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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Pôr do Samba traz grupo Caju Pra Baixo pela primeira vez a Natal no dia 1º de agosto

Evento será realizado na Prainha Via Costeira e promete reunir samba, pôr do sol e uma experiência que celebra a cultura popular brasileira

O cenário da Via Costeira voltará a ser palco de uma grande celebração da música brasileira no próximo dia 1º de agosto. O projeto Pôr do Samba retorna à programação de eventos da capital potiguar e terá como grande atração o grupo Caju Pra Baixo, que se apresenta pela primeira vez em Natal.

O evento será realizado na Prainha Via Costeira e propõe uma experiência que une música, paisagem e identidade cultural em um dos cartões-postais mais bonitos da cidade. Com o pôr do sol como pano de fundo, o público poderá vivenciar uma atmosfera especialmente criada para celebrar o samba, gênero que atravessa gerações e permanece como uma das mais importantes expressões culturais do Brasil.

A chegada do Caju Pra Baixo ao Rio Grande do Norte marca um momento especial para os fãs do grupo, que vem conquistando espaço no cenário nacional com um repertório que mistura sucessos autorais, releituras de clássicos do samba e pagode e músicas que acumulam milhões de reproduções nas plataformas digitais.

A proposta do Pôr do Samba é transformar o fim de tarde em um encontro marcado pela música, pela convivência e pelas memórias afetivas que o samba desperta. A experiência busca valorizar a conexão entre o público e um ritmo que faz parte da história e da identidade cultural brasileira.

Além do show principal, a programação contará com estrutura de bares, gastronomia, serviços e espaços de convivência para receber o público em um ambiente descontraído e preparado para acompanhar a transição do pôr do sol para uma noite de celebração à beira-mar.

Os ingressos e demais informações sobre o evento serão divulgados em breve pelos canais oficiais. Para acompanhar as novidades, basta seguir os perfis @pordosambanatal e @padraomestico no Instagram.

O Pôr do Samba é realizado por meio do Programa Cultural Câmara Cascudo, da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O evento também conta com incentivo da Prefeitura do Natal, por meio do Programa Djalma Maranhão, e produção da Mestiço Produções. Os patrocinadores desta edição são Tanlux, Coca-Cola e Unimed Natal.

Serviço:
Pôr do Samba
Data: 1º de agosto de 2026
Local: Prainha Via Costeira – Natal/RN
Atração principal: Caju Pra Baixo
Informações: @pordosambanatal e @padraomestico
Realização: Programa Cultural Câmara Cascudo, Secretaria de Estado da Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Prefeitura do Natal e Programa Djalma Maranhão
Produção: Mestiço Produções
Patrocinadores: Tanlux, Coca-Cola e Unimed Natal

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ANALFABETISMO: Brasil tem 8,4 milhões que não sabem ler nem escrever, mais da metade no Nordeste, mostra IBGE

Foto: Reprodução/EPTV

O Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo da série histórica em 2025, mas ainda possui 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, segundo dados divulgados pelo IBGE.

A taxa nacional caiu para 4,9%, a primeira vez abaixo de 5%. Em 2016, o índice era de 6,7%, equivalente a 10,6 milhões de analfabetos.

Principais números

  • 8,4 milhões de analfabetos no país;
  • 4,9% é a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais;
  • 592 mil pessoas deixaram a condição de analfabetismo entre 2024 e 2025;
  • 57,4% dos analfabetos vivem no Nordeste;
  • 4,8 milhões de analfabetos estão na região Nordeste.

O problema é mais grave entre os idosos. A taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais chegou a 13,8%, embora tenha recuado em relação aos 20,5% registrados em 2016. Essa faixa etária concentra 58% de todos os analfabetos do país.

A pesquisa também mostrou avanços na escolaridade da população brasileira:

  • 57,4% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluíram pelo menos o ensino médio, ante 46% em 2016;
  • 21,4% possuem ensino superior completo, contra 15,4% há dez anos;
  • A média de anos de estudo subiu de 9,1 para 10,2 anos no período.

Apesar da melhora nos indicadores, o IBGE destaca a permanência de desigualdades regionais e raciais. Enquanto 64,9% das pessoas brancas concluíram a educação básica, o percentual entre pretos e pardos é de 51,3%.

Os dados também mostram que, pela primeira vez, mais da metade da população preta e parda concluiu a educação básica obrigatória.

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Canguaretama: Ex-prefeitos Wellinson Ribeiro e Wilsinho Ribeiro declaram apoio a Álvaro Dias

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu nesta quinta-feira mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Durante reunião realizada em Natal, os ex-prefeitos de Canguaretama, Wellinson Ribeiro e Wilsinho Ribeiro, declararam apoio ao seu projeto político para o Governo do Estado.

O encontro contou também com a presença do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira.

A adesão dos ex-prefeitos Wellinson Ribeiro e Wilsinho Ribeiro representa mais um importante avanço da pré-candidatura de Álvaro Dias no Litoral Sul potiguar, fortalecendo sua presença política na região e ampliando o apoio de lideranças ao seu projeto para o Governo do Estado.

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Governo Lula manda delegados cedidos voltarem à PF e pode afetar investigações do Master e INSS

Foto: reprodução/PF

O Ministério da Justiça do governo Lula enviou ofícios a órgãos públicos solicitando o retorno de policiais federais, rodoviários federais e policiais penais cedidos para atuar em outras instituições, incluindo tribunais.

A medida segue uma determinação anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o retorno dos agentes para reforçar as atividades de segurança pública e o combate ao crime organizado.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, cerca de 100 pedidos de retorno foram encaminhados a mais de 50 órgãos das esferas federal, estadual e municipal.

Nos bastidores do Judiciário e da Polícia Federal, a iniciativa tem gerado questionamentos. Integrantes da corporação avaliam que a medida pode afetar equipes que atuam junto a magistrados, incluindo o gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator de investigações que atingem aliados do governo, como os casos do INSS e do Banco Master.

O governo, por sua vez, sustenta que a decisão faz parte de uma política de fortalecimento da segurança pública e da valorização das atividades-fim das forças policiais.

A medida também reacendeu críticas da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), que argumenta que o número de delegados cedidos representa uma parcela reduzida da corporação e que os desafios da segurança pública estão relacionados a questões estruturais da carreira.

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VÍDEO: Veradora do PT no RJ faz trabalho em frente ao Congresso para “abrir caminhos”

A ativista, mulher trans e vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT) em Niterói (RJ), Benny Briolly chamou atenção em Brasília nesta quinta-feira (18) ao realizar um trabalho espiritual dedicado a Maria Mulambo em frente ao Congresso Nacional.

“Em frente ao Congresso, na encruzilhada, deixo meu padê para Dona Maria Mulambo. Porque nós, povo de terreiro, sabemos quem abre caminhos, quem faz justiça, desfaz injustiça, e quem não abaixa a cabeça diante da intolerância e do racismo religioso”, disse.

Em publicação nas redes sociais, Benny afirmou que levou sua fé a “um dos espaços mais simbólicos do poder no Brasil” e destacou a importância da resistência contra o racismo religioso.

 

Via Bacci Notícias

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VÍDEO: ‘Neymar é o primeiro convocado home office do mundo’, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a convocação do jogador Neymar pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026.

Durante discurso em Belo Horizonte (MG), ao conversar com uma criança que acompanhava o evento, o petista afirmou que Neymar é “o primeiro convocado home office do mundo”, provocando risos na plateia.

Lula questionou à criança quem que a Seleção Brasileira tem de “bom de bola” atualmente. O menino respondeu: “Neymar”.

Lula então afirmou que o atacante não estava “nem jogando” – Neymar está se recuperando de uma lesão na panturrilha – e mencionou uma postagem que viu nas redes sociais.

“Eu vi uma coisa ontem, que o Neymar é o primeiro convocado home office do mundo”, brincou o petista, arrancando risadas dos presentes ao evento.

“Jogador home office. Isso eu vi na internet ontem. Eu acho que qualquer dia a gente vai ter que fazer uma seleção na inteligência artificial: 11 Pelés”, emendou Lula.

Lula x Ronaldo Fenômeno

Esta não é a primeira vez que Lula faz um comentário sobre um atleta da Seleção Brasileira no contexto da Copa do Mundo. Em 2006, quando ainda estava no primeiro mandato como presidente, o petista fez declarações sobre a forma física do atacante Ronaldo Fenômeno.

“De vez em quando, encontro com o Ronaldo e sei que ele está magro. Mas vira e mexe a gente lê na imprensa brasileira que Ronaldo está gordo. Afinal de contas, ele está gordo ou não está gordo?”, indagou Lula em uma conversa com Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção à época.
O então camisa 9 do Brasil não gostou da colocação do presidente, e respondeu:

“Todo mundo diz que ele [Lula] bebe pra caramba. Assim como é mentira que estou gordo, deve ser mentira que ele bebe pra caramba”.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. Aí fala merda. Parece que a imbecilidade desse descondenado não tem limite.

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Garibaldi Filho e Denise Pereira celebram 50 anos de matrimônio com cerimônia religiosa

O ex-senador Garibaldi Alves Filho e Denise Pereira Alves celebraram nesta sexta-feira (19) as Bodas de Ouro de matrimônio. A comemoração dos 50 anos de casamento foi marcada por uma missa em ação de graças realizada na Igreja de Santa Teresinha.

A celebração religiosa foi conduzida pelo monsenhor Lucas e pelo padre Charles, reunindo familiares e amigos em um momento de fé, gratidão e renovação dos votos de amor e companheirismo construídos ao longo de cinco décadas.

A missa contou com a presença dos filhos do casal, Walter Alves e Bruno Alves, além das noras e netos, que participaram da homenagem aos 50 anos de união de Garibaldi e Denise.

Durante a celebração, familiares destacaram a trajetória do casal, marcada pelo respeito, dedicação à família e pelos valores que inspiram as novas gerações.

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Geral

Justiça não vê irregularidade e rejeita o pedido do Ministério Público sobre Engorda de Ponta Negra

A Justiça Federal indeferiu os pedidos de interdição, paralisação de obras e suspensão de licenças apresentados pelo Ministério Público Federal em relação à obra de engorda da Praia de Ponta Negra.

A decisão do juiz federal Magnus Delgado reconheceu que medidas dessa natureza teriam caráter drástico e exigiriam análise técnica aprofundada, afastando, neste momento, qualquer interrupção da intervenção que está requalificando o principal cartão-postal da capital.

Na ação, o Município reafirmou o compromisso com a transparência e a responsabilidade técnica. O fornecimento de dados de volumetria de areia — único ponto acolhido parcialmente — já integra a rotina de monitoramento da obra, reforçando o acompanhamento contínuo de um investimento que protege o meio ambiente, o turismo e o desenvolvimento de Natal.

O Município segue à disposição para o diálogo institucional, inclusive na audiência de conciliação determinada pela Justiça.

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Política

Lula e Bolsonaro são “rigorosamente iguais”, diz Ciro Gomes

Foto: Reprodução

O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “tirando a estética, são rigorosamente iguais”. A declaração foi feita em entrevista à Veja publicada nesta 6ª feira (19.jun.2026).

“Fui candidato a presidente disputando com Lula e Bolsonaro. Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais: câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação, autonomia selvagem do Banco Central, política de paridade de preço internacional da Petrobras, reforma da Previdência, privatização fraudulenta”, disse.

Ciro Gomes foi questionado sobre manter distância de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições, mas não rejeitar o apoio do Partido Liberal em seu Estado. Segundo ele, não há contradição.

“Não há uma única eleição federativa no Brasil em que você não encontre isso. Primeiro por ser uma hiperfederação. O que tem a ver a cultura política de Santa Catarina com a cultura política do Ceará? São completamente distintas. Lá, o PL é favorito. Aqui é odiado. Não tem como conciliar”, afirmou.

Ciro Gomes declarou que “apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão”. E completou: “Se estivesse, nós não tínhamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional”.

Poder360

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