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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

[VÍDEO] JULIANO CAZARRÉ: “O Brasil está na mão do progressismo. Muita violência nesce do discurso progressista”

 

O ator Juliano Cazarré criticou o que chamou de domínio do progressismo nas universidades, escolas, cultura e mídia, afirmando que essa influência existe no Brasil “desde os anos 70”.

“Quem está no poder não é o grupo conservador. O Brasil tá na mão do progressismo desde os anos 70. Não é só o a presidência, é o progressismo está nas universidades, o progressismo está nas escolas, o progressismo está na cultura, o progressismo está na mídia”, afirmou Cazarré durante participação em debate na GloboNews.

Cazarré também falou sobre saúde masculina, presença dos pais na criação dos filhos e combate à pornografia. Além disso, criticou o que considera tentativas de censura e silenciamento por parte de setores progressistas.

No debate, ele apresentou a ideia de que “o mundo precisa de homens que assumam o seu papel”, defendendo homens comprometidos com a família, a sociedade e Deus. O ator rejeitou associações com movimentos red pill e afirmou que “nem todo homem é tóxico ou um estuprador em potencial”.

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Geral

‘Ou chegamos a um bom acordo ou eu os mandarei para o inferno’, diz Trump sobre o Irã

Foto: Roberto Schmidt/AFP
O presidente americano, Donald Trump disse neste sábado, 23, que as negociações para paz entre Estados Unidos e do Irã estavam “muito perto” de finalizar um acordo para encerrar a guerra, de acordo com uma entrevista por telefone à CBS News. Ele afirmou que discutiria a versão mais recente da proposta com seus assessores e que poderia tomar uma decisão sobre a retomada da guerra até domingo, conforme declarou à Axios em uma entrevista separada.

“Ou chegamos a um bom acordo ou eu os mandarei para o inferno”, disse Trump, segundo a Axios.

O americano tem oscilado entre os dois polos da diplomacia e do ataque militar desde que um cessar-fogo foi declarado há seis semanas para permitir que as partes chegassem a um acordo. Os entraves seguem sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial de fornecimento de petróleo e gás atualmente controlada por Teerã.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, por sua vez, disse que havia uma chance de o Irã aceitar as tratativas pôr fim ao conflito no Oriente Médio.

Irã também eleva o tom

Em Teerã, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, alertou para uma resposta “esmagadora” caso o presidente americano Donald Trump “cometa outro ato de loucura e reinicie a guerra”.

“Se atacarem o Irã novamente, [o resultado] certamente será mais devastador e amargo para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra”, publicou Qalibaf, que também é porta-voz do Parlamento iraniano, nas redes sociais.

Qalibaf divulgou essas declarações após se reunir com o chefe do exército paquistanês, o marechal de campo Asim Munir, figura-chave nos esforços internacionais para alcançar uma solução negociada para o conflito, que chegou à capital iraniana na noite de sexta-feira.

Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, reclamou das “posições contraditórias e das repetidas exigências excessivas” de Washington, segundo as agências de notícias Tasnim e Fars.

Esses fatores “prejudicam o processo de negociação conduzido sob mediação paquistanesa”, afirmou o ministro iraniano. “Apesar de sua profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irã tem participado do processo diplomático com uma abordagem responsável e a máxima seriedade, buscando alcançar um resultado razoável e equitativo”, acrescentou.

De acordo com a agência de notícias iraniana IRNA, o chefe do exército paquistanês, que tem desempenhado um papel proeminente nos esforços de reaproximação, conversou com Araqchi até as primeiras horas de sábado sobre os “mais recentes esforços e iniciativas diplomáticas com o objetivo de evitar uma escalada ainda maior”.

‘Divergências profundas’

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, já havia alertado que as divergências com Washington permanecem “profundas”.

Ele afirmou que questões relacionadas ao fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a situação no Estreito de Ormuz, o bloqueio americano aos portos iranianos e a questão nuclear permanecem “sem solução”.

O Catar, que foi severamente afetado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, e outros países da região também intensificaram os esforços de mediação alternativa. Teerã confirmou a visita de uma delegação da monarquia na sexta-feira.

Estadão com AFP

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[VÍDEO] LULA: “A polícia não pode matar antes de conversar, não pode atirar para depois perguntar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que a polícia não pode “matar antes de conversar”, “não pode atirar para perguntar depois” e defendeu mudanças no combate à criminalidade no Brasil. A declaração ocorreu no programa Sem Censura, da TV Brasil.

Durante entrevista, Lula disse que a população vive com medo da violência e declarou que “não é mais possível mandar uma criança brincar na rua ou ir à padaria” por causa da insegurança.

O presidente também afirmou que o enfrentamento ao crime precisa de inteligência e identificação das facções criminosas. Ele criticou casos em que suspeitos são presos e acabam soltos pouco tempo depois.

Segundo Lula, é necessário discutir com seriedade o papel das forças de segurança e impedir que organizações criminosas dominem territórios e continuem comandando crimes de dentro dos presídios.

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Geral

Polícia encontra máquina de contar dinheiro e R$ 50 mil para ‘Dra Deolane’ na casa de operador do PCC; defesa alega inocência

Foto: divulgação PC-SP/Instagram Deolane

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu uma máquina de contar dinheiro e uma caixa com cerca de R$ 50 mil em espécie com o nome “Dra Deolane” durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

O material foi encontrado na casa de Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela investigação como operador financeiro da facção. Ele foi preso. A influenciadora e advogada Deolane Bezerra também foi presa sob suspeita de integrar o esquema e transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista. A defesa dela nega qualquer envolvimento.

Segundo a polícia, “Player” atuava na movimentação de recursos ligados aos irmãos Camacho, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Conversas extraídas de celulares indicariam que ele orientava a distribuição de valores para contas bancárias, entre elas uma atribuída a Deolane.

As investigações apontam que uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau era usada para ocultar dinheiro do crime organizado. A polícia afirma que Deolane controlava uma rede de empresas registradas em um mesmo endereço residencial no interior paulista.

Os delegados responsáveis afirmam que há indícios de que a influenciadora fazia parte da estrutura financeira usada para integrar dinheiro ilícito ao sistema formal. A apuração começou após a análise de manuscritos encontrados no esgoto da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

Com informações do Blog de Fausto Macedo, Estadão

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Geral

Empresas brasileiras no Paraguai sob a Lei de Maquila já tiraram cerca de 25.000 empregos do Brasil

Foto: iStock

Empresas brasileiras instaladas no Paraguai sob a Lei de Maquila já transferiram cerca de 25 mil empregos do Brasil para o país vizinho. A estimativa é baseada em dados do governo paraguaio.

Atualmente, mais de 320 empresas estrangeiras operam nesse modelo no Paraguai, sendo 70% brasileiras. Em março de 2026, as maquiladoras geraram 35.357 empregos diretos, principalmente para produção voltada ao mercado brasileiro.

O crescimento ocorre em meio ao aumento dos custos trabalhistas no Brasil, ao debate sobre redução da jornada de trabalho e à taxação de dividendos acima de R$ 50 mil por mês.

Custo do trabalhador

Apesar do salário mínimo paraguaio ser maior que o brasileiro — entre R$ 2.300 e R$ 2.400, contra R$ 1.621 no Brasil — o custo total do trabalhador é menor.

Segundo o setor empresarial, contratar formalmente no Paraguai custa entre 30% e 40% menos do que no regime da CLT no Brasil.

Menos encargos

O Paraguai tem regras trabalhistas mais flexíveis e menos encargos para as empresas.

A jornada semanal é de 48 horas, contra 44 horas no Brasil. Caso avance a proposta de redução para 40 horas semanais no Brasil, trabalhadores paraguaios passariam a trabalhar cerca de 416 horas a mais por ano.

No Paraguai:

  • não existe FGTS;
  • o 13º salário não tem descontos;
  • as férias aumentam gradualmente e chegam a 30 dias apenas após 10 anos;
  • a contribuição patronal à Previdência é de 16,5%, abaixo dos cerca de 29% cobrados no Brasil com INSS, Sistema S e taxas adicionais.

Custo previdenciário menor

No Brasil, empresas pagam:

  • 20% de INSS;
  • contribuições ao Sistema S;
  • seguro de acidente de trabalho;
  • FGTS mensal de 8%.

No Paraguai, tudo é concentrado no IPS, equivalente à Previdência local, com taxa única de 16,5%, incluindo aposentadoria, saúde e acidentes de trabalho.

Regras trabalhistas

O Paraguai não possui FGTS nem seguro-desemprego obrigatório.

Em caso de demissão sem justa causa, a empresa paga meio salário por ano trabalhado. Após 10 anos de empresa, o funcionário ganha estabilidade vitalícia, o que torna a demissão mais difícil e cara.

Por isso, muitas empresas desligam funcionários antes desse prazo.

Negociações individuais

O sistema trabalhista paraguaio também permite acordos diretos entre patrões e empregados, com menos participação sindical e mais flexibilidade em jornadas e horários.

Mão de obra treinada

A qualificação profissional ainda é um desafio no Paraguai, e muitas empresas recorrem a trabalhadores brasileiros.

Segundo Giuliana Gracete, porta-voz da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, o país oferece uma população jovem e ativa, além de incentivos para atração de empresas estrangeiras.

Com informações de Poder 360

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Geral

Banco Central confirma o fim de notas de dinheiro em papel por conta do avanço do PIX

Foto: Eduardo Valente / Agência O Globo

O Banco Central confirmou a retirada gradual das cédulas de dinheiro em papel da primeira família do real (lançadas em 1994), mas as notas continuam válidas enquanto estiverem em circulação: bancos e caixas devem recolhê-las ao receber e substituí-las por séries mais novas, em um processo lento de substituição que não invalida o poder de compra das cédulas antigas.

O dinheiro em papel vai desaparecer do Brasil?

Não, o papel-moeda não vai sumir imediatamente. Apenas as cédulas da primeira família do real (R$2, R$5, R$10, R$20, R$50 e R$100 de 1994) estão sendo retiradas progressivamente de circulação.

As famílias posteriores de notas continuam normais e serão as principais substitutas. O recolhimento é feito pelos bancos quando as notas voltam aos cofres, sem obrigatoriedade de troca imediata para o cidadão.

As minhas notas antigas ainda têm valor?

Sim, as cédulas da primeira família continuam válidas e podem ser usadas em pagamentos enquanto forem aceitas. O BC reforça que não houve declaração de perda de valor econômico imediato.

Bancos podem reter essas notas quando recebê-las e não reintroduzi-las no sistema, mas isso é um processo gradual que leva tempo.

Quais cédulas de dinheiro em papel estão sendo recolhidas?

São as notas da primeira família do real emitidas em 1994, incluindo os valores de R$2 a R$100. Essas cédulas têm mais de 30 anos e estão sendo substituídas por séries posteriores.

* Importante: As cédulas da primeira família continuam valendo e podem ser usadas normalmente, mas serão retidas pelos bancos quando entrarem no sistema bancário.

Notas de outras famílias e séries continuam circulando normalmente sem restrições.

Os bancos vão se recusar a aceitar minhas notas?

Alguns bancos podem começar a reter as cédulas antigas quando elas retornam aos cofres, mas não podem negar o recebimento em depósitos ou contas. A norma orienta o recolhimento, não a recusa.

Comércios e caixas devem continuar aceitando as notas enquanto estiverem em circulação. O processo de substituição é lento e não gera urgência para troca.

O que você deve fazer agora com suas cédulas de dinheiro em papel antigas?

Usualmente continue usando normalmente suas notas antigas no dia a dia. Não há necessidade de correr para trocar imediatamente, pois o recolhimento é gradual.

Se você arrecada ou coleciona notas, essa retirada pode aumentar o interesse numismático pelas cédulas de 1994. O valor colecionável depende do estado de conservação e da raridade de cada exemplar.

O Antagonista

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Justiça dos EUA autoriza que Moraes seja notificado por email em processo da Trump Media sobre liberdade de expressão

Foto: Rosinei Coutinho/STF e Kevin Dietsch/Getty Images via AFP

A Justiça dos Estados Unidos autorizou que as empresas Rumble e Trump Media notifiquem o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por email em um processo que discute liberdade de expressão e decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais.

A decisão foi tomada na sexta-feira (22) por um tribunal federal da Flórida. As empresas têm 30 dias para comprovar o envio da notificação aos endereços eletrônicos ligados ao STF e ao gabinete do ministro.

Segundo a ação, Moraes teria determinado bloqueios de perfis e remoção de conteúdos em plataformas digitais, o que as companhias classificam como “censura extraterritorial”.

O juiz considerou válida a notificação por email porque um dos endereços já foi usado em comunicações anteriores com a Rumble e o outro é público no site do STF.

Caso Moraes não responda dentro do prazo, as empresas poderão pedir julgamento à revelia, quando o processo segue sem manifestação da defesa.

A ação tramita nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Rumble e Trump Media, dona da rede Truth Social, pedem que decisões do STF não tenham validade em território americano, alegando violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão.

A Rumble está suspensa no Brasil após descumprir ordens judiciais e não indicar representante legal no país. O advogado das empresas, Martin De Luca, afirmou que a decisão “destravou” o processo e cobrou uma resposta do ministro brasileiro.

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DATAFOLHA: Para 38%, governo Lula é ruim ou péssimo, enquanto 32% consideram ótimo ou bom

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula é visto como ruim ou péssimo por 38% dos brasileiros e como ótimo ou bom por 32%, segundo nova pesquisa Datafolha. Outros 28% classificam o governo como regular.

O percentual oscilou dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, divulgado no último sábado (16).

A parcela que considera a gestão positiva oscilou positivamente dois pontos percentuais, enquanto a negativa oscilou um ponto para baixo.

Aprovação e desaprovação agora empatam em 48%. No levantamento anterior 45% aprovavam o trabalho do petista, e 51% o desaprovavam.

Esta foi a primeira rodada do instituto realizada integralmente após a revelação, pelo site Intercept Brasil, de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rival de Lula na disputa eleitoral, pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios, em entrevistas presenciais realizadas na quarta (20) e na quinta-feira (21). A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-07489/2026.

Folhapress

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Livia nunca desistiu do sonho de ser mãe e sua história emocionou toda a equipe do DNA Fértil

A maternidade tem acontecido em diferentes tempos da vida. Muitas mulheres escolhem priorizar carreira, estabilidade emocional, relacionamentos ou simplesmente enfrentam desafios inesperados no caminho até a realização desse sonho. Com os avanços da medicina reprodutiva, histórias antes consideradas improváveis hoje se transformam em histórias de esperança, amor e perseverança.

Foi assim com Lívia Libório, que realizou o sonho da maternidade através da Fertilização In Vitro (FIV) no DNA Fértil. Mas essa história começou muito antes da gestação. Entre expectativas, tentativas e emoções intensas, ela descobriu que o tempo de uma maternidade por reprodução assistida vai muito além dos nove meses.

“Uma mãe, a partir de uma reprodução assistida, tem um ‘tempo gestacional’ muito maior que nove meses. Começa na vontade, nas tentativas e nas frustrações. No nosso caso, foram duas tentativas, muita expectativa e dois corações cheios de amor à espera do nosso tão desejado filho”, relata Lívia.

Após uma primeira tentativa sem sucesso, ela destaca que o acolhimento da equipe foi essencial para seguir acreditando. “Seguir nessa caminhada com o DNA Fértil fez toda a diferença para que a primeira frustração não tomasse o lugar da nossa esperança. A nossa fé, a empatia, o amor e o acolhimento de toda a equipe nos fizeram seguir. Todos vibravam e torciam pela realização do nosso sonho, e nós sentimos isso”, afirma.

Referência em reprodução assistida no Rio Grande do Norte, o DNA Fértil acompanha diariamente histórias de mulheres que decidiram não desistir do sonho da maternidade. Em muitos casos, o suporte emocional aliado à tecnologia, ao acompanhamento individualizado e aos avanços científicos tornam possível transformar esperança em vida.

Mais do que tratamentos, cada história representa amor, persistência e a coragem de continuar acreditando.

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Prefeito Jaime Calado inaugura pavimentação da estrada que liga Coqueiros a Uruaçu

Na tarde desta sexta-feira (22), o prefeito Jaime Calado, ao lado da senadora e primeira-dama Zenaide Maia, inaugurou a pavimentação da estrada que liga as comunidades de Coqueiros e Uruaçu.

A obra possui 1.258 metros de extensão e mais de 7.500 metros quadrados de pavimentação em paralelepípedo. O investimento total foi de R$ 960.019,00, com aplicação direta de R$ 742.301,61 na execução da obra.

A solenidade reuniu moradores e lideranças locais na comunidade de Coqueiros. Representando a população, Nazareno Alexandre relembrou as dificuldades enfrentadas pelos moradores nos deslocamentos diários e afirmou que a pavimentação representa “um sonho que se tornou realidade”.

Durante o evento, Zenaide destacou que a obra “é um exemplo de dignidade no acesso das pessoas às comunidades”. A senadora acrescentou que, apesar das dificuldades enfrentadas pela gestão municipal, isso não impede “o desejo de fazer mais pelo povo”.

O prefeito Jaime Calado apresentou ações realizadas durante suas gestões na região, como a reforma da Escola Municipal Maria Judite, a urbanização da comunidade com implantação de praça e a substituição de casas de taipa por moradias de alvenaria. Ele também anunciou novidades na mobilidade, entre eles uma reunião entre lideranças locais e o Departamento Municipal de Trânsito – Demutran para discutir a implantação de uma linha de transporte para a comunidade.

“A minha felicidade é ver que Coqueiros está feliz”, afirmou o prefeito. Segundo ele, a obra representa valorização para a região e põe fim às dificuldades de acesso enfrentadas pelos moradores. “Acabou o sofrimento”, declarou.

Participaram da solenidade os vereadores Nonato Queiroz, Nazareno Tavares, Ulisses Costa, Léo Medeiros, Valda Siqueira, Rayure Protásio, Delma Silva, Anderson Morcego, Aninha Siqueira, Thiago Soares e Márcia Soares, além da deputada estadual Terezinha Maia e secretários municipais.

Após a cerimônia, a programação contou com apresentação da dupla Vivi Brito e Boyzinho do Piseiro.

A obra foi viabilizada por meio de emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Fernando Mineiro.

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