Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Smoke me out @bamf_extractions @bamf_genetics @bamfeastcoast #bamfextractions #diamonds #bamfgenetics #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Follow @bamf_genetics @bamf_genetics @bamf_genetics USA RELEASE COMING SOON! #bamfgenetics #bamfextractions #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Calor pode mudar horário de Brasil e Noruega pelas oitavas da Copa

Foto: Divulgação

O confronto entre Brasil e Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, pode ter o horário alterado por causa das altas temperaturas previstas para Nova Jersey. A tendência é que a partida do próximo domingo (5) seja iniciada uma hora mais tarde, passando das 17h para as 18h (de Brasília), segundo informações apuradas pela CNN Brasil.

A mudança ainda não foi oficializada pela Fifa, mas a CBF já trabalha internamente com essa possibilidade. O motivo é o alerta meteorológico para calor extremo no horário originalmente marcado para o jogo.

De acordo com a empresa AccuWeather, a temperatura na região do estádio pode chegar a 34°C, com sensação térmica próxima de 39°C. A previsão também aponta umidade elevada, chance de chuva e possibilidade de tempestades isoladas, fatores que aumentam o desconforto térmico para atletas e torcedores.

Mesmo diante do cenário, a CBF informou que não pretende adotar protocolos diferentes dos já previstos para jogos em condições de calor intenso. A comissão técnica seguirá utilizando coletes de resfriamento, toalhas geladas e estratégias específicas de hidratação e alimentação, elaboradas antes mesmo do início do Mundial.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Vidente chora ao prever tragédia na família Bolsonaro: “Vi a morte”

Foto: VoBahianaoficial2026/@videntevobahianaoficial/Instagram/Estevam Costa/PR

A vidente Vó Bahiana voltou a repercutir nas redes sociais após divulgar uma nova previsão envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, Laura. Em um vídeo publicado nesta quinta-feira (3), a sensitiva afirmou ter tido um “insight” com uma cena envolvendo a família e pediu que seguidores façam orações. As declarações rapidamente repercutiram entre internautas, mas não há qualquer evidência que comprove previsões desse tipo.

Conhecida por fazer previsões sobre personalidades e acontecimentos de grande repercussão, Vó Bahiana ganhou notoriedade após afirmar que haveria uma invasão alienígena durante uma partida entre Brasil e Escócia na Copa do Mundo. Desta vez, a sensitiva disse ter visto uma cena que classificou como “chocante” envolvendo a família Bolsonaro.

“Vi a morte da Michelle Bolsonaro, do Bolsonaro e da filha deles, a Laura. Eu tive um insight onde eu vi uma cena que, meu Deus do céu, chocou e é de cortar o coração. Eu vi o Bolsonaro esticado no chão, coberto de sangue, com a filha por cima, e a Michelle Bolsonaro estava do outro lado da casa”, afirmou.

Na sequência, a vidente pediu orações pela família do ex-presidente. “Já peço oração para essa família, porque eles estão correndo um risco, sim. É um risco muito forte. Que Deus possa abençoar”, declarou.

As falas repercutiram nas redes sociais, dividindo opiniões entre seguidores que acompanham o trabalho da sensitiva e internautas que questionaram a previsão.

 

Portal Dol

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VALENTÃO: Motorista de carro capotado na Via Costeira hostiliza repórter: “Tu não aguenta porrada”

Imagem: Reprodução

Após capotar carro, na tarde desta sexta-feira (03), na Via Costeira, o condutor tentou intimidar uma equipe de reportagem do Via Certa Natal.

Por pouco, as agressões não se tornaram físicas, devido à presença de uma viatura da Polícia Militar.

As causas do acidente ainda são desconhecidas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Natal registra cinco meses consecutivos de saldo positivo na geração de empregos

Foto: Secom

Natal segue registrando resultados positivos na geração de empregos formais. Dados do Observatório do Emprego, plataforma coordenada pela Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), apontam que a capital potiguar manteve saldo positivo na criação de postos de trabalho com carteira assinada durante cinco meses consecutivos, entre janeiro e maio deste ano.

No período, o município acumulou 2.302 novas vagas formais, resultado que reflete o desempenho da economia local e o ambiente favorável para investimentos, expansão de atividades econômicas e geração de oportunidades de emprego.

O prefeito Paulinho Freire afirmou que os números demonstram o fortalecimento da economia da capital e refletem as ações desenvolvidas pela gestão para estimular o crescimento econômico.

“Recebemos esses números com muita satisfação, pois eles demonstram que Natal está no caminho certo. Nossa gestão tem trabalhado para criar um ambiente favorável aos negócios, incentivar novos investimentos, fortalecer os setores produtivos e gerar mais emprego e renda para os natalenses. Cada nova vaga representa mais dignidade para uma família e mais desenvolvimento para a nossa cidade”, afirmou.

Os dados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Governo Federal. No mesmo período, o Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de 215 novos postos de trabalho. Os setores de Serviços, Comércio e Construção lideraram a geração de empregos, reforçando o dinamismo da atividade econômica no estado.

De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Vagner Araújo, o Observatório do Emprego é uma ferramenta importante de acompanhamento do mercado de trabalho. “O Observatório do Emprego permite acompanhar de forma permanente a evolução do mercado de trabalho em Natal, oferecendo informações atualizadas que auxiliam tanto a gestão pública quanto o setor produtivo na tomada de decisões”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula mostra dedo do meio ao defender que pobre “gosta de coisa boa”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

– Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos tudo de primeira. Tudo: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem – afirmou Lula.

O petista participou do evento de Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação. A cerimônia marcou o último dia em que ele podia realizar esse tipo de agenda antes do primeiro turno das eleições.

Na sequência, Lula criticou o modelo de dedução dos gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Segundo o presidente, parte desse custo acaba sendo bancada pelo poder público e nessa hora ele soltou um palavrão.

– O rico fala: “Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos porque eu pago”. Ele não paga p**** nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro – disse.

Durante o discurso, o petista também voltou a defender o programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para reduzir as filas de consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

– Vocês não sabem o que significa para mim esse “Agora tem Especialistas”. A gente está dizendo ao povo mais humilde que independente do berço que nasceu, da maternidade que nasceu, se nasceu com uma parteira ou em um hospital, se é preto ou branco, baixo ou alto, vai ter um tratamento de primeira classe neste país, porque é o que todo mundo precisa – declarou.

Pleno News

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Alexandre de Moraes mantém prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3/7), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, por decisão de Moraes, após permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana.

O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (25/6). Durante esse período, Bolsonaro cumpriu as regras impostas por Moraes.

Nas últimas semanas, porém, a defesa informou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e pediu a realização de novos exames.

No mesmo período, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de um inquérito.

Ao longo da prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos.

Os encontros na residência ficaram restritos a um grupo autorizado por Moraes. Além dos filhos e netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários puderam ingressar no imóvel.

Bolsonaro mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha. Como vivem na residência, eles não dependem de autorização judicial para permanecer no local. A exigência vale para outros familiares, como ocorreu com as netas do ex-presidente, cuja entrada precisou ser autorizada por Moraes.

Conforme determinação do ministro, Bolsonaro permaneceu proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da PMDF não apontam descumprimento dessas restrições.

O ex-presidente deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro. Ele permaneceu internado por quatro dias e, em seguida, retornou ao cumprimento da prisão domiciliar.

Diferentemente do período em que Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar em 2025, desta vez ele não recebeu visitas de aliados políticos. A restrição foi imposta por Moraes ao conceder a prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de evitar a exposição do ex-presidente a novas doenças, diante do quadro de saúde considerado vulnerável.

Metrópoles

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Lula redigiu emenda que abriu caminho para propaganda de bet em transmissão de futebol

Foto: Reprodução

Uma emenda apresentada durante a regulamentação das apostas esportivas, em 2023, retirou restrições à publicidade das bets previstas no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Com a mudança, a proposta passou a proibir apenas anúncios direcionados a menores de idade, sem limitar a veiculação das propagandas em horários, canais ou eventos.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os metadados do documento mostram que o texto foi elaborado por Vinícius Ruiz Paley, então coordenador da Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, e apresentado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) sem alterações.

Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o objetivo da emenda era assegurar maior proteção a crianças e adolescentes, proibindo publicidade voltada a menores.

A reportagem destaca que, diante das críticas à ampla divulgação das bets, o governo agora estuda endurecer novamente as regras para a publicidade do setor, com restrições a anúncios que incentivem apostas durante eventos esportivos e o reforço de alertas sobre o jogo responsável.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Paulinho Freire assina ordem de serviço para pavimentação de ruas nos bairros Lagoa Azul e Pitimbu

Foto: Roberto Galhardo

Moradores dos bairros Lagoa Azul, na Zona Norte, e Pitimbu, na Zona Sul de Natal, serão contemplados com novas obras de pavimentação. Na manhã desta sexta-feira (3), o prefeito Paulinho Freire assinou a ordem de serviço que autoriza o início dos trabalhos, executados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). As intervenções somam investimento de R$ 1,75 milhão e têm prazo de execução de 150 dias.

A solenidade foi realizada no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão. Serão pavimentadas as ruas Apóstolo Simão, Apóstolo Tadeu, Apóstolo Tomé, Apóstolo Tiago, Apóstolo André, Apóstolo Pedro, Travessa Passagem dos Apóstolos e Travessa Três Lagoas, no bairro Lagoa Azul, além da Rua Coronel Joaquim Martiniano Neto, no bairro Pitimbu.

Durante a cerimônia, o prefeito afirmou que as obras atendem a uma demanda antiga das comunidades e fazem parte do cronograma de investimentos em infraestrutura da cidade. “Estamos trabalhando para melhorar as condições de circulação em todas as regiões da cidade. A pavimentação dessas ruas traz mais segurança para quem mora e circula nesses bairros, melhora a mobilidade e reduz os transtornos provocados pela poeira e pela lama”, afirmou.

A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, informou que um trecho da Avenida Bumba Meu Boi também será pavimentado em paralelepípedo. O serviço terá prazo de execução de 70 dias e investimento de R$ 228 mil, viabilizado por emenda parlamentar da deputada estadual Eudiane Macedo.

Segundo a secretária, a Seinfra acompanhará todas as etapas da execução para garantir o cumprimento do cronograma e a qualidade dos serviços. “A pavimentação melhora as condições de circulação, facilita o acesso dos moradores e reduz os transtornos enfrentados diariamente pela população. Também vamos executar a pavimentação da Avenida Bumba Meu Boi, uma intervenção aguardada pela comunidade”, disse.

Morador da Rua Apóstolo Tadeu, na comunidade Nova Jerusalém, Judson Albino acompanhou a assinatura da ordem de serviço e comemorou o início das obras. “Esperamos por essa pavimentação há muitos anos. É uma melhoria importante para quem mora aqui e enfrenta dificuldades todos os dias por causa da poeira e da lama. Tenho certeza de que a obra vai mudar a realidade da nossa comunidade”, afirmou.

Participaram da solenidade moradores dos bairros beneficiados, secretários municipais, a deputada estadual Eudiane Macedo e o vereador Tarcio de Eudiane.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeito Jaime Calado entrega quatro viaturas para reforçar a Guarda Municipal de São Gonçalo

Na manhã desta sexta-feira (3), o prefeito Jaime Calado entregou quatro viaturas 0 km à Guarda Municipal, em solenidade realizada em frente ao Teatro Municipal Poti Cavalcanti.

Os veículos foram adquiridos por meio de uma emenda parlamentar de R$ 800 mil destinada pela senadora e primeira-dama Zenaide Maia, da qual foram utilizados R$ 756 mil. Adaptadas às necessidades operacionais da corporação, as viaturas vão reforçar o patrulhamento e a proteção do patrimônio público.

Durante a solenidade, a comandante da corporação, Isabela Avelino, destacou que os novos veículos ampliam a capacidade de resposta da Guarda Municipal. “Esse reforço oferece melhores condições para o trabalho diário dos nossos agentes e amplia a capacidade de atendimento à população”, afirmou.

A senadora Zenaide Maia ressaltou a importância da destinação dos recursos. “É preciso fortalecer as instituições. A Guarda Municipal, criada na gestão de Jaime Calado, merece receber investimentos que contribuam para a prestação de um serviço cada vez melhor”, disse.

O prefeito Jaime Calado destacou que as viaturas foram entregues já adaptadas para a rotina da corporação. “Esses veículos chegam preparados para atender às necessidades da Guarda e garantir mais eficiência no trabalho dos nossos agentes”, afirmou.

Também participaram da solenidade os vereadores Ulisses Costa, Rayure Protásio, Márcia Soares, Valda Siqueira, Sargento Jerson, Nonato Queiroz, Delma Silva, Léo Medeiros, Nazareno Tavares, Nino Arcanjo, Clóvis Júnior, Kalyne Mota e Anderson Morcego, além de secretários municipais, servidores, lideranças comunitárias e a população.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PF defende operação contra Jaques Wagner e diz que foto de dinheiro apreendido em endereço do senador cumpriu ‘padrão de transparência’

PF apreende 49 mil dólares com Jaques Wagner (PT-BA), então líder do governo Lula no Senado | Foto: Divulgação/Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a Operação Compliance Zero, contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), demonstra a independência da corporação. Segundo ele, a PF atua sem proteger ou perseguir qualquer grupo político.

Jaques Wagner havia afirmado que a divulgação das imagens do dinheiro apreendido durante a operação de busca e apreensão contra ele era uma “patacoada” e “espetacularização”

Andrei também defendeu a divulgação das imagens do dinheiro apreendido durante a operação, afirmando que a medida segue o mesmo “padrão de transparência” adotado em outras investigações.

“Essa operação reafirma a autonomia e independência de uma polícia de Estado. Reafirma nosso papel de não proteger e nem perseguir”, declarou.

O diretor acrescentou que a PF também divulgou imagens de dinheiro apreendido em operações recentes envolvendo parlamentares da oposição, citando investigações contra os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy (PL-RJ).

“É curioso que quando há imagem de dinheiro de outro campo político eu só receba aplauso”, afirmou o diretor-geral da PF.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *