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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Grande Natal tem 13 trechos impróprios para banho neste fim de semana, aponta Idema; veja lista

Foto: Nexa / Adobe Stock

O litoral da Grande Natal tem 13 trechos impróprios para banho neste fim de semana, segundo boletim de balneabilidade divulgado pelo Idema nesta sexta-feira (19). O número é maior que o registrado na semana anterior.

Os pontos considerados inadequados estão localizados em Natal, Parnamirim, Extremoz e Nísia Floresta.

Trechos impróprios para banho

  • Ponta Negra (Morro do Careca)
  • Ponta Negra (Acesso Principal)
  • Ponta Negra (Rua Coronel Inácio G. Teixeira – Escadaria)
  • Ponta Negra (Rua Manoel Soares de Medeiros)
  • Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza)
  • Praia do Meio (Quiosque 13)
  • Forte
  • Rio Pirangi (Ponte Nova)
  • Pirangi do Norte (Apurn)
  • Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium)
  • Pirangi do Sul (Igreja)
  • Foz do Rio Pirangi
  • Redinha Nova (Espigão)

Os demais pontos monitorados pelo programa Água Azul foram classificados como próprios para banho.

O monitoramento segue critérios do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e considera análises de amostras de água coletadas nas últimas cinco semanas.

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Geral

Alerta sonoro da Defesa Civil não foi feito pelas autoridades competentes responsáveis pelo sistema, diz Anatel

Imagem: reprodução

A Anatel informou neste sábado (20) que o alerta sonoro enviado durante a madrugada para celulares em diversas regiões do país “não foi feito pelas autoridades competentes responsáveis pelo sistema de alertas à população”.

O alerta falso continha a palavra “misantropi4” (que significa ódio à humanidade) e, segundo a Defesa Civil, há indícios de que o episódio tenha sido provocado por um ataque hacker.

Em nota, a agência destacou que “não há qualquer motivo para preocupação” e reforçou a importância do sistema oficial de alertas por Cell Broadcast, utilizado para comunicar situações de emergência à população.

Após a ocorrência, a plataforma do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar por volta da 1h30. De acordo com o órgão, a mensagem foi enviada remotamente por alguém sem autorização do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil acionou a Polícia Federal para investigar o caso.

“A Agência reforça a relevância do sistema de alertas por Cell Broadcast, apto a cumprir seu propósito de apoiar as ações de prevenção e resposta a desastres, contribuindo para a proteção da população e a preservação de vidas”, afirmou a Anatel.

A Defesa Civil informou que o sistema será restabelecido assim que as condições de segurança forem garantidas.

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Geral

CazéTV bate recorde de maior live da história do YouTube com 16,1 milhões de aparelhos conectados durante Brasil x Haiti na Copa do Mundo

Imagem: reprodução/Instagram

A CazéTV voltou a registrar quebra de recorde de audiência mundial no YouTube, com 16,1 milhões de aparelhos conectados ao vivo, nesta sexta-feira, durante a vitória do Brasil por 3 a 0 contra o Haiti, na segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, no Lumen Field, na Filadélfia.

A marca anterior era da própria CazéTV, com 12,7 milhões de espectadores, registrada no duelo anterior da seleção brasileira, no último sábado, quando a equipe empatou em 1 a 1 com o Marrocos, no MetLife Stadium.

A terceira marca também pertence à CazéTV, referente ao ano de 2025, quando Flamengo e Bayern de Munique se enfrentaram pelo Mundial de Clubes da FIFA, com pico de 5,6 milhões de dispositivos conectados durante a live.

A partida entre Brasil e Haiti também contou com transmissão da TV Globo (TV aberta), do SBT (TV aberta), da NSports (streaming), da GE TV (streaming) e do SporTV (TV fechada), além do Disney+ em parceria com a própria CazéTV.

Com informações de Estadão

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Geral

Lula articulou com diretor da PF devolução de delegados que auxiliam magistrados; medida é vista por ala da PF como interferência política do presidente

Foto: Wilton Junior/Estadão

O retorno de policiais federais cedidos a órgãos do Judiciário foi articulado diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segundo informações da Coluna do Estadão.

De acordo com a publicação, a medida provocou desconforto entre integrantes da PF, e uma ala da corporação avalia que a decisão tem motivação política. Nos bastidores, delegados relacionam a iniciativa a investigações conduzidas pelo gabinete do ministro do STF André Mendonça, que atingem aliados do governo nos casos do INSS e do Banco Master.

Ainda segundo a Coluna do Estadão, parte dos delegados acredita que a insatisfação do governo estaria relacionada à atuação do delegado Thiago Marcantonio, assessor de Mendonça e integrante de investigações consideradas sensíveis.

Há cerca de um mês, Lula anunciou publicamente que havia determinado o retorno de delegados cedidos.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, afirmou o presidente na ocasião.

 

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Nesta semana, o Ministério da Justiça enviou ofícios solicitando a devolução de policiais federais, rodoviários federais e penais cedidos a diversos órgãos públicos. Segundo o secretário-executivo da pasta, Ademar Borges, cerca de 100 pedidos foram encaminhados a mais de 50 instituições.

“O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais — seguindo a diretriz presidencial amplamente divulgada — para reforço e valorização das atividades finalísticas e de combate ao crime organizado teve início no fim de abril e continua em curso”, afirmou Borges, em declaração reproduzida pela Coluna do Estadão.

A justificativa oficial do governo é reforçar o combate ao crime organizado e fortalecer as atividades-fim das corporações policiais.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), porém, manifestou preocupação com a medida. Em nota citada pela Coluna do Estadão, a entidade afirmou que o retorno dos delegados pode afetar órgãos que contam com esses profissionais em funções estratégicas e prejudicar o intercâmbio institucional entre a PF e outros Poderes.

A publicação também lembra que a Polícia Federal promoveu recentemente mudanças na coordenação da Operação Sem Desconto, que investiga desvios no INSS. Na ocasião, a corporação afirmou que a alteração teve caráter técnico e buscava ampliar o apoio às investigações.

Opinião dos leitores

  1. 🚨🚨🚨A candidata à Presidência da República pelo PSOL, Heloísa Helena, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “gângster” e acusou o PT de ser uma “organização criminosa capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela frente ameaçando seu projeto de poder”.
    🤣🤣🤣 É esquerdista, conhece de pertinho.💩💩💩👺👺👺👹👹👹

  2. Pergunta retórica: STF vai dizer que se trata de interferência do Presidente na PF ou só quem faz isso é Bolsonaro?

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Geral

ENAMED: Estudantes de medicina terão de obter nota mínima em exame para exercer profissão

Foto: Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta sexta-feira, 19, uma medida provisória (MP) estabelecendo a obrigatoriedade de uma nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para que o estudante de medicina possa exercer a profissão.

A medida passa a valer imediatamente, mas apenas para quem começar a faculdade a partir de agora.

Os estudantes deverão fazer a prova em dois momentos: ao fim do 4º ano e na conclusão do último ano do curso. Quem não obtiver a nota mínima na última fase não perderá o direito de se formar, mas deverá fazer o exame novamente para obter a licença e poder se inscrever nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Além disso, a nota obtida no Enamed na conclusão do curso ficará registrada no histórico escolar.

Para que todos os estudantes possam fazer a prova assim que se formarem, o Enamed, que era anual, vai passar a ser semestral. A edição deste ano, que acontece em 13 de setembro, está com as inscrições abertas até o dia 29 deste mês.

Por se tratar de uma MP, a iniciativa vigora por até 180 dias. Até o final desse prazo, deve ser analisada pelo Congresso e transformada em lei, ou perderá a validade.

Os ministérios da Saúde e da Educação disseram que essa medida foi construída em conjunto com vários setores governamentais e entidades representativas da área da saúde. O objetivo é verificar a capacidade dos estudantes e garantir que os novos médicos tenham condições de atender as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

30% dos cursos de medicina tiveram resultado insatisfatório

As mudanças na formação médica acontecem após os resultados da última edição do Enamed mostrarem que 107 cursos de medicina tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias. Isso equivale a 30% de todos os cursos do país.

As instituições que não tiveram a avaliação mínima estão passando por supervisão ou sanções: dependendo do caso, podem ficar proibidas de abrir novas turmas.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Se houvesse um sistema de avaliação criterioso não seria necessária essa prova, infelizmente é o que ocorre , apesar de eu não fazer parte das avaliações mais é o que se comenta. Até o comprometimento por parte de muitos alunos é fraco.

  2. Agora, sim. Se muitos formados aqui no Brasil já estão capangas, pior estão aqueles formados na BOLÍVIA, que não existe sequer prova de ingresso no curso.

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Polícia

[VÍDEO] Sistema da Defesa Civil é invadido por hackers e PF vai investigar disparo de alertas em massa

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional confirmou, na madrugada deste sábado (20), que a plataforma de alertas da Defesa Civil foi alvo de uma invasão hacker.

Segundo o governo, mensagens foram disparadas remotamente por um agente externo ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. O caso será investigado pela Polícia Federal.

Após a identificação da falha, o sistema foi retirado do ar por volta de 1h30 da madrugada como medida de segurança.

Os alertas enviados continham a palavra “misantropia” e foram recebidos em diferentes regiões do país, incluindo Brasília, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

A ferramenta utilizada é o sistema Cell Broadcast, gerido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável pelos alertas oficiais de emergência e desastres naturais.

Apesar da repercussão, órgãos estaduais informaram que não havia qualquer evento climático ou situação de risco nos locais afetados.

A Defesa Civil do Paraná afirmou ter acionado a Anatel e a Defesa Civil nacional para apuração imediata do caso.

O governo federal reforçou que a Polícia Federal será responsável pela investigação completa da invasão e identificação dos responsáveis pelo ataque e pelo disparo em massa dos alertas.

Opinião dos leitores

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Judiciário

[VÍDEO] “Me custou a acreditar que fosse um suicídio”, diz André Mendonça sobre morte de “Sicário” de Vorcaro

Imagens: Reprodução/Jovem Pan News

O ministro do STF, André Mendonça, afirmou que teve dificuldade para acreditar na versão oficial de que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria cometido suicídio dentro de uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

A declaração foi feita durante sessão da Corte ao comentar o caso da morte do preso.

“Me custou a acreditar que fosse um suicídio. Infelizmente eu tive que ver a cena de um ser humano tirando a própria vida”, disse Mendonça.

A fala do ministro repercutiu ao tratar das circunstâncias envolvendo o óbito dentro da unidade da Polícia Federal.

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Polícia

Foragidos da Justiça com mandados em aberto são presos em operação policial em Natal

Foto: Divulgação/CPRE

Três homens com mandados de prisão em aberto foram presos na noite desta sexta-feira (19) durante ações do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) em diferentes regiões de Natal.

Segundo o CPRE, dois dos detidos eram procurados pela Justiça após condenações por roubo. As prisões ocorreram durante abordagens de rotina realizadas por equipes da corporação.

A primeira captura aconteceu no bairro do Alecrim, na zona Leste da capital. Durante a fiscalização, os policiais identificaram um homem com mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Regional de Execução Penal do Tribunal de Justiça pelos crimes de roubo e furto.

Já na Avenida João Medeiros Filho, na zona Norte, outro homem foi localizado e preso. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela mesma vara de execução penal pelo crime de roubo.

Terceiro capturado

Um terceira prisão ocorreu no bairro Nossa Senhora da Apresentação, também na zona Norte de Natal. Desta vez, o foragido tinha m mandado de prisão expedido pela 5ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Natal.

Dcordo com o CPRE, os policiais receberam informações sobre a localização do suspeito e o prenderam.

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Saúde

Bolsonaro apresenta melhora no quadro de saúde, diz boletim médico

Foto: Reprodução

Um relatório médico divulgado nesta sexta-feira (19) aponta melhora no quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a poucos dias do encerramento do prazo da prisão domiciliar humanitária concedida pela Justiça.

Segundo o boletim, Bolsonaro apresentou evolução no tratamento do ombro operado e redução das crises de soluço. O documento, baseado em sessões de fisioterapia realizadas entre os dias 15 e 17 de junho, também registra ganho de mobilidade e diminuição das dores.

Os profissionais de saúde destacaram ainda que o ex-presidente demonstrou maior disposição física em comparação com semanas anteriores. De acordo com o relatório, a ausência recente dos episódios de soluço contribuiu para a melhora observada.

Apesar da evolução, os médicos relataram efeitos colaterais provocados pelos medicamentos utilizados no tratamento, entre eles sonolência durante o dia e instabilidade no equilíbrio corporal.

Lindbergh quer revogar domiciliar

Enquanto isso, o deputado federal Lindbergh Farias (PT) protocolou novo pedido para revogar a prisão domiciliar de Bolsonaro. Ele argumenta que a medida não estaria cumprindo sua finalidade após um episódio envolvendo uma tentativa de intimação feita por um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo o pedido, agentes foram à residência do ex-presidente para intimá-lo a prestar depoimento sobre a arma apreendida com um de seus seguranças, mas a abordagem teria sido impedida pela equipe de escolta.

Lindbergh sustenta que a prisão domiciliar não impede o cumprimento de atos oficiais e pediu ao ministro Alexandre de Moraes que consulte a PGR sobre a possibilidade de revogação da medida ou, alternativamente, endureça as condições impostas ao ex-presidente.

Depoimento e prisão domiciliar

Moraes autorizou que Bolsonaro seja ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal no próximo dia 23 de junho, às 15h. A audiência será realizada presencialmente na residência onde ele cumpre prisão domiciliar.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em março, recebeu autorização para cumprir pena em regime domiciliar humanitário por 90 dias em razão de seu estado de saúde.

Opinião dos leitores

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Política

Mesmo após ação da PF contra Jaques Wagner, PT usará Caso Master contra Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução

O PT decidiu manter a estratégia de associar o senador Flávio Bolsonaro ao Caso Banco Master, mesmo após a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.

Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o foco deve permanecer em Flávio, por ele ser apontado como potencial adversário na disputa presidencial de 2026.

Nos bastidores, aliados petistas reconhecem que a operação contra Jaques Wagner acabou fornecendo argumentos para adversários políticos e ampliou o desgaste no debate público.

Ainda assim, a avaliação da cúpula do partido é que uma eventual tentativa de vincular o episódio diretamente ao governo Lula não deve produzir os mesmos efeitos eleitorais.

Wagner foi alvo de uma ação da Polícia Federal na última quinta-feira (19). De acordo com a investigação, o senador teria recebido R$ 8 milhões do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, para defender pautas de interesse do Banco Master. O parlamentar nega as acusações.

O Caso Master já vinha sendo explorado pelo PT após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro solicita R$ 134 milhões a Vorcaro.

O episódio ganhou novos desdobramentos depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou uma versão diferente da relatada pelo senador sobre um encontro com o banqueiro.

Nos bastidores, a avaliação é que o tema seguirá sendo utilizado por ambos os lados da disputa política, ampliando a troca de acusações e o embate em torno da corrida presidencial de 2026.

Opinião dos leitores

    1. Faltou, ladrão e corrupto, a começar pelo chefe LULADRAO.

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