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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Polícia

PARNAMIRIM: Polícia Científica faz perícia em garagem destruída por incêndio e investiga ação criminosa

Foto: Reprodução

A Polícia Científica do RN realizou perícia detalhada no local de um grave incêndio que atingiu uma garagem de veículos em Parnamirim, na noite deste domingo (17). Oito automóveis ficaram destruídos pelo fogo.

Os peritos trabalham para identificar o ponto exato onde o fogo começou, a dinâmica de propagação das chamas e os fatores que provocaram o desastre, conforme informações da Tribuna do Norte. A análise técnica vai esclarecer se o episódio foi acidental ou se há indícios de uma ação criminosa.

As equipes examinaram a área afetada, a estrutura física e os destroços dos veículos. Todos os vestígios materiais coletados serão utilizados para subsidiar o inquérito que está sendo conduzido pela Polícia Civil.

De acordo com as normas da segurança pública, o prazo legal para a conclusão e a emissão do laudo pericial definitivo é de 10 dias, podendo ser prorrogado.

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Geral

Prêmio GPTW: Arena é a única do Brasil a entrar no ranking das 150 melhores empresas para trabalhar

Foto: Divulgação

A Casa de Apostas Arena das Dunas conquistou um importante reconhecimento no cenário empresarial brasileiro ao figurar no ranking GPTW Brasil 2025 de Melhores Empresas Para se Trabalhar, na categoria de 30 a 99 funcionários. A colocação posiciona a Arena entre as 150 melhores empresas do país para se trabalhar em 2025 e se posiciona como a única arena multiúso do Brasil presente no ranking nacional da premiação, referência mundial em cultura organizacional e gestão de pessoas.

A cerimônia de premiação foi realizada na manhã desta segunda-feira (18), em São Paulo, reunindo empresas de destaque de todo o país. Representando a Arena, receberam a premiação o analista de Marketing, Artur Queiroz, a analista de pessoal e RH, Rayanne Rocha, e o responsável administrativo, Rafael Barbosa.

Consolidada entre as principais arenas multiúso do país, a Casa de Apostas Arena das Dunas se destaca pela versatilidade, excelência operacional e capacidade de receber grandes eventos. Sua agenda reúne grande shows musicais, festivais, eventos esportivos, congressos, feiras e projetos culturais, movimentando a economia e o turismo do Rio Grande do Norte.

O selo Great Place to Work (GPTW) é a principal certificação global voltada à avaliação de clima organizacional, cultura corporativa e qualidade da gestão de pessoas. O reconhecimento atesta empresas que desenvolvem ambientes de trabalho pautados pela confiança, inovação, valorização humana e alto desempenho.

Certificada pelo GPTW desde maio de 2025, a Arena conquistou a certificação após um amplo diagnóstico organizacional realizado ao longo deste ano, baseado diretamente na percepção dos seus colaboradores, obtendo nota 9,6 em uma escala de 0 a 10.

O GPTW (Great Place to Work) é uma consultoria global presente em mais de 90 países e referência internacional em cultura organizacional, apoiando empresas na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, inovadores e de alta performance.

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Política

BRASÍLIA: “Gabinete de Janja” gastou quase R$ 3 milhões com salários e viagens, aponta vereador

Foto:  Reprodução

O chamado “gabinete informal” da primeira-dama Janja gastou quase R$ 3 milhões em verbas públicas com salários e viagens de servidores. Os cálculos estão na ação popular movida pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR), baseado em dados oficiais desde janeiro de 2024.

Mesmo sem cargo formal na administração pública, a primeira-dama conta com um grupo de servidores da Presidência da República para assessorá-la. A soma leva em conta os custos de missões oficiais contidas no Painel de Viagens do Ministério do Planejamento e os salários do Portal da Transparência.

A  Justiça Federal rejeitar a ação popular, o parlamentar recorreu ao TRF-4 para dar prosseguimento à denúncia. Ele criticou o arquivamento e afirmou que o recurso busca combater o “descaso com o dinheiro público do cidadão brasileiro”.

Equipe Mapeada

A análise jurídica identificou seis auxiliares que acompanham a primeira-dama, incluindo assessores e fotógrafos. Conforme o levantamento, o fotógrafo Cláudio Adão foi o que mais realizou deslocamentos oficiais, somando nove viagens no período.

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Esporte

Ancelotti divulga lista oficial dos 26 convocados para a Copa do Mundo com Neymar e surpresa

Foto: Reprodução/Neymar Jr.

O técnico Carlo Ancelotti revelou, nesta segunda-feira (18), os 26 jogadores convocados para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O anúncio oficial ocorreu durante cerimônia especial realizada no Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro.

Além das estrelas consagradas e de Neymar, a grande surpresa na lista final do treinador italiano para a competição foi a inclusão do goleiro Weverton.

A Seleção está n Grupo C e, conforme o sorteio oficial da Fifa, enfrentará na primeira fase as seleções de Marrocos, Haiti e Escócia.

A estreia oficial será no dia 13 de junho contra o Marrocos, às 19h (horário de Brasília). O confronto de abertura para o Brasil será realizado no MetLife Stadium, situado em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Confira os convocados do Brasil para a Copa do Mundo

Goleiros:

  • Alisson (Liverpool)
  • Ederson (Fenerbahçe)
  • Weverton (Grêmio)

Defensores:

  • Alex Sandro (Flamengo)
  • Bremer (Juventus)
  • Danilo Luiz (Flamengo)
  • Douglas Santos (Zenit)
  • Gabriel Magalhães (Arsenal)
  • Ibañez (Al-Ahli)
  • Léo Pereira (Flamengo)
  • Marquinhos (PSG)
  • Wesley (Roma)

Meio-campistas:

  • Bruno Guimarães (Newcastle)
  • Casemiro (Manchester United)
  • Danilo Santos (Botafogo)
  • Fabinho (Al-Ittihad)
  • Lucas Paquetá (Flamengo)

Atacantes:

  • Endrick (Lyon / Real Madrid)
  • Gabriel Martinelli (Arsenal)
  • Igor Thiago (Brentford)
  • Luiz Henrique (Zenit)
  • Mateus Cunha (Manchester United)
  • Neymar (Santos)
  • Raphinha (Barcelona)
  • Rayan (Bournemouth)
  • Vini Jr. (Real Madrid)

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Esporte

RUMO AO HEXA: Neymar é convocado para a Copa do Mundo de 2026

Foto: Pedro Vilela/Getty Images

O técnico Carlo Ancelotti anunciou, nesta segunda-feira (18), os 26 jogadores convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Entre os principais nomes confirmados está o do atacante Neymar Jr., que assume o protagonismo na busca pelo hexacampeonato.

Horas antes do evento oficial, uma mudança no perfil do jogador chamou a atenção dos torcedores nas redes sociais.

Neymar atualizou sua biografia se apresentando como atleta do Santos e da Seleção Brasileira, o que foi interpretado por internautas como a confirmação antecipada de sua presença.

Foto: Reprodução

A competição deste ano terá um formato inédito e será realizada em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. O anúncio da lista da comissão técnica encerra as especulações em torno da participação do camisa 10 no torneio mundial.

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Mundo

[VÍDEO] Caças da Marinha dos EUA colidem no ar durante show aéreo

Imagens: Reprodução/Poder360

Dois caças EA-18G Growler da Marinha dos Estados Unidos colidiram no ar durante uma demonstração no Gunfighter Skies Air Show. O acidente ocorreu na Base Aérea de Mountain Home, no estado de Idaho.

Vídeos divulgados nas redes sociais registraram o momento exato do impacto entre as aeronaves, seguido por grandes colunas de fumaça preta. Os aviões pertenciam ao Esquadrão de Ataque Eletrônico VAQ-129, sediado no Estado de Washington.

Os quatro tripulantes conseguiram se ejetar dos caças antes da queda. Eles foram avaliados por equipe médica. O boletim indica que o estado de saúde dos militares é estável.

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Polícia

ALERTA NACIONAL: Mais de 32 mil crianças foram vítimas de violência sexual em apenas 4 meses

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

O Disque 100 contabilizou mais de 32,7 mil registros de violação sexual contra crianças e adolescentes no Brasil entre janeiro e abril deste ano. O total representa um aumento de 49,48% em comparação com o mesmo período do ano passado, acendendo um alerta grave sobre a segurança da infância no país.

De acordo com o balanço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a esmagadora maioria das ocorrências acontece no ambiente privado.

Cerca de 76,4% dos crimes — o equivalente a mais de 25 mil casos — foram praticados dentro da residência da própria vítima, do suspeito ou de familiares próximos.

Ambiente Digital

Especialistas em segurança pública apontam que a internet tem sido um facilitador para o avanço desse tipo de criminalidade.

O ex-delegado de Defesa da Criança e do Adolescente, Correia Júnior, afirma que o ambiente virtual ampliou o alcance e a velocidade das violações, dificultando o controle e facilitando o aliciamento.

Subnotificação e Sinais

Além dos episódios confirmados, o sistema federal recebeu mais de 116 mil denúncias gerais de violação de direitos humanos contra menores.

Autoridades reforçam a necessidade de atenção a mudanças bruscas de comportamento em crianças, como isolamento, medo excessivo e alterações no uso de celulares, que servem de alerta para possíveis abusos.

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Geral

Sistema Sicredi reforça a importância da educação financeira durante a Semana ENEF

Foto: Divulgação

Entre 18 e 24 de maio, instituição financeira cooperativa intensifica ações gratuitas de educação financeira voltadas ao consumo consciente e à organização financeira

O Sistema Sicredi reafirma seu compromisso com a sustentabilidade econômica ao participar da 13ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada de 18 a 24 de maio de 2026.
Alinhada ao tema desta edição — “Educação Financeira: construindo um futuro com longevidade e prosperidade” —, a instituição promoverá ações presenciais e digitais voltadas à conscientização financeira e à melhoria da qualidade de vida das pessoas e das comunidades.
Para o Sistema Sicredi, educação financeira vai além de ensinar a poupar. A proposta é incentivar escolhas mais conscientes e equilibradas no dia a dia, fortalecendo a autonomia das pessoas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Durante a semana, as ações terão como foco quatro pilares: organização financeira, consumo consciente, combate ao endividamento e construção de hábitos financeiros positivos.
“As pequenas mudanças na rotina podem gerar grandes impactos na segurança financeira e na qualidade de vida das famílias. É isso que queremos estimular durante a Semana ENEF”, destaca o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro.
No site de Educação Financeira do Sistema Sicredi, (https://www.sicredi.com.br/site/educacaofinanceira/), o público encontra gratuitamente conteúdos educativos digitais voltados à educação financeira e à construção de uma vida financeira mais sustentável.

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Política

Prefeitura de Macaíba homologa resultado e convoca os primeiros 45 agentes da Guarda Municipal

Foto: Rodrigo Galvão

A Prefeitura de Macaíba deu mais um passo importante para a implantação da Guarda Municipal. O prefeito Emídio Júnior assinou os editais de homologação do concurso público e de nomeação dos primeiros 45 guardas municipais aprovados, que concluíram o curso de formação realizado em parceria com a Guarda Civil Municipal de Natal. Os editais serão publicados na edição do Diário Oficial do Município nº 1945, desta segunda-feira (18).

De acordo com o prefeito de Macaíba, outros cinco candidatos que seguem em formação junto à Guarda Municipal de Ceará Mirim, também serão nomeados em breve, completando as 50 vagas previstas inicialmente no edital. Além disso, a Prefeitura anunciou a convocação de mais dez candidatos, ampliando o efetivo para um total de 60 profissionais.

Os novos agentes receberão auxílio-fardamento no ato da nomeação e, após a matrícula funcional, a Secretaria Municipal de Segurança Pública dará entrada nos pedidos de porte de arma junto à Polícia Federal. A criação da Guarda Municipal é considerada uma das principais ações da atual gestão na área da segurança pública e representa um reforço importante para o patrulhamento preventivo e a proteção do patrimônio público municipal.

“Estamos estruturando uma corporação preparada, equipada e comprometida com a segurança da nossa cidade. A nossa tão sonhada Guarda Municipal está saindo do papel e se tornando realidade. Isso é resultado de planejamento, trabalho sério e compromisso com o presente e o futuro de Macaíba”, declarou o prefeito Emídio Júnior.

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Geral

Deputada Carla Dickson anuncia em Macaíba emenda de R$ 1 milhão já na conta da Prefeitura para ampliar atendimento às crianças atípicas do município

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) esteve no último sábado (16), no município de Macaíba participando de mais uma edição do chá promovido pelo projeto Rede Mães que Ajudam. A iniciativa conta com o apoio do seu mandato e tem se tornado referência no acolhimento às famílias atípicas do Rio Grande do Norte.

O evento reuniu mães atípicas da cidade em um momento marcado por escuta, troca de experiências, acolhimento e fortalecimento emocional. Durante o encontro, a parlamentar anunciou a destinação de uma emenda no valor de R$ 1 milhão para a saúde do município. O recurso será utilizado na ampliação do atendimento às crianças atípicas de Macaíba.

Segundo Carla Dickson, o valor já se encontra na conta da Prefeitura e deverá beneficiar em breve dezenas de famílias que necessitam de acompanhamento especializado e assistência contínua. A destinação da emenda aconteceu após solicitação da vereadora Clarissa Matias, aliada política da deputada no município e defensora da pauta das famílias atípicas.

Durante seu discurso, a deputada destacou a importância do recurso ser investido diretamente na causa autista e reafirmou seu compromisso com as mães e crianças atípicas do estado. “Essa luta também é minha. Tenho caminhado pelos municípios ouvindo mães, conhecendo histórias e entendendo de perto as dificuldades enfrentadas por essas famílias. Nosso mandato seguirá trabalhando para garantir mais dignidade, inclusão e atendimento especializado para quem mais precisa”, afirmou.

A deputada também relembrou outras ações que vem desenvolvendo em defesa das famílias atípicas no Rio Grande do Norte, através da destinação de recursos, realização de eventos de acolhimento e fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

Reconhecida em todo o estado como a “deputada do autismo”, Carla Dickson tem ampliado sua atuação na defesa da inclusão e da assistência às famílias atípicas, consolidando seu mandato como uma das principais vozes dessa causa no Rio Grande do Norte.

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