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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

BTG/NEXUS: Nova pesquisa mostra para onde vão os votos de Cury, Caiado, Renan e Zema no 2º turno

Fotos: Reprodução

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra como os eleitores de candidatos derrotados no 1º turno estão distribuindo suas intenções de voto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os eleitores de Romeu Zema, 80% declaram voto em Flávio. No grupo que votou em Ronaldo Caiado, o percentual é de 55%.

Entre os entrevistados que afirmaram ter votado em Zema, nenhum declarou intenção de votar em Lula. Outros 12% pretendem votar em branco ou nulo e 8% não souberam ou não responderam.

No eleitorado de Caiado, Flávio registra 55% das intenções de voto, contra 27% de Lula. Outros 11% afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 7% estão indecisos ou não responderam.

Entre os eleitores de Renan Santos, Flávio aparece com 37% e Lula com 30%. Nesse grupo, 33% declaram intenção de votar em branco ou nulo.

Já entre os que votaram em Augusto Cury, os percentuais são de 43% para Flávio e 41% para Lula. Outros 13% pretendem votar em branco ou nulo e 4% não souberam ou não responderam.

O levantamento também mostra que os dois candidatos mantêm 98% dos eleitores que declararam ter votado neles no 1º turno. Entre os eleitores de Lula, 1% declara agora voto em Flávio. Entre os de Flávio, 2% afirmam que votarão no presidente.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026. As margens de erro específicas dos subgrupos não foram informadas na reportagem.

Com informações da Veja

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BTG/NEXUS: Flávio tem 58% entre evangélicos contra 32% de Lula; presidente lidera entre católicos

Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 58% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos no 2º turno da eleição presidencial, contra 32% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de 26 pontos percentuais. Entre os católicos, Lula aparece com 51%, enquanto Flávio registra 44%.

No eleitorado evangélico, 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Entre os católicos, os votos brancos e nulos somam 2%, e os indecisos representam 3%.

O levantamento também apresenta os resultados entre eleitores de outras religiões. Nesse grupo, Lula registra 51% das intenções de voto, contra 46% de Flávio. Outros 3% declararam voto branco ou nulo.

Entre os brasileiros que afirmam não ter religião, o presidente aparece com 56%, enquanto o senador alcança 37%. Nesse segmento, 8% dos entrevistados disseram que votarão em branco ou nulo.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.

Com informações da Veja

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Flávio mira oito estados para ampliar votação contra Lula no 2º turno; veja quais

Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu oito estados como prioritários para ampliar sua votação no 2º turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia concentra esforços no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Bahia e Tocantins.

O objetivo é aumentar a vantagem nos estados onde Flávio venceu no 1º turno e reduzir a diferença nos locais em que Lula obteve mais votos. Para isso, o senador conta com o apoio de governadores eleitos, candidatos que disputam o 2º turno e lideranças políticas regionais.

No Rio Grande do Sul, Flávio tem o apoio do governador eleito Luciano Zucco (PL), do senador Hamilton Mourão (Republicanos) e de Marcel van Hattem (Novo), eleito para o Senado. Em São Paulo, os principais aliados são o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Os dois confirmaram um ato de apoio ao presidenciável na Avenida Paulista para domingo (18).

Em Minas Gerais, a campanha conta com o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-governador Romeu Zema (Novo). No Rio de Janeiro, o principal aliado é Douglas Ruas (PL), eleito governador após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).

No Amazonas, Flávio aposta no palanque de Maria do Carmo Seffair (PL), que disputa o 2º turno para o governo estadual contra Omar Aziz (PSD), apoiado pelo PT. No Pará, recebeu o apoio do governador eleito Daniel Santos, conhecido como Dr. Daniel, enquanto Lula mantém a aliança com o grupo político de Helder Barbalho.

Na Bahia, a articulação envolve ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo estadual. O ex-prefeito de Salvador declarou apoio a Flávio e prometeu mobilizar suas bases políticas. Lula, por sua vez, conta com o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).

No Tocantins, Flávio firmou uma aliança com Professora Dorinha (União Brasil), candidata ao governo no 2º turno. O acordo também envolve o senador Eduardo Gomes (PL). Uma visita do presidenciável ao estado está em discussão, mas ainda depende de confirmação.

Dos oito estados considerados prioritários, Flávio venceu no 1º turno em cinco: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Lula ficou à frente no Amazonas, Pará e Bahia.

Com informações da Veja

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Geral

ELEIÇÕES 2026: RN registra 85 denúncias de irregularidades no 2º turno; Natal lidera com 30 casos

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou 85 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais no 2º turno das eleições de 2026. Os dados são do sistema Pardal, do TSE, e mostram Natal com o maior número de registros, 30 ocorrências, seguida por Mossoró, com 19, e Pau dos Ferros, com sete.

As denúncias registradas na capital representam mais de um terço do total contabilizado no estado. Entre as principais ocorrências estão suspeitas de propaganda eleitoral irregular em espaços públicos e na internet.

Além das três cidades com mais registros, Angicos contabilizou cinco denúncias, Caicó teve quatro e Nova Cruz, três. Martins, Santa Cruz e São Gonçalo do Amarante registraram duas ocorrências cada.

A propaganda eleitoral em bens públicos lidera as denúncias, com 28 registros. Em seguida aparecem a propaganda irregular na internet, com 18 casos, e em vias públicas, com 16 ocorrências.

As denúncias serão analisadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral, que deverão verificar se houve descumprimento da legislação e definir as medidas cabíveis.

Com informações do BNews RN

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GERP: Flávio chega a 53% contra 44% de Lula no 2º turno

Fotos: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert

Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% das intenções de voto no 2º turno da eleição presidencial, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de nove pontos percentuais.

No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, 1% afirmou que não votaria em nenhum dos dois, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026 e foi financiada com recursos próprios do instituto, ao custo de R$ 10 mil.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos, Flávio registra 53% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%.

Com informações do Poder360

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FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 2,4% para 2,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, passando de 2,2% para 1,9%. Os dados constam do relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta segunda-feira (12).

Segundo o FMI, a desaceleração da economia brasileira está relacionada aos juros elevados, à retirada de estímulos fiscais e às incertezas no cenário internacional. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3%.

O relatório também aponta uma piora nas perspectivas para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego, que ficou em 6% em 2025, deve subir para 6,2% em 2026 e alcançar 6,8% em 2027.

Em relação à inflação, o organismo internacional projeta uma redução de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Os percentuais correspondem à média anual de variação dos preços ao consumidor.

As estimativas de crescimento do Brasil ficam abaixo das projeções para a América Latina e o Caribe, que devem registrar expansão de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027.

Enquanto revisou para baixo as expectativas para o Brasil, o FMI elevou a projeção de crescimento da economia mundial em 2026, de 3% para 3,1%. Para 2027, a previsão global foi mantida em 3,4%.

Com informações do Poder360

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Aliados de Flávio dizem que favorito para indicação no STF é ‘conciliador’

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) apontam o perfil conciliador do ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU), como um dos principais motivos para sua possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Oliveira está entre os nomes cotados para uma das três vagas que Flávio poderá preencher no STF durante seu mandato. Há ainda uma quarta vaga atualmente aberta.

Ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Jair Bolsonaro, Oliveira mantém uma relação próxima com a família do ex-presidente. Seu pai, Jorge Francisco, que morreu em 2018, foi assessor de Bolsonaro na Câmara dos Deputados durante 20 anos.

Apesar da ligação com os Bolsonaro, aliados destacam o bom relacionamento de Oliveira com integrantes do Supremo, incluindo Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Durante sua passagem pelo governo federal, ele atuava na interlocução com o Judiciário.

Outro ponto citado como exemplo de moderação é sua atuação no TCU. Mesmo apresentando ressalvas, Oliveira nunca votou contra a aprovação das contas do governo Lula.

O ministro deverá assumir a presidência do TCU em 2027, conforme o rodízio interno da Corte. Caso seja indicado ao Supremo, a presidência do tribunal de contas ficará com o ex-senador Antonio Anastasia, considerado pelos aliados de Flávio um nome de perfil técnico.

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CRISE NA SAÚDE: Médicos podem paralisar atendimentos em UTIs do RN por falta de pagamento de honorários


Leitos de UTI do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.
Foto: Reprodução

Médicos que prestam serviços nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais regionais Tarcísio Maia, situado em Mossoró, e Nelson Inácio dos Santos, localizado em Assú, devem restringir os atendimentos nos próximos dias diante dos atrasos recorrentes nos pagamentos por parte do Governo do Rio Grande do Norte, de acordo com informações do portal RN Hoje.

Segundo o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), os honorários relativos ao mês de maio ainda não foram pagos. Uma assembleia da categoria vai acontecer hoje, às 17h, para definir as medidas que serão adotadas.

Na semana passada, os órgãos judiciais tentaram efetuar o bloqueio de 7 milhões de reais das contas do Estado para quitar a dívida. Contudo, os registos apontam que a conta única do Estado não dispunha de saldo suficiente para a transação. A instabilidade nos pagamentos estende-se também a contratos médicos firmados em Natal.

O corte ou a eventual redução na prestação de cuidados nas UTIs poderá comprometer severamente o suporte a doentes em estado crítico. O Hospital Tarcísio Maia desempenha um papel fundamenal como unidade de referência para Mossoró, bem como para diversos municípios do Alto Oeste.

Até ao momento, a administração estadual não apresentou qualquer previsão para a normalização dos pagamentos devidos aos profissionais de saúde.

Com informações do portal da 96FM e do Portal RN Hoje 

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PF aponta que Vorcaro gastou R$ 4,3 milhões financiando rede de prostituição internacional e recrutando estrangeiras refugiadas

Festa de Daniel Vorcaro com mulheres em Lisboa.
Foto: Reprodução

Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, financiou a partir de 2023 uma rede de prostituição de alcance internacional, injetando ao menos R$ 4,3 milhões no esquema, que envolvia intermediários, recrutamento de estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo. Os agenciadores selecionavam mulheres, muitas delas de fora do país, para participar de eventos privados direcionados a autoridades e amigos do banqueiro.

Mensagens obtidas pelo portal UOL evidenciam que Vorcaro atuava diretamente no negócio, não apenas como consumidor dos serviços, mas escolhendo perfis, ditando ordens e investindo financeiramente. Os diálogos revelam uma preferência do ex-banqueiro por estrangeiras refugiadas para integrar sua agência, mencionando mulheres de nacionalidades russa, ucraniana, venezuelana, argentina e polonesa.

A Polícia Federal abriu inquérito em maio para apurar a contratação dessas profissionais estrangeiras e possíveis ilicitudes. Embora a prática da prostituição não seja considerada crime no Brasil, a legislação penaliza a cafetinagem (quando terceiros lucram com o serviço, situação apontada nas mensagens) e a manutenção de estabelecimentos destinados à exploração da atividade. O eventual enquadramento por tráfico internacional de pessoas depende da comprovação de violência ou coação, aspecto que segue sob apuração das autoridades.

Os principais alvos da investigação são Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo que recebia um salário mensal de R$ 120 mil pagos por Vorcaro. Nenhum dos dois prestou esclarecimentos ao UOL. Nas conversas telefônicas recuperadas, Vorcaro e Diogo utilizavam termos pejorativos como “escravas” e “kengas” para se referir às mulheres, avaliando desempenho e condições de contratação, além de apelidar as mais jovens de “creche”.

Com informações do UOL

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MEDIDA ELEITORAL: A 12 dias do 2° turno, Lula anuncia pacote de crédito para MEIs e pequenos empresários


Foto: Reprodução/Youtube Metrópoles

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem programado para esta terça-feira (13) o anúncio de um pacote de medidas estratégicas direcionadas a microempreendedores individuais (MEIs) e a empresas do Simples Nacional.

As novas propostas abrangem linhas de crédito inéditas e ações voltadas para a contenção do endividamento entre empreendedores. O lançamento ocorre a apenas 12 dias do segundo turno das eleições e tem como meta principal estreitar os laços do chefe do Executivo com um setor do eleitorado onde a campanha identifica resistência ao seu nome.

Para formalizar as iniciativas, Lula deve assinar decretos presidenciais e encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar (PLP). Os detalhes finais do pacote foram debatidos desde o fim da última semana e concluídos pela equipe do petista na última segunda-feira (12) e no sábado (10), durante um evento de campanha no bairro do Alecrim, em Natal, onde o presidente já havia sinalizado que se reuniria com aliados para estruturar o apoio aos pequenos negócios.

Em paralelo às novas linhas de crédito e renegociação, Lula planeja retomar a defesa da ampliação do teto de faturamento anual para o enquadramento no regime de MEI, pauta que permanece travada na Câmara dos Deputados desde o mês de agosto.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. O BODE VÉIO TÁ APELANDO DEMAIS KKK. SERÁ QUE ELE ACHA QUE NINGUÉM PERCEBE QUE ISSO É PRA VER SE GANHA VOTOS? PQP KKK E TEM MAIS, ISSO É PERMITIDO? BOLSA FAMÍLIA, 6X1, MEIs, DESENROLA, GASOLINA, ETC.

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