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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Justiça bloqueia R$ 227 mil de ex-mulher de Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil de Ana Cristina Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi adotada depois de ela não devolver, no prazo estabelecido, recursos do Fundo Eleitoral usados na campanha de 2022 cuja restituição foi determinada pela Corte.

As informações foram publicadas nesta 6ª feira (10.jul.2026) pelo jornalista Daniel Gullino, da revista Veja. Caso não sejam encontrados recursos suficientes nas contas de Ana Cristina, a cobrança poderá atingir veículos e imóveis registrados em seu nome.

Ana Cristina disputou uma vaga de deputada distrital pelo PP em 2022. Recebeu 1.485 votos e não foi eleita. Suas contas de campanha foram rejeitadas por unanimidade pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) em 2025, conforme parecer do Ministério Público Eleitoral.

Relator do processo, o desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega afirmou que as falhas “permeiam praticamente toda a gama de gastos de campanha”. Entre as irregularidades, citou contratações de pessoal para militância e mobilização de rua sem documentos que comprovassem datas, valores e serviços.

Também foram apontadas despesas com alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de terceiros sem nota fiscal ou outro documento considerado idôneo.

Segundo o magistrado, Ana Cristina não apresentou justificativas nem documentos para sanar as irregularidades. “A ausência de cooperação da candidata com a Justiça Eleitoral demonstra um descaso com o dever de transparência e com a correta aplicação do dinheiro público”, declarou.

Quem é Ana Cristina Valle

Ana Cristina é mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que anunciou pré-candidatura a deputado federal, e foi citada nas investigações sobre o caso das rachadinhas em gabinetes ligados à família Bolsonaro. Ela chefiou o gabinete de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro de 2001 a 2008. Empresas e familiares ligados a ela também foram mencionados nas investigações.

Em 2020, reportagem da revista Época informou que Ana Cristina comprou 14 imóveis de 1997 a 2008, período em que foi casada com Bolsonaro. Segundo a publicação, 5 deles teriam sido pagos em dinheiro. À época, a defesa afirmou que ela não havia cometido crimes e que os fatos apresentados não correspondiam à realidade.

Poder 360

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Mundo

Lula provoca dizendo que Trump teria ‘inveja’ da China

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “inveja” da China por causa do domínio tecnológico e industrial do país asiático no segmento de terras raras e minerais críticos.

A declaração foi feita durante uma reunião no Palácio do Planalto voltada à definição de estratégias para ampliar a participação brasileira nesse mercado.

Ao comentar o tema, Lula disse que chegou ao encontro acreditando que o Brasil ainda possuía pouco conhecimento sobre a exploração desses minerais, mas afirmou ter mudado de avaliação após ouvir especialistas e integrantes do governo.

Segundo ele, o país reúne condições para desenvolver tecnologia própria e ampliar sua presença em uma área considerada estratégica para a indústria global.

Durante o discurso, o presidente declarou que a China concentrou conhecimento e capacidade tecnológica no setor ao longo dos anos e afirmou que esse domínio desperta interesse dos Estados Unidos.

Na mesma fala, disse que Trump poderá passar a se preocupar com o Brasil caso o país avance na cadeia produtiva dos minerais críticos e consiga alcançar um nível semelhante ao dos chineses.

A reunião teve como objetivo discutir medidas para estimular a pesquisa, a exploração e, principalmente, a industrialização das chamadas terras raras no território nacional.

Esses minerais são considerados essenciais para a fabricação de equipamentos de alta tecnologia, como baterias, semicondutores, turbinas eólicas, veículos elétricos e componentes utilizados na indústria de defesa.

Lula também defendeu que o Brasil deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima e passe a agregar valor aos recursos minerais extraídos no país.

Segundo o presidente, é necessária uma decisão política para transformar o potencial geológico brasileiro em desenvolvimento industrial e tecnológico.

O debate ocorre em meio à crescente disputa internacional pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais estratégicos.

Atualmente, a China ocupa posição dominante na produção e no processamento de terras raras, enquanto Estados Unidos e outros países buscam ampliar fornecedores alternativos para reduzir a dependência do mercado chinês.

Diário do Poder

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Mundo

Ex-ministra do Reino Unido é achada morta; suspeito é preso

Foto: EFE

A ex-ministra britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta dentro de casa, na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra, nesta quinta-feira (9). Um homem de 26 anos, que é suspeito de ter cometido o assassinato.

Widdecombe tinha 78 anos de idade. O corpo dela foi encontrado com ferimentos graves.

O caso é tratado como homicídio. Segundo as autoridades, até o momento, não há indícios de motivação política ou terrorismo.

Ann foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010. Ela ocupou cargos ministeriais de menor escalão no governo do ex-premiê John Major.

Após deixar o Parlamento, Widdecombe participou de programas de TV e, mais tarde, filiou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage.

Entre 2019 e 2020, ela foi deputada do Parlamento Europeu. Recentemente, Ann atuou como porta-voz de imigração do partido Reform UK.

As informações são do G1

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Mundo

Milei diz que pretende visitar Bolsonaro durante viagem ao Brasil

Foto: Getty

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou, nesta sexta-feira (10/7), que viajará ao Brasil no fim de julho e que pretende se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Em entrevista à rádio argentina Now, Milei disse ainda que pretende participar da convenção nacional do PL, marcada para o dia 25, em São Paulo, onde acompanhará o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

A passagem de Milei pelo Brasil deve reforçar a proximidade política dele com a família Bolsonaro durante a viagem.

Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses, segue em prisão domiciliar por tentativa de golpe de estado, organização criminosa armada e outros crimes. O ex-presidente cumpre a pena em casa, no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF).

E, apesar da vontade de Milei em rever o ex-presidente, o eventual encontro entre os dois dependerá de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Metrópoles

 

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Geral

Justiça reconhece irregularidade em heteroidentificação e candidata parda garante vaga em Medicina na UERN

Foto: Divulgação

O 3° Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró condenou a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) declarou a nulidade dos atos administrativos da comissão de heteroidentificação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) que indeferiu a autodeclaração étnico-racial de uma estudante parda ao curso de Medicina. A juíza Welma Maria Menezes determinou que a universidade realize a matrícula da candidata, garantindo seu ingresso no segundo semestre letivo de 2026 no curso de Medicina, do campus Mossoró.

Segundo narrado, a estudante obteve aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para o curso de Medicina (campus Mossoró), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, para ingresso no segundo semestre letivo de 2026. No ato da inscrição, optou por concorrer às vagas destinadas à Cota Social (Pretos, Pardos e Indígenas), na condição de parda, amparada por sua ancestralidade, sendo fruto de miscigenação entre genitor negro e genitora branca, e por seu fenótipo evidente como sempre identificou-se.

A candidata, que se autodeclara parda, recebeu com estranheza e surpresa, além de imensa tristeza e até mesmo indignação, a sua “reprovação” pela comissão de heteroidentificação, que não a reconheceu como “parda”. Diante disso, interpôs recurso administrativo solicitando a reavaliação integral pela Banca Recursal. Contudo, narrou que a UERN ratificou o indeferimento, mantendo a exclusão da candidata.

Sustentou, além disso, que a negativa administrativa de reconhecimento de sua condição na modalidade PPI implica, na prática, a exclusão indevida no certame, inviabilizando sua matrícula no curso para o qual foi regularmente aprovada. Diante disso, requereu, em caráter de urgência, a suspensão dos efeitos da decisão da comissão de heteroidentificação, determinando-se à UERN que inclua seu nome na lista de candidatos aptos e assegure sua matrícula regular no curso de Medicina, campus Mossoró, observando-se sua ordem de classificação.

Análise judicial do caso

De acordo com a magistrada, o exame das normas internas que regem o certame revela que a desclassificação da candidata, além de carecer de motivação adequada, decorreu de violação às disposições regulamentares estabelecidas pela própria universidade. Dessa forma, a juíza destacou o art 8° da Resolução n° 33/2023-CONSEPE, que disciplina o procedimento de heteroidentificação complementar no âmbito da UERN, e possui a seguinte redação: serão consideradas, no momento da realização do procedimento de heteroidentificação, as características fenotípicas do candidato negro (preto e pardo), como a cor da pele, a textura do cabelo, nariz e lábios.

No entanto, a banca, ao emitir o parecer, afirmou que no caso em análise, embora tenha sido observada textura capilar ondulada, tal característica aparece de forma isolada, não sendo corroborada pelos demais elementos fenotípicos avaliados. “Ao adotar esse entendimento, a comissão de recurso inseriu uma restrição que não consta na Resolução n° 33/2023-CONSEPE. Embora a UERN tenha apresentado justificativas em sua contestação para amparar a decisão, esses argumentos recursais internos introduziram um critério metodológico restritivo, consubstanciado na exigência de cumulação obrigatória de traços, o que contraria o artigo 8º da norma de regência”, esclareceu.

Dessa forma, a juíza evidenciou que, ao desconsiderar o traço fenotípico positivo reconhecido na estudante sob o argumento de que este se apresentava de forma isolada, a banca recursal da UERN ultrapassou os limites regulamentares estabelecidos na Resolução n°33/2023-CONSEPE, incorrendo em ilegalidade. “Constatado que a banca recursal reconheceu formalmente a textura capilar ondulada da candidata, e diante de expressiva convergência de laudos dermatológicos, laudo antropológico especializado, certidão pública de nascimento paterna e declarações de inserção social, resta caracterizada a existência de dúvida razoável sobre o fenótipo da autora”, anotou.

Em razão disso, a magistrada salientou que, diante da ausência de provas suficientes apresentadas pela UERN para justificar a exclusão da candidata e que a sentença segue o entendimento já consolidado pela Justiça potiguar, devendo ser julgado, então, procedente a pretensão da candidata levada a Justiça.

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Política

Prefeita Klebinha reúne vereadores, lideranças e multidão em demonstração de apoio a Dra. Zenaide em Taboleiro Grande

Foto: Divulgação

A senadora Dra. Zenaide Maia recebeu nesta sexta-feira novas demonstrações de apoio à sua pré-candidatura à reeleição durante agenda no Oeste Potiguar. Em Taboleiro Grande, a parlamentar participou de um encontro com a população ao lado da prefeita Klebinha Bessa, do pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra, de vereadores e lideranças do município.

A prefeita destacou a parceria com a senadora e ressaltou a importância dos recursos destinados por Zenaide para o município. “Dra. Zenaide tem ajudado nosso município e vai continuar ajudando”, afirmou, reforçando o apoio à continuidade do trabalho da parlamentar que já destinou quase R$ 1 milhão para Taboleiro.

Durante o encontro, Allyson Bezerra também voltou a reafirmar apoio à senadora e destacou sua atuação em defesa do Rio Grande do Norte. “Essa mulher roda o estado inteiro. É corajosa. Uma mulher que veio da simplicidade do interior e que trava em Brasília uma luta em defesa da gente. É por isso que estou com Zenaide”, disse.

A agenda contou ainda com a presença do prefeito Zé Roberto Pezão, de Itaú. Após Taboleiro Grande, Dra. Zenaide seguiu para Martins, para participar da programação do tradicional Festival Gastronômico Cultural e se encontrar com o prefeito César Móveis.

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Brasil

Arma nunca chegou às mãos de Bolsonaro, apesar de registrada em seu nome, diz PF

Foto: Reprodução

A Polícia Federal apreendeu, em 9 de julho, uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, em cumprimento a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, na Execução Penal nº 169. Um relatório de diligência detalha como a arma foi localizada em um apartamento em Cachoeirinha (RS), confirmando o que a Jovem Pan já havia antecipado sobre a dinâmica da entrega.

A reportagem apurou que a espingarda foi doada a Bolsonaro em agosto de 2021, durante uma feira do segmento em Joinville, Santa Catarina. Apesar da doação, o ex-presidente nunca teve contato com o equipamento, que permaneceu todo esse tempo na posse do doador.

Segundo o relatório da PF, a arma, marca Maestro Arms Company, modelo AR-05-16, calibre 12, estava registrada em nome de Bolsonaro desde 2022, mas nunca saiu fisicamente da posse do antigo dono. A transferência ocorreu apenas no sistema de controle de armas, sem que a tradição física do bem se concretizasse.

Foi o o antigo dono quem procurou a PF por WhatsApp em 8 de julho, alegando não ter mais autorização para transportar a arma até a corporação. Ele pediu que uma equipe fosse até sua casa receber a entrega voluntária, marcada para as 15h do mesmo dia.

A diligência foi autorizada pelo superintendente da PF no RS, Alessandro Maciel Lopes, e chefiada pelo delegado Alexandre Lourenço Pauli. Segundo o relatório, o antigo proprietário recebeu os policiais de forma colaborativa e assinou termo de consentimento de busca. A arma foi encontrada em um estojo rígido, com carregadores sem munição, customizada com as cores da bandeira nacional e a inscrição “Ordem e Progresso”.

O armamento foi levado à sede da PF no Rio Grande do Sul, onde permanece sob custódia, à disposição do STF.

Jovem Pan

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Brasil

Polícia investiga “ranking sexual” de alunas de colégio de elite


Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai ouvir ao menos 65 alunas do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital, para identificar os responsáveis pela criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes em categorias com conotação sexual.

Nesta quinta-feira (9), sete alunas estiveram na delegacia para prestar depoimento. O diretor da escola foi ouvido na quarta (8). Ele afirmou que a escola está tentando apurar internamente quem foram os responsáveis.

– Nós recebemos a informação desse caso há mais ou menos dois dias e desde então estamos empreendendo os esforços para reunir todos os registros de ocorrência para fazer a investigação de forma centralizada. É um caso que causa uma repulsa muito grande, principalmente aos pais ao verem os nomes das filhas nessa lista – afirmou a delegada Maria Luisa Machado, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), à GloboNews.

De acordo com a investigadora, as estudantes estão sendo ouvidas por meio do procedimento de depoimento especial, utilizado em casos envolvendo vítimas em situação de vulnerabilidade.

– Vamos dar amplitude para conseguir identificar a autoria por meio dos depoimentos – disse.

De acordo com a delegada, a lista foi criada de forma totalmente anônima, o que dificulta a identificação dos responsáveis. A expectativa é que os depoimentos ajudem a esclarecer quem produziu e divulgou o conteúdo. A polícia informou ainda que os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes de injúria e difamação.

A lista foi criada em uma plataforma online no formato “tier list”, em que temas são divididos em categorias preestabelecidas. As estudantes foram classificadas nas categorias “GOAT” (“melhor de todos os tempos”, em inglês), “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.

Em nota, o Colégio Cruzeiro diz que registrou um boletim de ocorrência e denunciou o caso à plataforma, que já retirou o conteúdo.

– O Colégio Cruzeiro, sintonizado com as questões da sociedade contemporânea, reprova e repudia quaisquer atitudes que exponham estudantes. Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma denúncia à plataforma de veiculação exigindo a retirada do conteúdo (já retirado do ar), alertamos os responsáveis e estamos dando apoio às alunas e suas famílias – afirmou a instituição.

 

Pleno News

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Política

PL bate o martelo e fecha apoio a Ciro contra o PT no Ceará

Foto: EBC

O Partido Liberal (PL) oficializou o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará nas eleições de 2026.

A decisão foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, que definiu o fim da estratégia de lançar um candidato próprio ao Palácio da Abolição e consolidou uma aliança entre as forças de oposição ao atual governador Elmano de Freitas (PT).

A definição encerra um período de debates dentro do partido sobre a melhor estratégia eleitoral no Estado.

Com o acordo firmado, o PL passa a concentrar seus esforços na construção de uma frente para disputar o comando do Executivo cearense, deixando de lado a possibilidade de uma candidatura própria.

A articulação, no entanto, foi marcada por divergências entre lideranças da legenda.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou publicamente oposição ao apoio a Ciro Gomes, por considerá-lo um antigo adversário político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Michelle defendia que o senador Eduardo Girão (Novo) fosse o nome da oposição para disputar o governo estadual.

Em sentido contrário, o deputado federal André Fernandes (PL-CE) atuou em favor da composição com Ciro, avaliando que a aliança amplia as possibilidades de unificação do campo oposicionista no Ceará diante do projeto de reeleição do PT no Estado.

A posição acabou prevalecendo após a decisão da direção nacional da legenda.

O impasse também alcançou a disputa pelo Senado. Michelle Bolsonaro passou a apoiar a vereadora Priscila Costa (PL), enquanto o grupo político liderado por André Fernandes trabalha pela candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes, pai do parlamentar.

A definição das candidaturas majoritárias deverá ocorrer ao longo das convenções partidárias.

Como parte da nova estratégia eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa, em Fortaleza, do lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes ao Senado.

A presença do parlamentar é vista como um gesto de respaldo à decisão tomada pela executiva nacional e ao novo desenho político da legenda no Ceará.

A aliança entre PL e Ciro Gomes reorganiza o cenário eleitoral cearense e coloca a oposição em torno de uma candidatura única ao governo estadual.

Com isso, o bloco busca ampliar sua competitividade na disputa contra o grupo político liderado pelo PT, que tentará manter o comando do Estado nas eleições de 2026.

 

Diário do Poder

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Futebol

Com falha de goleiro, Espanha vence a Bélgica e vai à semifinal da Copa

Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A Espanha superou a Bélgica por 2 a 1 nesta sexta-feira (10), no SoFi Stadium, em Los Angeles, e garantiu seu lugar na semifinal da Copa do Mundo de 2026.

Os espanhóis saíram na frente na partida com o gol anotado por Fabián Ruiz. Pouco tempo depois, os belgas chegaram no empate com a cabeçada de Charles De Ketelaere, que balançou as redes pela terceira vez neste Mundial. No segundo tempo, Mikel Merino aproveitou uma falha do goleiro Senne Lammens e decretou a classificação do país à próxima fase.

Com o resultado, a Espanha segue adiante no torneio e encara a França na semifinal. O confronto acontece na próxima terça (14), às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos.

Já a Bélgica, se despediu da Copa nas quartas de final, mesma campanha que obteve na edição de 2014. Somente em 1986 e em 2018 que os Diabos Vermelhos conseguiram alcançar as semis da competição.

CNN

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