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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Mendonça diz que corrupção “não tem cor partidária, nem ideologia” e garante imparcialidade em investigações do Banco Master e INSS

Foto: reprodução/Instituto Iter

O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que conduzirá com imparcialidade e rigor técnico as investigações do Banco Master e das fraudes no INSS.

Em entrevista ao podcast IterCast, Mendonça disse que pretende evitar a politização dos casos e afirmou que a corrupção não tem “cor partidária, nem ideologia”.

“Meu papel é ser imparcial. Acho que esse é o meu papel e o quão mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que eu vou corresponder aquilo que a Constituição espera de mim, e, por decorrência, acho que a própria sociedade”, disse.

Temos que ter um grau de contenção em boa medida, no sentido de não politizarmos isso, até porque a corrupção, o dinheiro não tem cor partidária, nem ideologia partidária. Ele alcança as pessoas independentemente de uma vertente política ou de outra”, completou Mendonça.

A entrevista foi gravada em 27 de julho, antes de Mendonça autorizar a PF a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência no caso das fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. O ministro também autorizou investigação sobre repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com informações de Valor Econômico

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Geral

PESQUISA QUAEST: violência é citada como principal preocupação por 33% dos eleitores

Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) mostra que para 33% a violência é a principal preocupação dos eleitores. Em segundo lugar, a economia é citada por 15% dos entrevistados.

Em seguida, a saúde e corrupção aparecem com 14%, problemas sociais com 12% e educação, com 7%.

A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores, entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa contratada pela TV Globo está registrada no TSE: BR-06773/2026.

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Conferência da Advocacia Potiguar destaca inovação, valorização profissional e futuro do Direito

Gestão, carreira, liderança, tecnologia e inovação foram alguns dos assuntos debatidos durante a 11ª Conferência da Advocacia Potiguar, que teve como tema “Novos Tempos. Nova Advocacia”. O evento foi aberto nesta quinta-feira (13), com a presença de representantes do Conselho Federal da OAB, da diretoria da OAB/RN e das subseções, além da assinatura de convênios e da palestra do advogado Daniel Marques sobre inteligência artificial, inovação jurídica e o futuro do Direito.

O vice-presidente do CFOAB, Felipe Sarmento, destacou os impactos das transformações tecnológicas sobre o exercício profissional, a necessidade de ampliar o acesso à inovação e o papel da Ordem na defesa das prerrogativas, das garantias fundamentais e da independência da advocacia. “Chego a esta 11ª Conferência da Advocacia Potiguar para discutir o futuro da advocacia com a certeza de que o Rio Grande do Norte sabe que o futuro pertence a quem tem coragem de desafiar o seu tempo”, afirmou.

A programação científica teve continuidade nesta sexta-feira (14), em quatro palcos simultâneos montados na sede da OAB/RN, reunindo especialistas de diversas áreas do Direito, além de profissionais de marketing, negócios e administração.

Um dos destaques do dia foi o lançamento da Campanha Estadual de Valorização da Jovem Advocacia, que tem como objetivo promover iniciativas de fortalecimento e suporte aos advogados e advogadas em início de carreira. Na ocasião, a advogada Cecília Muniz foi nomeada Ouvidora da Advocacia Iniciante da OAB/RN, com a missão de atuar como ponte entre a instituição e a jovem advocacia, acolhendo e encaminhando suas demandas.

“Essa é uma campanha baseada em quatro eixos: representatividade institucional, capacitação jurídica, valorização de honorários e empreendedorismo jurídico, que serão desenvolvidos de forma concreta ao longo do ano, com ações de impacto”, explica Roberto Matias, presidente da Comissão de Apoio à Advocacia Iniciante da OAB/RN.

As atividades da manhã foram encerradas com a inauguração do Banco Vermelho, iniciativa da Comissão das Mulheres Advogadas em alusão ao combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. “No início das nossas atividades na comissão, fizemos uma pesquisa com as mulheres advogadas e nos chamou a atenção o índice de violência relatado pelas nossas colegas. Desde então, temos desenvolvido um trabalho direcionado para isso”, afirma Geyse Raulino, presidente da comissão.

O painel de encerramento reuniu o presidente da OAB/RN, Carlos Kelsen; o diretor-tesoureiro do CFOAB, Délio Lins e Silva; o coordenador nacional de Interiorização, Nivaldo Júnior; o conselheiro federal Aldo Medeiros; e a presidente da CAARN, Úrsula Bezerra, para discutir o tema “OAB: freio ou combustível?”.

Ao final, o presidente Carlos Kelsen comemorou o sucesso do evento e destacou a forte participação da advocacia. “Esgotamos os ingressos e conseguimos trazer os advogados e advogadas para dentro da sede da OAB/RN para discutirmos o futuro, os desafios e trocarmos experiências sobre a nossa profissão. A partir desta conferência, seguimos ainda mais fortes, trabalhando pela valorização e pela defesa da advocacia do Rio Grande do Norte”, concluiu.

A conferência será oficialmente encerrada neste sábado (15), durante a IV Feijoada da Advocacia, promovida pela CAARN na Arena da Advocacia.

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VÍDEO: Tiros assustam moradores e turistas em Areia Preta na noite de sexta-feira (14)

Moradores e turistas na praia de Areia Preta na noite de sexta-feira (14) passaram por momentos de tensão, após vários disparos que teriam sido efetuados por uma pessoa do alto de um dos prédios localizados na avenida Gov. Silvio Pedroza, segundo informações do Via Certa Natal. O trânsito na avenida chegou a ser interrompido durante a ocorrência.

Várias pessoas que circulavam pelo calçadão precisaram se abrigar atrás de viaturas da PM e dos Bombeiros, sem saber exatamente de onde vinham os tiros, inclusive a equipe do Via Certa.

O autor dos disparos não foi identificado e também não há informações sobre o que teria motivado o ocorrido.

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Vendas online de canetas emagrecedoras crescem 149% no Brasil e movimentam R$ 2,3 bilhões; Nordeste registra maior alta

Foto: Getty Images

As vendas online de medicamentos associados ao GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, cresceram 149,3% no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado pelo site Poder 360. Foram 1,36 milhão de pedidos entre janeiro e junho, contra 547,2 mil no mesmo período de 2025.

O valor movimentado chegou a R$ 2,3 bilhões. As mulheres responderam por 602,8 mil pedidos, enquanto a faixa etária de 36 a 50 anos concentrou a maior procura, com 481,6 mil solicitações.

O Nordeste registrou o maior crescimento percentual do país, com alta de 195,2% nos pedidos em relação ao primeiro semestre do ano passado. A região somou 139,8 mil solicitações.

Apesar do aumento nas vendas, o número de fraudes envolvendo os produtos caiu 34,8% no país, de 6.087 para 3.966 ocorrências. Norte e Nordeste, porém, foram as únicas regiões que registraram aumento nos casos.

Outro dado que chama atenção é o avanço entre pessoas de 71 a 90 anos. Esse grupo apresentou o maior crescimento proporcional nas compras, com quase quatro vezes mais pedidos que no primeiro semestre de 2025.

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Geral

Congresso aprova ‘PLP da gastança’: pacote amplia drible ao arcabouço fiscal e ameaça contas públicas em 2026


Daniel Ferreira/Metrópoles

A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis pelo Congresso Nacional flexibilizou o orçamento de 2026 e reabriu as discussões sobre a sustentabilidade das metas do arcabouço fiscal. O texto, que aguarda sanção presidencial, foi expandido durante a tramitação com a inclusão de emendas conhecidas como “jabutis”, que autorizam a antecipação de gastos e abrem exceções às regras vigentes.

Concebido inicialmente para amenizar os impactos da volatilidade internacional do petróleo por meio da redução de tributos federais sobre diesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, o projeto tornou-se um pacote orçamentário mais amplo. Para compensar a perda de arrecadação com impostos zerados ou reduzidos, a proposta prevê a utilização de receitas extraordinárias da exploração de petróleo e gás, além de conceding benefícios tributários e subvenções a setores como fertilizantes, minerais críticos, agronegócio, etanol e indústria de defesa.

Entre as alterações mais relevantes está a permissão para antecipar despesas previstas para 2027 e executá-las ainda em 2026 sem impacto direto no resultado fiscal primário do período. Na prática, a medida autoriza um acréscimo de até R$ 2,5 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa — montante que se soma a recursos liberados anteriormente — e a antecipação de até R$ 3 bilhões direcionados às áreas de saúde e educação.

Apesar de incluir travas para conter o crescimento de despesas obrigatórias a partir de 2027, o acúmulo de autorizações para gastos fora das regras fiscais em 2026 amplia a incerteza do mercado financeiro e dos analistas em relação ao cumprimento do arcabouço pelo governo federal.

Impacto para meta fiscal do governo

O texto permite ampliar despesas fora do arcabouço fiscal em diferentes frentes. Há previsão de aumento de até R$ 2,5 bilhões nos gastos do Ministério da Defesa, que se somam a valores já autorizados anteriormente, e a possibilidade de antecipação de até R$ 3 bilhões em despesas para saúde e educação.

Esses valores se somam a outras autorizações semelhantes já em vigor, elevando o volume de recursos executados fora das regras fiscais em 2026.

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Geral

Saiba quanto ganham presidente, governadores, deputados e senadores

Lara Abreu / Arte Metrópoles

À medida que as eleições de 2026 se aproximam, cresce a curiosidade do eleitorado sobre os vencimentos das principais autoridades do país. A remuneração do presidente da República, de senadores, de deputados e de governadores é estabelecida por lei, respeitando os limites constitucionais.

Embora o presidente da República ocupe o cargo de maior hierarquia no Executivo, o salário do chefe de Estado é exatamente igual ao de senadores e deputados federais: R$ 46.366,19 mensais. O valor corresponde ao teto do funcionalismo público, que é atrelado ao subsidio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

No âmbito estadual, os governadores também têm como limite máximo o valor de R$ 46.366,19, mas cada unidade da federação possui autonomia para fixar uma quantia inferior por lei local. Já os deputados estaduais e distritais recebem R$ 34.774,64 por mês, valor que equivale por lei a 75% dos rendimentos de um parlamentar federal.

Além da remuneração base, o exercício desses cargos públicos envolve benefícios indiretos que não entram no cálculo do salário fixo, como verbas de gabinete e cotas parlamentares para custeio do mandato. Um exemplo é o auxílio-moradia concedido aos deputados federais que não ocupam imóveis funcionais em Brasília, cujo valor pode chegar a R$ 4.253,00 mensais.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Suécia reduz maioridade penal para 14 anos


Foto Marlene Bergamo/Folhapress

O Parlamento sueco aprovou, nesta quinta-feira (13), a redução da idade de responsabilidade penal de 15 para 14 anos, enquanto o governo de direita se prepara para disputar eleições nacionais e promete endurecer o combate à criminalidade. A lei entrar em vigor em 10 de setembro, três dias antes de o país realizar eleições gerais.

Duzentos e oitenta e um legisladores votaram a favor de definir a idade em 14 anos, inclusive os social-democratas da oposição, enquanto 66 parlamentares votaram contra.

O Executivo, chefiado pelo primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson, que governa em minoria, se sustenta com o apoio do partido de extrema direita Democratas da Suécia.

Desde que chegou ao poder, em 2022, o governo fez do combate ao crime o eixo central de seu programa político. Um comissário nomeado pelo governo tinha recomendado reduzir a idade de responsabilidade penal para 14 anos.

O governo decidiu propor os 13 anos, mas a maioria dos 126 organismos consultados sobre a iniciativa, inclusive a polícia e o serviço penitenciário, se opuseram a fixar uma idade tão baixa.

Uma pesquisa da consultoria Demoskop para o jornal Svenska Dagbladet situou a oposição de centro esquerda à frente dos partidos de direita, embora com uma margem cada vez menor.

A consulta indicou que os partidos do governo e a extrema direita teriam 47% dos votos e os partidos da oposição, 51%.

Folha de São Paulo

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Geral

Custo mensal por preso em 2025 foi 73,7% maior que o salário mínimo; RN gastou mais de R$ 2,8 mil por detento

Foto: Anderson Barbosa/G1

Manter um detento no sistema prisional brasileiro custou, em média, R$ 2.637,75 mensais por estado em 2025. O valor representa um recorde histórico e supera em 73,7% o salário mínimo da época, que era de R$ 1.518,00. Os dados fazem parte do painel Custo do Preso, atualizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em relação a 2020, quando o gasto médio era de R$ 1,9 mil, o custo por apenado registrou uma alta de 38,2%.

No Rio Grande do Norte, o valor cobrado por detento ficou acima da média nacional, atingindo R$ 2.855,00 por mês. Com isso, o Estado destinou um total de R$ 362.684.804,00 para a manutenção dos apenados ao longo de todo o ano de 2025.

Em todo o país, o Amapá liderou o ranking de gastos, com uma despesa mensal de R$ 4.512,00 por preso, seguido pela Bahia, com R$ 4.011,00, e por Minas Gerais, com R$ 3.824,00. Já o Paraná registrou o menor custo do Brasil, com R$ 1.529,00 mensais por detento — quantia que, embora seja a mais baixa do país, ainda permanece superior ao salário mínimo pago ao trabalhador.

As despesas totais do Brasil com o sistema prisional também atingiram o patamar mais alto dos últimos seis anos, somando R$ 26,7 bilhões em 2025, com o mês de dezembro registrando o pico de R$ 3,1 bilhões. O estado de São Paulo concentrou a maior fatia desse orçamento, acumulando R$ 5,9 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Paraná, com R$ 1,7 bilhão. Na outra ponta, Roraima apresentou o menor orçamento prisional do país, com R$ 143,1 milhões.

A sustentabilidade financeira desse sistema é questionada por especialistas da área. Segundo Leonardo Sant’Anna, especialista internacional em segurança, o encarceramento exige gastos contínuos que vão muito além da ocupação de uma cela, englobando alimentação, vigilância, saúde, transporte, tecnologia, manutenção e contratação de profissionais. Para ele, o poder público precisa superar a lógica do encarceramento em massa e rever a aplicação generalizada de penas de prisão para infrações menos graves, investindo mais na prevenção de crimes e na reinserção social do que na simples manutenção de custódias prolongadas.

Com informações do Metrópoles 

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Flávio planeja agenda no Rio de Janeiro no mesmo dia que Lula

Arte: Metrópoles

Em uma demonstração de força na disputa pela Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas de intenção de voto, cumprirão agenda de campanha na cidade do Rio de Janeiro na manhã de sábado, 22 de agosto.

A estratégia das campanhas aposta em palanques estratégicos em diferentes pontos da capital fluminense. Flávio comanda evento no ginásio do Maracanãzinho, enquanto Lula realiza um comício no estádio do Bangu, na zona Oeste da cidade.

Maratona na véspera

Na sexta-feira (21/8), os dois pré-candidatos concentram forças em agendas distintas: o candidato do PL faz caminhada por municípios da Baixada Fluminense durante o dia e encerra a agenda em um jantar com prefeitos da região, enquanto o petista cumpre agenda em Belo Horizonte (MG) para oficializar o lançamento da candidatura do deputado Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais.

Com informações do Metrópoles

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