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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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[EXCLUSIVO] OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Blog do BG revela empresas e envolvidos em esquema milionário de fraude em home care investigado pelo MPRN

Foto: MPRN

O Blog do BG teve acesso com exclusividade à decisão judicial que autorizou a nova etapa da Operação Curari Domi, batizada de “Oxigênio Financeiro”, conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos. O prejuízo estimado passa de R$ 37 milhões em recursos públicos desviados do Estado e do Município de Natal.

A investigação cita Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como integrantes do núcleo empresarial suspeito de comandar o esquema. As empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care são apontadas pelo como integrantes de um mesmo conglomerado pelo GAECO.

Já a Evolution Home Care, segundo o MPRN, teria sido registrada inicialmente em nome de uma empregada doméstica, mas depois transferida para Rayanne Moura, operação que indicaria o uso de laranja com a intenção de ocultar o verdadeiro controle da empresa.

A investigação também cita negócios como Infinity Holding, Clínica Médica Atend Já, Salão de Beleza Vitta Color e Cafeteria Mr. Black, que teriam sido utilizados, segundo a apuração, em operações relacionadas à lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores.

O MPRN aponta que o grupo utilizava laudos médicos superdimensionados para obter decisões judiciais de urgência determinando o custeio de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo núcleo familiar apresentavam orçamentos previamente combinados, simulando uma disputa de preços e direcionando os recursos públicos para o próprio grupo.

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10 MIL VOLUNTÁRIOS NAS RUAS: Ame Seu Vizinho chega à última semana com grande mobilização social

Reta final terá atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, força-tarefa para montagem de cestas e um Dia D que alcançará mais de 120 instituições somente no RN

Cerca de 10 mil voluntários estão mobilizados na reta final do Ame Seu Vizinho, uma grande corrente de solidariedade promovida pela Comunidade Cristã Videira.

E ainda dá tempo de ajudar. Durante toda a semana, voluntários continuam arrecadando cestas básicas e alimentos em diversos pontos de Natal, preparando a mobilização para o seu maior momento.

Sexta é dia de “Sextou do Bem”

Na sexta-feira (28), acontece o Sextou do Bem. Os voluntários se reúnem nas três unidades da Comunidade Cristã Videira em Natal para separar, organizar e preparar as cestas básicas que serão entregues no dia seguinte.

A força-tarefa também acontece em unidades da Comunidade Cristã Videira em outras cidades brasileiras, transformando a sexta-feira em um grande mutirão de preparação para o Dia D.

Sábado: o dia D do Ame Seu Vizinho

No sábado (29), a mobilização chega ao seu ponto máximo com o Dia D do Ame Seu Vizinho.

As ações acontecerão simultaneamente em centenas de instituições pelo Brasil. Somente no Rio Grande do Norte, mais de 120 instituições serão alcançadas, levando alimentos e assistência a milhares de pessoas.

Por trás de cada cesta entregue existe uma grande rede: quem doa um quilo de alimento, quem organiza, quem transporta e quem chega até a ponta para fazer a entrega.

É essa corrente formada por cerca de 10 mil voluntários que estará em movimento nesta última semana.

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Arena é premiada em 1ª lugar como melhor empresa para se trabalhar do RN no ranking GPTW

​A Casa de Apostas Arena das Dunas foi destaque na premiação regional Great Place to Work (GPTW) – Rio Grande do Norte 2026, realizada na manhã desta quinta-feira (27), em Natal. A empresa conquistou o 1º lugar no RN, com nota 96, na categoria de organizações com 30 a 99 funcionários.

​A cerimônia também marcou um momento inédito para o estado: pela primeira vez, o Rio Grande do Norte sediou a etapa regional da premiação GPTW, tendo a Arena como palco do evento. Ao todo, 15 empresas foram premiadas no Ranking Regional GPTW RN 2026, em reconhecimento às organizações que se destacam pela qualidade do ambiente de trabalho e pela construção de culturas baseadas em confiança, valorização e desenvolvimento das pessoas.

​Para a Arena, a conquista regional reforça uma trajetória de reconhecimentos no GPTW. Em maio, a empresa ficou em 51º lugar entre as 150 Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil, sendo a única arena multiúso do país no ranking nacional.

​Para Ricardo Ferreira, diretor-presidente da Casa de Apostas Arena das Dunas, o reconhecimento demonstra a consistência de uma política de gestão que coloca as pessoas no centro da estratégia da empresa. “Ser reconhecida em primeiro lugar na etapa regional do GPTW é motivo de muito orgulho para toda a nossa equipe. Esse reconhecimento mostra que estamos construindo uma cultura que valoriza as pessoas, estimula o desenvolvimento e fortalece um ambiente de confiança e alto desempenho”, afirma.

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Geral

São João do Assú 2026 bate recordes com R$ 90 milhões em movimentação econômica, nota 9,30 e recorde de público

Em entrevista realizada nesta quinta-feira (27) na Princesa FM, ao lado do prefeito Lula Soares, o Sistema Fecomércio RN divulgou os dados oficiais da pesquisa econômica do São João do Assú 2026. A edição histórica dos 300 anos da festa consolidou recordes absolutos em todas as frentes avaliadas: movimentação financeira, público total e nota média de aprovação.

Os números da pesquisa apontam que a movimentação econômica do evento chegou a quase R$ 90 milhões, representando uma alta de 10,5% em relação ao ano anterior e recorde absoluto da história das festividades. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo consumo do público local, que saltou de R$ 20,3 milhões para R$ 32,8 milhões. Dados que também revelam a grandiosidade do evento são que 90,5% dos participantes querem voltar ao São João.

O público total estimado bateu recorde e chegou a 413 mil pessoas, uma recuperação de 37,7% frente à edição passada. Na avaliação qualitativa, a pesquisa de perfil dos participantes apontou nota média geral de 9,30, a melhor avaliação dos últimos anos. A segurança também alcançou índice histórico com 94% de aprovação, reflexo da estrutura reforçada com efetivo policial, câmeras de monitoramento, reconhecimento facial e postos avançados de saúde.

Durante a divulgação na emissora, o prefeito Lula Soares celebrou os resultados obtidos. “Esses números espetaculares provam que quando a gente investe na nossa cultura, na nossa tradição e na nossa fé, o retorno volta em dobro para o nosso povo. O São João do Assú não é apenas uma festa; é a alma de Assú pulsando, gerando emprego, renda e oportunidade para quem vive aqui o ano inteiro. Cuidamos de cada detalhe com amor e responsabilidade para fazer o maior São João da nossa história, e essa resposta linda do público e da economia mostra que estamos no caminho certo”, celebrou o prefeito Lula Soares.

Diretor de Inovação e Competitividade da Fecomércio RN, Luciano Kleiber reforçou o impacto estratégico dos dados apresentados. “Essa pesquisa é uma forma de confirmar todo o empenho da organização e o retorno econômico que o evento gera não só para Assú, mas para o Rio Grande do Norte inteiro”, pontuou.

O evento também registrou marcos de grande apelo de público, como o show da banda Seu Desejo, que reuniu mais de 85 mil pessoas em uma única apresentação, recorde também em uma noite de festa na terra da poesia, além do alcance digital recorde em que 71,7% do público conheceu a programação pela internet.

Sobre o São João 300 anos

Com o tema “300 Anos de Devoção e Alegria”, o São João do Assú realizou sua edição histórica de 12 a 24 de junho de 2026, celebrando três séculos de tradição e cultura popular com o reforço de um forte esquema de segurança e saúde — incluindo um efetivo diário de 250 policiais militares com equipes especializadas (BPChoque, Patrulha Maria da Penha e Lei Seca), monitoramento tecnológico por reconhecimento facial, controle de acessos com revista e posto médico dedicado no circuito principal.

Consolidando um marco inédito para o evento, a programação oficial também ganhou as estradas e realizou pré-lançamentos e apresentações oficiais pela primeira vez em Mossoró e Natal, expandindo as divisas do festejo e projetando a força da identidade assuense para todo o Rio Grande do Norte.

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TRE-RN veta registro de “Rodrigo Bolsonaro”, mas autoriza uso de “Rodrigo de Bolsonaro” como nome de urna em candidatura ao Governo do Estado

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) vetou, por unanimidade, o uso do nome de urna “Rodrigo Bolsonaro” pelo candidato Karlo Rodrigo Lúcio Vieira (Agir) na disputa pelo Governo do RN. Mas autorizou a substituição por “Rodrigo de Bolsonaro”, conforme decisão nesta quarta-feira (26).

O candidato havia solicitado o registro com o nome “Rodrigo Bolsonaro”, mas o TRE-RN entendeu que assim poderia levar o eleitor a acreditar que ele tem parentesco ou vínculo pessoal com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Documentos apresentados no processo não indicam Bolsonaro como sobrenome de Karlo Rodrigo nem de seus pais.

A solução foi incluir a preposição “de” foi proposta pelo próprio candidato. Segundo o relator do caso, o desembargador eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia, o nome “Rodrigo de Bolsonaro” deixa claro que se trata de uma associação de natureza política, sem sugerir vínculo familiar.

A decisão segue o entendimento do próprio TRE-RN no dia anterior, quando autorizou os nomes “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” para Carlos Eduardo Xavier (PT), candidato ao Governo do Estado, e Samanda Alves (PT), candidata ao Senado. Nesses casos, o uso da expressão também foi considerado uma forma de identificação política com o presidente Lula (PT), e não uma indicação de parentesco.

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SERVIÇOS EM ALTA: Setor movimenta R$ 24,2 bilhões e emprega mais de 178 mil pessoas no RN

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As empresas do setor de serviços movimentaram mais de R$ 24,2 bilhões no Rio Grande do Norte em 2024, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), o estado tinha 17.319 empresas do segmento, responsáveis por 178.198 pessoas ocupadas. Os gastos dessas empresas com pessoal chegaram a R$ 4,7 bilhões no período.

O maior número de empresas estava nos serviços prestados às famílias, categoria que reúne atividades como alojamento e alimentação, cultura, recreação, esportes, serviços pessoais e ensino. Eram 6.281 empresas, com 36.795 trabalhadores.

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram tanto em geração de empregos quanto em receita. O segmento empregava 100.647 pessoas, equivalente a 56,48% de todo o pessoal ocupado no setor de serviços do RN, e movimentou R$ 9,2 bilhões, ou 38,3% da receita bruta total.

O grupo inclui consultorias de informática, auditoria, contabilidade, serviços jurídicos, arquitetura e engenharia, agências de viagens, operadores turísticos, serviços administrativos e atividades de seleção e locação de mão de obra, entre outros.

Segundo o IBGE, a concentração da receita nos serviços profissionais, administrativos e complementares ocorre em 23 das 27 unidades da Federação. A pesquisa considera empresas formalmente constituídas cuja principal fonte de receita é a prestação de serviços não financeiros.

 

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OPERAÇÃO NO RN: MP apreende joias e dinheiro em esquema que teria desviado R$ 37 milhões da saúde

Fotos: MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Oxigênio Financeiro para investigar um esquema que teria desviado mais de R$ 37 milhões do Estado e do Município de Natal por meio de fraudes envolvendo de assistência domiciliar, o chamado home care.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores.

Segundo o MPRN, o grupo utilizava laudos médicos superdimensionados para obter decisões judiciais de urgência determinando o custeio de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo núcleo familiar apresentavam orçamentos previamente combinados, simulando uma disputa de preços e direcionando os recursos públicos para o próprio grupo.

Parte do dinheiro teria sido usada na compra e manutenção de outros negócios, entre eles uma cafeteria, um salão de beleza e uma clínica popular, além de empresas destinadas à blindagem patrimonial. A investigação também aponta a participação de um advogado, um contador e gerentes administrativos.

Para ocultar os verdadeiros proprietários, o grupo teria recorrido a laranjas. Segundo o MPRN, uma manicure e uma empregada doméstica apareciam formalmente como proprietárias de empresas de saúde e estabelecimentos comerciais.

A investigação também envolve uma cooperativa que teria sido utilizada para centralizar a contratação de profissionais de saúde. De acordo com o Ministério Público, o modelo servia para descumprir o piso salarial da enfermagem e sonegar direitos trabalhistas.

A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, que investigou o uso de laudos com informações infladas para justificar bloqueios de verbas públicas destinados a pacientes que estariam estáveis. O material apreendido nesta quinta será analisado para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis envolvidos.

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BOMBA: Vorcaro sinaliza que vai falar à PF sobre suspeita de corrupção no Banco Central

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sinalizou a interlocutores que pretende responder às perguntas da Polícia Federal (PF) no depoimento marcado para esta quinta-feira (27), no inquérito que investiga suspeita de corrupção de servidores do Banco Central (BC).

Vorcaro será interrogado por videoconferência, da Papudinha, onde está preso preventivamente. Havia a expectativa de que ele pudesse permanecer em silêncio, mas o banqueiro indicou que pretende responder aos questionamentos dos investigadores e falar o que sabe sobre o caso.

A PF deverá questioná-lo sobre a atuação de pelo menos dois servidores investigados, Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza. Os dois foram afastados de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo elementos reunidos pela investigação, Paulo Sérgio é suspeito de atuar como uma espécie de “empregado” de Vorcaro dentro do Banco Central. Bellini, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, também é investigado sob suspeita de atuar como consultor do banqueiro dentro da instituição.

Com informações do Metrópoles

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CAMPANHA MILIONÁRIA: Allyson já arrecada quase R$ 1,3 milhão e supera Cadu e Álvaro juntos

Foto: Fiern e Reprodução

Em pouco mais de uma semana de campanha, Allyson Bezerra já arrecadou quase R$ 1,3 milhão e aparece com folga como o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte com maior volume de receitas até agora. Do total de R$ 1,298 milhão declarado à Justiça Eleitoral, R$ 1,25 milhão veio das direções Nacional e Estadual do União Brasil. Os números constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais da Justiça Eleitoral (DivulgaCand).

A Direção Nacional do partido repassou R$ 1 milhão para a campanha, enquanto o diretório estadual do União Brasil no RN destinou outros R$ 250 mil. Além disso, Hermano Morais, candidato a vice-governador na chapa, doou R$ 48 mil. Com isso, a receita total declarada pela campanha chega a R$ 1,298 milhão.

Cadu de Lula (PT) aparece na sequência, com R$ 727.494,25 arrecadados. Desse valor, R$ 711.552,25 foram repassados pela Direção Nacional do PT. A campanha também recebeu R$ 15.942 de uma pessoa física.

Já Álvaro Dias registra, até o momento, uma arrecadação bem abaixo dos dois adversários: R$ 15.100. O maior repasse foi uma doação de R$ 15 mil feita por uma pessoa física. Outra doação, de R$ 100, completa o valor declarado.

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PF faz operação contra abuso sexual infantojuvenil em São Gonçalo do Amarante

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (27), a 38ª fase da Operação Uiraçu para investigar crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual. A ação cumpriu mandado de busca e apreensão em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes realizaram buscas para localizar e apreender dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir com a investigação.

Segundo a PF, a medida tem como objetivo reunir elementos relacionados à apuração dos crimes. O material apreendido deverá ser analisado no decorrer das investigações.

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