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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Economia

Controladora da Refinaria Clara Camarão eleva preços da gasolina e do diesel nesta quinta, 22. No caso da gasolina, é a segunda alta em uma semana

Foto: Divulgação

A Brava Energia, controladora da unidade de produção, promoveu novos reajustes nos preços dos combustíveis comercializados na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, unidade responsável por suprir parcela relevante do mercado potiguar de combustíveis. No intervalo entre os dias 15 e hoje, 22 de janeiro de 2026, a Gasolina A acumulou dois reajustes consecutivos na refinaria.

No primeiro movimento, a partir de 15 de janeiro, o preço do produto passou de R$ 2,4287 para R$ 2,5662, uma elevação de R$ 0,1375 por litro. Já no segundo reajuste, vigente a partir desta quinta-feira, 22, o valor subiu novamente, alcançando R$ 2,6015, o que representa um acréscimo adicional de R$ 0,0353 por litro.

Juntos, os dois aumentos elevaram em quase R$ 0,18 por litro a gasolina retirada em Guamaré.
No caso do Diesel A S500, houve aumento apenas no segundo reajuste. O preço, que vinha sendo praticado a R$ 3,1965, passou para R$ 3,2375 a partir de hoje, com variação de R$ 0,0410 por litro.
Vale destacar que esses reajustes ocorrem no nível da refinaria e impactam a cadeia de distribuição, refletindo custos adicionais para o setor.

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Judiciário

STJ confirma inocência de Salatiel de Souza

Foto: Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em julgamento recente, negar provimento ao recurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte, confirmando a absolvição de Salatiel Maciel de Souza, no processo relacionado à chamada Operação Cidade Luz.

A decisão do STJ mantém integralmente o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que, em segunda instância, já havia reconhecido a inexistência de provas capazes de sustentar qualquer condenação. O próprio tribunal destacou que não houve comprovação de fraude, corrupção, ajuste de valores ou qualquer conduta criminosa, aplicando o princípio jurídico segundo o qual, na ausência de provas, a decisão deve favorecer os acusados.

Durante a campanha eleitoral para prefeito de Parnamirim, adversários políticos chegaram a divulgar informações falsas, insinuando que Salatiel poderia ser preso por causa desse processo — o que jamais teve qualquer fundamento jurídico. Dois dias após a eleição em 2024, o TJRN já havia absolvido o acusado, decisão que agora é confirmada pelo STJ.

Com o julgamento do STJ, fica definitivamente consolidado o entendimento da Justiça brasileira: Salatiel de Souza é inocente.

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Música

Israel Fernandez lança dvd “de gole em gole” com participação especial de Rai Saia Rodada

Foto: Divulgação

O cantor sertanejo Israel Fernandez acaba de lançar seu mais novo projeto audiovisual, o DVD “De Gole em Gole”, que chega às plataformas digitais marcando uma nova fase na carreira do artista. O trabalho reúne quatro faixas que transitam entre o romantismo e a sofrência, características já consolidadas no repertório do cantor.

O grande destaque do projeto fica por conta da participação especial de Rai Saia Rodada na música “De Gole em Gole”, faixa-título do DVD. A parceria une duas vozes fortes do cenário musical e promete conquistar o público com uma canção intensa, que fala sobre desilusões amorosas e a tentativa de curar um coração partido “de gole em gole”.

Gravado ao vivo em Goiânia, no tradicional Bar Velho Texas, palco de grandes projetos sertanejos e responsável por revelar diversos artistas do gênero, o DVD traz uma atmosfera intimista e uma produção audiovisual de alta qualidade, evidenciando a autenticidade de Israel Fernandez no palco.

Além da faixa principal, o projeto apresenta outras músicas no novo ritmo musical “Pão de Mel”, uma aposta inovadora dentro do sertanejo, produzidas pelo maestro Bigair Dy Jaime, profissional renomado no cenário musical e responsável por grandes sucessos do gênero. A novidade promete surpreender o público e trazer uma nova identidade sonora ao trabalho.

“Esse projeto representa muito pra mim. É um sonho realizado dividir esse trabalho com o Rai, um artista que sempre admirei. Tenho certeza de que o público vai se identificar com cada música”, afirma Israel.

O DVD “De Gole em Gole” já está disponível em todas as plataformas digitais, incluindo YouTube e serviços de streaming.

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Economia

Preço da cesta básica cai 6,25% nos últimos sete meses de 2025 em Natal

Foto: Adriano Abreu

Natal registrou queda de 6,25% no custo da cesta básica de alimentos entre os meses de junho e dezembro de 2025, saindo de R$ 636,95 em junho para R$ 597,15 em dezembro. O valor foi R$ 39,80 menor ao fim do ano. O resultado significou a 10ª maior redução entre as capitais brasileiras, e o preço da cesta foi o 5º mais barato do País. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Natal, os produtos com maior redução foram os itens essenciais. O tomate apresentou recuo de -28,91%, seguido pelo arroz (-19,24%) e pelo açúcar (-9,50%). Também tiveram diminuição relevante os preços do café (-8,11%), da banana (-7,92%) e da farinha (-3,88%). Entre os 12 itens listados, apenas o pão (+1,23%) e o óleo (+8,44%) tiveram variação positiva.

Para Ediran Teixeira, técnico do Dieese no RN, a redução está ligada a um maior abastecimento do mercado interno no período analisado, o que ampliou a oferta de produtos da cesta.

“Tem a ver também com a redução das exportações de carne e de produtos que o Brasil canalizou para o mercado interno. Teve um aumento na produção de hortaliças, do tomate, e isso fez com que caísse o preço em todas as capitais”, explica. Segundo ele, o resultado de Natal já era esperado.

Tribuna do Norte

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Jornalismo

Cristina Graeml questiona relatoria de Toffoli no caso Banco Master. “Coincidência?”

A jornalista, influenciadora digital e pré-candidata ao Senado Cristina Reis Graeml, que se tornou figura pública após disputar a Prefeitura de Curitiba em 2024 e publicou uma crítica ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em seu perfil no Instagram.

No post, Graeml levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo a atuação de Toffoli como relator do chamado Caso Master no STF: investigação que apura fraudes supostas, bloqueios de bens e decretos de sigilo vinculados à liquidação do Banco Master e à atuação de seus principais executivos.

“Funcionários tratam Toffoli como dono de um resort que pertencia a irmãos e primo dele, depois foi comprado por advogado da JBS e por cunhado do dono do Banco Master… E esse mesmo Toffoli é o relator do caso Master no STF? Alguém ainda acha que isso é coincidência?”, escreveu Cristina Graeml, insinuando uma ligação imprópria entre relações privadas e decisões públicas.

Confira:

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Acidente

VÍDEO: Carreta tomba na BR-101 em Goianinha e motorista fica preso às ferragens

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (22) para atender a um grave acidente de trânsito registrado na BR-101, no trecho que corta o município de Goianinha, Região Metropolitana de Natal.

A ocorrência envolveu o tombamento de uma carreta, que saiu da pista e acabou ficando no canteiro central da rodovia. Com o impacto, o condutor do veículo ficou preso às ferragens, exigindo a atuação imediata das equipes especializadas do Corpo de Bombeiros.

Guarnições de resgate, salvamento e combate a incêndio foram mobilizadas para o local e realizaram os procedimentos de desencarceramento da vítima. Após ser retirada em segurança, o motorista recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao Hospital Walfredo Gugel, em Natal. O estado de saúde do condutor não foi divulgado.

Novo Notícias

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Brasil

Toffoli passou 168 dias no Tayayá desde 2022; segurança custou meio milhão

Foto: Reprodução

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou pelo menos 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. Ao todo, é como se ele passasse um de cada sete dias na propriedade. As diárias dos seguranças do ministro nessas viagens consumiram R$ 548,9 mil dos cofres públicos.

Como mostrou a coluna, funcionários do estabelecimento dizem que Toffoli é o verdadeiro dono do Resort Tayayá até hoje.

Essa alegação dos funcionários condiz com o padrão de viagens de Toffoli: ele foi ao Tayayá sete vezes desde que o resort foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025. Nessas sete viagens, passou 58 dias no local.

Como mostrou a coluna, Barbosa é sócio de dirigentes da J&F, a gigante frigorífica dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

As informações sobre as idas de Toffoli ao Tayayá podem ser inferidas a partir de dados das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma enviar equipes de segurança para escoltar Toffoli quando ele está no Tayayá.

A descrição das diárias no site do TRT-2 não deixa dúvida sobre o propósito dos deslocamentos dos seguranças. “Prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”, diz uma dessas notas.

Em geral, o TRF-2 costuma mandar quatro ou cinco agentes para fazer a segurança de Toffoli no Tayayá. Quando a estada se estende por mais de cinco dias, as turmas de agentes são substituídas.

No fim de 2025, Toffoli fechou todo o resort para uma festa que teve a presença de grupo de samba e do jogador Ronaldo Fenômeno.

A reportagem do Metrópoles procurou o TRF-2 para comentários, mas não houve resposta até o momento.

Metrópoles

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Política

Lula busca articular candidaturas fortes nos estados para ampliar bancada no Senado

Foto: Pedro Kirilos/Estadão

De olho na correlação de forças no Congresso a partir de 2027, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou conversas com ministros e aliados para montar palanques competitivos nos estados e, sobretudo, fortalecer o PT na disputa pelo Senado. Nas últimas semanas, o foco das articulações recaiu sobre nomes de peso do governo, como Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, além de outras lideranças históricas da sigla.

No Paraná, Lula atuou diretamente para que Gleisi mudasse o rumo de seus planos eleitorais. A ministra, que pretendia disputar a reeleição à Câmara, aceitou o convite para concorrer ao Senado, avaliação vista no partido como estratégica diante da necessidade de um nome mais robusto nas urnas. Ela deve integrar a chapa de Requião Filho (PDT) ao governo estadual, embora ainda não haja definição sobre a composição completa da aliança.

Em São Paulo, o presidente ainda tenta convencer Haddad a voltar às urnas. Inicialmente pensado para o Senado, o ministro da Fazenda passou a ser cogitado também para a disputa ao governo paulista, diante da escassez de alternativas competitivas no campo governista. Paralelamente, Lula também dialoga com Simone Tebet e Marina Silva, ambas avaliadas como possíveis candidatas ao Senado, em cenários que envolvem mudanças partidárias e rearranjos de alianças.

Nos bastidores do PT, a prioridade é clara: garantir cadeiras no Senado para conter o avanço do PL, que trabalha para ampliar sua bancada com vistas a confrontos institucionais, inclusive contra o STF. Esse diagnóstico levou o partido a apostar majoritariamente em nomes experientes e conhecidos do eleitorado, como Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte, Rui Costa na Bahia e Benedita da Silva no Rio de Janeiro, reforçando a leitura de que 2026 tende a ser mais uma eleição marcada pelo protagonismo da velha guarda petista.

Com informações do Estadão

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Economia

Conselho federal fecha contrato milionário de publicidade por até R$ 10 milhões

Foto: Reprodução

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), autarquia ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, assinou um contrato que pode chegar a R$ 10 milhões para serviços de publicidade institucional. O acordo foi firmado com a empresa AV Comunicação e Marketing, tem validade inicial de 12 meses e prevê campanhas em mídia impressa, digital, rádio, televisão e mídia exterior.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. Pelo contrato, não há pagamento mensal fixo: os valores só serão desembolsados conforme a execução das campanhas autorizadas. A agência se comprometeu a conceder desconto de 70% sobre os custos internos e a não cobrar honorários formais pela criação das peças nem pela intermediação com fornecedores, modelo que chama atenção pelo volume financeiro máximo previsto.

O documento também impõe regras rígidas de controle e fiscalização. Em alguns casos, a empresa deverá apresentar declarações sob pena de enquadramento por falsidade ideológica, além de relatórios técnicos e comprovações emitidas por empresas independentes. Como garantia, a contratada terá de oferecer caução de 5% do valor anual, além de estar sujeita a multas, sanções administrativas e até declaração de inidoneidade em caso de irregularidades.

Além disso, a AV Comunicação deverá implantar um programa de integridade em até seis meses, seguindo normas federais anticorrupção, e cumprir exigências de sigilo e proteção de dados previstas na LGPD.

Com informações do Metrópoles

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Saúde

Anvisa veta canetas emagrecedoras irregulares e alerta para risco grave à saúde

Foto: Stefamerpik/Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida, de todos os fabricantes e lotes. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União e atinge produtos vendidos ilegalmente no país, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a Anvisa, os medicamentos são fabricados por empresas sem identificação conhecida e comercializados principalmente por meio das redes sociais, sem qualquer tipo de registro, notificação ou autorização do órgão regulador. Por terem origem desconhecida, a agência afirma que não há garantia de qualidade, segurança ou eficácia, o que inviabiliza o uso dos produtos em qualquer circunstância.

A medida ganhou força após o caso da mineira Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, que ficou em estado grave após utilizar uma dessas canetas sem prescrição médica. Internada desde dezembro em Belo Horizonte, ela foi diagnosticada com síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica rara em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando perda severa de movimentos.

A Anvisa reforçou que a venda e o uso de medicamentos falsificados ou irregulares representam risco elevado à saúde e configuram crime no Brasil. Desde junho do ano passado, a compra de substâncias emagrecedoras como semaglutida, liraglutida e tirzepatida exige receita médica em duas vias, com retenção obrigatória na farmácia, numa tentativa de coibir o uso indiscriminado e o mercado ilegal desses produtos.

Com informações do Poder360

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