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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Política

Natal terá manifestação contra Lula, Moraes e Toffoli no dia 1º de março

Foto: Divulgação

Natal será palco, no dia 1º de março (domingo), de uma manifestação organizada por grupos de direita que defendem o impeachment dos ministros do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do presidente Lula da Silva (PT). O ato está marcado para as 14h, em frente ao Midway Mall.

A mobilização na capital potiguar está sendo capitaneada pelo movimento Força Democrática e integra uma agenda nacional de protestos que ocorrerão no mesmo dia em diversas cidades brasileiras. De acordo com os organizadores, a mobilização é motivada por recentes denúncias envolvendo ministros da Suprema Corte, além de críticas à condução do governo federal.

Os manifestantes também alegam que a atual gestão presidencial já foi marcada por uma série de escândalos e defendem maior fiscalização e responsabilização das autoridades.

Os organizadores informam que a manifestação será aberta ao público e que orientações sobre segurança e organização serão divulgadas nas redes sociais dos movimentos envolvidos nos próximos dias.

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Geral

Carnaval de Pedro Avelino: mais um ano de sucesso com novo percurso inédito de arrastão

O Carnaval de Pedro Avelino confirmou, mais uma vez, a força da tradição e a alegria do seu povo. A festa foi marcada por organização, segurança e uma energia contagiante que tomou conta das ruas durante todos os dias de programação.

Famílias inteiras, conterrâneos que retornaram à cidade e visitantes de toda a região viveram momentos especiais, celebrando na paz, com muita animação, emoção e espírito de união. O clima foi de tranquilidade e confraternização, consolidando o evento como um dos mais aguardados do calendário cultural do município.

Um dos grandes destaques deste ano foi a novidade do novo percurso do arrastão, que trouxe ainda mais dinamismo à festa e ampliou a participação popular. A última terça-feira entrou para a história: o arrastão saiu do bairro São Francisco e arrastou uma verdadeira multidão pelas ruas da cidade, em um momento que coroou o encerramento do Carnaval com chave de ouro.

Com público expressivo, clima de segurança e uma programação que valorizou a cultura e a alegria popular, o Carnaval de Pedro Avelino reafirma seu lugar como uma das maiores celebrações da região, deixando já a expectativa para o próximo ano.

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Geral

Frentes católica e evangélica criticam desfile que homenageou Lula e anunciam medidas judiciais

Foto: Duda Monteiro de Barros/VEJA.com

A Frente Parlamentar Católica e a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso criticaram o desfile feito no último domingo, 15, pela escola de samba Acadêmicos de Niterói com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como tema. As duas bancadas afirmam que o conteúdo exibido desrespeitou a fé cristã e que acionarão o Judiciário e órgãos de controle.

Uma das alas do desfile da escola de samba trata de famílias conservadoras dentro de uma lata de conserva.

Na nota divulgada nesta quarta-feira, 18, a Frente Católica disse ter recebido a apresentação com “indignação” e que a liberdade religiosa deve ser respeitada, tal como a artística. “Quando manifestações culturais alcançam ampla repercussão pública, especialmente quando há envolvimento de recursos públicos, cresce igualmente a responsabilidade sobre a forma como crenças, princípios e valores são retratados”, diz o texto assinado pelo presidente da frente, Luiz Gastão (PSD-CE).

A frente católica defendeu a apuração dos fatos e uma eventual responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades na apresentação: “Há indícios de que o desfile tenha ultrapassado os limites estabelecidos pela legislação ao tratar de convicções religiosas. Diante disso, a Frente Parlamentar Católica cobra e exigirá providências e a atuação dos órgãos competentes para a devida apuração dos fatos e eventual responsabilização, caso confirmadas irregularidades”.

Já a Frente Parlamentar Evangélica repudiou o que chamou de “conduta desrespeitosa e afrontosa”. O grupo afirmou ser “inadmissível” que manifestações culturais promovam “escárnio contra a fé cristã” e criticou o suposto financiamento público do desfile.

“É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade”, afirma o texto. “Não aceitaremos que a fé da maioria dos brasileiros seja tratada como objeto de sátira em troca de palanque político”.

A frente informou que acionará a Procuradoria-Geral da República e o Judiciário pedindo a punição dos responsáveis pelo desfile.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Bom é ver o desespero dos eleitores passadores de pano da esquerda fazendo contorcionismo querendo dizer que aquilo não foi em nenhum momento criticando os evangélicos e cristãos de modo geral. Não é de hoje que os carnavais vêm desdenhando e debochando da fé cristã. A esquerda têm nojo dos cristãos e principalmente os evangélicos. Que fico mais impressionado é ver um cristão votar num povo desse.

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Geral

EUA, Rússia e Ucrânia encerram reuniões sem acordo sobre fim da guerra

Foto: Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia

As negociações mediadas pelos Estados Unidos entre Ucrânia e Rússia, realizadas em Genebra, terminaram nesta quarta-feira (18) sem acordo para encerrar a guerra.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou as conversas como difíceis e acusou Moscou de tentar prolongar um processo que, segundo ele, poderia estar mais avançado. As reuniões trataram de temas militares e político-militares e incluíram encontros paralelos com representantes europeus.

Pelo Kremlin, o porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o presidente Vladimir Putin foi informado sobre os diálogos, mas evitou comentar a possibilidade de uma reunião direta entre os líderes. O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse que as conversas foram “difíceis, porém profissionais”, e indicou que novos encontros devem ocorrer em breve.

Segundo a agência estatal TASS, as tratativas do dia 17 duraram cerca de seis horas e foram consideradas tensas; no dia seguinte, os encontros se estenderam por aproximadamente duas horas.

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: Cavaleiros arrasta multidão em Pirangi, na Redinha e em Lajes no último dia de Carnaval

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Com três shows no mesmo dia, a banda Cavaleiros do Forró encerrou seu carnaval com chave de ouro. Não é sempre que uma banda do Rio Grande do Norte consegue arrastar multidões e tomar conta de dois pontos da Grande Natal: na Zona Norte e na Zona Sul. Na terça-feira (17), a Cavaleiros mostrou sua força: Redinha e Pirangi foram tomadas por uma verdadeira onda de gente, contagiada pela vibração e pelo espetáculo da banda. O terceiro show foi em Lajes, no interior do RN.

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Geral

Parnamirim celebra o maior Carnaval da sua história com mais de meio milhão de foliões

A cidade de Parnamirim viveu um momento histórico com o sucesso absoluto do Carnaval do Povo 2026. Mais de meio milhão de pessoas passaram pela festa ao longo da programação, consolidando o evento como um dos maiores do estado e do Nordeste. A multidão aprovou a grade de atrações e a estrutura organizada pela gestão da prefeita Nilda, que garantiu dias de muita alegria, afeto, segurança e tranquilidade.

A movimentação intensa transformou Pirangi em um grande palco de celebração popular. Nunca o município havia registrado um fluxo tão expressivo de pessoas durante o período carnavalesco, reflexo do planejamento e dos
investimentos realizados para oferecer uma experiência segura e acolhedora para moradores e turistas.

A operação montada pela Prefeitura envolveu reforço na segurança, atendimento de saúde, atuação permanente das equipes da assistência social e a realização da campanha de conscientização “Não é Não”, em apoio e proteção às mulheres. A mobilidade urbana também teve papel fundamental na organização do trânsito e do fluxo de pedestres, enquanto as equipes de limpeza pública trabalharam diariamente para deixar a avenida pronta para o dia seguinte, garantindo conforto e bem-estar aos foliões.

O balanço da segurança reforça o clima de tranquilidade que marcou os cinco dias de festa. Não houve registros de importunação sexual, homicídio, feminicídio, estupro ou disparo de arma de fogo. Foram registrados poucos casos e nenhuma ocorrência de crimes mais graves, consolidando um Carnaval de paz: flagrante delito (02), furtos (26), drogas (03), lesão corporal (03) e roubo (01).

Além da festa, o impacto econômico foi significativo. O Carnaval impulsionou o turismo, fortaleceu a rede de serviços e garantiu alta no faturamento de comerciantes informais, que aproveitaram a grande presença de público para gerar renda e oportunidades.

A prefeita Nilda comemorou o resultado e destacou o esforço coletivo da gestão:
“Vivemos um Carnaval histórico, fruto de muito planejamento e do trabalho integrado de toda a nossa equipe. Conseguimos oferecer uma festa segura, organizada e cheia de alegria para moradores e visitantes. Hoje, Pirangi se consolida como palco de um dos maiores carnavais do Rio Grande do Norte e do Nordeste, e já estamos motivados para fazer uma edição ainda melhor no próximo ano”, disse a prefeita.

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Geral

STF faz “blindagem escancarada”, diz líder da oposição na Câmara após operação da PF

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse nesta quarta-feira, 18, que o Supremo Tribunal Federal (STF) está se blindando e que o Senado Federal precisa cumprir seu papel de fiscalizar a Corte e punir eventuais abusos.

A manifestação ocorre um dia depois de a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, para investigar acessos a dados fiscais de integrantes do Supremo e familiares em sistemas da Receita Federal.

Gilberto Silva se manifestou pelo X. “O que o STF está fazendo é blindagem escancarada! Eles não vão parar, o Senado Federal precisa cumprir seu papel constitucional urgente. A população brasileira agora sabe de toda a verdade, o STF é a maior ameaça à nossa democracia”, escreveu o congressista.

O Senado é responsável por analisar os pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo.

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) se pronunciou na terça-feira, 17, sobre a investigação da PF.

A estatal afirmou que não realiza consultas a informações sigilosas e que a atuação se limita à operação da infraestrutura tecnológica utilizada por órgãos federais, como a Receita Federal.

Em nota oficial, a Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital declarou que “todos os sistemas desenvolvidos e mantidos pela estatal são integralmente rastreáveis, permitindo a identificação, o monitoramento e a auditoria de eventuais irregularidades”.

Segundo o Serpro, a atuação institucional é guiada por protocolos rigorosos de segurança e governança. A estatal afirmou ainda que sua atuação é pautada “pelo compromisso permanente com a segurança da informação, a privacidade, a proteção de dados e o estrito cumprimento da legislação vigente”, pontuou.

De acordo com a empresa, são adotados “controles técnicos e mecanismos de governança que asseguram integridade, confidencialidade e rastreabilidade das operações realizadas em seus ambientes tecnológicos”.

Sobre o acesso ao conteúdo das informações fiscais, o Serpro ressaltou que “seus empregados e empregadas não possuem acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes”.

A investigação foi aberta após a identificação de consultas consideradas ilegais a dados tributários sigilosos de integrantes do STF.

O Antagonista

Opinião dos leitores

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Geral

Homem é preso após invadir casa, agredir ex-mulher duas vezes no mesmo dia e tentar incendiar pertences da vítima

Foto: Polícia Civil

Um homem foi preso em flagrante após agredir violentamente a ex-companheira duas vezes no mesmo dia, no município de Maxaranguape, no litoral Norte do Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu na terça-feira (17) quando ele tentava incendiar os pertences da vítima.

Segundo a polícia, a mulher foi atacada inicialmente dentro de casa, sofreu agressões físicas e cortes provocados por uma garrafa de vidro quebrada. Após receber atendimento médico em uma unidade de saúde, ela voltou para a residência e encontrou o agressor ainda no local, sendo novamente espancada, inclusive com chutes, na frente da filha.

O indivíduo foi localizado e detido por agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A vítima relatou que o homem não aceita o fim do relacionamento.

A Polícia Civil reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente pelo Disque Denúncia 181, com garantia de anonimato.

Opinião dos leitores

  1. Esssas pragas covardes se acham donos das mulheres, o país precisa arrochar as leis contra esses canalhas que batem e matam mulheres, cadeia grande nesses safados.

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Geral

Ministros citam agravamento de crise no STF e veem Moraes dobrar aposta com a condução da apuração sobre vazamento de dados da Receita

Foto: Gustavo Moreno/STF

A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para investigar acessos e supostos vazamentos de dados por servidores da Polícia Federal gerou incômodo entre integrantes da própria Corte.

Ministros, inclusive aliados de Moraes, relataram desconforto com a condução da apuração, citando a falta de consulta prévia aos colegas. Há críticas ao fato de o procedimento ter sido aberto de ofício e de a Procuradoria-Geral da República não ter remetido a representação ao então presidente do STF, Edson Fachin, que estava de férias.

Nos bastidores, cresce o temor de que a postura adotada aprofunde a crise de credibilidade do Supremo, já abalada por efeitos colaterais do caso Master, e passe a imagem de “autoblindagem” institucional. Magistrados afirmam não conhecer a real dimensão das irregularidades investigadas e questionam a vinculação do caso ao inquérito das fake news, aberto em 2019 e sem prazo para conclusão.

A operação desta terça-feira (17) mirou servidores suspeitos de consultar e vazar dados de ministros e familiares, como a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes. A PF apura se houve motivação política ou financeira, a pedido da PGR.

Opinião dos leitores

  1. Inflaram demais os poderes do stf e agora se reclamar, eles mandam prender por fake news. Parabéns aos envolvidos.

  2. Para os babacas babões: xandao pode virar xambinho, saibam que tudo que,sobe desce, principalmente quantidade acabar a serventia e se observar que a queda, pode levar para o buraco, infelizmente para esse povo, principalmente o papangu cachaceiro, isso já aconteceu diversas vezes, aí toffoli de exemplo, outrora foram os colegas de partido, na prisão esse comportamento leva a uma ALCUNHA: X9.

  3. Oxente!!! No góipe tabajara o cara também não era vítima? Só agora que é? Deixa o cara trabalhar!!!

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Veja o que Lula vetou e o que manteve no projeto de reajuste para servidores da Câmara, Senado e TCU

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou nesta quarta-feira o dispositivo que criava a licença compensatória para servidores do Congresso Nacional e Tribunal de Contas da União (TCU).

Os trechos foram incluídos em projetos que previam reajuste salarial para carreiras dos órgãos em cerca de 9% neste ano, além de criar outras benesses aos servidores do Legislativo.

O aumento para 2026 foi sancionado por Lula, mas o presidente vetou os reajustes previstos para 2027, 2028 e 2029. Segundo o Palácio do Planalto, os trechos foram derrubados pois a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a criação de despesas obrigatórias no fim do atual mandato, que se encerra em dezembro.

O que foi mantido

  • Aumento em cerca de 9% para servidores da Câmara, Senado e TCU em 2026
  • Substituição de gratificações pagas a servidores do Congresso. É um benefício limitado pelo teto constitucional, que pode ir de 40% (no mínimo) a 100% (no máximo) do vencimento básico do cargo ocupado pelo servidor
  • Ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para carreiras do TCU
  • Reconhecimento de carreiras no Legislativo como careirras de Estado

O que foi vetado

  • Pagamentos retroativos (com verbas de exercícios anteriores) de benefícios para servidores
  • Licença compensatória para funções comissionadas e de assessoramento, com possibilidade de conversão em indenização, resultando em valores que poderiam ultrapassar o teto constitucional do serviço público
  • Regras que previam forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões
  • Reajustes de servidores do Legislativo para os exercícios de 2027, 2028 e 2029

O veto de Lula aconteceu após a aprovação dos projetos no Congresso reacenderam o debate sobre dispositivos criados para furar o teto. Também neste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que os três Poderes revisem “penduricalhos” das folhas de salários do funcionalismo.

Segundo o Orçamento de 2026, o projeto parcialmente vetado por Lula teria um impacto de R$ 790 milhões neste ano, valor que será diminuído com a derrubada de benefícios.

O Globo

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