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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

CASO MASTER: influencer afirma ter recebido R$ 7,8 mil por post inicial com críticas ao Banco Central e revela que depois recusou contrato de três meses

Um influenciador digital de São Paulo afirmou ter recebido R$ 7,8 mil por uma única postagem criticando o Banco Central após a liquidação do Banco Master, em dezembro. Segundo ele, depois disso recusou um contrato de três meses para novas publicações.

O influenciador disse que foi procurado por representantes da agência GroupBR. O pagamento foi feito pela empresa Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Dois dias após a publicação, ele apagou o conteúdo, devolveu o dinheiro e afirmou que o material “ultrapassava limites éticos”.

Trecho do contrato enviado para os influenciadores — Foto: Arquivo pessoal

O contrato previa que a agência forneceria os temas e orientações, sem exigir apuração própria do influenciador. Ao final dos três meses, o valor total poderia chegar a R$ 188 mil, já com desconto da comissão.

Outros criadores relataram propostas semelhantes, com oito posts mensais, no mesmo período em que a Febraban identificou uma onda de ataques ao BC nas redes sociais. A Polícia Federal vai investigar se houve ação coordenada. As empresas citadas não se pronunciaram.

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Geral

Após publicação em grupo de WhatsApp sobre “cortar cabeça de bolsonaristas em praça pública”, advogado diz que errou e foi “infeliz”

Em grupo da OAB, advogado fala em cortar cabeça de bolsonaristas em praça públicaImagem: reprodução

Um advogado de Cáceres (MT) disse que errou e que foi “infeliz” após uma publicação feita em um grupo de WhatsApp afirmando que “torce para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública” e ainda se voluntariaria para o ato.

A mensagem que se espalho e acabou repercutindo negativamente foi enviada durante uma discussão sobre uma notícia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e rapidamente circulou entre advogados da região, gerando indignação.

O autor da frase, Lindomar da Silva Rezende, ex-coordenador do Procon no município, confirmou a autoria e declarou que o comentário foi feito em tom de “galhofa” durante um debate político acalorado. Ele reconheceu que a fala foi “infeliz” e afirmou que se retrata publicamente.

A OAB de Mato Grosso informou que, até o momento, não recebeu denúncia formal ou pedido de apuração disciplinar sobre o caso.

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Geral

BOMBA: Walter Alves confirma que não assume o Governo do RN e mira vaga na Assembleia

O vice-governador Walter Alves confirmou ao Blog do BG que não vai assumir o Governo do Rio Grande do Norte em abril. A decisão está tomada: ele vai se desincompatibilizar do cargo para disputar uma vaga de deputado estadual, abrindo mão, de forma inédita, da cadeira de governador que estaria ao seu alcance.

Ao renunciar ao cargo de vice, Walter automaticamente fica fora do jogo pelo Governo e passa a atuar exclusivamente na pré-campanha. Em conversa nesta manhã, ele foi categórico: não assume o Executivo “de jeito nenhum” e já trabalha como praticamente certa a candidatura à Assembleia Legislativa.

O vice, no entanto, evitou confirmar rompimento com a governadora Fátima Bezerra e com o PT. Disse apenas que ainda terá novas conversas com a chefe do Executivo. Nos bastidores, o movimento indica cautela política, mas a decisão estratégica já está sacramentada.

Com o mandato prorrogado à frente do MDB no RN, Walter agora se dedica a montar a nominata do partido para deputado estadual, articulando nomes e fortalecendo a chapa. O fato é histórico e constrangedor para o governo petista: pela primeira vez no Brasil, um vice-governador recusa assumir o comando do Estado, sinal claro de que o peso da herança administrativa e política afastou qualquer encanto pelo cargo.

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Geral

Faltando apenas 10 dias para o início das inscrições do Sisu, Inep não confirma data de divulgação das notas do Enem 2025

Foto: Érico Andrade/g1

A dez dias do início das inscrições do Sisu, o Inep ainda não informou a data de divulgação das notas do Enem 2025.

O exame, aplicado em novembro, é usado para ingresso no Sisu (19 a 23 de janeiro), Prouni (26 a 29 de janeiro) e Fies, que ainda não tem calendário definido.

O edital do Enem não traz uma data para a publicação dos resultados, apenas informa que o acesso às notas será liberado posteriormente.

O Inep afirmou nesta sexta-feira (9) que a definição do cronograma deve ocorrer até o fim do dia, mas ainda não confirmou a data.

Em edições anteriores, candidatos relataram instabilidades no sistema durante a divulgação das notas.

A prova de 2025 também foi marcada por polêmica após a anulação de três questões que haviam sido antecipadas por um estudante.

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Geral

Estados e municípios vão cobrir rombo do Banco Master em fundos de previdência, diz Ministério da Previdência Social

Foto: Banco Master/divulgação

O Ministério da Previdência Social informou que estados e municípios serão os responsáveis por cobrir eventuais prejuízos em fundos de previdência que investiram em títulos do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

Segundo a pasta, a Lei nº 9.717/1998 determina que os entes federativos devem garantir o pagamento de aposentadorias e pensões caso os recursos dos regimes próprios de previdência (RPPS) sejam insuficientes.

Na prática, isso significa que governos estaduais e municipais terão de arcar com possíveis rombos para assegurar o pagamento integral dos benefícios.

O ministério também afirmou que não há previsão legal para cobranças extras de servidores ativos, aposentados ou pensionistas para cobrir déficits.

Ao todo, 18 entes investiram cerca de R$ 1,86 bilhão em letras financeiras do Banco Master. Só o Rio de Janeiro aplicou aproximadamente R$ 960 milhões, quase metade do total, com vencimentos previstos entre 2033 e 2034.

Veja abaixo a lista completa:

  1. Angélica (MS): R$ 2 milhões;
  2. Aparecida de Goiânia (GO): R$ 40 milhões;
  3. Araras (SP): R$ 29 milhões;
  4. Cajamar (SP): R$ 87 milhões;
  5. Campo Grande (MS): R$ 1,2 milhão;
  6. Congonhas (MG): R$ 14 milhões;
  7. Estado do Amapá (AP): R$ 400 milhões;
  8. Estado do Amazonas (AM): R$ 50 milhões;
  9. Estado do Rio de Janeiro (RJ): R$ 970 milhões;
  10. Fátima do Sul (MS): R$ 7 milhões;
  11. Itaguaí (RJ): R$ 59,6 milhões;
  12. Jateí (MS): R$ 2,5 milhões;
  13. Maceió (AL): R$ 97 milhões;
  14. Paulista (PE): R$ 3 milhões;
  15. Santa Rita D’Oeste (SP): R$ 2 milhões;
  16. Santo Antônio de Posse (SP): R$ 7 milhões;
  17. São Gabriel do Oeste (MS): R$ 3 milhões;
  18. São Roque (SP): R$ 93,15 milhões.

Leia a íntegra da nota do Ministério da Previdência Social:

“O Ministério da Previdência Social esclarece que, por determinação da Lei nº 9.717/98, os Estados e Municípios são os responsáveis diretos por garantir o pagamento de aposentadorias e pensões de seus servidores caso os recursos acumulados pelos regimes próprios de previdência sejam insuficientes. Na prática, isso significa que o ente federativo (Estado ou Município) é o garantidor final do sistema, devendo cobrir eventuais faltas financeiras para assegurar que todos os benefícios sejam pagos integralmente.
O Ministério ressalta, ainda, que não existe qualquer previsão na legislação para a criação de cobranças extras, taxas suplementares ou contribuições adicionais de servidores ativos, aposentados e pensionistas para cobrir eventuais déficits financeiros desses regimes.”

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Geral

VÍDEO: EUA fazem nova apreensão de petroleiro da Venezuela no Caribe; é o 3º navio confiscado nesta semana

Os Estados Unidos apreenderam nesta sexta-feira (9) o petroleiro Olina nas águas do Caribe, perto de Trinidad e Tobago, em mais uma ação contra embarcações ligadas ao petróleo venezuelano sob sanções americanas. Navio é o terceiro a ser confiscado essa semana por ligação com a Venezuela

A operação foi conduzida por forças americanas no âmbito da Operation Southern Spear. Em uma publicação oficial, o comando militar dos EUA afirmou que “não há refúgio seguro para criminosos”, reforçando a repressão ao que chama de atividades ilícitas no Hemisfério Ocidental.

Navio sancionado navegava falsamente sob bandeira de Timor-Leste

O navio, anteriormente sancionado sob o nome Minerva M, navegava com bandeira de Timor-Leste — considerada falsa — e já estava incluído na lista de embarcações sob restrições dos EUA.

Segundo dados de rastreamento marítimo, Olina havia deixado a Venezuela carregado de petróleo e regressava para o país quando foi interceptado, após longa perseguição a navios-tanque vinculados ao transporte de combustível sujeito a sanções americanas.

Quinta apreensão nas últimas semanas

Esta é a quinta apreensão de petroleiros relacionados à Venezuela pelas forças americanas nas últimas semanas, em meio a uma campanha mais ampla de pressão sobre o comércio de petróleo do país sul-americano.

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Cidades

OAB/RN e CAARN lançam serviço gratuito de telemedicina para a advocacia potiguar

Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), por meio da sua Caixa de Assistência dos Advogados do Rio Grande do Norte (CAARN) passa a oferecer, a partir de janeiro 2026, um serviço gratuito de telemedicina destinado a advogados e advogadas regularmente inscritos e adimplentes com a anuidade. A iniciativa integra o programa “Sua anuidade de volta” e amplia o conjunto de ações voltadas à promoção do bem-estar e da qualidade de vida da advocacia potiguar.

A nova plataforma garante consultas médicas online ilimitadas com clínico geral, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, de forma simples, segura e acessível. O atendimento é realizado totalmente de forma virtual, permitindo que o profissional receba orientações médicas, receitas e encaminhamentos sem precisar sair de casa e sem qualquer custo adicional.

Para a presidente interina da OAB/RN, Bárbara Paloma, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com o cuidado integral da advocacia.

“A telemedicina representa mais um avanço concreto na valorização dos advogados e advogadas do Rio Grande do Norte. Em um cenário de dificuldades de acesso à saúde privada e de altos custos dos planos, oferecer atendimento médico gratuito e disponível 24 horas é uma forma de cuidar de quem sustenta a advocacia no dia a dia”, disse a presidente.

A presidente da CAARN, Úrsula Bezerra, ressaltou que o serviço é resultado da atuação conjunta entre as instituições e do olhar atento às necessidades da classe, sobretudo dos que moram e trabalham no interior do RN.

“Essa é uma conquista construída a muitas mãos. A parceria entre a OAB/RN e a CAARN demonstra que, quando trabalhamos juntas, conseguimos entregar benefícios reais, que impactam diretamente a qualidade de vida da advocacia. A telemedicina é mais comodidade, mais praticidade e mais cuidado com a nossa classe. A medida também visa auxiliar a advocacia que não tem acesso a um um pano de saúde”, afirmou a presidente da CAARN.. .

Diante da crescente dificuldade de acesso à saúde privada, agravada pelos altos custos dos planos de saúde, a contratação da plataforma surge como uma alternativa eficaz para ampliar o acesso ao atendimento médico. Por meio do serviço, o advogado ou advogada será atendido por um médico de forma online e, quando necessário, poderá receber receitas médicas ou encaminhamentos, garantindo agilidade e segurança.

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Informe Publicitário

Geely EX2 lidera vendas no varejo do RN em dezembro, em seu primeiro mês completo

Foto: Divulgação

O Geely EX2 alcançou um marco importante no Rio Grande do Norte. Em dezembro, seu primeiro mês completo de vendas, o modelo já se tornou o carro mais vendido no varejo no estado, reforçando a rápida aceitação do veículo entre os consumidores potiguares.

O sucesso não veio por acaso: o EX2 caiu no gosto do público por entregar muito espaço interno, excelente aproveitamento de cabine e porta-malas, além de economia no dia a dia — um conjunto que faz diferença tanto para famílias quanto para quem roda bastante na cidade. Somam-se a isso o pacote de tecnologia, o conforto e a segurança, elevando a percepção de valor do modelo na categoria.

Além disso, o Geely EX2 se destaca por oferecer maior potência da categoria, maior autonomia e menor tempo de carregamento, reforçando sua proposta de eficiência e praticidade para a rotina urbana e também para deslocamentos mais longos.

Outro ponto decisivo para esse desempenho foi a combinação de produto forte com condições espetaculares de compra. O Geely EX2 está disponível por R$ 119.900, com entrada + 24x sem juros, facilitando o acesso do consumidor potiguar a um carro moderno, espaçoso, econômico e com excelente desempenho.
No RN, a operação da marca é realizada pela Redenção Geely, responsável por apresentar o modelo ao mercado local e conduzir esse início de trajetória já marcado por resultados expressivos.
O desempenho do Geely EX2 em dezembro reforça o avanço da marca no Brasil e consolida o Rio Grande do Norte como um mercado estratégico, refletindo a confiança dos potiguares em uma nova proposta de mobilidade.

Fonte: dados de emplacamentos (varejo) da FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) — dezembro.

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Comportamento

Estudos sobre o corpo humano indicam que um em cada cinco homens é gay secretamente

Foto: Reprodução

Um estudo da Universidade da Geórgia apontou que cerca de 20% dos homens que se declaram heterossexuais apresentaram respostas fisiológicas de excitação ao consumir conteúdos com temática gay. E essa não é a única pesquisa que evidencia a complexidade da sexualidade humana.

Outra investigação, conduzida pela Universidade de Essex, no Reino Unido, também indica que muitas pessoas demonstram algum grau de atração que vai além da heterossexualidade, mesmo que nem sempre expressem isso publicamente.

Em síntese, a sexualidade não é algo rígido nem limitada a rótulos tradicionais. A ciência mostra que o desejo humano é mais diverso do que se imagina, e que viver a própria sexualidade ainda é, para muitos, um processo cercado de silêncio, receios e repressões.

Opinião dos leitores

  1. Atenção mulheres que gostam de homens, quem casou, casou: quem não casou com homem não casa mais….

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Mundo

VÍDEO: Após anos de repressão, chavismo liberta centenas de presos políticos

O regime chavista está libertando centenas de prisioneiros políticos. Durante anos, o ditador Nicolás Maduro prendeu opositores e pessoas contrárias à “revolução bolivariana”, e agora, como resultado da captura do ditador e da pressão feita pelo presidente Trump, centenas estão sendo finalmente libertados.

As libertações, uma reivindicação frequente da oposição do país, são um gesto de paz, disse Rodríguez, acrescentando que a ação foi unilateral e não foi acordada com nenhuma outra parte.

“O governo bolivariano, juntamente com as instituições estatais, decidiu libertar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros, e esses processos de libertação estão ocorrendo neste exato momento”, acrescentou Rodríguez.

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