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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

VÍDEO: Metrópoles recebeu R$ 1,2 milhão de empresa de fachada usada por Vorcaro, acusa Flávio Bolsonaro

O senadro Flávio Bolsonaro deu uma resposta dura a reportagem do Metrópoles, na coluna de Tarcio Lorran, apontou que o escritório de advocacia dele emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada, usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

Além de dizer que canceleou duas das três notas, Flávio ainda acusou o portal de não colocar a nota enviada por ele no ar e de omitir que o próprio Metrópoles recebeu R$ 1,2 milhão por serviços prestados a essa mesma empresa.

Após a publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro foi as redes sociais e fez acusações graves, chamando o texto de criminoso.

Agora Metrópoles, por favor, nem a minha defesa, nem a minha nota, vocês colocaram no ar. O que falar, por exemplo, de vocês Metrópoles que receberam R$ 1,2 milhão desta mesma empresa Copenhagen? Vocês emitiram seis notas fiscais em 2025. E aí? O dinheiro que vocês receberam tem algum problema?” questionou.

96 FM Natal

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Geral

MPF pede na Justiça suspensão do aumento do etanol em 32% na gasolina e indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça, nesta quarta-feira (22), a suspensão da entrada em vigor da gasolina E32, que aumenta a mistura obrigatória de etanol de 30% para 32% a partir de 1º de agosto. O órgão também solicita que a União pague R$ 500 milhões por danos coletivos.

Segundo o MPF, o aumento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sem estudos técnicos suficientes para comprovar a segurança da nova mistura para toda a frota nacional. A ação pede a realização de uma perícia técnica independente antes da adoção da medida.

O órgão afirma que faltam estudos sobre:

  • Durabilidade dos motores;
  • Emissões;
  • Autonomia dos veículos;
  • Compatibilidade com diferentes tecnologias;
  • Comportamento da mistura em uso contínuo.

O MPF também argumenta que a gasolina E32 poderá conter até 34% de etanol nos postos e alerta para possíveis riscos, como corrosão de componentes metálicos, desgaste de bombas de combustível e falhas no sistema de injeção, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Além disso, sustenta que a substituição mais frequente de peças pode aumentar a geração de resíduos e causar impactos ambientais.

Governo defende medida

A mistura foi aprovada pelo CNPE em junho para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência da gasolina importada e reforçar a segurança energética do país diante da alta do petróleo no mercado internacional.

Segundo o governo, testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e emissões, sem identificar impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive os equipados com motores exclusivamente a gasolina.

Especialistas pedem cautela

A Anfavea defende a ampliação do uso de biocombustíveis, mas afirma que o aumento da mistura deve ser precedido por testes mais abrangentes.

Engenheiros alertam que veículos mais antigos ou importados podem sofrer maior desgaste em componentes como:

  • bomba de combustível;
  • bicos injetores;
  • mangueiras e vedações;
  • velas de ignição.

Também há possibilidade de aumento no consumo de combustível, dificuldade na partida, perda de potência e elevação dos custos de manutenção em alguns modelos.

Já a Unica, entidade que representa o setor sucroenergético, afirma que os estudos realizados indicam que a adoção da gasolina E32 é tecnicamente viável, que a produção nacional de etanol é suficiente para atender à demanda e que a medida pode reduzir a importação de cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano, ampliando o uso de combustível renovável produzido no Brasil.

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Geral

Oito das dez cidades mais violentas do Brasil em 2025 ficam em estados governados pelo PT


Foto: Steve Buissinn/Pixabay

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na manhã desta quinta-feira (23), com dados referentes a 2025, mostra que oito das dez cidades brasileiras mais violentas de todo o país estão localizadas em estados governados pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Todos os municípios do ranking ficam na região Nordeste.

A Bahia, administrada por Jerônimo Rodrigues (PT), concentra cinco cidades na lista: Eunápolis, com taxa de 85,1 mortes por 100 mil habitantes; Porto Seguro (71,2); Simões Filho (68,1); Jequié (67,4); e Juazeiro (55,8).

Já o Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), aparece com outras três cidades entre as dez mais violentas do país. Maranguape lidera o ranking nacional, com taxa de 100,3 mortes violentas por 100 mil habitantes, seguida por Maracanaú (80,7) e Caucaia (66,6).

Completam a lista Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, com taxa de 65,1, e Santa Rita, na Paraíba, com 60,9 mortes por 100 mil habitantes.

Segundo o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), a concentração da violência nesses municípios está relacionada principalmente às disputas entre facções criminosas pelo controle de rotas estratégicas para o tráfico de drogas.

As cidades são cortadas por importantes rodovias federais e estaduais ou estão próximas de portos e aeroportos, o que facilita o transporte de entorpecentes para outras regiões do país e para o exterior.

Na Bahia, o anuário também destaca o impacto da letalidade decorrente de intervenções policiais nas estatísticas. Porto Seguro registrou a maior taxa de mortes provocadas por forças de segurança do Brasil, com 32,3 casos por 100 mil habitantes.

No Ceará, além da disputa entre organizações criminosas, o relatório aponta que a violência provoca o deslocamento forçado de moradores. Em cidades como Fortaleza, capital do estado, Maranguape, Maracanaú e Caucaia, famílias são expulsas de suas casas por grupos criminosos sob suspeita de ligação com facções rivais.

Apesar do cenário observado nesses municípios, o Brasil registrou queda de 8,2% nas Mortes Violentas Intencionais em 2025 na comparação com o ano anterior. A taxa nacional ficou em 19,1 mortes por 100 mil habitantes, a menor desde 2012.

Em sentido oposto, o Nordeste permaneceu como a região mais violenta do país, com taxa de 31,6 mortes por 100 mil habitantes, bem acima da média nacional.

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Geral

Região Nordeste concentra as dez cidades mais violentas do Brasil em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública

oto: Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

O Nordeste brasileiro concentrou os 10 municípios mais violentos do país em 2025, de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) na manhã desta quinta-feira (23).

A Bahia tem metade dos municípios que aparecem no ranking, seguida pelo Ceará com três — sendo uma delas a mais violenta. Pernambuco e Paraíba possuem uma cada.

Enquanto a taxa nacional de mortes violentas ficou em 19,1 por 100 mil habitantes, a média da região Nordeste atingiu 31,6.

Veja lista completa das 10 cidades mais violentas do país (mortes/100 mil habitantes):

1º – Maranguape (CE) – 100,3

2º – Eunápolis (BA) – 85,1

3º – Maracanaú (CE) – 80,7

4º – Porto Seguro (BA) – 71,2

5º – Simões Filho (BA) – 68,1

6º – Jequié (BA) – 67,4

7º – Caucaia (CE) – 66,6

8º – Cabo de Santo Agostinho (PE) – 65,1

9º – Santa Rita (PB) – 60,9

10º – Juazeiro (BA) – 55,8

Em números absolutos, foram 40.775 mortes intencionais no ano passado, uma redução de 8,2% em relação a 2024 quando houve 44.220 mortes.

Esse número representa uma taxa de 19,1 óbitos a cada 100 mil habitantes em 2025, contra 27,7 em 2012. Nesta comparação, houve uma redução de 31% no número de mortes violentas no país.

A categoria MVI (Mortes Violentas Intencionais) inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguido de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.

Entre as vítimas 90,8% eram homens, 41,6% jovens entre 18 a 29 anos e 79,7% são negros. Vale ressaltar que o Brasil teve 737.883 pessoas assassinadas nos últimos 14 anos.

R7

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Geral

Cachorra perdida é resgatada na Avenida Prudente de Morais; ajude-nos a encontrar os tutores

Uma cadela da raça Shar-Pei foi encontrada perdida nesta quarta-feira (23) na Avenida Prudente de Morais, em Natal. Segundo relato, o animal foi visto por volta das 13h circulando pela região. A cadela também teria sido avistada nas proximidades do SESI e do Hospital Memorial.

Agora, a família que a encontrou pede a ajuda da população para localizar os donos da cadela. Quem reconhecer o animal ou tiver informações sobre os tutores pode entrar em contato com o BLOGDOBG. Compartilhar a informação pode ajudar a Shar-Pei a voltar para casa.

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Geral

Brasil bate recorde de feminicídios pelo 4° ano seguido, diz Anuário da Segurança Pública; país registrou 1.571 vítimas em 2025

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23). O total representa aumento de 4% em relação a 2024 e uma taxa de 1,4 feminicídio por 100 mil mulheres, configurando o quarto recorde consecutivo do indicador.

O avanço ocorreu mesmo com a queda dos demais indicadores de violência letal. Em 2025, o país registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais, redução de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa da série histórica: 19,1 mortes por 100 mil habitantes. O Brasil também antecipou em dois anos a meta nacional de redução de homicídios prevista para 2027. Ainda assim, os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial foram as únicas modalidades que cresceram.

Em 2025, 44,4% de todas as mulheres assassinadas no país morreram por razões de gênero, o maior percentual desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal. O ano foi o primeiro de vigência integral da Lei nº 14.994/2024, que transformou o feminicídio em crime autônomo.

Tentativas de feminicídio

O número de tentativas também aumentou. Em 2025, 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de assassinato, alta de 5,9%. Segundo o Anuário, para cada feminicídio consumado houve 2,7 tentativas, indicando que milhares de mulheres permaneceram em situação de risco.

Estados com maiores taxas

As maiores taxas de feminicídio em 2025 foram registradas em Amapá, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As regiões Norte e Centro-Oeste também concentraram os maiores índices quando considerados os feminicídios consumados e tentados.

Perfil das vítimas e dos agressores

Os dados mostram que o feminicídio atinge principalmente mulheres negras e em idade economicamente ativa:

  • 65,1% das vítimas eram negras;

  • 56,5% tinham entre 25 e 44 anos;

  • 62,5% foram mortas dentro da própria residência.

Quando a autoria foi identificada, 96,4% dos feminicídios foram cometidos por homens. Em 60,9% dos casos, o autor era o parceiro íntimo da vítima; em 18,9%, um ex-parceiro; e em 12,1%, um familiar.

Violências anteriores

O Anuário aponta que o feminicídio costuma ser precedido por uma sequência de agressões. Para cada caso registrado em 2025, houve, em média:

  • 502 registros de ameaça;

  • 182 registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica;

  • 84 registros de descumprimento de medida protetiva de urgência;

  • 79 registros de perseguição (stalking);

  • 39 registros de violência psicológica contra mulheres.

Medidas protetivas

Entre as unidades da federação que informaram os dados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 70 mulheres foram assassinadas mesmo tendo medida protetiva de urgência ativa, o equivalente a uma em cada nove vítimas.

No mesmo período, o país registrou 132.025 casos de descumprimento de medidas protetivas, aumento de 16,7% em relação ao ano anterior.

Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os dados indicam que as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher precisam atuar não apenas na redução das mortes, mas também na prevenção, proteção e acompanhamento das vítimas em situação de risco.

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Prefeitura de São Gonçalo investe em novos equipamentos para modernizar o atendimento odontológico

A Prefeitura de São Gonçalo segue realizando novos investimentos para os cuidados com a atenção bucal no município. Novos equipamentos foram recebidos pela Secretaria Municipal de Saúde e serão destinados ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e às Unidades Básicas (UBSs).

Desde a entrega do novo prédio do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), o município passou a contar com uma estrutura mais moderna para os atendimentos especializados. A unidade recebeu novos recursos que vão reforçar os serviços oferecidos à população.

A iniciativa vai ampliar os atendimentos odontológicos, desde consultas de rotina até procedimentos especializados, como tratamento de canal, confecção de próteses e exames por imagem.

Entre as aquisições está o scanner intraoral, tecnologia que substitui a moldagem convencional feita com massa. O aparelho realiza o escaneamento da boca e gera uma imagem digital em três dimensões, tornando a confecção de próteses mais precisa e confortável para o paciente.

As aquisições incluem ainda cadeiras odontológicas, aparelhos de ultrassom, equipamentos para radiografia digital, autoclaves para esterilização de instrumentos, compressores, aparelhos de laser, notebooks e outros itens que dão suporte aos atendimentos realizados na rede municipal.

A coordenadora de Saúde Bucal, Ana Patrícia, destacou que “São Gonçalo vive um novo tempo de investimentos que vão contribuir para um melhor atendimento à população”.

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Vereadores de Macau Érika Nobre e Givagno Patrese declaram apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Desta vez, o apoio veio do município de Macau, fortalecendo sua base política na região da Costa Branca e ampliando a articulação com lideranças municipais.

Passam a integrar o projeto liderado por Álvaro Dias a vereadora Érika Nobre e o vereador Givagno Patrese, que oficializaram apoio à pré-candidatura durante encontro realizado nesta quarta-feira. A articulação política para a adesão do grupo contou com a participação do deputado estadual Tomba Farias (PL) e do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira.

A chegada das duas lideranças reforça o crescimento do projeto político de Álvaro Dias no interior do estado, ampliando o apoio à pré-candidatura em mais uma importante região do Rio Grande do Norte.

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Após grande procura, Pôr do Samba libera novo lote de ingressos gratuitos nesta quinta-feira (23)

Nova remessa foi aberta após sucessivos pedidos do público e é limitada; evento acontece no dia 1º de agosto, na Prainha Via Costeira, com show inédito do Caju Pra Baixo em Natal

Atendendo aos inúmeros pedidos do público, a organização do Pôr do Samba liberou, nesta quinta-feira (23), um novo lote de ingressos gratuitos para o evento, que acontece no próximo dia 1º de agosto, na Prainha Via Costeira. A nova remessa já está disponível e poderá se esgotar a qualquer momento, devido à quantidade limitada.

A procura pelo evento vem superando as expectativas desde a abertura das inscrições. Após o rápido esgotamento dos lotes anteriores, a organização decidiu disponibilizar uma nova oportunidade para quem ainda não havia conseguido garantir presença.

Os ingressos podem ser retirados gratuitamente pela plataforma Outgo, por meio do link: https://outgo.com.br/por-do-samba2026. A recomendação é que o público realize a retirada o quanto antes, já que a disponibilidade é limitada e a expectativa é de que o novo lote também seja rapidamente esgotado.

O Pôr do Samba será realizado no dia 1º de agosto e promete reunir música, gastronomia, serviços e uma estrutura preparada para proporcionar uma experiência única à beira-mar durante o pôr do sol. A programação será comandada pelo grupo Caju Pra Baixo, que fará sua primeira apresentação em Natal, além dos shows de Mesa Doze, Além do Normal, Pagode do Coxa e Davizão, reunindo artistas nacionais e potiguares em uma tarde de muito samba e pagode.

Mais do que um festival de música, o Pôr do Samba foi pensado para proporcionar uma experiência completa em um dos cenários mais bonitos da capital potiguar, unindo entretenimento, gastronomia e lazer em um ambiente preparado para receber toda a família.

A organização reforça que os ingressos gratuitos terão validade somente até as 18h do dia 1º de agosto. Após esse horário, a entrada com esse tipo de ingresso não será permitida, mesmo para quem tenha realizado a retirada antecipadamente.

O Pôr do Samba é realizado por meio do Programa Cultural Câmara Cascudo, da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O evento também conta com incentivo da Prefeitura do Natal, por meio do Programa Djalma Maranhão, e produção da FF Entretenimento. Os patrocinadores desta edição são Tanlux, Coca-Cola e Unimed Natal.

Serviço

Pôr do Samba
Data: 1º de agosto de 2026
Local: Prainha Via Costeira – Natal/RN
Atrações: Caju Pra Baixo, Mesa Doze, Além do Normal, Pagode do Coxa e Davizão
Novo lote de ingressos gratuitos: disponível enquanto durar o estoque em https://outgo.com.br/por-do-samba2026
Informações: @pordosambanatal
Realização: Programa Cultural Câmara Cascudo, Secretaria de Estado da Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Prefeitura do Natal e Programa Djalma Maranhão
Produção: FF Entretenimento
Patrocinadores: Tanlux, Coca-Cola e Unimed Natal

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DARK HORSE: Mendonça autoriza inquérito sobre repasses de Vorcaro para cinebiografia de Jair Bolsonaro

Foto: Instagram/Jim Caviezel

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (23) a abertura de um inquérito para investigar repasses de Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de Mendonça atende a um pedido da Polícia Federal, que teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República para abertura do inquérito. O próprio ministro do STF pediu à PGR uma manifestação sobre o caso.

Investigadores da PF avaliavam a possibilidade da abertura de apurações em três frentes:

  • os repasses de R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
  • a eventual destinação de parte desse recurso para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos;
  • e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.

Repasses milionários

O valor de R$ 61 milhões foi divulgado em maio pelo site The Intercept Brasil, que obteve trocas de mensagens entre o senador e o ex-banqueiro. A PF quer confirmar a quantia.

O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme “Dark Horse”, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.

Um dos objetivos da PF será saber se o dinheiro foi repassado em troca de algum favor prestado pelo senador ou por seu grupo político.

Flávio, que é pré-candidato à Presidência, nega qualquer irregularidade no episódio e afirma que apenas pediu um financiamento privado para o filme de seu pai.

g1

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