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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Irmão da prefeita de Doutor Severiano é morto a tiros durante movimentação política na Vila Nogueira

Foto: Reprodução

O irmão da prefeita de Doutor Severiano, Maria de Fátima, foi morto a tiros durante uma movimentação política na comunidade de Vila Nogueira, neste domingo (20).

De acordo com relatos de testemunhas uma pessoa fantasiada de Homem-Aranha teria se aproximado de Flávio e efetuados os disparos de arma de fogo.

*Matéria em atualização

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Geral

Bispos rebatem Lula após declaração do presidente sobre regras da Igreja Católica

Foto: Daniel Ramalho/AFP

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as regras da Igreja Católica provocou reação de bispos. Durante encontro com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a instituição enfrenta dificuldades por manter o celibato e não permitir mulheres como padres e bispos.

“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a Igreja Evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”, afirmou.

O bispo de Piracicaba, dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a declaração e disse que políticos deveriam se concentrar nos problemas do país. “Nós estamos vendo políticos que tentam dizer até o que a igreja precisa fazer. Tentam falar até do celibato dos padres, quando deviam estar cuidando do país. Estão cuidando muito mal”, afirmou.

Durante uma celebração no sábado (19), dom Devair também pediu aos fiéis “consciência na hora de apertar os botões na urna” e que não escolhessem “aqueles que querem acabar com a nossa liberdade”.

Já o bispo de Formosa, dom Adair José Guimarães, afirmou que a declaração não o surpreende. “Geralmente os líderes, quando eles são apedeutas, querem se meter em tudo”, disse.

Dom Adair ainda declarou concordar com uma fala atribuída ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, que teria classificado Lula como “caótico, apostático e romântico”, em vez de um católico apostólico romano.

A Frente Parlamentar Católica da Câmara dos Deputados também divulgou uma nota de repúdio à declaração. O documento foi publicado na sexta-feira (18) e assinado pelo presidente da frente, deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Opinião dos leitores

  1. Em época de eleição esses comentários expressam a opção política de quem comenta. Outrossim, não seria melhor criticar a roubalheira que fizeram no caso do banco Master.

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Geral

Governo Lula demora mais para conceder garantia a empréstimos pleiteados por estados e capitais comandados por opositores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento da Folha de S.Paulo aponta diferença nos prazos adotados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conceder garantias da União a empréstimos solicitados por estados e capitais.

De acordo com os dados, o prazo médio para liberar o aval do Tesouro Nacional a operações internas foi de 35,7 dias. Mas este período passa a ser bem maior quando a solicitação é feita por estados e capitais comandadas por opositores ao governo Lula.

Em estados governados por adversários políticos de Lula a espera foi de 83,9 dias, em média, em São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e 83 dias em Mato Grosso, governado até março por Mauro Mendes (União Brasil).

Em contraste, nos estados geridos por aliados, os prazos médios são bem menores. Operações do Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), levaram 30,7 dias; no Piauí, de Rafael Fonteles (PT), 29,4 dias; e em Alagoas, de Paulo Dantas (MDB), 14,8 dias. No Amapá, estado ligado politicamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), uma operação foi liberada em apenas seis dias após a Fazenda flexibilizar regras.

Os estados buscam a garantia da União para conseguir empréstimos com juros menores, já que o governo federal assume o pagamento em caso de inadimplência. Os recursos são utilizados principalmente em obras, infraestrutura e reorganização de dívidas.

O levantamento considerou 182 operações de estados entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, com base em dados do sistema Sadipem. A reportagem excluiu operações sem garantia da União e aquelas submetidas a programas específicos de ajuste fiscal.

São Paulo foi o estado que mais esperou pela concessão de garantias internas, mas também foi o que recebeu o maior volume de recursos: R$ 21,9 bilhões durante o governo Lula. O governo paulista afirma que a demora prejudicou o planejamento de obras e cita, entre os casos, uma operação de R$ 5,45 bilhões que levou 87 dias para receber autorização final.

A Prefeitura de São Paulo também reclamou da demora em três operações externas. Os pedidos ficaram por mais de três meses na Casa Civil após terem sido encaminhados pelo Ministério da Fazenda. As autorizações foram enviadas ao Senado em agosto, depois de o assunto ganhar repercussão no período eleitoral.

O Ministério da Fazenda negou qualquer tratamento político e afirmou que os prazos variam conforme a complexidade das operações e a necessidade de documentos ou informações adicionais. A Casa Civil também declarou que os processos seguem os trâmites administrativos e técnicos previstos.

Opinião dos leitores

  1. Não creio em pesquisa, eleição é igual mineração, só depois da apuração.

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Geral

Augusto Cury diz que Lula usa “dor dos vulneráveis” para ganhar eleição ao comentar reajuste do Bolsa Família

Foto: Divulgação/Equipe campanha Augusto Cury

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou neste domingo (20) o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o petista de utilizar a medida com finalidade eleitoral.

Durante agenda de campanha no Novo Mercado Municipal de Ribeirão Preto (SP), Cury afirmou que o aumento deveria ter sido anunciado no início do ano. “Ele [Lula] deveria ter feito isso [reajuste do Bolsa Família] no início do ano, indicando que eles estão usando a dor das pessoas vulneráveis como palco para ganhar o cargo de presidente”, declarou.

Na quinta-feira (17), o governo anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.

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Geral

Eleições 2026 têm 107 candidaturas trans no Brasil; três delas são no RN

Foto: Reprodução

As eleições de 2026 têm 107 candidaturas de pessoas trans registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento realizado pela Folha de S.Paulo. A maioria está concentrada em partidos de esquerda, mas o levantamento também identificou 20 candidatos trans concorrendo por legendas de centro e direita, entre elas PSDB, MDB, Avante, Solidariedade, PP, Cidadania, União Brasil, PRD e Democrata.

O levantamento mostra ainda que o PSOL reúne o maior número de candidaturas trans, com 39 nomes, seguido pelo PT, com 16, e pelo PDT, com 15. A identidade de gênero não é uma informação obrigatória no registro eleitoral, o que significa que o número real pode ser superior ao contabilizado oficialmente pelo TSE.

É nesse cenário nacional que o Rio Grande do Norte aparece com três candidaturas trans. Segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), as candidaturas são de Jéssica Elias (PSOL) e Tiago Silva (PSTU), que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa, e Thabatta Pimenta (PV), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. A ANTRA identificou 116 candidaturas trans no país, número superior aos 107 registros encontrados pelo TSE.

O número de candidaturas trans também representa uma evolução em relação às eleições anteriores. De acordo com a série histórica da ANTRA, foram sete candidaturas em 2014, 54 em 2018, 79 em 2022 e 116 em 2026. Em relação à última eleição geral, o crescimento foi de 45,6%.

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PESQUISA VERITÁ: Lula fica à frente apenas no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro lidera nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

A pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (20) mostra que Lula (PT) aparece à frente apenas na região Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) lidera numericamente nas outras quatro regiões do país. O levantamento ouviu 40,5 mil eleitores nos 26 estados e no DF.

No Nordeste, Lula registra 53,3% dos votos válidos, contra 35,2% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos somam 11,6%.

No Norte, Flávio aparece com 49,7%, ante 37,3% de Lula e 13% dos demais candidatos.

No Centro-Oeste, o candidato do PL tem 47,6%, enquanto Lula registra 34,8% e os demais, 17,6%.

No Sudeste, Flávio soma 48%, contra 39,6% de Lula e 12,4% dos demais.

Já no Sul está a maior vantagem regional do candidato do PL com 54,6%, contra 32,3% do petista, e 13,1% dos outros concorrentes.

As 27 pesquisas foram realizadas por iniciativa própria do Instituto Veritá, entre 10 e 19 de setembro de 2026, com 40.500 entrevistas, 95% de confiança e margens de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais. Os resultados nacionais foram obtidos pela ponderação dos percentuais de cada Unidade Federativa pelo respectivo eleitorado, conforme registro no TSE.

Registros TSE: AC BR-02386/2026; AL BR-04383/2026; AP BR-07861/2026; AM BR-07214/2026; BA BR-07197/2026; CE BR-07551/2026; DF BR-01988/2026; ES BR-00729/2026; GO BR-06701/2026; MA BR-07504/2026; MT BR-02939/2026; MS BR-07855/2026; MG BR-03240/2026; PB BR-08734/2026; PR BR-01839/2026; PA BR-01223/2026; PE BR-07802/2026; PI BR-07059/2026; RO BR-07923/2026; RN BR-02399/2026; RS BR-06983/2026; RJ BR-02698/2026; RR BR-07242/2026; SC BR-09322/2026; SP BR-04470/2026; SE BR-01212/2026; TO BR-09946/2026.

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PESQUISA VERITÁ/VOTOS VÁLIDOS: Flávio lidera no 1º turno com 45,53%, seguido por Lula com 41,76%, em levantamento com 40,5 mil entrevistados nos 26 estados e no DF

Pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (20) mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) liderando o 1º turno da disputa presidencial com 45,53% das intenções de voto, seguido por Lula (PT) com 41,76%.

Augusto Cury (Avante) aparece com 5,68%, Renan Santos (Missão) tem 3,03%, Ronaldo Caiado (PSD), 1,84%, e Zema (Novo), 0,59%. Na sequência, Clariana Barão (DC) registra 0,33%, Samara (UP), 0,20%, Hertz Dias (PSTU), 0,15%, Edmilson Costa (PCB), 0,15%, Rui Costa Pimenta (PCO), 0,10%, e Wilson Grassi (Democrata), 0,04%.

As 27 pesquisas foram realizadas por iniciativa própria do Instituto Veritá, entre 10 e 19 de setembro de 2026, com 40.500 entrevistas, 95% de confiança e margens de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais. Os resultados nacionais foram obtidos pela ponderação dos percentuais de cada Unidade Federativa pelo respectivo eleitorado, conforme registro no TSE.

Registros TSE: AC BR-02386/2026; AL BR-04383/2026; AP BR-07861/2026; AM BR-07214/2026; BA BR-07197/2026; CE BR-07551/2026; DF BR-01988/2026; ES BR-00729/2026; GO BR-06701/2026; MA BR-07504/2026; MT BR-02939/2026; MS BR-07855/2026; MG BR-03240/2026; PB BR-08734/2026; PR BR-01839/2026; PA BR-01223/2026; PE BR-07802/2026; PI BR-07059/2026; RO BR-07923/2026; RN BR-02399/2026; RS BR-06983/2026; RJ BR-02698/2026; RR BR-07242/2026; SC BR-09322/2026; SP BR-04470/2026; SE BR-01212/2026; TO BR-09946/2026.

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  1. A PeTralhada vão dizer que é golpe, vão convocar o conselho da República e decretar GLO suspendendo as eleições, aguardem…

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Santana do Seridó, Caicó, Japi e Passa e Fica recebem agenda de Cristiane Dantas neste sábado

A deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas cumpriu uma sequência de agendas pelo interior do Rio Grande do Norte neste sábado (19). O roteiro começou pelo Seridó, com passagens por Santana do Seridó e Caicó, e seguiu por Japi e Passa e Fica, reunindo apoiadores e lideranças locais.

Em Santana do Seridó, Cristiane participou de carreata e comício ao lado da prefeita Tatiana Fátima, do vice-prefeito Caio Cabral, do ex-prefeito Hudson, vereadores e demais lideranças do município. Ao registrar a passagem pela cidade, a deputada lembrou a atuação que mantém no município e destacou a relação construída com a população ao longo dos últimos anos.

Em Caicó, Cristiane participou de uma agenda de conversa com apoiadores reunidos pelo ex-vereador Zaqueu Fernandes, ao lado de Juca Bala, Oderlan, Neném, Danilo e Mercinho. Ao comentar a passagem pela cidade, a deputada destacou a ampliação dos apoios e sua ligação com o município. “Campanha boa é assim, agregando cada vez mais amigos que compartilham a mensagem do nosso trabalho e do nosso propósito com o RN. É sempre bom reviver um pouco das minhas raízes e boas memórias que tenho de Caicó”, afirmou.

Depois do Seridó, a agenda seguiu para Japi, onde Cristiane participou de arrastão e comício ao lado da prefeita Simone e do ex-prefeito Tarcísio. “Foi incrível estar novamente ao lado dos amigos que caminham comigo há muitos anos. Amei cada abraço apertado e cada palavra de carinho e incentivo”, registrou a deputada.

Em seguida, Cristiane passou por Passa e Fica, onde participou de comício do candidato ao Governo Álvaro Dias com o prefeito Flaviano Lisboa e também ao lado do vereador Wilson Dachina, encerrando mais uma sequência de compromissos de campanha pelo interior do estado.

“Estamos chegando à reta final e é hora de estar ainda mais perto das pessoas. Cada cidade tem uma história, amigos e um trabalho construído ao longo dos anos. Do Seridó a Japi e Passa e Fica, esse contato direto nos permite ouvir a população e prestar contas da nossa atuação”, afirmou Cristiane.

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Na reta final do 1º turno, Flávio busca atrair votos de outros candidatos da direita e aposta em voto útil contra Lula

Flávio Bolsonaro em evento em Belém, no Pará — Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

A duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) passou a concentrar o discurso na economia e no custo de vida, enquanto busca atrair eleitores de outros candidatos de direita para uma estratégia de “voto útil”. A campanha pretende evitar ataques diretos a Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.

“Vocês que estão pensando em votar em outros candidatos, que são meus concorrentes, pensem na possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para a gente resolver logo”, disse o candidato durante um ato na Bahia.

Entre as propostas apresentadas estão a redução de impostos sobre energia e combustíveis, mudanças na reforma tributária para diminuir a alíquota do IVA e medidas para reduzir o preço dos alimentos. A campanha também prepara um programa de renegociação de dívidas que, segundo a coordenadora econômica Daniella Marques, poderá alcançar mais de 100 milhões de brasileiros.

A equipe econômica de Flávio defende ainda um ajuste das contas públicas e cita como meta uma redução de despesas equivalente a 1,5% do PIB. Os detalhes sobre quais gastos seriam cortados, porém, ainda não foram apresentados.

Na reta final, a campanha também pretende concentrar as agendas no Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro.

O discurso econômico dividirá espaço com as críticas ao STF e ao governo Lula. A estratégia é tentar ampliar o apoio entre eleitores de direita sem romper pontes com os candidatos cujos votos a campanha pretende atrair em um eventual segundo turno.

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  1. Quer dizer que mesmo um candidato tão bandido quanto o oponente,o meu voto será útil para eleger um malfeitor,então não!🇧🇷🤠💄

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Caravana 22: Álvaro Dias arrasta multidão pelas ruas da Zona Oeste de Natal em grande mobilização

Uma multidão tomou as ruas da Zona Oeste de Natal na manhã deste domingo (20) durante a passagem da Caravana 22. Em uma das maiores mobilizações da campanha na capital, uma extensa carreata acompanhou Álvaro Dias por diferentes bairros da região, com moradores nas calçadas, portas de casa e ao longo do percurso acompanhando a passagem do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ao lado de Álvaro, participaram da carreata o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita Joanna Guerra; o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim; o candidato ao Senado Coronel Hélio; e a candidata a deputada federal Nina Souza. Também acompanharam a mobilização os vereadores Preto Aquino, Irapuã Nóbrega, Aldo Clemente, Herberth Sena, Kleber Fernandes e Luciano Nascimento.

A Caravana 22 percorreu os bairros Bom Pastor, Cidade da Esperança, Nazaré, Cidade Nova, Felipe Camarão, Planalto e Pitimbu, passando pelo Conjunto Cidade Satélite. Ao longo do trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva e, em diferentes pontos, se integraram à mobilização, ampliando a carreata pelas ruas da Zona Oeste.

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