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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Política

Eduardo Bolsonaro cobra aliados e exige lealdade ao projeto de Flávio

Foto: Divulgação/X

Eduardo Bolsonaro cobrou publicamente, nesta quinta-feira (5), apoio explícito de aliados à pré-candidatura presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro. A cobrança foi feita em postagem no X, enquanto os dois cumprem viagem internacional pelo Oriente Médio. Para ele, quem integra o movimento e permanece em silêncio “não é neutro”, mas omisso.

Eduardo afirmou que a candidatura está “posta há exatos dois meses” e disse que o objetivo é tirar o Brasil “do rumo da pobreza com Lula”. Ele reforçou que não pede divulgação diária da agenda, mas alinhamento político de quem está “dentro de campo”. A mensagem termina com um aviso direto: “Quem não ouve ‘cuidado’, escuta ‘coitado’”.

Mesmo com o avanço da pré-candidatura nas pesquisas de intenção de voto, nomes de peso do campo bolsonarista ainda não demonstraram engajamento público, como o deputado Nikolas Ferreira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Para Eduardo, é preciso reforçar a unidade no campo conservador e de clareza na construção de um projeto nacional que se coloca como alternativa direta ao governo Lula.

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Economia

Lula gasta 8 vezes mais que Bolsonaro em patrocínios da Caixa

Foto: Reprodução

A Caixa Econômica Federal está gastando como nunca com patrocínios desde o início do terceiro mandato de Lula. Os contratos atuais somam cerca de R$ 1 bilhão, valor oito vezes maior que o registrado no governo Bolsonaro, segundo informações da Revista Oeste.

A mudança mostra uma direção clara na política de marketing do banco público. Antes, os investimentos eram contidos, seguindo uma linha de redução de gastos e menor exposição institucional em eventos culturais, esportivos e promocionais.

No governo Bolsonaro, os patrocínios eram limitados e focados em controle de despesas, evitando o uso da Caixa como vitrine política. Agora, sob Lula, o banco assume papel ativo em publicidade e visibilidade em massa, sinalizando prioridades diferentes na gestão federal.

O salto nos gastos coloca em evidência a diferença de estilo entre os dois governos e reforça o debate sobre o uso de recursos públicos para promoção e imagem institucional.

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Geral

VÍDEO: PF desmonta esquema milionário de lavagem de dinheiro no RN ligado a fraudes em energia

Imagens: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II para desarticular um núcleo suspeito de lavar dinheiro ligado a uma organização criminosa investigada por fraudes em investimentos no RN. A ação teve como foco a ocultação e a dissimulação de bens e valores obtidos de forma ilegal. Um dos mandados já está sendo cumprido em Natal, conforme informações preliminares, mas a PF ainda não divulgou as cidades onde está ocorrendo a ação, no estado.

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de bens e valores. As ordens partiram da Justiça Federal e foram executadas no RN, em São Paulo e no RS, ampliando o alcance da operação.

A investigação é desdobramento de uma fase anterior que apurou a captação de recursos de investidores com promessas de rendimentos incompatíveis com o mercado, supostamente ligados à produção e à comercialização de energia. Com o avanço das apurações, a PF identificou novos investigados responsáveis por operar e auxiliar a lavagem do dinheiro do grupo.

Foto: Divulgação/PF

Segundo a Polícia Federal, o esquema usava empresas de fachada, contratos e negociações simuladas para esconder o patrimônio ilícito e recolocar os valores no mercado formal, inclusive por meio da compra e revenda de bens de alto valor.

Veículos, dispositivos eletrônicos, documentos e anotações foram apreendidos e passarão por análise para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e viabilizar o ressarcimento das vítimas.

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Cidades

O que levou Mossoró a ser a capital potiguar do desemprego em 2025?

Foto: Reprodução

Mossoró está na contramão do Rio Grande do Norte e do Brasil na geração de empregos. A segunda cidade do Estado perdeu 1.393 vagas de trabalho em 2025, o que faz dela a capital potiguar do desemprego graças ao setor de serviços que fechou 2.594 postos de trabalho anulando o crescimento em setores como agropecuária, indústria e construção civil.

O professor Leovigildo Cavalcanti, do Departamento de Economia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), explicou que o tombo puxado pelo setor de serviço se deve a um processo de reestruturação do mercado. “O mercado está exigindo cada vez mais mão de obra qualificada e nós não temos. Ou seja, nós temos volume, esse volume está se adequando diante das demandas, seja no setor industrial, agropecuário, seja de serviços, mas ainda está faltando o ‘up’”, explicou.

O professor avalia que Mossoró está deixando de gerar postos de trabalho por falta de mão-de-obra qualificada. “Se você for verificar, Mossoró está tendo um crescimento vertiginoso em determinadas áreas que até então não existia. Desde o setor de gastronomia de alta qualidade, do setor da construção civil também, do setor da prestação de outros serviços de uma forma geral, com necessidade principalmente na área de mecânica, de eletrotécnica, na área de biossegurança”, analisou.

“Então, essas áreas deixaram de ser preenchidas justamente por falta de qualificação. Então, o que justifica o não crescimento do setor — ou seja, nos números do CAGED — diz respeito à necessidade de mão de obra mais qualificada por conta dessa mudança estrutural que Mossoró está passando”, concluiu.

Além dos números do Caged, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, explicou que o resultado de Mossoró pode estar ligado à perda relativa de competitividade da circunscrição municipal frente a outros polos da região, especialmente em setores estratégicos.

“Atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás, historicamente relevantes para a economia mossoroense, passaram a se instalar em municípios vizinhos, reduzindo a capacidade local de geração de emprego e renda”, disse.

Em nota, a Prefeitura de Mossoró disse acompanhar de perto os dados e afirmou que “continua trabalhando para incentivar o crescimento econômico, apoiando os empreendedores, visando ampliar as oportunidades de emprego na cidade”.

A capital potiguar encerrou 2025 na liderança estadual da geração de empregos, com saldo positivo de 7.108 novas vagas, resultado de 106.671 admissões e 99.563 demissões. O grande destaque foi a indústria, que registrou saldo de 3.724 novas vagas na cidade.
Com informações Blog do Barreto e Tribuna do Norte

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Economia

Reajuste bilionário no Congresso pode elevar salários acima do teto e gerar impacto de quase R$ 800 milhões

Foto: Ramiro Lucena/Camâra dos Deputados/Reprodução

O reajuste aprovado para servidores da Câmara dos Deputados e do Senado deve provocar um impacto de R$ 790,4 milhões nas contas públicas já em 2026, segundo projeções previstas na Lei Orçamentária Anual. As propostas foram aprovadas em votação simbólica e preveem mudanças salariais, reestruturação de gratificações e novos benefícios para categorias do Legislativo.

A informação é do Metrópoles. Pelos textos, os aumentos variam entre 8% e 9,25% até 2029, mas algumas gratificações podem chegar a 100%, abrindo espaço para que a remuneração total ultrapasse o teto do funcionalismo, hoje vinculado ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Um dos pontos mais criticados é a criação de folgas por dias trabalhados que podem ser convertidas em indenizações fora do limite constitucional.

Na Câmara, o impacto estimado é de R$ 592 milhões, enquanto no Senado chega a R$ 198,4 milhões. Apesar dos valores, os projetos afirmam que as despesas continuam dentro das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e representam uma pequena fatia da receita corrente líquida. Com o fim de uma gratificação antiga, o salário inicial de analista legislativo, por exemplo, deve saltar de cerca de R$ 5,7 mil para mais de R$ 14 mil.

Para entrar em vigor, a proposta da Câmara ainda precisa passar pelo Senado, enquanto o texto aprovado pelos senadores aguarda sanção do presidente Lula. Representantes sindicais defendem que há espaço no orçamento das duas Casas para bancar o reajuste, destacando que a Câmara costuma devolver centenas de milhões de reais não utilizados ao fim de cada ano.

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Geral

Cheque surpresa? Brasileiros recebem dinheiro da Amazon após acordo bilionário por acusações de práticas abusivas

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

Alguns brasileiros começaram a receber pelos Correios cheques em dólar enviados pela Amazon, com valores que podem chegar a US$ 51 (cerca de R$ 269). O pagamento faz parte de um acordo judicial de US$ 2,5 bilhões firmado nos Estados Unidos após acusações de que a empresa teria inscrito consumidores no Amazon Prime de forma enganosa e dificultado o cancelamento do serviço.

O ressarcimento é voltado a clientes que assinaram o Prime pelo site norte-americano entre junho de 2019 e junho de 2025. Segundo a empresa, além dos cheques enviados pelo correio, parte dos valores também será depositada automaticamente por aplicativos de pagamento digital. A Amazon Brasil confirmou o envio das cartas e orientou consumidores a buscar informações no site oficial do acordo.

Um dos contemplados foi o brasileiro Luan Melito, que recebeu apenas US$ 1,99 após ter utilizado o site internacional em uma compra para entrega nos Estados Unidos. Ele afirmou que inicialmente pensou se tratar de um golpe e relatou dificuldades para resgatar o valor, já que o sistema exige um PIN que não aparece no documento recebido.

Nas redes sociais, outros brasileiros dizem ter recebido quantias maiores, variando entre US$ 12 e US$ 51, mas muitos ainda não sabem como descontar os cheques em bancos nacionais. O prazo para depósito, segundo a carta enviada aos consumidores, vai até 21 de fevereiro de 2026.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

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Geral

Dono do Master fez maratona no Banco Central: foram 17 visitas e até 8 horas dentro do órgão em ano da crise

Foto: Banco Master/Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master, esteve ao menos 17 vezes nas sedes do Banco Central, em Brasília e São Paulo, ao longo de 2025, em reuniões com áreas estratégicas da autarquia. Registros obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que ele acumulou mais de 34 horas dentro do BC justamente durante o período mais crítico da tentativa de salvar a instituição financeira.

As visitas ocorreram enquanto o Master buscava recuperar liquidez, negociava ativos com o BRB e enfrentava o avanço das investigações que culminariam na liquidação do banco. Parte dos encontros foi diretamente com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, inclusive em datas sensíveis, como abril e maio, quando decisões relevantes sobre o banco foram tomadas.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 22 de julho, quando Vorcaro permaneceu mais de oito horas nas dependências do Banco Central. Dois dias depois, a autarquia autorizou a venda do Banco Voiter, ligado ao conglomerado do Master, a um ex-sócio do banqueiro — operação que posteriormente entrou no radar da Operação Compliance Zero.

A defesa de Vorcaro sustenta que ele nunca foi alertado sobre risco iminente de liquidação, enquanto a área de fiscalização do BC afirma ter identificado indícios de irregularidades e acionado rapidamente Ministério Público e Polícia Federal. Procurados, nem o Banco Central nem os advogados do empresário comentaram os registros das visitas.

Com informações do Estadão

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Política

PT oferece vaga de vice para atrair MDB à chapa de Lula, mas Alckmin e divisões internas travam avanço

Presidente Lula e o Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, Ministro da Fazenda, Fernando Haddad e Aloizio  Mercadante (BNDS) anunciam nova linha de crédito para Indústria 4.0.Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O PT iniciou articulações para tentar levar o MDB à chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. A principal proposta seria a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Alckmin (PSB), que poderia ser deslocado para disputar cargos em São Paulo. Apesar de ocupar três ministérios no governo, a cúpula emedebista ainda resiste a um alinhamento nacional com o petista.

Entre os nomes citados como possíveis vices estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho, embora ambos tenham planos eleitorais próprios em seus estados. O histórico de divisões regionais dentro do MDB também é visto como um obstáculo, já que alianças nacionais nem sempre se traduzem em apoio uniforme nos diretórios estaduais.

Nos bastidores, o entorno de Lula avalia que oferecer a vice seria a única forma de atrair o partido de centro, sobretudo após o PSD indicar que terá candidatura própria. Ainda assim, a resistência de lideranças como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que mantém postura crítica ao governo, evidencia o tamanho do desafio para fechar a aliança.

Aliados do presidente dentro do MDB defendem a aproximação, mas reclamam da demora nas negociações. Caso não haja consenso, a decisão pode acabar sendo levada à convenção nacional da sigla, onde as alas pró e contra o apoio a Lula afirmam ter força para vencer a disputa interna.

Com informações do O Globo

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Geral

Lula reúne base em jantar, cita Trump, ignora polêmica de penduricalhos e crava candidatura à reeleição

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um jantar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da base aliada na noite da quarta-feira (4), na Granja do Torto, em Brasília. O encontro ocorreu a portas fechadas e contou com discursos apenas de Lula, Motta e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo relatos de deputados presentes, Lula destacou indicadores econômicos positivos e chegou a mencionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao falar sobre possíveis parcerias internacionais no combate ao crime organizado. O petista também avaliou que o início da gestão de Motta foi turbulento, mas afirmou que o cenário político já está mais estável.

Apesar da repercussão recente, Lula evitou comentar o aumento de benefícios salariais aprovados pela Câmara para servidores, tema que gerou críticas nos bastidores. Durante o jantar, o presidente reforçou que disputará a reeleição em outubro e demonstrou confiança em uma nova vitória nas urnas.

A reunião contou ainda com a presença da primeira-dama Janja, que convidou parlamentares para o Carnaval do Rio, onde Lula será homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói. O evento durou cerca de três horas e teve pirarucu no cardápio, preparado pelo chef paraense Saulo Jennings.

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Política

[VÍDEO] Waack: Crise interna se escancara e ministros do STF trocam recados públicos em meio a pressão por código de conduta

 

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Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

A tensão no Supremo Tribunal Federal ganhou novos capítulos após ministros passarem a divergir publicamente sobre a necessidade de um Código de Conduta para a Corte. A discussão ocorre em meio à repercussão do caso envolvendo o banco Master, que ampliou críticas externas e acirrou o debate interno sobre limites éticos e comportamento dos magistrados.

A informação é da coluna de William Waack, da CNN. Dois dias depois de o presidente do STF, Edson Fachin, defender autocontenção e avançar na criação de regras formais, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli reagiram durante sessão no plenário. Em tom crítico, ambos afirmaram que os integrantes do Supremo já são suficientemente fiscalizados e que não haveria necessidade de novas normas específicas.

Nos bastidores, a avaliação é que o embate expõe uma divisão rara dentro da própria Corte. Enquanto Fachin tenta responder ao desgaste de imagem e à pressão pública, parte dos ministros sustenta que as críticas são motivadas por má-fé ou desconhecimento sobre o funcionamento do Judiciário.

A troca de posicionamentos ampliou a percepção de crise institucional no STF, que enfrenta questionamentos sobre credibilidade e transparência. O cenário evidencia um racha político interno e coloca em evidência a disputa sobre como a Corte deve reagir às cobranças externas e preservar sua imagem perante a opinião pública.

Opinião dos leitores

  1. Os ministros toffoli e xandão tem razão. Eles são muito fiscalizados. MAS NÃO RESPONDEM A NINGUÉM PELAS COISAS ERRADA QUE FAZEM
    Assim sendo para que fiscalizar

  2. ESSA SITUAÇÃO COMEÇOU COM O PRÓPRIO EDSON FACHIN, QUANDO DESCONDENOU O LULADRÃO PARA COLOCÁ-LO NA PRESIDÊNCIA.
    O QUE ESTAMOS ASSISTINDO É UM FILME ANUNCIADO HÁ ALGUNS ANOS.
    FAZ O JANJO

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