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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Polícia

[VÍDEO] Polícia Civil recupera quase 700 celulares durante Operação Última Chamada no RN

Imagem: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte recuperou 694 aparelhos celulares com registro de roubo ou furto, entre os dias 10 e 18 de agosto, durante as ações da Operação Última Chamada. A mobilização integra uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com a participação das Polícias Civis de todas as unidades da Federação.

A operação utiliza informações do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), ferramenta que reúne e integra, em âmbito nacional, dados relacionados a aparelhos celulares com restrições. O sistema amplia a capacidade das forças de segurança de identificar dispositivos que, após serem roubados ou furtados, passam a circular por diferentes municípios e até mesmo entre estados.

No Rio Grande do Norte, a partir das informações disponibilizadas, a Polícia Civil adotou diferentes frentes de atuação, incluindo o envio de notificações por canais digitais, a realização de buscas ativas e a fiscalização de estabelecimentos comerciais.

Parte dos aparelhos foi recuperada por meio da entrega voluntária realizada por pessoas que, após receberem as notificações, compareceram às unidades policiais. Paralelamente, equipes realizaram diligências nos endereços de pessoas que, mesmo notificadas, não haviam apresentado os dispositivos.

As ações também alcançaram estabelecimentos que atuam na compra e venda de aparelhos eletrônicos. As fiscalizações tiveram como objetivo verificar a procedência dos dispositivos comercializados e identificar possíveis aparelhos de origem ilícita, contribuindo para o enfrentamento da cadeia de receptação.

Além de possibilitar a restituição dos celulares aos legítimos proprietários, a recuperação dos aparelhos representa uma nova etapa das investigações. A partir dos dispositivos localizados e das informações obtidas durante a operação, a Polícia Civil aprofundará as apurações para identificar possíveis envolvidos nas diferentes etapas da cadeia criminosa, incluindo receptação, desbloqueio, transporte e comercialização de aparelhos roubados ou furtados.

 

 

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Eleições 2026

Pesquisa Perfil destaca Benes Leocádio em 1º lugar na Federação União Brasil/PP no RN

Foto: Divulgação

O Deputado Federal Benes Leocádio aparece em posição de destaque no cenário eleitoral do Rio Grande do Norte. Na pesquisa divulgada pelo Instituto Perfil nesta quarta-feira (19), o parlamentar ocupa a primeira colocação entre os nomes da Federação União Brasil/PP.

A nominata é considerada uma das mais competitivas para a Câmara Federal, reunindo nomes de expressão na disputa. Dentro desse cenário, o desempenho de Benes chama atenção especialmente pela distribuição das citações em municípios de diferentes regiões do estado.

De acordo com as últimas pesquisas do Instituto Perfil, se as eleições fossem realizadas hoje, Benes Leocádio e Robinson Faria seriam os nomes eleitos da Federação União Progressista com cenário de eleição para a Câmara Federal.

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Política

Prefeito Paulinho Freire empossa novos gestores da Semurb e Arsban

Foto: Roberto Galhardo

O prefeito Paulinho Freire empossou, nesta quarta-feira (19), Sérgio Pinheiro como secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e Thiago Mesquita como diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban). A solenidade foi realizada no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão e reuniu secretários municipais, servidores, lideranças comunitárias, vereadores e demais autoridades.

Durante a cerimônia, o prefeito falou sobre a atuação de Thiago Mesquita à frente da Semurb e sobre as novas atribuições do cargo. Para Paulinho Freire, as duas áreas têm relação direta com o planejamento da cidade e com a qualidade de vida da população.

“Estamos aqui hoje para mais um momento importante. São duas missões que fazem muita diferença no dia a dia e na qualidade de vida dos natalenses. Em sua passagem pela Semurb, Thiago Mesquita mostrou que planejar a cidade e ter um olhar diferenciado para o meio ambiente também é cuidar das pessoas. Sob a sua gestão, tivemos a revisão do Plano Diretor, que se tornou uma referência para o desenvolvimento de Natal e ganhou reconhecimento nacional”, afirmou.

O prefeito destacou que, durante a gestão de Thiago Mesquita, a Prefeitura criou o Novo Código de Obras, atualizou as Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs), modernizou o licenciamento ambiental e deu atenção à causa animal, com a implantação do Hospital Veterinário. Também citou a contribuição técnica para a obra da Nova Ponta Negra e para o Parque Linear da Roberto Freire.

“Agora, Thiago tem na Arsban a missão de ampliar a cobertura de esgotamento sanitário, fortalecer a regulação e modernizar processos. Integrar saneamento, meio ambiente e planejamento urbano também faz parte do cuidado com as pessoas e transforma vidas”, explicou o prefeito.

Ao falar sobre Sérgio Pinheiro, o prefeito ressaltou a experiência técnica do novo secretário e a contribuição que ele poderá oferecer à administração municipal. “Aliar o desenvolvimento à qualidade de vida para todos os cidadãos e cidadãs é um desafio permanente em todos os lugares do mundo e tenho certeza de que Sérgio pode contribuir muito com essa missão”, disse o prefeito.

À frente da Arsban, Thiago Mesquita falou sobre os objetivos para o novo período de trabalho e sobre a importância de ampliar as ações relacionadas ao saneamento no município. “Espero agora, enquanto presidente da Arsban, junto com a diretoria que será formada, avançar ainda mais na questão do saneamento, que é qualidade de vida e bem-estar. Vamos trazer ainda mais avanços importantes para o município de Natal. Agradeço muito a confiança do prefeito Paulinho Freire, desde o primeiro momento em que ele me reconduziu à Semurb, e agora, com essa oportunidade e com esse mandato de cinco anos à frente da Arsban”, afirmou.

O novo secretário da Semurb, Sérgio Pinheiro, agradeceu a confiança do prefeito e falou sobre a disposição para assumir a nova missão, dando continuidade ao trabalho desenvolvido na área. “Eu agradeço a confiança do prefeito Paulinho Freire. Tenho certeza de que podemos fazer muito pela cidade. Ele me propôs metas e tenho certeza de que teremos condições e soluções. Estou muito otimista. Venho com essa nova missão e esse desafio de dar profundidade ao trabalho de Thiago”, declarou.

Também compuseram a frente de honra da solenidade a vice-prefeita Joanna Guerra; a secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti; e, representando a Câmara Municipal de Natal, o vereador Kleber Fernandes.

Atuação

Thiago Mesquita é graduado em Tecnologia em Meio Ambiente pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (2005), bacharel em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2008), mestre em Bioecologia Aquática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2009) e doutor em Ciências Climáticas pela mesma universidade. Tem experiência na área acadêmica, tendo coordenado diferentes cursos superiores em Natal, além de ter atuado como diretor de operações da Urbana, secretário-adjunto e secretário titular da Semurb. Também foi coordenador técnico da revisão do Plano Diretor de Natal.

Sérgio Pinheiro é engenheiro civil, especialista em Educação Ambiental e mestre em Engenharia Sanitária pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Possui mais de três décadas de experiência na formulação e execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável, saneamento básico, recursos hídricos, gestão ambiental e planejamento territorial.

Exerceu os cargos de diretor de operações e diretor-presidente da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura e secretário de Relações Institucionais do Município de Natal, além de vereador da capital potiguar.

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Brasil

Justiça suspende demissões da Casas Bahia e restringe novos cortes

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente, na terça-feira (18) as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada e restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais. Procurado, o Grupo ainda não se manifestou sobre a decisão.

A companhia protocolou, no domingo (16) um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões.

Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

No processo, a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) afirmou que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia.

A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos.

Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho.

Caso não cumpra a decisão, a Casas Bahia poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido.

Com informações da CNN

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Política

VÍDEO: “Matemática de Mossoró acaba custando caro”, diz Álvaro Dias sobre investigação contra Allyson Bezerra

Imagem: Reprodução/Instagram

O candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (PL), publicou nas redes sociais um vídeo que faz referência à “Matemática de Mossoró”, expressão que se popularizou após ter sido usada pelo empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed, em áudios das investigações da Operação Mederi.

O empresário supostamente explicava a um funcionário como funcionava a divisão de valores e o suposto esquema de superfaturamento em contratos de fornecimento de medicamentos e de pagamento de propinas para a Prefeitura de Mossoró, à época comandada pelo também candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil).

Na peça, uma professora inicia uma aula sobre a “Matemática de Mossoró”, cita um exemplo fictício utilizando uma compra de 400 quadros para escolas e questiona quantos itens seriam entregues. Um dos alunos logo responde: “400”, mas logo em seguida é retrucado com uma ironia por um colega de sala: “Mas foi em Mossoró. Lá na Prefeitura parece que é normal pagar 400 e receber só 140”, diz, fazendo referência às ordens de compra superfaturadas ou com entrega parcial de produtos citadas na investigação da Polícia Federal.

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Geral

AutoShow Brasil reúne mais de 500 veículos em feirão em Parnamirim

Parnamirim recebe, de quinta-feira (20) a domingo (23), mais uma edição do AutoShow Brasil, no Parque Aristófanes Fernandes. O evento reúne 14 lojas e mais de 500 veículos, com opções para quem pretende comprar ou trocar de carro.

O AutoShow funcionará das 8h às 20h, durante os quatro dias de evento. A entrada é gratuita.

O feirão oferece condições especiais de financiamento, aceita veículos usados na troca e, em parceria com o C6 Auto, anuncia taxas a partir de 1,2% ao mês, com a primeira parcela prevista para janeiro.

Além da exposição e venda de veículos, o evento terá praça de alimentação com food trucks, forró pé de serra, estacionamento gratuito e estrutura de segurança para o público.

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Geral

Carla Dickson recebe apoio do ex-prefeito Chilon Batista e da vereadora Jéssica Clemente em Timbaúba dos Batistas

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) recebeu novos e importantes apoios à sua caminhada pela reeleição à Câmara dos Deputados. Em Timbaúba dos Batistas, no Seridó potiguar, o ex-prefeito Chilon Batista e a vereadora Jéssica Clemente anunciaram que estarão ao lado da parlamentar.

As adesões fortalecem a presença de Carla Dickson no município e ampliam sua base de apoiadores na região do Seridó. Chilon Batista possui uma trajetória de atuação política e serviços prestados a Timbaúba dos Batistas, enquanto Jéssica Clemente integra a atual representação política do município no Legislativo.

Carla agradeceu a confiança e destacou que cada novo apoio aumenta a responsabilidade de continuar trabalhando pelos municípios potiguares.

“Recebo com muita alegria o apoio do ex-prefeito Chilon Batista e da vereadora Jéssica Clemente. É uma demonstração de confiança no trabalho que estamos realizando pelo Rio Grande do Norte. Seguimos juntos, com fé, trabalho e compromisso com o nosso povo”, afirmou a deputada.

Com novas adesões em diferentes regiões do estado, Carla Dickson segue fortalecendo sua caminhada e levando a mensagem de continuidade do trabalho realizado em Brasília em defesa da saúde, da inclusão, das famílias e dos municípios do Rio Grande do Norte.

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Negócios entre Nordeste e EUA pautam 5ª edição do ECON Road Summit

Com programação em quatro capitais, imersão reúne autoridades e especialistas para desmistificar a internacionalização e a atração de investimentos.

Em novembro de 2026, o Nordeste recebe a quinta edição do ECON Road Summit, evento focado em educação executiva, estratégias de internacionalização e conexões qualificadas. Com passagens confirmadas por Natal (09/11), João Pessoa (10/11), Recife (11/11) e Fortaleza (12/11), o projeto aproxima empreendedores brasileiros de uma rede de especialistas que atua diretamente no mercado dos Estados Unidos. As inscrições já estão abertas pelo link: https://econbusinesshub.com/

O objetivo do encontro é desmistificar a internacionalização e apresentar os pilares para quem deseja expandir fronteiras comerciais de forma segura. Realizada desde 2022, a iniciativa evoluiu de um encontro local para uma plataforma robusta de negócios, contando com edições anteriores em Natal, João Pessoa, Recife e Brasília (2023), Natal, João Pessoa, Recife e Fortaleza (2024) e em Orlando, na Flórida (2025).

A programação começa às 17h30 em todas as cidades e está desenhada para oferecer conteúdo técnico em painéis objetivos. Para garantir o acesso a informações práticas e oficiais, o projeto reúne um corpo técnico multidisciplinar. O encontro conta com a presença do diplomata Rodrigo Fonseca (ApexBrasil) e de Fábio Yamada (SelectFlorida), além de especialistas como o advogado Vinícius Bicalho (imigração), Mayra Chagas (contabilidade internacional), Eduardo Pyrrho (saúde e inovação) e Fábio Passos (Financiamento Imobiliário Internacional e Estratégias para Investidores).

Integrado ao ECON Business Hub, o encontro se propõe a ir além dos painéis presenciais, pois “internacionalizar um negócio não é apenas sobre abrir uma empresa fora, mas sobre acessar as redes corretas. O ECON traz para as capitais nordestinas os contatos e os caminhos seguros que o empresário levaria anos para construir sozinho nos Estados Unidos”, explica Gláucio Uchoa, liderança do projeto e economista residente em Orlando há 11 anos.

O ECON Road Summit 2026 conta com o patrocínio do Banco do Nordeste, Bicalho Legal, Flow Acc, Sebrae, Sistema Fecomércio (Sesc/Senac) e Sistema Indústria (FIEP, SESI, SENAI, IEL), além do apoio institucional do Consulado-Geral do Brasil em Orlando, da Prefeitura de Orlando (City of Orlando) e da E3L Financial.

SERVIÇO

ECON Road Summit 2026 Datas e locais:

  • 09 de novembro: Natal/RN (Mangai Lagoa Nova)
  • 10 de novembro: João Pessoa/PB (NAU Frutos do Mar)
  • 11 de novembro: Recife/PE (Camarada Camarão)
  • 12 de novembro: Fortaleza/CE (Mangai)

Horário: a partir das 17h30

Informações e inscrições: https://econbusinesshub.com/

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VÍDEO: “Flávio vai acabar com a reeleição para governar pelas próximas gerações, não pelas próximas eleições”, afirma Rogério Marinho

O senador Rógerio Marinho e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro vai governar o Brasil levando em consideração as próximas gerações e não as próximas eleições. De acordo com Rogério, uma decisão fundamental tomada por Flávio para isso é acabar de uma vez por todas com a reeleição pra Presidente da República. A declaração foi feita durante sabatina realizada pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, nesta quarta-feira (19).

Marinho também lembrou que “o Brasil teve seis anos de um ciclo virtuoso” após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Retomarmos um país que cresce e ao mesmo tempo tem sustentabilidade e leva em consideração a parceria necessária com aqueles que produzem e que levam o nosso país nas costas. Ao contrário do governo que aí está, nós não vamos dividir o país entre nós e eles“, afirmou Rogério em menção aos empresários, à classe produtiva, e aqueles que de fato geram emprego, oportunidade e renda no país.

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E AGORA? Relatório da PF não aponta crime cometido por jornalista do Maranhão alvo de operação de Moraes após reportagens sobre Dino

Fotos: reprodução/Arte g1

Relatório da Polícia Federal (PF) usado para embasar decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes afirma não haver indícios de que o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida tenha cometido crime de violação de sigilo funcional.

Luís Pablo entrou no radar da investigação após publicar reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. A apuração identificou o ex-secretário maranhense Raimundo Cutrim como a fonte que teria repassado documentos e informações ao jornalista.

No documento, a PF diferencia as condutas e afirma que, em tese, o jornalista estaria protegido pela liberdade de imprensa. Já a eventual atuação de agente público que acessa informações restritas e as repassa para publicação poderia configurar violação de sigilo funcional.

Apesar disso, Moraes citou na decisão que autorizou as diligências devido a existência de indícios de possível perseguição contra Dino. A investigação também analisou conversas entre Luís Pablo e o advogado Diogo Diniz Lima, que teria enviado sugestões para matérias críticas ao ministro.

Os investigadores ainda encontraram ainda uma transferência de R$ 100 mil feita por Lima para a conta de Danilo Cutrim Bezerra, relacionada à compra de um imóvel rural de R$ 461 mil pelo jornalista. A PF registrou a transação e aprofundou a apuração sobre a relação entre os envolvidos, mas o relatório não conclui que o pagamento tenha sido feito em troca de reportagens.

Opinião dos leitores

  1. Moraes vai agora acionar o ” aspone ” ( assessor de porra nenhuma ) para criar factóides, para incluir no inquérito no inquérito do fim do mundo 😁😁😁

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