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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Mundo

Supremo dos EUA mantém leis contra trans em times femininos

Foto: The New York Times

Nesta terça-feira (30), a maioria conservadora da Suprema Corte dos Estados Unidos manteve as leis estaduais que proíbem atletas transgênero de participar de equipes femininas em competições escolares e universitárias, ao concluir que essas normas não violam a Constituição.

Em uma decisão de seis votos a três, os juízes decidiram manter as leis da Virgínia Ocidental e de Idaho por considerarem que os estados podem estabelecer categorias esportivas diferenciadas por gênero biológico no âmbito escolar.

A corte definiu que tais restrições são compatíveis com o Título IX, a histórica legislação federal que proíbe a discriminação por motivo de gênero em programas educacionais financiados com fundos públicos.

O Supremo americano resolveu que os estados podem limitar a participação em equipes femininas a “mulheres biológicas”, ou seja, a esportistas cujo gênero atribuído no nascimento é o feminino, mesmo quando se trate de pessoas trans que se identificam como mulheres e passam por terapias hormonais.

O caso teve origem na ação de duas atletas trans: Becky Pepper-Jackson, estudante do ensino médio da Virgínia Ocidental, e Lindsay Hecox, aluna da Universidade de Idaho. Ambas sustentavam que a exclusão das competições femininas era inconstitucional e discriminatória.

O juiz conservador Brett Kavanaugh, autor do voto da maioria, afirmou que “as diferenças físicas entre homens e mulheres, como força, velocidade e resistência” justificam a existência de equipes separadas por gênero biológico.

– Cada homem biológico que consegue entrar na equipe ocupa uma vaga que corresponderia a uma atleta – declarou.

A decisão terá repercussão em todos os EUA, já que afeta a participação de atletas trans em competições escolares e universitárias e respalda normas semelhantes aprovadas em outros 25 estados.

O caso se insere na ofensiva impulsionada pelo governo do presidente Donald Trump contra os direitos das pessoas transgênero.

O republicano celebrou a decisão com uma mensagem em sua rede social própria, a Truth Social:

– Grande vitória: A Suprema Corte dos Estados Unidos acaba de decidir contra homens competindo em esportes femininos. Uau! Isso elimina essa situação ridícula da equação.

Após retornar ao poder em janeiro de 2025, Trump assinou um decreto executivo que estabelece o reconhecimento de apenas dois gêneros, masculino e feminino, e determina que os documentos oficiais reflitam o gênero atribuído no nascimento, uma medida que foi contestada judicialmente por organizações de defesa dos direitos LGBT.

 

Pleno News

 

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Geral

Geração Z se afasta de Lula, diz análise da Reuters

Foto: EFE

Uma análise da agência Reuters destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades para manter o apoio da Geração Z (geração Z são os nascidos entre 1997 e 2012) e dos jovens adultos. Segundo pesquisas citadas pela agência, eleitores entre 16 e 34 anos têm demonstrado maior rejeição ao governo do que aprovação.

De acordo com levantamento da Quaest realizado em junho, essa é a única faixa etária em que a desaprovação supera a aprovação da gestão petista. Apesar disso, Lula segue com índices gerais de popularidade elevados e amplia a vantagem sobre adversários em cenários eleitorais.

A Reuters também destaca que os jovens brasileiros estão entre os mais identificados com a direita na América Latina. No mesmo sentido, um levantamento, da AtlasIntel, indicou que os eleitores mais velhos têm maior identificação com a esquerda ou o centro-esquerda.

O texto mostra que essa tendência é mais forte entre os homens jovens e acompanha um movimento observado em países da Europa, Estados Unidos e Coreia do Sul. Um exemplo disso é uma pesquisa de 2024 de uma fundação ligada ao Partido Social-Democrata da Alemanha mostrou que 38% dos jovens se declaram de direita.

A justificativa para este fenômeno no Brasil está ligada à economia. As frustrações econômicas acumuladas nos últimos anos estariam levando os mais jovens, que já estão no mercado de trabalho, a não acreditarem na ideia de mercado defendida pela esquerda.

– Os jovens foram para a universidade… e quando voltaram ao mercado de trabalho, não viram resultados econômicos reais – disse Felipe Nunes, diretor da Quaest para a Reuters.

Ainda segundo o pesquisador, a falta de retorno econômico esperado após a formação acadêmica levou parte desse eleitorado a buscar alternativas políticas.

– A busca por respostas levou muitos jovens eleitores a se inclinarem para as plataformas mais voltadas para o mercado, representadas por candidatos de direita e de centro do espectro político – acrescentou.

Apesar de se afastarem da esquerda, os dados não indicam necessariamente uma geração mais conservadora. Segundo Nunes, os jovens continuam apoiando políticas públicas, como a ampliação do acesso ao ensino superior.

Pleno News

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Brasil

“Lula matou o Brasil”: Grupo faz “velório” no impostômetro

Foto: Reprodução

Um grupo de influenciadores realizou, no último sábado (27), um velório simbólico em frente ao Impostômetro, em São Paulo, em protesto contra a carga tributária e o alto custo de vida no Brasil. Participaram do ato o ex-MST Pedro Pôncio, o pré-candidato a deputado estadual Henrique Krigner (Novo), o pré-candidato a deputado estadual por São Paulo Major Hoio (Novo), o âncora Gustavo Segré e os influenciadores Jessé Kuchla e o Pierry Rodrigues.

Durante a manifestação, os participantes criticaram a arrecadação recorde do governo federal, o aumento dos gastos públicos e defenderam a renúncia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também citaram problemas fiscais, rombos em estatais, inflação e cortes em áreas como saúde, educação e segurança para justificar as críticas.

– Lula precisa renunciar, entregar a condução do país e reconhecer que o projeto político da esquerda fracassou. Após anos de governos do PT, temos um Brasil com problemas fiscais, rombos nas estatais e cortes na saúde, educação e segurança pública. Não dá mais, LULA MATOU O BRASIL – disse o grupo.

O tradicional Impostômetro registrou a marca de R$ 2 trilhões em arrecadação antes do fim do primeiro semestre pela primeira vez. Um “feito histórico” na gestão Lula.

O painel instalado pela Associação Comercial de São Paulo na capital paulista é atualizado em tempo real e exibe os valores arrecadados, em taxas e contribuições recolhidas, pelos governos federal, estadual e municipal. A marca foi batida pouco depois das 9h da manhã de sábado (27).

Em 2025, o valor havia sido alcançado em 3 de julho, seis dias depois do projetado para este ano. Em 2024, a marca foi registrada em 24 de julho. Ampliando o recorte, em 2015, o painel exibiu o mesmo valor apenas no último mês do ano: 9 de dezembro.

Apesar do aumento na arrecadação, há forte desequilíbrio fiscal. A plataforma Gasto Brasil, especializada em analisar as despesas públicas, contabilizou R$ 2,7 trilhões gastos até este mês de junho.

Pleno News

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Geral

[CENAS FORTES] Novos vídeos mostram relação conturbada entre advogado Daniel Alcides e ex-companheira

Imagem: Reprodução

Depois das imagens que circularam nas redes sociais mostrando o advogado Daniel Alcides agredindo a ex-companheira com chutes, gritos e xingamentos, novos vídeos vieram à tona e revelam que o casal vivia um relacionamento marcado por conflitos. Em uma das gravações, a ex-mulher aparece arrombando uma porta. Em outra, ela arremessa um objeto em direção ao advogado, cobra “respeito” aos gritos e, em seguida, profere um palavrão.

O Blog do BG teve acesso a cinco vídeos, todos com cenas fortes. Em uma das gravações, a ex-companheira aparece batendo a cabeça contra a parede. Em outras, faz referências ao desejo de tirar a própria vida. Em razão da sensibilidade do conteúdo, optamos por não divulgar essas imagens.

A Justiça determinou que o advogado deixasse a residência e cumprisse medidas protetivas, enquanto o processo tramita sob sigilo. O Blog do BG também teve acesso a um processo em que ela é acusada de agredir a mãe do ex-companheiro.

Independentemente das versões apresentadas pelas partes, os vídeos que vieram a público desde o fim de semana retratam um relacionamento tóxico, marcado por episódios de agressividade, ofensas e conflitos entre o advogado e a ex-companheira.

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Brasil

MP processa influenciador que diz que “pobre não deveria votar”

Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes por declarações consideradas discriminatórias contra pessoas em situação de pobreza. A ação, proposta pela Promotoria de Direitos Humanos da Capital, também tem como alvo a Meta, controladora do Instagram.

O processo tem como base um vídeo publicado na plataforma em 26 de dezembro de 2025. Na gravação, o influenciador que tem mais de um milhão de seguidores questiona o direito ao voto de pessoas de baixa renda.

– Você já parou pra pensar que pobre não devia ter direito de votar? – afirma.

Em seguida, ele sustenta que a condição financeira seria resultado de más escolhas individuais.

– Uma pessoa que é pobre, ela não soube tomar boas decisões pra ter o melhor pra sua família e pra si mesma. E essa pessoa vai agora tomar uma decisão que vai ser o melhor para o país – diz.

Em outro trecho, ele conclui:

– Tenta pensar quão que o mundo seria um lugar melhor se os pobres não votassem, se o poder de decisão de um país ficasse nas mãos dos ricos.

Para o promotor Ricardo Manuel Castro, as declarações configuram aporofobia, discriminação contra pessoas em situação de pobreza, ao associar a escassez de recursos materiais à incapacidade de exercer direitos políticos. Na ação, o representante do Ministério Público sustenta que o influenciador reforça estereótipos ao vincular pessoas pobres à irresponsabilidade, à incapacidade e à exclusão da participação democrática.

O MP-SP pede que a Justiça determine a remoção do vídeo e de todo o perfil de Marcondes no Instagram, além da preservação dos dados da conta para fins de produção de provas. Também solicita que o influenciador seja proibido de publicar novos conteúdos considerados aporofóbicos e participe, no prazo de um ano, de um curso sobre inclusão social, com carga horária mínima de 30 horas e conteúdo específico sobre o tema.

A Promotoria requer ainda a condenação de Marcondes ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e dano social. Se acolhido pela Justiça, o valor deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Nos autos, o Ministério Público argumenta que o direito ao voto é uma manifestação da cidadania e do sufrágio universal, incompatível com qualquer forma de exclusão baseada em critérios econômicos.

O promotor também afirma que a liberdade de expressão não protege manifestações que promovam a estigmatização de grupos vulneráveis ou atentem contra os princípios da igualdade, da dignidade da pessoa humana e do regime democrático.

 

Pleno News

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Geral

Ligação do PT ao PCC foi denunciada por Marcos Valério, operador do Mensalão

Foto: Reprodução

A oposição sempre denuncia as relações do PT de Lula com o PCC para explicar as omissões do governo no combate ao crime organizado, mas a primeira acusação não é recente. O operador do mensalão Marcos Valério, das entranhas do petismo, contou à PF ter ouvido do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira que o prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel foi morto em 2002 após seu dossiê sobre financiamento eleitoral ilegal petista via bingos e empresas de ônibus ligados ao PCC.

A prisão semana passada do vereador Senival Moura (PT), suspeito de submissão ao PCC desde 2014, pode indicar que a ligação se manteve.

Em 2019, áudios de presos do PCC mencionaram “diálogo cabuloso” dos integrantes da organização criminosa com governos do PT.

Em 2006, nos ataques do PCC em SP, presos grampeados indicaram em conversas telefônicas que não atacariam alvos do PT.

Dirigentes do PT já foram acusados de ligação a perueiros e empresas controladas pelo PCC para lavagem de dinheiro e contratos públicos.

Diário do Poder

 

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Política

AZEDOU: Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher após crise com Flávio

Foto: Divulgação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, nesta terça-feira (30/6), que deixará a presidência do PL Mulher. Em nota, ela afirmou que tomou a decisão após conversar com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e comunicá-la ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

Segundo Michelle, o objetivo é se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e com a filha.

A decisão é anunciada em meio a um período de desgaste político. Nos últimos dias, Michelle tornou público um desentendimento com o senador e enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após afirmar que se sentiu desrespeitada durante uma conversa telefônica sobre articulações do partido no Ceará.

“Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, disse Michelle em nota.

 

Metrópoles

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Esporte

França domina Suécia com show de Mbappé e vai às oitavas da Copa do Mundo

Foto: Getty

A França mostrou mais uma vez por que é uma das grande favoritas ao título da Copa do Mundo 2026. O time de Deschamps venceu a Suécia por 3 a 0, com um completo domínio da partida e quase sem sofrer. Mbappé, em mais um dia de recordes, e Barcola fizeram os gols da equipe.

Classificada para as oitavas de final, a França enfrenta o Paraguai no próximo sábado (4), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Os sul-americanos eliminaram a Alemanha ontem, nos pênaltis, e chegam embalados para mais uma decisão.

A Suécia até assustou a França, mas o time de Deschamps não é favorito a toa. Nos momentos em que atacaram, os franceses foram mais perigosos. Barcola invadiu a grande área e bateu para fora, e Mbappé chegou a marcar, mas o impedimento foi marcado.

Após a pausa para a hidratação, a França passou a dominar a partida. Posicionados em frente à grande área, os franceses rodavam a bola em busca de espaços para agredir a defesa sueca. E se na bola aérea era difícil, não faltaram tentativas de infiltração.

A França embalou e teve muito volume de jogo nos minutos finais da primeira etapa. Zetterström fez uma grande defesa após Rabiot finalizar bem da entrada da área.

Mbappé e Olise tentaram de todo o jeito: de fora da área, rasteiro para a defesa do goleiro, e até acertaram a trave – o camisa 11 de voleio, no que seria um dos gols mais bonitos da Copa -, mas o placar não se moveu. A Suécia tentou a resposta com Isak, e o atacante mandou para a fora.

De tanto pressionar, a França enfim chegou ao primeiro gol em uma jogada de craque de Mbappé. Na cobrança de escanteio rápida, Dembelé achou Olise, e o camisa 7 tocou para Mbappé dentro da área. O camisa 10 limpou a marcação e bateu para o gol. Assim, o francês chegou aos 17 gols em Mundiais e ultrapassou o alemão Miroslav Klose, que soma 16.

O segundo gol da França saiu de mais um belo passe de Olise. Barcola recebeu dentro da grande área entre os zagueiros com muito espaço para pensar finalizar para o fundo da rede.

Em desvantagem, a Suécia sequer mostrava a iniciativa de reagir A França colocou o time adversário na roda, e aos 20 minutos já trocava passes tranquilamente no seu setor de ataque.

Com Olise livre, livre, o resultado não poderia ser outro. Aos 28 minutos, Mbappé, de novo ele, recebeu mais um passe do camisa 11 pelo lado esquerdo, e bateu para o gol sem deixar espaço para o marcador chegar. Mais um do craque!

Aos 27 anos, Mbappé iguala Messi na lista dos maiores artilheiros da história da competição. O francês tem 18 gols em 18 partidas de Copa do Mundo – e contando.

A noite também foi especial para Olise, que ultrapassou Bruno Guimarães (4) e chegou as cinco assistências nesta edição da Copa do Mundo. O recorde é de Pelé, que em 1970 distribuiu seis.

 

CNN

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Geral

Vereador do PT preso por ligação ao PCC tem patrimônio milionário

Foto: Divulgação

O vereador Senival Pereira de Moura (PT-SP) preso na última quinta-feira (25), durante uma operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tem patrimônio de R$3,6 milhões.

De acordo com relatórios da investigação, o patrimônio de Senival Moura, composto por ao menos cinco imóveis, é considerado pelos policiais incompatível com sua remuneração oficial de cerca de R$ 26 mil mensais como vereador. Levantamento da Polícia Civil estima que os bens somem pelo menos R$ 3,6 milhões.

Entre os imóveis identificados estão:

  • um apartamento no Tatuapé (zona leste de SP), declarado à Justiça Eleitoral em 2024 por R$ 820 mil, mas com valor de mercado estimado entre R$ 1,6 milhões e R$ 2,8 milhões, conforme anúncios de unidades semelhantes no mesmo edifício.
  • um sítio em Extrema (MG), avaliado em R$ 200 mil na declaração eleitoral, descrito pela polícia como propriedade de “elevado padrão”;
  • um imóvel na Vila Madalena (SP), de R$ 585 mil;
  • outro na Vila Maria (SP), de R$ 430 mil;
  • e um imóvel em Juquehy (SP), de R$ 800 mil.

Um sexto bem, localizado na Vila Minerva (SP), também aparece nos autos, mas não foi incluído na estimativa por falta de avaliação disponível. O imóvel é alvo de cobrança de IPTU, e Senival alegou à Justiça não dispor de recursos para arcar com as despesas processuais.

Os investigadores citam, no relatório que embasou a prisão, mensagens interceptadas em que há referências a um “presidente” e ao município de Extrema. De acordo com a polícia, “presidente” seria um dos apelidos atribuídos a Senival, e a menção a Extrema estaria ligada ao imóvel rural que ele mantém naquela cidade.

As conversas, segundo o documento, reforçariam a identidade do parlamentar nas tratativas investigadas.

O vereador também seria chamado de “veio” em diálogos entre Leonel Moreira Martins, apontado como operador financeiro do esquema, e Adauto Soares Jorge, ex-diretor-presidente da Transunião, assassinado em 2020.

Em nota publicada pelo portal Metrópoles, a defesa de Senival Moura afirmou que o apartamento no Tatuapé foi adquirido ainda na planta por cerca de R$ 600 mil, com parcelamento ao longo do tempo.

Os advogados sustentam que a valorização do imóvel decorre “exclusivamente das condições do mercado, não representando o valor de aquisição do bem”.

Sobre o sítio em Extrema, a defesa informou que a propriedade foi comprada há aproximadamente 20 anos e que a residência existente no local foi construída de forma gradual e fracionada.

“A construção da residência ocorreu de forma gradual e fracionada ao longo dos anos, motivo pelo qual sua atualização patrimonial ainda não havia sido refletida na declaração correspondente”, disseram.

Procurado, o PT informou que, por solicitação do próprio vereador, a legenda decidiu afastá-lo temporariamente para que ele possa se concentrar em sua defesa.

O parlamentar é alvo de apuração sobre suposto vínculo com a facção criminosa por meio da concessionária de ônibus Transunião, que opera 50 linhas no transporte coletivo da capital paulista e sofreu intervenção da Prefeitura de São Paulo na semana passada.

 

Diário do Poder

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Geral

TJRN é o tribunal mais eficiente do NE e integra grupo dos quatro melhores do país, aponta CNJ

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) é o tribunal estadual mais eficiente do Nordeste e integra o grupo das quatro cortes de melhor desempenho do país, segundo o relatório ‘Justiça em Números 2026’, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento posiciona o TJRN ao lado dos tribunais do Amazonas, Goiás e Santa Catarina entre aqueles que alcançaram os melhores resultados na combinação de produtividade, baixa taxa de congestionamento e eficiência na utilização dos recursos públicos.

A avaliação utiliza o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), indicador que mede a eficiência dos tribunais considerando a relação entre os recursos disponíveis — como magistrados, servidores e orçamento — e os resultados efetivamente entregues à sociedade. Ou seja, não se trata apenas da quantidade de processos julgados, mas da capacidade de prestar uma Justiça mais eficiente com melhor aproveitamento da estrutura disponível.

No índice geral, o TJRN alcançou 79% de eficiência, acima da média dos tribunais estaduais brasileiros, que é de 74%. No segundo grau, o desempenho chegou a 92%, o quinto melhor do país, enquanto no primeiro grau — onde se concentra o maior volume de ações — o índice foi de 81%, também superior à média nacional.

Outro dado que coloca o Tribunal em posição de destaque é o fato de integrar o grupo de apenas cinco tribunais brasileiros que superaram 80% de eficiência simultaneamente no primeiro e no segundo graus de jurisdição, ao lado dos tribunais de Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Processos mais rápidos

Os resultados do CNJ também mostram que o Judiciário potiguar mantém tempos de tramitação inferiores à média nacional. No primeiro grau, os processos de conhecimento encerrados pelo TJRN tiveram duração média de 1 ano e 5 meses, enquanto a média dos tribunais estaduais foi de 1 ano e 9 meses. Já os processos pendentes registraram tempo médio de 1 ano e 7 meses, contra 2 anos e 9 meses na média nacional.

Na tramitação geral, os processos baixados levaram, em média, 1 ano e 8 meses, um ano abaixo da média estadual (2 anos e 8 meses). Os processos ainda em andamento apresentaram tempo médio de 2 anos e 2 meses, frente aos 3 anos e 8 meses registrados pelos demais tribunais estaduais.

Eficiência na gestão

Além da produtividade e da celeridade processual, o relatório evidencia a eficiência do TJRN na gestão dos recursos públicos. A despesa do Tribunal é de R$ 426,90 por habitante, cerca de 14% inferior à média dos tribunais estaduais. Já as custas processuais correspondem a R$ 945,40 por processo, aproximadamente 67% abaixo da média nacional, indicador que amplia o acesso da população ao Judiciário.

Outro destaque é a taxa de congestionamento de 59,1%, inferior à média dos tribunais estaduais, de 65%, refletindo maior capacidade de resposta às demandas da sociedade.

Para o presidente do TJRN, desembargador Ibanez Monteiro, o resultado é consequência do trabalho conjunto desenvolvido por magistrados, magistradas, servidores e servidoras.

“Ser reconhecido como o tribunal mais eficiente do Nordeste e integrar o grupo dos quatro melhores do país demonstra que é possível oferecer uma Justiça mais rápida, eficiente e acessível, aliando inovação, gestão responsável e compromisso com a sociedade. Esse resultado pertence a todos que constroem diariamente o Judiciário potiguar”.

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