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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Pix bate recorde e movimenta R$ 35,3 trilhões em 2025; 79,8 bilhões de transações foram realizadas

Foto: Reprodução/Jornal Hoje

O Pix atingiu um novo recorde em 2025, ao movimentar R$ 35,36 trilhões, segundo dados do Banco Central. Ao longo do ano, foram realizadas 79,8 bilhões de transações, o maior volume desde a criação do sistema.

Em relação a 2024, o crescimento foi expressivo: o valor movimentado subiu 33,6%, frente aos R$ 26,24 trilhões do ano anterior, enquanto o número de operações avançou de 63,5 bilhões para quase 80 bilhões.

Diante do aumento do uso, o Banco Central também adotou novas regras para reforçar a devolução de valores em casos de fraude ou falhas operacionais, ampliando os mecanismos de rastreamento, já que criminosos costumam transferir rapidamente os recursos entre contas.

Novidades previstas para 2026

Entre as próximas funcionalidades do Pix estão:

  • Cobrança híbrida: pagamento via QR Code tanto para Pix quanto para boletos, com previsão de obrigatoriedade a partir de novembro;

  • Pagamento de duplicatas: uso do Pix para quitação de títulos empresariais, facilitando a antecipação de recebíveis;

  • Split tributário: integração com o sistema de arrecadação em tempo real da Receita Federal, dentro da reforma tributária.

Funcionalidades em estudo

Para os próximos anos, o BC avalia a ampliação do Pix internacional, o Pix como garantia de crédito para autônomos e empresas, o Pix por aproximação offline e o Pix parcelado, voltado a pessoas sem cartão de crédito.

O Banco Central afirma que o foco é ampliar a eficiência, a segurança e a inclusão financeira do sistema.

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Eleições

Crime organizado, IA, pesquisas e propaganda marcam debate sobre regras das eleições 2026 no TSE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta quinta-feira (5) três dias de audiências públicas sobre as regras que vão orientar as Eleições Gerais de 2026, com um recorde de 1.431 sugestões apresentadas por partidos, especialistas, entidades e cidadãos.

As contribuições tratam de temas como propaganda eleitoral, registro de candidaturas, pesquisas, ilícitos eleitorais e uso de inteligência artificial.

Agora, as propostas passam por análise técnica e poderão ser incorporadas às resoluções, que ainda serão debatidas e votadas pelo plenário. As normas precisam ser aprovadas até 5 de março.

Entre os pontos mais debatidos está a possibilidade de impulsionamento pago de críticas a governos na pré-campanha, desde que sem pedido explícito de voto. O PT pediu a retirada da previsão, alegando risco de desequilíbrio eleitoral.

Uso de IA

A regulação do uso de IA nas campanhas ganhou destaque. O Ministério Público propôs multas de até R$ 30 mil para quem divulgar desinformação com conteúdo manipulado ou fabricado, incluindo deepfakes. Também foram sugeridas regras mais rígidas de transparência e fiscalização sobre plataformas e anúncios políticos.

Crime organizado

Outro tema sensível foi a infiltração do crime organizado na política. Participantes defenderam a possibilidade de indeferir candidaturas quando houver indícios de vínculo com facções, milícias ou grupos paramilitares.

Também foram debatidas medidas de transparência, como a retomada da divulgação do CPF dos candidatos e do modelo detalhado de declaração de bens, com o objetivo de fortalecer o controle social e o combate à corrupção.

As propostas agora serão consolidadas pelo corpo técnico do TSE antes da versão final das regras eleitorais de 2026.

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Geral

Amputação de pênis: 2,9 mil foram ‘mutilados’ pelo câncer em cinco anos no Brasil

Foto: Imagem de Darko Djurin por Pixabay

Mais de 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil entre 2021 e 2025 em decorrência do câncer de pênis. No mesmo período, a doença também levou à morte mais de 2,3 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.

Considerado um tipo de tumor raro, o câncer de pênis pode ser evitado com algumas atitudes simples: higiene adequada na região íntima, vacinação contra o HPV e cirurgia de postectomia (remoção do prepúcio).

“O câncer de pênis é um tumor totalmente evitável, muito ligado às condições de higiene. É preciso ensinar desde cedo os meninos a como lavar e seguir uma boa higiene na vida adulta”, explica o médico Ariê Carneiro, oncologista do Einstein.

Como evitar esse câncer mutilante?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) um dos principais pontos é a higiene correta. Quando o homem tem o prepúcio, isso acaba acumulando urina, que é ácida e pode causar fibrose (um acúmulo de tecido) e inflamações.

Os especialistas listam quatro ações que podem ajudar na prevenção:

  • Limpeza adequada do pênis com água e sabão puxando o prepúcio para higiene da glande. A limpeza deve ser realizada todos os dias e após as relações sexuais.
  • Tomar a vacina do HPV (no SUS, ela está disponível para alguns públicos. Na rede privada, qualquer pessoa pode tomar).
  • Realização da postectomia (retirada do prepúcio) quando essa pele que encobre a cabeça do pênis não permite a higienização correta. ‍
  • Uso de preservativo para evitar contaminação por ISTs, como o HPV.

Quais são os sinais de alerta?

A incidência do câncer de pênis aumenta com a idade, com pico entre 50 e 70 anos. Ainda assim, especialistas alertam que homens de qualquer faixa etária devem ficar atentos aos sinais.

Entre os principais sintomas estão:

  • feridas que não cicatrizam;
  • verrugas ou caroços persistentes;
  • secreção com odor forte sob o prepúcio;
  • áreas endurecidas ou avermelhadas;
  • sangramentos na glande;
  • coceira persistente.

Ao perceber qualquer alteração, o homem deve procurar atendimento médico.

Os médicos explicam que o diagnóstico precoce trata a maior parte dos pacientes e sem a necessidade de uma amputação total. Isso porque quando a doença está em estágio inicial, é possível retirar apenas o tumor e preservar o pênis.

“É preciso que o homem adote o hábito de ‘autoexame’. De olhar o pênis, tirar a pele para ver se tem alguma alteração e estar atento a qualquer sinal”, pontua o especialista.

g1

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Geral

Fim de semana combina com o buffet do Cicchetti Midway

Foto: Divulgação

Que tal transformar o almoço de sábado ou domingo em um verdadeiro programa gastronômico? No Cicchetti Midway, o buffet de almoço também está disponível nos fins de semana, das 11h30 às 15h, por R$ 73,90 por pessoa.

Perfeito para desacelerar, reunir a família ou encontrar os amigos, o buffet oferece uma experiência completa, pensada para quem valoriza boa comida e bons encontros. O menu reúne massas preparadas diariamente, proteínas nobres, saladas frescas e sobremesas refinadas, cuidadosamente selecionadas para agradar a todos os paladares.

Aos sábados e domingos, permita-se saborear o buffet do Cicchetti e transforme o seu almoço em um momento especial.

Serviço:
Restaurante Cicchetti
Shopping Midway Mall – 3º piso
Instagram: @cicchettinatal

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Geral

Glenn Greenwald diz que Daniela Lima é porta-voz de Lula e STF

Foto: YouTube UOL

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald criticou publicamente a jornalista Daniela Lima, do UOL News, ao afirmar que ela atua como “porta-voz” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do STF. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (6), na rede social X, após a repercussão de uma entrevista conduzida pela profissional no Palácio do Planalto.

A informação é do Pleno News. A polêmica começou depois que uma ativista de esquerda comentou nas redes sobre a forma como Daniela olhava para Lula durante a conversa, elogiando a postura da jornalista. Em resposta, Greenwald afirmou que o motivo da admiração seria justamente o alinhamento político que, segundo ele, parte da esquerda enxerga na atuação da comunicadora.

Foto: Reprodução/X

“O motivo pelo qual a esquerda ama e reverencia Daniela Lima como uma ‘diva’ é porque eles sabem que ela é a porta-voz mais leal e dedicada de Lula e da bancada do STF que governa o Brasil. Esse comportamento pode ser descrito de muitas maneiras. ‘Jornalístico’ não é uma delas”, escreveu o jornalista.

A entrevista foi exibida na quinta-feira (5) e abordou temas sensíveis, como o suposto envolvimento do filho de Lula em investigações ligadas ao INSS, além de reuniões do presidente com o chefe do Banco Central e o empresário Daniel Vorcaro, citado em apurações sobre o caso Banco Master. Até o momento, Daniela Lima não respondeu publicamente às críticas.

Opinião dos leitores

  1. FAZ TEMPO. SEM CONTAR QUE É UMA PROPAGADORA DE FAKE NEWS, MAS ELA ESTÁ DEVIDAMENTE AUTORIZADA, ASSIM COMO TODA ESQUERDA. UM EXEMPLO CLARO É O DO CANALHA ROGÉRIO CORREIA, QUE CRIOU UMA FOTO DO BOLSONARO COM VORCARO, COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. TEVE ALGUM PROBLEMINHA POR ISSO? CLARO QUE NÃO.

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Política

Tarifa zero no transporte público deve virar bandeira de Lula para reeleição, diz senador do PT

Foto: Feijão Almeida | GOVBA

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve defender a implementação da tarifa zero no transporte público das grandes cidades como uma das principais propostas em uma eventual campanha à reeleição. Segundo o parlamentar, a iniciativa ganhou força no fim de 2025 e tem forte apelo social e eleitoral.

De acordo com Costa, o governo já encomendou estudos para avaliar formas de financiamento e critérios de repasse que viabilizem a medida. A ideia é incluir o tema entre as pautas sociais prioritárias do presidente, com foco em ampliar o acesso da população ao transporte coletivo e reduzir custos para trabalhadores urbanos.

Outro ponto que deve ganhar destaque na estratégia política é a defesa da soberania nacional. O senador citou a articulação conduzida por Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria resultado na redução de tarifas sobre produtos brasileiros exportados, como exemplo de atuação diplomática do governo.

Humberto Costa também declarou que o Brasil tem interesse em combater o narcotráfico, mas não pode aceitar ações militares estrangeiras em países da América do Sul sob esse pretexto. Segundo ele, a campanha deve reforçar a imagem de Lula como um líder equilibrado em momentos de crise e defensor da autodeterminação dos povos.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Um demagogo irresponsavel com uma corja de imbecis a lhes apoiar e bajular. Não existe almoço gratis, alguem vai pagar a conta, o Cidadão trabalhador. Este sujeito esta ai para mais uma vez querer iludir os incautos.

    1. Mais uma mentira do filho do pai da mentira.
      Criando dependência do povo ao governo como aconteceu na Venezuela.
      Triste em ver um povo acreditando e se tornando presa e dependendo de políticas viciantes de benefícios. Contrário aos planos de Deus. Quer comer trabalhe.

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Política

Em clima eleitoral, Lula prepara discurso em Salvador e deve dar tom da pré-campanha durante aniversário do PT

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve discursar neste sábado (7), em Salvador, no encerramento das comemorações pelos 46 anos do Partido dos Trabalhadores. A expectativa dentro da sigla é que a fala marque, na prática, o início do movimento político visando a reeleição, com recados diretos sobre economia, programas sociais e cenário eleitoral.

A informação é da CNN. Desde quinta-feira (5), o PT promove uma série de eventos na capital baiana, estado governado pelo partido há quase duas décadas. Lula chegou na sexta-feira (6), participou de agendas do Novo PAC Saúde voltadas ao fortalecimento do SUS e visitou o Santuário de Irmã Dulce, acompanhado de lideranças petistas e dos pré-candidatos ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner e Rui Costa.

Entre os temas que devem ganhar destaque no discurso estão o fim da escala 6×1, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e medidas relacionadas à segurança pública. Também há expectativa de menções ao caso do Banco Master, que tramita no STF, além de críticas ao debate sobre corrupção no cenário nacional.

Nos bastidores, o partido reforça que a estratégia eleitoral passa pela comunicação unificada das ações do governo federal. A orientação às lideranças é destacar entregas da gestão Lula como vitrine política para fortalecer o projeto petista nas urnas e manter a hegemonia em estados estratégicos, como a Bahia.

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    1. Amanheceu com vontade de alisar e dar presentes aos cumpanheros, será a sina dos mafras a subserviência a esquerda? Olha a treta, sempre, com essa turma petralha, tem algo enrolado.

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Política

PSB pressiona Lula para manter Alckmin na vice enquanto PT articula mudanças na chapa de 2026

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O PSB decidiu entrar em campo para defender a permanência de Geraldo Alckmin como vice-presidente em uma eventual candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A movimentação ocorre após o próprio presidente admitir, pela primeira vez, que pode alterar a composição da chapa para fortalecer o palanque em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

A informação é do jornal O Globo. Nos bastidores, aliados de Alckmin afirmam que o vice não pretende disputar cargos eletivos em São Paulo caso deixe a vice-presidência. A avaliação dentro do PSB é de que sua manutenção no posto é estratégica tanto para o equilíbrio político do governo quanto para o futuro da sigla, que vê na função um espaço importante de influência nacional.

A discussão ganhou força após Lula citar publicamente nomes como Fernando Haddad e Simone Tebet como possíveis candidatos em São Paulo. No PT, há pressão para que o partido tenha um nome competitivo no estado, mesmo diante do favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas projeções iniciais.

Apesar das especulações, aliados próximos ao presidente acreditam que uma mudança na vice só ocorreria caso novas alianças nacionais, como MDB ou PSD, entrem oficialmente no projeto. Até lá, o PSB promete defender diretamente junto a Lula a continuidade da parceria firmada em 2022, considerada por dirigentes como um “pacto político” que ajudou a garantir a vitória eleitoral.

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Geral

Morte repentina de Henrique Maderite choca fãs; família revela causa e publica despedida emocionante

Foto: Reprodução/Instagram

A família do influenciador Henrique Maderite confirmou que ele morreu nesta sexta-feira (6), aos 50 anos, após sofrer um infarto fulminante. O mineiro foi encontrado já sem vida pela Polícia Militar de Minas Gerais em uma propriedade rural localizada no distrito de Amarantina, em Ouro Preto (MG).

A informação é do Metrópoles. Conhecido nas redes sociais pelos bordões “sexta-feira, ‘mei dia’”, “sextou, bb” e “quem fez, fez”, Henrique acumulava mais de 2 milhões de seguidores e se destacou pelo estilo bem-humorado e carismático. A notícia da morte repentina provocou forte comoção entre fãs e internautas, que lotaram as redes com mensagens de despedida.

Em comunicado oficial, a família destacou que Henrique “viveu valorizando a família, os amigos e os momentos simples”, ressaltando também a fé do influenciador. A nota reforça ainda que ele sempre incentivava as pessoas a aproveitarem o presente, lembrando que “não sabemos o dia de amanhã”.

Leia a despedida da família na íntegra:

Hoje, numa sexta-feira, Henrique partiu de forma repentina, em decorrência de um infarto fulminante. Fica uma dor difícil de explicar, mas também um legado imenso. Henrique viveu como falava: valorizando a família, os amigos, o riso fácil e os momentos simples que fazem a vida valer a pena. E muito importante: sempre grato a Deus por tantas bençãos. Ele nos lembrava, todos os dias, que o agora importa, pois não sabemos o dia de amanhã. Aos fãs, amigos e a todos que se sentiram representados por ele: levem isso com vocês. Vivam. Abracem mais. Digam o que precisa ser dito. Aproveitem. Que ele descanse em paz e possa reencontrar sua mãe, de quem sentia tanta saudade desde jovem. Que esse encontro leve o consolo que aqui fica difícil de encontrar. A família agradece todo o carinho, as mensagens e o respeito neste momento. Orem por ele. Detalhe pequeno: ser feliz é uma escolha diária.

Opinião dos leitores

  1. Que Deus conforte os corações dos familiares e amigos!
    Fica mais uma lição! O melhor da Vida é vivê-la! Celebremos a Vida!

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Política

VÍDEO: PT Nacional reafirma candidatura de Fátima e mostra preocupação com Rogério Marinho

Vídeo: Reprodução/96FM Natal

O PT nacional voltou a reforçar, sem espaço para dúvidas, que a governadora Fátima Bezerra é pré-candidata ao Senado Federal nas próximas eleições. A posição foi reiterada nesta sexta-feira (6), após a divulgação de um vídeo do evento nacional da legenda, em Salvador, destacando o papel estratégico da petista dentro do projeto político do partido.

Durante o encontro, o deputado federal José Guimarães, que coordena o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, afirmou que o presidente Lula quer Fátima no Senado e que a candidatura dela é tratada como prioridade tanto pela direção nacional quanto pela estadual. A fala também sinaliza a preocupação da sigla com a disputa no Rio Grande do Norte, especialmente diante do fortalecimento de adversários como Rogério Marinho.

Nos bastidores, porém, o recado parece mirar a própria base aliada. Setores da esquerda potiguar ainda demonstram desconfiança sobre a permanência de Fátima na corrida eleitoral, já que existe a possibilidade de ela cumprir todo o mandato no Governo do Estado, dependendo do cenário político e das articulações para a sucessão.

As dúvidas giram principalmente em torno da falta de um nome considerado competitivo para assumir o Executivo caso haja renúncia simultânea da governadora e do vice, Walter Alves. Esse cenário mantém o debate aberto dentro do grupo governista, mesmo com o PT nacional tentando encerrar qualquer especulação sobre os planos da chefe do Executivo estadual.

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