadorava o teatro riachuelo, um bonito espaço, mas depois dessa….. 🙁 não é porque não tem lei que eles não vão fazer isso!! tem que respeitar o proximo. como e que a coitada ia entrar dentro do teatro sem nenhum acompanhante, se ela anda de cadeira de rodas!!
ela já estava acompanhada da irmã
Nossa…Não cheguei a presenciar o fato cheguei atrasada 15 min. A Clarissa sendo tetraplégica ou seja perda dos movimentos dos membros superiores e inferiores é CLARO que ela depende de uma pessoa p se locomover. Lamentável q esta Lei "não funciona aqui", Clarissa não deixe isso barato procure a Associação dos Deficientes Físicos do Estado do Rio Grande do Norte – ADEFERN http://adefern.vilabol.uol.com.br/index.htm