Política

Estudantes de medicina publicam manifesto ao Governo do RN

Os últimos decretos estaduais e a forma como o estudante da saúde vem sendo negligenciado no Estado fez com que estudantes redigissem um manifesto ao Governo do Estado por atenção. Em carta, queixam-se que continuam sem “atuar nas práticas internas e sem receber a vacinação”. Leia íntegra abaixo:

“Excelentíssima senhora Governadora do Rio Grande do Norte, Vice Governador e secretários de saúde,

Estamos vivendo um cenário mundial sem procedência histórica nos últimos 100 anos, que trouxe mudanças no cotidiano de toda a sociedade e, no nosso Estado não poderia ser diferente. Observamos e confirmamos o esforço do Governo Estadual na luta diária pela preservação da vida, manutenção da saúde, economia e educação em face à realidade da Covid-19.

Todo esse tempo, desde o surgimento dessa doença, foi possível perceber a importância dos profissionais da saúde em todo o mundo. Não à toa, a eles foi conferido o título de “heróis”, pois deram o sangue e a “vida pela vida” dos pacientes. Com isso, fica cada vez mais claro o quão indispensáveis são esses trabalhadores. Nós, enquanto estudantes da área da saúde, solicitamos que sejamos reconhecidos, na prática, como profissionais desse segmento. Somos nós, Governadores, os responsáveis pela maior parte dos atendimentos nos centros de saúde que nos recebem; somos a mão-de-obra que sempre fez, e faz, a diferença na saúde dos municípios e regiões que ofertam nossos cursos, especialmente a grande Natal.

Consideramos que, atualmente, a saúde estadual sofre um enorme desfalque, com as medidas presentes no “Decreto n° 30.383, de 26 de fevereiro de 2021”, publicado no diário oficial do Rio Grande do Norte, e com orientações via SESAP/RN, quando elas se referem a proibição dos nossos estágios. Por isso, solicitamos que o decreto seja revisto, possibilitando a manutenção das nossas atividades educacionais práticas, pois enquanto estudantes da área da saúde, temos muito a agregar ao Sistema Único de Saúde do Estado.

Em nossos campos de práticas, somos responsáveis pelos mais diversos tipos de atendimento. Atuamos em todos os níveis da atenção: desde a unidade básica de saúde, na atenção básica, até o hospital, na atenção terciária; ficando responsável por todos os serviços prestados nesses locais.

Dentre os serviços que prestamos, destacam-se, na atuação à saúde da mulher, a realização do pré-natal das gestantes, a coleta de preventivos, os rastreios dos diversos tipos de câncer que acometem essa população, como mama, aparelho reprodutor e gastrointestinal. Atuamos, também, na saúde infanto-juvenil, atendendo pré-natal, puericultura, promovendo a amamentação, estimulando a vacinação correta, orientando sobre a importância do estudo e zelando pelo desenvolvimento e crescimento saudável. Com relação à saúde do idoso, somos nós que fazemos a renovação das receitas dos seus medicamentos, o rastreio e controle das comorbidades, como diabetes, hipertensão, problemas no colesterol e obesidade. Bem como no tratamento contra o tabagismo, etilismo e outros vícios, sempre estimulando os hábitos saudáveis. Temos uma ação significativa na área de saúde mental, tratando os pacientes de forma mais humana, praticando a escuta ativa e intervindo de acordo com a realidade de cada um. Nessa área, tratamos os pacientes depressivos, ansiosos, com ideação suicida, com transtornos de personalidade, com vícios e anseios, todos do mesmo modo, sem preconceito e sem estigmas, proporcionando o acolhimento social. Além disso, desde o início da graduação somos fundamentais na promoção da educação em saúde continuada para o público e na aplicação de projetos de intervenção nas UBS ou demais cenários. Levamos o conhecimento teórico para a prática, buscando sempre o benefício do cidadão. No que diz respeito à atenção hospitalar e de urgência, realizamos todos os tipos de atendimentos, desde a dor de cabeça, a dor nas costas, até as manobras de ressuscitação e procedimentos cirúrgicos de emergência, auxiliando nossos preceptores. Em todos esses momentos, prestamos um atendimento humanizado e empático para o paciente e seus familiares.

Somos nós que atuamos, simultaneamente, em todos os cenários, da mesma forma. Pode ser UBS, UPA, Hospital de Campanha, com leito ou sem leito, fazemos o que está ao nosso alcance e o que não está tentamos até o limite. Otimizamos o serviço, realizamos procedimentos básicos e complexos (com supervisão), possibilitando que mais pessoas tenham acesso à saúde.

Grandioso é o impacto da nossa mão de obra no serviço de saúde municipal e estadual. E maior ainda é o prejuízo que esses locais têm com a nossa ausência. Por isso, não podemos esconder nossa insatisfação frente a omissão que está ocorrendo. Entendemos a situação gravíssima que o Estado e o País estão vivenciando, longe de nós pensamentos negacionistas, mas pedimos razoabilidade e plausibilidade nas ações tomadas, pois estamos sendo retirados dos nossos locais de prática estadual e institucional, perdendo a oportunidade de aprender, de ter um ensino de qualidade e, principalmente, de contribuir para a melhoria da saúde do Rio Grande do Norte, justamente nesse momento em que o conhecimento científico da área da saúde mostra-se cada vez mais necessário.

Esperamos do Governo, em seus decretos e documentos, medidas, como a aceleração do nosso processo de vacinação, consoante as orientações do Ministério da Saúde (“Informe Técnico do MS – Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19”, publicado em 18/01/2021) e não medidas que dificultem o nosso processo de aprendizado ou que diminuam o nosso serviço prestado.

Com relação ao processo de imunização, não temos tido acesso aos imunizantes, mesmo isso nos sendo garantido pelo informe do Ministério da Saúde e pelo “RN + Vacina”. No anexo 1 do “Informe Técnico – Campanha Nacional de Vacinação Contra a Covid-19”, é descrito os grupos prioritários da seguinte forma:

Trabalhadores da Saúde: […]A vacina também será ofertada para acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio Hospitalar, Atenção Básica e clínicas […]. (BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Técnico: Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Janeiro, 18/2021.)

No entanto, desde a data da referida nota técnica, não fomos inseridos em nenhum protocolo ou calendário regional para o processo de vacinação, mesmo estando cadastrados no “RN + Vacinas” e lá constando que somos do grupo 1. Além disso, não temos tido acesso às vacinas, apesar de todas essas recomendações. Desse modo, solicitamos que os estudantes da saúde sejam incluídos, na prática, no processo de imunização. Reconhecemos que a disponibilidade de imunizantes não é a ideal, mas somos do grupo prioritário, além de sermos sim indispensáveis para a aplicação de vários serviços do SUS.

Diante do exposto, vale ressaltar que, é do nosso conhecimento, que uma parcela incipiente dos alunos conseguiram a imunização, porém por dois motivos: 1) um pequeno grupo que estava atuando no rodízio do Hospital Giselda Trigueiro e da Liga Contra o Câncer, durante a primeira fase da vacinação; 2) outro grupo ainda menor de alunos conseguiram a imunização seguindo orientações fora dos protocolos publicados, ou seja, de forma não orientada.

Atualmente, estamos impedidos do acesso ao ensino prático dentro das áreas controladas das instituições (UNP, por exemplo), que seguiam todo padrão e protocolo coerente com o distanciamento social, medidas de segurança e orientações individuais de saúde; e por outro lado, é solicitado nosso auxílio no campo prático de saúde municipal, onde somos os únicos profissionais desprotegidos, sem a vacinação.

Nosso objetivo não é abandonar os estágios práticos, mas sim frequentá-los com a segurança de termos sido vacinados, pois precisamos desses locais para a nossa formação e, os pacientes e o Estado precisam da nossa contribuição. Inclusive, buscamos sempre atuar em estágios extracurriculares, como ligas acadêmicas e projetos de extensão, os quais atuam no sistema público de saúde, proporcionando benefícios a gestão e a população. Contudo, esses projetos estão impedidos, pelo decreto atual, de realizar seus processos seletivos, mesmo com todo o distanciamento e medidas de proteção. Isso resulta em um prejuízo, para o local do estágio, de 60 alunos que poderiam estar realizando atendimento público gratuito e de excelência, junto aos preceptores. Isso em apenas um estágio, fora todos os outros. Perdem com isso os acadêmicos; a população; os profissionais de saúde, que vão ficar sobrecarregados; e o Estado.

Nós, graduandos de Medicina, principalmente os dos anos finais do curso (6o ao 12o semestre), clamamos, com urgência, para sermos notados pelo governo do Estado do Rio Grande do Norte. Pois, atualmente, somos muito prejudicados com as medidas que
interrompem nossos estágios e que não permitem a nossa vacinação. Solicitamos respostas em relação a esses problemas.

Queremos deixar claro que muitas vidas dependem dessa parceria entre órgãos públicos e as Instituições de ensino dos Cursos de Medicina, em que vidas dependerão desse nosso processo de capacitação.

Temos a certeza de que o Sistema de Saúde Estadual, como parceiro histórico em nossa formação, continua precisando de nossa ajuda. Por isso, pedimos a nossa vacinação e o retorno das nossas vivências.

Natal, 03 de março de 2021,
Graduando do curso de Medicina”.

Opinião dos leitores

  1. O único curso de medicina que o governo do estado pode exercer alguma ação é o da UERN. Os demais, tratem com as suas respectivas Instituições de ensino e com seus representantes: legais diretor de curso, pró-reitoe acadêmico e reitor.

  2. De fato vcs são estudantes em estágio, não são médicos com CRM, estão afastados dos locais de estágio, sendo assim não se configura como público prioritário de linha de frente pois estão, como informado afastados dos estágios….deixe nossos heróis trabalharem…..

    1. Do jeito que você tratou o assunto, ficou parecendo que os estagiários atrapalhariam os médicos. É isso que você pensa? Se for, procure informar-se melhor antes de julgar.

      Não se pode negar o quanto essa força de trabalho faz falta para os pacientes e para o serviço de saúde, principalmente neste momento de grandes demandas.

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Economia

Carne no Brasil subiu quase 5 vezes mais que preço de exportação e dólar explica diferença

Foto: Pixabay/arte Canal Rural

A alta do dólar tem grande responsabilidade na disparada do preço da carne bovina no Brasil.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o preço pago pelos brasileiros aumentou quase cinco vezes mais que o valor das exportações. A diferença é, basicamente, explicada pelo câmbio.

Mensalmente, a FAO acompanha o preço de diversos alimentos no mundo. A pesquisa confirma que boa parte das proteínas animais ficou mais cara em 2024.

Aos clientes no exterior, produtores brasileiros cobraram média de US$ 4.952 a tonelada da carne bovina em dezembro de 2024. O valor teve reajuste de 4,3% no decorrer do ano passado.

Para a realização da pesquisa, a FAO observa o preço em dólares por tonelada. No Brasil, são consideradas a carne bovina fresca, resfriada e/ou congelada, conforme dados do Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Aos clientes brasileiros, a carne vendida nos supermercados teve aumento muito mais intenso: 20,8%, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Quase cinco vezes mais que o aumento em dólares.

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CNN Brasil

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Geral

Recomposição salarial: Governo do RN propõe pagar Segurança e Saúde em fevereiro

Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

Um dia após anunciar que a recomposição salarial de janeiro, fevereiro e março para a Segurança e Saúde só seria paga após negociação em junho, o Governo do RN se reuniu nesta terça-feira (28) com as categorias e propôs o início do pagamento para fevereiro.

Na segunda-feira (27), as categorias ficaram revoltadas ao saberem que o Governo não cumpriria com a proposta inicial que foi negociada e aprovada. Hoje, o secretário de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, foi quem se reuniu com os sindicalistas e apresentou a possibilidade. Agora o governo aguarda uma resposta.

“Acho que o diálogo foi bom, a gente apresentou uma nova proposta de implantação já agora em fevereiro das recomposições, tanto da Saúde quanto da Segurança. Acho que a recepção foi boa, É um esforço do governo. Todos sabem das dificuldades que o governo vem passando desde a redução da alíquota do ICMS, em 2024, que ela continua ainda agora em 2025, mas é um gesto do governo de respeito aos servidores, disse o secretário.

Carlos Eduardo Xavier disse esperar uma resposta positiva das categorias. “Eles ficaram de levar para as categorias. A gente imagina que vá ser vá ter um retorno positivo, porque já em fevereiro todos os servidores da Segurança e da Saúde terão já implantados nos seus contracheques as recomposições salariais”, afirmou.

O secretário de Administração, Pedro Lopes, explicou que o pagamento será possível em fevereiro porque hoje o Governo Federal anunciou um crescimento na receita que será destinada ao RN por meio do Fundo de Participação do Estado (FPE). Esse crescimento é resultado do crescimento da arrecadação do Governo Federal.

A arrecadação do governo federal fechou o ano em R$ 2,709 trilhões, informou hoje (28) a Receita Federal. É o maior valor registrado na série histórica, iniciada em 1995. Descontada a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o arrecadado ficou em R$ 2,653 trilhões, o que representa um crescimento real de 9,6% em 2024, na comparação com o ano anterior.

Segundo a Receita, o aumento decorreu principalmente da expansão da atividade econômica que afetou positivamente a arrecadação e da melhora no recolhimento do PIS/Cofins (Programa de Interação Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) em razão do retorno da tributação incidente sobre os combustíveis, entre outros fatores.

Novo Notícias

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Brasil

Ministério Público mira emendas Pix em 400 cidades e apura corrupção

Foto: Antonio Augusto/Comunicação/MPF

O Ministério Público Federal abriu, nos últimos meses, procedimentos para monitorar o uso das chamadas emendas Pix enviadas às prefeituras de ao menos 400 municípios e aos governos de três estados.

A justificativa é que essas emendas —conhecidas pela baixa transparência e pela falta de necessidade de apontar a área em que a verba é aplicada— favoreceriam “a prática de atos de corrupção e o uso inadequado de recursos públicos”.

Centenas de portarias publicadas entre setembro de 2024 e janeiro deste ano anunciam o acompanhamento de recursos que foram enviados a cidades espalhadas por todo o Brasil, além dos estados do Rio de Janeiro, do Maranhão e de Roraima.

O Ministério Público Federal abriu, nos últimos meses, procedimentos para monitorar o uso das chamadas emendas Pix enviadas às prefeituras de ao menos 400 municípios e aos governos de três estados.

A justificativa é que essas emendas —conhecidas pela baixa transparência e pela falta de necessidade de apontar a área em que a verba é aplicada— favoreceriam “a prática de atos de corrupção e o uso inadequado de recursos públicos”.

Centenas de portarias publicadas entre setembro de 2024 e janeiro deste ano anunciam o acompanhamento de recursos que foram enviados a cidades espalhadas por todo o Brasil, além dos estados do Rio de Janeiro, do Maranhão e de Roraima.

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Folha de São Paulo

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Saúde

Falta de receitas amarelas deixa pacientes sem medicamentos controlados no RN

Foto: Odair Leal/Sesacre

Pacientes que utilizam medicamentos controlados estão com dificuldade para ter acesso aos remédios por falta de receitas especiais no Rio Grande do Norte. Em clínicas de Natal, médicos têm deixado de prescrever os remédios por falta da receita tipo A, conhecida como “receita amarela”. Sem medicamentos, pacientes correm risco de ter seus quadros de saúde agravados.

Segundo norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as receitas amarelas não podem ser impressas diretamente por médicos e estabelecimentos de saúde. A partir da demanda dos profissionais, elas são enviadas pelo órgão local de vigilância sanitária – no caso do RN, é a Subcoordenadoria da Vigilância Sanitária (Suvisa), órgão estadual.

A receita amarela é usada para a prescrição de entorpecentes e alguns psicotrópicos. A Anvisa monitora a venda dos medicamentos com receita amarela para reduzir o abuso no uso das drogas.

À 98 FM, o técnico Cícero Belarmino de Oliveira, da Suvisa-RN, informou que o órgão adquiriu 10 mil blocos de receitas amarelas em 2024, com previsão de durar até março de 2025. Cada bloco tem 20 receitas, o que totaliza 200 mil receitas. A alta demanda fez com que as receitas acabassem em outubro, cinco meses antes do previsto.

De acordo com o técnico da Suvisa-RN, uma nova remessa de receitas já foi encomendada junto a um fornecedor, que deverá fazer a entrega dos blocos em até 10 dias. A previsão é que a situação esteja normalizada em 15 de fevereiro, com o envio das receitas para os médicos e estabelecimentos autorizados. Para durar até março de 2026, foram encomendados 20 mil blocos, com 20 receitas cada – totalizando 400 mil receitas.

Enquanto a nova carga de receitas não chega, a Suvisa-RN orienta que os médicos e estabelecimentos de saúde tenham máxima cautela e moderação na prescrição dos medicamentos, só dispensando remédios em casos de real necessidade. Segundo a Suvisa-RN, ainda há receitas na sede do órgão, que são liberadas sob demanda. Os demais casos devem aguardar até a chegada das novas receitas.

Portal 98FM

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Geral

VÍDEO: Robô é testado para desobstrução da rede de drenagem em Natal


A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal (Seinfra) iniciou, nesta terça-feira (28), na Lagoa do Santarém, os testes com o robô que será usado para identificar possíveis obstruções na rede de drenagem do Município. De acordo com a pasta, a tecnologia vai ajudar a identificar os problemas de forma mais ágil e eficaz.

De acordo com a Seinfra, os serviços de manutenção da rede de drenagem são realizados regularmente e, com o período de chuvas, problemas nas tubulações acontecem com frequência, causados por obstruções dentro dos tubos. Com o investimento em tecnologia avançada para a identificação desses dejetos, o processo se torna mais rápido e auxilia a verificar se há buracos ou fissuras nas galerias.

A Seinfra utilizará o robô como monitor, que consegue entrar na rede de drenagem e mostrar, por sistema de vídeo, se há objetos atrapalhando o fluxo do sistema. O processo também indica se é necessário realizar algum reparo e até mesmo se há ligações clandestinas.

Além disso, a Secretaria também fará a utilização de caminhões de hidrojato e sucção, que impulsionam o material causador da obstrução para a caixa de inspeção mais próxima. Para a titular da Seinfra, Shirley Cavalcanti, a inovação tecnológica amplia e torna mais célere todo esse trabalho de manutenção e reparo das galerias. “Com o auxílio dos robôs, vamos conseguir atuar coibindo as ligações clandestinas e fazer o desbloqueio mais ágil das tubulações na nossa rede”, completa.

Tribuna do Norte

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Brasil

Greve da Receita Federal passa de 2 meses e trava comércio exterior

Foto- Marcelo Camargo – Ag.Brasil

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura mais de dois meses, está provocando um verdadeiro colapso no comércio exterior e na logística do país. A estimativa das empresas do setor aponta que cerca de 75 mil remessas expressas de importação e exportação estão paradas nos terminais alfandegários do Brasil, impedindo a circulação de mercadorias essenciais e gerando prejuízos bilionários para empresas e consumidores.

O presidente da FPLM, deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), fez um alerta contundente sobre os impactos da paralisação. “Esses atrasos não afetam apenas as empresas de logística, mas destroem a competitividade do Brasil no mercado global. Produtos essenciais, como kits laboratoriais e peças industriais, estão presos nos depósitos, prejudicando as cadeias produtivas e colocando pequenas e médias empresas (PMEs) em risco”, afirmou o deputado.

Dados do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (SINDASP) mostram que greves anteriores resultaram em perdas de R$ 3 bilhões em apenas seis meses. Especialistas alertam que a atual paralisação pode ser ainda mais devastadora para a economia nacional.

A greve foi deflagrada em 21 de novembro, após decisão do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), que reivindica reajustes salariais. Entretanto, para a FPLM e outras entidades, o impacto econômico e logístico da paralisação é insustentável.

“A economia brasileira não pode ficar refém desse impasse. Empresas enfrentam dificuldades gigantescas, consumidores estão frustrados, e o país perde credibilidade internacional. Precisamos de uma solução urgente”, enfatizou Rodrigo Marinho, diretor-executivo do Instituto Livre Mercado (ILM).

A FPLM reforça que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Gestão e da Inovação precisam agir imediatamente para destravar as operações e evitar um colapso ainda maior no comércio exterior e na logística do país.

Diário do Poder

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Brasil

Transações por Pix voltam a crescer na 2ª metade de janeiro

Marcello Casal Jr/Agência Brasil – 4.11.2020

Após a onda de fake news de uma falsa taxação do Pix, o volume de transações voltou a aproximar-se da média histórica na terceira semana de janeiro. Dos dias 16 a 27 deste mês, o número de transferências totalizou 1,923 bilhões, alta de 0,24% em relação aos mesmos dias de novembro, segundo as estatísticas do Sistema de Pagamentos Instantâneo do Banco Central.

O levantamento vai do dia seguinte à revogação da norma que modernizava a fiscalização do Pix e de outros tipos de transferências financeiras até segunda-feira (27). Por causa de uma onda de desinformação, que acarretou fraudes, como falsos boletos de cobrança de impostos e crimes à ordem econômica, como cobrança de preços diferenciados entre Pix e outras modalidades, a Receita Federal cancelou a instrução normativa que tinha entrado em vigor em 1º de janeiro.

Em relação a dezembro, o volume de transferências via Pix caiu 13,1% na comparação entre os dias 16 e 27. No entanto, o último mês do ano historicamente tem um pico de transferências por causa do pagamento do 13º salário, das compras de Natal e das férias de fim de ano. Dessa forma, o padrão histórico mais apropriado de comparação é com o mesmo período de novembro.

A onda de mentiras sobre o Pix que circulou na primeira quinzena de janeiro fez o volume de transações cair 13,4% de 1º a 15 de janeiro em relação a dezembro. Na comparação com o mesmo período de novembro, o recuo chegou a 6,7%. Se considerar o período entre 1 e 14 de janeiro, a queda chega a 15,7% em relação a dezembro e a 7,9% em relação a novembro.

MP do governo reforçou gratuidade do Pix

Além de revogar a norma, o governo editou uma medida provisória que reforça a isenção de impostos e o sigilo bancário sobre o Pix, princípios já garantidos pela Constituição.

A MP também proíbe a cobrança de preços diferenciados pelo comércio para transações via Pix. Embora a Receita Federal tenha esclarecido que a instrução normativa não acarretaria cobrança de impostos pelo Pix, o crescimento na circulação de fake news sobre o tema forçou o cancelamento das novas regras.

R7

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Saúde

Humana Saúde esclarece situação com Hospital Rio Grande e garante atendimento aos beneficiários

Reprodução

A Humana Saúde informa que, em virtude de uma suspensão, acionou judicialmente o Hospital Rio Grande e restabeleceu de imediato os atendimentos aos seus beneficiários. Confira:

NOTA

A Humana Saúde, em razão da suspensão de atendimento comunicada pelo Hospital Rio Grande em suas redes sociais, vem a público esclarecer que não foi formalmente notificada sobre a decisão, tendo tomado conhecimento do fato apenas pelas publicações realizadas pelo hospital.

Reafirmando o compromisso com os nossos clientes, a Humana Saúde, em virtude da suspensão, acionou judicialmente o Hospital Rio Grande e foi garantida uma liminar determinando o restabelecimento imediato dos atendimentos aos nossos beneficiários.

Por fim, a Humana Saúde reitera seu compromisso e respeito com seus beneficiários e informa que continuará trabalhando para resolver essa situação da melhor forma possível, sempre com o objetivo de oferecer serviços de qualidade e excelência aos seus clientes.

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Polícia

[VÍDEO]TENSÃO: Perseguição policial em Mossoró tem troca de tiros e fuga na contramão

Uma perseguição policial cinematográfica deixou os motoristas de Mossoró em estado de alerta nesta segunda-feira.

Um veículo em fuga avançou pela contramão de uma das avenidas da cidade, enquanto as viaturas da polícia acompanhavam o suspeito pela via oposta. As cenas de tensão foram registradas e nas imagens é possível ouvir o som de disparos de arma de fogo durante a ação.

Imagens: Blog Gustavo Negreiros

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Brasil

OPINIÃO – Por que tanta indignação com as deportações de Trump se Biden fazia igual?

 

Reprodução | Instagram Folha

Os 88 brasileiros que chegaram na sexta-feira, aliás, tinham sido apreendidos no governo Biden e aguardavam a deportação.

O que mudou, então? Primeiro: agora foram aviões militares. Segundo: o presidente agora era Trump. Ele próprio alardeia seu combate contra a imigração como algo sem precedentes. Ele de fato promete aumentar substancialmente as deportações, mas o que vimos essas dias foi continuidade, não mudança.

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Opinião | Folha de São Paulo

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