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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

ANS barra reajustes e cancelamentos anunciados pela Hapvida para quase 1 milhão de contratos e abre investigação contra a empresa

Foto: reprodução

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, de forma preventiva, que a Hapvida não implemente reajustes de dois dígitos nem rescinda cerca de 947 mil contratos até que a agência analise as medidas anunciadas pela operadora.

A ANS notificou a empresa e vai investigar se as mudanças podem configurar seleção de risco, prática que pode envolver a tentativa de restringir ou cancelar contratos de beneficiários considerados mais custosos, como idosos ou pessoas com histórico de saúde mais complexo.

O número corresponde a cerca de 12% da carteira da Hapvida. A operadora afirma que as medidas estão relacionadas principalmente a contratos inadimplentes e à renegociação de grandes planos coletivos empresariais com desequilíbrio financeiro.

A decisão ocorreu após a Hapvida registrar lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões no segundo trimestre, queda de 95,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a empresa, as negociações ocorrem dentro dos períodos de renovação dos contratos e não significam necessariamente cancelamento. A Hapvida também afirmou que não foi devidamente notificada pela ANS e solicitou uma audiência para apresentar esclarecimentos e informações técnicas sobre as medidas.

Com informações de Metrópoles

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Geral

“EFEITO LULA”: Usuários de aplicativo de GPS sinalizam ‘alerta de segurança’ no entorno da Arena das Dunas, local onde presidente participa de ato do PT

Circulam em grupos de WhatsApp e nas redes sociais prints de aplicativos de GPS, sinalizando ‘alerta de segurança’ ou ‘área perigosa’ no entorno da Arena das Dunas, em Natal, nesta quinta-feira (20), data na qual o presidente Lula participa de um ato da campanha pela reeleição no local.

O que chama a atenção é que o ícone que representa o alerta possui a imagem de um bandido. A ‘brincadeira’ não é inédita, e costuma ser feita por usuários do aplicativo que são opositores do presidente nas cidades por onde ele passa.

O aplicativo funciona baseado em alertas que são enviados ao sistema pelos próprios usuários. Eles podem sinalizar desde acidentes, veículos parados e também buracos na pista, por exemplo.

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Geral

[VÍDEO] BG comenta que voltar a discutir exigência de diploma de jornalista é casuísmo jurídico para prejudicar a liberdade da imprensa

Após a repercussão negativa da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a quebra do sigilo da fonte de um jornalista do Maranhão, o STF voltou a discutir, 17 anos depois, a exigência de diploma para o exercício do jornalismo. No programa Meio Dia RN desta quinta-feira (20), BG criticou a proposta dizendo que se tratava de mero “oportunismo” e uma “ameaça à liberdade de imprensa”.

“Usar o tema do diploma de jornalismo como pano de fundo para atingir a liberdade de expressão ou atingir aqueles que, por méritos próprios, conseguiram espaço na imprensa para publicar sobre os desmantos e os absurdos cometidos por esses deuses é puro oportunismo. Nós não podemos deixar isso prosperar”, criticou BG.

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Geral

Extremoz inaugura primeiro shopping rural do Rio Grande do Norte neste domingo

Novo espaço promete fortalecer a cultura, a gastronomia, a economia e o desenvolvimento do município

A Prefeitura Municipal de Extremoz realiza, neste domingo (23), a inauguração do primeiro shopping rural do Rio Grande do Norte. O novo equipamento chega como mais uma iniciativa da gestão municipal para valorizar as potencialidades de Extremoz, fortalecer a economia local e abrir novos caminhos para o desenvolvimento do município.

Localizado ao lado da Casa Clara Camarão, o espaço foi pensado para reunir, em um só lugar, elementos que representam a identidade e a riqueza cultural da cidade, com destaque para a gastronomia, o artesanato, a cultura e a produção local.

A inauguração marca um novo momento para Extremoz, criando oportunidades para empreendedores, produtores e comerciantes, além de oferecer à população e aos visitantes um novo espaço de convivência, lazer e valorização das tradições do município.

“Estamos criando novas oportunidades para a nossa cidade e valorizando aquilo que Extremoz tem de melhor. O shopping rural representa cultura, gastronomia, geração de oportunidades e desenvolvimento. É mais um passo para construir novos caminhos para o nosso município”, destaca a gestão municipal.

A programação de inauguração terá início a partir das 15h, reunindo população, empreendedores, produtores e convidados para celebrar a entrega desse novo espaço.

Com a iniciativa, Extremoz reforça seu potencial turístico e econômico e amplia as ações voltadas à valorização da cultura e da produção local.

Serviço
📍 Inauguração do primeiro Shopping Rural do RN
📅 Domingo, 23 de agosto
⏰ A partir das 15h
📌 Ao lado da Casa Clara Camarão – Extremoz/RN

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Geral

[VÍDEO] “FALTA DE RESPEITO E CONSIDERAÇÃO”: Mulher admite ter ateado fogo em carro de servidor da Câmara de Natal após fim de relacionamento

 

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Um post compartilhado por Grupo Agora RN (@agorarn)

Uma mulher afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que foi responsável por atear fogo no carro de um servidor da Câmara Municipal de Natal. O veículo foi incendiado na quarta-feira (19), na Avenida Campos Sales à sede do Legislativo Municipal.

Na publicação, a mulher relata que a atitude não teria sido motivada por ciúmes, mas por “falta de respeito e consideração” após um relacionamento de aproximadamente 30 anos.

O incêndio provocou muita fumaça e mobilizou populares, que tentaram conter as chamas com extintores. Agentes da STTU isolaram a área e o Corpo de Bombeiros foi acionado. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade dos envolvidos, as circunstâncias do caso ou eventual investigação policial. O carro ficou danificado, mas o valor do prejuízo ainda não foi informado.

Com informações do Agora RN

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Política

PREOCUPAÇÃO NO PT: Pesquisas apontam que Marcola pode desgastar mais Lula que Lulinha

Fotos: Agência Brasil/Divulgação/Metrópoles

Integrantes do PT e da campanha de Lula encomendaram pesquisas internas para medir o impacto das denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete e homem de confiança do presidente.

Segundo o Metrópoles, os levantamentos indicam que, até agora, as denúncias contra os dois não provocaram impacto significativo na imagem de Lula. A maior preocupação da campanha, porém, é com Marcola, devido à proximidade que mantinha com o presidente. Ele circulava pela sala de Lula e atuava inclusive como intermediário de ligações.

Em relação a Lulinha, a avaliação interna é de que o filho do presidente já teve o nome envolvido em episódios de eleições anteriores e, por isso, as denúncias atuais ainda não teriam causado desgaste relevante. Esse cenário pode mudar caso novos fatos sejam revelados.

Lulinha e Marcola estão na mira da Polícia Federal por relações com a lobista Roberta Luchsinger. Conforme já revelou o Metrópoles, ela comprou joias de diamantes e deu presentes a Marcola, que também recebeu R$ 249 mil em empréstimo da lobista.

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Geral

LEI SECA: PRF no RN ainda não tem equipamento para detectar drogas em motoristas

Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte (PRF-RN) ainda não possui drogômetro, equipamento usado para detectar o consumo de drogas como maconha e cocaína por motoristas. Segundo a corporação, também não há previsão para a chegada do aparelho ao estado.

A falta do equipamento ocorre após o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovar novas regras para as fiscalizações da Lei Seca, que passam a incluir procedimentos para identificar o uso de outras substâncias psicoativas, além do álcool.

A PRF-RN informou que já testou cinco marcas de drogômetros desde 2019. No entanto, mesmo sem o aparelho, a fiscalização pode identificar alteração da capacidade psicomotora por outros meios, como avaliação de sinais apresentados pelo motorista, exames, imagens e vídeos.

As novas regras entram em vigor após publicação no Diário Oficial da União, com prazo de 60 dias para adaptação dos órgãos de trânsito.

Com informações da Tribuna do Norte

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Geral

Lula vem ao RN para tentar alavancar Cadu, mas Fátima é âncora do PT na disputa pelo Governo do Estado

Foto: Reprodução

Lula desembarca nesta quinta-feira (20) no Rio Grande do Norte para participar de um ato político da campanha do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, às 17h, na Arena das Dunas, em Natal. A vinda do presidente é a grande aposta do partido para turbinar a candidatura de “Cadu de Lula”, que vem crescendo nas pesquisas e sonha em chegar ao segundo turno.

A aposta não é à toa. A Pesquisa BG/Instituto Perfil, divulgada pelo Blog do BG, mostra Lula com 62,38% de aprovação entre os potiguares e quase 57% das intenções de voto no cenário estimulado. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 13 e 16 de agosto, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais, margem de confiança de 95% e está registrado no TSE sob os números BR-06188/2026 / TRE RN-00522/2026.

O problema para Cadu é que o mesmo palanque que traz Lula também carrega Fátima Bezerra, que apresenta números bem menos favoráveis. A governadora aparece com 56,18% de desaprovação, contra 34,63% de aprovação, segundo a mesma pesquisa BG/Perfil.

Enquanto o PT tenta explorar a força eleitoral de Lula para impulsionar Cadu, terá de lidar ao mesmo tempo com o peso negativo da avaliação do governo estadual. É uma equação delicada para a campanha: Lula pode funcionar como motor para levar Cadu ao segundo turno, enquanto Fátima pode atuar como âncora, puxando o candidato para baixo.

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Geral

ELEIÇÕES 2026: Prazo para pedir voto em trânsito termina nesta quinta; serviço está disponível em Natal, Mossoró e Parnamirim

Foto: Divulgação TSE

Termina nesta quinta-feira (20) o prazo para solicitar o voto em trânsito nas Eleições 2026. No Rio Grande do Norte, Natal, Mossoró e Parnamirim estão aptas a receber eleitores que estarão fora de seu domicílio eleitoral nos dias de votação.

O pedido pode ser feito pela internet, na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na opção de transferência temporária do local de votação, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, com apresentação de documento oficial com foto.

Quem votar em trânsito dentro do próprio estado poderá escolher candidatos para todos os cargos em disputa. Já quem estiver em outro estado poderá votar apenas para presidente da República.

Também termina nesta quinta o prazo para alterar ou cancelar pedidos já realizados. Quem solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local escolhido terá de justificar a ausência pelo aplicativo e-Título.

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Geral

MAIS UM CALOTE: Banco do Brasil trava depósitos após Governo Fátima não recompor fundo para precatórios

Fotos: Divulgação AL/Reprodução

O Banco do Brasil suspendeu novos depósitos judiciais destinados ao pagamento de dívidas de precatórios do Governo do Estado. A decisão ocorreu após o Estado, comandado por Fátima Bezerra (PT), não recompor o Fundo Garantidor dentro do prazo estabelecido.

A suspensão foi comunicada pelo banco ao presidente da Assembleia Legislativa,
Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB). O bloqueio ocorreu porque o Governo Fátima Bezerra (PT) não fez, dentro do prazo regulamentar de 48 horas, a recomposição do chamado Fundo Garantidor, que funciona como uma garantia para assegurar a devolução dos valores dos depósitos judiciais quando necessário.

É mais um calote do governo do PT, que também não paga há meses fornecedores e prestadores de serviço. O terceirizados da saúde, por exemplo, entraram em greve porque estão sem receber.

As empresas que estão fazendo a recuperação das rodovias estaduais também vão paralisar as obras por falta de pagamento do Governo Fátima, como publicou ontem o Blog do BG.

Com informações da Tribuna do Norte

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