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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Geral

Ministros do STF veem reação ‘tímida’ de Fachin à CPI do Crime e defendem reforço na articulação interna para conter crise

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A reação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ao relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes foi vista como “tímida”e aprofundou o clima de insatisfação em uma ala da Corte e acentuou divergências entre seus integrantes sobre a defesa que vem sendo feita do tribunal.

Ministros ouvidos pelo GLOBO avaliam que a nota divulgada por Fachin, depois que os presidentes da Primeira e da Segunda Turma, Flávio Dino e Gilmar Mendes, já tinham se manifestado, adicionou mais uma camada à onda de insatisfação com a forma como o presidente do STF se posiciona diante de episódios que expõem seus membros. O texto assinado pelo presidente da Corte foi divulgado apenas após a rejeição do parecer, derrotado por seis votos a quatro na CPI.

Gilmar capitaneou a reação dentro do tribunal ao relatório da CPI, com manifestações contudentes, sendo acompanhado por posicionamentos dos ministros Dias Toffoli e Flávio Dino, que também criticaram o teor do documento e prestaram solidariedade aos colegas citados.

Reservadamente, ministros afirmam que, diante desse cenário, será necessário que Fachin “zere o jogo” dentro do próprio tribunal para conter o desgaste e buscar recompor as pontes da presidência com os magistrados. Para esse grupo, o movimento passa por reduzir declarações públicas e evitar iniciativas que possam ampliar ruídos internos ou reforçar a percepção de crise.

Nesse contexto, há quem defenda que pautas sensíveis encampadas pela atual gestão, como a discussão sobre um Código de Conduta para ministros, sejam temporariamente deixadas em segundo plano.

Ministros dizem ainda que o código pode fragilizar o STF e ampliar a crise, sendo que a prioridade do momento deve ser a união interna para enfrentar ações que, na visão dos magistrados, tentam deslegitimar a Corte. Ministros lembram a atuação conjunta em defesa da democracia.

A avaliação é que insistir nesse debate neste momento pode acirrar ainda mais divisões internas, sobretudo diante da interpretação de que o tema vem sendo associado, ainda que indiretamente, a episódios recentes envolvendo integrantes da Corte.

A leitura de uma ala da Corte é que, ao responder ao episódio da CPI somente quando o relatório foi recusado, Fachin deixou o Supremo como um todo exposto. Foi a primeira vez que uma comissão parlamentar pediu o indiciamento de ministros da Corte. Por isso, a nota acabou reacendendo desconfortos que vinham se acumulando nas últimas semanas em torno da exposição pública do STF e de seus integrantes.

O mal-estar não se restringe à nota de Fachin. Como mostrou O GLOBO, ele se soma a uma insatisfação já existente em parte do tribunal com declarações recentes tanto do presidente do STF quanto da ministra Cármen Lúcia, que vinham defendendo maior transparência e a necessidade de regras mais claras de conduta.

Para esse grupo de ministros, embora as manifestações tenham como objetivo responder a críticas externas, o efeito prático tem sido o de ampliar a exposição da Corte em um momento de pressão política crescente.

Essa ala entende que reconhecer publicamente tensões internas ou discutir mecanismos de controle de conduta pode acabar alimentando narrativas de fragilidade institucional e ampliando o desgaste coletivo.

Além disso, há incômodo com o fato de que mensagens genéricas sobre ética e comportamento possam ser interpretadas como direcionadas a casos específicos, o que, na visão desses magistrados, contribui para um ambiente de desconfiança interna.

O Globo

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Geral

Rogerio Marinho acusa governo Lula de agravar o endividamento das famílias

O senador Rogerio Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, atribuiu à política econômica do governo Lula da Silva (PT) o aumento do endividamento das famílias brasileiras. Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), ele afirmou que o problema tem gerado insatisfação na população. Acusou o Executivo federal de adotar medidas sem sustentabilidade, que acabam agravando a crise financeira vivida, segundo ele, pelos brasileiros.

“Este é o governo do Robin Hood: é o governo que dá com uma mão e tira com as duas. Que diz que protege a sociedade brasileira, mas, na verdade, enriquece aqueles que investem na ciranda financeira. Desestimula quem quer empreender, quem quer gerar emprego, quem quer gerar renda e, sobretudo, tenta enganar a população brasileira”, afirmou.

Rogério Marinho questionou programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, que afirma não terem reduzido a inadimplência. Segundo o líder da oposição, novas propostas com uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e oferta de crédito com juros elevados tendem a repetir os mesmos erros. Para ele, essas iniciativas beneficiam o sistema financeiro, mas não resolvem o problema estrutural das dívidas da população.

O senador criticou a atuação do governo em outros temas, como a regulamentação das apostas esportivas e a chamada “taxa das blusinhas”. Destacou dados sobre juros, déficit público e relação entre dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) para sustentar sua crítica à política fiscal do governo. E cobrou uma resposta nas urnas às “práticas ultrapassadas” do atual governo.

“Nunca se ganhou tanto dinheiro no Brasil, é verdade, mas foram os banqueiros, aqueles que o PT diz que são os seus inimigos, porque dividem o país entre nós e eles”, concluiu.

Com informações da Agência Senado

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Geral

CNRP realiza 3ª etapa com R$ 130 mil em premiação e sete torneios ao longo da semana

O Circuito Norte-Riograndense de Poker (CNRP) promove, entre os dias 13 e 19 de abril, a sua 3ª etapa da temporada, reunindo jogadores de todo o estado em uma semana intensa de competições. Ao todo, serão distribuídos R$ 130 mil em premiações, divididos em sete torneios ao longo do evento.

A programação começa na segunda-feira (13) com o torneio Hot Start, que abre oficialmente a etapa com R$ 15 mil garantidos e buy-in acessível de apenas R$ 150, atraindo tanto iniciantes quanto jogadores mais experientes.

Um dos grandes destaques da grade é o Ignition Day, que acontece na quinta-feira (16), às 15h. O torneio conta com inscrição 100% gratuita e premiação de R$ 15 mil, sendo uma excelente oportunidade para novos competidores entrarem no circuito.

Ainda na quinta-feira, tem início o Main Event, principal torneio da etapa, que se estende até o domingo (19), quando será disputada a mesa final. A competição oferece R$ 40 mil em premiações e deve reunir os principais nomes do poker regional.

Na sexta-feira, o destaque fica por conta do High Roller, considerado o torneio mais técnico da programação. Voltado para jogadores de alto nível, o evento também distribuirá R$ 40 mil em prêmios.

Além das disputas individuais, o CNRP mantém um ranking acumulado ao longo da temporada, que nesta temporada distribuirá R$ 30 mil em premiações. O líder do ranking receberá R$ 5 mil, enquanto o segundo e terceiro colocados levam R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente. Os 18 melhores colocados ainda garantem vaga em uma disputa especial que distribuirá R$ 20 mil adicionais.

Com estrutura consolidada e premiações atrativas, o CNRP segue fortalecendo o cenário do poker no Rio Grande do Norte, promovendo competição, entretenimento e oportunidades para jogadores de todos os níveis.

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Geral

Rede chefiada por MC Ryan “lavou” lucro do tráfico de 3 toneladas de cocaína, diz PF

Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal aponta que o esquema liderado pelo funkeiro MC Ryan SP lavou dinheiro proveniente do tráfico de mais de três toneladas de cocaína. A investigação, que resultou na Operação Narco Fluxo, indica que o grupo utilizava empresas ligadas à produção musical e a visibilidade do artista para misturar recursos ilícitos com receitas legais, incluindo ganhos com apostas ilegais e rifas digitais. Segundo a PF, há ligação estrutural com o Primeiro Comando da Capital.

De acordo com a Justiça, o volume financeiro movimentado pelo esquema é bilionário. Foi determinado o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados, valor calculado com base no lucro estimado do tráfico e nas movimentações financeiras identificadas.

A PF afirma que, após a lavagem, os recursos eram reinseridos na economia por meio da compra de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e outros bens. O artista também teria utilizado “laranjas” para ocultar patrimônio.

A operação mobilizou mais de 200 policiais e cumpriu mandados em diversos estados. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em nota, a defesa de MC Ryan SP negou irregularidades e afirmou que todas as movimentações financeiras têm origem lícita.

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Geral

Dívida pública do Brasil deve alcançar 100% do PIB em 2027, estima FMI

Foto: Getty Images

A dívida pública do Brasil deve atingir 100% do PIB até 2027, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional divulgada nesta quarta-feira (15).

Para 2026, a estimativa é de que o país encerre o ano com dívida equivalente a 96,5% do PIB. A tendência é de alta contínua, podendo chegar a 106,5% até 2031.

A dívida pública representa os recursos captados pelo governo por meio de empréstimos e emissão de títulos para financiar despesas, cobrir déficits e cumprir obrigações fiscais.

De acordo com o FMI, o avanço está ligado ao aumento dos gastos públicos, à alta dos juros e às pressões globais, como conflitos internacionais e maiores demandas por investimentos em defesa e áreas sociais.

O cenário não é exclusivo do Brasil. No mundo, a dívida global já se aproxima de 94% do PIB e deve atingir 100% até 2029 — nível visto anteriormente apenas após a Segunda Guerra Mundial.

O FMI alerta que o espaço fiscal está cada vez mais limitado, com maior sensibilidade dos mercados e redução da margem de segurança para equilibrar as contas públicas.

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Geral

Ingressos para finais da Ginástica Rítmica se esgotam em duas horas; Alta procura é indicador antecipado de sucesso dos Campeonatos Brasileiros

A CBG tem mais um indicativo que os Campeonatos Brasileiros que serão realizados em Natal deverão ser muito bem-sucedidos. O lote de ingressos para as finais da Ginástica Rítmica se esgotou em apenas duas horas, a contar da liberação na plataforma Sympla. Recentemente, algo similar havia ocorrido com o lote de ingressos para as finais da Ginástica Artística.

A notícia confirma que o evento tem tudo para se distinguir em meio ao calendário nacional esportivo deste ano. Trata-se de mais uma evidência de que a Ginástica, em suas diferentes modalidades, agrada em cheio ao público brasileiro. No caso específico da GR, trata-se da continuidade de uma curva ascendente de aceitação, desenho do qual faz parte o Campeonato Mundial realizado no Rio de Janeiro, que aumentou a exposição da GR na mídia.

Diante da alta demanda, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) se prepara para tornar disponíveis novas cargas de ingressos. Em breve, serão divulgadas orientações detalhadas a respeito.

Momento inédito da história esportiva do Rio Grande do Norte, a sequência de Campeonatos Brasileiros é uma tríade formada por competições de Ginástica Artística, Ginástica Rítmica e Ginástica de Trampolim.
Ao realizar os eventos em Natal, a CBG dá continuidade à execução de sua estratégia de descentralização, levando grandes competições para diferentes regiões do país, o que aproxima o público dos atletas de alto rendimento.

Aguarde mais informações sobre ingressos nos canais oficiais da CBG.

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Moraes nega autorização para que irmão de Michelle seja o cuidador de Jair Bolsonaro

Foto: reprodução/eduardotorresbrasil/instagram

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, atuasse como seu cuidador durante a prisão domiciliar.

A defesa alegou que Carlos Eduardo é pessoa de confiança da família e já auxiliou Bolsonaro em outras ocasiões. Também argumentou que Michelle, a filha Laura e a enteada Letícia têm compromissos profissionais e escolares, o que dificultaria o acompanhamento integral.

Moraes, no entanto, afirmou que a justificativa não configura situação excepcional capaz de flexibilizar as regras impostas. Segundo o ministro, as visitas seguem restritas por razões de saúde, já que Bolsonaro se recupera de uma broncopneumonia bilateral.

Ele ressaltou ainda que dificuldades na rotina familiar não são fundamento jurídico para ampliar o número de pessoas autorizadas na residência, sob risco de desvirtuar a prisão domiciliar.

Bolsonaro foi autorizado a cumprir prisão domiciliar por 90 dias no fim de março, após internação. A medida limita o contato apenas a profissionais de saúde e aos familiares que residem no local.

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Nossa Churrascada 2026 reforça estrutura com 24 estações, 17 chefs e line-up musical em Natal

Consolidada como uma das principais experiências gastronômicas do Rio Grande do Norte, a Nossa Churrascada chega à sua terceira edição em Natal com uma estrutura ainda mais robusta e curadoria ampliada. O evento acontece no dia 9 de maio, no Aeroclube do Rio Grande do Norte, reunindo 24 estações gastronômicas comandadas por 17 chefs convidados, além de uma programação musical diversificada e ativações de grandes marcas.

Mantendo o formato que conquistou o público nas edições anteriores, o festival oferece sete horas de open food, com uma variedade de pratos que vão de cortes especiais de carne a preparos sofisticados como cordeiro patagônico e polvo, explorando diferentes técnicas e estilos dentro do universo do churrasco. A proposta é proporcionar uma verdadeira imersão gastronômica, com o público circulando livremente entre as estações e acompanhando de perto o preparo dos pratos.

A estrutura deste ano foi pensada para oferecer ainda mais conforto e fluidez, com destaque para a praça de alimentação coberta, áreas de convivência ampliadas, espaços instagramáveis e uma ambientação que valoriza a experiência ao ar livre. O evento também contará com grandes ativações de marca e uma curadoria especial de bebidas, reforçando o conceito de experiência completa que marca a Nossa Churrascada.

No palco, a programação musical acompanha o clima descontraído do evento, com um line-up que reúne nomes como Mesa Doze, Uskaravelho, Pedro Lucas e Israel Fernandez, garantindo trilha sonora ao longo de toda a experiência.

Integrando o projeto Tempero Potiguá, a Nossa Churrascada se firma, ano após ano, como referência na cena gastronômica e cultural da capital potiguar. Em suas edições anteriores, o evento bateu recordes de público e conquistou reconhecimento pela organização e pela qualidade da curadoria, reunindo chefs, marcas e público em torno de uma proposta que une sabor, entretenimento e convivência.

Com expectativa de mais uma edição de grande procura, o evento reforça sua posição como um dos mais aguardados do calendário local, atraindo não apenas amantes da gastronomia, mas também um público em busca de experiências diferenciadas.

Os ingressos já estão disponíveis, com vendas online pela Bilheteria Digital e pontos físicos nas lojas Frigoiás (Jaguarari, Petrópolis e Ponta Negra), ampliando o acesso para o público interessado.

Mais informações estão disponíveis nas redes sociais oficiais do evento: @nossa.churrascada | @vivapromocoes.

Serviço:
Nossa Churrascada 2026
Data: 9 de maio
Local: Aeroclube do Rio Grande do Norte – Natal/RN
Vendas online: Bilheteria Digital
Vendas física: lojas Frigoiás (Jaguarari, Petrópolis e Ponta Negra)
Instagram: @nossa.churrascada | @vivapromocoes

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GENIAL/QUAEST: Pesquisa mostra que aprovação a Lula está concentrada no Nordeste, entre os idosos e eleitores de baixa escolaridade e baixa renda

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue relevante, mas está concentrada em grupos específicos da população, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).

Os dados indicam que o Nordeste é a única região onde a aprovação de Lula supera a desaprovação. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte, os índices negativos predominam.

Por faixa etária, o apoio é mais forte entre pessoas com 60 anos ou mais. Entre os mais jovens e adultos de meia-idade, a desaprovação é maior.

O recorte por escolaridade mostra cenário semelhante: a aprovação se concentra entre quem tem até o ensino fundamental. Já entre eleitores com ensino médio e superior, prevalece a avaliação negativa.

A renda também influencia. O governo Lula tem melhor desempenho entre quem ganha até dois salários mínimos. Nas faixas de renda mais altas, a desaprovação supera a aprovação.

Os dados reforçam um padrão de apoio socialmente concentrado, com maior respaldo entre eleitores mais pobres, menos escolarizados e mais velhos, especialmente no Nordeste.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 brasileiros, entre os dias 9 e 13 de abril, por meio de entrevistas face a face e via questionários. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Opinião dos leitores

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FOTOS: Colar com imagem de Pablo Escobar, armas e carros de luxo: veja o que foi apreendido em megaoperação da PF contra MCs Poze do Rodo e Ryan

Colar com imagem de Pablo Escobar dentro de moldura com o mapa de São Paulo e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo — Foto: Divulgação/PF

Carro de luxo, dinheiro e relógio Rolex apreendido em operação da PF contra funkeiros — Foto: Reprodução

MC Ryan SP e Poze do Rodo — Foto: Reprodução

Fotos: reprodução/PF

Um colar com a imagem do famoso traficante colombiano Pablo Escobar, dentro de uma moldura do mapa do estado de São Paulo, está entre os itens apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a megaoperação que mira uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão.

A peça com a foto do traficante foi encontrada na residência do funkeiro MC Ryan SP, um dos alvos da Operação Narco Fluxo, realizada nesta terça-feira (15). Ele foi preso. As autoridades também apreenderam armas, relógios, carros de luxo, dinheiro em espécie e outros bens de alto valor, mas não confirmaram de quem são esses demais objetos.

A ação teve ainda como alvo o funkeiro MC Poze do Rodo, que foi preso. Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram detidos na operação, assim como outros produtores de conteúdo.

A operação cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens em diversos estados. Segundo a PF, o grupo investigado utilizava empresas de fachada, laranjas e movimentações financeiras atípicas para ocultar a origem de recursos ilícitos.

O que diz a defesa de MC Ryan SP

“A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.

Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.

A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada.”

O que diz a defesa de MC Poze do Rodo

“A Defesa de Marlon Brandon desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.”

g1

Opinião dos leitores

  1. É no que dar ficar torrando sem compartilhar umas rodadas de single malt e GPs para os donos da várzea na zoropa.

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