Diversos

FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Smoke me out @bamf_extractions @bamf_genetics @bamfeastcoast #bamfextractions #diamonds #bamfgenetics #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Follow @bamf_genetics @bamf_genetics @bamf_genetics USA RELEASE COMING SOON! #bamfgenetics #bamfextractions #allheartnohype

Uma publicação compartilhada por BAMF (@bamf_extractions) em

Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Chuvas

ATUALIZAÇÃO: Chuva fecha 5 vias, alaga ruas e trava o trânsito em Natal nesta quarta (11); veja quais pontos devem ser evitados

Foto: Reprodução

Natal amanheceu sob forte chuva nesta quarta-feira (11), com registro de alagamentos, trânsito lento em vias estratégicas e ocorrências pontuais de falta de energia, principalmente na Zona Norte da capital. O volume de chuva acumulado durante a madrugada provocou transtornos logo nas primeiras horas do dia e acendeu o alerta das autoridades para riscos no deslocamento urbano.

De acordo com a previsão meteorológica, o céu deve permanecer nublado ao longo do dia, com possibilidade de novas pancadas de chuva. As temperaturas variam entre 24 °C e 27 °C, enquanto a umidade relativa do ar pode chegar a 95%, combinação que favorece novos pontos de alagamento e exige atenção redobrada de motoristas e pedestres.

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que equipes seguem em campo desde as primeiras horas da manhã, monitorando as principais vias por meio de agentes e do sistema de videomonitoramento. As condições do tráfego são atualizadas em tempo real, com classificação dos trechos como transitáveis ou intransitáveis, conforme o nível da água.

A orientação da STTU é para que condutores evitem áreas historicamente críticas, reduzam a velocidade, mantenham distância segura entre veículos e busquem rotas alternativas sempre que possível. A secretaria alerta que novos alagamentos podem surgir ao longo do dia caso a chuva persista.

Situação das vias – atualização da STTU

Dados da Central de Operações de Trânsito e Transporte (COTT), às 7h20 desta quarta-feira, apontam impacto direto em 15 pontos da cidade, com quatro vias completamente intransitáveis.

🟥 PONTOS INTRANSITÁVEIS

  1. Rua Almino Afonso – Ribeira
  2. Av. Solange Nunes – em frente à Unimetais
  3. Av. Hermes da Fonseca – lateral do Colégio Auxiliadora
  4. Rua Açu x Av. Afonso Pena
  5. Rua Antônio Freire de Lemos – Planalto

🟩 PONTOS TRANSITÁVEIS

  1. Av. Nevaldo Rocha x Cel. Estevam
  2. Av. João Medeiros x Moema Tinôco
  3. Rua Mossoró x Av. Afonso Pena
  4. Av. da Integração
  5. Viaduto do 4º Centenário – BR-101
  6. Av. Sen. Salgado Filho – em frente ao Hotel Maine
  7. Marginal da BR-101 – em frente à Arena das Dunas (sentido Centro)
  8. Av. Duque de Caxias – em frente ao Hospital dos Pescadores
  9. Av. Duque de Caxias x Esplanada Silva Jardim – Ribeira
  10. Rua Cel. João Medeiros – próximo ao Colégio CEI Mirassol
  11. Av. da Integração – em frente à Lagoa do Jacaré (parcialmente transitável)

📊 RESUMO GERAL

• Total de pontos observados: 18
• Vias transitáveis: 13
• Vias intransitáveis: 5

🚧 PRINCIPAIS VIAS COM INTERVENÇÕES

• Av. Senador Salgado Filho – trânsito lento no sentido Centro
• Ponte Newton Navarro – trânsito lento no sentido Centro
• Av. Felizardo Firmino Moura – trânsito lento no sentido Centro

🚨 SINISTROS

• Não há registros até o momento

🚦 SEMÁFOROS COM PANE

• Av. Prudente de Morais x Av. Antônio Basílio
• Av. Jerônimo Câmara x Rua dos Caicós
• Rua dos Pegas x Rua Baraúna

➡️ Agentes de trânsito estão no local orientando o fluxo.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ataque em escola: “Um dos piores da história do Canadá”, diz autoridade

Foto: Reuters

O primeiro-ministro da província canadense da Colúmbia Britânica, David Eby, à população que se una em apoio à comunidade de Tumbler Ridge na terça-feira (10), após um ataque a tiros em uma escola secundária local que terminou com nove vítimas e deixou diversos feridos, em um dos eventos com múltiplas vítimas mais mortais da história recente do país.

“Esta é uma tragédia devastadora e inimaginável. Não podemos imaginar o que a comunidade está passando. Mas sei que isso nos faz abraçar nossos filhos com ainda mais força esta noite”, disse Eby em uma coletiva de imprensa na terça-feira.

“Oito das pessoas que morreram em decorrência dos tiros estavam na escola, incluindo um indivíduo que, segundo informações, é o suspeito do tiroteio e que acredita-se ter morrido de um ferimento de bala autoinfligido”, afirmou ele.

Após o ocorrido, seis pessoas foram encontradas mortas dentro da escola de ensino médio; outras duas foram encontradas mortas em uma residência que se acredita estar ligada ao caso; e uma terceira morreu a caminho do hospital, informou a Polícia Montada Real Canadense.

A atiradora também foi encontrada morta, totalizando dez mortes até o momento.

Pelo menos outras duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves ou que ameaçam suas vidas, e até 25 estavam sendo tratadas por ferimentos leves, informou a polícia, acrescentando que não acreditava que houvesse mais suspeitos ou que houvesse uma ameaça contínua ao público.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Agenda de Lula revela concentração de poder: Casa Civil lidera encontros e ministros dominam acesso ao presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto MetropolesFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento sobre a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra que o chefe do Executivo realizou 4.488 compromissos desde o início do terceiro mandato, em 2023. Apesar do alto volume de reuniões, apenas 54% dos encontros tiveram participantes identificados, o que levanta questionamentos sobre transparência e acesso ao Palácio do Planalto.

Os dados, compilados pela ferramenta Agenda Transparente, da ONG Fiquem Sabendo, indicam que o núcleo político do governo concentra a maior parte das reuniões com o presidente. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, aparece disparado na liderança do ranking, com 343 encontros registrados — uma média próxima de duas reuniões semanais ao longo da gestão.

Na sequência, surgem nomes estratégicos da articulação política e econômica, como Alexandre Padilha, com 215 reuniões, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com 203. Também aparecem Paulo Pimenta, Esther Dweck e Sidônio Palmeira, todos ligados à comunicação e à estrutura administrativa do governo federal.

O ranking reforça a centralização das decisões em torno de ministros do primeiro escalão, com destaque ainda para o vice-presidente Geraldo Alckmin, Mauro Vieira, Camilo Santana e José Múcio entre os mais frequentes. A presença majoritária de integrantes do próprio governo nas reuniões evidencia um perfil interno de articulação política, com menor exposição a encontros externos.

Especialistas apontam que a falta de identificação completa dos participantes em quase metade dos compromissos pode dificultar o controle social sobre a agenda presidencial. O monitoramento das reuniões, segundo analistas, torna-se ainda mais relevante em um cenário de intensa disputa política e debates sobre transparência na gestão pública.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Ataque a tiros em escola no Canadá deixa ao menos 10 mortos; suspeita foi encontrada sem vida

Foto: Trent Ernst/AFP

Um ataque a tiros em uma escola de ensino médio na cidade de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, no Canadá, deixou pelo menos dez pessoas mortas nesta terça-feira (10), segundo informações da Polícia Montada Real Canadense (RCMP). A tragédia também deixou dezenas de feridos e mobilizou equipes de emergência em toda a região.

De acordo com as autoridades, seis vítimas foram encontradas dentro da escola e outras duas em uma residência ligada ao caso. Uma terceira pessoa morreu a caminho do hospital. A suspeita do ataque foi localizada sem vida dentro da unidade escolar, com indícios de ferimento autoinfligido, e não há outros suspeitos foragidos.

Ainda não foi confirmada a motivação do crime nem quantas das vítimas eram estudantes. Duas pessoas seguem em estado grave após serem transferidas de helicóptero, enquanto cerca de 25 feridos leves recebem atendimento médico local. O alerta que orientava moradores a permanecerem em casa foi suspenso no fim da tarde.

Autoridades locais classificaram o episódio como uma “tragédia devastadora”. A escola e outra unidade de ensino da cidade permanecerão fechadas durante a semana, enquanto equipes policiais continuam buscas e investigações para esclarecer o ocorrido.

Massacres desse tipo são raros no Canadá, país que possui leis rígidas de controle de armas. O caso reacende o debate sobre segurança e violência armada, especialmente após episódios históricos que levaram à criação de normas mais severas para a posse de armamentos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Liberdade na internet do Brasil é parcial, diz estudo

fintechs garantia celularFoto: Freepik

O Brasil foi classificado como país de liberdade parcial na internet, segundo o relatório Freedom on the Net 2025, da organização Freedom House. O levantamento atribuiu 65 pontos de um total de 100 ao cenário brasileiro, indicando avanços no acesso à rede, mas também alertando para decisões judiciais, punições e pressões que impactam a atuação online.

De acordo com o estudo, um dos fatores que influenciaram a nota foi o bloqueio de perfis em redes sociais por decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A entidade também menciona medidas consideradas restritivas contra jornalistas e usuários, apontando que o ambiente digital tem enfrentado tensões relacionadas à liberdade de expressão.

Foto: Freedom House

O relatório afirma ainda que jornalistas independentes e ativistas seguem expostos a assédio, ataques e episódios de violência política. Outro ponto citado é o risco de ações judiciais contra profissionais da comunicação que investigam figuras influentes, o que, segundo a organização, contribui para um cenário de autocensura e insegurança no ambiente online.

Entre os exemplos mencionados está o caso regional do jornalista Ricardo Antunes, condenado após denunciar um suposto esquema em Pernambuco. Para a Freedom House, episódios como esse refletem desafios estruturais para garantir equilíbrio entre combate à desinformação e preservação das liberdades digitais no país.

Com informações do Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Chuva forte provoca alagamentos e falta de energia em Natal; STTU alerta para vias intransitáveis nesta quarta-feira (11)

Foto: Reprodução

Natal amanheceu sob forte chuva nesta quarta-feira (11), com registros de alagamentos, transtornos no trânsito e ocorrências de falta de energia em algumas áreas da Zona Norte. A previsão indica céu nublado ao longo do dia, com temperaturas variando entre 24ºC e 27ºC e umidade chegando a 95%, cenário que exige atenção redobrada de motoristas e pedestres.

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que segue monitorando as principais vias da capital após o volume de chuva registrado durante a madrugada. Equipes acompanham a situação em tempo real e classificam os trechos afetados como transitáveis ou intransitáveis, atualizando as condições conforme o nível da água diminui ou aumenta.

Entre os pontos considerados intransitáveis estão a Rua Almino Afonso, na Ribeira; a Avenida Solange Nunes, em frente à Unimetais; a lateral da Avenida Hermes da Fonseca, próximo ao Colégio Auxiliadora; e o cruzamento da Rua Açu com a Avenida Afonso Pena. Já locais como a Avenida Nevaldo Rocha com Coronel Estevam, Avenida João Medeiros com Moema Tinôco, Rua Mossoró com Afonso Pena, Avenida da Integração e o viaduto do 4º Centenário, na BR-101, seguem liberados, porém com trânsito lento.

A orientação das autoridades é que condutores evitem áreas críticas e redobrem a cautela, já que novos pontos de alagamento podem surgir ao longo do dia caso a chuva continue. A recomendação é reduzir a velocidade, manter distância segura e, sempre que possível, buscar rotas alternativas para evitar riscos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Inflação no RN supera média do país em 2025 e acende alerta para o bolso do consumidor em 2026

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A inflação registrada no Rio Grande do Norte terminou 2025 acima do índice nacional, reforçando um cenário de atenção para consumidores e setor produtivo. Estimativas com base no IPCA de Natal indicam alta próxima de 4,4% no ano, enquanto o índice oficial do Brasil fechou em 4,26%, evidenciando pressões regionais mais intensas sobre preços.

O avanço foi puxado principalmente pelo encarecimento dos alimentos e dos serviços, áreas que tiveram reajustes constantes ao longo do ano. Questões climáticas, custos logísticos e a dependência de produtos vindos de outros estados influenciaram diretamente o abastecimento local, enquanto despesas com habitação, transporte e alimentação fora de casa também pesaram no orçamento das famílias.

Itens administrados, como energia elétrica e combustíveis, seguiram como fator relevante para o resultado mais elevado no estado, refletindo impactos acumulados e oscilações externas que chegaram ao consumidor final. Apesar disso, alguns segmentos apresentaram alívio, como a construção civil, que teve crescimento de custos abaixo das médias regional e nacional.

Para 2026, o mercado projeta inflação mais moderada, segundo o boletim Focus do Banco Central, mas o cenário ainda exige cautela diante dos juros elevados e das incertezas fiscais. A expectativa é de desaceleração gradual dos preços, embora especialistas alertem que a persistência da inflação de serviços pode continuar sendo um desafio para a economia potiguar.

Com informações do Agora RN

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Banco Master usa Lei Rouanet para direcionar R$ 1 milhão a filme e levanta debate sobre renúncia fiscal

Banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro MetrópolesFoto: Reprodução / Redes sociais

O Banco Master destinou R$ 1 milhão, por meio de renúncia fiscal autorizada pela Lei Rouanet, para a produção de um longa-metragem inspirado na história de São Jorge. A autorização para captação ocorreu ainda em 2023, conforme informou o Ministério da Cultura, dentro de um projeto aprovado anteriormente nos sistemas oficiais do audiovisual.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. De acordo com dados da Ancine, o filme está em fase inicial de produção e já acumulou mais de R$ 15 milhões captados via incentivos fiscais. Na prática, o mecanismo permite que empresas direcionem parte dos impostos que pagariam à União para financiar iniciativas culturais, o que reacende discussões sobre o uso desses recursos em meio a polêmicas envolvendo o banco.

A obra será produzida pela Latinamerica Entretenimento Internacional, empresa comandada pela cineasta Luiza Shelling Tubaldini, responsável também por outros projetos do cinema nacional. A proposta do longa mistura elementos históricos e ficcionais ao retratar o personagem como um general que enfrenta crises políticas e religiosas dentro de um império em decadência.

Segundo a sinopse registrada, o enredo acompanha a trajetória de Jorge desde sua atuação militar até o conflito com o chamado “dragão”, além da pressão para que abandone suas crenças pessoais. O roteiro aposta em temas como fé, ética e resistência diante de mudanças impostas por autoridades da época.

O financiamento via incentivos fiscais, porém, coloca o projeto no centro de questionamentos políticos e econômicos, já que a renúncia representa valores que deixam de entrar nos cofres públicos. Em meio ao cenário de investigações e debates recentes envolvendo o Banco Master, a destinação do recurso tende a ampliar o escrutínio sobre a relação entre grandes empresas e mecanismos de incentivo cultural.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Desfile pró-Lula vira alerta no Planalto e já provoca ofensiva jurídica antes do Carnaval

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem, nos bastidores, preocupação com possíveis impactos jurídicos do desfile que vai homenageá-lo no Carnaval. A avaliação dentro do governo e entre setores do Judiciário é de que o evento pode acabar sendo interpretado como propaganda eleitoral antecipada, abrindo espaço para questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A informação é da colunista Andréia Sadi, do g1. O temor ganhou força diante de precedentes recentes, como a decisão que tornou Jair Bolsonaro inelegível após entendimento de uso político de estruturas oficiais. Integrantes do governo avaliam que qualquer leitura semelhante pode gerar desgaste em um momento considerado sensível do calendário pré-eleitoral, motivo pelo qual o tema passou a ser monitorado de perto por ministros e assessores do Planalto.

A pressão aumentou após o partido Novo acionar o TSE contra Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, responsável pelo enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A sigla argumenta que a homenagem ultrapassa o caráter cultural e pede multa milionária, alegando que o desfile funcionaria como peça de pré-campanha.

Paralelamente, a senadora Damares Alves também levou questionamentos ao Ministério Público Eleitoral, citando trechos do samba que, segundo ela, promoveriam o presidente e atacariam adversários políticos. A parlamentar ainda apontou o uso de recursos públicos e a transmissão em TV aberta como fatores que poderiam agravar a discussão jurídica.

Apesar das ações, decisões recentes têm freado tentativas de barrar repasses e suspender iniciativas ligadas ao desfile. Mesmo assim, o assunto segue no radar do governo, especialmente diante da futura composição do TSE e do receio de que um evento festivo acabe se transformando em novo foco de desgaste político para o Planalto.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ministro afastado por suspeita de assédio segue recebendo salário enquanto PF aguarda STF liberar inquérito

Foto: Gustavo Lima/STJ

A Polícia Federal ainda espera o Supremo Tribunal Federal enviar oficialmente o inquérito que investiga o ministro Marco Buzzi, do STJ, acusado de importunação sexual. O caso está sob relatoria de Kassio Nunes Marques e corre em sigilo, já que o magistrado possui foro privilegiado, o que faz com que as diligências dependam de autorização direta da Corte.

As acusações começaram após o depoimento de uma jovem de 18 anos, que registrou ocorrência em janeiro e afirmou que teria sido abordada de forma inadequada pelo ministro durante um encontro em Balneário Camboriú. Posteriormente, uma servidora terceirizada do próprio STJ também relatou suposto assédio dentro do gabinete, ampliando a pressão sobre o tribunal e acelerando procedimentos internos.

Mesmo sem ter prestado depoimento até agora, Buzzi foi afastado de forma unânime pelos colegas em sessão extraordinária marcada por silêncio e indignação entre magistrados, segundo relatos de bastidores. A decisão esvaziou um pedido de licença apresentado pelo próprio ministro minutos antes da reunião e abriu caminho para que o tribunal avalie medidas disciplinares mais duras.

Apesar de proibido de frequentar o STJ, usar carro oficial e exercer funções institucionais, o magistrado segue recebendo remuneração mensal superior a R$ 44 mil, o que gerou críticas internas e externas. A Corte deve decidir em março se avança para uma possível aposentadoria compulsória, conforme o andamento da sindicância.

A defesa sustenta que o afastamento cria um “precedente perigoso” e afirma que ainda não houve pleno contraditório. Os advogados dizem estar reunindo provas para contestar as acusações, enquanto o caso avança simultaneamente no STF, no CNJ e nas apurações administrativas dentro do próprio STJ.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *