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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

TRAGÉDIA NOS EUA: Colisão entre helicópteros deixa três mortos


Foto: Reprodução/Yamhill County Sheriff’s Officer

Três pessoas morreram na última quinta-feira (29) após a colisão entre dois helicópteros em uma área agrícola próxima a um aeroporto no condado de Yamhill, na região metropolitana de Portland, Oregon (EUA).

As vítimas foram identificadas pelas autoridades locais como o piloto norte-americano Tyler Sturdevant, de 38 anos; a instrutora de voo Maddie Aasbo, de 22 anos, natural do Texas; e um estudante de aviação britânico, que não teve a identidade divulgada até a conclusão da identificação formal.

Segundo o xerife do condado, Sam Elliott, Aasbo e o aluno britânico ocupavam a mesma aeronave, enquanto Sturdevant pilotava o segundo helicóptero. Uma das aeronaves envolvidas no acidente pertence à escola de aviação Jerry Trimble Helicopters, que lamentou a tragédia e prestou solidariedade aos familiares das vítimas em nota oficial enviada à imprensa.

As causas da colisão no ar estão sob investigação das autoridades federais de aviação dos Estados Unidos.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Em meio a tensões pós-eleitorais, chanceler do Brasil chega aos EUA para reunião do G20


Foto: Gil Ferreira / SRI-PR

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nesta sexta-feira (30) em Atlanta para participar da Reunião de Chanceleres do G20, sediada este ano pelos Estados Unidos. O evento marca o primeiro contato direto entre representantes do governo brasileiro e a administração norte-americana desde as eleições no Brasil, em um momento de esfriamento diplomático provocado pelo silêncio da Casa Branca sobre a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os trabalhos da cúpula são conduzidos pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chefe da diplomacia americana e apontado como a principal ponte entre a família Bolsonaro e o governo de Donald Trump.

Apesar de não haver previsão de uma reunião bilateral formal entre Vieira e Rubio, a expectativa é de que ambos mantenham contatos informais nos bastidores. Os chanceleres do grupo buscam avançar nas negociações do texto final que será submetido aos chefes de Estado na Cúpula de Líderes, agendada para dezembro.

Nos bastidores da diplomacia brasileira, contudo, o tom é de ceticismo. Integrantes do governo avaliam o cenário com pragmatismo e pouca margem para avanços expressivos na pauta comum diante das divergências políticas entre as duas gestões.

Com informações do Metrópoles

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Geral

[VÍDEO] Fala de Haddad sobre boicote a empresas pró-bolsonaro volta a repercutir após ofensiva do PT no MP


Vídeo: Reprodução/Pleno News

Declarações dadas em janeiro de 2023 por Fernando Haddad, que à época era Ministro da Fazenda, voltaram a circular nas redes sociais e a alimentar o debate político nacional. O resgate da fala ocorre no momento em que o Partido dos Trabalhadores (PT) aciona órgãos judiciais para investigar a criação de listas de boicote contra empresários e comerciantes que apoiam o governo federal.

Durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Haddad afirmou que os próprios consumidores têm o poder e as condições de pressionar as empresas por meio de suas escolhas de compra. Na ocasião, o ministro defendeu que o público não deveria “comprar nem um palito de fósforo” de companhias que não demonstrassem alinhamento claro a pautas de responsabilidade social, sustentabilidade e democracia.

Investigação e reação política

A reaparecimento do vídeo gerou acusações de contradição por parte de parlamentares da oposição. O resgate ocorre simultaneamente à ofensiva do PT junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A legenda governista pede a apuração e punição de grupos que circulam listas expondo estabelecimentos e profissionais identificados com a esquerda, promovendo boicotes econômicos e demissões por motivação política.

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Geral

[VÍDEO] REFORMA TRIBUTÁRIA: Alíquota acima de 30% pode dar ao Brasil o maior imposto sobre consumo do mundo


Vídeo: Reprodução/Band TV

A partir de janeiro de 2027, o Brasil iniciará a transição para um novo sistema tributário com a substituição parcial dos antigos PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Contudo, estimativas apontam que a alíquota total do imposto sobre o consumo, somando a CBS e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) poderá superar a marca de 30%, o que colocaria o país com a maior carga tributária sobre consumo do mundo.

Enquanto a projeção inicial calculava a CBS em torno de 9% a 11,3%, o novo modelo de cálculo e o debate em torno de alíquotas seletivas para produtos prejudiciais à saúde, como cigarros e bebidas alcoólicas geraram forte preocupação no setor produtivo. Entidades empresariais e representantes do setor de serviços alertam que o impacto nos custos poderá ser repassado aos preços finais.

Impasse no Senado

O Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu uma alíquota de referência de 11,3% para manter a arrecadação dos tributos federais, mas o martelo final cabe ao Senado Federal. Os senadores têm até o dia 15 de dezembro para definir e votar as regras, caso contrário prevalecerão os percentuais indicados pelo TCU.

Por sua vez, o Ministério da Fazenda argumenta que diversos produtos e serviços contarão com alíquotas zeradas ou reduzidas, fazendo com que a efetiva sobre o consumo final seja menor do que a soma nominal máxima.

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Geral

[VÍDEO] Defesa de Vorcaro aponta adulteração em celular e pede anulação de provas à PF


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sustenta que eventuais provas extraídas de seu celular podem ser totalmente anuladas caso se confirme que o aparelho sofreu alterações após ter sido apreendido pela Polícia Federal. A declaração foi feita à CNN pelo advogado Sergio Leonardo, que lidera a equipe jurídica do empresário.

Segundo o analista de Política da CNN, Caio Junqueira, a adulteração de provas se confirmada pode anular o processo.  “O que a gente está vendo nessa notícia, ela é extremamente relevante, não é pouco relevante, ela é extremamente relevante dentro de todo esse processo. Porque a partir desse laudo, se comprovado o que está descrito nesse laudo pericial contratado pelo doutor Sérgio Leonardo, que é o advogado que lidera a defesa do Daniel Vorcaro, tudo pode ser anulado, basicamente é isso”, comenta. 

Nesta quinta-feira (29), os advogados formalizaram um pedido para ter acesso ao material bruto mantido sob custódia da PF. O objetivo da defesa é confrontar os dados originais da investigação com o laudo pericial técnico encomendado por um especialista contratado pelo próprio banqueiro.

Segundo a defesa, a garantia do acesso à íntegra dos arquivos digitais é indispensável para contestar a integridade da cadeia de custódia das provas no processo.

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Geral

Davi Alcolumbre tenta articular reeleição no Senado sob desconfiança do PT e do PL


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acelerou as articulações políticas com a base aliada e com a oposição para pavimentar sua reeleição ao comando da Casa em 1º de fevereiro de 2027. O movimento, no entanto, ocorre sob um ambiente de desconfiança generalizada: de um lado, governistas temem acenos a pautas sensíveis, como a eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro; de outro, a direita exige entregas concretas antes de chancelar o apoio ao amapaense.

Mesmo com as fricções, aliados do parlamentar garantem que ele já dispõe de votos suficientes para consolidar a vitória. A estratégia de Alcolumbre baseia-se em atrair dissidências da oposição por meio de conversas diretas com parlamentares reeleitos e novatos, contornando a necessidade de um acordo formal com todo o bloco bolsonarista.

Atualmente, a candidatura de Alcolumbre soma o respaldo oficial de cinco legendas: MDB, PSD, PT, União Brasil e PP. Juntas, essas bancadas contabilizam 33 senadores para a próxima legislatura — faltam oito votos para alcançar a maioria absoluta de 41 necessária para a eleição. Como a votação é secreta e individual, o senador aposta na fidelidade dessas siglas e no avanço sobre parlamentares de partidos adversários.

O peso da bancada do PL e a disputa na oposição

A partir de 2027, o PL passará a ser a maior força do Senado, com 29 das 81 cadeiras — uma vantagem expressiva sobre a segunda maior bancada, a do PT, que contará com 10 senadores. A legenda tem reunião marcada para o início de novembro para definir se lançará candidatura própria, tendo como principais cotações o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A adesão formal do PP ao projeto de Alcolumbre colocou entraves à postulação de Tereza Cristina, mas parte da oposição ainda prega a unificação dos nomes para evitar o fracionamento dos votos conservadores.

Ajuste de rota com o Planalto

Paralelamente às negociações na oposição, Alcolumbre articula uma nova agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é alinhar a relação institucional entre o Palácio do Planalto e o Congresso a partir do próximo ano, priorizando uma pauta legislativa pragmática e mitigando pontos de conflito direto entre o Poder Executivo, o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações do Metrópoles

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Geral

Lula vê Trump isolado após recusa em reconhecer vitória nas urnas


Fotos:  Aaron Schwartz/EFE/EPA/POOL; Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a recusa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reconhecer o resultado das eleições presidenciais brasileiras coloca o líder americano em uma posição de isolamento diplomático.

Integrantes do Executivo federal apontam que não há margem para contestar a lisura do pleito. A vitória de Lula no último domingo, selada com 64 milhões de votos contra 59,8 milhões dados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) foi chancelada de forma célere por líderes globais, representantes do Legislativo e Judiciário brasileiros e pelo próprio PL, partido da oposição.

A postura de Trump é acompanhada por um grupo restrito de governos alinhados, como Israel e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, tornou-se o único chefe de Estado sul-americano a não cumprimentar Lula pela reeleição. Em contraste, outros nomes de destaque da direita na região — entre eles Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador), José Antonio Kast (Chile) e Abelardo de la Espriella (Colômbia) — reconheceram prontamente o resultado das urnas.

Cenário político e fortalecimento interno

A leitura no Palácio do Planalto é de que o governo entra nesta nova etapa em posição consideravelmente mais forte do que no ano passado, período marcado pelas tensões diplomáticas e comerciais geradas pela “crise do tarifaço”. Naquela ocasião, a pressão sobre o Brasil se intensificou após o julgamento de Jair Bolsonaro por envolvimento em tentativas de golpe e pelas articulações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro junto a Washington para incentivar sanções econômicas contra o país.

Com o respaldo institucional doméstico e a aceitação majoritária da comunidade internacional, o Planalto avalia que as tentativas da oposição de buscar apoio externo para questionar as eleições perderam substância política.

Com informações do Metrópoles

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Economia

Após Bradesco e Itaú, Santander eleva juros do crédito imobiliário para 12,49% e encarece sonho da casa própria

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O Santander confirmou nesta quinta-feira (29) que também vai elevar as taxas do crédito imobiliário, seguindo o movimento iniciado pelo Bradesco e seguido pelo Itaú. A partir desta sexta-feira (30), os financiamentos terão taxas a partir de 12,49% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

O reajuste ocorre em meio à alta dos juros futuros após a reeleição do presidente Lula (PT), encarecendo as condições de financiamento para quem pretende comprar um imóvel.

Na prática, o valor final dos imóveis financiados sofre um salto astronômico, encarecendo o valor de cada parcela mensal e exigindo uma renda familiar muito maior para conseguir a aprovação do crédito junto aos bancos.

O encarecimento das linhas habitacionais também trava o setor da construção civil, diminui a oferta de empregos na ponta e desacelera o mercado imobiliário em todo o país.

Com informações do Infomoney

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Economia

Dívida pública atinge R$ 11,1 trilhões no governo Lula e alcança o pior patamar desde 2021

Foto: Calito Canhadas/ Pixabay

A dívida bruta do setor público consolidado do Brasil manteve a tendência de alta e fechou o mês de setembro atingindo o montante de R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto, segundo dados do Banco Central. O indicador, que serve como o principal termômetro da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros, atingiu o seu pior patamar desde março de 2021 e acumula uma alta expressiva de 11,2 pontos percentuais desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o índice marcava 71,7% do PIB ao final da gestão anterior.

O avanço contínuo do endividamento reflete o descompasso das contas públicas, puxado pelo aumento das despesas do governo e pelos déficits acumulados no setor público. Apenas no acumulado do ano, a dívida bruta subiu mais de 6 pontos percentuais em relação ao PIB, enquanto a dívida líquida do setor público saltou para 70% da riqueza produzida no país. O resultado fiscal de setembro reforçou a pressão sobre as finanças do Estado ao registrar um déficit primário de R$ 5,5 bilhões, evidenciando o desafio permanente do país para equilibrar arrecadação e gastos estruturais.

Com informações da Revista Oeste 

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Brasil

CGU aponta superfaturamento de R$ 49 milhões em obras de terminal portuário para a COP30

Reprodução

Um relatório publicado pela Controladoria-Geral da União apontou R$ 49 milhões em sobrepreço e inconsistências orçamentárias nas obras de adequação do Terminal Portuário de Outeiro, em Belém. O projeto foi contratado pela Companhia Docas do Pará por R$ 233,8 milhões, sob modalidade de dispensa de licitação, para adequar o local ao recebimento de navios de cruzeiro durante a conferência COP30. Segundo o órgão de controle, o montante contratado superou em 29% o orçamento inicial previsto no plano de trabalho, que era de R$ 181,3 milhões, sem alteração no escopo dos serviços.

A principal irregularidade apontada foi a cobrança duplicada de serviços de içamento e cravação de estruturas metálicas, no valor de R$ 22,7 milhões. A auditoria também identificou preços acima das referências de mercado, acréscimos indevidos na quantidade de aço e outras despesas questionadas.

A Companhia Docas do Pará reconheceu R$ 10,54 milhões dos valores questionados e contestou os R$ 38,53 milhões restantes. A CGU também apontou falhas na supervisão, já que a mesma empresa participou da elaboração do projeto e do orçamento e depois assumiu a fiscalização da obra.

Com informações do Metrópoles 

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