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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Judiciário

Alarme dispara no STF e prédio é evacuado às pressas; suspeita é de vazamento de gás

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Uma suspeita de vazamento de gás no terceiro andar do STF obrigou servidores a deixarem o prédio às pressas na noite desta segunda-feira (23), segundo nota oficial da Corte. Conforme informações da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, o alarme foi acionado na copa do 3º andar, onde funciona a Presidência do STF, orientando a saída imediata de todos os ocupantes do edifício.

Brigadistas percorreram cada sala para garantir a evacuação completa, de acordo com informações do próprio tribunal. Todos os anexos do Supremo também precisaram ser esvaziados.

Ainda não há confirmação sobre o motivo exato do acionamento do alarme, mas, segundo o STF, a suspeita inicial é de um possível vazamento de gás. A situação foi monitorada até que os servidores pudessem retornar com segurança.

O Tribunal informou que procedimentos de segurança seguem sendo avaliados e que novas informações serão divulgadas assim que forem apuradas.

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Saúde

Secretário de Saúde de Natal é internado com dor no peito; exames descartam infarto grave

Foto: Divulgação

O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, foi internado no Hospital Rio Grande nesta segunda-feira (23), por volta das 12h, após relatar dor torácica de moderada intensidade, com irradiação, segundo boletim oficial da unidade hospitalar.

De acordo com o hospital, alterações no eletrocardiograma e elevação de marcadores de necrose miocárdica motivaram a internação imediata para investigação médica. O secretário passou por cateterismo cardíaco, que não identificou lesões coronarianas agudas ou crônicas que necessitassem intervenção.

Conforme nota do Hospital Rio Grande, Geraldo Pinho está consciente, orientado, hemodinamicamente estável e sem necessidade de uso de drogas vasoativas. Ele permanece internado para exames complementares e acompanhamento clínico.

O hospital reforça que novas informações serão divulgadas oficialmente conforme a evolução do quadro.

Segundo assessoria da Secretaria de Saúde de Natal, não há previsão de alta e o acompanhamento segue sob supervisão médica especializada.

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Política

Bolsonaro deixa UTI e é transferido para quarto em hospital de Brasília

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta da UTI no início da noite desta segunda-feira (23) e foi transferido para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília. Segundo fontes da equipe médica, ele seguirá internado para continuar o tratamento com antibióticos até pelo menos quarta-feira (25).

A transferência ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao STF favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro.

Aliados do ex-mandatário aguardam que o ministro do STF Alexandre de Moraes analise o pedido e autorize a prisão domiciliar ainda nesta semana.

Segundo boletim médico, o ex-presidente apresenta quadro estável e sem complicações. O hospital segue acompanhando a evolução do tratamento e monitorando sinais vitais.

A expectativa é de que Bolsonaro permaneça no quarto hospitalar até o término do ciclo de antibióticos, conforme orientação médica, mantendo repouso e acompanhamento clínico diário.

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Geral

Prefeitura de Natal prepara pacote de gratuidades para estimular uso do transporte público

, Foto: Demis Roussos/STTU

A Prefeitura do Natal prepara para envio à Câmara Municipal o projeto de lei que institui a nova Política de Benefícios Tarifários do Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP). A proposta amplia o acesso da população ao transporte coletivo, com foco em inclusão social, estímulo ao uso do sistema e sustentabilidade operacional.

Estruturada com base em critérios técnicos e equilíbrio fiscal, a nova política organiza os benefícios existentes e introduz três eixos principais: ampliação de gratuidades, incentivo à utilização do sistema e modernização da gestão.

Entre as medidas, destaca-se a gratuidade integral para estudantes da rede pública estadual em deslocamento para aulas de ensino básico e médio, além da garantia de benefícios para pessoas com deficiência ou com doença crônica invalidante, observados os critérios legais. A proposta também prevê tarifa social em feriados e gratuidade em datas de grande relevância, como eleições e o ENEM.

Como forma de estimular o uso do transporte coletivo, o projeto institui ainda o domingo com tarifa zero em toda a cidade e também permite a criação de um modelo inovador de devolução tarifária (cashback): um sábado por mês – após o 5º dia útil –, usuários que se deslocarem para os bairros do Alecrim e Cidade Alta terão o valor das passagens restituído ao utilizarem o cartão de transporte nas viagens de ida e volta, como forma também de estimular o comércio tradicional da capital.

Como complemento às medidas, a STTU prevê a reavaliação da rede de transporte aos domingos, com ampliação da oferta de viagens e destinos, garantindo maior eficiência e melhor atendimento à população.

Para o prefeito Paulinho Freire, a proposta reforça o papel social do sistema: “Estamos garantindo que mais pessoas possam estudar, trabalhar e circular pela cidade com dignidade. É uma política moderna, responsável e, sobretudo, humana, construída com base no equilíbrio e na sustentabilidade do sistema.”

O projeto também estabelece mais transparência e controle na concessão dos benefícios, com critérios claros, uso de tecnologia e responsabilidade compartilhada, assegurando melhor gestão dos recursos públicos.

Com a medida, a Prefeitura do Natal consolida o transporte público como instrumento de inclusão social e desenvolvimento econômico da cidade.

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Política

Prefeitura de São Gonçalo avança com Programa Corte de Terra 2026 e já ultrapassa 1.100 horas de serviços executados

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Agropecuária, Desenvolvimento Agrário, Pesca e Aquicultura (SEMADA), segue avançando com a execução do Programa Corte de Terra 2026. Iniciada em 26 de fevereiro, a iniciativa já soma mais de 1.130 horas de aração de terras, beneficiando cerca de 565 pequenos agricultores do município.

O programa garante até duas horas-trator por produtor rural, contribuindo para a preparação do solo e fortalecendo a produção agrícola local. De acordo com o secretário da pasta, Jarbas Cavalcanti, em menos de um mês foram realizadas mais de 900 horas de corte de terra com tratores locados e outras 230 horas com equipamentos próprios da Prefeitura.

Diversas comunidades rurais já foram contempladas pela ação, entre elas Olho D’Água do Chapéu, Jacaré-Mirim, Barro Duro, Poço de Pedra, Chã do Moreno, Ladeira Grande, Guanduba, Serrinha, Alagadiço Grande, Utinga, Coqueiros, Padre João Maria, Santa Terezinha, Jacobina, Bela Vista, Jacaraú, Igreja Nova, Novo São Gonçalo, Canaã, Capim Açú, Novo Santo Antônio, Santo Antônio, Loteamento Jardim Redenção, Rio da Prata, Sítio Breu, Milharada e Arisco.

Foto: Divulgação

A gestão municipal, liderada pelo prefeito Jaime Calado, contratou nove tratores para a execução de duas mil horas de serviços, além de contar com três equipamentos próprios, que totalizam 12 tratores no programa, reforçando as atividades no campo.
No último sábado (21), a SEMADA promoveu um mutirão na comunidade de Maçaranduba, atendendo 18 agricultores com duas horas-trator cada. Também houve ações nas comunidades de Poço de Pedra, entre sábado (21) e domingo (22).

A Prefeitura segue com o cronograma de atendimento nas comunidades rurais e aguarda a chegada das sementes enviadas pelo Governo do Estado para iniciar a distribuição aos agricultores cadastrados no banco de sementes do município.

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Política

Lulinha foi à Finlândia com despesas pagas por lobista em hotel de até R$ 37 mil a diária

Foto: Reprodução

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve em Noruega e Finlândia em janeiro de 2025 para acompanhar a aurora boreal com sua família. De acordo com a apuração da coluna Andreza Matais, do Metrópoles, todas as despesas da viagem foram custeadas pela lobista Roberta Luchsinger.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, a viagem de luxo pelas cidades nórdicas teria custado cerca de R$ 300 mil para cada família. Lulinha foi acompanhado da esposa, filhos e de Roberta Luchsinger durante a estadia.

A logística da viagem foi organizada pela influenciadora de turismo de luxo Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. De acordo com informações do setor de turismo de alto padrão, Marina atende exclusivamente clientes com elevado poder aquisitivo, cuidando de hotéis, passeios e transporte de luxo.

O ponto alto da viagem à Finlândia foi a hospedagem no hotel Octola, em Rovaniemi, na Lapônia, com diárias de até R$ 37 mil por pessoa, segundo cotação realizada em janeiro de 2025. O hotel funciona de forma exclusiva para cada grupo e oferece serviços como chef privado, spa, sauna e atividades como cavalgadas e observação da aurora boreal.

Foto: Reprodução/Instagram/Roberta Luchsinger

As passagens aéreas foram compradas por Roberta Luchsinger. O grupo viajou de Swiss Airlines de São Paulo a Estocolmo e utilizou voos internos da companhia Scanwings. As postagens nas redes sociais de Roberta documentaram trechos da viagem, incluindo Estocolmo, Rovaniemi e a Suíça, onde o grupo permaneceu após a Escandinávia.

As viagens de Lulinha estão sendo acompanhadas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga movimentações financeiras do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Quebras de sigilo indicam que parte dos custos de viagens pessoais de Lulinha teria sido custeada por Roberta Luchsinger, segundo apuração jornalística.

Em nota, a defesa de Lulinha informou que não há conexão entre o empresário e fraudes no INSS e que Lulinha colabora ativamente com as autoridades. A defesa também declarou que não comentará viagens pessoais e familiares ou divulgação de dados sigilosos, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados.

 

 

 

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Judiciário

Presidente do STF defende criação de rede nacional de juízes especializados no combate ao crime organizado

Foto: G.Dettmar/Ag. CNJ

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do STF, ministro Edson Fachin, defendeu nesta segunda-feira (23) a criação de uma rede nacional de magistrados com atuação especializada no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a estrutura pode ser instituída por meio de ato normativo. A declaração foi feita na abertura do Encontro Nacional sobre os Desafios do Poder Judiciário diante do crime organizado, conforme informações divulgadas pelo CNJ.

Fachin destacou que processos envolvendo organizações criminosas costumam ser complexos. Segundo ele, esses casos frequentemente envolvem múltiplos réus, estruturas hierárquicas, uso de tecnologia e práticas como lavagem de dinheiro e intimidação de testemunhas.

O ministro afirmou que, diante desse cenário, é importante ampliar a integração entre magistrados especializados em todo o país. Ele também defendeu que o enfrentamento ao crime organizado seja tratado como uma política de Estado.

Ainda segundo Fachin, o Poder Judiciário deve ter papel relevante nesse processo. O ministro ressaltou que a segurança é um direito fundamental e que cabe às instituições atuar para garanti-lo, conforme declarou durante o evento.

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Geral

Ratinho Júnior recua da disputa presidencial e confirma permanência no governo do Paraná

Foto: Reprodução

O governador do Paraná, Ratinho Junior, anunciou nesta segunda-feira (23) que não disputará a Presidência da República e seguirá no comando do estado até o fim do mandato. A decisão, segundo nota oficial, afasta sua participação na escolha interna do PSD para as eleições presidenciais.

A decisão foi tomada no domingo (22), após reflexão com a família, e informada ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, no dia seguinte. Com isso, o PSD deverá definir outro nome para a disputa ao Palácio do Planalto, conforme informações do Metrópoles.

Segundo a nota, Ratinho Junior justificou a escolha afirmando que mantém compromisso com o eleitorado paranaense e que pretende concluir o projeto de gestão iniciado no estado. O texto destaca ainda indicadores da administração, como avaliação positiva, investimentos em infraestrutura e resultados nas áreas de educação e segurança pública.

O governador também declarou que continuará à disposição do partido para contribuir com propostas para o país,  que pretende retornar à iniciativa privada e assumir a presidência do grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.

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Moraes recebe Michelle no STF após PGR defender prisão domiciliar a Bolsonaro


Foto: reprodução/Metrópoles

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reúne nesta segunda-feira (23) com o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal. O encontro ocorre após a Procuradoria-Geral da República se manifestar, pela primeira vez, a favor da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O procurador-geral Paulo Gonet apontou a necessidade da medida para garantir acompanhamento médico contínuo, diante do risco de agravamento do quadro de saúde.

Bolsonaro está internado desde 13 de março na UTI em um hospital de Brasília, após passar mal na prisão, onde cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

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Nome de Flávio Bolsonaro no Vale do Açu, Pedro Filho ganha projeção em ato do PL no RN

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho deu mais um passo importante na consolidação do seu projeto político ao participar do grande ato de filiação do PL do Rio Grande do Norte, realizado no Boulevard, em Nova Parnamirim. O evento contou com a presença do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho.

O movimento carrega forte simbolismo político: Pedro Filho vem sendo tratado nos bastidores como o nome de Flávio Bolsonaro para representar o Vale do Açu na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

O evento reuniu lideranças de todo o estado, novos filiados e nomes estratégicos da legenda, funcionando como vitrine para os pré-candidatos alinhados ao projeto do PL. Nesse cenário, Pedro Filho aparece como uma das apostas do partido para ampliar a bancada federal do Rio Grande do Norte.

Com atuação crescente no Vale do Açu, Pedro Filho vem consolidando seu espaço dentro do grupo político e ampliando sua visibilidade no estado. A relação direta com Flávio Bolsonaro fortalece sua pré-candidatura e projeta seu nome em toda a região.

Durante o ato, Pedro destacou a importância de fortalecer o partido e ampliar a representação. “O Vale do Açu precisa de voz em Brasília. Estamos construindo uma candidatura com base, com apoio e com compromisso com a nossa região”, afirmou.

Nos bastidores, a leitura é clara: ao se posicionar ao lado de Flávio Bolsonaro em um evento de grande mobilização, Pedro Filho entra de vez no radar da disputa federal como um nome competitivo, com potencial de crescimento e respaldo político relevante.

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