Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Smoke me out @bamf_extractions @bamf_genetics @bamfeastcoast #bamfextractions #diamonds #bamfgenetics #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Follow @bamf_genetics @bamf_genetics @bamf_genetics USA RELEASE COMING SOON! #bamfgenetics #bamfextractions #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Luto

Morre em Natal o médico Airton Wanderley, pioneiro da oncologia no RN

Foto: Divulgação

A medicina potiguar perdeu nesta quinta-feira (30) um de seus nomes mais ilustres e respeitados. Partiu, aos 96 anos, o médico cirurgião e mastologista Airton Dantas Wanderley, profissional que marcou época pelo pioneirismo, rigor técnico e dedicação humanitária à saúde do Rio Grande do Norte. As informações são do BZNotícias.

Sua história profissional confunde-se com a própria consolidação do combate ao câncer no estado. Durante décadas de atuação brilhante na Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer, Airton Wanderley ajudou a estruturar o atendimento oncológico potiguar, sendo fundamental na formação de diversas gerações de médicos e especialistas.

Como reconhecimento por seu legado inestimável, a instituição batizou a Unidade de Oncologia Clínica e Hematologia Dr. Airton Dantas Wanderley, no Hospital Dr. Luiz Antônio, eternizando sua contribuição para a saúde pública e privada da região.

Profissional também dedicado à docência na UFRN, ele deixou sua marca impressa na ética e no carinho com que tratava cada paciente.

Membro de tradicional família potiguar, Airton Wanderley deixa um exemplo de integridade, dedicação à profissão e amor ao próximo.

BZNotícias

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

SEM LUTO: Arquiteta nordestina vai a velório de namorado e descobre traição com cinco amantes

Foto: Ilustração/Freepik

O que era para ser a despedida do homem com quem viveu 12 anos de relacionamento acabou se transformando em uma sequência de descobertas dolorosas para a arquiteta e engenheira civil Kaline Macedo. Durante o velório do namorado, morto em um acidente de carro em outubro de 2025, ela afirma ter descoberto que ele mantinha relacionamentos paralelos com pelo menos outras cinco mulheres.

Em entrevista à revista Marie Claire, a baiana Kaline contou que viveu sentimentos contraditórios ao perceber que a pessoa que havia perdido não era quem ela acreditava conhecer. “A pessoa que morreu não era a pessoa que eu conhecia. Ele era carinhoso, amoroso. Até então, o único defeito era ser muito ciumento”, afirmou.

Durante o velório, Kaline permaneceu na sala reservada para familiares e praticamente não conversou com os demais presentes. Dias depois, sua mãe revelou que havia descoberto, durante a cerimônia, que o namorado mantinha outros relacionamentos.

Segundo o relato, pessoas presentes no velório comentavam que ele tinha pelo menos mais duas companheiras além de Kaline. “Lá, souberam que ele tinha outras duas mulheres além de mim. Descobriram uma que estava namorando com ele há três anos e outra de apenas alguns meses”, afirmou.

A mãe decidiu esconder a informação até considerar que a filha estivesse emocionalmente preparada para ouvir a verdade. Depois de voltar para Salvador, Kaline começou a reunir peças que, segundo ela, passaram a fazer sentido. Lembrou, por exemplo, de um vídeo publicado nas redes sociais por uma jovem dizendo ter vivido um relacionamento com o namorado.

Ela procurou essa mulher e outras envolvidas. As conversas revelaram, segundo Kaline, que ele administrava diferentes relacionamentos ao mesmo tempo, utilizando justificativas semelhantes para todas.

Ela descobriu que uma das mulheres era uma ex-namorada da infância, com quem ele mantinha um relacionamento havia cerca de três anos. Outra era estagiária no escritório onde ele trabalhava.

Ao trocarem mensagens, elas perceberam que o homem costumava inventar viagens e compromissos profissionais para justificar as ausências enquanto estava com outra parceira. “Era como se ele ficasse feliz vendo que eu não conseguia perceber, se gabando por eu ser besta”, afirmou.

Ela conta que, além da dor da perda, enfrentou um sentimento inesperado de alívio por não viver mais sob o controle constante do companheiro. “Quando ele morreu, senti certo alívio, porque não tinha mais o controle parental dele no meu celular e nem haveria mais perseguições. Me senti um lixo por ter ficado aliviada pela morte da pessoa com quem eu estava há 12 anos”, confessou.

Com informações do Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

AGORA VAI? PF pede ao STF para investigar Lulinha por corrupção e tráfico de influência

Foto Reprodução

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados a cannabis medicinal. As informações são do Metrópoles.

Lulinha é filho do presidente Lula (PT). Ele chegou a ser citado no inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada Farra do INSS, por conta de sua relação junto ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O pedido da PF foi distribuída ao gabinete do ministro do STF André Mendonça nessa quarta-feira (29/7). A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

Procurada, a defesa de Lulinha disse que o caso ainda não chegou até eles.

Conforme revelou a coluna, ainda em agosto de 2025, o Careca do INSS fez lobby no Ministério da Saúde junto à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Eles estiveram no mesmo dia e no mesmo horário na secretaria-executiva da pasta, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, que atualmente é chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República.

A Polícia Federal também identificou pagamentos do Careca do INSS para Roberta Luchsinger que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o lobista descreveu a um interlocutor que o repasse tinha como destinatário o “filho do rapaz”, possivelmente se referindo ao filho do presidente Lula.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

CALOTE: Hospital Rio Grande, Memorial e Hospital do Coração suspendem atendimento a pacientes enviados pelo Governo do RN por falta de pagamento

Foto: Divulgação

O Hospital Rio Grande paralisou, nesta quinta-feira (30/07), todo o atendimento destinado a pacientes conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , através do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, diante da falta de repasses financeiros.

Além dos atrasos, acordos já realizados também não foram cumpridos pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap).

No próximo dia 01/08 (sábado),  o Hospital Memorial e Hospital do Coração também irão suspender os serviços.

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

REPÚDIO: Paraguai convoca embaixador do Brasil por falas de Lula sobre guerra

Foto: Ricardo Stuckert

O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai convocou o embaixador brasileiro, José Antonio Marcondes de Carvalho, nesta quinta-feira (30), para transmitir a reclamação do governo em relação a algumas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a origem da guerra que opôs os dois países entre 1864 e 1870.

A convocação do embaixador em Assunção ocorre uma semana depois de o presidente Lula ter utilizado o conflito entre os dois países – a chamada Guerra da Tríplice Aliança, na qual o Uruguai e a Argentina lutaram ao lado do Brasil – para defender a necessidade de investir em defesa e segurança.

“Gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certo dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiram Corumbá e, ao mesmo tempo, o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia insignificante, durou cinco anos“, relembrou Lula, diante da indignação das autoridades paraguaias, que consideram errônea essa interpretação.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, informou em uma coletiva de imprensa que o embaixador foi convocado para esta sexta-feira, ao meio-dia, na sede do Ministério, onde lhe será entregue uma nota oficial de repúdio. “Sempre defenderemos os interesses supremos do Paraguai”, afirmou.

“A dignidade do Paraguai não é negociável”, enfatizou Ramírez, que confirmou que tanto Lula da Silva quanto seu homólogo Santiago Peña “conversaram por telefone sobre esse assunto delicado”. Nesse sentido, ele ressaltou que são mais os laços que unem os dois países, destacando a cooperação entre eles em diversos campos.

Antes dessa última ação diplomática, o Congresso do Paraguai emitiu, na quarta-feira, uma carta rejeitando essas declarações do presidente brasileiro que, em sua opinião, “distorcem e minimizam a história”, ainda mais por se tratar do que é considerado o maior conflito bélico em toda a região da América do Sul.

“A Câmara insta a que os acontecimentos históricos que marcaram profundamente nossos povos sejam abordados com sensibilidade, respeito e responsabilidade, e com espírito de reconciliação”, diz a carta.

A Guerra da Tríplice Aliança teve início no final de 1864, quando o Paraguai decidiu apoiar um dos dois bandos da guerra civil uruguaia, cujo outro contava com o apoio do Brasil e da Argentina.

Em resposta à presença brasileira no Uruguai, o Paraguai lançou, em dezembro daquele ano, uma invasão à então província de Mato Grosso, dando assim início a uma guerra cujas consequências históricas permanecem vivas até hoje, após as importantes perdas sofridas pelo país, incluindo territórios.

Jovem Pan

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Tradição: recebido com carinho pelos amigos em Caicó, Álvaro Dias visita a tradicional Feirinha de Sant’Ana

Fotos: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde desta quinta-feira, da programação da tradicional Festa de Sant’Ana, em Caicó, na região do Seridó. Durante a visita, percorreu o pavilhão da feirinha, conversou com moradores, comerciantes e visitantes e acompanhou parte das atividades da festa, uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais do estado.

Ao longo da agenda, Álvaro também concedeu entrevistas à imprensa local e falou sobre a importância da Festa de Sant’Ana para a cultura potiguar e para a economia da região, destacando o papel do evento na valorização das tradições seridoenses.

A visita reuniu diversas lideranças políticas do Rio Grande do Norte. Estiveram presentes o candidato ao Senado, Coronel Hélio; a candidata a deputada estadual, Anny Lagartixa; o candidato a deputado federal, Coronel Brilhante; os ex-prefeitos de Caicó Batata e Roberto Germano; os pré-candidatos Jorge do Rosário e Expedito Ferreira; o prefeito de Acari, Fernandinho; a prefeita de Extremoz, Jussara; os deputados estaduais Terezinha Maia, Adjuto Dias e Coronel Azevedo; o prefeito de São João do Sabugi, Aníbal Pereira; o prefeito de Ouro Branco, Amarildo; os vereadores de Natal Aldo Clemente e Irapuã Nóbrega; o prefeito de Jardim de Piranhas, Rogério Couro Fino; o ex-prefeito Antônio Macaco; e o vice-prefeito Luiz Macaco, além de diversas outras lideranças políticas.

Realizada anualmente, a Festa de Sant’Ana reúne milhares de fiéis e visitantes de diferentes regiões do estado e integra o calendário religioso e cultural do Rio Grande do Norte, movimentando o turismo, o comércio e as manifestações culturais do Seridó.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

[VÍDEO] Multidão de imigrantes de Marrocos chega a cidade da Espanha a nado


Foto: Europa Press via Getty Images

A cidade de Ceuta, pertencente à Espanha e situada no norte da África, está passando uma crise migratória e sobrecarga de serviços após milhares de pessoas vindas de Marrocos e da Argélia chegarem ao município e forçarem a entrada.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma multidão de imigrantes chegando a Ceuta. Grande parte tenta alcançar o território espanhol a pé, a nado ou apoiados por boias.

Na quarta-feira (29/7), o presidente de Ceuta, Juan Vivas, afirmou que cerca de 1.500 pessoas chegaram ao local nas últimas duas semanas, por volta de 200 por dia. Segundo Vivas, os centros de acolhimento “não têm espaço para mais ninguém”.

O político ainda enfatizou que o número de mortos no mar superou 60 pessoas nos últimos 12 meses.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Senadora Tereza Cristina avisa aliados que aceitou ser vice de Flávio Bolsonaro

Foto: Arte/Metrópoles

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30/7), que aceitou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A composição, no entanto, ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além do aval formal do PP em convenção partidária. Após o sinal verde da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à aliança.

Até o momento, a orientação predominante na federação era manter neutralidade na disputa presidencial para preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso. Apesar da movimentação, integrantes da cúpula do PP ainda consideram difícil uma coligação com o PL.

Tereza Cristina é o nome preferido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que avalia que a presença dela na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio, tanto pelo vínculo com o agronegócio quanto por ampliar as chances de atrair a Federação União Progressista para a aliança.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Cumprindo tradição de todos os anos, Zenaide prestigia Feirinha de Sant’Ana em Caicó

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD) participou, nesta quinta-feira (30), da tradicional Feirinha de Sant’Ana, realizada no Largo da Catedral, em Caicó. Seridoense, a parlamentar circulou pelo evento acompanhada do pré-candidato a governador Allyson Bezerra, lideranças políticas e amigos, conversou com a população e recebeu o carinho de conterrâneos durante um dos momentos mais aguardados da programação social da festa.

Realizada desde a década de 1960, a Feirinha de Sant’Ana é marcada pelo reencontro de famílias e amigos, além de reunir apresentações culturais, música, gastronomia regional, artesanato e manifestações da cultura seridoense.

“É sempre uma alegria voltar a Caicó e viver esse momento de fé, tradição e reencontros. A Festa de Sant’Ana faz parte da nossa história e da identidade do povo do Seridó”, destacou a senadora.

À noite, Zenaide participa da celebração da 7ª Novena da Festa de Sant’Ana, na Catedral de Sant’Ana, dando continuidade à agenda de participação nas festividades da padroeira de Caicó.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasil teve 43 mil desaparecimentos no 1º semestre de 2026; média de 242 pessoas por dia

Foto: MJSP

O Brasil registrou 43.828 desaparecimentos de pessoas no primeiro semestre de 2026, uma média de 242 sumiços por dia e uma taxa de 40,92 a cada 100 mil habitantes. Os dados fazem parte do Painel Estatístico do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), do Ministério da Justiça, publicado nesta quarta-feira (29).

O número representa um aumento de 4,63% em comparação com o ano anterior. No mesmo período de 2025, foram registrados 41.888 desaparecimentos.

Ao analisar a série histórica dos primeiros semestres de cada ano, 2026 teve o período em que mais pessoas desapareceram no Brasil.

Perfil dos desaparecidos

Em relação ao perfil dos desaparecidos, a maioria é composta por homens, com 28.221 casos registrados. Em contrapartida, 15.271 são mulheres. No entanto, outras 336 vítimas não tiveram o sexo informado.

Quando olhado para a faixa etária, a maior está entre os mais velhos que contabilizam 29.462 casos. Por outro lado, menores de 17 anos representam uma faixa de 27% do perfil dos desaparecidos, contabilizando 15.271 casos. Outros 2.532 não tiveram a idade informada.

Desaparecimento por estado

De acordo com o painel, São Paulo lidera o ranking nacional, com 10.449 desaparecidos no primeiro semestre de 2026, o que representa mais de 23% do total registrado no país.

Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e Rio de Janeiro também aparecem entre os estados com maior número de pessoas desaparecidas, com 4.864, 3.933 e 3.364, respectivamente.

Localizados

Em relação a quantidade de pessoas localizadas, o número também representa uma progressão. Ao todo, foram 28.870 pessoas encontradas no primeiro semestre de 2026.

Segundo o Painel, foram 160 pessoas localizadas por dia.

Busca por pessoas desaparecidas

Em agosto de 2024, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD). A plataforma online unifica as informações sobre as buscas de desaparecidos com o cruzamento de dados de todo o brasil.

Ao acessar o sistema, um painel público apresenta imagens e informações relevantes sobre as pessoas desaparecidas — como idade, vestimentas e um breve resumo das circunstâncias.

Além disso, o usuário consegue compartilhar o banner do desaparecimento ou entrar em contato direto com a pessoa responsável por aquele desaparecido. A plataforma também sugere a ligação para o número 197 ou 181 para quem tiver informações sobre o sumiço de alguém.

Segundo o MJSP, a iniciativa é uma resposta à demanda da sociedade por soluções mais eficazes na condução de casos de desaparecimento.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *