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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

PF aponta que sócio de Vorcaro pagou ao menos R$ 63 mil em ingressos para shows de Taylor Swift para familiares de Jaques Wagner

A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master aponta que o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, custeou ingressos para shows da cantora Taylor Swift destinados a familiares do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em 2023.

Segundo a apuração, ingressos para uma apresentação da artista em Los Angeles, nos Estados Unidos, foram utilizados por uma filha e uma neta do senador. Em uma das ocasiões, os ingressos saíram a R$ 63,3 mil, segundo a Polícia Federal (PF). As informações são do blog da jornalista Malu Gaspar, em O Globo.

A PF também identificou mensagens que indicam o envio de ingressos para outro show da cantora em São Paulo, em novembro de 2023. Nas conversas, Wagner solicita os ingressos a Augusto Lima, que posteriormente encaminha os acessos e atende a um pedido adicional para mais dois convidados.

De acordo com a investigação, Augusto Lima mantinha uma relação próxima com o senador e teria atuado como intermediário em assuntos de interesse do Banco Master, encaminhando informações sobre temas estratégicos para a instituição financeira.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação desta semana, menciona indícios de uma relação de confiança entre Wagner e o empresário, o que, segundo a PF, poderia ter favorecido tratativas relacionadas aos interesses do banco.

Além dos ingressos, os investigadores apuram outros benefícios que teriam sido recebidos pelo senador ou pessoas próximas, incluindo viagens em aeronaves ligadas ao grupo e negociações envolvendo um imóvel em Salvador.

A operação faz parte da nona fase da Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro, o Banco Master e pessoas ligadas ao grupo empresarial.

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Geral

São João de Natal terá transmissão do jogo da Seleção Brasileira na sexta-feira (19)

Crédito: Secom

Natalenses e turistas que vão aproveitar as atrações do São João de Natal 2026 na próxima sexta-feira (19) poderão acompanhar o segundo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo em um espaço especialmente preparado para os torcedores. A partida contra o Haiti, marcada para as 21h30, será transmitida em um telão de LED instalado na praça de alimentação do evento, com áudio do jogo e toda a estrutura necessária para garantir conforto e comodidade ao público.

Os torcedores poderão levar cadeiras e bancos dobráveis, bebidas em embalagens plásticas ou latas, cooler de até 20 litros (que será revistado e estará sujeito a filas para inspeção), capa de chuva, copo plástico e copo térmico.

A iniciativa é realizada pela Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), e permitirá que o público acompanhe a partida simultaneamente à programação musical do São João, reunindo esporte, cultura e entretenimento em um só ambiente.

A secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, destacou a estrutura preparada para receber o público e reforçou o convite para que a população participe da programação. “Preparamos um espaço especial, com telão de LED e sistema de áudio de qualidade, para que todos possam acompanhar a partida com conforto e segurança, sem deixar de aproveitar a programação do São João de Natal. Queremos que as famílias e os amigos se reúnam para torcer pela nossa seleção e, em seguida, continuem celebrando conosco essa grande festa da cultura nordestina. Estão todos convidados para viver essa experiência que une esporte, música e tradição em um só lugar”, afirmou.

Confira a programação desta semana

Sexta-feira (19)
* Israel Fernandes;
* Raynel Guedes;
* Bruno & Marrone;
* Nattan.

Sábado (20)
* Grafith;
* Seu Desejo;
* Kadu Martins;
* Arnaldinho Netto

Domingo (21)
* Messias Paraguai;
* Simone Mendes;
* Leonardo;
* Giulian Monte.

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Geral

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado

Dinheiro apreendido durante 9ª fase da Compliance Zero, em Brasília, em endereço ligado a Jacques Wagner – Foto: reprodução/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 49 mil dólares em espécie (valor correspondente a R$ 250 mil na cotação desta quinta), em um endereço em Brasília ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).

A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões.

Jaques Wagner não se pronunciou sobre a operação da PF até a publicação desta matéria.

Operação da PF

Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação desta quinta (18) revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O documento tem como base uma representação da Polícia Federal.

Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos documentos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

A apuração teve avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema.

“A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão.

g1

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Geral

Governo teme que operação da PF contra Jaques Wagner, líder de Lula no Senado, esvazie efeito de revelações sobre Flávio Bolsonaro

Foto: reprodução/PT

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pode fortalecer a estratégia de defesa de Flávio Bolsonaro (PL) no caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.

No Palácio do Planalto, integrantes do governo aguardam uma manifestação de Lula sobre o episódio. Há expectativa de que o presidente mantenha o discurso de apoio às investigações e solicite esclarecimentos ao senador.

Segundo interlocutores, uma ala do governo acredita que Jaques Wagner pode deixar a liderança do governo no Senado para evitar desgaste à gestão petista. Até o momento, ele não teria conversado com Lula sobre o assunto.

A operação faz parte de uma nova fase da investigação sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Entre os alvos estão o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e endereços ligados a Jaques Wagner, incluindo o hotel onde o senador reside em Brasília.

Nos bastidores, petistas admitem que Flávio Bolsonaro deve usar o caso para argumentar que as investigações atingem políticos de diferentes espectros ideológicos. Integrantes do PT, porém, rejeitam a comparação e afirmam que continuarão explorando politicamente as suspeitas envolvendo o senador do PL.

Apesar da repercussão, aliados de Lula avaliam que a operação não deve alterar significativamente o cenário político na Bahia nem comprometer, por enquanto, a permanência de Wagner no núcleo político do governo.

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Geral

CASO BANCO MASTER: Jaques Wagner teria recebido R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador, diz PF

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na representação da Polícia Federal, que autorizou a “9ª fase da Operação Compliance Zero”, deflagrada nesta quinta-feira (18), revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.

A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões.

As informações foram divulgadas pelo g1 e TV Globo, que procuraram a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não houve resposta.

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Data Capital Pesquisas e Consultoria é lançada e prepara uma das maiores pesquisas eleitorais do RN para 2026

Foto: Divulgação

O publicitário e ex-deputado estadual Gustavo Fernandes uniu forças com Gustavo Braga, fundador e editor do Portal SPN, para criar a Data Capital Pesquisas e Consultoria, novo instituto que chega ao mercado com a proposta de inovar nos métodos de coleta de dados e realização de pesquisas de opinião.

A empresa nasce da combinação entre a ampla experiência política e publicitária de Gustavo Fernandes e a expertise em comunicação de Gustavo Braga, que além de comandar o Portal SPN, atua como comentarista político na Jovem Pan Natal.

Com uma equipe de entrevistadores já em campo em diversas regiões do Rio Grande do Norte, a Data Capital prepara o lançamento de sua primeira pesquisa eleitoral para o pleito de 2026. O levantamento ouvirá 1.900 pessoas em todo o estado, tornando-se uma das maiores pesquisas já realizadas até o momento com foco na próxima disputa eleitoral.

A expectativa é que os resultados sejam divulgados em breve, trazendo um panorama atualizado do cenário político potiguar e consolidando a chegada da Data Capital como um novo e relevante player no setor de pesquisas e consultoria.

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Polêmica

VÍDEO: Peido gera briga dentro de ônibus em Natal


Uma discussão entre passageiras chamou a atenção de quem estava em um ônibus da linha 72, que faz o trajeto entre Nossa Senhora da Apresentação e o Natal Shopping. Segundo relatos, o desentendimento teria começado após um passageiro soltar um “pum” dentro do coletivo.

A situação gerou troca de acusações e bate-boca entre alguns ocupantes do ônibus, causando constrangimento e briga. O episódio rapidamente repercutiu nas redes sociais.

Ponta Negra News

Opinião dos leitores

  1. A que ponto chegamos, duas mulheres entram em luta corporal e o pessoal que está presenciando a cena, ao invés de tentar apartar se preocupam apenas em filmar, lamentável.

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Polícia

Fuzil é encontrado durante investigação e perícia busca ligação com atentado contra Cabo Deyvison

Foto: Reprodução

As forças de segurança do Rio Grande do Norte apreenderam um fuzil calibre 5.56 e uma pistola na comunidade da Maísa, zona rural de Mossoró, durante mais uma etapa das investigações sobre o atentado contra o vereador Cabo Deyvison.

Segundo a Polícia Militar, a localização das armas ocorreu após o compartilhamento de informações entre as forças de segurança. Equipes realizaram diligências na região e encontraram o material bélico.

O armamento foi recolhido e encaminhado para perícia técnica. O objetivo é identificar se as armas possuem alguma ligação com o atentado que deixou o vereador ferido e provocou grande repercussão no município.

A análise também deverá verificar se o fuzil e a pistola foram utilizados em outros crimes registrados na região Oeste do estado.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos na ação criminosa e esclarecer as circunstâncias do atentado.

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Denúncia

VÍDEO: Grupo de ciclistas é atingido por caminhonete durante treino na Rota do Sol

Um grupo de ciclistas foi atingido por uma caminhonete, modelo Toyota Hilux, durante um treino na Rota do Sol, via estadual localizada em Natal, na manhã desta quinta-feira (18). O caso ocorreu no sentido Pirangi-Ponta Negra e foi denunciado à Tribuna do Norte pela Federação de Ciclismo do Rio Grande do Norte (FNC), representada pelo presidente Guto Rodrigues.

Segundo o relato da Federação, os ciclistas participavam de um treino programado na via, com acompanhamento de um batedor. O grupo trafegava pela faixa da direita, próximo ao acostamento, quando uma caminhonete Hilux, cabine dupla, teria atingido o ciclista que puxava o pelotão. Com a queda, outros atletas também caíram na pista.

“Naquela área da Rota do Sol, existe um treino programado, com um batedor atrás, a CPRE tem conhecimento. É uma coisa bem assistida”, afirmou Guto Rodrigues. De acordo com ele, o veículo se aproximou do pelotão e atingiu o primeiro ciclista. “Na hora que bateu no ciclista, o ciclista caiu e caíram vários por cima. Eles vinham numa velocidade de 50 km/h”, relatou.

Ainda segundo o presidente da Federação, os ciclistas tiveram danos materiais, arranhões e escoriações, mas não houve registro de fraturas. “Teve dano no material, teve arranhões, escoriações, graças a Deus não teve ninguém que quebrou nada”, disse.

Confira:

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente no trânsito a diferença é sempre quem está entre o banco do motorista e a direção.

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Cidades

VÍDEO: Helicóptero faz pouso inesperado em cidade do RN e chama atenção de moradores

Um helicóptero chamou a atenção dos moradores de Jandaíra, no litoral Norte do Rio Grande do Norte, após realizar um pouso em frente ao estádio de futebol da cidade na tarde da última quarta-feira (17).

Vídeos gravados por populares rapidamente se espalharam pelas redes sociais, levantando questionamentos sobre o motivo da presença da aeronave em uma área urbana do município.

De acordo com a Polícia Militar, equipes foram até o local para averiguar a situação. Após a abordagem, nenhuma irregularidade ou situação suspeita foi constatada.

Ainda segundo a PM, o piloto estava sozinho na aeronave e informou que precisou interromper a viagem porque havia excedido o horário permitido para voo. Por esse motivo, decidiu pousar em Jandaíra e pernoitar na cidade.

O piloto passou a noite no município e, na manhã seguinte, retomou a viagem normalmente. Ele informou aos policiais que a aeronave seguiria com destino ao estado da Paraíba.

A ocorrência foi registrada apenas como uma verificação de rotina, sem qualquer indício de crime ou irregularidade.

Assista:

Portal da Tropical

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