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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Política

Lindbergh envia emendas milionárias para cooperativas ligadas ao MST no Paraná, reduto de Gleisi Hoffmann

Foto: Reprodução

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destinou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares para três cooperativas ligadas ao MST no Paraná, estado de atuação política da ministra Gleisi Hoffmann (PT). Os recursos foram executados em 2025 por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O valor destinado ao Paraná foi 2,5 vezes superior ao enviado ao Rio de Janeiro, estado pelo qual Lindbergh foi eleito, que recebeu R$ 680 mil para ações voltadas à agricultura familiar, conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles.

Entre as entidades beneficiadas está a Cooperativa de Comercialização Camponesa Vale do Ivaí (Cocavi), de Jardim Alegre (PR), ligada ao MST. A entidade recebeu R$ 1,06 milhão em emendas destinadas pelo parlamentar.

A entidade foi visitada por Gleisi Hoffmann em abril. Na ocasião, a ministra publicou nas redes sociais que participou de uma celebração no assentamento Oito de Abril, em Jardim Alegre, e destacou a atuação da cooperativa na produção de alimentos.

Outras duas cooperativas também foram beneficiadas. A Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agrícola Ribeirão Vermelho (Coprari), de Centenário do Sul, recebeu R$ 374 mil, enquanto a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon), em Londrina, recebeu R$ 260 mil.

Os valores foram destinados por meio de emendas apresentadas em 2024. Naquele ano, o ministro Flávio Dino determinou restrições ao envio de recursos para estados diferentes daqueles pelos quais os parlamentares foram eleitos, apontando risco de distorções e favorecimentos.

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Mundo

ALERTA: Rubio convoca 60 países contra “aumento alarmante” da violência política de esquerda

Foto: Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniu representantes de mais de 60 países para discutir o que classificou como um “alarmante aumento” da violência política associada a grupos de esquerda.

A fala ocorreu nesta quinta-feira (16), durante uma iniciativa do governo do presidente Donald Trump voltada ao debate sobre terrorismo político, tema que passou a receber maior atenção entre republicanos antes das eleições legislativas americanas.

Segundo Rubio, atos violentos atribuídos a grupos ligados a ideologias de esquerda teriam sido minimizados por setores da sociedade e por autoridades, conforme a Jovem Pan News.

“Muitas pessoas em posições de poder têm repetidamente minimizado atos de violência e até de terrorismo como formas legítimas de expressão política, desde que servissem a uma causa de esquerda”, disse Rubio.

Durante o encontro, Rubio afirmou que o combate ao que chamou de ameaça tem sido um “ponto cego” das políticas antiterroristas. A reunião reuniu principalmente representantes de países europeus e latino-americanos.

Trump e aliados republicanos têm ampliado as críticas a setores da esquerda americana durante a preparação para as eleições legislativas de novembro.

O presidente já afirmou que grupos progressistas radicais representariam uma ameaça ao modo de vida tradicional dos Estados Unidos.

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Política

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro diz que tentou evitar tarifaço dos EUA e que Lula “cavou o pênalti contra o povo brasileiro”

Imagens: Reprodução/Poder360

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que tentou atuar para evitar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo ele, integrantes de sua equipe tentaram articular uma reação antes do anúncio norte-americano.

“Lula fez força para isso. Cavou o pênalti. Conseguiu. Chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro”, disse o senador e pré-candidato à Presidência da República.

Flávio também mencionou novas tarifas aplicadas pela China sobre a carne brasileira exportada ao país. Segundo ele, a cobrança de 55% incide sobre volumes que ultrapassarem uma determinada cota.

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Judiciário

[VÍDEO] “Não sou obrigado a parar”: voto de desembargador do TJ-GO sobre fuga de abordagem policial causa polêmica

Imagens: Reprodução/Jurinews

Uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) voltou a provocar repercussão após um desembargador afirmar que fugir de uma abordagem policial não configura crime de desobediência.

O voto foi dado pelo desembargador Adriano Linhares Camargo, da 4ª Câmara Criminal, no julgamento de um motorista que fugiu de uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Rio Verde (GO).

Durante a sessão, o desembargador afirmou que o motorista não estaria obrigado a cumprir uma ordem de parada e declarou: “O Estado é que me alcance e me prenda”.

O caso envolve um motorista que percorreu cerca de 40 quilômetros após fugir da abordagem policial. Ele foi preso com 70 quilos de drogas, entre maconha e skunk.

No julgamento, Linhares Camargo votou pela absolvição do réu pelo crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal.

Segundo o desembargador, a fuga estaria relacionada ao direito de não produzir provas contra si mesmo e à liberdade individual.

O entendimento diverge de uma tese firmada pelo STJ em 2022. A Corte definiu que desobedecer ordem de parada em fiscalização ou policiamento ostensivo configura crime e não está protegido pelo princípio da não autoincriminação.

Apesar de afastar a condenação por desobediência, o desembargador manteve a condenação do motorista por tráfico interestadual de drogas.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista da desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis.

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Mundo

[VÍDEO] Relatório da CIA mostra manipulação de eleições por Maduro, afirma Trump

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA), divulgados pela Casa Branca, apontam que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tiveram capacidade para manipular o sistema eletrônico de votação da Venezuela entre 2004 e 2020.

A declaração foi feita na quinta-feira (17), durante um pronunciamento na Casa Branca.

No discurso, Trump voltou a criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos e apontou o que considera vulnerabilidades no uso de urnas eletrônicas.

Segundo Trump, os documentos mostram que existia um “complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”.

O presidente afirmou que o material inclui uma análise da CIA, datada de 29 de junho, baseada em informações reunidas ao longo de quase duas décadas.

Ainda segundo o relatório citado por Trump, a Venezuela tinha “provavelmente alguma capacidade” para manipular sistemas de votação eletrônica.

O documento menciona equipamentos da empresa britânica Smartmatic, cuja tecnologia deixou de ser utilizada nos Estados Unidos em 2007.

Durante o pronunciamento, Trump também afirmou: “Não há nenhum país do terceiro mundo que tenha umas eleições como as que temos nós”.

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Política

REPERCUSSÃO: Lula usa tênis de R$ 1.199 em vídeo do Prouni e vira alvo de críticas nas redes

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) usou um tênis avaliado em R$ 1.199 em um vídeo gravado para divulgar as inscrições do segundo semestre do Prouni (Programa Universidade para Todos). O vídeo foi publicado no último dia 7, quando começaram as inscrições do programa.

Nas imagens, Lula surge após uma sessão de musculação e convida os estudantes a disputar bolsas em instituições privadas de ensino superior.

De acordo com a fabricante, o Nike Mind 002 foi desenvolvido para treinos e uso cotidiano. A empresa afirma que o modelo conta com espuma responsiva e uma sola projetada para estimular áreas sensoriais dos pés. O preço sugerido é de R$ 1.199.

O fato repercutiu nas redes sociais. Enquanto apoiadores destacaram a disposição física do presidente, críticos passaram a questionar o uso de um tênis de alto valor por um político que costuma defender pautas voltadas à população de menor renda.

Veja o vídeo:

 

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Política

OPINIÃO: Estadão diz que Janja usa “misoginia” para evitar explicar gastos com dinheiro público

Foto: Reprodução

O jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) afirma, em editorial, que a primeira-dama Janja recorre à acusação de “misoginia” para rebater críticas aos gastos com dinheiro público em viagens oficiais.

O editorial foi publicado após entrevista de Janja ao UOL, na qual ela afirmou que as críticas aos gastos são motivadas por “misoginia pura”.

Para o Estadão, ser mulher não elimina a obrigação de prestar contas dos recursos públicos gastos em compromissos oficiais.

O Estadão afirma ainda que usar a acusação de misoginia para responder a questionamentos sobre gastos públicos acaba banalizando um problema enfrentado diariamente por muitas mulheres.

Na avaliação do jornal, cobrar transparência sobre despesas pagas pelo contribuinte é uma obrigação de qualquer agente público, independentemente do sexo.

O editorial também contesta a declaração de Janja de que seria a primeira primeira-dama a “trabalhar efetivamente” no País.

Como contraponto, cita a atuação da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, destacando sua participação na criação do programa Comunidade Solidária, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Por fim, o Estadão afirma que o discurso de defesa das mulheres adotado por Janja contrasta com as escolhas do presidente Lula para cargos de alto escalão.

O jornal ressalta que a maioria das nomeações feitas pelo presidente para ministérios e tribunais superiores foi de homens e argumenta que, apesar disso, Lula não recebe a mesma acusação de “misoginia”.

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Política

“FEZ CORPO MOLE?” Oposição suspeita que Itamaraty sabia de tarifas dos EUA

Foto: Reprodução

Deputados da oposição articulam convocar novamente o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após ele não comparecer à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

O grupo quer que o chanceler explique a atuação do Itamaraty nas negociações com os Estados Unidos e diga se o governo foi avisado com antecedência sobre a aplicação das tarifas americanas.

O deputado Helio Lopes (PL-RJ) diz suspeitar que o Itamaraty já sabia da medida, mas fez pouco para tentar evitar a decisão. Por isso, o parlamentar cobra explicações sobre as negociações conduzidas pelo governo.

Lopes também acusa o governo de explorar politicamente o tema. Segundo o deputado, o Palácio do Planalto usa o caso para atacar adversários e reforçar um discurso nacionalista.

Ele classificou a condução do episódio como uma “grave negligência diplomática”.

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Política

ANÁLISE: Governo Lula “fingiu negociar” e “torceu” pelo tarifaço, aponta Cláudio Humberto

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula (PT) “fingiu negociar” com os Estados Unidos e demorou a abrir negociações sobre o tarifaço anunciado pelo governo americano, analisou o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, nesta sexta-feira (17).

Segundo o colunista, as conversas só ganharam força nas últimas semanas, quando já restava pouco tempo para tentar reverter a decisão.

A coluna reproduz uma declaração de Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, segundo a qual as “reuniões construtivas” entre os dois países começaram apenas “nas últimas seis semanas”.

Para Cláudio Humberto, isso mostra que o governo brasileiro deixou as negociações para os “45 minutos do segundo tempo”.

Cláudio Humberto afirma que, antes desse período, o governo brasileiro teria enviado apenas duas cartas aos Estados Unidos e realizado uma única reunião de alto nível.

O colunista também critica declarações do presidente Lula sobre Donald Trump e afirma que o Itamaraty adotou um tom político nos comunicados oficiais sobre o tema.

Na avaliação de Cláudio Humberto, o governo petista teria apostado que o tarifaço poderia gerar um efeito político semelhante ao registrado nas pesquisas de opinião do ano passado.

Essa é uma interpretação do colunista, sem atribuição ao governo federal.

Ainda segundo a coluna, os principais impactos das tarifas americanas devem recair sobre os exportadores brasileiros e os trabalhadores dos setores atingidos.

O governo federal tem afirmado que busca alternativas diplomáticas e comerciais para reduzir os efeitos da decisão dos Estados Unidos.

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Economia

Tarifa dos EUA ameaça exportações de sal do RN e coloca 4 mil empregos em risco

Foto: Moraes Neto/Sebrae

A indústria do sal do RN entrou em alerta após o anúncio da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo o Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do RN (SIESAL-RN), a medida pode “inviabilizar” as exportações para o principal mercado externo do setor e colocar em risco cerca de 4 mil empregos diretos.

Em nota técnica, o sindicato informa que os Estados Unidos responderam por 47% das exportações da indústria salineira potiguar nos últimos seis anos, conforme informações do BNews RN.

A entidade também destaca que o mercado americano absorve cerca de 27% do sal exportado pelo RN, o equivalente a uma média de 530 mil toneladas por ano.

Para o presidente do SIESAL-RN, Airton Torres, a nova tarifa pode provocar perdas em toda a cadeia produtiva.

Segundo o sindicato, os impactos também podem atingir transportadores, distribuidores, trabalhadores portuários e municípios do Semiárido que dependem da produção de sal.

O presidente da FIERN, Roberto Serquiz, disse que, após a redução da tarifa sobre o pescado, o setor salineiro passou a ser a principal preocupação da indústria potiguar.

“O sal tem uma complicação logística. Ele consegue chegar competitivo nos Estados Unidos, no oeste americano e no leste africano. Desde o primeiro momento ficamos ao lado dos dois setores mais impactados. O sal conta com um consultor em Washington e também acompanhamos esse cenário por meio da CNI. O nosso trabalho continuará sendo buscar um ambiente mais favorável para o setor”, afirmou.

O SIESAL-RN também alerta que substituir o mercado americano não será uma tarefa simples. Segundo a entidade, países como Chile, Egito, Namíbia e México passarão a disputar esse mercado em condições mais favoráveis, enquanto os custos logísticos dificultam a conquista de novos compradores.

A tarifa foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem previsão de entrar em vigor em 1º de agosto.

O governo brasileiro informou que pretende responder à medida com base na Lei da Reciprocidade Econômica, ao mesmo tempo em que mantém as negociações diplomáticas e comerciais.

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