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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

“Moraes ficará ótimo com uma tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar”, diz conselheiro de Trump

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil e EFE/EPA/JEENAH MOON / POOL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a ser criticado internacionalmente após declarações do conselheiro político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Miller afirmou: “Moraes ficará ótimo com uma tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar”, comentário que rapidamente ganhou repercussão.

A fala veio acompanhada de uma publicação com imagem gerada por Inteligência Artificial (IA), onde o magistrado aparece triste e usando uma tornozeleira.

“Uh-oh, @STF_oficial @Alexandre de Moraes! As paredes estão se fechando!!! Talvez não tenha sido uma ideia tão boa banir o Trump Media e o Rumble no Brasil???”, diz Miller em um trecho da postagem, em referência a decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais.

As declarações de Miller ocorrem após ele divulgar que a Justiça Federal da Flórida autorizou o prosseguimento de uma ação movida pelo Trump Media e pelo Rumble contra Moraes.

As empresas alegam decisões do ministro brasileiro que teriam impactado suas operações e levantam acusações de censura e de “coerção extraterritorial”.

Segundo o contexto, a Justiça americana permitiu que a citação ao ministro fosse feita por e-mail.

Caso não haja resposta dentro do prazo estabelecido, as empresas poderão solicitar uma decisão à revelia — o que, na prática, significa avançar sem a manifestação da parte citada.

Diário do Poder

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Geral

Farmacêutica que era ligada ao Banco Master atrasa entrega de mais de 1,5 milhão de doses de insulina ao SUS

Foto: divulgação

Registros públicos apontam atraso na entrega de insulina ao SUS em um dos principais contratos do Ministério da Saúde. Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles, mais de 1,57 milhão de doses ainda não foram entregues, o equivalente a cerca de 20% do total contratado.

O acordo, firmado em 2025 entre o Ministério da Saúde e a Fundação Ezequiel Dias, prevê fornecimento de pouco mais de 8 milhões de doses de insulina ao SUS, no valor de R$ 142,1 milhões.

A produção é feita pela farmacêutica Biomm em parceria com o laboratório indiano Wockhardt, dentro de uma Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP).

Diante do atraso, o Ministério da Saúde notificou a Biomm para prestar esclarecimentos. A farmacêutica afirmou que o problema ocorreu por causa de conflitos na região do Golfo e restrições internacionais na cadeia global de fornecimento. Segundo a empresa, restam apenas 3% do volume contratado para entrega.

O Ministério da Saúde declarou que não há desabastecimento de insulina no SUS e afirmou que mantém distribuição regular aos estados. A pasta também destacou contratos emergenciais e acordos internacionais para evitar crise no abastecimento.

O caso ocorre em meio a dificuldades no fornecimento de insulina ao SUS, levando o governo a firmar contratos emergenciais com fornecedores chineses. Segundo o ministério, a parceria com Funed, Biomm e Wockhardt marcou a retomada da produção nacional de insulina após mais de 20 anos.

Tácio Lorran, do Metrópoles

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Geral

Como o último Datafolha frustrou petistas e também trouxe más notícias a Lula

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil – Andressa Anholete/Agência Senado

Após a revelação dos diálogos e negócios de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, muitos anunciaram a morte súbita da candidatura do Zero Um. O conjunto de mentiras, fatos mal explicados e a postura tatibitate do senador diante das revelações alimentaram essas previsões. As últimas pesquisas, especialmente o Datafolha divulgado na sexta, 23, no entanto, mostram que uma análise mais apressada a respeito da derrocada do senador do PL estava contaminada por torcida, especialmente de vozes ligadas ao PT e à campanha de Lula.

O Datafolha mostra que, na simulação do segundo turno, Lula venceria por 47% a 43%. Na comparação com o levantamento anterior, o presidente avançou 2 pontos, enquanto o senador recuou 2. É inegável o arranhão de imagem no Zero Um, mas o estrago parece menor diante da avalanche de notícias negativas que soterrou Flávio nos últimos dias. Segundo o Datafolha, a pancadaria não produziu o nocaute.

Caso não ocorra uma nova escalada relacionada ao escândalo Flávio-Vorcaro, o Zero Um tem chances de administrar o prejuízo. Terá dificuldades para recuperar a confiança com a cúpula do PL, com agentes importantes da Faria Lima e com o eleitorado mais independente. A tentativa de virar a página começou com os posts nas redes mostrando fotos de Lula ao lado da influencer Deolane Bezerra, presa por conexões com o crime organizado. As mensagens aproveitam para vender a plataforma eleitoral da oposição de classificar PCC e outras facções como terroristas, medida que o governo atual critica.

Lula pode comemorar alguns aspectos do recente Datafolha, que mostram uma certa recuperação de fôlego do presidente, além de apontarem para a interrupção do crescimento de Flávio. Por outro lado, como mostra o mesmo levantamento, a rejeição ao presidente continua em patamar muito alto, mesmo em meio à crise de seu principal oponente. A multiplicação de medidas eleitoreiras do governo tampouco produziu até agora um efeito na popularidade do presidente. Claro que a experiência e o carisma de Lula, aliados ao peso da máquina pública, ainda são elementos que podem pesar no resultado final.

O problema para o presidente é que o antipetismo vem se consolidando como um dos fatores que podem definir a vitória. Flávio, mesmo com a imagem arranhada, segue se beneficiando disso. Candidatos de oposição com baixa pontuação nas pesquisas de primeiro turno surgem como alternativas competitivas no segundo turno em confronto direto com Lula. Se não bastasse, os escândalos do Master e do INSS podem produzir estragos no governo. Vorcaro, como se sabe, não fez negócios e distribuiu dinheiro apenas para Flávio Bolsonaro e aliados dele do Centrão. No caso do INSS, a investigação da PF parece avançar de forma consistente na revelação das relações entre o Careca do INSS e Lulinha, o primogênito do presidente, conforme noticiou a mais recente edição da coluna Radar, de VEJA.

Na política brasileira, o tempo de cinco meses para as eleições representa um eternidade. Vence quem errar menos daqui para frente — e quem sobreviver à avalanche de lama que vem por aí.

Veja

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Geral

Renda do trabalho segue abaixo do patamar pré-pandemia e salário perde poder de compra

Foto: iStock/Getty Images

A renda do trabalhador, por mais que tenha subido após a pandemia, ainda não retomou o patamar anterior à Covid-19, quando se compara a participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, na economia.

É mais um indicador que reflete o baixo entusiasmo dos brasileiros com a queda do número de desocupados, que se deve principalmente à geração de vagas de baixos salários e mascara uma distribuição desigual da alta da renda, que nem sempre representa aumento de poder de compra para algumas faixas de trabalhadores.

Segundo cálculos do economista-chefe da corretora Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero, a massa de renda do trabalho representava 34,75% do PIB em dezembro de 2019 e, mesmo com todo o crescimento dos salários desde então, ainda estava em 34,48% em março deste ano, dado mais recente, tomando por base a soma dos ganhos dos trabalhadores captados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

Já a renda total das famílias, que engloba salários, aposentadorias e benefícios, superou o patamar pré-Covid, chegando a 55,84% frente a 53,74% em 2019.

— Os rendimentos do trabalho quase voltaram ao que eram antes da pandemia em relação ao PIB. É uma volta expressiva, tinham caído muito, mas as ocupações são de baixa remuneração — diz Montero.

O pesquisador do FGV Ibre, Fernando de Holanda Barbosa Filho, em estudo recente, mostrou que a alta de 8,6% no rendimento médio do trabalhador desde 2019, atingindo nível recorde, está mais relacionada à composição do mercado de profissionais, hoje mais escolarizado e mais velho, do que a uma melhoria disseminada entre todos os trabalhadores.

Ou seja, para parte da população, não houve aumento do poder de compra. Em alguns casos, houve até queda.

Na hora em que se compara o mesmo tipo de pessoa, em 2019 e hoje, o salário ainda não recuperou o nível anterior. A pessoa vai no supermercado e compra menos hoje do que comprava em 2019. Ou precisa gastar mais. Não importa que a taxa de desemprego seja a menor da história se meu padrão de vida não está melhorando — diz Barbosa.

Na conta do pesquisador, que fez o estudo juntamente com Janaína Feijó e Paulo Peruchetti, ao isolar esses efeitos da mudança estrutural do mercado de trabalho, o rendimento do trabalhador caiu 0,4% frente a 2019.

Depoimento: ‘Dinheiro não é suficiente para cobrir tudo’, diz Helder Luiz, eletricitário

“Eu consegui alugar um carro e comecei a rodar no Uber em 2021, com o objetivo de complementar a minha renda familiar. Antes da pandemia, eu trabalhava apenas como CLT e não fazia nenhum trabalho extra. Hoje, mudei de empresa, mas continuo trabalhando de carteira assinada. Sou assistente técnico de uma distribuidora de energia e faço renda extra dirigindo no aplicativo, porque só o salário fixo não é suficiente para arcar com todos os custos da minha casa. Sou casado, tenho quatro filhos, moro de aluguel, e as despesas são muitas.

Minha renda era mais estável antes da pandemia, mas eu não ganhava mais do que ganho hoje. Mesmo trabalhando muito, o dinheiro não é suficiente para cobrir tudo. Depois que comecei a rodar no Uber mais tarde da noite, minha renda aumentou, mas ainda assim não é o bastante para viver com tranquilidade. Os meus maiores gastos são a prestação do carro, essencial para eu conseguir trabalhar no Uber, e o cartão de crédito. Infelizmente, já precisei pegar empréstimos várias vezes para conseguir pagar as dívidas mensais e colocar as contas em dia. Mesmo trabalhando em duas ocupações, ainda é difícil manter o equilíbrio financeiro e dar conta de todas as despesas da família.”

Subutilização agrava mal-estar

João Saboia, professor emérito do Instituto de Economia da UFRJ e especialista em mercado de trabalho, lembra que, apesar do baixo desemprego, há um contingente de ocupados subutilizados, que trabalham menos horas do que gostariam e até desistiram de procurar uma vaga, saindo da força de trabalho.

Ao se somarem aos 6,6 milhões de desempregados, há 16,3 milhões nessa condição desfavorável.

Há uma parcela no mercado que está mal, ganhando pouco, no desespero, o que fez o endividamento explodir. A melhora nos últimos anos é impressionante, mas não dá conta. E quem está entrando é com salário baixo — diz Saboia.

Ele observa que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que acompanha os registros de criação de postos com carteira assinada, mostrou que, em março, mais de 90% das mais de 200 mil vagas geradas foram de até 1,5 salário mínimo, cerca de R$ 2,4 mil. Para Saboia, isso explica em parte os problemas de avaliação do governo Lula, apesar do desemprego baixo:

— Não é suficiente para garantir bem-estar. Ninguém vive de taxa de desemprego.

Com informações de O Globo

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Geral

MISTÉRIO: Fisiculturista de 22 anos é encontrado morto em apartamento; polícia apura caso

Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de São Paulo abriu investigação para apurar a morte do atleta de fisiculturismo Gabriel Ganley, de 22 anos. O jovem foi localizado sem vida neste sábado (23), dentro de um apartamento na zona leste da capital paulista. O caso foi registrado como “morte suspeita”.

Segundo o boletim emitido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), o corpo do atleta foi encontrado caído no chão da cozinha por um amigo que dividia o espaço.

A testemunha relatou à PM que encontrou Ganley já sem apresentar sinais vitais e acionou imediatamente o socorro médico. Uma equipe do Samu compareceu ao endereço e constatou o óbito no local.

A perícia técnica inicial informou que o corpo e o apartamento não apresentavam marcas aparentes de violência ou arrombamento. Relatos médicos preliminares apontam para a suspeita de um quadro grave de hipoglicemia.

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Geral

ALERTA NO RN: Adutora do Seridó é adiada para 2027 enquanto reservatórios seguem em nível crítico

Foto: Márcio Pinheiro

A conclusão da Adutora do Seridó, considerada uma das principais obras de segurança hídrica do interior potiguar, foi adiada para 2027, conforme o novo cronograma confirmado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Iniciado em 2022, o empreendimento tem investimento previsto de R$ 326,5 milhões e alcançou, até o momento, 51% de execução física. Segundo o governo federal, o cronograma passou por readequação após entraves financeiros e técnicos envolvendo a Codevasf e a empresa responsável pela obra.

Como medida parcial, o ministério prevê entregar o chamado Trecho Norte até o fim do segundo semestre deste ano, com início de testes previsto para agosto, segundo informações da Tribuna do Norte.

A etapa deverá transportar água da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú, para reforçar o abastecimento em Currais Novos, Acari e Cruzeta.

Situação dos reservatórios no RN

✅ 10 reservatórios seguem em volume morto ou nível crítico, segundo o Igarn
✅ Açude Itans (Caicó): 0,74% da capacidade
✅ Passagem das Traíras: 0,14% da capacidade
✅ Região enfrenta cenário de estiagem

Dados do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn) mostram que parte dos reservatórios do estado permanece em situação crítica, aumentando a preocupação com o abastecimento hídrico em municípios do Seridó.

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Geral

Natal ganha nova linha N-80 com mais ônibus entre Zona Norte e Praia do Meio a partir deste domingo (24)

Foto: Divulgação/STTU

A partir deste domingo (24), os moradores da Zona Norte de Natal passam a contar com uma nova linha de ônibus para facilitar a vida. Segundo a STTU, as linhas N-15 e N-64 passam a operar de forma unificada na nova linha N-80 (Soledade/Praia do Meio, via Petrópolis).

De acordo com a STTU, a medida reorganiza a operação e amplia a oferta de viagens entre a Zona Norte, Centro, Alecrim, Cidade Alta, Ribeira e a região da Praia do Meio.

O que muda com a nova linha N-80

✅ N-15 e N-64 viram uma única linha: N-80
✅ Mais viagens para a Praia do Meio: de 13 para 25 por dia
✅ Ônibus com intervalos médios de 30 minutos
✅ Operação diária das 5h45 às 21h15
✅ Ampliação do horário de acesso à orla urbana

Segundo a STTU, um dos principais impactos será no atendimento à Praia do Meio. A nova operação aumenta a quantidade de viagens e estende a faixa horária para usuários da Zona Norte.

A operação começará às 5h45, com saída do Terminal de Soledade. Após o encerramento das viagens com destino à Praia do Meio, os demais atendimentos seguirão em direção à Ribeira.

A reorganização também altera pontos de integração do sistema. Conforme a STTU, usuários das antigas linhas terão novas opções de conexão pelo Nordestão de Santa Catarina e pelo Terminal de Soledade.

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Economia

Copa do Mundo deve injetar R$ 1,1 bilhão na economia do RN, aponta CDL

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 deve injetar cerca de R$ 1,1 bilhão na economia do RN. A estimativa é da CDL de Natal, que projeta uma movimentação superior a R$ 300 milhões apenas na capital potiguar, impulsionando os setores de comércio e serviços.

O levantamento realizado pela CNDL e pelo SPC Brasil aponta que o evento deve levar cerca de 1,8 milhão de potiguares às compras, conforme informações da Tribuna do Norte.

Entre os itens mais procurados pela população estão camisas da Seleção Brasileira, artigos de decoração verde e amarela, além de produtos para confraternizações, como carnes e bebidas.

Apesar do otimismo no comércio varejista, as entidades acendem um alerta socioeconômico. A pesquisa revela que 61% dos torcedores que planejam gastar no período possuem dívidas em atraso e, desse total, 70% estão com o nome negativado no SPC.

Outro ponto de preocupação destacado pelos economistas é o forte engajamento em plataformas de apostas online, as chamadas “bets”, que devem atrair 41% dos consumidores.

Especialistas alertam que o uso dessas plataformas para tentar quitar dívidas representa um grave risco de endividamento para as famílias.

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Política

[VÍDEO] Vídeos com IA, dancinhas e “performance” de Allyson Bezerra viram alvo de críticas nas redes sociais

Imagens: Reprodução/Mossoró Agora

O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), virou alvo de grande polêmica nas redes sociais. As críticas ganharam força após a divulgação de suas recentes agendas políticas pelo interior do estado.

Usuários questionaram o tom “excessivamente performático” adotado por Allyson. As peças publicitárias mostram o pré-candidato em cenas aceleradas, correndo, dançando e utilizando ferramentas de inteligência artificial, o que gerou rótulos de “exagero” e “falta de seriedade”.

Em diversas postagens, internautas chegaram a traçar paralelos caricatos, comparando os gestos teatrais e o uso constante de chapéu de Allyson ao estilo do humorista Tiririca. Outros perfis também associaram as coreografias em atos públicos às táticas digitais do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo informações do perfil Mossoró Agora, os críticos alertam que o excesso de encenação pode arranhar a credibilidade necessária para a disputa do governo estadual.

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Política

[VÍDEO] Lula cobra PEC da Segurança e diz que governadores são “reféns” das polícias

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O presidente Lula (PT) subiu o tom e voltou a cobrar publicamente o avanço da PEC da Segurança Pública. A matéria encontra-se travada no Senado desde março sob a condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O petista argumentou que a União necessita de maior poder constitucional sobre a área e afirmou que, no modelo atual, os chefes dos executivos estaduais acabam se tornando “reféns” de suas próprias forças policiais.

Lula justificou a necessidade da mudança fazendo uma autocrítica sobre a Assembleia Constituinte de 1988, da qual fez parte. Segundo ele, o texto promulgado limitou o papel do governo federal na segurança, o que, em sua visão atual, “não deu muito certo”.

A aprovação da PEC é tratada pelos bastidores do Palácio do Planalto como um trunfo eleitoral prioritário.

O avanço do texto é apontado pelo governo como condição indispensável para a criação definitiva do Ministério da Segurança Pública, pasta que hoje permanece unificada ao Ministério da Justiça.

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