Judiciário

Exclusivo: delator revela caminho das propinas para operador de Renan e do PMDB

alx_brasil-politica-renan-calheiros-20160607-03_originalÀ medida que Renan Calheiros ascendia no cenário político, tornando-se líder do PMDB, Milton Lyra subia a reboque(Andressa Anholete/AFP)

O lobista Milton Lyra é conhecido em Brasília por três apelidos: “Miltinho”, “senador” e “operador do Renan”. Boa praça, negociador arguto, sempre vestindo blazers bem cortados, amante de charutos e com bom trânsito entre os parlamentares, o empresário ganhou projeção no meio político ao se aproximar do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), no fim de 2007. Naquela época, o senador tinha acabado de cair da presidência do Senado após VEJA revelar que um empreiteiro bancava as despesas da jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha do parlamentar. Milton Lyra morava próximo a Renan, no Lago Sul, região nobre da capital federal, e começou a visitar o senador à noite, ao menos duas vezes por semana.

A amizade se estreitou de tal forma que uma das primeiras aparições do senador num evento social, depois de ser alvo de um escândalo, foi no casamento do cunhado do lobista, no mesmo período em que Mônica Veloso lançou uma autobiografia. Daquele momento em diante, os dois se tornaram companheiros e eram vistos jantando com frequência em Brasília. À medida que Renan Calheiros voltava a ascender no cenário político, tornando-se líder do PMDB no Senado em 2009 e presidente do Congresso em 2013, “Miltinho” subia a reboque, ficando cada vez mais popular e influente entre os parlamentares. Essa relação começou a ruir em meados de 2015, quando o lobista foi citado por um delator na operação Lava Jato como o operador de Renan no fundo de pensão Postalis. A partir daí, outras suspeitas de negócios espúrios em torno da relação dos dois amigos começaram a pipocar na imprensa. Mas, até então, nunca houve uma prova de que qualquer negócio ilícito que ligasse um ao outro.

Uma delação sigilosa, obtida por VEJA, revela pela primeira vez uma pista do caminho percorrido pela propina que seria destinada a Renan — e a outros parlamentares da alta cúpula do PMDB. O mapa da mina é apresentado, de forma detalhada e com notas fiscais, num acordo de colaboração assinado entre o Ministério Público Federal e o economista Nelson José de Mello, ex-diretor da fabricante de produtos de saúde e bem-estar Hypermarcas. O ex-executivo narra como foram repassados ao menos 26,35 milhões de reais para alguns políticos ligados a Lyra por meio de contratos fictícios assinados entre a companhia varejista e uma rede de empresas, sendo algumas delas fantasmas, e escritórios de advocacia e de auditoria.

Além do presidente do Senado, foram citados pelo delator: o líder do PMDB Eunício Oliveira (PMDB-CE) e os senadores Renan Jucá (PMDB-RR) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Nelson Mello também menciona o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o seu operador Lúcio Funaro. Na manhã desta terça-feira, o jornal O Estado de São Paulo revelou que a delação do ex-executivo citava propinas de 30 milhões de reais para peemedebistas.

De acordo com novos documentos da delação, o primeiro pagamento de propina feito pela Hypermarcas, no valor de 2 milhões de reais, ocorreu no fim de 2013, um ano depois de Nelson Mello conhecer Milton Lyra na antessala do gabinete do então senador Gim Argello. Naquela época, o lobista procurou o ex-executivo pedindo dinheiro para “amigos que teriam despesas de atividades políticas”. O delator diz que “Milton era respeitado e tinha prestígio entre os senadores”. Os dois simularam um contrato de prestação de serviços no valor de 2 milhões de reais.

O segundo pedido de dinheiro feito por Milton Lyra ao ex-diretor da Hypermarcas ocorreu no final de 2014. Segundo o delator seis empresas, entre elas a Credpag e os escritórios Calazans de Freitas Advogados Associados e Arc e Associados Auditores Independentes, receberam 12,35 milhões de reais. O delator diz que “entendeu que os montantes pagos eram para o Milton Lyra repassar aos amigos” – entre eles, Renan, Jucá, Eunício e Eduardo Braga. Os investigadores cruzaram as informações apresentadas por Nelson Mello com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência ligado ao Ministério da Fazenda, e concluíram que houve a “efetiva movimentação bancária”.

Ajuda para Eunício Oliveira – Ainda no ano de 2014, em meio às eleições, o ex-diretor da Hypermarcas disse que Milton Lyra o avisou que seria procurado por um “portador de Eunício Oliveira” para ajudar financeiramente na campanha do peemedebista ao governo do Ceará. Nelson Mello relata que se encontrou com um sobrinho de Eunício Oliveira, chamado Ricardo, e que “pagou despesas de empresas que prestavam serviços à campanha de Eunício Oliveira” por meio de “contratos fictícios” no valor total de 5 milhões de reais. Duas delas, a Confirma Comunicação e Estratégia e a Campos Centro de Estudos e Pesquisa de Opinião, receberam 3,35 milhões de reais. O restante foi desembolsado pela Hypermarcas a partir de uma nota fiscal emitida no valor de 1,65 milhões de reais apresentada pela Confederal Prestadora de Serviços de Vigilância e Transporte de Valores, de propriedade de Eunício.

Em abril de 2015, a Hypermarcas fez novos repasses, no valor de 7 milhões de reais, a pedido de Milton Lyra. Em contrapartida aos recursos transferidos, o ex-executivo da Hypermarcas contou que “as portas se abriam” no Senado. O ex-diretor da Hypermarcas foi afastado quando foi descoberto que ele desviou cerca de 30 milhões de reais. A companhia contratou uma empresa de auditoria e o obrigou a vender as suas ações da empresa para quitar a fraude. O ex-executivo decidiu delatar para evitar a prisão.

Apesar de negar o envolvimento na fraude, Milton Lyra reconheceu a interlocutores que tinha uma relação comercial com a Hypermarcas. Disse que vendia fraldas da empresa em seu site. Após a delação do ex-executivo, o lobista mudou de opinião. Segundo ele, “se a coisa apertar”, irá “esclarecer de uma vez todas as suspeitas relacionadas a ele”. A mensagem foi interpretada como uma ameaça de delação.

Procurado, o presidente do Senado Renan Calheiros reafirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não recebeu vantagem de quem quer que seja e que a chance de encontrar algum recurso em suas contas, sem justificativa e sem origem, é zero”. O líder do PMDB no Senado Eunício Oliveira disse que nunca teve “qualquer contato com Milton Lyra ou com Nelson Mello” e que “não tem conhecimento” de pagamentos para a sua campanha em 2014. Em nota divulgada ao mercado nesta terça-feira, a Hypermarcas confirmou a delação de seu ex-diretor e disse que o seu ex-executivo “autorizou, por iniciativa própria, despesas sem as devidas comprovações das prestações de serviços”. “A Companhia ressalta que não é alvo de nenhum procedimento investigativo e que não se beneficiou de quaisquer dos atos praticados pelo ex-executivo”. Procurado, o senador Romero Jucá afirmou que “não tem nenhuma informação” sobre a delação e que nunca autorizou ninguém a tratar em seu nome “qualquer assunto que possa envolver recursos públicos ou privados assim como doação para campanhas do partido”. Lúcio Bolonha Funaro disse por meio de nota que as suas “atividades profissionais se dão dentro da mais ampla legalidade” e que tão logo a sua defesa tenha acesso ao inquérito com os depoimentos, “tomará as providências judiciais cabíveis”. O senador Eduardo Braga informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não conhece e nem mantém qualquer tipo de relação com Milton Lyra e que nunca recebeu valores da Hypermarcas. O presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha disse que não tem conhecimento da delação e que não recebeu qualquer vantagem indevida. “Ninguém está autorizado a falar por mim e nem tenho operador”, disse. Procurado, Milton Lyra negou, por meio de sua assessoria de imprensa, “as afirmações atribuídas a suposta delação do executivo Nelson Mello” e desmentiu “que em qualquer circunstância tenha se apresentado ou agido em nome de qualquer parlamentar nas falsas situações descritas pela imprensa como possível confissão de Mello”. O ex-execut
ivo Nelson Mello não retornou até a publicação desta reportagem.

Leia abaixo trechos do relato de Nelson Mello:

“…que foi à casa da Presidência do Senado, quando era presidente Renan Calheiros, em recepções; que nessas ocasiões conheceu diversos Senadores, como Eunício Oliveira, Eduardo Braga e Renan Calheiros; que, portanto, notou que Milton era respeitado e tinha prestígio entre os Senadores; que, quando recebeu o pedido de Milton, viu que fazia sentido pagar porque este tinha vários amigos; que Milton dizia que os Senadores ajudavam as bases, tinham despesas de campanha; que Milton não pediu doação formal à campanha de ninguém, até porque não havia campanha; que Milton não especificou como seriam os pagamentos; que Milton depois indicou a empresa com a qual a Hypermarcas celebrou o contrato fictício no valor de R$ 2.000.000,00; que o depoente informou que teria que ser com emissão de nota fiscal; que nessa primeira fase o contrato foi com a Credpag Consultoria e Serviços Financeiros Ltda., empresa cujo nome estava na porta do escritório de Milton Lyra; que o contrato foi simulado, não houve a prestação de serviços, apesar da juntada de relatórios”

“…que entendeu que os montantes pagos eram para o Milton Lyra repassar aos amigos, não sabendo o depoente se este retinha parte dos valores, em troca da intermediação dos contatos mencionados; que os amigos de Milton Lyra eram os Senadores…”

“…que em um determinado momento de 2014 Milton Lyra informou que seria procurado por um portador de Eunício Oliveira; que recebeu um sobrinho de Eunício Oliveira, então candidato a governador, o qual pediu ajuda financeira na candidatura; que concordou com o pedido pela posição do Senador; que o sobrinho de Eunício Oliveira era de nome Ricardo; que pagou despesas de empresas que prestava serviços à campanha de Eunício Oliveira; que ajudou mediante contratos fictícios; que a ideia de pagar a uma empresa de Salvador foi sugestão de Ricardo; que o contrato foi no montante de R$ 3.350.000,00; que tratou com a esposa de uma pessoa que cuidava da campanha de marketing do governador, de Salvador, que são sócias de direito de 2 empresas; que essas empresas não tinham capital social suficiente para o pagamento; que ao final se providenciou uma nova nota fiscal para totalizar R$ 5.0000.000,00, esta em nome da empresa Confederal…”

Veja

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Gastronomia

Papo de Fogão – Sabor & Tradição: Conheça a pesca e a salga do camarão no Gargalheiras, em Acari e o preparo da paçoca de camarão seco

O Papo de Fogão – Sabor e Tradição vai mostrar o processo de pesca, salga e seca do camarão no Açude Gargalheiras, em Acari/RN com Titi Pescador. E D. Lourdes Medeiros, vai fazer uma paçoca com o camarão seco que vai lhe impressionar pelo sabor. E, na Dica Rápida, D. Maria Elineuza vai fazer uma iguaria, o doce de Mocotó.

Não deixe de assistir o último episódio da série Sabor e Tradição.

Patrocínio:

Governo do Estado/Fundação José Augusto e Lei Câmara Cascudo
Clan
Iskisita Atakado
Café Santa Clara
Grupo Dunas

SÁBADO
BAND
MARANHÃO, 8h
CEARÁ, 8h
PIAUÍ, 8h
PARAÍBA
TV CORREIO/RECORD, 13h30

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Mundo

Bolsas americanas desvalorizam mais de R$ 40 trilhões em dois dias

Os investidores estão reduzindo drasticamente suas exposições em renda variável em meio às incertezas sobre a continuidade da pressão tributária imposta pelo presidente Donald Trump.

Alguns países fortemente afetados estão em negociações com o governo dos EUA. Outros já anunciaram que vão “contra-atacar”.

Uma coisa é certa: a inflação será pressionada, pois os preços irão subir para todos os lados.

Os índices acionários nos Estados Unidos despencaram pelo segundo dia consecutivo, totalizando perdas de 7 trilhões de dólares ou 40,6 trilhões de reais na cotação atual. Para efeito comparativo, o PIB do Brasil é estimado em 2,2 trilhões de dólares.

Petróleo também despenca

Como se não bastasse, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC, na sigla em inglês) anunciou a elevação da produção diária em três vezes o número esperado por agentes do mercado financeiro.

O anúncio fez derreter a cotação do petróleo em mais de 7% apenas nesta sexta-feira, 4 de abril, pois somou-se ao forte ajuste das bolsas de valores o receio de recessão no maior mercado consumidor do mundo. O “ouro-negro” desvalorizou cerca de 14% em dois dias, sendo negociado neste momento a 62 dólares, na menor cotação em quase 4 anos.

 

O Antagonista

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Brasil

Raoni aconselha Lula a não explorar petróleo na Foz do Amazonas

Foto: TV Brasil/Reprodução

Durante visita a lideranças indígenas no Parque Nacional do Xingu, nesta sexta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouviu do cacique Raoni que o governo precisa se esforçar para proteger o meio ambiente.

Nesse contexto, o líder do povo Kayapó, reconhecido internacionalmente pela luta das causas indígena e da Amazônia, aconselhou o presidente a não explorar petróleo na Foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial.

“Estou sabendo que, na Foz do Amazonas, o senhor está pensando no petróleo que tem lá debaixo do mar. Eu penso que não [deveria explorar]. Porque essas coisas, da forma como estão, garantem que a gente tenha um meio ambiente, a terra com menos poluição e menos aquecimento”, disse Raoni, com ajuda de um intérprete.

“Se isso acontecer, eu sou pajé também. Eu já tive contato com os espíritos, que sabem dos riscos que a gente tem de continuar trabalhando dessa forma, de destruir e destruir e destruir”, completou.

O governo Lula prepara uma ofensiva em torno da defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

O movimento é encabeçado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e enfrenta resistência da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que participou do evento no Xingu.

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Brasil

Moraes multa Allan dos Santos em mais R$ 15.000 por posts no X

Foto: reprodução

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes condenou Allan dos Santos ao pagamento de mais uma multa no valor de R$ 15.000 após publicações no X (ex-Twitter). Em abril de 2022, o magistrado já havia aplicado uma multa de R$ 15.000 diários ao jornalista caso continuasse a publicar nas suas redes sociais.

Segundo Moraes, Allan dos Santos continuou desrespeitando medidas cautelares impostas pelo magistrado ao continuar criando perfis em redes sociais e publicando conteúdo “ilícito”. Para o ministro, o comportamento revela o “seu completo desprezo pelo Poder Judiciário”.

No documento, Moraes cita ao menos 46 ocasiões em que já determinou o bloqueio de perfis relacionados ao jornalista no Telegram, Youtube, Instagram, X, Tik Tok, OnlyFans e Rumble, “em razão de o investigado ter se utilizado do alcance de seus perfis nos aplicativos como parte da estrutura destinada à propagação de ataques ao Estado democrático de Direito, ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Senado Federal, além de autoridades vinculadas a esses órgãos”. Explica que a nova multa se refere aos seguintes posts:


A determinação é de 19 de março, mas foi publicada nesta 6ª feira (4.abr). Na ocasião, o magistrado também determinou o pagamento de multa-diária de R$ 100 mil ao X e à Meta por se negarem a entregar à PF (Polícia Federal) dados de 4 contas de Allan dos Santos em suas plataformas. A ordem foi um pedido da corporação, que investiga Allan dos Santos por divulgar conversas falsas relacionadas à jornalista Juliana Dal Piva. Ele teria forjado um diálogo em que a jornalista confessaria um suposto plano de Moraes para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poder 360

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Brasil

Além da isenção do IR, Hugo cria outras quatro comissões especiais

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta sexta-feira (4) a criação de outras quatro comissões especiais na Casa.

Os colegiados vão analisar a renegociação das dívidas dos municípios, a regulamentação da inteligência artificial, incentivo ao esporte e o Plano Nacional de Educação (PNE).

Os novos colegiados devem começar a funcionar nas próximas semanas. Com a criação oficial, agora os líderes partidários devem indicar os integrantes de cada comissão, que terão 33 titulares integrantes cada e igual número de suplentes.

Na quinta-feira (3), Hugo já havia anunciado que uma comissão especial analisará o projeto que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5.000 por mês. O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) comandará o colegiado e o texto será relatado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Relatorias com Centrão

As criações das comissões foram formalizadas no Diário Oficial da Câmara. No X (antigo Twitter), o presidente da Câmara já antecipou os nomes de quem deve comandar e relatar algumas das comissões. Para as relatorias, Hugo priorizou escolher deputados de partidos de centro.

Ele designou o deputado Romero Rodrigues (Podemos-PB) como presidente da comissão que analisará a proposta de emenda à Constituição sobre a renegociação das dívidas previdenciárias de municípios. O relator será o deputado e presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP).

Para a comissão que debaterá o PNE, Motta indicou como presidente a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e como relator o deputado Moses Rodrigues (União-CE).

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) deve relatar o projeto sobre a regulamentação da inteligência artificial. A Câmara já analisou um projeto sobre o tema, mas, no Senado, uma nova e mais ampla proposta sobre o tema foi aprovada no ano passado e enviada para análise dos deputados.

CNN

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Brasil

Esquerda está isolada, e dificuldade nas ruas é evidente e óbvia, diz Manuela d’Ávila

Foto:reprodução

Sem mandato, sem partido e se dizendo livre para traçar críticas à esquerda, a ex-deputada federal Manuela d’Ávila enxerga o próprio campo político com dificuldades de mobilização nas ruas.

Parte disso atribui ao sucesso da direita nas redes sociais, fruto de diversos fatores, e da incompreensão de que o mundo digital, hoje, não pode mais ser desassociado do mundo real.

No ano passado, deixou o PC do B, partido ao qual foi filiada por 25 anos, alegando descontentamento com os rumos da sigla. Ao avaliar a postura da esquerda, tem traçado um paralelo com o episódio no qual uma frase foi falsamente atribuída à Maria Antonieta, rainha da França no século 18, na qual dizia à população, que reclamava da falta de pão e passava fome, para se alimentar de brioches.

“Vários traços da vida institucional são, diante dos olhos do povo, luxos aos quais a população não pode se dar. A maneira como os parlamentares vivem é diferente da vida do povo trabalhador”, diz Manuela.

Durante entrevista a Folha De São Paulo, Manoela foi perguntada: “O ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva [PT] disse que é necessário reconhecer que a esquerda tem apresentado dificuldade de mobilização. Você concorda com isso?”

Manuela respondeu que “ Isso é um dado da realidade. Quem não enxerga a base social e a maneira como a extrema direita tem aglutinado setores sociais? Em contrapartida, as nossas instituições estão tentando maquiar um dado da realidade, que é duríssima. A gente precisa tirar as maiores lições disso. Essa afirmação do Edinho é, para mim, bastante evidente e óbvia, vinda de quem não está tentando negar a realidade, mas sim olhando para ela com atenção.”

Ainda durante a entrevista a ex-parlamentar foi questionada: “Caso Bolsonaro seja preso, você acredita que a direita pode se fortalecer ou enfraquecer para 2026?” E respondeu que  ”Acha  evidente que ele preso atrapalha a extrema direita, porque ele é ex-presidente e conta com prestígio popular. Mas isso não tira a competitividade da extrema direita, que mantém uma ofensiva política em torno de ideias que seguirão girando.” Finalizou.

CONFIRA ALGUMAS PERGUNTAS E RESPOSTAS FEITAS DURANTE A ENTREVISTA:

P – A comunicação do governo Lula tem sido muito criticada. Você acha que isso tem prejudicado a imagem dele?

MD – Dizer que não tem problema nenhum na comunicação seria superficial e exagerado, mas na minha interpretação, atribuir todos os problemas à comunicação também é. Quando as pessoas dizem que o problema está na comunicação, elas se referem às redes sociais e usam como sinônimos coisas que não são equivalentes. Sabendo que a extrema direita opera no mundo da desinformação, tudo o que pode ser mal interpretado é previsível na elaboração de políticas. Eu, por exemplo, em tudo o que faço já penso qual é a fake news que pode gerar.

P – Isso tem sido uma das principais causas da avaliação ruim do governo Lula?

MD – As redes não são só comunicação, elas são mobilização, organização e disputa intensa em torno de ideias. A incompreensão das redes é um dos problemas políticos mais comuns dentro e fora do governo. Mas não é exclusividade do governo. Não gosto da dicotomia falsa do real e do virtual, como falam às vezes. Parece que estamos nos anos 1980 jogando Atari quando eu escuto isso! A vida real das pessoas é atravessada pelo que circula no virtual. A série “Adolescência” não está só na Netflix, ela virou assunto nas escolas, na minha família, entre os meus amigos, na minha terapia. Como tratar o real e o virtual de forma diferente?

Ainda durante a entrevista a ex-parlamentar foi questionada: “Caso Bolsonaro seja preso, você acredita que a direita pode se fortalecer ou enfraquecer para 2026?” E respondeu que  ”Acha  evidente que ele preso atrapalha a extrema direita, porque ele é ex-presidente e conta com prestígio popular. Mas isso não tira a competitividade da extrema direita, que mantém uma ofensiva política em torno de ideias que seguirão girando.” Finalizou.

Folha de São Paulo

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Geral

VÍDEO: Janja interrompe cerimônia com Lula e pede para plateia se sentar

A primeira-dama Janja da Silva repreendeu pessoas que chamavam pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (4). “Sentem, agora não. O presidente vai falar”, disse Janja acenando para pessoas na plateia. O momento se deu durante o encontro do petista com Cacique Raoni e lideranças indígenas no Mato Grosso.

Antes de Lula falar, o cacique Raoni cobrou promessas que o presidente fez a ele desde a posse.

“Desde a posse, eu falei com o presidente, fiz uma cobrança para ele não repetir alguns erros que ele fez na gestão anterior. Eu não gostei de alguns trabalhos dele. Mas eu falei para ele: ‘Presidente, daqui para frente vamos trabalhar certo para que as pessoas sejam felizes com o nosso trabalho’. Inclusive, uma das coisas que eu pedi e que ele prometeu que fizesse uma limitação na nossa terra para garantir a proteção”, declarou.

Lula afirmou que “assegurar os direitos indígenas é prioridade absoluta”, mas que “ainda há muito a ser feito” ao demarcar e homologar terras indígenas.

“Sabemos que ainda há muito a ser feito, mas as nossas políticas convergem nesse sentido de assegurar, integralmente, os direitos indígenas, sempre enfrentando os desafios que são muitos, e precisam ser tratados de forma negociada com diálogo e transparência”, concluiu o presidente.

Poder 360

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Geral

AGU entra com recurso contra Bolsonaro em ação sobre móveis do Alvorada

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso contra a decisão da 17ª Vara Federal da Justiça do Distrito Federal, que condenou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pagar R$ 15 mil a Jair Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro por falas do petista sobre o estado dos móveis do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, quando houve a transição entre os mandatos dos dois chefes do Executivo.

Segundo a AGU, “as declarações feitas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre os móveis do Palácio da Alvorada se deram no contexto do exercício de sua função constitucional e com o objetivo de resguardar o patrimônio público”.

Além disso, por se tratar da conservação de bens públicos, advocacia argumenta que foi necessário falar publicamente do assunto em razão do “mau estado de conservação de móveis e do ambiente, além da não localização de inúmeros itens, fato constatado pela equipe inventariante ainda sob a gestão do governo anterior”.

A AGU ainda citou que a ação movida contra o governo atual nunca apontou “concretamente” fala de Lula na qual “imputaria diretamente aos autores qualquer conduta criminosa”.

Relembre

Em setembro do ano passado, a Justiça do Distrito Federal estipulou que a gestão de Lula indenizasse Bolsonaro e Michelle por danos morais no caso dos móveis do Alvorada.

Isso porque em 2023, no começo do terceiro governo do petista, Lula disse a jornalistas que “antigos ocupantes da residência oficial teriam ‘levado’ e ‘sumido’ com 83 móveis”.

Em outro momento, o atual chefe do Executivo falou que “levaram tudo”.

Apesar disso, em março de 2024, a Comissão de Inventário Anual da Presidência da República localizou todos os bens que estavam dados como perdidos.

Dessa forma, a Justiça entendeu que as afirmações de Lula “alcançaram grande repercussão na mídia nacional e internacional, acarretando mácula à sua imagem e reputação [de Bolsonaro e Michelle]”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkkkk.
    Kkkkkkk.
    Largaram a maior fake news, e agora vão contra??
    Kkkkkkkk.
    Esse adevogado geral é o Bessias é???
    O menino de recado da Dilma???
    Kkkkkkkkkkkkk.
    É somente uma pergunta.

  2. Lula e Janja falaram muitas mentiras sobre esse tema, é uma condenação justa. Não adianta ficar com mi mi mi, pague a multa e virem a página.

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Geral

Todas as cidades do RN entram em novos alertas de chuvas intensas do Inmet

Foto: Divulgação/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou os alertas de chuvas emitidos para o Rio Grande do Norte, aumentando o número de cidades: agora os avisos valem, até 10h deste sábado (5), para todos os municípios.

São dois avisos emitidos pelo Inmet:

  • Alerta laranja (perigo) – para 39 cidades – com chuvas de até 100 milímetros por dia
  • Alerta amarelo (perigo potencial) – para 146 cidades – com chuvas de até 50 milímetros por dia

Na soma, o número de cidades é maior do que os 167 municípios do Rio Grande do Norte porque há municípios que estão nos dois alertas.

O outro nível em questão no grau de severidade do Inmet é o alerta vermelho, que representa grande perigo e prevê chuvas acima de 100 mm por dia. Não há alerta deste tipo emitido para o RN.

Entre as instruções emitidas pelo Inmet, em caso de rajadas de vento, estão:

Instruções:

  • não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas;
  • não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • se possível, evitar usar ou desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Em caso de necessidade, obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)

Alerta laranja

  • A previsão é de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, além de possibilidade de ventos intensos, enre 60 e 100 km/h).
  • Há, segundo o Inmet, risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Veja cidades no alerta:

  1. Afonso Bezerra
  2. Alto do Rodrigues
  3. Angicos
  4. Apodi
  5. Areia Branca
  6. Açu
  7. Baraúna
  8. Caiçara do Norte
  9. Carnaubais
  10. Ceará-Mirim
  11. Felipe Guerra
  12. Galinhos
  13. Governador Dix-Sept Rosado
  14. Grossos
  15. Guamaré
  16. Ipanguaçu
  17. Jandaíra
  18. Jardim de Angicos
  19. João Câmara
  20. Lajes
  21. Macau
  22. Maxaranguape
  23. Mossoró
  24. Parazinho
  25. Pedra Grande
  26. Pedra Preta
  27. Pedro Avelino
  28. Pendências
  29. Porto do Mangue
  30. Poço Branco
  31. Pureza
  32. Rio do Fogo
  33. Serra do Mel
  34. São Bento do Norte
  35. São Miguel do Gostoso
  36. Taipu
  37. Tibau
  38. Touros
  39. Upanema

Alerta amarelo

  • A previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além da possibilidade de ventos intensos, entr40 e 60 km/h.
  • Há, segundo o Inmet, baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

As cidades não mencionadas no ‘alerta laranja’ estão sob o ‘alerta amarelo’.

g1-RN

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Geral

Mendonça mantém condenações de Palocci na Lava Jato e voto de Nunes Marques será decisivo

Foto: Fellipe Sampaio /STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor do recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a decisão do ministro Dias Toffoli, que havia anulado todas as ações penais contra o ex-ministro Antonio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato.

Com o voto de Mendonça, o placar está empatado: dois ministros se manifestaram a favor do recurso — Mendonça e Edson Fachin — e dois contra — Gilmar Mendes e o próprio Toffoli.

A defesa de Palocci recorreu ao STF para obter o mesmo tratamento dado a Marcelo Odebrecht, em decisão proferida em maio de 2024. Na ocasião, Toffoli considerou que houve um “conluio” entre integrantes da Lava Jato para ignorar o devido processo legal e o princípio da ampla defesa.

Mendonça, em seu voto, considerou o recurso da PGR “absolutamente imparcial à lei e aos ritos sob a justificativa de atuação em defesa de um bem maior”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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