Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Lula diz que vai ampliar gastos em defesa porque ‘está cheio de maluco no mundo’: ‘Não quero guerra nem ser pego de surpresa’

Foto: Brenno Carvalho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (26) o aumento dos investimentos em Defesa e a criação de um projeto estratégico de longo prazo para as Forças Armadas. A declaração foi feita durante o lançamento da Fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC).

Lula afirmou que o Brasil precisa estar preparado diante das tensões internacionais. “Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu tenho que me cuidar”, disse. O presidente também citou declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá, afirmando que há “muita gente maluca no mundo”.

Segundo Lula, o governo vai elaborar um projeto estratégico para a Defesa e garantir recursos para sua execução. “Nós precisamos construir um projeto estratégico e vamos ter que ter dinheiro para colocar esse projeto em andamento”, afirmou.

O presidente também defendeu que a Defesa seja tratada como prioridade nacional, e não apenas como reposição de equipamentos antigos.

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Geral

Jaques Wagner admite relação com ex-sócio do Master e diz que reclamou a Lula de operação da PF

Foto: Paula Fróes/Assessoria de imprensa Jaques Wagner

Um dia após deixar a liderança do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo, que reclamou ao presidente Lula sobre a atuação da Polícia Federal na operação que teve como alvo seu apartamento em Brasília.

O parlamentar criticou a divulgação da foto com cédulas de moeda estrangeira apreendidas. “Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato. Se a Polícia Federal vai continuar nesse tipo de espetacularização, acho que o chefe da Polícia Federal tem que tomar conta”, declarou. Segundo Wagner, a divulgação contrariou a determinação do ministro André Mendonça, do STF, para que a busca e apreensão ocorresse de forma discreta.

Na entrevista, Wagner também negou qualquer favorecimento a empresários. Sobre ter recebido dois ingressos para um show, afirmou: “Estão achando que ele me comprou porque arrumou dois ingressos. Eu poderia pedir coisa mais importante, né?”

O senador reconheceu que já aceitou caronas de empresários, mas rejeitou qualquer irregularidade. “Óbvio que de vez em quando eu pego carona. O que a Polícia Federal tem que comprovar, e não vai, é a relação de troca”, disse. Wagner ainda afirmou que os pagamentos do Banco Master à empresa de sua nora superam os R$ 3,5 milhões divulgados e sustentou que os recursos têm origem legal.

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Geral

Mendonça refuta tese de que prisão preventiva de Vorcaro seja para forçar delação

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que a prisão preventiva de Daniel Vorcaro não teve como objetivo pressionar por um acordo de delação premiada. A declaração consta na decisão que determinou a transferência do ex-banqueiro para a Papudinha.

Nos bastidores da Corte, a manifestação foi interpretada como uma resposta às críticas do ministro Gilmar Mendes, que comparou métodos da investigação sobre o Banco Master aos adotados na Operação Lava Jato, especialmente em relação ao uso de prisões preventivas.

Na decisão, Mendonça afirmou que já reiterou “à exaustão” que “a decretação ou manutenção da prisão preventiva embasa-se em fundamentação própria, a partir do exame quanto à presença dos requisitos legais especificamente exigidos”.

O ministro acrescentou que “a imposição da medida é absolutamente dissociada de qualquer conjuntura relacionada à existência, ou não, de tratativas voltadas à eventual celebração de acordo de colaboração premiada”.

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Geral

VÍDEO: Aeronave de pequeno porte colide com prédio mais alto de Pequim, na China

Um avião de pequeno porte colidiu com o Edifício Torre Citic, o arranha-céu mais alto de Pequim, capital da China, conhecido como China Zun, nesta sexta-feira (26/6). Um vídeo mostra os destroços da aeronave caindo após a colisão com o prédio de 109 andares. Até o momento, não há informações sobre vítimas. O governo local ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

O edifício foi evacuado, e a polícia fechou pelo menos uma das vias próximas. O impacto deixou um buraco na fachada de vidro do edifício.

A polícia chinesa impediu pessoas de tirarem fotos e pediu a quem registrou que apagasse os vídeos ou fotos, segundo a agência Reuters. Dezenas de carros de polícia e bombeiros foram ao local.

O prédio abriga o conglomerado estatal Citic Group, na rua Guanghua, importante via comercial da capital chinesa.

Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

Comércio de Natal terá horário especial na segunda-feira (29) por causa de Brasil x Japão; confira

Imagem: reprodução/InterTV

O jogo entre Brasil e Japão, válido pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, vai alterar o horário de funcionamento do comércio em Natal na próxima segunda-feira (29). A partida está marcada para as 14h (horário de Brasília).

Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), a mudança segue a tradição adotada durante os jogos da Seleção Brasileira, permitindo que comerciantes, funcionários e consumidores acompanhem a partida sem interromper totalmente as atividades do setor.

Comércio de rua

Alecrim

  • Aberto de 8h às 13h, ficando facultativa a reabertura após o jogo

Centro da Cidade

  • Aberto de 8h às 13h; não retoma após o jogo

Zona Norte

  • Fecha 30 minutos antes do jogo e volta 30 minutos após a partida

 

Shoppings

Midway Mall

  • Fechamento opcional às 13h30 e reabertura obrigatória às 16h30

Natal Shopping

  • Fechamento opcional às 13h30 e reabertura obrigatória às 16h30

Via Direta

  • Lojas, boxes, quiosques e praça de alimentação funcionam das 8h30 às 13h. A reabertura ocorre 1h após o término do jogo.

Partage Norte Shopping

  • As lojas e quiosques fecham 30 minutos antes do jogo e reabrirão 30 minutos após. A praça de alimentação seguirá funcionando normalmente, pois terá transmissão do jogo.

Praia Shopping

  • Praça de alimentação e restaurantes – a partir das 11h
  • Demais lojas – 10h às 13h e das 17h às 22h
  • Moviecom – consultar site

Shopping Cidade Verde

  • Aberto das 10h às 13h; retoma as atividades 1 hora depois da partida.

Shopping Cidade Jardim

  • Lojas e quiosque fecham 13h30 e reabrem às 16h30
  • Alimentação: aberta durante o jogo, com transmissão nas varandas gourmet

Shopping 10

  • Aberto das 8h às 13h. Não retoma após o jogo.

 

Supermercados

  • Fecham 1 hora antes do jogo e abre 15 minutos após o jogo.

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Geral

Macaíba: Morada da Fé ganha nova unidade de saúde com estrutura moderna e climatizada

A comunidade de Morada da Fé recebeu uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS), denominada Roseli Fernandes de Oliveira Álvares, inaugurada pela gestão municipal em uma solenidade marcada por grande presença popular, nesta quinta-feira (25/06). O equipamento amplia a rede de atenção primária do município e reforça a oferta de serviços de saúde na região.

A nova UBS conta com 277,08 m² de área construída e recebeu investimento total de R$ 1.031.608,11, fruto de emenda da senadora Zenaide Maia. A estrutura foi planejada para oferecer maior conforto aos usuários e melhores condições de trabalho às equipes de saúde.

O espaço dispõe de consultório com banheiro adaptado para pessoas com deficiência (PCD), consultório odontológico, dois consultórios de acolhimento, sala de procedimento e coleta também com banheiro PCD, sala de inalação coletiva, farmácia, sala de curativos, sala de vacinas e sala de esterilização e guarda de material estéril.

A unidade também inclui sala de atividades coletivas, área externa coberta para ações comunitárias, recepção, banheiros masculino e feminino para o público, além de setor administrativo com sala da gerência, copa, almoxarifado, expurgo e banheiro para funcionários. O equipamento conta ainda com quatro vagas de estacionamento e área destinada ao embarque e desembarque de ambulâncias.

Na oportunidade, o prefeito Emídio Júnior destacou a atuação da gestão na saúde “Saímos de um prédio precário e sem estrutura, para um novo, moderno, espaçoso e climatizado para atender a população com dignidade. Em Macaíba, temos acolhimento e fazemos na saúde além da nossa obrigação, como cirurgias eletivas e medicamentos de alto custo como risperidona. Isso é compromisso com a população, resultado de muito trabalho, dedicação e planejamento”, afirmou.

O prefeito ainda destacou a atuação da sua gestão na atenção primária. Além da Morada da Fé, foram inauguradas quatro unidades de saúde e um anexo modelo – As Marias, Campo da Santa Cruz, Loteamento Esperança, Loteamento Santa Rosa e Retiro, abertura dos anexos de saúde de Lagoa Nova, Porteiras, Mata Verde, Conjunto Manoel Dias, Pé do Galo, Lagoa do Mato, relocação para novos prédios das unidades de Bela Macaíba e Ferreiro Torto, e abertura da unidade Vila São José 2.

Durante a inauguração, o prefeito esteve ladeado pela senadora Zenaide Maia; pela vice-prefeita Raquel Rodrigues; pelos vereadores: Érika Emídio, Venício Filho, Aroldo da Saúde, Tafarel Freitas, Dadaia Ribeiro e Edi do Posto.

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Economia

Petróleo cai a menor patamar desde o início da guerra, mas consumidor ainda não vê reflexo na bomba

Foto: Reprodução

O petróleo recuou para o menor nível desde o início do conflito no Oriente Médio, reflexo do arrefecimento das tensões geopolíticas que desde o começo do ano pressionavam a oferta global. A queda chegou inclusive às refinarias brasileiras: a Refinaria Clara Camarão (Brava Energia), em Guamaré/RN, acumula duas reduções seguidas nos preços da gasolina A e do diesel S500 nas últimas semanas, com recuos de R$ 0,18 e R$ 0,25 por litro, respectivamente.

O problema está no meio do caminho: as distribuidoras. Relatos de revendedores em diferentes estados do país apontam que, na prática, o que tem ocorrido são aumentos nos preços de aquisição, não reduções. O motivo alegado pelas distribuidoras é a chamada “restrição de estoque” — um eufemismo amplamente utilizado no setor para indicar que o produto está escasso, sem chegar a declarar formalmente o desabastecimento.

Postos de bandeira branca relatam dificuldades para adquirir combustível, com distribuidoras priorizando o atendimento às redes próprias bandeiradas. A ANP informou que acompanha permanentemente o mercado e, até o momento, não identifica desabastecimento generalizado ou restrição sistêmica.
Na prática, porém, o impacto da restrição tem se mostrado desigual ao longo da cadeia: empresas com contratos diretos com grandes distribuidoras seguem sendo atendidas, enquanto quem depende de fornecedores intermediários enfrenta maior dificuldade para garantir o combustível. A prioridade de entrega tende a ser direcionada aos clientes recorrentes, deixando parte do mercado desabastecida.

As distribuidoras têm alternado entregas de gasolina e diesel e estão em contenção no envio, o que impacta diretamente a oferta na bomba — mesmo com a demanda mantida no patamar anterior.
O cenário expõe uma assimetria estrutural do mercado: a queda no custo da matéria-prima não se transmite automaticamente ao preço final. Especialistas do setor alertam que o processo de repasse pode ser longo, levando meses para se completar, a depender dos estoques existentes, dos contratos já firmados e das condições de abastecimento ao longo da cadeia.

Enquanto as distribuidoras reorganizam seus estoques e o governo federal mantém vigilância sobre as margens praticadas, o consumidor que abastece nos postos — especialmente nos independentes — segue pagando preços que ainda não refletem a queda registrada lá na ponta da produção.

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Luto

Nota de pesar: Bernardo Barreto Oliveira de Souza

Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) lamenta, nesta sexta-feira (26), o falecimento do jovem Bernardo Barreto Oliveira de Souza, ocorrido na última quinta-feira (25). Aos 15 anos, Bernardo, carinhosamente conhecido como “Bê”, tornou-se um símbolo de resiliência e esperança para a sociedade potiguar durante sua trajetória de enfrentamento à leucemia.

A jornada de Bernardo foi marcada por uma expressiva rede de solidariedade que envolveu diretamente o Parlamento potiguar. Seu irmão, o servidor Leonardo Barreto, promoveu uma mobilização exemplar nos setores da Casa, sensibilizando e incentivando dezenas de colegas servidores a realizarem o cadastro de doação de medula óssea junto ao Hemonorte. Essa corrente de afeto, articulada também pela mãe, Monalisa, transcendeu os limites do estado e reforçou a importância do altruísmo e da doação de órgãos.

O Poder Legislativo – em nome do presidente Ezequiel Ferreira, dos deputados estaduais e servidores do Legislativo- reconhece a nobre missão cumprida por Bernardo, cujo legado de conscientização permanece como uma contribuição inestimável à saúde pública e à fraternidade humana. Seu exemplo de força e o impacto de sua história na promoção da vida serão sempre lembrados com respeito por esta Casa de Leis. No final do ano passado, a confirmação de um doador compatível permitiu a realização de um transplante, momento que a família definiu como um “renascimento”.

As cerimônias de despedida ocorrem nesta sexta (26). O velório é realizado na Igreja Presbiteriana do Alecrim, em Natal, com Culto Fúnebre às 14h. Em seguida, o cortejo seguirá para o Cemitério e Crematório Vila Flor, em Macaíba.

Neste momento de imensurável dor, a Assembleia Legislativa estende suas mais sinceras condolências e preces à família Barreto, especialmente aos pais Monalisa e Leonardo, ao irmão, aos amigos, desejando que encontrem conforto e serenidade diante desta perda precoce.

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Brasil

Direita zoa Casimiro por apoiar Lula e “virar alvo” do governo

Foto: Reprodução

Políticos de direita afirmam nas redes sociais que Casimiro Miguel, criador da CazéTV, “virou alvo” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo depois de ter apoiado o petista nas eleições de 2022. O canal, que tem os direitos de transmissão de todos os jogos da Copa de 2026, virou alvo do Ministério da Justiça.

A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça abriu, na 4ª feira (24.jun.2026), investigação contra a CazéTV por suspeita de publicidade irregular de casas de apostas durante as transmissões do mundial. A secretaria investiga se o canal estimulou apostas em eventos específicos com baixa probabilidade de vitória.

Na 5ª feira (25.jun.2026), o deputado Mario Frias (PL-SP) escreveu: “Cazé fez o L, comprou os direitos da Copa, desafiou a hegemonia da Globo, viu Lula sancionar as bets e, no final, virou alvo do governo que ajudou a eleger. ‘Mas ainda bem que tiramos o Bozo’”.

Já o deputado Bruno Engler (PL-MG) disse nesta 6ª feira (26.jun.2026) que Lula não é amigo de Casimiro. “Não vou ficar aqui falando ‘eu avisei, faz o L’. Acho que você é um baita de um comunicador, admiro o seu trabalho, mas está vendo as consequências de apoiar um bandido desse para presidente da República?”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

MUDANÇA DE FORMATO
A CazéTV decidiu mudar a forma como vai divulgar seus parceiros durante as transmissões da Copa 2026. Segundo a empresa, será adotado “um padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas” para preservar “a espontaneidade que marca o canal em todos os demais segmentos”.

“Seguiremos defendendo um modelo que permite levar grandes eventos esportivos gratuitamente ao público brasileiro, com responsabilidade, transparência e disposição permanente para ouvir, aprender e evoluir”, diz a nota.

Apesar de as bets patrocinarem diversos eventos e terem acordos com outras empresas de mídia, uma das críticas específicas à CazéTV se deve à forma como algumas publicidades são apresentadas.

Durante as transmissões, é comum ver um anúncio dizendo que a odd de um acontecimento no jogo, como um gol do atacante Vini Jr. no 2º tempo aumentou. Para críticos, trata-se de um incentivo para apostar. Ao falar que decidiu adotar um “padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas”, a CazéTV dá a entender que pode haver uma mudança nesse sentido.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. Essa esquerda mais o lula usa as pessoas e tudo como papel higiênico usa para se limpar e depois joga fora e vê se tem algum ganho quando joga fora

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Política

Multidão em Santa Cruz: Álvaro, Rogério e Styvenson, lançam o Endireita RN

Fotos: Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, lançou na noite desta quinta-feira, em Santa Cruz, o movimento Endireita RN, iniciativa que percorrerá todas as regiões do estado com o objetivo de ouvir a população, reunir lideranças e construir um projeto voltado ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte. O primeiro encontro reuniu uma multidão e marcou o início de uma série de eventos regionais que integrarão a agenda do movimento.

O evento teve como anfitrião o deputado estadual Tomba Farias, que recebeu Álvaro Dias e diversas lideranças políticas em Santa Cruz, consolidando o município como ponto de partida do Endireita RN. A expressiva participação popular e a presença de representantes de diferentes regiões do estado reforçaram a dimensão política do encontro e o alcance da iniciativa.

Durante o lançamento, Álvaro Dias destacou que o Endireita RN nasce como um movimento de diálogo, participação popular e construção coletiva de propostas para o Rio Grande do Norte.

“Nós estamos aqui agora dando o primeiro passo de uma caminhada. Escolhemos Santa Cruz para dar início a essa jornada. Escolhemos Santa Cruz porque é aqui que temos o companheiro de partido que é exemplo para todos nós: o deputado Tomba Farias. Eu vi a cidade de Santa Cruz mudando, crescendo, avançando. Vi bairros inteiros aqui crescendo. Aqui foi erguida a maior estátua religiosa do Brasil, a Estátua de Santa Rita de Cássia. Tomba foi prefeito duas vezes, a Dra. Fernanda também. Vamos seguir o exemplo de Tomba, vamos seguir o exemplo do que fizemos em Natal. Vamos fazer as mudanças necessárias que o Rio Grande do Norte precisa. Com esse time aqui é que vamos fazer as mudanças necessárias no Rio Grande do Norte”, afirmou Álvaro Dias.

O encontro contou com a presença dos Senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim; do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira; do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio; do deputado federal Sargento Gonçalves; da pré-candidata a deputada federal Nina Souza; da vice-prefeita de Natal Joana Guerra; e do presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, vereador Glauber Bezerra. Também participaram prefeitos, vice-prefeitos, vereadores de Santa Cruz e de diversos municípios das regiões Trairi e Agreste, além de lideranças políticas e comunitárias de várias partes do estado.

Após a abertura em Santa Cruz, o Endireita RN seguirá com uma agenda de encontros em todas as regiões potiguares.

O lançamento marca uma nova etapa da pré-campanha de Álvaro Dias ao Governo do Estado. Com ampla participação popular e apoio de lideranças políticas, o movimento inicia sua caminhada pelo Rio Grande do Norte com a proposta de ouvir a sociedade e construir soluções para os desafios do estado.

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