Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Smoke me out @bamf_extractions @bamf_genetics @bamfeastcoast #bamfextractions #diamonds #bamfgenetics #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Follow @bamf_genetics @bamf_genetics @bamf_genetics USA RELEASE COMING SOON! #bamfgenetics #bamfextractions #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Lula atrasa novamente pagamento de subsídio ao diesel a empresas que aderiam ao programa

Foto: Agência Brasil

Empresas que aderiram ao programa de subsídio ao diesel do governo federal seguem sem receber os ressarcimentos prometidos. Na última sexta-feira, dia 29 de maio, venceu também o prazo para o pagamento referente às vendas de abril.

É o segundo atraso consecutivo. Os valores de março deveriam ter sido pagos até o fim de abril, mas ainda não foram liberados.

Representantes do setor afirmam que a demora reduz a credibilidade do programa, afasta novas adesões e dificulta a importação de diesel. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) não explicou os motivos dos atrasos.

Criado para conter os impactos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis, o programa inicialmente previa subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel. Posteriormente, o benefício foi ampliado e, na semana passada, o governo definiu um valor único de R$ 1,47 por litro.

Apesar da ampliação, grandes distribuidoras como Ipiranga e Raízen continuam fora do programa, assim como outras empresas do setor. A falta de pagamentos tem aumentado a resistência à adesão.

“Está difícil aderir ao programa”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo.

Mesmo com as incertezas, o preço do diesel voltou a cair nos postos. Segundo a ANP, o diesel S-10 foi vendido, em média, a R$ 7,13 por litro na última semana, queda de R$ 0,03 em relação à semana anterior e de R$ 0,45 em comparação ao pico registrado entre março e abril.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Trump publica foto com Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca: “Jovem inteligente que ama muito o seu país”

Foto: reprodução/Donald Trump via Truth Social

O presidente americano Donald Trump publicou nesta terça (2) a foto da visita do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) à Casa Branca.

“Foi muito bom receber Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — Um jovem inteligente que ama muito seu país, o Brasil!”, escreveu Trump.

Dias depois após o encontro entre Flávio e Trump, o governo americano classificou as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como terroristas globais. Na ocasião da visita, Flávio Bolsonaro disse que esse foi um de seus pedidos durante a conversa entre os dois.

Em uma entrevista à Itatiaia, Flávio também disse pediu ao presidente americano para que não taxasse as empresas brasileiras.

“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual”, destacou o senador e pré-candidato.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Marco Rubio, secretário de Trump, diz que Brasil não é um país amigável aos EUA, assim como Cuba e Venezuela

Foto: Mandel Ngan/AFP

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2), durante audiência no Senado americano, que o Brasil não faz parte do grupo de países considerados aliados de Washington no hemisfério ocidental.

A declaração ocorre um dia após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) propor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e poucos dias depois de o governo americano anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

Ao defender que a América Latina vive um momento de maior alinhamento com os Estados Unidos, Rubio afirmou que a região está repleta de governos favoráveis aos interesses americanos. No entanto, fez ressalvas ao citar alguns países.

“Com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que ainda enfrenta alguns desafios, e do Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em certa medida, também do atual governo da Colômbia (…), trata-se agora de uma região repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos”, declarou.

Segundo Rubio, os EUA precisam transformar esse alinhamento político em resultados concretos, após o que classificou como duas décadas de negligência na região, período em que China e outras potências ampliaram sua influência na América Latina.

As declarações contrastam com a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a proposta de novas tarifas contra produtos brasileiros e acusou Rubio de hostilidade em relação à América Latina.

“Ele é anti-América Latina. É inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos”, afirmou Lula. O presidente também disse já ter comentado com Donald Trump que o republicano “não gosta do Brasil”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro afirma que pediu a Trump para EUA não taxarem empresas brasileiras: ‘Não é justo’

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (2), em entrevista à Itatiaia, que pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não imponha tarifas sobre empresas brasileiras.

“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual”, declarou.

Flávio se reuniu com Trump na Casa Branca na semana passada. Segundo ele, outro pedido feito durante o encontro foi a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, medida anunciada pelos EUA dias depois.

Apesar do apelo do senador, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras. A medida ainda depende de decisão final de Trump.

Em 2025, o governo norte-americano já havia imposto tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Parte dessas taxas foi posteriormente reduzida após conversas entre Trump e o presidente Lula.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Música

Pedro Luccas lança “Tudo do Meu Jeito em Forró” neste sábado no Teatro Riachuelo

Artista potiguar apresenta novo audiovisual em clima de São João e show entra na reta final com últimos ingressos disponíveis

O cantor potiguar Pedro Luccas apresenta neste sábado, dia 6 de junho, no Teatro Riachuelo Natal, o show “Tudo do Meu Jeito em Forró”, marcando o lançamento oficial de seu novo projeto audiovisual. A apresentação, que começa às 21h, chega como um dos destaques da programação junina na capital e entra na reta final de vendas com os últimos ingressos ainda disponíveis.

Reconhecido por sua versatilidade e por transitar entre diferentes influências musicais, Pedro Luccas agora mergulha no forró, ritmo que ganha protagonismo neste novo trabalho. O projeto reúne canções conhecidas pelo público, além de releituras e interpretações que dialogam diretamente com o período junino, reforçando a conexão cultural com o Nordeste.

“Esse é um trabalho que preparei com muito carinho para esse momento tão especial do ano. Escolhi lançar o projeto justamente no melhor período, que é o São João, a maior festa nordestina. O forró faz parte da nossa identidade e esse show foi pensado para o público cantar, se emocionar e viver essa experiência comigo”, destaca o artista.

Natural do Rio Grande do Norte, Pedro Luccas vem consolidando seu nome no cenário musical potiguar ao longo dos anos, com uma trajetória marcada pela construção de identidade própria e presença constante em eventos e palcos do estado. Agora, com o lançamento do audiovisual “Tudo do Meu Jeito em Forró”, o artista apresenta uma nova fase da carreira, ampliando seu alcance e fortalecendo sua relação com o público.

O espetáculo foi pensado como uma experiência completa, reunindo repertório envolvente, elementos visuais e a energia característica das apresentações ao vivo, em um formato que celebra não apenas o lançamento do projeto, mas também o clima dos festejos juninos.

Além do repertório especial, o show marca um momento estratégico na carreira do artista, que aposta no forró como ponte para dialogar com novos públicos sem perder a essência construída ao longo dos anos, reforçando seu posicionamento dentro do cenário musical do Rio Grande do Norte.

A expectativa é de casa cheia para a apresentação, que já mobiliza fãs e público da música local. A recomendação é que os interessados garantam os ingressos com antecedência, diante da disponibilidade limitada nesta reta final.

Serviço

Show Pedro Luccas – Tudo do Meu Jeito em Forró
Data: 6 de junho de 2026
Horário: 21h
Local: Teatro Riachuelo Natal
Ingressos: Bilheteria do teatro e plataforma Uhuu
Classificação: 14 anos
Realização: Idearte Entretenimento

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

A pílula para câncer que alcançou ‘o impossível’ e fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia do mundo

Daraxonrasib é um antineoplásico oral — Foto: Adobestock

O estudo sobre o medicamento daraxonrasib foi um dos destaques da reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), nos Estados Unidos. Os resultados provocaram uma reação incomum entre médicos e pesquisadores, com aplausos de pé e até choro emocionado de alguns médicos presentes após a apresentação dos dados finais.

Um novo padrão foi estabelecido

O estudo de fase 3 RASolute 302 avaliou 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático que já não respondiam à quimioterapia. Os participantes foram divididos entre o tratamento com daraxonrasib e a terapia convencional.

Os resultados mostraram:

  • Sobrevida mediana de 13,2 meses com o daraxonrasib, contra 6,6 meses com quimioterapia;
  • Redução de 60% no risco de morte;
  • Tempo de controle da doença de 7,3 meses, contra 3,5 meses no tratamento convencional;
  • Redução do tumor em 31% dos pacientes, ante 11,2% no grupo de quimioterapia;
  • Apenas 1,2% interromperam o tratamento por efeitos colaterais, contra 11,2% na quimioterapia.

Diante dos resultados, os pesquisadores concluíram que o medicamento tem potencial para se tornar o novo padrão de tratamento para pacientes em segunda linha terapêutica.

“O aplauso em pé foi merecido”

Presente na apresentação, o oncologista Stephen Stefani destacou que raramente um medicamento apresenta simultaneamente aumento expressivo da sobrevida, baixa toxicidade e um mecanismo inovador para uma doença tão agressiva.

Segundo ele, os resultados representam um avanço importante para pacientes que, até então, tinham poucas opções terapêuticas disponíveis.

Por que é tão difícil tratar o câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas é um dos mais letais. Cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, quando a doença já se espalhou para outros órgãos.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 60 mil pessoas recebem o diagnóstico todos os anos e cerca de 50 mil morrem pela doença. No Brasil, são cerca de 13 mil novos casos anuais e 12 mil mortes.

Um dos principais desafios está na proteína RAS, presente em mais de 90% dos tumores pancreáticos. Durante décadas, cientistas tentaram bloquear essa proteína sem sucesso. O daraxonrasib conseguiu atingir esse alvo, considerado por muito tempo “intratável” pela medicina.

FDA deve aprovar em breve

A farmacêutica responsável pelo medicamento informou que solicitará a aprovação do daraxonrasib à agência reguladora dos Estados Unidos (FDA).

O remédio já recebeu a classificação de “Breakthrough Therapy”, destinada a tratamentos com potencial de oferecer benefícios significativos em relação às terapias existentes, o que acelera sua análise regulatória.

No Brasil, o processo ainda depende de avaliação da Anvisa e, posteriormente, de decisões relacionadas à incorporação do tratamento pelos planos de saúde e pelo sistema público.

Embora ainda não exista previsão para sua chegada ao país, especialistas consideram o daraxonrasib um dos avanços mais promissores dos últimos anos no combate ao câncer de pâncreas avançado.

Com informações de g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula critica possível novo tarifaço dos EUA: “Nós que devíamos aumentar taxação”

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil é que deveria anunciar uma taxação sobre mercadorias vindas dos Estados Unidos, e não o contrário.

A fala se dá um dia depois de o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propor a imposição de tarifas de 25% sobre as importações brasileiras.

“Eu, então, fiz questão de provar, escrevendo artigos nos jornais americanos, mandando carta ao governo americano, dizendo que eles estavam mentindo, porque os Estados Unidos não tinham déficit com o Brasil. O superávit americano com o Brasil nos últimos 15 anos ultrapassa US$ 415 bilhões […] Então, quem tinha que aumentar a taxação éramos nós, não eles“, declarou Lula, ao mencionar o “tarifaço” imposto pelos EUA no primeiro semestre de 2025. À época, a Casa Branca alegou um suposto déficit do país em relação ao Brasil.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Usuário da Unimed Natal relata demora para atendimento à esposa: “Está um caos, um atendimento péssimo”

Um usuário do plano de saúde da Unimed Natal procurou o BLOGDOBG para fazer uma denúncia em relação à demora para atendimento no Hospital da Unimed.

Está um caos, um atendimento péssimo, muitos pacientes na recepção, muitos pacientes na sala onde tomam os medicamentos, superlotado“, relatou ele ao blog.

Ele afirmou que chegou ao Hospital da Unimed por volta das 20h30, da quinta-feira (1º), para acompanhar a esposa e que ela só foi atendido às 23h.

Ele disse também que ela foi diagnosticada com infecção intestinal e que houve ainda muita demora para que uma medicação para dor fosse administrada.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ministro do STF André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) o resultado das quebras de sigilo de investigados pela Operação Sem Desconto. O inquérito apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Um dos materiais cobrados pelo magistrado foi o da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Ela é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos mais velhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo apurou a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, a cobrança foi feita por Mendonça em meados de maio, após a PF mudar a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

A mudança de área provocou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do inquérito. O delegado está à frente da chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025.

A substituição feita pela PF surpreendeu Mendonça. Relator do inquérito no Supremo, o ministro relatou a interlocutores que ficou sabendo da mudança por meio de um dos advogados que estão atuando no caso.

Após a troca, Mendonça convocou reunião com integrantes da Polícia Federal. O magistrado também pediu relatório detalhado sobre todos os que foram alvo da operação, para saber em que pé andam as investigações.

De acordo com a PF, a mudança de área do inquérito foi uma questão “burocrática” e visa “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”. Segundo a corporação, a Cinq possui melhor estrutura para cuidar do caso.

Coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Feriado de Corpus Christi altera funcionamento do comércio em Natal

Foto: Adriano Abreu
O feriado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (4), terá impacto no funcionamento de diversos setores em Natal. O comércio de rua poderá abrir de forma facultativa em algumas regiões da cidade, enquanto as lojas dos shoppings operarão em horários diferenciados. Já as agências bancárias não terão atendimento ao público durante o feriado.

Confira:

Comércio de Rua
Alecrim: abertura facultativa das 08h às 14h;
Centro: lojas fechadas;
Zona Norte: abertura facultativa das 08h às 14h.

Midway Mall
Alimentação e lazer: das 11h às 21h;
Lojas âncoras: das 13h às 21h;
Demais lojas e quiosques: das 14h às 20h;
Cinema: conforme a programação;
Supermercado: das 7h às 22h;
Academia: das 8h às 12h.

Natal Shopping
Alimentação (lojas e quiosques): das 11h às 21h;
Âncoras e mega lojas: das 12h às 21h;
Demais lojas e quiosques: das 15h às 21h;
Academia: das 08h às 16h;
Alpendre: das 11h às 23h;
Cinema: conforme a programação.

Praia Shopping
Lojas e quiosques: das 14h às 20h;
Alimentação: das 11h às 21h;
Cinema: conforme a programação.

Shopping Cidade Jardim
Lojas e quiosques: das 14h às 20h;
Alimentação: a partir das 11h.

Shopping Via Direta
Lojas, box’s e quiosques: abertura facultativa das 14h às 20h;
Praça de Alimentação: abertura facultativa das 12h às 20h.

Shopping Cidade Verde
Lojas: das 15h às 20h;
Praça de alimentação: das 12h às 21h;
Clinicas: facultativo;
Academia: das 08h às 12h.

Partage Norte Shopping Natal
Alimentação e lazer: das 11h às 22h;
Cinema: confirme a programação;
Lojas âncoras e mega lojas: das 13h às 21h;
Lojas satélites e quiosques: das 15h às 21h, sendo facultativo a partir das 11h;
Lotérica: fechada;
Academia: das 08h às 17h;
Supermercado: das 07h às 21h.

Shopping 10
Totalmente fechado

Supermercados
07 às 21h

Bancos
Fechados

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *