Política

CPI da Pandemia analisa relatório final nesta terça-feira; veja como será votação

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia será votado nesta terça-feira (26), a partir das 10h. A sessão deverá encerrar os trabalhos de seis meses que reuniram evidências de supostos crimes cometidos por autoridades durante a pandemia da Covid-19 no Brasil, e apontam os possíveis autores.

Foram 67 reuniões, mais de 500 requerimentos e 190 quebras de sigilo apresentadas em 1.180 páginas — até agora — pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é mencionado 80 vezes no relatório e lidera a lista dos supostos crimes com nove citações. Há ainda quatro ministros, três ex-ministros, empresários e médicos que defendem tratamentos ineficazes.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou à CNN que mais dez nomes e duas empresas serão incluídos nos pedidos de indiciamento. Caso confirmado, o número de indiciados no relatório final passa para 78.

Na segunda-feira (25), o senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu à CNN o indiciamento do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), no relatório final CPI para evitar uma “injustiça com o povo amazonense” por parte de uma “CPI histórica”.

Segundo Randolfe, o adendo pedido por Braga deve ser atendido, mas Lima não estará entre os indiciados.

Aprovadas pela CPI, as propostas de indiciamento contidas no relatório devem ser encaminhadas ao Ministério Público e à Câmara dos Deputados. O objetivo é que se promova a eventual responsabilização civil, criminal e política dos acusados.

Se o documento recomendar mudanças legislativas, elas passam a tramitar como projetos de lei no Congresso Nacional.

Saiba como será votação

A sessão final desta terça-feira deve ser aberta com Renan Calheiros lendo as mudanças realizadas no relatório desde a última leitura no último dia 20. Os senadores do chamado G7, grupo que comanda a CPI da Pandemia, discutiram na noite de segunda-feira 13 pontos para acrescentar ao relatório final que será votado pela comissão, entre eles novos indiciamentos.

Na sequência, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), deverá passar a palavra para os senadores governistas, que querem apresentar um relatório extra. Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Eduardo Girão (Podemos-CE) já apresentaram propostas alternativas.

Os governistas terão 15 minutos para apresentar os votos em separado, e mais cinco minutos de tolerância, segundo o cronograma da comissão.

Após a apresentação dos relatórios “paralelos”, os senadores discutirão os pontos do documento final. Como se trata da finalização do relatório, neste caso, os 81 senadores do Congresso poderão falar caso julguem necessário. Na CPI, como titulares, são apenas 11.

Por último, acontecerá a votação nominal. Os 11 membros da CPI votam abertamente. Para aprovação do relatório final basta aprovação em maioria simples. Ou seja, seis votos a favor.

Apesar do cronograma já esteja definido, o senador presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz, pode alterar as ordens.

CNN Brasil

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Brasil

Apesar de contrato milionário, órgãos federais não reconhecem atuação de Viviane Barci

Foto: Reprodução

Três dos quatro órgãos públicos listados no contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, negam ter qualquer registro da presença da advogada em suas instalações. A jornalista Malu Gaspar publicou as informações nesta terça-feira, 13, em sua coluna no jornal O Globo.

Desde janeiro de 2024, quando o contrato entrou em vigor, Banco Central (BC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmaram não ter identificado qualquer registro de entrada de Viviane em suas dependências.

“As Procuradorias Regionais da Fazenda Nacional também foram consultadas e informaram que, após consulta às suas unidades regionais, inclusive seccionais e escritórios de representações, não foi detectada nenhuma reunião, audiência e ou entrada física da Sra. Viviane Barci de Moraes, no período de 16 de janeiro de 2024 até a presente data”, respondeu a O Globo a PGFN, órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU).

O contrato assinado entre o Master e o escritório de Viviane previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões. Uma das cláusulas determinava a criação de “cinco núcleos de atuação” perante o Judiciário, Legislativo e quatro órgãos do Executivo: BC, PGNF, Cade e Receita Federal.

O valor total estimado do acordo, caso fosse cumprido até 2027, chegaria aos R$ 130 milhões. O último ano de vigência coincidiria com o período em que Alexandre de Moraes assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Viviane ainda não se manifestou.

As relações entre Alexandre de Moraes e o BC também chamaram atenção. Segundo apurou a reportagem de O Globo, o ministro fez pelo menos quatro contatos com Gabriel Galípolo, presidente da autarquia, para tratar dos interesses do Master.

Três ligações e pelo menos uma reunião presencial teriam ocorrido durante o processo de avaliação da compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB)

O Cade, por sua vez, aprovou a aquisição sem restrições em junho passado. Já o BC vetou a operação depois de identificar fraudes relacionadas à venda de créditos do Master ao BRB.

Revista Oeste

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Geral

Kd Xoxó? faz “esquenta” em seu primeiro Batukdão na praia de Pirangi nesta sexta-feira (16)

Foto: Divulgação 

E nesta sexta-feira (16) toda a animação que já contagia o pré-carnaval de Natal faz um esquenta mais que animado. A turma do bloco Kd Xoxó? invade o veraneio mais badalado do Rio Grande do Norte na praia de Pirangi com a primeira edição do seu Batukdão nesta sexta-feira (16), no Cirquinho.

É aquela energia que só o carnaval fora de época entrega contagiando o verão na praia de Pirangi com a animação dos shows de Naninha, Capilé e Batukedô.

O Batukdão é também oportunidade para quem ainda não comprou sua camisa do Kd Xoxó, uma das mais tradicionais prévias de carnaval de Natal, que acontece no próximo dia 6 de fevereiro percorrendo as ruas do Tirol com destino ao Aeroclube com os shows de Cheiro de Amor, Ramon Schnayder, Pedro Luccas e a Banda do Negão já confirmados.

Os ingressos para o Batukdão estão à venda no site Outgo e no Seu Bastião, na praia de Pirangi. Mais informações no perfil oficial @ @kd_xoxo_ no Instagram.

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Política

Eduardo compara prisão de Bolsonaro e Maduro e diz: “Tenho inveja”

Foto: Beto Barata

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) comparou a prisão do pai, Jair Bolsonaro (PL), com a do ditador Nicolás Maduro, que está sob custódia do governo norte-americano após os Estados Unidos invadirem a Venezuela no começo do mês

Eduardo postou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (12) dizendo que o ex-presidente vive sob condições mais restritivas em cela na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, do que o venezuelano em prisão nos EUA.

“Eu tenho inveja do Maduro, porque quando você pensa que algo pode acontecer com Maduro, com certeza ele vai receber assistência médica adequada”, disse.

Em seguida, Eduardo Bolsonaro relembrou a recente queda do pai e uma suposta demora de atendimento médico. O ex-deputado ainda criticou a necessidade de aprovação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para Bolsonaro ir ao hospital.

Eduardo também disse que Bolsonaro teria demorado 20 horas para receber atendimento médico e que o socorro só teria chegado no dia seguinte à queda.

Em nota divulgada no último dia 6, a PF disse que o ex-presidente teria caído durante a madrugada e batido a cabeça em um móvel da cela. Depois, Moraes autorizou a ida de Bolsonaro ao hospital, para onde ele foi transferido por volta das 11h da manhã, realizou exames e foi diagnosticado com traumatismo craniano leve. Ou seja, não teria demorado 20 horas para o ex-presidente receber atendimento médico, como diz Eduardo.

CNN

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Política

Defesa de Bolsonaro tenta última cartada no STF e pede que plenário anule condenação

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (12) e pediu que o plenário da Corte reavalie a ação penal que resultou em sua condenação. Os advogados protocolaram um agravo regimental solicitando a anulação do processo já encerrado, numa nova tentativa de retirar o caso da análise individual do ministro Alexandre de Moraes e levá-lo ao conjunto dos ministros.

A movimentação ocorre apesar de a condenação já ter transitado em julgado em 25 de novembro, quando se esgotaram todos os recursos possíveis. Com isso, o processo foi oficialmente encerrado e Bolsonaro passou a cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão. Em dezembro, Moraes já havia rejeitado um pedido semelhante, afirmando que o tipo de recurso apresentado não se aplicava ao caso.

No novo pedido, a defesa solicita que Moraes reconsidere sua decisão anterior ou, caso não mude de entendimento, envie o recurso ao plenário do STF. A estratégia volta a se apoiar no voto vencido do ministro Luiz Fux, que se posicionou pela absolvição do ex-presidente e deixou a Primeira Turma após o julgamento.

Os advogados pedem a nulidade total da ação penal e a absolvição de Bolsonaro por crimes como organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio da União. Mesmo com o caso formalmente encerrado, a defesa insiste em reabrir a discussão na mais alta instância do Judiciário.

Com informações da CNN

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Política

Lula recua de novo, engaveta ministério da Segurança e vê PEC ameaçada no Congresso

Foto: Evaristo Sa/AFP

O presidente Lula desistiu de cumprir a promessa de criar um Ministério exclusivo da Segurança Pública e decidiu manter a estrutura atual do Ministério da Justiça até o fim do mandato. A ideia voltou à mesa após a saída de Ricardo Lewandowski, mas foi abandonada diante do risco político em ano eleitoral. Nos bastidores, aliados admitem que o combate ao crime organizado segue como um dos pontos mais frágeis do governo na corrida pela reeleição.

Sem força no Congresso, o Planalto já trabalha com a possibilidade de a PEC da Segurança — principal aposta do governo para responder às críticas da oposição — sequer avançar. A avaliação interna é de que o texto pode sair desfigurado, especialmente após o parecer do relator Mendonça Filho (União Brasil), rejeitado por líderes governistas. O líder do governo na Câmara, José Guimarães, chegou a afirmar que, se o relatório for mantido, é melhor nem votar.

Entre os principais entraves estão a divisão dos recursos do Fundo Nacional de Segurança, que ficaria restrita a estados e DF, o esvaziamento do papel da Polícia Federal no combate a facções e milícias, além de divergências sobre a atuação das guardas municipais. Para o governo, o texto atual enfraquece a coordenação nacional e fragmenta o poder da União no enfrentamento ao crime.

Enquanto o nome de Wellington Cesar Lima e Silva surge como favorito para assumir o Ministério da Justiça, o governo tenta ganhar tempo e reorganizar o discurso. Mesmo com integrantes do PT insistindo que a PEC segue como prioridade, a leitura política é clara: sem articulação e com resistência no Congresso, a principal vitrine da segurança pública de Lula corre sério risco de morrer antes de sair do papel.

Com informações do O Globo

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Economia

Etanol dispara no RN e estado lidera aumento de preços no Brasil, aponta ANP

Foto: Adriano Abreu

O Rio Grande do Norte registrou a maior alta percentual do país no preço médio do etanol hidratado, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em apenas uma semana, o valor médio do litro saltou 11,76%, passando de R$ 4,59 para R$ 5,13, enquanto a média nacional teve aumento bem mais modesto, de 0,89%. No período, 20 estados apresentaram alta, cinco tiveram queda e apenas o Amazonas manteve estabilidade.

De acordo com o presidente do Sindipostos-RN, Maxwell Flor, o principal fator para o aumento é a proximidade do fim da safra da cana-de-açúcar no Nordeste. Com estoques mais baixos e produção concentrada em poucas usinas, o estado perde capacidade de abastecimento próprio e precisa buscar combustível fora, o que pressiona os preços. Segundo ele, esse movimento é cíclico e deve se manter durante o período de entressafra.

Nos postos, o impacto já pesa no bolso dos motoristas. Em Natal, o litro do etanol já ultrapassa os R$ 5,00, chegando a R$ 5,59 em alguns estabelecimentos. Motoristas de aplicativo relatam surpresa com a alta antecipada e reclamam da perda de competitividade do combustível. Além disso, o encarecimento do etanol também começa a influenciar o preço da gasolina, já que 30% da sua composição leva etanol anidro.

O reflexo é direto nas bombas: o RN também liderou o aumento da gasolina comum, que subiu 7,81% em duas semanas, chegando a R$ 6,35 por litro. Para o setor, enquanto a produção seguir limitada e os estoques reduzidos, a tendência é de preços elevados nos próximos meses, ampliando ainda mais a pressão sobre consumidores e trabalhadores que dependem do transporte diariamente.

Com informações da Tribuna do Norte

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Geral

Lula mantém silêncio em meio a ditadura do Irã já ter matado mais de 6.000 manifestantes

Foto: Reprodução

O governo Lula (PT) mantém silêncio absoluto sobre as atrocidades cometidas pelos seus aliados do Irã, cujas forças de repressão podem ter matado mais de 6.000 manifestantes desde o início dos protestos nas ruas de Teerã, em 28 de dezembro. A informação é da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. Há subnotificação de vítimas fatais, por isso até o início da noite desta segunda-feira (12), somente era possível confirmar cerca de 700 mortes.

Apagão digital imposto pela ditadura dos aiatolás dificulta a coleta de dados, mas registros convencionais apontam para mais de 6.000 mortos. O Itamaraty distribui notas sobre quaisquer acontecimentos em outros países, mas se omite diante dos crimes cometidos por ditadores amigos.

A maioria dos assassinados pela teocracia tinha menos de 30 anos, segundo Mahmood Amiry Moghaddam, diretor da IHR. Lula relativizou a invasão da Rússia, e sempre passa pano para ditadores amigos e ídolos, como Maduro e Danel Ortega, entre outros.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

VÍDEO: Eduardo compara prisão de Bolsonaro com a de Maduro: “Tenho inveja”

Vídeo: Reprodução/Redes sociais

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (12), ter “inveja” do presidente afastado da Venezuela, Nicolás Maduro. A declaração foi feita ao comparar os locais onde o venezuelano e o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estão presos, nos Estados Unidos e em Brasília, respectivamente.

“Quando vemos esse tipo de imagem, em que ele [Maduro] pode circular por um espaço tão amplo, eu começo a comparar com o meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por uma suposta tentativa de golpe, em um dia em que nenhuma arma foi apreendida, nenhum tiro foi disparado, e em 8 de janeiro de 2023, quando meu pai estava literalmente na Disney, em Orlando”, declarou Eduardo em um vídeo gravado em inglês e publicado no X (antigo Twitter), com legendas em português.

Maduro foi capturado pelo governo norte-americano em Caracas, capital da Venezuela, no início do mês. Ele está detido em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York (EUA), frequentemente descrita como “precária”, “violenta” e “um inferno na Terra”. Conhecida como “prisão dos famosos”, a unidade abriga mais de 1,3 mil detentos e já teve um brasileiro de grande notoriedade entre seus internos, entre 2018 e 2020.

No vídeo, Eduardo afirmou ainda que tem “inveja de Maduro porque, quando se imagina que algo possa acontecer com ele, é certo que receberá assistência médica adequada”.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito da trama golpista. O ex-mandatário está detido na Superintendência da Polícia Federal.

A rotina sob custódia do ex-presidente inclui o recebimento de refeições particulares, enviadas por Michelle Bolsonaro, atendimento médico por profissionais da PF, banhos de sol de até duas horas e visitas de parentes e advogados nas terças e quintas-feiras.

O espaço, de acordo com a PF, tem 12 metros quadrados e passou por melhorias para receber o ex-presidente. A sala onde Jair Bolsonaro está preso tem ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e um banheiro próprio.

Com informações do Metrópoles

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Política

Master: TCU espera que BC retire embargos e evite racha em plenário

Foto: Reuters/Adriano Machado

O TCU (Tribunal de Contas da União) espera que o BC (Banco Central) retire, nos próximos dias, os embargos de declaração sobre a necessidade de inspeção na autoridade monetária envolvendo o Banco Master.

O gesto, se concretizado, impede que o caso seja levado ao plenário do órgão no dia 21 de janeiro e, sobretudo, blinda o relator, ministro Jhonatan de Jesus, do risco de uma derrota imposta por seus pares no colegiado.

Nesta segunda-feira (12), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, recebeu o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o relator Jhonatan de Jesus. Após dias de crise, o encontro abriu caminho para um acordo para que uma diligência seja realizada, com o BC franqueando acesso aos técnicos da AudBancos, servidores que atuam na área de auditoria de bancos públicos e reguladores financeiros.

De outro lado, o TCU se comprometeu, durante a fiscalização, a respeitar os sigilos bancário e do negócio.

Segundo apurou a CNN Brasil, o BC está disposto a retirar os embargos com a justificativa de que os pontos questionados nos embargos de declaração foram esclarecidos na reunião desta segunda-feira. Com isso, perderia sentido a manutenção do recurso previsto para ir ao plenário no dia 21.

O movimento é, na prática, uma solução jurídica que ajuda a aliviar a pressão sobre o TCU, cuja competência e atuação foram alvo de críticas no mercado financeiro, e, principalmente, evita expor o relator a uma derrota no plenário.

No encontro, segundo relatos à CNN Brasil, o ministro Jhonatan de Jesus demonstrou incômodo com vazamentos sobre o caso e se queixou de acusações de atuação política.

Na conversa, o relator reafirmou a Galípolo que não estava a serviço do Banco Master nem de seu dono, Daniel Vorcaro.

Ainda de acordo com esses relatos, o presidente do BC negou responsabilidade por vazamentos e teria concordado que o TCU atuava dentro de suas atribuições legais.

Após a reunião, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou em entrevista que o Banco Central busca o selo de qualidade do tribunal.

“Nós tivemos do Banco Central as portas inteiramente abertas e necessárias para o poder fiscalizatório do TCU. Eu agradeço muito a forma como o BC se portou porque o Banco Central quer o selo de qualidade do TCU, a segurança jurídica que o TCU pode dar”, disse o presidente em coletiva de imprensa após o encontro.

Segundo ele, na conversa, o Banco Central entendeu que o tribunal é um “colaborador”.

A jornalistas, Vital do Rêgo disse esperar que o processo dure menos de um mês e que seguirá respeitando o sigilo bancário e criminal.

“Há uma convergência de fazê-la no menor tempo possível. Efetivamente, eu não tenho como cravar uma data. Eu acho que um tempo assim, de um mês para baixo.”

Ele explicou ainda que o TCU não tem poder para reverter a liquidação do Banco Master, declarada pelo BC.

Com informações da CNN

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Geral

Lobista orientou entrega ‘discreta’ de propina a chefe no INSS: ‘Para evitar o desconforto para ele’

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Os diálogos extraídos pela Polícia Federal no celular do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mostram que ele orientou funcionários sobre a entrega “discreta” de dinheiro vivo para dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Procurada, a defesa do Careca do INSS afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento, nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas.

Uma das conversas envolvia, segundo a PF, entregas de propina para o então superintendente do INSS no Nordeste, Marcos de Brito Campos Júnior, que foi alvo da última fase da Operação Sem Desconto, em dezembro, de uma ordem para uso de tornozeleira eletrônica. Ele atualmente é diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e foi mantido no cargo mesmo após ter sido alvo da operação.

A defesa dele rebateu as acusações da PF, negou que ele tenha recebido dinheiro do esquema de desvios de aposentadorias e afirmou que ele possui um “modesto patrimônio” compatível com suas receitas. Brito colocou o cargo à disposição do Dnit para adotar as medidas que considerar pertinentes.

“O Dr. Marcos de Brito Campos Jr. possui modesto patrimônio, todo ele compatível com as suas receitas, estando inteiramente regular com suas obrigações civis e fiscais, como inexoravelmente será demonstrado perante o Judiciário ou a qualquer outra autoridade incumbida de investigar o assunto”, afirmou, em nota, o advogado Flávio Henrique Santos (leia ao final a íntegra do posicionamento).

Em 10 de agosto de 2023, o Careca do INSS pediu que um dos seus funcionários, Rubens Costa, organizasse a entrega de R$ 20 mil para Marcos de Brito.

“Bom dia. Estou em voo. Preciso de uma gentileza no modo sigiloso. O Marcos de Brito irá pegar com vc uma quantia de 20 mil reais”, escreveu por mensagem de WhatsApp. Rubens lhe pergunta se o dinheiro estava dentro do cofre. “Pegue no cofre e já deixe preparado para dar a discrição que a situação exige”, orientou o Careca do INSS.

Pouco depois, ele reforçou a orientação: “Coloque de maneira discreta em um envelope ou recipiente que não deixe transparecer o que é! Evitar o desconforto para ele!”.

A PF também identificou diálogos sobre entrega de dinheiro vivo a um assessor parlamentar do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Essas informações foram encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. O Careca do INSS está preso desde setembro, sob suspeita de comandar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS e pagamento de propina a funcionários públicos.

Leia a íntegra da nota da defesa do advogado de Marcos de Brito:

“i. O Dr. Marcos de Brito Campos Jr. foi surpreendido com a notícia de seu envolvimento na referida “Operação Sem Desconto”, inclusive por força de medidas cautelares que lhe foram impostas por ordem de S. Exa., o Min. André Mendonça, do STF;

ii. até o presente momento, porque os procedimentos judiciais seguem em sigilo máximo perante o STF, malgrado tenhamos solicitado o acesso aos respectivos autos, o mesmo não foi ainda apreciado e deferido, não sendo de nosso conhecimento, portanto, o inteiro teor das investigações que motivaram as aludidas medidas cautelares;

iii. adiantamo-nos, entretanto, sobretudo em função das notícias divulgadas pela imprensa nacional, para afirmar categoricamente que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. não participou, direta ou indiretamente, de qualquer atividade ilícita em qualquer dos cargos que tenha assumido em sua trajetória profissional, especialmente junto ao INSS, Instituição à qual é vinculado por concurso público e onde exerceu a Superintendência da Região Nordeste, até o dia 25.03.2023, antes de assumir a Diretoria de Administração e Finanças do DNIT;

iv. convém mais especialmente referir que, novamente, em função das notícias apregoadas pela imprensa, há imperiosa necessidade de refutar que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. haja recebido qualquer numerário oriundo do empresário Antônio Antunes ou de qualquer outra terceira pessoa envolvida nos atos apurados pela mencionada “Operação Sem Desconto”, tampouco tenha participado de engrenagens criminosas visando a enriquecer ilicitamente ou a lesar os beneficiários de pensão ou aposentadoria do INSS;

v. o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. possui modesto patrimônio, todo ele compatível com as suas receitas, estando inteiramente regular com suas obrigações civis e fiscais, como inexoravelmente será demonstrado perante o Judiciário ou a qualquer outra autoridade incumbida de investigar o assunto;

vi. por último, adianto a V. Sa. que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr., dado o teor das notícias de ampla divulgação nacional e considerando o profundo respeito que guarda em relação ao Departamento Nacional de Infraestrutura – DNIT, houve por bem deixar à disposição da Diretoria Geral da referida Autarquia Federal, a fim de resguardar a referida Instituição, o seu cargo de Diretor de Administração e Finanças, inclusive para permitir o pleno exercício do seu direito de defesa nos autos dos procedimentos que apuram os atos objeto da “Operação Sem Desconto”.

Com informações do Estadão

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