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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

OPERAÇÃO CARBONO OCULTO: Empresários foragidos negociam delação com Promotoria: “derrubar metade do Congresso”

Os empresários Mohamad Hussein Mourad (esq.), o ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva (dir.), o ‘Beto Louco’ Foto: Reprodução

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, o ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva, o ‘Beto Louco’ – os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, que pegou o ‘andar de cima’ do PCC na Faria Lima – negociam acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo. As conversas são entabuladas com promotores que combatem o crime organizado.

Mohamad e Roberto negam enfaticamente ter qualquer elo com o PCC.

Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que ‘Beto’ e ‘Primo’ – ambos foragidos – teriam informações explosivas, suficientes para ‘derrubar metade do Congresso’. “É coisa de mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades.”

Provas? Alegam ter em mãos uma coleção de mensagens de WhatsApp que indicam encontros pessoais ou com ‘laranjas’ para entrega de propinas, pagas em troca de ‘alívio’ para o setor de combustíveis, explorado por eles via uma colossal rede de postos do crime organizado.

“Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos”, declarou, em nota, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, chefe do MP paulista. “Nosso objetivo é impessoal.”

Segundo o procurador, ‘qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis’.

A negociação de um eventual acordo não está sob alçada da Procuradoria-Geral, mas ainda em avaliação dos promotores da Carbono Oculto, deflagrada na manhã de 28 de agosto do ano passado.

A Carbono é apontada como a maior ofensiva já realizada para deter a infiltração do crime organizado na economia formal. A ação atingiu o setor de combustíveis e também fintechs e fundos sediados na Avenida Faria Lima, na capital paulista.

A estimativa é que braços do PCC tenham movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, blindando os recursos por meio de 40 fundos de investimentos.De acordo com os investigadores, a BK Bank registrou R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas. Eles estimam que um volume de 80% desse montante no período apurado tenha relação com o PCC.

Na ocasião, o BK Bank informou que foi surpreendido com a operação e que ‘conduz todas as suas atividades com total transparência, observando rigorosos padrões de compliance’.

Entre as empresas citadas na investigação está a Reag Investimentos, que administrava o fundo de investimentos Location no primeiro semestre de 2020.

O único cotista do fundo era Renato Steinle de Camargo.

Segundo as investigações, Renato era ‘testa de ferro’ dos empresários Mohamad Hussein Mourad ‘Primo’ e Roberto Augusto Leme da Silva ‘Beto Louco’, supostamente ligados ao PCC.

‘Impacientes’

O Estadão apurou que ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ estão ‘impacientes’. O acordo seria importante para eles tentarem se livrar de eventuais condenações por fraudes, sonegação, crimes tributários e organização criminosa. Mas suspeitam que autoridades de outras instâncias, especialmente em Brasília, não querem ouvir suas revelações.

Fontes ligadas ao caso afirmam que Mohamad e Roberto querem esclarecer que suas atividades no setor de combustíveis não têm qualquer relação com o crime organizado, tampouco com o PCC.

“Já foram oferecidos anexos com relatos detalhados, mas até agora sentaram em cima em Brasília”, diz uma fonte ligada aos empresários foragidos. “É inacreditável, depois de tudo o que o País passou na Lava Jato, a operação que pôs abaixo um esquema fenomenal de corrupção e cartel na Petrobrás, e nada mudou. O que mudou foram os players, a corrupção mudou de mãos, não é mais dos empreiteiros, agora é de quem pegar.”

O Estadão pediu manifestação do advogado que representa ‘Beto Louco’ e ‘Primo’. Ele não quis falar sobre a negociação com a Promotoria de São Paulo.

Blog do Fausto Macedo – Estadão 

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Geral

Carlos diz que Bolsonaro está “abatido e apático” na cadeia e culpa Mauro Cid

Imagem: reprodução/X

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) disse que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (31/1), e o encontrou “abatido e apático”. A visita desde sábado é a primeira depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou visitas de familiares aos fins de semana.

Em publicação nas redes sociais, o filho 02 ainda culpou o ex-aliado Mauro Cid pela situação do pai.

“Não relato isso como demonstração emotiva, mas como registro estritamente factual. Parabéns, coronel Mauro Cid. Você é um dos principais responsáveis pelo esfacelamento de pessoas de bem e pela destruição de milhares de famílias que não cometeram qualquer crime que justificasse tamanha crueldade“, escreveu.
Carlos detalhou momentos ao lado do pai na visita, disse que eles comemoram “algumas cascas de pão” e que conseguiu “arrancar uma risada” de Bolsonaro.

“Saí há pouco da Papuda acompanhado de meu amigo, o advogado João Henrique de Freitas. Encontrei o presidente Jair Bolsonaro abatido, apático e soluçando. Comemos algumas cascas de pão de forma. Lavei seus talheres de plástico e ainda consegui arrancar uma risada do meu pai. Objetivo alcançado”, escreveu.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no início deste ano, após uma decisão do STF.

Além de familiares, Bolsonaro está autorizado a receber médicos, advogados e outros nomes autorizados pela Suprema Corte.

Bolsonaro foi condenado no fim de 2025 por envolvimento na trama golpista que planejava dar um golpe de Estado e interferir no resultado das eleições de 2022.

Metrópoles

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Geral

QFC na bronca com arbitragem que validou gol da vitória do América: “gol flagrantemente ilegítimo, marcado em posição de impedimento”

O QFC emitiu uma nota de repúdio manifestando insatisfação com a atuação da equipe de arbitragem após a derrota pera o América por 1 a 0, neste sábado (31).

Na ocasião, foi validado um gol flagrantemente ilegítimo, marcado em posição de impedimento, conforme atestam as imagens da transmissão oficial e a análise unânime da imprensa especializada”, afirmou o QFC em nota. O clube também afirmou que vai protocolar uma representação formal contra o trio de arbitragem da partida na FNF.

Leia a íntegra abaixo:

NOTA DE REPÚDIO

​O QFC vem a público manifestar seu veemente repúdio à atuação da equipe de arbitragem na partida contra o América, válida pela 5ª rodada do Campeonato Potiguar 2026. Na ocasião, foi validado um gol flagrantemente ilegítimo, marcado em posição de impedimento, conforme atestam as imagens da transmissão oficial e a análise unânime da imprensa especializada.

​Em face do ocorrido, o QFC protocolará uma representação formal junto à Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) contra o árbitro José Magno T. do Nascimento, os assistentes João Henrique Queiroz da Silva e Reinaldo de Souza Moura, e o quarto árbitro José Alexandre Silva Neto.

​Erros grosseiros como este são inadmissíveis, ferem a lisura da competição e comprometem diretamente a classificação no torneio. O clube exige providências rigorosas para que o futebol potiguar não seja manchado por falhas que transcendem a interpretação e ignoram evidências nítidas.

Veja o lance alvo da polêmica:

 

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Um post compartilhado por Canal GOAT (@canalgoatbr)

Opinião dos leitores

  1. Não dá em nada, o futebol Brasileiro está no lixo ainda mais com essas pelegagens “dirigindo” o futebol, eles tomaram o poder e se acham os “donos” das federações e confederação mudam is estatutos para se manterem eternamente no poder.

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Geral

América vence QFC na primeira partida após ser punido com perda de pontos e segue ameaçado de rebaixamento no estadual

Foto: Gabriel Leite/América FC

Na primeira partida após ser punido com a perda de 18 pontos por utilizar um jogador irregular, o América venceu o QFC por 1 a 0, na Arena das Dunas, neste sábado (31). Com a vitória, o América segue na vice-lanterna da competição com -5 pontos, sob risco de rebaixamento.

O gol da vitória alvirrubra foi marcado aos 40 minutos do segundo tempo por Alexandre Aruá. A marcação do gol gerou muita reclamação dos atletas do QFC que alegaram que Aruá estaria impedido.

Veja como fica a classificação do campeonato:

Opinião dos leitores

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Geral

Rombo fiscal fecha 3º ano seguido acima de R$ 1 trilhão no governo Lula

Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

O setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais fechou 2025 com déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, o terceiro ano consecutivo acima de R$ 1 trilhão no governo Lula. Os dados são do Banco Central e incluem gastos com juros da dívida.

Apesar da arrecadação recorde, a dívida bruta do governo geral subiu para 78,7% do PIB, o equivalente a R$ 10 trilhões, alta de 7 pontos percentuais desde o início do atual governo.

Somente em juros, o setor público gastou R$ 1,023 trilhão em 2025, pressionado pela Selic em 15% ao ano. Juros elevados encarecem a dívida e refletem o risco fiscal percebido pelo mercado.

A dívida pública federal atingiu R$ 8,65 trilhões, a maior alta anual desde 2015, e pode chegar a R$ 10,3 trilhões em 2026, ano eleitoral.

No resultado primário, que exclui os juros, o déficit foi de R$ 53,3 bilhões em 2025, aumento real de 6,7% em relação a 2024. Segundo o Tesouro, o governo central teve déficit primário de R$ 61,7 bilhões, após ajustes para cumprir o arcabouço fiscal.

Especialistas avaliam que a regra fiscal em vigor não melhorou as perspectivas da dívida, que segue em trajetória de alta.

Opinião dos leitores

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Geral

‘ROLÊ VERMELHO’: MPRN arquiva parcialmente denúncia contra Brisa Bracchi mas aponta ‘flagrante desvio de finalidade’ em divulgação do evento

Foto: reprodução/TV Câmara Natal

O Ministério Público do RN arquivou parcialmente a denúncia contra a vereadora Brisa Bracchi no caso das emendas destinadas ao evento “Rolê Vermelho”. Apesar do órgão ter afastado a acusação de dano ao erário, apontou desvio de finalidade na publicidade do evento.

O promotor Afonso de Ligório Bezerra Júnior propôs a Brisa a possibilidade de um acordo de não persecução civil, como alternativa a uma ação judicial.

Segundo o MPRN, a vereadora utilizou canais oficiais do mandato e a estrutura de comunicação institucional para promover um evento cultural com caráter político-partidário, o que pode configurar improbidade administrativa.

“É incontroverso que as publicações ocorreram no perfil oficial do mandato (@ brisabracchi13), tratando-se, desse modo, de ato de divulgação da atividade parlamentar. Contudo, tal divulgação operou em flagrante desvio de finalidade e em desacordo com os parâmetros fixados pelo ordenamento jurídico e pela jurisprudência do STF na ADI 6522”, afirmou o promotor.

“A Vereadora Brisa Bracchi se valeu da divulgação oficial do seu mandato para promover um evento cultural financiado sob a rubrica orçamentária de ‘Apoio às Festas Tradicionais e Festejos Populares’ da política pública cultural do Município de Natal, dando-lhe uma publicidade que desvirtuou a sua natureza e deu a ele a roupagem de um evento de cunho político-partidário, denominado ‘Rolé Vermelho’ e o sugestivo subtítulo ‘Bolsonaro na cadeia’”, escreveu o promotor.

Além do MP, o caso segue em análise na Câmara Municipal de Natal. O plenário derrubou o arquivamento feito pela comissão processante e decidiu dar continuidade ao processo de cassação.

O vereador Matheus Faustino, autor da denúncia, afirmou que o caso “não acabou” e que seguirá levando o processo “até as últimas consequências”.

Opinião dos leitores

  1. Mas vereador pode ter assessor paramentar em natal morando no Pernambuco? Assessor Gasparzinho buhhhh

    1. Grande novidade achar tudo isso “normal”, se fosse de partido de direita, pedia prisão.

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VÍDEOS: Criminosos fingem ser clientes e praticam furtos semelhantes no Midway e em loja de celulares em Parnamirim

Dois homens furtaram um notebook em uma loja no shopping Midway Mall. Eles entraram no estabelecimento como se fossem clientes para não gerar suspeita e aos poucos, vão praticando o crime tranquilamente, sem que niguém pudesse perceber.

Nas imagens mostradas pelo Via Certa Natal, um dos indivíduos vestia uma camisa cinza e usava um boné preto, enquanto o outro usava uma camisa do Flamengo.

A mesma dupla flagrada praticando furto no Midway também agiu em uma loja de celulares em Parnamirim. Usando a mesma tática de fingirem ser clientes, os dois vão despitando clientes e funcionários, aguardando o melhor momento para agir. Do estabeleciemnto em Parnamirim eles furtaram um celular.

A polícia agora investiga os dois furtos e trabalha para identificar e localizar os suspeitos

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Entenda as exigências de Trump para não atacar o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei — Foto: Associated Press / Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS

O retorno de Donald Trump à política externa dos EUA recolocou no centro do debate a questão nuclear iraniana, com exigências consideradas inaceitáveis por Teerã.

Trump impôs três condições centrais ao Irã:

  • Fim total do programa nuclear, inclusive para fins civis — ponto que o regime iraniano considera um direito soberano.
  • Abandono do programa de mísseis balísticos, base da estratégia de defesa do país e fator que levou Trump a romper o acordo nuclear em 2018.
  • Corte do apoio a milícias aliadas no Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas, milícias xiitas no Iraque e Síria e os houthis no Iêmen.

Outro foco de preocupação de Washington é a cooperação militar entre Irã e Rússia. Serviços de inteligência dos EUA suspeitam que Moscou possa estar auxiliando Teerã em avanços nucleares em troca de drones e mísseis usados na guerra da Ucrânia.

Apesar de Trump afirmar que destruiu a capacidade nuclear iraniana em bombardeios realizados em junho, relatórios indicam que o programa seguiu avançando de forma clandestina.

Especialistas avaliam que o Irã dificilmente aceitará as exigências, já que sua legitimidade política se baseia na independência frente a potências estrangeiras e na manutenção de suas capacidades militares.

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VÍDEO: Criminosos roubam veículo, instrumentos e equipamentos do Pagode do Coxa em Natal

O grupo Pagode do Coxa foi alvo de um assalto na madrugada deste sábado (31). Criminosos roubaram o carro do violonista Leonardo Santana, após uma apresentação na Cidade da Esperança e levaram todos os equipamentos de trabalho que estavam no veículo.

O automóvel foi recuperado depois, mas instrumentos e equipamentos eletrônicos não foram encontrados. Em vídeo nas redes sociais, a banda afirmou que o prejuízo compromete diretamente a agenda de shows e a renda do grupo.

Lista dos itens roubados.

iPhone 13 Pro Max de cor verde
Computador MacBook Air 2025
Pedaleira GT 100 da marca Roland
Mesa de som ui24 da marca soundcraft
Relógio Apple Watch série 6 Nike
3 microfone sem fio da marca shure
4 microfone sem fio da marca dylan
2 transmissores da marca dylan
1 placa de áudio gasto track
1 Violão preto slim da marca godin
Uma maleta com 8 transmissores sem fio (bodypack)

Opinião dos leitores

    1. Tenta ver o vídeo não editado sobre isso! Isso se vc quiser ver a realidade e sair desse mundo paralelo e bizarro da gadolandia…

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Paciente sobrevive 48 horas sem pulmões nos Estados Unidos; entenda

Foto: Freepik

Cirurgiões da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, conseguiram manter um paciente vivo por mais de 48 horas sem os pulmões, em um feito inédito na medicina moderna.

O caso envolveu um homem de 33 anos, previamente saudável, que teve os dois pulmões removidos após uma infecção bacteriana fulminante e resistente a todos os antibióticos. Para mantê-lo vivo até o transplante duplo, a equipe utilizou um sistema de pulmão artificial total, capaz de substituir temporariamente as funções pulmonares e estabilizar o coração.

O quadro começou como uma gripe e evoluiu rapidamente para pneumonia necrosante, sepse, falência renal e parada cardíaca. Com os pulmões se tornando o principal foco da infecção, os médicos optaram por uma pneumonectomia bilateral, medida extrema e raramente realizada.

Sem os pulmões, o paciente foi mantido estável por 48 horas, graças ao Total Artificial Lung system (TAL), tecnologia que aprimora a ECMO ao controlar a pressão sanguínea e garantir oxigenação adequada sem sobrecarregar o coração.

Após a chegada de órgãos compatíveis, o transplante duplo foi realizado com sucesso. Dois anos depois, o paciente vive de forma independente e com plena função pulmonar. O caso foi publicado nesta semana na revista científica Med, do grupo Cell Press, e é considerado um marco no tratamento de insuficiência pulmonar extrema.

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