Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Smoke me out @bamf_extractions @bamf_genetics @bamfeastcoast #bamfextractions #diamonds #bamfgenetics #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Follow @bamf_genetics @bamf_genetics @bamf_genetics USA RELEASE COMING SOON! #bamfgenetics #bamfextractions #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.

Segundo a Anvisa, a ação foi motivada pelo descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013, identificado durante inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

Lotes afetados

  • Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.

Análises e restrição
De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.

Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

Monitoramento no mercado
A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.

Entenda o caso
A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Bactéria
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.

No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Mais de 165 mil pessoas participam do segundo fim de semana do São João de Natal

Foto: Secom

O segundo fim de semana do São João de Natal reuniu cerca de 165 mil pessoas na Arena das Dunas. Ao longo de três dias de programação, o público acompanhou apresentações de artistas locais e nacionais, movimentando setores como turismo, comércio, alimentação, transporte e serviços. Neste domingo (14), a programação foi encerrada com shows de Daniel Donato, Matheus e Kauan, Xand Avião e Léo Foguete.

O prefeito Paulinho Freire comentou os números registrados durante o evento e a participação do público. “O São João de Natal tem registrado grande presença de público e movimentado diferentes setores da cidade. Além da programação cultural, o evento gera oportunidades de trabalho e renda e contribui para o aumento da circulação de pessoas em Natal durante este período”, afirmou.

A abertura da noite ficou por conta de Daniel Donato. Em seguida, a dupla Matheus e Kauan subiu ao palco. Na sequência, Xand Avião apresentou sucessos de diferentes momentos da carreira. O encerramento da programação ficou com Léo Foguete.

A estudante Clara Santos, de 22 anos, acompanhou os shows ao lado dos amigos e falou sobre a experiência no evento. “Vim com meus amigos para assistir aos shows. É a primeira vez que participo do São João de Natal e gostei muito da organização e da programação”, relatou.

Durante a passagem pela Arena das Dunas, a dupla Matheus e Kauan comentou a recepção do público potiguar. “Todo mundo cantou da primeira à última música. Eu me emocionei em vários momentos do show. É sempre muito bom voltar ao Rio Grande do Norte e encontrar essa receptividade do público”, afirmou Matheus.

Impactos do evento para o setor turístico
O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, apontou os impactos do evento para o setor turístico e para a economia da cidade. “O São João de Natal vem ampliando sua capacidade de atrair visitantes e movimentar diferentes segmentos econômicos. Os números de ocupação da rede hoteleira e o movimento registrado durante a programação mostram a dimensão que o evento alcançou”, afirmou.

Além dos shows, a estrutura do evento também envolve comerciantes, ambulantes e catadores cadastrados. A praça de alimentação, com mais de 20 operações, registrou grande circulação de público ao longo do fim de semana. Para o ambulante José Carlos, de 42 anos, a programação tem contribuído para aumentar as vendas. “O público está comparecendo todos os dias e isso ajuda bastante na nossa renda. É uma oportunidade importante para trabalhar e complementar o orçamento da família”, disse.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Prefeita Aize recebe Zenaide no São João Câmara e reafirma parceria

Foto: Divulgação

A senadora Dra. Zenaide Maia participou neste domingo do São João Câmara ao lado da prefeita Aize Bezerra, reforçando a parceria política entre as duas lideranças. Durante a visita, a parlamentar percorreu a festa, conversou com comerciantes e acompanhou de perto a movimentação econômica gerada pelo evento.

Ao destacar a presença da senadora, Aize lembrou o apoio de Zenaide a iniciativas que fortalecem a economia local. “Ela quer ir em todo ambulante, comprar e divulgar. É a garota-propaganda de todos eles”, brincou a prefeita, ressaltando a contribuição da parlamentar para eventos que geram emprego e renda, em mais uma demonstração pública de apoio à pré-campanha da senadora.

Zenaide também elogiou a gestão municipal e reafirmou sua parceria com a prefeita. “Ela trabalha diuturnamente para melhorar a vida das pessoas. Tenho muito orgulho de ser parceira dessa jovem prefeita”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Religião

Missa em memória de Wilma de Faria marcará nove anos de sua partida

Foto: Divulgação 

Familiares, amigos e admiradores da ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Maria de Faria, participarão de uma celebração religiosa em homenagem aos nove anos de sua partida. A Santa Missa será realizada no próximo dia 16 de junho de 2026, às 19h, na Igreja Matriz de Sant’Ana, localizada no bairro de Capim Macio, em Natal.

A cerimônia é organizada por amigos da ex-governadora e tem como objetivo reunir pessoas que conviveram com Wilma e reconhecem sua trajetória política e humana.

Conhecida como a “Guerreira”, ela deixou um legado marcado pela atuação na vida pública, especialmente em defesa de causas sociais e do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Wilma de Faria faleceu em 15 de junho de 2017, aos 72 anos, após enfrentar um câncer.

A missa será aberta ao público.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

NEXUS/BTG: Lula tem 42% das intenções de voto no 1º turno; Flávio, 33%

Screenshot

Foto: Reprodução

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (15) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os cenários de primeiro turno da disputa ao Palácio do Planalto.

Na primeira simulação, com nove possíveis candidatos, Lula aparece com 42% das intenções de voto, seguido do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) que somou 33%.

Na sequência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), pontuam 4% cada.

Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (DC) e o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) aparecem com 2% cada.

O deputado Aécio Neves (PSDB) e o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada.

Do total de entrevistados, 5% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhuma das opções, enquanto outros 3% disseram não saber ou não responderam ao levantamento.

No segundo cenário testado, com seis nomes na disputa, o presidente Lula somou 43% das intenções de voto contra 34% de Flávio.

Na simulação, Renan aparece com 5% das intenções de voto, seguido de Caiado com 4%. Zema e Barbosa empatam em 3%.

Neste cenário 6% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam em nenhum dos nomes, enquanto outros 2% disseram não saber ou não responderam ao levantamento.

CNN

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Padaria do Ben chama atenção com outdoor em apoio ao Varela Santiago

Quem passou pela Avenida Salgado Filho nos últimos dias se deparou com uma imagem impossível de ignorar: um frontlight instalado na via soltando uma fumaça branca, criando a sensação de que um pão recém-saído do forno estava sendo preparado ali mesmo.

A iniciativa é da Padaria do Ben, marca integrante do ecossistema da Nova Foods, empresa responsável também pelos produtos Loucos por Coxinha. A ação chamou a atenção do público não apenas pela criatividade, mas também pela causa que representa.

Gastronomia e solidariedade se unem em campanha beneficente

A ação faz parte da Campanha do Ben, iniciativa que conecta o consumo de alimentos práticos e saborosos ao apoio ao Hospital Infantil Varela Santiago, uma das instituições filantrópicas mais importantes do Rio Grande do Norte.

Por meio da campanha, parte das vendas de produtos selecionados da Padaria do Ben é destinada ao hospital, contribuindo para a manutenção dos atendimentos realizados pela instituição. A proposta reforça o compromisso da marca com a responsabilidade social, mostrando que pequenas escolhas do dia a dia podem gerar impactos positivos na vida de milhares de famílias potiguares.

Hospital Infantil Varela Santiago realiza cerca de 15 mil atendimentos por mês

Com mais de um século de história, o Hospital Infantil Varela Santiago é referência em assistência pediátrica no Rio Grande do Norte.

A instituição atende gratuitamente crianças e adolescentes de 0 a 14 anos vindos de diversas regiões do estado. Os procedimentos incluem consultas, exames e atendimentos especializados.

Ao adquirir os produtos participantes da Campanha do Ben, os consumidores ajudam a fortalecer essa rede de cuidado e assistência que beneficia milhares de pacientes todos os anos.

Sabores que fazem parte da rotina e também fazem o bem

Entre os produtos participantes da campanha estão mini croissants, pães, mini pizzas, empadas e outras delícias da Padaria do Ben.

São opções pensadas para o dia a dia: fáceis de preparar, prontas em poucos minutos e ideais para o café da manhã, lanche da tarde, encontros em família ou aquela pausa rápida no meio da rotina. Não é uma forma deliciosa de fazer o bem? Você leva um produto de qualidade, prepara em casa e contribui com uma iniciativa que ajuda a fortalecer o cuidado com crianças e adolescentes atendidos pelo Varela Santiago.

Padaria do Ben. É gostoso e faz um bem danado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

NEXUS/BTG: 48% aprovam governo Lula; 47% desaprovam

Screenshot

Foto: Reprodução

O levantamento Nexus/BTG divulgado nesta segunda-feira (15) indica que 48% dos eleitores brasileiros aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do governo federal, ante 47% que desaprovam a gestão petista.

São 4% os não souberam ou não responderam ao questionário.

esta quarta rodada feita pelo instituto, é a primeira vez que a aprovação de Lula supera numericamente a desaprovação, embora sigam empatadas na margem de erro. Os levantamentos começaram a ser feitos em março deste ano. À época, a desaprovação estava em 51%, contra 45% de aprovação.

A diferença numérica entre os índices seguiu em redução nos meses seguintes até maio, quando o indicador negativo estava em 48% e o positivo em 47%.

Avaliação do governo Lula

A pesquisa testou também como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 41% dos entrevistados, a gestão é avaliada como ruim ou péssima; 38% a consideram boa ou ótima e 21% como regular. Do total, 1% não sabe ou não respondeu.

Metodologia

A Nexus/BTG entrevistou 2.017 eleitores, entre os dias 12 e 14 de junho, por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06645/2026.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Patrocínios de estatais no governo Lula chegam a R$ 1,6 bilhão e disparam 52%

Foto: Reprodução

As principais estatais federais ampliaram fortemente os contratos de patrocínio nos últimos anos. Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES assinaram R$ 1,6 bilhão em novos contratos de patrocínio em 2025.

O valor representa um aumento de R$ 539,6 milhões em relação a 2024, já com correção pela inflação. Na comparação entre os dois anos, a alta foi de 52,5%.

De acordo com os dados, a Caixa liderou o crescimento em valores absolutos, com aumento de R$ 277,4 milhões nos contratos. Já o BNDES registrou a maior alta proporcional, multiplicando por 15 o volume de patrocínios em relação ao ano anterior.

Em valores corrigidos, a Caixa assinou R$ 652,1 milhões em contratos de patrocínio em 2025. A Petrobras fechou R$ 527,7 milhões, o Banco do Brasil R$ 289,2 milhões e o BNDES R$ 99,3 milhões.

O levantamento considera novos contratos assinados no período e não os valores efetivamente desembolsados. Parte dos acordos prevê pagamentos parcelados ao longo de vários anos.

Os maiores contratos foram destinados ao esporte. Entre eles, estão R$ 160 milhões da Caixa para o Comitê Paralímpico Brasileiro, R$ 90 milhões para a Confederação Brasileira de Atletismo e R$ 80 milhões para a Confederação Brasileira de Ginástica.

O BNDES também assinou contrato de R$ 60 milhões com a Confederação Brasileira de Judô.

Segundo a reportagem, o presidente Lula já defendeu publicamente a ampliação do apoio das empresas estatais a atletas e projetos esportivos.

A Presidência da República informou que as decisões sobre patrocínios são de responsabilidade das próprias empresas. A Secom afirmou que sua atuação possui caráter institucional e normativo, sem interferência na política de patrocínios das estatais.

As empresas também defenderam a expansão dos contratos. Caixa, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES afirmaram que os investimentos seguem planejamento estratégico, critérios técnicos e objetivos de fortalecimento institucional e desenvolvimento social.

O levantamento foi realizado pela Folha de S.Paulo com base em dados das páginas de transparência das estatais. Segundo a reportagem, os patrocínios haviam sido reduzidos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e voltaram a crescer nos últimos anos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

O BOLSO SOFRE: Arrecadação com IPVA dispara e ultrapassa R$ 90 bilhões em 2025

Foto: Reprodução

A arrecadação dos estados com o IPVA voltou a crescer em 2025 e ultrapassou a marca de R$ 90,6 bilhões em todo o país. Os dados são de levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que aponta aumento da receita obtida pelos governos estaduais com o imposto cobrado dos proprietários de veículos.

Segundo o estudo, a Bahia registrou o maior crescimento real de arrecadação entre os estados brasileiros. A receita com o IPVA no estado avançou 19,69% em comparação com 2024. Na sequência aparecem Maranhão, com alta de 9,68%, Amazonas, com crescimento de 9,61%, e Acre, com avanço de 6,23%.

Por outro lado, nove estados registraram queda real na arrecadação do imposto. As maiores reduções foram observadas em Pernambuco (-5,20%), Espírito Santo (-3,81%) e Paraíba (-2,82%), conforme a coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O levantamento também mostra aumento no valor médio pago pelos contribuintes. Em 2024, a arrecadação média por habitante era de R$ 698,79. Em 2025, o valor passou para R$ 702,42.

O IPVA é uma das principais fontes de arrecadação dos estados e parte dos recursos também é destinada aos municípios.

Haja bolso. Enquanto a arrecadação segue em alta, o valor médio recolhido por habitante também aumentou em relação ao ano passado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

[VÍDEO] SUPERAÇÃO: “Eu apenas rezava para conseguir voltar”, diz Ítalo Ferreira após lesão antes da final

Imagens: Reprodução/WSL Brasil

Vice-campeão da etapa de El Salvador do Circuito Mundial de Surfe e líder do ranking mundial da temporada, o potiguar Ítalo Ferreira emocionou ao relatar o drama vivido após a lesão que quase o tirou da competição.

Em depoimento após a disputa, o surfista revelou que chegou a acreditar que não conseguiria competir e que os primeiros dias após o acidente foram os mais difíceis.

“Os últimos dias antes da etapa final foram muito difíceis. Quando sofri a lesão, achei que estava fora do evento. Foi algo muito sério e, nos primeiros dias, eu nem conseguia andar. Eu apenas rezava para conseguir voltar”, afirmou.

Segundo Ítalo, o tempo entre a lesão e a etapa foi decisivo para que ele pudesse se recuperar e voltar ao mar. “Depois, tive alguns dias que me deram tempo para me recuperar um pouco”, disse.

O campeão olímpico afirmou que, naquele momento, o desafio já não era apenas esportivo. “A partir dali, não era uma questão de performance, era de destino. Deus me deu muita energia para continuar e permanecer no topo”, declarou.

Em seguida, o potiguar agradeceu às pessoas que estiveram ao seu lado durante a recuperação. “Quero agradecer à minha esposa, minha família, meu filho que está aqui, à minha equipe e a todos os médicos que me ajudaram.”

Ítalo também revelou que os pontos no joelho serão retirados quando retornar ao Brasil e disse que já pensa no dia em que contará essa história ao filho. “Mal posso esperar para contar essa história para o meu filho e espero que ele tenha orgulho de mim”, afirmou.

A declaração emocionada veio poucos dias depois de uma das atuações mais marcantes da temporada, na qual o potiguar superou as dores da lesão, chegou à final em El Salvador e manteve a liderança do ranking mundial de surfe.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *