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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

PORTUGAL: Candidato que chama Lula de ‘ladrão’ e diz que o impediria de entrar no país leva eleição presidencial ao 2º turno

Fotos: reprodução

Com 99% dos votos apurados, Antonio José Seguro (Partido Socialista) lidera a corrida presidencial em Portugal com 31%, seguido por André Ventura (Chega), que soma 23,6%. Como nenhum candidato atingiu 50%, a eleição será decidida no segundo turno.

Os votos conservadores somam 63,3%, contra 34,7% da esquerda, o que mantém Ventura como favorito para vencer o segundo turno.

Ventura, líder do partido Chega, é conhecido por declarações duras, incluindo ataques ao presidente brasileiro Lula, a quem chama de “ladrão” e já prometeu impedir o presidente brasileiro de entrar no país, se estiver no exercício do poder e o petista desembarcar em solo português. Ventura já citou que daria até “voz de prisão” contra Lula.

Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) aparece em terceiro, com 15,8%. Marques Mendes (PSD), partido do primeiro-ministro Luís Montenegro, ficou apenas em quinto, com 11,4%. O almirante Gouveia e Melo (independente) surpreendeu e alcançou 12,3%. Luís Montenegro afirmou que o PSD não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno.

Antonio Seguro voltou ao cenário político após perder espaço no PS para António Costa, que deixou o governo após um escândalo de corrupção. Já Ventura, jornalista, consolida-se como um dos principais nomes da direita portuguesa.

Com informações de Diário do Poder

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Geral

Governo Lula prepara avaliação sobre entrada no Conselho de Paz para Gaza criado por Trump

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Auxiliares do governo Lula avaliam os impactos políticos e diplomáticos do convite para que o Brasil integre o novo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo interlocutores do Planalto, a decisão não será tomada com pressa e caberá exclusivamente a Lula. O estatuto preliminar prevê mandatos de três anos, renováveis, com funcionamento baseado em contribuições voluntárias. Países que doarem ao menos US$ 1 bilhão teriam assento permanente.

O governo brasileiro analisa se o novo órgão pode complementar ou competir com a atuação da ONU, especialmente o Conselho de Segurança. Também há dúvidas sobre o escopo real das ações e possíveis sobreposições diplomáticas.

A iniciativa recebeu críticas do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que afirmou não ter sido consultado e disse que o plano vai contra a política israelense.

O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para o Oriente Médio. Trump já anunciou nomes como Marco Rubio, Tony Blair, Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Entre os chefes de Estado convidados estão Lula, Javier Milei (Argentina) e Recep Tayyip Erdogan (Turquia). Milei aceitou o convite e declarou apoio à iniciativa, afirmando que a Argentina estará ao lado de países que combatem o terrorismo e defendem a liberdade.

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Geral

Flávio Bolsonaro abre pré-campanha com giro internacional; Roteiro inclui Israel e países do Oriente Médio

Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, inicia nesta segunda-feira (19) uma viagem internacional por Israel e países do Oriente Médio, com possíveis escalas na Europa.

Ele e o irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado cassado em dezembro, foram convidados para palestrar na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, nos dias 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O evento contará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Nas redes sociais, Flávio disse estar “profundamente honrado” com o convite e reafirmou seu apoio ao povo judeu e o combate ao antissemitismo.

Após Israel, o senador deve visitar Bahrein e Emirados Árabes Unidos, buscando aproximação com governos aliados ao grupo político da família Bolsonaro. A viagem foi organizada por Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025.

O retorno ao Brasil está previsto para 15 de fevereiro. O Senado autorizou sua ausência oficial entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro.

No sábado (17), Flávio voltou a defender a união da direita contra o governo Lula. Ele citou Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado como aliados estratégicos.

“Um palanque único vai acontecer no tempo certo”, afirmou.

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Geral

VÍDEO: Novas imagens revelam detalhes do roubo ao Museu do Louvre, em Paris

Novas imagens do roubo ao Museu do Louvre, em Paris, foram divulgadas neste domingo (18). Os vídeos mostram um homem usando uma máquina para serrar a estrutura de proteção e, em seguida, tentando quebrar o vidro com socos.

As gravações foram exibidas pela emissora francesa TF1 e se espalharam pelas redes sociais. O crime ocorreu em outubro de 2025 e teve repercussão internacional.

Os criminosos estacionaram um caminhão ao lado do museu, usaram uma escada mecânica para acessar o primeiro andar, quebraram uma janela não blindada e arrombaram vitrines da Galeria de Apolo. A ação durou cerca de sete minutos, e a fuga foi feita de moto.

Oito joias históricas da monarquia francesa foram levadas. A coroa da imperatriz Eugênia chegou a ser retirada, mas foi encontrada danificada na rua.

Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, os suspeitos agiram com planejamento e experiência. Ao todo, sete pessoas foram presas.

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Em um dia, 369 mil clientes já pediram ao Fundo Garantidor de Créditos reembolso de valores investidos no Banco Master

Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou neste domingo (18) que 369 mil dos 800 mil investidores do Banco Master já solicitaram o reembolso de seus valores. Os pagamentos começam nesta segunda-feira (19).

Ao todo, R$ 40,6 bilhões serão repassados aos investidores. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com limite de R$ 1 milhão a cada quatro anos. O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site do fundo.

Segundo o FGC, cerca de 150 mil credores já concluíram o processo e devem receber o dinheiro em até dois dias úteis. O sistema registra cerca de 9 mil pedidos por hora, apesar de eventuais lentidões por excesso de acessos.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após graves irregularidades e problemas de liquidez, em meio a uma investigação sobre fraude estimada em R$ 12 bilhões.

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Países da Europa anunciam reforço da segurança no Ártico após ameaça de Trump; Groenlândia agradece apoio

Foto: Divulgação/Otan

Países europeus anunciaram neste domingo (18) que vão reforçar a segurança no Ártico em apoio à Groenlândia, após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha.

Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda divulgaram um comunicado conjunto reafirmando o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca.

“Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse comum”, afirmaram.

Nos últimos dias, França, Alemanha e Reino Unido enviaram pequenos grupos militares à ilha a pedido da Dinamarca. A ação levou Trump a ameaçar impor tarifas comerciais a oito aliados europeus caso os EUA não possam comprar a Groenlândia.

Líderes europeus alertaram para uma “espiral descendente perigosa” e prometeram manter o apoio à soberania dinamarquesa. Embaixadores da União Europeia se reunirão para discutir uma resposta às ameaças americanas.

Autoridades da Groenlândia agradeceram o apoio internacional. “Vivemos tempos extraordinários que exigem coragem”, disse a ministra Naaja Nathanielsen.

No sábado (17), milhares de pessoas protestaram na Dinamarca e na Groenlândia contra o plano de Trump. O maior ato ocorreu em Copenhague.

Trump afirma que a ilha é estratégica para a segurança dos EUA por sua localização e riquezas minerais e não descarta o uso da força, o que preocupa aliados da Otan.

Líderes da Suécia, Finlândia e Noruega criticaram as ameaças. “Não nos deixaremos chantagear”, disse o premiê sueco Ulf Kristersson. Já o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, afirmou que “ameaças não têm lugar entre aliados”.

Opinião dos leitores

  1. Chegará o dia que a Europa dará todo esse território de graça e mais outras coisas, imploraram pela ajuda americana, mas já será tarde demais.

  2. Donald Trump tá perdendo o time da história, combater o terrorismo e o comunismo é uma coisa, invadir e confiscar terra alheia sem uma boa causa é inadmissível.

    1. Verdade. Ele já vem passando do ponto, e muito! Tá perdendo o bonde da história e se consolidando como só mais um líder desequilibrado dentre tantos que já temos atualmente.

    2. Enquanto a alternativa de quem não gosta for fazer nota de repúdio, ele não vai estar nem ai. Os paises ficaram com essa de não investir em exercito e deixar o multilateralismo rolar sem freio, e agora são paises fracos que soltam notinhas de repúdio irrelevantes.

    3. choque de realidade na europa e otan; grande rotas maritimas da china e russia estão avançando por negligência ideológica;

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Geral

Síndrome da autocervejaria faz pacientes “ficarem bêbados” sem consumir álcool

Bactérias Escherichia coli coloridas no microscópio eletrônico: uma das responsáveis pela síndrome — Foto: Cavallini James/BSIP/picture alliance via DW

Embriagado sem álcool – por muito tempo isso soou como piada, mas é um distúrbio real e grave. A síndrome da autofermentação, também chamada de “síndrome da autocervejaria”, faz com que o próprio intestino produza etanol.

A condição é considerada rara, mas médicos acreditam que muitos casos não são diagnosticados e acabam sendo confundidos com alcoolismo ou outras doenças. Avanços no estudo do microbioma estão ajudando a entender melhor o problema.

Quando o intestino vira uma ‘cervejaria’

Na síndrome da autofermentação, a pessoa apresenta sinais de embriaguez sem ter ingerido álcool. Estudos mais recentes mostram que o problema não é causado apenas por leveduras, mas principalmente por certas bactérias intestinais.

Uma pesquisa publicada na revista Nature Microbiology analisou amostras de fezes de 22 pacientes, seus familiares e um grupo de controle. Os resultados indicaram que os pacientes produziam muito mais álcool no intestino.

Transplante de fezes como fonte de esperança

Ainda não há um tratamento padrão, mas um paciente do estudo apresentou melhora após dois transplantes de microbiota fecal.

O procedimento transfere bactérias saudáveis para o intestino do paciente, ajudando a reequilibrar o microbioma. Novos testes com mais pacientes devem avaliar a eficácia da técnica.

Especialistas afirmam que os resultados são promissores, mas alertam que ainda são necessários estudos maiores e de longo prazo.

Bactérias produtoras de álcool

Bactérias como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae fermentam carboidratos e geram etanol em excesso. Segundo os pesquisadores, o nível de álcool no sangue pode chegar a ponto de impedir que a pessoa dirija.

A síndrome mostra como o microbioma pode influenciar diretamente a saúde, o comportamento e até situações legais, como testes de bafômetro.

Diagnóstico incorreto e novas abordagens

Muitos pacientes são acusados de beber escondido, o que gera impactos na vida pessoal e profissional. O diagnóstico atual é complexo e exige dieta rica em carboidratos com monitoramento do álcool no sangue.

Os cientistas defendem que, no futuro, o exame de fezes poderá facilitar a identificação da doença.

Com informações de DW

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Geral

Brasil registra, em média, um ‘golpe do falso Pix’ por segundo

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que facilita transferências no Brasil, também se tornou alvo de criminosos. Só entre janeiro e setembro de 2025, foram registradas 28 milhões de fraudes, uma média de um golpe por segundo, segundo dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor.

Um dos casos recentes do “golpe do falso Pix” envolve Cinthia Moreira, dona de um salão de beleza no centro de São Paulo. Ela foi vítima de dois golpes consecutivos. No primeiro, uma transferência nunca foi efetivada, e no segundo, uma cliente exibiu comprovante falso de pagamento no celular.

“Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o comprovante. Eu confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha caído”, conta Cinthia. No salão de Cintia, a regra agora é clara.

“Já na hora, confere. Se vai confiar só no cliente, não funciona”, reforça.

Estima-se que oito em cada dez brasileiros utilizem o Pix para pagamentos e serviços. A facilidade do sistema, porém, atrai golpistas que exploram a confiança das vítimas, muitas vezes exigindo atenção redobrada em transações de alto valor.

Segundo advogados especializados em direito digital, é essencial checar se a transferência foi realmente efetuada antes de liberar produtos ou serviços:

  • Confirme no aplicativo do banco se o dinheiro entrou na conta;
  • Evite confiar apenas em comprovantes enviados pelo celular;
  • Espere a confirmação do crédito antes de concluir a venda ou serviço;

Com informações de SBT News

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Geral

‘Não seremos subservientes’, diz Lula em artigo no New York Times ao criticar ação dos EUA na Venezuela

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em artigo publicado neste domingo no The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ações dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorridos em 3 de janeiro.

Segundo Lula, a ação representa “mais um capítulo lamentável” da erosão do direito internacional e da ordem multilateral.

O presidente afirmou que a América Latina não será “subserviente a projetos hegemônicos” e defendeu uma região próspera, pacífica e plural.

Para ele, embora líderes possam ser responsabilizados por violações, nenhum país tem o direito de impor justiça de forma unilateral.

Lula afirmou que ações desse tipo geram instabilidade, afetam o comércio, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem o combate ao crime organizado. Também destacou que é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos EUA.

Sobre a Venezuela, Lula disse que o futuro do país deve estar nas mãos de seu próprio povo e que apenas um processo político inclusivo pode garantir estabilidade e democracia. O presidente afirmou que o Brasil seguirá cooperando para proteger a fronteira e apoiar o retorno seguro de venezuelanos.

Lula ainda defendeu o diálogo com os Estados Unidos e a cooperação regional em áreas como investimentos, comércio, geração de empregos, combate à fome, ao tráfico de drogas e às mudanças climáticas. Para ele, o enfraquecimento das regras internacionais ameaça a paz global.

Opinião dos leitores

  1. Se fosse Bolsonaro ia instigar trump matar todo mundo e se aliaria pra roubar a venezuela esse lambe botas lixo

  2. Cabra macho! Esse sim! Enquanto uns ficam de mimimi por perderem o que nunca tiveram (apreço internacional), nosso presidente mostra o que é ser homem! Parabéns, presidente! 2026 será Lula outra vez!

    1. Grande BOSTA! Até parece que nunca foi vassalo do Biden é de todas nações e grupos comunistas.

  3. Lula, comunista posando de preocupado com direitos.
    Comunismo é repressão, atraso, perseguições e execuções em massa.

  4. Não vemos Lula preocupado com a ditadura na Venezuela.
    Existe uma ditadura comunista e ele vem falar em soberania.
    Ditador não tem soberania.
    A soberania é o povo.
    O comunismo é uma seita.

  5. Erosão foi mandar buscar no Peru em avião da FAB uma condenada pela justiça local e trazer para dar asilo político, interferindo na soberania e na justiça daquele país. Hipócrita.

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de Robalo na brasa com aspargos; Tartine de camarão; e banana na brasa com chocolate

ROBALO NA BRASA COM ASPARGOS

Porção individual
5 Aspargos frescos
200g de filé de robalo extremamente fresco
Alho picado
Azeite
Sal e pimenta branca a gosto

Modo de preparo
Deixe todos os aspargos com o mesmo tamanho, cortando as extremidades duras.
Tempere com sal, pimenta, alho e azeite e coloque na churrasqueira até dourar, reserve.
Tempere o robalo com sal, pimenta branca e azeite e coloque na churrasqueira em fogo alto(primeiro o lado da pele), sele os 2 lados e deixe em fogo baixo para dar o ponto interno, reserve.

Montagem

Coloque os aspargos no prato, adicione o robalo em cima e delicadamente regue com um pouco de azeite de ervas(tomilho, cebolete e tomilho).

Tempo de preparo: 5min
Tempo de cozimento: 15min

DICA RÁPIDA
TARTINE DE CAMARÃO
1 porção

6 fatias de pão baguete (cortado um pouco mais grosso)
4 tomates concasse(sem peles e sementes e cortado em cubos)
12 camarões sem casca e limpo
6 fatias de queijo brie
Azeite de ervas(tomilho, cebolete e tomilho)

Modo de preparo
Corte o pão baguete em fatias um pouco mais grossa, reserve.
Tempere o tomate contasse com sal, pimenta e azeite, reserve.
Em uma frigideira bem quente, refogue a manteiga, tempere o camarão com sal e pimenta, e sele os 2 lados sem deixar passar o ponto do camarão.

Montagem
Pegue uma fatia de baguete, coloque o tomate concasse e em cima o camarão já refolgado, por último adicione o queijo brie e gratine com maçarico, adicione um pouco de azeite de ervas. Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 20min

BANANA NA BRASA COM CHOCOLATE
Porção individual

1 banana
50g de chocolate 70% ou ao leite caso prefira
Sorvete de creme

Modo de preparo
Sem descascar a banana faça um corte, com uma faca, de uma ponta a outra, sem deixar furar o fundo dela.
Adicione o chocolate, dentro do corte, coloque na churrasqueira(pode ser no forno), e deixe a banana por 10 a 15 minutos, até sentir que ela esta macia.

Montagem
Ao tirar a banana do fogo, coloque em um prato, e adicione uma bola de sorvete de creme ao lado e raspas ou pedaços de chocolate sobre o sorvete.

Opinião dos leitores

  1. Os mau-caráter só não dão opinião quando existe roubos, como o mensalão, petrolão, INSS e banco Master…mais é normal…bandido defende bandido

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