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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Política

[VÍDEO] General Girão critica decisão de Flávio Dino sobre cúpula da PF e reforça apoio a André Mendonça

Imagem: Reprodução

O deputado federal General Girão (PL-RN) criticou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (9), a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) por decisão do ministro André Mendonça, que apontou suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência da corporação.

No vídeo, Girão questionou a condução da Polícia Federal diante dos fatos que motivaram os afastamentos e voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar manifestou apoio a André Mendonça e defendeu que as suspeitas levantadas sejam apuradas com independência e transparência. “Deixo aqui o meu repúdio a esta intriga, esta briga, este desvio de finalidades do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Girão. Para o deputado, Mendonça deve ter condições de conduzir as apurações sob sua responsabilidade e os fatos envolvendo a atuação da cúpula da PF precisam ser esclarecidos.

Horas depois da manifestação de Girão, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino, diante do conflito entre as determinações. Fachin afirmou ser grave o cenário em que decisões de ministros são desafiadas por outros integrantes da própria Corte e convocou uma sessão extraordinária do plenário para o próximo dia 15 de setembro, quando o caso deverá ser analisado. Até lá, Andrei Rodrigues permanece no comando da Polícia Federal.

O posicionamento de Girão ocorre poucos dias depois da manifestação de 7 de Setembro, no Largo do Atheneu, em Natal, da qual o parlamentar participou ao lado de lideranças da direita potiguar. O ato teve entre suas pautas críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, além da defesa do respeito aos limites constitucionais entre os Poderes.

 

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Brasil

Frustrada com a virada de Flávio nas pesquisas, Janja ataca: “Se dependesse do Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim”

Foto: Ricardo Stuckert

Indignada com o crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas de intenção de voto, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou nesta quarta-feira (9/9), no Piauí, que a volta da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à chefia do Executivo federal representaria um retrocesso para o país. Janja disse que, “se dependesse do Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim”.
Segundo Janja, o bolsonarismo não tem um projeto de país, mas um projeto pessoal.

“A família Bolsonaro não tem projeto para esse país. O projeto da família Bolsonaro é um projeto pessoal, voltado para proteger seus próprios interesses e beneficiar apenas os seus. É isso que estamos vendo diariamente. E não é disso que o Brasil precisa. O Brasil precisa ser governado por quem cuida do seu povo”, declarou a primeira-dama.

A declaração foi dada durante ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Teresina (PI). Junto com Lula, participaram do comício o governador e também candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), os candidatos ao Senado, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), além do ministro de Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e a ex-senadora e ex-governadora, Regina Sousa.

Com informações de Metrópoles

 

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Geral

Trend no TikTok faz homens rasparem os cílios para ‘ficar mais masculinos’; médicos fazem alerta

Foto: Reprodução/ Redes sociais

Uma das muitas tendências bizarras que se alastram pelas redes sociais tem potencial para ser a mais estranha de todos os tempos: homens estão raspando os cílios com o objetivo de “ficar mais masculinos”.

Um vídeo viral no TikTok, com mais de 36 milhões de visualizações, mostra um homem raspando os cílios sob a alegação de que eles são femininos. Ele desconhecia a função vital que eles desempenham para a saúde.

“Os cílios desempenham várias funções essenciais para manter os olhos saudáveis: ajudam a impedir que sujeira e detritos, incluindo células mortas da pele e suor, entrem nos olhos, mantendo o conforto e reduzindo o risco de infecções. Além disso, ajudam a reduzir a exposição da superfície ocular à radiação UV nociva”, disse ao site “LADBible” o médico Paramdeep Bilkhu.

Embora os benefícios dos cílios sejam uma razão mais do que suficiente para mantê-los, há também o perigo adicional de aproximar um barbeador elétrico ou uma tesoura dos olhos para removê-los.

“Como são altamente sensíveis ao toque, os cílios ajudam a desencadear o reflexo de piscar, protegendo os olhos quando um objeto ou ameaça se aproxima. Além disso, o uso de barbeadores perto dos olhos pode causar cortes e arranhões na pele sensível, ou até mesmo ferimentos perfurantes no caso do uso de tesouras. Ao remover ou aparar os cílios, você corre o risco de causar danos reais aos seus olhos”, explicou Paramdeep.

Com informações de Extra

 

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Mundo

Rubio diz que governos de esquerda “destruíram” países da América Latina

Foto: Reprodução/Instagram

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou, nesta quarta-feira (9/9), que governos e movimentos de esquerda “destruíram” países da América Latina e associou setores desse campo político a organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.

Questionado sobre a possibilidade de grupos de esquerda ganharem força como consequência da política externa americana, Rubio rejeitou a preocupação e avaliou a atuação da esquerda na região.

“Grupos de esquerda já estiveram aqui e destruíram o hemisfério. A esquerda destruiu a Venezuela, a esquerda destruiu Cuba, a esquerda destruiu a Nicarágua, a esquerda basicamente destruiu todos os países do hemisfério dos quais conseguiu tomar conta”, afirmou.

A declaração foi feita durante a visita de Rubio ao Equador, onde ele se reuniu com o presidente Daniel Noboa.

Rubio também citou a Bolívia e disse que o país teria sofrido durante 25 anos em razão de governos de esquerda. O secretário ainda mencionou Equador e Colômbia ao fazer críticas a políticas econômicas adotadas por governos desse espectro político nos últimos anos.

Além das críticas econômicas, Rubio estabeleceu uma relação direta entre grupos de esquerda e organizações criminosas. Segundo ele, essas forças políticas estariam “em aliança” com grupos de narcotráfico.

“Esses grupos de esquerda, na realidade, estão em aliança com essas organizações criminosas de narcotráfico. Eles estão alinhados com elas, são aliados delas, permitem que elas realizem essas atividades, em uma aliança nefasta entre os dois lados”, declarou.

Com informações de Metrópoles

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Política

Flávio compara PF do governo Lula à Gestapo, a polícia secreta nazista

Foto: Charles Vieira

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nessa terça-feira, a atuação da Polícia Federal sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a comparou à Gestapo.

A Gestapo foi a polícia política e secreta do regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha entre 1933 e 1945, conhecida por perseguir opositores e minorias.

Ao compartilhar uma publicação do jornalista Cláudio Dantas, acompanhada de uma imagem em que aparecem o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Flávio declarou: “Os dias dessa gestapo do Lula estão contados. A PF do Brasil voltará a ser respeitada!”.

A declaração foi uma reação a uma reportagem de Dantas sobre uma petição sigilosa formulada pelo advogado Michael Cunha, representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O documento acusa investigadores da PF de extrapolarem suas prerrogativas legais durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado em 4 de agosto no escritório do advogado Willer Tomaz.

Com informações do Poder 360

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Eleições 2026

[VÍDEO] Na 96 FM, Álvaro sobe o tom contra Cadu e Allyson e cobra respostas sobre segurança, Mederi e Nogueirão

Imagem: Reprodução

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) subiu o tom contra seus principais adversários durante entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, nesta quarta-feira (9). Álvaro criticou a situação da segurança pública no governo do PT, do qual Cadu Xavier faz parte, e voltou a cobrar explicações de Allyson Bezerra sobre a Operação Mederi e a demolição do estádio Nogueirão, em Mossoró.

Ao tratar da segurança pública, Álvaro afirmou que o avanço das facções criminosas e os problemas registrados no sistema prisional demonstram a necessidade de uma mudança na condução do setor. O candidato defendeu mais investimentos, valorização dos profissionais, tecnologia e integração entre as polícias.

“Com criminoso, com faccionado, não se negocia, não se conversa. Tem de agir para combater com determinação, com coragem, com resiliência, como nós vamos fazer chegando ao Governo do Estado”, afirmou.

Álvaro também direcionou críticas a Allyson Bezerra e voltou a cobrar esclarecimentos sobre a Operação Mederi. Durante a entrevista, citou as investigações da Polícia Federal e questionou o adversário sobre as suspeitas apuradas na operação envolvendo a compra e o fornecimento de medicamentos.

“Isso é um escândalo. Ele precisa responder isso. Eu tenho perguntado a ele nos debates e ele só faz tergiversar, não responde. Ele vai ter de responder, porque é candidato ao Governo do Estado. Ele tem de esclarecer”, declarou Álvaro.

Outro ponto abordado foi a situação do estádio Nogueirão. Álvaro lembrou que esteve pessoalmente no local durante sua recente passagem por Mossoró e criticou a decisão da gestão de Allyson de demolir o estádio. O candidato também citou os questionamentos do Tribunal de Contas do Estado, cujo relatório técnico apontou risco de prejuízo de até R$ 143,7 milhões aos cofres públicos.

“Ele destruiu o estádio Nogueirão. Eu estive em Mossoró recentemente e fui lá. O Nogueirão, onde assisti a muitos jogos, inclusive decisivos, está demolido. Foi uma decisão irresponsável e precipitada”, afirmou.

Ao final da entrevista, Álvaro contrapôs as críticas aos adversários com os resultados de sua gestão em Natal. Destacou o novo Plano Diretor, que impulsionou a retomada dos investimentos privados e da geração de empregos na capital, e a engorda de Ponta Negra, obra que, segundo ele, preservou o Morro do Careca, principal cartão-postal da cidade, e mais de 15 mil empregos ligados à região. Álvaro contou que esteve recentemente na praia e recebeu o agradecimento de comerciantes e trabalhadores pelos resultados da obra.

O candidato também lembrou as mais de 600 obras realizadas durante sua gestão, a pavimentação e drenagem de centenas de ruas, o Hospital Municipal, o Complexo Turístico da Redinha, a Avenida Felizardo Moura e a recuperação de praças.

“O povo da cidade de Natal me conhece, sabe o que nós fizemos durante o tempo que administramos a capital do Estado. Nós mudamos, modernizamos a cidade de Natal”, destacou Álvaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“TERCEIRA FACADA”: Campanha de Flávio monitora possível “revanche” do STF

 

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto monitora uma possível “revanche” de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador e seus aliados. Desde que vieram à tona as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, cresceu internamente a tensão na equipe de Flávio diante da possibilidade de uma reviravolta.

O receio aumentou nesta terça-feira (8), após o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do cargo. Pessoas próximas ao senador relatam que o clima é de apreensão. A expectativa é de que um eventual “troco” não parta apenas de Moraes, mas também dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Entre as possibilidades ventiladas pela equipe estão medidas contra o próprio Flávio ou contra pessoas consideradas-chave na campanha, como o também senador e coordenador da candidatura, Rogério Marinho (PL). Um dos pontos no topo do monitoramento é o suposto desvio de emendas parlamentares, caso que vem sendo relatado por Dino.

Internamente, o sentimento é de que o STF “vai revidar” de alguma forma os últimos acontecimentos. Um aliado afirmou, sob condição de reserva, que foi a esse cenário que Flávio se referiu durante a manifestação de 7 de Setembro, quando falou sobre uma possível “terceira facada”, sem explicar naquele momento o que seria.

“Eu estou avisando. Vão tentar uma 3ª facada, não só em mim, mas também nos meus aliados. E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições? Não vai adiantar nada, porque estou aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles”, disse, na segunda-feira (7).

Flávio e seus aliados têm apoiado o ministro André Mendonça nas decisões recentes. Indicado por Jair Bolsonaro para o STF, Mendonça chegou a ganhar um boneco na Avenida Paulista durante o ato do início da semana de e tem sido alvo de pedidos de orações por parte do grupo.

Já Alexandre de Moraes e Flávio Dino são apontados pelos aliados como próximos do Palácio do Planalto. O temor da campanha é que uma eventual reviravolta interrompa o crescimento recente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Com informações da Jovem Pan

 

 

 

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Eleições 2026

“Essa fala não é verdade. Chega a ser ridículo e ele é perseguidor”, diz ex-presidente do Potiguar após Allyson prometer apoio aos clubes do RN

Foto: Reprodução

A promessa de Allyson Bezerra de conceder “todo o apoio aos clubes do Rio Grande do Norte”, caso seja eleito governador, provocou reação do ex-presidente do Potiguar de Mossoró Djalma Júnior. O ex-dirigente contestou publicamente a declaração e afirmou que passou dois anos “batendo à porta” da gestão de Allyson em busca de apoio para o clube.

A declaração de Allyson foi dada em entrevista ao programa Jogo Rápido, da 96 FM, e publicada pelo Blog do Léo Félix. Ao falar sobre suas propostas para o esporte, o candidato afirmou que pretende dar suporte e fomentar os clubes potiguares e apresentou sua passagem pela Prefeitura de Mossoró como exemplo do que pretende fazer no Estado.

“Primeiro, nós vamos conceder todo o apoio aos clubes do Rio Grande do Norte, para que os clubes consigam ter o suporte necessário, ter a visibilidade e ter o fomento por parte do Estado. Tenho assim feito como prefeito, patrocinando os clubes da cidade de Mossoró”, afirmou Allyson.

Foi justamente essa declaração que provocou a reação de Djalma Júnior nos comentários da publicação do Blog do Léo Félix.

“Essa fala dele não é verdade. Chega a ser ridículo. Passei 2 anos batendo à porta desse rapaz em busca de apoio. Mas como ele é perseguidor e não aceita críticas, fechou as portas e tentou asfixiar os clubes. O Potiguar resistiu a duras penas. Já o nosso rival caiu”, escreveu o ex-presidente do Potiguar.

Djalma também fez um alerta aos desportistas mossoroenses. “O desportista mossoroense, se não tiver memória curta, lembrar o que acontece com o esporte em Mossoró ou tenha algum cargo comissionado, vai pensar 2 vezes”, afirmou.

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Brasil

DARK HORSE: Mendonça homologa delação de empresário ligado a fundo dos EUA

Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”.

A decisão está sob sigilo. Mineiro é dono da Entre Investimentos, a empresa que, a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fez repasses para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A delação premiada, ou colaboração premiada, é um meio de obtenção de provas nas investigações criminais. Nesse recurso, o investigado se dispõe a cooperar com o processo e a investigação. Em troca, o Estado pode dar benefícios a ele.

O empresário afirmou em sua delação — assinada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) em 8 de agosto — que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para a equipe de Vorcaro. O dinheiro era entregue em malas e, segundo ele, seria usado para pagamentos de propina.

Mineiro disse ainda que fez sete repasses, a título de “subscrições de cotas”, para o fundo Havengate nos Estados Unidos. As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões.

A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência.

Audiência com juiz auxiliar de Mendonça

Na terça-feira (8), o empresário e sua defesa participaram de uma audiência com um juiz auxiliar do ministro André Mendonça para avaliar o acordo de delação fechado com a PGR no mês passado.

Na reunião, o juiz questionou se o acordo foi assinado pelo empresário de forma voluntária. Ele respondeu que sim. A voluntariedade é um requisito para que uma delação seja homologada pelo magistrado responsável. Não há prazo para Mendonça homologar o acordo.

Com informações de UOL

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Brasil

Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS; ele não poderá manter contato com outros investigados e testemunhas da operação

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), substituiu nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, pelo uso de tornozeleira eletrônica.

Romeu estava preso desde dezembro de 2025, quando foi alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Agora, além da monitoração eletrônica, Mendonça proibiu Romeu de manter contato, direto ou indireto, com outros investigados e com testemunhas relacionadas à operação.

A mudança na prisão atende a um pedido apresentado pela defesa. Com a decisão, Romeu poderá deixar a prisão, mas continuará submetido às medidas cautelares estabelecidas pelo ministro.

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é acusado de operar um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas cadastrados no INSS.

De acordo com as investigações, o “careca do INSS” seria um intermediário dos sindicatos e associações, recebendo os recursos que eram debitados indevidamente dos aposentados e pensionistas, e repassando parte deles a servidores do Instituto ou familiares e empresas ligadas a eles.

A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril de 2025. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Na época, os investigadores estimavam que as fraudes podiam chegar a cerca de R$ 6 bilhões.

Com informações da CNN

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Brasil

Deputado ironiza invasão à sede do PT no Amapá: “Deve ter sido eleitor para tomar cervejinha”

Foto: Divulgação

O deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à invasão da sede do PT no Amapá. Nikolas disse que o invasor “deve ter sido um eleitor para tomar uma cervejinha“. O deputado comentou uma notícia publicada pela coluna, que mostrou que o PT procurou a polícia para registrar uma invasão ao prédio do partido.

A invasão ocorreu, segundo o PT, na madrugada de terça-feira (8/9). Segundo o partido, os invasores entraram pelas portas dos fundos, danificaram parte da estrutura e quebraram objetos, incluindo um notebook. O bando não levou nada do local, mas a energia elétrica foi cortada.

“Já começou? Nem pisamos aí e já vem com essa?”, escreveu Nikolas nas redes sociais na noite de terça. “Deve ter sido um eleitor para tomar uma cervejinha.”

Com informações de Metrópoles

 

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