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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Ministério de Energia fica sem dinheiro para contas básicas e diz ter 2 servidores para programa Gás do Povo

Ministros Dario Durigan (esq.), da Fazenda, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia | Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O Ministério de Minas e Energia enfrenta dificuldades financeiras para manter despesas básicas e serviços essenciais, segundo documentos obtidos pela Folha de S. Paulo.

A pasta, responsável pelos setores de energia, petróleo, gás e mineração, afirma que falta dinheiro até para obras simples, como a construção de uma escada de incêndio na sede do ministério, em Brasília, além do pagamento de contratos terceirizados.

Um dos principais impactos atinge o programa Gás do Povo, que distribui auxílio para compra de botijão de gás. Atualmente, apenas dois servidores cuidam da operação do programa, que atende milhões de brasileiros e gerencia cerca de 60 mil revendas de gás no país.

O ministro Alexandre Silveira pediu ao governo a contratação de mais funcionários e alertou para riscos na execução do programa por falta de pessoal.

O ministério informou que precisa de pelo menos 158 novos profissionais, mas solicitou inicialmente a contratação de 75 servidores.

Além disso, o MME pediu ao Ministério da Fazenda a antecipação de R$ 22 milhões do orçamento deste ano para conseguir pagar despesas atuais.

Na semana passada, a pasta também solicitou mais R$ 48,5 milhões em recursos extras para evitar paralisações e manter serviços considerados essenciais.

Parte desse valor seria destinada a órgãos e estatais ligados ao ministério, como a Nuclebrás Equipamentos Pesados, o Serviço Geológico do Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética e a Pré-Sal Petróleo.

Segundo o ministério, a falta de recursos ameaça contratos, estudos estratégicos, operações no setor energético e atividades de monitoramento geológico e prevenção de desastres.

O orçamento autorizado do MME para 2026 é de R$ 566,2 milhões. Mesmo após receber um reforço de R$ 43 milhões, a pasta afirma que ainda enfrenta dificuldades para manter suas atividades.

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Geral

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro já travam batalha judicial no TSE

Foto: CNN

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu 59 representações eleitorais entre janeiro e abril de 2026, número muito superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando foram apresentadas apenas 14 ações.

O Partido Liberal lidera o número de processos, com 26 ações. Já o Partido dos Trabalhadores, por meio da Federação Brasil da Esperança, protocolou 21 representações.

A maior parte dos casos envolve acusações de propaganda eleitoral antecipada, prática proibida antes do início oficial da campanha, marcado pelo TSE para 16 de agosto.

As ações mostram o início da disputa judicial entre grupos políticos ainda no período pré-eleitoral, principalmente nas redes sociais.

Um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral neste ano é o uso da inteligência artificial. Pelo menos seis processos tratam diretamente de conteúdos produzidos com IA ou deepfakes.

Entre os casos analisados está uma ação da Federação Brasil da Esperança contra o PL por um vídeo nas redes sociais que parodia a série “A Grande Família”, usando imagens sintéticas de Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja Lula da Silva e de familiares do presidente.

Outro processo envolve a personagem “Dona Maria”, criada por inteligência artificial e usada em vídeos políticos nas redes sociais. PT, PCdoB e PV alegam desinformação e pedem a suspensão dos perfis ligados ao conteúdo.

Também chegaram ao TSE ações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Uma delas questiona a divulgação da “Picanha 01”, produto que traz a imagem do parlamentar com faixa presidencial. Outra trata de publicações que associavam o senador a um suposto integrante do crime organizado.

Outro processo, desta vez, protocolado pelo PL, cita uma postagem feita em conjunto por diferentes usuários do Instagram com fotos de Flávio Bolsonaro ao lado de um homem, afirmando se tratar do criminoso conhecido como “TH Joias”, apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho.

Até agora, os únicos processos julgados pelo plenário do TSE envolvem o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no carnaval deste ano. O tribunal rejeitou pedidos para condenar o presidente e o PT por propaganda antecipada.

Todos os 59 processos estão sob relatoria da ministra Estela Aranha, responsável atualmente pela análise das ações ligadas à eleição presidencial de 2026.

Com informações de g1

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de risoto de queijo brie, pera e crispy de presunto cru; e provolone al rústico

RISOTO DE QUEIJO BRIE, PERA E CRISPY DE PRESUNTO CRU

Ingredientes:
500g de arroz arbóreo
120g queijo brie cortado em cubos
1,5L de caldo de legumes
1 pera cortada em cubos
1 cebola ralada
3 dentes de alho ralado
150g de crocante de presunto cru
50g de gordura do presunto cru
2 colheres de manteiga
200ml de vinho branco seco
Azeite e sal a gosto

Modo de preparo:
Em uma panela coloque um pouco de azeite, a gordura do presunto e deixe fritar até derreter toda a gordura.
Acrescente a cebola, quando estiver transparente colocar o alho e refogar.
Acrescentar o arroz, refogar por 3 minutos e acrescentar o vinho branco.
Quando começar a secar acrescente o caldo aos poucos, mexendo sempre.
Após 8 minutos de cozimento colocar as peras. Continuar mexendo e acrescentando o caldo aos poucos.
Quebrar os pedaços crocantes de presunto, colocar no arroz e continuar mexendo.
Quando estiver al dente, desligar o fogo, acrescentar o queijo brie e misturar bem. Acrescente a manteiga e sirva em seguida.
Enfeitar com fatias de crocante de presunto ou com lascas quebradas.

Tempo de preparo: 10 min
Tempo de cozimento: entre 20 min

CRISPY DE PRESUNTO CRU
Ingredientes:
10 fatias finas de presunto cru
1 limão siciliano

Modo de preparo:
Utilize uma forma com uma lona de silicone ou papel manteiga e disponha as fatias finas de presunto cru.
Passe o suco do limão sobre a as fatias de presunto.

Aqueça o forno a 150 graus e asse entre 8 e 15 minutos ou até que as fatias fiquem crocantes.

Retire as fatias, coloque em um papel para absorver a sua gordura e deixe resfriar completamente. Quanto mais fria, mais crocante vai ficar.
Acompanha muito bem com queijos, torrada e vinho.

Tempo de preparo: 2 min
Tempo de cozimento: entre 8 e 15 min

DICA RÁPIDA
PROVOLONE AL RÚSTICO
Ingredientes:

150g Provolone de búfala cortado em pedaços
150ml de molho de tomate caseiro
Folhas de manjericão a gosto
Aioli
Queijo boccontini
4 torradas focaccia

Modo de preparo:
Em uma frigideira de teflon, em fogo médio, coloque o queijo, cortado em cubos, para esquentar com uma concha de molho rústico de tomate.
Ficar sempre mexendo para incorporar e não grudar, até que derreta.
Aqueça uma frigideira, coloque um pouco de azeite e sele as torradas, até ficarem douradas dos dois lados.

Empratamento:
Utilizar um prato fundo ou um tacho.
Coloca queijo, uma concha de molho no meio do queijo.
Colocar uma bolinha de queijo boccontini e duas bolinhas de aioli para formar um triangulo.
Uma folha grande de manjericão no centro do tacho e as torradas na panelinha para acompanhar.

Tempo de preparo: 4 min
Tempo de cozimento: 15 min

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Geral

VÍDEO: Buracos na rodovia estadual de acesso ao Aeroporto de São Gonçalo causam prejuízo a mais um motorista

A buraqueira na Rodovia Estadual Ruy Pereira dos Santos, que dá acesso ao Aeroporto de São Gonçalo, fez mais uma vítima na manhã deste domingo (17).

Um leitor do BLOGDOBG enviou um vídeo e relatou que teve pneus do carro estourados devido aos buracos na pista.

Ele também afirmou que os relatos de carros com pneus estourados são diários, causando prejuízos aos motoristas que trafegam pela via.

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Geral

Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master

Foto: divulgação

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro.

O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.

Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos onde o hacker tentava entrar.

“A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil”, disse a PF em nota.

Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro.

Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.

No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro.

“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.

A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro.

As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma.

Agência Brasil

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Família Lisboa declara apoio a Álvaro Dias e fortalece pré-candidatura no Agreste potiguar

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu neste sábado um importante reforço político no município de Passa e Fica, durante agenda marcada pela declaração de apoio da tradicional família Lisboa ao seu projeto político para 2026. O movimento fortalece a pré-candidatura de Álvaro na região Agreste e contou com a articulação do deputado estadual Tomba Farias.

Durante o encontro, Álvaro Dias destacou a importância da união do grupo político local e reafirmou o compromisso com o desenvolvimento do município. “Esse grupo demonstra coesão e possui muitos serviços prestados a Passa e Fica. Podem ter certeza de que, chegando ao Governo do Estado, vamos apoiar o município para que continue crescendo. Receber um apoio tão sólido, de um grupo com tanta representatividade, fortalece ainda mais a nossa caminhada”, afirmou.

O apoio reúne importantes lideranças políticas do município, entre elas os vereadores Netto Pinto, Diógenes Diniz, Diorge Almeida, Thalita Regina, João de Dadica e Wilson Dachina, além de oito ex-vereadores e dos ex-prefeitos Agnaldo Pereira, Celú Lisboa, Pepeu Lisboa e Léo Lisboa. O atual prefeito, Flaviano Lisboa, também integra o grupo político, consolidando uma ampla frente de apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias no município.

Reconhecida como celeiro cultural do Rio Grande do Norte, Passa e Fica recebeu Álvaro Dias durante a programação da 14ª edição do Festival de Cultura do município, um dos eventos mais tradicionais da região Agreste potiguar.

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PESQUISA DATAFOLHA: Lula é reprovado por 51%; e 45% aprovam

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que 51% dos eleitores entrevistados dizem reprovar o trabalho de Lula no governo, enquanto 45% afirmam aprovar. Não sabiam responder 4%. Não houve mudança em relação a abril. O levantamento foi divulgado no sábado (16).

O instituto também perguntou ainda quanto Lula fez pelo país nesses três anos e quatro meses em relação às expectativas. Para 59%, o petista fez menos do que se esperava, ao passo que 23% responderam que fez o que se esperava, e 13% disseram que fez mais do que o esperado.

A avaliação negativa do governo Lula 3 ficou estável entre os meses de abril e maio, variando de 40% a 39%, segundo a pesquisa. Outros 30% avaliam o trabalho da gestão petista como bom ou ótimo, enquanto 29% apontam como regular.

A visão negativa sobre o governo ainda se mantém próxima ao pico de 41% registrado em fevereiro de 2025 pelo Datafolha, após a crise do monitoramento do Pix. O melhor momento do mandatário foi em junho de 2023, quando 27% viam o trabalho do governo como ruim ou péssimo.

A pesquisa Datafolha entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 12 e 13 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00290/2026.

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Acidentes de trânsito crescem 82% em cinco anos no RN

Moto atingida por viatura descaracterizada da Polícia Civil do RN em Mossoró em abril de 2026 — Foto: Iara Nóbrega/Inter TV Costa Branca

Os motociclistas aparecem como o grupo mais vulnerável. Dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública mostram que quase 62% dos atendimentos por acidentes envolvem motos.

Entre julho de 2024 e março de 2026, foram registrados 32.946 atendimentos a vítimas de acidentes no estado. Só nos três primeiros meses de 2026, houve 8.755 notificações.

A alta está ligada a fatores como falta de sinalização, imprudência e problemas na infraestrutura das vias, explica o professor Emerson Melo, especialista em legislação de trânsito.

A maioria das vítimas é formada por homens jovens, entre 20 e 49 anos.

Em Natal, número de acidentes diminuiu 32,9%

Em Natal, no entanto, o cenário é diferente. Dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam queda de 32,9% nos acidentes entre 2021 e 2025, passando de 4.227 para 2.836 ocorrências.

Apesar da redução geral, os acidentes fatais com motocicletas continuam liderando na capital. Dos 42 acidentes com mortes registrados em 2025, 26 envolveram motos.

Segundo a STTU, ações de educação no trânsito, fiscalização e melhorias nas vias ajudaram na redução dos números em Natal.

Confira os números de acidentes no RN:

  • 2021: 7.498
  • 2022: 9.637
  • 2023: 11.286
  • 2024: 13.325
  • 2025: 13.649
  • 2026 (até abril): 4.337

Total desde 2021: 59.732 acidentes
Total de acidentes com mortes: 2.790 casos.

Com informações de Tribuna do Norte

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[POLÊMICA] Artista que apareceu nu na UFRN confirma apoio de Governo Lula e gestão Fátima ao espetáculo

Foto: Reprodução

O artista Alexandre Américo divulgou nota oficial de esclarecimento após a repercussão e as fortes críticas nas redes sociais envolvendo vídeos de sua apresentação artística, intitulada “Papangú”, realizada na Galeria Laboratório do Departamento de Artes da UFRN. Na performance, o coreógrafo aparece completamente nu em cena.

Na nota, ele confirmou que o projeto foi contemplado em editais públicos de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, tendo sido realizado com o apoio financeiro da Fundação José Augusto (FJA), Secretaria de Estado da Cultura do RN, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Alexandre defendeu o caráter conceitual da obra, ressaltando que a nudez está inserida exclusivamente no contexto estético do trabalho, desenvolvido há mais de dez anos no campo da dança contemporânea, sem qualquer conotação sexual ou erótica.

O texto destaca ainda que todas as sessões tiveram classificação indicativa para maiores de 18 anos e foram amplamente divulgadas, garantindo que nenhuma criança ou adolescente teve acesso às apresentações realizadas no espaço universitário.

Confira a nota, publicada pelo Blog Gustavo Negreiros:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O artista Alexandre Américo informa que o espetáculo “PAPANGÚ”, apresentado nos dias 11, 12 e 13 de maio na Galeria Laboratório do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), integra uma pesquisa artística desenvolvida há mais de dez anos no campo da dança, da performance e da experimentação corporal.

A obra reúne elementos da dança contemporânea e da performance e aborda questões relacionadas ao corpo, presença e identidade. A nudez presente na encenação está inserida no contexto estético e conceitual do trabalho, sem qualquer conteúdo erótico ou conotação sexual.

Todas as sessões tiveram classificação indicativa para maiores de 18 anos, informação previamente divulgada nos materiais de comunicação do espetáculo e também no acesso à sala em que a performance foi apresentada. Nenhuma criança ou adolescente teve acesso às apresentações.

O espetáculo foi realizado pela produção do artista e apresentado na UFRN. Alexandre Américo é egresso do curso de Dança da instituição, mestre em Artes Cênicas e doutorando em Educação pela universidade. Preto, caiçara, neurodivergente e LGBT+, o artista desenvolve pesquisas em arte contemporânea, dramaturgias contra-coloniais, acessibilidade e performance.

O projeto foi contemplado em editais públicos de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, sendo realizado com apoio da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal, após processo regular de seleção pública.

Importante ressaltar que conteúdos divulgados nas plataformas digitais e em emissoras de TV desconsideram o contexto integral da obra e omitem informações públicas sobre a classificação indicativa e a proposta artística do espetáculo. As referências à inadequação da apresentação decorrem de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra.

Opinião dos leitores

  1. Isso é jogar dinheiro público no lixo. Merecia uma CPI para apurar o absurdo , a imoralidade desse patrocínio.

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Política

[VÍDEO] INACREDITÁVEL: Militante de esquerda toma gasolina e dispara: “Detergente é coisa de bolsonarista”

Imagens: Reprodução/Tubarão Bela Santa Catarina

Um vídeo que começou a circular nas redes sociais e grupos de mensagens chamou atenção pela cena inusitada e perigosa. Nas imagens, um homem conhecido como “Bin Laden” supostamente bebe gasolina enquanto faz comentários políticos, provocando reação imediata dos internautas e gerando debate sobre os riscos da gravação.

Segundo relatos compartilhados junto ao vídeo, ele teria ironizado conteúdos que viralizaram na internet e disparado para as pessoas presentes que “essa onda de gente tomando detergente é coisa de bolsonarista”, completando que beber combustível seria “coisa de macho”.

“Bin Laden” seria conhecido na cidade por suas posições e manifestações alinhadas à esquerda, segundo informações do perfil Tubarão Bela Santa Catarina. A gravação rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais.

Enquanto alguns usuários trataram o episódio como encenação ou humor exagerado, outros criticaram duramente a exposição pelo risco extremo à saúde humana e pela tentativa de misturar o ato perigoso com o debate político partidário.

Opinião dos leitores

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