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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Política

Jatinho ligado à JBS “coincide” com férias de Toffoli em resort de luxo no PR

Foto: Reprodução

Voos de um jatinho ligado a dirigente da J&F, dona da JBS, bateram exatamente com as datas em que o ministro do STF Dias Toffoli esteve no resort Tayayá, no Paraná, conforme informações do Metrópoles. As viagens passaram por Brasília e levantam mais um sinal de alerta sobre a proximidade entre a cúpula do Judiciário e empresários investigados no país.

A aeronave, um bimotor Pilatus, está registrada em nome da empresa Petras Negócios e Participações, do advogado Paulo Humberto Barbosa, sócio de um dirigente da J&F. Desde o início de 2025, o jato faz rotas frequentes entre Ourinhos (SP), aeroporto mais próximo do resort, e Goiânia, onde o advogado mora. Em dezembro, porém, o avião desviou duas vezes para Brasília: nos dias 19 e 22.

As datas coincidem com o período em que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região enviou seguranças para proteger ministros do STF em Ribeirão Claro, cidade onde fica o Tayayá. Dados do próprio TRT indicam que Toffoli esteve no resort ao menos sete vezes desde que o empreendimento foi vendido, em abril de 2025, justamente a Paulo Humberto.

O advogado nega relação com o ministro e diz que apenas o cumprimentou como “qualquer hóspede”. Funcionários do resort, no entanto, afirmaram à reportagem que Toffoli é tratado como proprietário do local. Procurado, o ministro não respondeu. Em um país onde o cidadão comum paga a conta, coincidências desse tipo seguem explicação — e transparência — em falta.

 

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Geral

20 mil vidas em dois meses: o crescimento do Viver Saúde

Em pouco mais de 60 dias de atuação nos mercados de Natal e da Região Metropolitana, o Viver Saúde ultrapassou a marca de 20 mil vidas ativas, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado no setor de saúde suplementar do Rio Grande do Norte.

O desempenho refletiu-se diretamente nos indicadores de mercado. Em menos de dois meses de operação, a operadora alcançou o 6º lugar em market share, posicionando-se entre as principais empresas do segmento na região, em um ambiente altamente competitivo e regulado.

Segundo a operadora, os resultados evidenciam a rápida adesão dos beneficiários a um modelo assistencial estruturado com foco em governança, previsibilidade e acessibilidade, sustentado por práticas de medicina preventiva, gestão do cuidado e relacionamento contínuo com o beneficiário.

Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a qualificação da rede credenciada, a otimização dos fluxos de marcação de consultas, a eficiência operacional e a atuação de corpos clínicos tecnicamente capacitados, aspectos que impactam diretamente a experiência assistencial e os indicadores de resolutividade.

O crescimento acelerado também reforça a confiança de parceiros, prestadores de serviços de saúde e do mercado em um plano genuinamente potiguar, desenvolvido com foco em segurança assistencial, sustentabilidade do modelo de negócio e promoção da qualidade de vida.

Com mais de 20 mil vidas em pouco mais de dois meses de operação, o Viver Saúde consolida seu posicionamento como uma operadora relevante no ecossistema da saúde suplementar do Rio Grande do Norte, demonstrando que é possível aliar expansão, eficiência operacional e propósito institucional.

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Geral

RN registra mais de 18 mil casos de violência contra a mulher em 2025; aumento de 6,1% em relação a 2024

Foto: iStock

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte divulgou nesta segunda-feira (26) dados que mostram aumento de 6,1% nos crimes de violência contra a mulher enquadrados na Lei Maria da Penha.

Os registros passaram de 17.262 em 2024 para 18.311 em 2025, segundo levantamento da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE).

Os dados apontam ainda aumento nas tentativas de feminicídio, que passaram de 67 para 77 casos, e nos feminicídios consumados, de 19 para 21 registros.

Ameaça segue como o crime mais registrado, com 5.581 ocorrências em 2025, alta de 2,1%.

Lesão corporal somou 3.445 casos, praticamente estável, enquanto injúria teve crescimento expressivo de 16,7%, chegando a 3.254 registros.

Também houve avanço significativo nos crimes de perseguição (stalking), com alta de 24%, e de vias de fato, que cresceram 14,3%.

Calúnia foi o crime com maior aumento percentual, subindo 76,1%.

Entre os crimes sexuais, os estupros cresceram 5,7%, enquanto estupro de vulnerável e importunação sexual apresentaram queda.

Pela primeira vez, o levantamento registrou 18 casos de violência psicológica cometida com uso de tecnologia ou inteligência artificial.

Opinião dos leitores

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Geral

Gilmar Mendes defende que Toffoli permaneça com caso Master e diz que PGR deu aval à conduta do ministro

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O decano do STF, Gilmar Mendes, saiu em defesa da permanência do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, nesta segunda-feira (26) e afirmou que a Procuradoria-Geral da República já analisou o tema e considerou regular a permanência de Toffoli na relatoria.

Em publicação na rede X, Gilmar destacou a trajetória de Toffoli, disse que sua atuação segue o devido processo legal e afirmou que a PGR deu aval à continuidade do magistrado no caso. Segundo ele, a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são essenciais para a confiança nas instituições.

Nos bastidores do Supremo, a relatoria de Toffoli passou a ser questionada após decisões consideradas atípicas e pela pressão de setores da Polícia Federal e da política, o que gerou desgaste interno. Aliados do ministro afirmam que não há base jurídica para seu afastamento e defendem que críticas sejam tratadas pelos canais institucionais.

Opinião dos leitores

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Geral

Lula sugere a Trump em ligação que Conselho da Paz se limite a Gaza e defende ‘estabilidade’ na Venezuela

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugeriu que o Conselho da Paz criado pelos americanos tenha atuação restrita à Faixa de Gaza e inclua a Palestina como membro.

Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou cerca de 50 minutos e tratou da relação bilateral e de temas da agenda global. Ao comentar o convite para que o Brasil integre o conselho — que já reúne cerca de 35 países — Lula defendeu limites claros ao escopo do órgão e voltou a cobrar uma reforma ampla da ONU, com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Embora Trump tenha citado Gaza como foco central, o território não aparece explicitamente no estatuto do novo conselho. Auxiliares de Lula afirmam que o Brasil só considera aderir se a atuação ficar restrita à crise em Gaza, evitando dar um “cheque em branco” aos EUA e enfraquecer a ONU.

Durante a conversa, Lula e Trump também combinaram uma visita do presidente brasileiro a Washington após viagens à Índia e à Coreia do Sul. A data ainda será definida.

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Geral

SUSTENTABILIDADE: Energia solar é implantada em 17 escolas municipais de São Gonçalo

A creche Maria Lala da Costa é uma das 17 unidades escolares do município que receberam a instalação de módulos e placas solares, tornando-se autossuficiente na geração de energia limpa.

Na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Jaime Calado realizou uma visita técnica ao CMEI, que agora conta com esse recurso.

Durante a visita, o prefeito destacou o objetivo da iniciativa. “O nosso objetivo é reduzir os custos com energia e viabilizar a climatização das escolas, garantindo mais conforto para alunos e profissionais da educação.”

Segundo o engenheiro da Secretaria, Patrício Pascoal, além de atender às demandas das unidades escolares, a energia gerada também abastecerá a sede da Secretaria Municipal de Educação.

O município foi beneficiado com 17 projetos em prédios distintos. As unidades contempladas foram a Escola Dr. Varela Barca, Escola Roberto Bezerra, Escola Maria da Cruz, Escola Monsenhor Walfredo Gurgel, Secretaria de Educação, Creche Padre Tiago Theisen, Creche Aida dos Santos, Escola Dr. Nilton Pessoa, Creche Maria Lalá, Escola Cosmo Alves, Escola Maria de Lourdes de Souza, Escola Cantinho do Saber, Escola Jéssica Débora, Escola Luiz de França Lima, Escola Aido Mendes, Escola Genésio Cabral e Escola Alfredo Mesquita.

Ao todo, foram instalados 897 módulos, totalizando uma potência de 573,58 kWp, com capacidade de produzir aproximadamente 74.990 kWh por mês. A geração representa uma economia estimada em R$ 65.590 por mês, o que resulta em cerca de R$ 787.080 por ano na conta de energia elétrica.

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Geral

Déficit nas contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado desde 2014

Foto: Dimas Ardian/Bloomberg

O déficit nas contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, o pior resultado nominal desde 2014, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB). O aumento foi de 3,9%. De acordo com o BC, o avanço do rombo foi provocado principalmente pela redução do superávit da balança comercial, parcialmente compensada pela queda no déficit de serviços e pelo aumento do superávit de renda secundária.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que o déficit ficou estável ao longo de 2025 e passou a recuar no fim do ano, movimento associado à desaceleração da economia causada pelos juros elevados.

Apesar do resultado negativo, as contas externas foram integralmente financiadas pela entrada de investimentos diretos no país, que somaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), acima do déficit registrado. Investimentos estrangeiros em carteira também ajudaram, com ingresso líquido de US$ 15,3 bilhões, após saída em 2024.

O BC destacou que o cenário externo do país permanece sólido. Para 2026, a autoridade monetária projeta déficit em transações correntes de US$ 60 bilhões e entrada líquida de investimentos diretos de US$ 70 bilhões.

Opinião dos leitores

  1. FAZ O LÊ JUMENTÊ! 🫏🫏🫏🫏🫏💩😭😭👉pior resultado nominal desde 2014😭👺

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Geral

Gastos de brasileiros no exterior alcançam US$ 21,7 bilhões em 2025; maior patamar desde 2014

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

Os gastos de brasileiros no exterior totalizaram US$ 21,7 bilhões em 2025. Aumentou 10,4% em comparação a 2024, quando essas despesas somaram US$ 19,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Veja a série histórica:

2014: US$ 25,6 bilhões;
2015: US$ 17,35 bilhões;
2016: US$ 14,5 bilhões;
2017: US$ 19 bilhões;
2018: US$ 18,3 bilhões;
2019: US$ 17,6 bilhões;
2020: US$ 5,4 bilhões;
2021: US$ 5,2 bilhões;
2022: US$ 13,45 bilhões;
2023: US$ 17,9 bilhões;
2024: US$ 19,67 bilhões;
2025: US$ 21,7 bilhões.

Somente no mês de dezembro, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 1,855 bilhão.

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Geral

Fachin busca ex-ministros por apoio a código de conduta para STF


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em meio a críticas à atuação individual de ministros e à imagem do STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, articula fora do plenário a criação de um código de conduta para os magistrados.

Na última quinta-feira (22), Fachin se reuniu em São Paulo com o ex-ministro Celso de Mello e também tem mantido diálogo com outros ex-integrantes do Supremo, como Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie, para discutir parâmetros de atuação pública e institucional.

Dentro do STF, parte dos ministros avalia que a proposta não deve avançar neste ano e pode acabar isolando Fachin. Em entrevista ao Estadão, ele reconheceu que o debate pode ser freado por causa das eleições, mas disse acreditar que há maioria favorável.

O decano Gilmar Mendes já se posicionou contra a ideia, afirmando que as regras atuais — Constituição, Loman e normas internas — já são suficientes. Ainda assim, aliados de Fachin dizem que o objetivo é abrir diálogo e amadurecer a proposta, mesmo sem aprovação imediata, buscando reduzir tensões internas e fortalecer consensos.

Opinião dos leitores

  1. Isso é um absurdo, eles deveriam cumprir o que rege a constituição federal, pois não são crianças nem adolescentes, ah se acham semideuses, isso é uma falta de vergonha.

  2. O problema dos ministros do STF não é código de conduta, o problema dos ministros do STF é vergonha na cara.

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Geral

Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que reduzirá o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. A medida valerá a partir de terça-feira (27).

Dessa forma, o preço médio de venda da companhia para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, o que significa redução de R$ 0,14 por litro.

Em nota, a Petrobras disse que vai manter os preços de venda do diesel para a distribuidoras. A empresa apontou que o combustível teve redução de 36,3% nos preços desde dezembro de 2022. Já a gasolina caiu 26,9% no período, considerando a inflação desde então.

CNN 

Opinião dos leitores

  1. VAMOS AGUARDAR A ATUAÇÃO DO PROCON E EXIGIR A REDUÇÃO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS, PRINCIPALMENTE A REFINARIA CLARA CAMARÃO, PRIVATIZADA PELO BOZO, EM GUAMARÉ

    1. 👉O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, não registrada em agenda oficial. O encontro ocorreu no gabinete de Lula e durou cerca de uma hora e meia.💩💩💩 SÓ VOLTOU A CENA DO CRIME, JUMENTO MAFRA💩💩

    2. Em terra de cego, quem tem um olho é rei kkkkk governo que não faz nada, qualquer porcaria é motivo para babão fazer festa.

  2. Os postos do Natal nunca repassa a redução pra seus clientes! Precisamos de postos 100% da Petrobrás.

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