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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

URGENTE: Mendonça atende Fachin e derruba sigilo da investigação do Banco Master

Foto: Kebec Noueira/Metrópoles

O ministro André Mendonça atendeu ao pedido do presidente do STF, Edson Fachin, e retirou o sigilo da investigação sobre o caso do Banco Master.

A medida é uma resposta às cobranças por mais transparência sobre as apurações envolvendo o banco e ocorre em meio à crise interna no STF, que explodiu após André Mendonça levantar o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre Moraes.

Fachin também determinou que o plenário do STF analise o relatório da PF em sessão aberta na próxima terça-feira (15), quando espera-se que Alexandre Moraes dê explicações sobre sua ligação com Daniel Vorcaro.

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Brasil

CRISE NO STF: Fachin pede a Mendonça fim do sigilo no caso Banco Master

Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou ao relator do caso Banco Master, André Mendonça, que levante o sigilo da investigação, mantendo sob segredo apenas informações relacionadas a diligências que ainda precisem de proteção.

O movimento ocorre em meio à crise que tomou conta do STF após André Mendonça tornar públicas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, que apontam uma relação próxima entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes.

A iniciativa de Fachin ocorre depois de uma sequência de decisões conflitantes entre ministros do STF. A Procuradoria-Geral da República questionou a atuação de André Mendonça na investigação, enquanto Alexandre Moraes pediu que fossem apuradas possíveis irregularidades cometidas pelo colega.

O próprio Fachin passou a intervir diretamente na crise. Ele suspendeu decisões de Moraes e Mendonça, determinou que medidas envolvendo ministros do STF passem pela Presidência da Corte e convocou uma sessão extraordinária para discutir o caso em 15 de setembro.

Opinião dos leitores

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Política

[VÍDEO] Após crise no STF, Lula tenta se descolar de Alexandre de Moraes, ataca André Mendonça e diz: “Se Moraes e Mendonça são culpados, têm que pagar”

Imagem: Reprodução/ SBT Brasil

O presidente Lula (PT) afirmou hoje que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), devem ser punidos se tiverem cometido irregularidades no caso do Banco Master.

“Eu estou satisfeito que o Fachin começou a colocar ordem na casa”, disse Lula em entrevista ao SBT. “Ainda falta apurar. Quem é culpado de verdade? Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar”, acrescentou.

Lula também defendeu o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele foi afastado do cargo por Mendonça ontem, mas a decisão foi posteriormente anulada pelo presidente do STF, Edson Fachin. “Andrei é da minha total confiança. E se ele por acaso cometer um erro, que ele seja julgado, igual vai ser o Lula, igual vai ser você”, disse.

Com informações de UOL

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Política

“SEM MEA-CULPA”: Após declínio nas pesquisas, presidente do PT diz haver “erro de planejamento” na campanha de Lula

Foto: Divulgação/PT

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta 5ª feira (10.set.2026) que houve um “erro de planejamento” na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da qual é coordenador-geral. A menção foi sobre a elaboração e distribuição de material.

Edinho falou sobre o tema a jornalistas, depois de reunião da Executiva Nacional, na sede do partido. Disse não haver “mea-culpa”, mas que não haveria dificuldade em reconhecer erros.

“Uma campanha do tamanho dessa, é evidente que tem erro. Planejou mal a elaboração de material. Evidente que é um erro de planejamento, porque nós tentamos fazer com que cada Estado tivesse a sua estrutura de elaboração de material. Não funcionou, porque tem Estado que as gráficas muitas vezes não têm a mesma estrutura para produzir, a mesma agilidade para distribuir. Claro que isso gerou problema logístico, inclusive. Trouxemos de volta para a produção desses materiais nos grandes centros e distribuição depois pelas empresas de logística. Corrigimos. Então, claro que ninguém está negando que teve um erro de planejamento.”

O dirigente petista afirmou que a reunião da Executiva Nacional se deu para “alinhar a campanha à conjuntura” e mudar estratégia. Há uma preocupação do PT com o impacto dos últimos acontecimentos sobre a campanha de Lula e como a crise do Supremo Tribunal Federal tem respingado na campanha.

“Em 10 dias, o Brasil mudou. O debate político no Brasil mudou nos últimos 10 dias. Evidente que a campanha tem que se alinhar a essa conjuntura política. Se a realidade muda, a campanha tem que estar alinhada a essa realidade, foi o que nós fizemos hoje”, declarou Edinho.

O dirigente também rebateu críticas sobre centralização ao reforçar que Lula dá a palavra final sobre a campanha: “Nunca vi uma campanha que o candidato não desse a última palavra, isso não existe em campanha nenhuma. Já fui candidato várias vezes na minha vida, ganhei 4 vezes a prefeitura. A última palavra da campanha é do candidato. Como é que você vai pôr na boca dele uma coisa que ele não concorda? Isso não é uma característica de centralização.”

Com informações do Poder 360

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Brasil

APÓS INVESTIGAÇÕES: Correios suspendem contrato com empresa envolvida com amiga de Lulinha

Foto: Reprodução

Os Correios suspenderam a gestão de empréstimos consignados em folha pela Safe Consig na plataforma Artemis, anunciando que assumirão o serviço e que novas operações estarão suspensas até o fim de setembro de 2026. Os contratos existentes continuarão sem alterações. A decisão ocorre enquanto a Polícia Federal investiga a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, por suposto tráfico de influência relacionado a um contrato que previa comissão de 50% sobre vendas.

Os Correios suspenderam a gestão de empréstimos consignados em folha realizada pela Safe Consig na plataforma Artemis. A estatal informou que assumirá o serviço e que novas operações ficarão suspensas até o fim de setembro.

Os contratos já existentes continuarão normalmente, sem alteração nos descontos em folha. Os empréstimos vinculados ao fundo de pensão Postalis também não serão afetados.

A decisão ocorre no momento em que Polícia Federal investiga se a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, intermediou o acordo entre a Safe Consig e os Correios.

Segundo documentos encontrados pela PF no celular de Luchsinger, havia uma minuta de contrato entre a RL Consultoria e Intermediações, empresa da qual ela é sócia, e a Safe Consig Tecnologia da Informação. O documento previa comissão de 50% sobre as vendas realizadas pela empresa de tecnologia.

A minuta foi anexada a uma mensagem enviada por Luchsinger a um interlocutor em 13 de maio de 2024. Ela afirmou que havia recebido o documento revisado e que iria assiná-lo. A investigação apura se o destinatário citado era Saulo de Tasso Alves Caracas Dino, sócio da Safe Consig. Ele afirmou desconhecer qualquer contrato entre as empresas.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

[VÍDEO] THOMAS TRAUMANN: Lula sanciona fim da taxa das blusinhas e analista político dispara: “Isso é uma farsa”

Foto: Reprodução

O presidente Lula sancionou nesta quinta-feira (10) medida que acaba com a “taxa das blusinhas”. A nova lei acaba com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada.

Durante o ‘Estúdio i’ desta quinta-feira (10), o jornalista e analista político Thomas Traumann
comentou: “Quem criou a taxa das blusinhas? O governo Lula. Quem aprovou a reforma tributária que vai voltar a taxa das blusinhas a partir de janeiro do ano que vem? O governo Lula. Acabou. Desculpa, isso é uma farsa.”

Com informações da Globo News

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Política

De olho na eleição, Lula sanciona fim da ‘taxa das blusinhas’ criada em seu governo

Foto: Ricardo Stuckert

A pouco menos de um mês do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 que entrou em vigor há pouco mais de dois anos — também com a sanção do próprio petista.

A medida sancionada nesta quinta-feira, 10, encerra uma tributação impopular que arrecadou cerca de R$ 4,5 bilhões desde agosto de 2024 e consolida uma mudança de posição do governo em pleno período eleitoral.

A nova lei é resultado da Medida Provisória 1.357/2026, editada pelo Executivo em maio e aprovada pelo Congresso na semana passada. Na prática, a isenção federal já estava valendo desde maio e, agora, a sanção consolida a mudança na legislação. O ICMS cobrado pelos Estados não foi extinto.

Ao anunciar a sanção, o governo mantém o regime simplificado de importação e dá ao Ministério da Fazenda competência para alterar as alíquotas do Imposto de Importação aplicáveis às remessas. O movimento fecha um ciclo iniciado pelo próprio governo Lula.

Com informações da Revista Oeste

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Eleições 2026

SABATINA JORNAL DO DIA: Álvaro Dias propõe integração de forças de segurança, descentralização da Saúde e ampliação do Walfredo Gurgel

Foto: Allan Taffarel

Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL) apresentou, nesta quinta-feira, durante sabatina do Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, propostas voltadas à segurança pública e à saúde estadual.

Na área de segurança, Álvaro pretende implementar um programa específico de combate ao crime organizado. Ele avalia que o avanço de facções deixou de ser um problema restrito a Natal e já atinge diversas regiões do estado. Para enfrentar o cenário, defende a integração plena entre as polícias Militar, Civil e Federal, além das Guardas Municipais, com foco na troca ágil de informações e em ações coordenadas.

Já na saúde, o candidato defende a descentralização dos serviços e investimentos nos hospitais regionais. A medida visa reduzir a pressão sobre unidades da capital, em especial o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, que atende pacientes de todo o Rio Grande do Norte, e deve receber ampliação.

Com informações de Ponta Negra News

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Brasil

‘DARK HORSE’: emendas de Frias coincidem com período de gravação, diz PF

Foto: Getty

A PF (Polícia Federal) encontrou coincidências temporais e de valores entre os gastos da Go Up, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e as emendas parlamentares enviadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) a duas organizações que também pertencem a Karina Ferreira da Gama, dona da produtora, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e a ANC (Academia Nacional de Cultura).

Na decisão de hoje, Dino aponta que as movimentações atípicas nas contas da Go Up ocorreram entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Totalizaram R$ 19 milhões, sendo R$ 9 milhões a crédito e R$ 10 milhões a débito.

As gravações de “Dark Horse” aconteceram em São Paulo entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025. O período coincide parcialmente com o das movimentações da Go Up.

Para a PF, a movimentação financeira acontecia em um circuito fechado no qual o dinheiro do ICB era enviado para terceiros e retornava para Karina Ferreira da Gama. Primeiro, o ICB recebeu R$ 700 mil por meio de emendas parlamentares de Frias que seriam destinadas a um projeto educativo de letramento digital e empreendedorismo.

Esses R$ 700 mil foram enviados a empresas de Heric Fabiano Dias e Dayvid Moreira Medeiros. Foram R$ 400 mil para a Dinâmica Editora e R$ 300 mil para o Instituto Super Poder Educacional. Logo após o recebimento das verbas do ICB pelas empresas do grupo, a NTT Brasil Ltda. —empresa também administrada por Heric Dias— realizou uma transferência de R$ 750 mil em transação única para a Go Up Entertainment Ltda.

Os R$ 750 mil transferido pela NTT Brasil são considerado pela PF como compatíveis e quase exatamente correspondentes aos R$ 700 mil pagos pelo ICB às empresas do mesmo grupo econômico. Os investigadores apontam que o dinheiro público saiu do ICB para terceiros (fornecedores de kits pedagógicos), foi repassado por uma empresa interposta do mesmo grupo (NTT Brasil) e retornou para Karina Ferreira da Gama.

Além do aporte de R$ 750 mil proveniente da NTT Brasil, a Go Up recebeu R$ 645,4 mil diretamente de Frias. A PF destaca que esses repasses feitos pelo deputado são incompatíveis com seu salário de R$ 44.008,52, indicando o parlamentar como participante ativo do circuito financeiro.

Com informações de UOL

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Brasil

Câmara dos Deputados anuncia concurso público com mais de 150 vagas e salários iniciais de até R$ 30,8 mil

Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados terá um novo concurso público com mais de 150 vagas de nível superior para a carreira de analista legislativo. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que confirmou o encaminhamento da contratação do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) para organizar a seleção.

A previsão da Mesa Diretora é que o edital seja publicado ainda em setembro. As remunerações iniciais para a carreira legislativa de nível superior podem chegar a R$ 30,8 mil.

O concurso é o terceiro edital autorizado pela Mesa Diretora da Câmara em 2025. As oportunidades serão distribuídas entre 11 especialidades.

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Analistas e técnicos de apanhamento taquigráfico e revisão de debates legislativos

Provas serão aplicadas em todo o país

Assim como ocorreu em seleções anteriores da Câmara, as provas terão aplicação nacional. A previsão é que os exames teóricos e práticos possam ser realizados nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal.

O cronograma de inscrições, os conteúdos programáticos e as datas das provas ainda estão sendo definidos pela equipe técnica da Câmara em conjunto com o Cebraspe. As informações oficiais devem ser divulgadas com a publicação do edital.

Com informações do Correio 24h

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