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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Saúde

Após cirurgia de drenagem torácica, monsenhor Lucas apresenta melhora clínica

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O monsenhor Lucas Batista Neto, de 83 anos, foi submetido a um procedimento cirúrgico de drenagem torácica nesta terça-feira (21) no Hospital Unimed Natal. A intervenção tratou um quadro de derrame pleural provocado por arritmia cardíaca.

Internado na UTI após apresentar cansaço e distúrbios no ritmo cardíaco, o religioso vinha recebendo tratamento medicamentoso desde o fim de semana. Exames laboratoriais realizados na segunda-feira (20) confirmaram o acúmulo de líquido pleural comprimindo os pulmões e dificultando a respiração.

De acordo com o padre João Medeiros Filho, o monsenhor apresenta evolução positiva e permanecerá em observação no hospital.

Pároco Emérito da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, em Mirassol, Lucas Batista Neto atua há 55 anos nos serviços ministeriais da Arquidiocese de Natal.

Novo Notícias 

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Chuvas

RN registra chuvas de até 49 mm nas últimas 24 horas, aponta boletim da Emparn

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O Rio Grande do Norte registrou chuva em 37 estações entre as 7h de terça-feira (21) e as 7h desta quarta-feira (22), segundo o boletim pluviométrico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). Ceará-Mirim, na região metropolitana de Natal, apresentou o maior registro do estado, com 49 mm.

Ao todo, 290 estações estavam ativas no período analisado. Os maiores volumes se concentraram na região Leste, enquanto o Agreste, a região Central e o Oeste potiguar tiveram acumulados menores.

Na sequência dos maiores acumulados, após Ceará-Mirim, aparecem Tibau do Sul, com 31,2 mm; Parnamirim, com 29 mm; Natal, com 28,6 mm; e Taipu, com 27,2 mm. Também houve registros em Macaíba, com 22,4 mm, Pureza, com 21,6 mm, e São Gonçalo do Amarante, com 18,6 mm.

No Agreste, o maior acumulado foi registrado em Santo Antônio, com 18 mm. Bom Jesus marcou 17 mm, enquanto Santa Maria teve 11,2 mm. Na região Central, Caiçara do Norte acumulou 7,6 mm, seguido por Pedro Avelino, com 6,2 mm. Já no Oeste, o maior volume foi registrado em Luís Gomes, com 1,8 mm.

Os volumes foram menores no Oeste. Luís Gomes registrou 1,8 mm, seguido por Itaú, com 1 mm. Coronel João Pessoa e Felipe Guerra tiveram 0,6 mm cada.

De acordo com o boletim, 290 estações estavam ativas no período analisado. Os dados consideram registros feitos por pluviômetros automáticos, equipamentos de plataformas de coleta de dados e postos manuais.

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Política

PODERDATA: 47% desaprovam presidente Lula

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O desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 47% do eleitorado brasileiro, segundo apontou a pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22). Ao mesmo tempo, a parcela de eleitores que aprovam a gestão do petista soma 46%.

Os entrevistados que disseram não saber foram 7%.

A diferença entre os índices negativo e positivo é a menor desde o início da série histórica, em maio de 2024. No pior momento da avaliação pessoal do presidente, registrado pelo instituto em março desse ano, o saldo negativo chegou a 30 pontos percentuais — a desaprovação estava em 61%, enquanto a aprovação era de 31%.

Metodologia

O PoderData entrevistou 2.500 eleitores de todo o país, entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

CNN

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Política

Partido Comunista tem diretório suspenso e pode ficar fora das eleições de 2026

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O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinou a suspensão do diretório regional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) após a legenda não apresentar a prestação de contas referente ao ano de 2023, conforme informações do Diário360.

Com a decisão, o partido fica impedido de manter a atuação regular do diretório no DF até que a pendência seja resolvida junto à Justiça Eleitoral.

Além da suspensão, o TRE-DF determinou o bloqueio de novos repasses de recursos públicos, incluindo valores do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral).

A decisão também prevê a devolução de valores que eventualmente tenham sido recebidos pelo partido durante o período relacionado à irregularidade.

A medida pode afetar a organização do PCB para as eleições de 2026. Sem a regularização do diretório no sistema da Justiça Eleitoral, a legenda pode enfrentar restrições para lançar candidaturas no Distrito Federal.

O partido ainda pode apresentar medidas jurídicas para tentar reverter a decisão e regularizar a situação. A suspensão faz parte da fiscalização da Justiça Eleitoral sobre a prestação de contas e o funcionamento das siglas partidárias.

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Política

RISCO DE US$ 11 BILHÕES: tarifaço dos EUA entra em vigor e atinge produtos brasileiros

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O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22). A medida estabelece uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações do Brasil e pode provocar prejuízo de até US$ 11 bilhões ao comércio brasileiro.

A cobrança adicional foi oficializada pelo governo norte-americano após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Segundo o governo Trump, a decisão está relacionada a práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, desmatamento e políticas envolvendo o Pix.

A tarifa será aplicada aos produtos importados ou retirados de armazéns para consumo a partir desta quarta-feira. Há, porém, uma regra de transição para mercadorias embarcadas antes da entrada em vigor da medida, desde que cheguem aos EUA até 29 de julho.

Apesar da sobretaxa, mais de 2,1 mil produtos ficaram fora da cobrança adicional. A medida de exceção busca reduzir impactos sobre a economia norte-americana e evitar problemas em cadeias de abastecimento.

Entre os itens brasileiros que ficaram isentos estão produtos como carne bovina, café, laranja e suco de laranja, petróleo e aeronaves civis.

Para os produtos atingidos, a tarifa de 25% será somada aos impostos de importação já existentes. Na prática, uma mercadoria que pagava 5% de imposto poderá passar a ter uma carga de 30% para entrar no mercado dos EUA.

Principais produtos isentos da sobretaxa

Agropecuária

  • Carne bovina (cortes frescos, refrigerados, congelados e processados);
  • Café em grão, torrado e solúvel;
  • Laranja, suco congelado e suco não congelado;
  • Frutas como açaí, banana, abacaxi, goiaba, manga e melão;
  • Mel orgânico, peixes e crustáceos.

Mineração e energia

  • Petróleo bruto e derivados;
  • Ferro-gusa e sucata de aço;
  • Hidróxido de alumínio;
  • Minério de ferro, nióbio, grafite, caulim e gás natural.

Tecnologia, indústria e saúde

  • Aviões, helicópteros, drones, motores e peças para aeronaves;
  • Computadores, notebooks, celulares, monitores e semicondutores;
  • Vacinas, insulina, antibióticos, plasma e insumos farmacêuticos;
  • Fertilizantes, ureia e sulfato de amônio.

Produtos que serão atingidos pela tarifa de 25%

Biocombustíveis e químicos

  • Etanol de cana-de-açúcar;
  • Outros biocombustíveis;
  • Celulose branqueada (exceto categorias isentas).

Indústria pesada

  • Aço e alumínio semiacabados;
  • Máquinas agrícolas;
  • Equipamentos de mineração;
  • Transformadores elétricos de grande porte.

Bens de consumo

  • Calçados;
  • Móveis de madeira;
  • Pisos, revestimentos e rochas ornamentais;
  • Vestuário, tecidos e peças de roupa.

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Política

Cadu faz jantar para 40 prefeitos do RN, com presença de Fátima e Samanda, mas Rafael Motta fica de fora de lista de convidados do PT

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O pré-candidato petista a governador Cadu Xavier divulgou em suas redes sociais que recebeu cerca de 40 prefeitos e prefeitas do RN, na noite de segunda-feira (20), para uma jantar em sua casa, com as presenças também da governadora Fátima Bezerra e da pré-candidata ao Senado Samanda Alves. Já o pré-candidato a senador pelo PDT, Rafael Motta, mais uma vez ficou de fora do evento da turma do PT.

“Convidamos para visitar a nossa casa quem a gente quer ter perto. Vocês não são apenas nossos apoiadores, são nossos amigos”, disse Cadu aos seus convidados . Pelo visto, Rafael Motta não faz parte dessa lista.

Essa é mais uma demonstração de que Rafael Motta, apesar de integrar a chapa majoritária liderada pelo PT, não é muito bem-vindo no chamado “Time de Lula”.

Os petistas, principalmente a governadora Bezerra, não escondem que a candidatura preferencial ao Senado é a de Samanda Alves. Rafael vem sendo sistematicamente atacado, boicotado e excluído pelo grupo governista.

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Política

Maioria desaprova Governo Lula, aponta pesquisa PoderData

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A maioria dos brasileiros desaprova o governo do presidente Lula (PT), segundo pesquisa divulgada pelo PoderData, divulgada pelo Poder360. O levantamento mostra que 51% dos entrevistados reprovam a atual gestão, enquanto 43% aprovam.

Os números indicam que a desaprovação ao governo permaneceu estável em relação ao levantamento anterior. Já a aprovação oscilou um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa.

Foto: Reprodução/Poder360

 

Quando questionados sobre a avaliação do trabalho do presidente, 37% classificaram a gestão como “ruim” ou “péssima”, 36% como “ótima” ou “boa” e 24% como “regular”. Outros 3% não souberam responder.

Foto: Reprodução/Poder360

Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de julho de 2026, com 2.500 entrevistas em 147 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Por se tratar de um levantamento sobre avaliação de governo, e não de intenção de voto, a pesquisa não precisa de registro na Justiça Eleitoral.

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Política

ANÁLISE: PT teme desgaste de Jaques Wagner e aposta em investigação de Ciro Nogueira, diz Cláudio Humberto

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O PT já trabalha com a possibilidade de que a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master se torne um dos principais temas da campanha eleitoral.

Segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, integrantes do partido também torcem para que a situação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) ganhe ainda mais repercussão.

De acordo com a coluna, a avaliação entre petistas é que, como Ciro foi ministro do governo Jair Bolsonaro, a oposição também poderá ser envolvida no desgaste político caso o caso continue avançando.

Ainda segundo Cláudio Humberto, a preocupação do PT é reduzir os impactos sobre o palanque de Lula na Bahia, especialmente porque Jaques Wagner foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal no dia 7 de agosto, apenas dois dias após o prazo final para as convenções partidárias. A convenção do PT baiano está marcada para 1º de agosto.

A coluna afirma ainda que o partido aposta no caráter pluripartidário das investigações relacionadas ao Banco Master para evitar que o assunto monopolize o debate eleitoral. Por enquanto, segundo o colunista, a estratégia é manter o foco político na pauta do tarifaço.

Cláudio Humberto também lembra que Ciro Nogueira é apontado como autor da chamada “Emenda Master”, citada por beneficiar negócios ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Entre a operação da PF na residência de Jaques Wagner e o depoimento do senador haverá um intervalo de cerca de dois meses e meio, período que, na avaliação do colunista, pode influenciar o cenário político.

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Política

ALIANÇA INTERNACIONAL: Presidente da Argentina reforça candidatura de Flávio em convenção do PL

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O presidente da Argentina, Javier Milei, participará da convenção do PL neste fim de semana e fará um discurso no evento de lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

A presença de Milei dá dimensão internacional ao ato político e reforça a aproximação entre lideranças identificadas com pautas liberais e conservadoras na América Latina.

Segundo a organização do evento, a participação do presidente argentino busca demonstrar apoio político à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e fortalecer a articulação do PL para a disputa presidencial.

Milei ganhou projeção internacional após assumir a Presidência da Argentina com um discurso de redução do Estado, corte de gastos públicos e defesa da liberdade econômica, pautas que também são defendidas por setores do PL.

A convenção reunirá dirigentes, parlamentares e apoiadores do partido e marcará o início da estratégia nacional da legenda para as eleições presidenciais.

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Política

Flávio Bolsonaro defende fiscalização internacional para reforçar transparência das eleições

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Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro no Brasil.

Flávio falou sobre o tema durante o ciclo de debates Debating Brazil, que reuniu embaixadores e diplomatas de mais de 40 países e blocos internacionais, conforme o Diário360.

Segundo o senador, a presença de observadores internacionais ajudaria a ampliar a transparência do processo eleitoral e fortalecer a confiança no resultado das urnas.

Para Flávio, esse acompanhamento também contribuiria para que o resultado fosse mais amplamente reconhecido no Brasil e no exterior.

Durante o encontro, Flávio também mencionou a atuação da empresa Smartmatic em países da América Latina ao defender mecanismos de auditoria e maior independência tecnológica no sistema eleitoral.

Aos diplomatas, o senador afirmou que a proposta não busca questionar a atuação do TSE. Segundo ele, o objetivo é acrescentar uma nova camada de transparência ao processo por meio do acompanhamento internacional.

Participaram do evento representantes de mais de 40 países e blocos internacionais, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, China e integrantes da União Europeia.

De acordo com interlocutores citados pela organização, a proposta foi apresentada como uma forma de ampliar as garantias de transparência e fortalecer a confiança nas eleições brasileiras.

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