Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Smoke me out @bamf_extractions @bamf_genetics @bamfeastcoast #bamfextractions #diamonds #bamfgenetics #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Follow @bamf_genetics @bamf_genetics @bamf_genetics USA RELEASE COMING SOON! #bamfgenetics #bamfextractions #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Entorno de Vorcaro reconhece gravação sobre R$ 30 milhões para filme de Lula

Foto: Reprodução

Pessoas próximas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro confirmaram à CNN Brasil que é dele a voz no áudio divulgado pela revista Veja, no qual relata tratativas com integrantes do governo para financiar um filme sobre o presidente Lula (PT). Segundo as fontes, porém, a gravação não faz parte de um depoimento formal às autoridades.

Os aliados afirmam desconhecer como o áudio foi produzido e levantam a possibilidade de uma gravação clandestina. Eles asseguram que a conversa ocorreu após a prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025.

O entorno do ex-banqueiro também sugere que uma eventual delação premiada teria sido rejeitada por envolver o presidente Lula. A alegação não foi comprovada.

As fontes ainda negam a existência de um suposto acordo para que Vorcaro ajudasse Flávio Bolsonaro (PL) a vencer a eleição em troca de liberdade.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeito Jaime Calado visita escolas em São Gonçalo para acompanhar o resultado da climatização das salas

Na manhã desta quinta-feira (8), o prefeito Jaime Calado realizou uma visita de acompanhamento ao CMEI Maria Lala e à Escola Municipal Roberto Bezerra Freire, em Santo Antônio do Potengi. As duas unidades tiveram concluída a instalação dos aparelhos de ar-condicionado, com 30 equipamentos em cada escola.

Durante as visitas, o prefeito destacou a importância da climatização para o ambiente escolar e o aprendizado dos estudantes.

“O objetivo é melhorar o aprendizado das crianças e dos nossos jovens, melhorar a educação. Esse é o caminho de vencer com dignidade no Brasil”, afirmou.

Ao todo, foram autorizadas a compra de 1.100 aparelhos de ar-condicionado para a rede de ensino, sendo 700 inicialmente e outros 400 posteriormente.

Para receber os equipamentos, as unidades passaram por intervenções como instalação de forros de PVC, adequações na rede elétrica conforme os padrões da Cosern e adaptações em portas e janelas. Também foram instaladas placas solares para compensar o aumento no consumo de energia provocado pela climatização.

Na Escola Roberto Bezerra Freire, o gestor Márcio Antônio agradeceu pela instalação dos equipamentos em nome da comunidade escolar.
“Era um sonho da nossa comunidade e hoje estamos muito felizes com esse momento. Só temos a agradecer”, afirmou.

Participaram da visita os secretários Micael Moreira (Educação), Felipe Tales (Infraestrutura), Rosemeire Moura (Manutenção e Reforma), Ledson França (Comunicação Social) e Arthur Queiroz (Subsecretário de Infraestrutura).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] FÁBRICA DE DINHEIRO: Idoso é suspeito de falsificar notas em casa para pagar encontros com mulheres do job

Um idoso virou alvo de investigação policial por suspeita de fabricar dinheiro falso dentro da própria casa para pagar encontros com garotas de programa. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de vídeos sobre o esquema.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o homem teria utilizado uma impressora e outros materiais para produzir as cédulas falsificadas. A suspeita é de que algumas mulheres tenham recebido as notas sem saber que o dinheiro era falso.

A quantidade de cédulas apreendidas, a identidade do investigado e o local da ocorrência ainda não foram confirmados oficialmente. O caso segue sob apuração policial.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PENA DE MORTE: EUA vão transmitir ao vivo fuzilamento de homem condenado por matar 13 pessoas

Foto: Bell County Sheriff’s Office/Getty Images

Os Estados Unidos anunciaram que vão realizar uma execução por fuzilamento com transmissão ao vivo pela internet. O condenado é Nidal Malik Hasan, de 56 anos, ex-major e ex-psiquiatra do Exército americano, responsável por matar 13 pessoas em uma base militar no Texas, em 2009. A execução está prevista para 3 de dezembro.

O anúncio foi feito pelo Pentágono e segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a execução será realizada por um pelotão de fuzilamento, às 13h, mesmo horário do ataque cometido pelo ex-militar. O governo americano ainda não informou em qual plataforma ocorrerá a transmissão.

Hasan abriu fogo contra militares desarmados em uma instalação médica da base de Fort Hood, deixando 13 mortos e 32 feridos. Ele foi condenado à morte em 2013.

Caso seja realizada conforme anunciado, será a primeira execução pública autorizada nos Estados Unidos em 90 anos. A última ocorreu em 1936, quando cerca de 20 mil pessoas acompanharam o enforcamento de um condenado no Kentucky. As Forças Armadas americanas não executam um prisioneiro desde 1961.

Com informações da Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE aciona PF e coloca servidores e familiares sob proteção após 30 mil ataques nas redes

Foto: Divulgação/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar uma onda de ameaças e ataques virtuais contra servidores da Justiça Eleitoral. Segundo o tribunal, cerca de 30 mil manifestações com desinformação, discurso de ódio e exposição de dados pessoais foram identificadas desde terça-feira (6).

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, solicitou a abertura de investigação. Servidores ameaçados e seus familiares passaram a contar com equipes de segurança e apoio psicológico.

O Ministério Público Eleitoral também foi acionado e pediu a remoção das publicações e a responsabilização dos autores. O tribunal comunicou às plataformas X e Meta a circulação dos conteúdos considerados irregulares.

Em nota, o TSE afirmou que ataques sem fundamento ao sistema eletrônico de votação e ameaças contra servidores públicos constituem crimes previstos na legislação brasileira.

Com informações do UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Padre de cidade do RN espalha fake news sobre padroeira do Brasil durante missa

Vídeo: Blog do Gustavo Negreiros

O padre Francisco Luciano Vital Bezerra, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Serra Caiada, no Rio Grande do Norte, afirmou durante uma celebração religiosa que uma pessoa protestante deseja retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A declaração reproduz uma informação falsa que circula nas redes sociais envolvendo Flávio Bolsonaro (PL).

“Tenhamos cuidado, o diabo anda solto, ela é a nossa mãe”, disse o sacerdote. Em seguida, afirmou: “Jamais, ninguém, ninguém neste mundo irá tirar o seu trono como padroeira do nosso Brasil, jamais, porque Deus não deixará”.

O padre também pediu aos fiéis que rezassem pela padroeira. “Isto é sério, não é brincadeira”, declarou durante a missa.

A alegação de que Flávio Bolsonaro pretende retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida é falsa. A polêmica está relacionada a um projeto de 2007, arquivado em 2008, que não foi apresentado pelo senador.

Com informações do Blog do Gustavo Negreiros

Opinião dos leitores

  1. EXISTEM PADRES CATÓLICOS FILHOS DE NOSSA SENHORA E PADRECOS CÃOMUNISTAS PETRALHAS EXCOMUNGADOS FILHOS DA PUTA É O CASO DESSE PADRECO BANDIDO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Centrão se aproxima de Flávio e movimenta QG de campanha após 1º turno

Foto: Letícia Casado/UOL

A sede da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em Brasília passou a receber uma sequência de lideranças políticas após o resultado do 1º turno da eleição presidencial. Segundo a colunista Letícia Casado, do UOL, o local vive um clima de transição de governo, com reuniões e anúncios de apoio ao senador.

O cenário contrasta com o início da campanha, quando o PL não conseguiu fechar alianças e lançou uma chapa formada apenas por integrantes do próprio partido. Agora, União Brasil, PP, Republicanos, Podemos e Novo declararam apoio a Flávio, assim como os ex-presidenciáveis Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury.

A Frente Parlamentar da Agricultura também anunciou apoio ao senador e deverá indicar o ministro da Agricultura em um eventual governo. O movimento ocorre após Flávio terminar o 1º turno com 47% dos votos, contra 45% de Lula (PT).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Natal recebe Bear Games Nordeste 2026, um dos maiores eventos esportivos da educação bilíngue

Fotos: Cedidas

Natal será sede, entre os dias 10 e 15 de outubro, do Bear Games Nordeste 2026, competição esportiva da rede Maple Bear que reunirá cerca de 750 atletas de 10 escolas da região. O evento contará com mais de 1 mil participantes, entre estudantes, professores e equipes de apoio, e terá disputas em diferentes modalidades esportivas, além de uma programação cultural. A abertura acontece no sábado (10), a partir das 18h, no Ginásio Nélio Dias, em Natal.

O Nordeste reúne o maior dos nove comitês do Bear Games no Brasil, com a participação de escolas da região na competição. Em Natal, o evento terá disputas de judô, xadrez, basquete 5×5, basquete 3×3, vôlei, vôlei de praia, futsal, beach tennis, tênis de mesa e ginástica artística.

Para o coordenador de esportes da Maple Bear Natal, Marlos Colpo, a participação em competições regionais contribui para a formação dos estudantes para além dos resultados esportivos.

“A participação em competições regionais vai muito além da disputa por resultados. O esporte é uma importante ferramenta de formação integral, pois ensina valores como disciplina, responsabilidade, respeito, trabalho em equipe, resiliência e capacidade de lidar com desafios e frustrações”, disse o coordenador.

Além das competições, o evento terá uma programação cultural. No dia 12 de outubro, a partir das 19h, será realizada a Noite Cultural, no Palácio dos Esportes, quando as escolas participantes poderão apresentar talentos em dança, teatro, música e outras manifestações artísticas. A programação busca ampliar a integração entre os estudantes e mostrar que o evento vai além das disputas esportivas.

A preparação para o Bear Games começa antes da competição e, na Maple Bear Natal, faz parte da rotina esportiva da escola. Ao longo do ano, os alunos são preparados técnica e fisicamente, além de trabalharem aspectos como o sentimento de pertencimento, o compromisso com a equipe e a responsabilidade de representar a instituição.

“Os alunos passam a entender que fazem parte de algo maior e que representar a Maple Bear é também assumir uma responsabilidade e viver uma experiência coletiva”, afirma Marlos Colpo.

Neste ano, Natal será representada por uma delegação de aproximadamente 200 pessoas, entre atletas, professores e equipe de apoio. A participação da cidade integra a programação do Bear Games Nordeste, que reúne escolas da rede em uma competição que combina esporte, convivência e atividades culturais.

A programação completa pode ser conferida clicando aqui.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

UM MÊS PARA O ENEM: revisar conteúdos e cuidar do equilíbrio emocional são prioridades, orienta especialista

Foto: Divulgação

Com cerca de um mês pela frente até o Enem, a pressão para intensificar os estudos pode levar os candidatos a uma rotina de excessos. Mas a orientação para essa reta final é aproveitar melhor o tempo disponível, revisar os conteúdos já trabalhados e preservar o descanso. Segundo Kennia Isis, orientadora pedagógica do Colégio Porto, em Natal, a preparação precisa combinar conhecimento, equilíbrio emocional e capacidade de administrar o tempo e a energia durante a prova.

“O aluno não tem que estudar mais, tem que estudar melhor. Nesse momento, revisar é muito mais importante”, afirma. A especialista explica que, enquanto o estudo envolve aprender um conteúdo, a revisão permite recuperar e consolidar conhecimentos com os quais o estudante já teve contato ao longo do ensino médio. A resolução de exercícios é uma das ferramentas para esse processo.

Na prática, a recomendação é organizar a revisão a partir do que já foi aprendido, usar questões para identificar dificuldades e aproveitar o tempo restante de forma realista. Tentar dominar todos os assuntos nas últimas semanas pode ampliar a ansiedade e comprometer a confiança. “Ninguém aprende tudo, ninguém sabe de tudo. Algumas coisas a gente sabe mais, outras a gente sabe menos”, lembra Kennia.

A orientadora compara a preparação para o Enem à de uma maratona: assim como um corredor precisa construir resistência antes de percorrer uma longa distância, o estudante desenvolve ao longo do ano as condições para enfrentar o exame. Além do domínio dos conteúdos, essa preparação envolve concentração, gestão do tempo e disposição para lidar com os desafios da prova.

No Colégio Porto, o último mês é dedicado à revisão, com um material elaborado anualmente para os desafios do exame. O trabalho busca recuperar os conhecimentos e fortalecer a segurança dos estudantes em relação ao que aprenderam. Paralelamente, a escola promove momentos de descompressão, com atividades de reflexão, descanso, relaxamento e movimento corporal.

“Para nós, tão importante quanto a preparação acadêmica é também a preparação emocional e socioemocional”, destaca Kennia. Esse acompanhamento considera tanto as escolhas de cada aluno sobre o curso e a faculdade que deseja quanto a convivência com os colegas, que compartilham expectativas e dificuldades durante a terceira série do ensino médio.

Nesse ambiente, a orientação é evitar comparações que diminuam a confiança ou façam o estudante se sentir incapaz. Segundo a socióloga e especialista em educação, a competição pode ser positiva quando estimula o desenvolvimento, mas deixa de contribuir quando menospreza o outro. Reconhecer as próprias capacidades e limites ajuda a estabelecer objetivos compatíveis com a trajetória de cada candidato.

O apoio da família também faz parte dessa preparação. Manter um ambiente tranquilo, respeitar os momentos de descanso e ajudar o jovem a organizar a rotina são formas de contribuir para que ele chegue ao exame descansado, bem alimentado e confiante. “Nessa reta final, os estudantes não precisam de um fiscal de estudos. Precisam de alguém que os ajude a gerenciar essa energia”, orienta.

Para Kennia, o foco deve estar no que ainda pode ser feito, sem transformar as últimas semanas em uma tentativa de compensar toda a preparação anterior. “Melhor do que buscar recuperar o tempo perdido é aproveitar o tempo que se tem da melhor forma possível”, conclui.

As matrículas para 2027 no Colégio Porto já estão abertas. Mais informações em www.colegioporto.com.br ou no Instagram @colegio.porto.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] INFLAÇÃO EM ALTA: Preços sobem 0,82% em setembro, puxados pela energia elétrica

 

A inflação oficial do Brasil subiu 0,82% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,73%, e reverteu a deflação de 0,32% registrada em agosto.

O principal impacto veio da energia elétrica, que ficou 7,98% mais cara. O grupo Habitação teve alta de 2,31%, seguido por Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%). Entre os alimentos, o tomate subiu 37,76% e a batata-inglesa, 24,07%.

No acumulado de 2026, a inflação chega a 3,95%. Em 12 meses, o índice atingiu 4,58%, acima do teto de 4,5% da meta estabelecida para o Banco Central.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *