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FOTOS: Brasileiro se muda para a Califórnia para plantar maconha, ganha dez copas de melhor haxixe e vira ídolo

HAROLD WINSTON, O BAMF, DEIXOU O BRASIL AOS 18 ANOS PARA VIAGEM DE UMA SEMANA EM AMSTERDÃ E NÃO VOLTOU MAIS (FOTO: MALACHI BANALES/ DIVULGAÇÃO)

Proibido no Brasil e seis vezes mais caro que o ouro. O cristal de poucos centímetros, levemente amarelado, quase transparente, é exposto em lojas especializadas em maconha da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, como uma joia.

Cada grama do extrato ultraconcentrado de maconha produzido pelo brasileiro Harold Winston, mais conhecido como Bamf, de 34 anos, pode custar até US$ 250 — o equivalente a cerca de R$ 1.000. A porção é suficiente para fazer dois cigarros — misturando com tabaco ou ervas – ou usar até cinco vezes num bong — purificador, geralmente feito de vidro, utilizado para fumar maconha.

Harold deixou o Brasil em 2003, há 16 anos, atraído pelo desejo de trabalhar com cannabis. Antes de deixar o país, ele tinha plantado 400 pés de maconha no quintal da casa onde vivia com a família em Belo Horizonte. A mãe dele descobriu, destruiu o plantio e pagou ao filho uma viagem para ele passar uma semana em Amsterdã, na Holanda. Ele nem chegou a pegar o voo de volta e, desde então, só visitou a terra natal em festas de fim de ano.

Nesse período, Harold viveu cinco anos na Holanda, ganhou 10 prêmios em competições de maconha nos Estados Unidos e se tornou uma das maiores referências do mundo canábico.

No Brasil, o plantio, a venda ou a doação de maconha são considerados tráfico de drogas, crime punido com penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multas. Usar a erva é considerada apenas uma contravenção. Nesses casos, o usuário deve prestar serviços à comunidade e fazer um curso sobre os danos causados pelo uso de drogas.

O advogado Ricardo Nemer, da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma) diz que muitas vezes a distinção entre usuário e traficante, feita principalmente pela Polícia Civil, é incerta e pode resultar em punições injustas.

“Depende do ‘achismo’ do delegado. Não há regra do que é pequena ou grande quantidade. Isso causa uma grande insegurança jurídica e enquadra diversos usuários como traficantes. Um exemplo são as pessoas que cultivam maconha para fazer extratos (como os produzidos por Bamf) e precisam de muitas plantas”, explica o advogado.

Mas o que há de tão especial na maconha concentrada?

“Você dá uma simples puxada e é como se você tivesse fumado uns dez baseados inteiros”, diz Fernando Badaui, de 43 anos, vocalista da banda CPM22. “Não tem nenhuma impureza. É como degustar um bom vinho. Quando você fuma uma maconha comum, tem o papel, folhas, galhos e tudo mais junto, fora a sujeira. Aquilo que o Bamf faz é o puro extrato de THC, o princípio ativo que causa a brisa. Eu já experimentei maconha em diversos países que visitei e digo que essa está entre as melhores do mundo.”

FERNANDO BADAUI (À ESQ.), VOCALISTA DA BANDA CPM22, VISITOU DIVERSAS VEZES O BRASILEIRO HAROLD WINSTON, NA CALIFÓRNIA (FOTO: FERNANDO BADAUI/ ARQUIVO PESSOAL)

Badaui é conhecido por ser um combativo ativista nas redes sociais pela liberação da maconha. No Instagram, por exemplo, ele faz constantes publicações para defender a descriminalização do uso e a regulamentação do plantio da erva no Brasil. Ele conta ter conversado com o skatista Bob Burnquist, outro assíduo defensor da cannabis.

“Falei pro Bob que a gente está junto nessa. A imagem dele é muito importante para mostrar que um atleta de elite pode usar maconha”, afirmou Badaui em entrevista à BBC News Brasil.

O brasileiro Harold diz que Badaui o visita duas vezes por ano na Califórnia e que já experimentou vários de seus produtos. “A gente virou amigo. Ele é um ativista que representa muito nossa luta e eu acho lindo todos esses caras de peso desmistificando o uso da maconha. Eles demonstram que podem fumar e serem grandes profissionais. A manifestação pública dessas pessoas é um dos caminhos para a legalização no Brasil”, afirmou.

‘Amor’ pela erva

Harold nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, mas seus pais avaliaram que não teriam condições de criá-lo. Aos três meses de idade, o bebê foi adotado por americanos que viviam em Belo Horizonte e o batizaram com o nome do avô americano.

“Eu sempre fui um moleque doido, talvez pelo fato de ser adotado. Fui expulso de todas as escolas por onde passei em Belo Horizonte”, conta o brasileiro. Ele diz que ter se tornado uma referência na produção de maconha na Califórnia é a realização de seu maior sonho.

Todo esse amor pela maconha, conta Bamf, começou assim que experimentou a erva pela primeira vez, aos 16 anos.

“O problema foi que eu gostei demais, irmão. Um dia depois de sentir aquela sensação, comprei 25 gramas (suficiente para produzir até cerca de 50 baseados). Foi doido. A partir daquele dia, eu queria ver coisas sobre maconha o dia todo, queria experimentar a melhor maconha do mundo e fiquei na caça daquilo. Naquele mesmo ano, descobri o haxixe e pirei de vez”, conta o brasileiro aos risos.

Na época, ele passou a ter acesso e consumir grandes quantidades de haxixe trazido do Paraguai. Mas ele conta que sentia desgosto por consumir algo sujo e de procedência desconhecida. Seu sonho passou a ser produzir seu próprio concentrado, de alta pureza.

400 plantas no quintal

Sem se importar com as leis brasileiras, o adolescente passou a plantar maconha no quintal de casa, em 2002. E num volume capaz de atrair muita atenção.

 

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“Eu meti 400 plantas lá. Falei para a minha mãe que era ayahuasca porque era legal. Mas depois de certo tempo, uma amiga dela foi lá em casa e viu o cultivo. Eu estava na esperança de que não acontecesse nada, mas essa mulher colocou algumas folhas no bolso antes de ir embora. Dois dias depois, minha mãe descobriu que era maconha, ficou puta comigo e destruiu todas as plantas”, diz Harold.

Além de sustentar seu consumo diário da erva, o cultivo fornecia material para que fizesse seus primeiros testes. Na época, ele conta que passava o dia cuidando das plantas, estudando e discutindo novas técnicas para aumentar sua produção e fazer extratos de qualidade. Sua fonte era o site brasileiro Growroom, o maior fórum online sobre maconha da América Latina, com mais de 120 mil inscritos.

“O Growroom para mim era um portal da coisa mais secreta do mundo. Passava o dia ali como um louco, como se o fórum fosse um livro aberto na minha frente. Ali, foi com certeza minha primeira escola, a base de tudo que aprendi até hoje”, relata.

Depois de duas semanas sem falar com o filho por conta da plantação em seu quintal, sua mãe, Nilza Cozac, o chamou para dar uma bronca e ter uma conversa franca. Cozac, conta Harold, foi a primeira mulher a se formar em direito em Minas Gerais e tinha um profundo conhecimento sobre a legislação.

“Minha mãe já tinha mais de 60 anos, mas era muito cabeça aberta. Ela me alertou que uma plantação daquele tamanho era motivo para o governo querer tomar nossa casa, um dos poucos assuntos que despertavam atenção do governo e policiais. E disse que me presentearia com uma viagem de uma semana para Amsterdã, na Holanda, quando completasse 18 anos. Ela queria que eu conhecesse um lugar onde pudesse fumar maconha sem problemas”, conta.

Viagem para Amsterdã

A mãe cumpriu a promessa. E ele nunca mais voltou para o Brasil.

“Eu fiquei muito louco quando cheguei lá (em 2003). Parecia uma criança em loja de brinquedo. Fiquei matutando como eu poderia ficar na Holanda e passar a vender maconha por um preço 100 vezes melhor do que as pessoas no Brasil. Minha mãe ficou desesperada quando soube”.

Harold conta que morou durante um ano em um apartamento para refugiados africanos em Amsterdã, que alugava por 300 euros. Durante esse tempo, ele fez contatos e aprimorou seus conhecimentos sobre a erva.

“Eu me envolvi com pessoas que achava que tinham maconha e haxixe bom. Na Holanda, a maconha é apenas tolerada. Durante os cinco anos que fiquei no país, vi muita gente sendo presa, inclusive conhecidos. Logo começaram a me dizer que eu estava no lugar errado, que eu deveria ir para a Califórnia”, diz.

Depois de fazer uma série de pesquisas e assistir a vídeos no YouTube, ele decidiu se mudar para os Estados Unidos.

Primeiro, ele foi para Nova York, mas depois de um ano vivendo “num frio dos infernos” e presenciando uma forte repressão policial contra usuários de maconha, ele resolveu se mudar, em 2009, para Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje.

“Eu mal cheguei e enlouqueci. Eu fiquei gritando na rua, literalmente, porque a cada esquina tinha loja para você comprar equipamentos. Você fica louco mesmo. Entrei na primeira que eu vi e fiquei conversando com o dono durante horas sem parar”, lembra Bamf com euforia.

Três dias depois de chegar à “meca” da maconha, Harold comprou uma luz especial – ideal para seis plantas – e começou a plantar a própria erva dentro de casa. Seis meses depois, tinha dez lâmpadas. Um ano depois, tinha 15.

Depois da longa experiência em Amsterdã, o jovem avaliou que o mercado na Califórnia tinha bons equipamentos, uma legislação muito favorável, mas ainda era pouco desenvolvido. Sua maior surpresa, porém, foi quando assistiu à uma edição da Cannabis Cup, a maior competição de maconha dos EUA, promovida pela revista High Times.

“Eu não acreditei que os caras vacilavam tanto. Num país de primeiro mundo, com ótimos equipamentos e maconha boa, eles poderiam fazer muito mais”, relata o brasileiro. Aquele era o incentivo que faltava para ele começar sua própria produção e buscar seu espaço no mercado.

Riscos para a saúde

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador, há 30 anos, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da universidade, Dartiu Xavier, condena o uso de maconha por adolescentes, como fez Harold.

“Eu acho que ninguém deveria fumar antes dos 18. Alguns autores dizem a partir dos 21. O ponto mais preocupante é que a maconha pode desencadear uma psicose, quando o usuário sai da realidade. Caso ele tenha uma predisposição para isso, a maconha pode funcionar como um gatilho”, explicou.

Por outro lado, o médico afirma que no seu ponto de vista a regulamentação do uso da maconha diminuiria o consumo da erva no país e seria um avanço na área da saúde.

“Nos lugares onde existem políticas mais tolerantes ou legalização, como a Holanda ou Estados Unidos, as pessoas não fogem das informações. Há inclusive uma grande política de redução de riscos. No clima de proibicionismo como há aqui, ninguém tem informação. A Holanda, inclusive, é um dos poucos países onde o consumo de maconha vem caindo. Uma prova cabal de que a proibição do uso aumenta o consumo”, afirmou Xavier.

Entretanto, o coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Lotufo, diz que qualquer relaxamento em relação ao consumo de maconha seria um erro.

“Nos Estados Unidos e no Uruguai, onde o uso é permitido, dobrou o número de dependentes. Se hoje há um surto psicótico a cada 100 pessoas, se libera, você dobra para 2. Vai subir o número de acidentes automobilísticos causados pelo uso da droga, sem contar que as lesões causadas pela maconha no cérebro são irreversíveis”, disse o médico.

BAMF GANHOU DEZ PRÊMIOS – OITO CONSECUTIVOS – DE MELHOR EXTRAÇÃO DE MACONHA PELA REVISTA MAIS IMPORTANTE SOBRE O ASSUNTO NOS EUA (FOTO: BBC)

Lotufo diz ainda que a maconha é mais cancerígena que o tabaco (com base em estudo publicado na revista European Respiratory Journal em 2008) e que os custos arrecadados com impostos em caso de regulamentação não seriam suficientes nem mesmo para bancar o aumento dos gastos com saúde.

“O imposto arrecadado com a venda de cigarros também não cobre a lesão que o tabaco provoca no sistema de saúde. Liberar o uso no Brasil seria um absurdo. Alguns falam na internet que a maconha é medicinal, mas não tem nada disso. O canabidiol (CBD) sim é medicinal, mas trata-se de um extrato que nada tem a ver com o uso recreativo”, afirmou o médico da USP.

Para ele, a pressão para a regulamentação do uso recreativo ocorre por uma forte pressão financeira, que ignora os riscos à saúde.

Técnica secreta

O primeiro passo de Harold Winston para entrar no mercado canábico foi convencer Nikka T, produtor do que muitos consideram o melhor haxixe vendido nos EUA na época, a ensiná-lo a fazer o produto. Haxixe é uma pasta densa feita da resina de maconha, fumada em bong, narguilé ou em cigarro- misturado com tabaco ou maconha.

“Fiquei enchendo o saco dele igual um fã durante seis meses, até que um dia ele resolveu me ensinar. Ele me convidou e eu fui até o Colorado para aprender a técnica e, na semana seguinte, eu já era o melhor hashmaker (produtor de haxixe) da Califórnia. Isso foi há nove anos, na mesma época que minha mãe morreu de câncer”, relata ele.

Ao contrário do haxixe vendido no Brasil, feito com restos de maconha de baixa qualidade, muitas vezes feito das sobras de resina que grudam na mão das pessoas que colhem a planta no Paraguai, o produto de Bamf passa por um complexo processo.

Assim que ele fez o primeiro haxixe usando uma técnica de extração à base de água, sem solventes, ele teve a certeza de que tinha condições de era algo inédito e quis colocar seu produto à prova num campeonato. Mas, para isso, era necessário ser dono de um dispensário. Apenas a loja Buds and Roses aceitou o pedido.

O produto de Bamf chamou a atenção logo no momento da inscrição por conta de sua cor clara – sinal de pureza – e por ser o único feito com água. A maioria dos concentrados, conta Harold, é feita com gás butano – o mesmo usado em isqueiros.

 

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Em meio a 40 competidores, o brasileiro ganhou seu primeiro seu primeiro troféu. No dia seguinte, ele viu sua popularidade disparar e seu produto se tornar uma referência num dos mercados mais exigentes do mundo. A demanda foi tão grande que ele conta ter ficado sete dias sem dormir fazendo haxixe sozinho em sua casa para dar conta de alguns pedidos.

Uma das encomendas foi feita pelo grupo americano de rap Cypress Hill. “Eles encostaram na minha casa com um caminhão cheio de maconha para eu fazer haxixe para eles. Perguntei se estavam loucos porque eu demoraria um ano para terminar aquilo sozinho. Uma semana após terminar o serviço, eles levaram outro caminhão cheio”, conta.

Pouco tempo depois, Harold fundou sua própria empresa, a Bamf, que aos poucos virou o nome com o que Harold passaria a ser conhecido no mercado canábico. O nome significa Badass Motherf***er e foi inspirado em uma cena do filme Pulp Fiction.

A Bamf começou a se tornar uma referência de qualidade na Califórnia. Ganhou oito Cannabis Cups consecutivas de melhor haxixe e passou a ser cultuado por usuários de maconha não só na Califórnia, mas ao redor do mundo.

“O campeonato não dá dinheiro, mas no momento que você sai do palco com o troféu, aparecem mais de 50 donos de lojas querendo comprar tudo o que você tem. Gente tirando maços de dinheiro e do bolso. Eu pensava que era até policial querendo me pegar”, conta.

A marca começou a virar moda. A Bamf passou a vender camisetas, souvenirs e sementes. No Instagram, a marca é elogiada por diversos consumidores – alguns, famosos – americanos e brasileiros. Mas o crescimento trouxe alguns problemas para Harold e ele sente medo dessa expansão.

“A Bamf me deixou muito satisfeito e ciumento. Hoje, tenho 35 funcionários, mas sinto medo de ampliar demais, crescer, e precisar entregar meu segredo para mais pessoas. Eu criei um monstro. Imagine criar um gorila dentro de um quarto. Uma hora você vai tomar um soco. Aconteceu isso comigo. Teve gente que veio, aprendeu e hoje criaram as coisas deles. Mas como eu comecei primeiro que todo mundo, ainda estou alguns passos à frente”, afirmou.

Mesmo assim, ele revelou à BBC News Brasil alguns “segredos” da estratégia para se obter um produto de alta pureza.

“O segredo maior é olhar para as flores da maconha como se ela fosse uma vaca. No momento em que você abate a vaca, ela deve estar em ambiente refrigerado para não degenerar. Quando você corta a maconha é a mesma coisa porque ela começa a morrer. Se você não mantiver ela refrigerada em uma hora para manter ela viva, a planta começa a secar e perde óleo”, afirmou.

Harold não deu mais detalhes, mas afirmou que mantém a planta congelada até o momento da extração, e que “o solvente e o produto devem ser mantidos em temperaturas negativas”.

Maconha no Brasil

Harold diz que sua empresa está em plena expansão e conta que acabou de comprar uma área de 2 hectares – equivalente a mais de dois campos de futebol – no Estado de Oregon apenas para plantar maconha rica em CBD, usado principalmente para a produção de remédio.

Essa cepa não tem THC, o princípio ativo da planta, que causa o “barato”. Ele diz que fará isso porque se sente na obrigação de se colocar em todos os setores do mundo canábico.

Harold se diz triste com a lei de drogas brasileira. Para ele, a legalização do cultivo, comércio e consumo da erva poderiam ser de grande ajuda à combalida economia do país.

“A salvação do Brasil é a maconha. É a única coisa que pode gerar milhares de empregos e trilhões de reais no mercado econômico de maneira imediata e o povo precisa entender isso. O país está perto da linha do Equador, tem um clima perfeito e terra abundante, emprego. Sem falar que a maconha é matéria-prima de 35 mil produtos diferentes, num ciclo de dois meses. Para quê cortar árvore? Eu amo o Brasil e estou doido para e poder trabalhar com o que eu gosto no meu país”, afirmou.

Ele pondera, por outro lado, que até mesmo o mercado americano ainda não é tão claro sobre o que pode ser feito.

“Eu mesmo fui preso há três anos. Aqui é legal, mas ao mesmo tempo não é. Fui parado por um policial e tinha 20 kg de maconha no carro. Eu tinha uma licença e disse que mostraria ao policial, mas ele disse que rasgaria o documento caso eu mostrasse. A sorte é que nos EUA você não é condenado até esgotar o processo. Depois de dois anos e meio, fui absolvido”, afirmou.

Na Califórnia, a venda da maconha recreativa é legal. Por outro lado, a erva continua classificada como um narcótico ilegal sob a lei federal americana.

“Há um conflito de leis federais e estaduais que cria uma zona cinzenta nos Estados Unidos. Há a legalização, mas por outro lado há uma grande dificuldade para conseguir as licenças e isso causa uma grande insegurança jurídica”, diz o advogado Ricardo Nemer.

Já no Brasil, ativistas dizem que o caminho mais provável para descriminalizar o uso da maconha e dar o primeiro passo rumo à legalização é o julgamento no STF de um processo que pode revogar o artigo 28 da Lei Antidrogas. Isso permitiria a posse de pequenas quantias e plantio da erva para consumo próprio.

Esse processo, parado desde 2015 após o ministro Teori Zavascki pedir vistas, está marcado para ser retomado no dia 5 de junho. A pausa ocorre porque, depois da morte de Zavascki, o caso foi para as mãos de Alexandre de Moraes.

No ponto de vista do músico Badaui, que diz ter visitado diversos países onde há regulamentação, tolerância ou descriminalização do uso da cannabis, diz que é apenas uma questão de tempo para que o mesmo ocorra no Brasil.

“Há dez anos, esse assunto era tratado como tabu. Hoje, todos sabem que esse consumo não vai parar e que não tem como seguir outro caminho a não ser o da legalização. Por mais conservador que seja o governo, o Brasil sempre seguiu o modelo americano. É hora de desmantelar o mercado negro e explorarmos economicamente a cannabis”, afirmou o músico.

Bamf também acha que a legalização da cannabis no Brasil não deve demorar. Ele diz que diversos setores da sociedade estão fazendo uma grande pressão no sentido de permitir o consumo e o comércio da erva, como ocorreu antes da legalização em países como Canadá e Uruguai.

“Chega uma hora em que a polícia não tem condições de ir atrás de quem planta e fuma. Os próprios policiais se questionam se eles devem ir atrás de político ladrão e grandes bandidos ou se vão ficar perdendo tempo indo atrás de usuário de maconha num país com tanto problema de verdade.”

Época Negócios, com BBC

 

 

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma grande notícia, quando muitos chorão os seus filhos mortos pelas drogas aí vem essa grande materia ,isso sim é louvável!!!

    1. Eu ia comentar justamente isso. Mas pelo seu Nick vc deve estar sendo irônico. Já Eu, falo sério.

  2. Reportagem muito educativa, que esse doido fique por lá mesmo, aqui já temos muitas cracolândias.

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Economia

Câmara aprova crédito de R$ 10 bilhões para subsídio do diesel; texto vai ao Senado

Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) crédito de R$ 10 bilhões ao Ministério de Minas e Energia para subsidiar o diesel no Brasil.

O objetivo é mitigar os efeitos dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, que aumentou os preços dos combustíveis em todo o mundo.

A subvenção aos combustíveis se dará até 31 de dezembro de 2026. A Medida Provisória enviada pelo governo afirma que, sem qualquer política de redução dos preços dos combustíveis, a economia pode encarar um aumento na inflação de todos os produtos.

O texto agora vai ao Senado.

“A ausência de medidas mitigatórias céleres tem o potencial de gerar um efeito cascata inflacionário, desabastecimento e grave comprometimento da atividade econômica nacional”, afirmou o Planalto no documento.

Na semana passada, o governo editou outra MP para estabilizar os preços dos combustíveis no país com subvenção à produção ou importação de diesel. A Petrobras já havia anunciado, também na última semana, a redução em R$ 0,35 por litro o preço do óleo diesel.

A oposição se posicionou contra o texto e disse que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “prejudicou” o sistema energético brasileiro.

“O governo diz que isso é para combater os problemas dos preços dos combustíveis. Mas o governo na realidade prejudicou a Petrobras e tem sido um caso energético”, afirmou o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB).

CNN

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Política

Líder do PL defende vice de outro partido para Flávio Bolsonaro ampliar tempo de propaganda da campanha na TV

Foto: Reprodução

O líder do PL na Câmara dos Deputados, deputado Sóstenes Cavalcante, deu detalhes ao ND Mais sobre a estratégia do partido para definição do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

Para o deputado, o partido precisa fazer uma aliança com outra legenda. Na sua avaliação, um vice que seja do PL impossibilita uma articulação com outras legendas para aumentar o tempo de propaganda na rádio e televisão da campanha.

“Eu disse a ele [Flávio} que eu entendo que temos que buscar um vice de outro partido para agregar no tempo de televisão”, afirmou o líder do PL ao ND Mais.

O deputado também comentou a pesquisa Meio/Ideia que mostra Lula com 40,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro, divulgada nesta quarta-feira (8). O deputado foi enfático ao avaliar que a análise mais importante é após o primeiro turno: “o que me interessa é o segundo turno”.

A pesquisa mostrou que contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador registra 40% Questionado sobre a pesquisa indicar alguma possibilidade de um dos candidatos se eleger na no primeiro turno, o deputado foi enfático: “é impossível na minha avaliação”.

Flávio Bolsonaro deve escolher um nome feminino para compor a chapa à presidência da República. O senador tenta avançar no voto feminino, segmento de eleitorado que ele teria mais dificuldade de ampliar seu desempenho.

NDMais

 

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Geral

[VÍDEO] Vereadora travesti do PT é criticada após fazer desfile LGBT na Câmara

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu, na noite da última segunda-feira (6), um evento voltado à pauta LGBT promovido pela vereadora Natasha Ferreira (PT), que é travesti. A programação reuniu a entrega da Medalha Rio Grande do Orgulho a cerca de 150 ativistas e representantes de movimentos ligados à diversidade sexual, além de um desfile ballroom, estilo ligado à cultura LGBT.

A iniciativa foi organizada em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTI+ e teve como objetivo homenagear pessoas que atuam em organizações sociais, coletivos, universidades, movimentos culturais, entidades religiosas inclusivas e projetos voltados à promoção das pautas LGBT no Rio Grande do Sul.

Entre as atrações da noite esteve a apresentação de ballroom, manifestação cultural tradicionalmente ligada aos movimentos LGBT. O estilo normalmente reúne desfiles, dança e performances. Em uma postagem sobre o evento feita por Natasha na rede social X, internautas criticaram o ocorrido.

– Falar sobre esse absurdo é tão óbvio quanto o fato em si. Este país está se acabado não somente, mas também por levar pautas desnecessárias nestes ambientes de discussões políticas – disse um internauta.

 

Pleno News

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Política

Senado aprova crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas por tarifaço

Foto: Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8/7) a criação de uma linha de crédito de até R$ 15 bilhões para ajudar empresas brasileiras prejudicadas pelo aumento das tarifas cobradas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil e pela guerra do Oriente Médio.

A medida faz parte do Plano Brasil Soberano e segue agora para sanção presidencial.

Os recursos não serão repassados diretamente às companhias. O valor funcionará como uma linha de crédito, que deverá ser paga pelas empresas, conforme juros, prazos e condições ainda definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O crédito poderá ser usado para manter o funcionamento das empresas, comprar máquinas, ampliar a produção, investir em tecnologia e adaptar produtos para que possam ser vendidos em outros países.

Poderão solicitar os recursos empresas dos setores industrial, agropecuário, pesqueiro, florestal e mineral, além de fornecedores ligados a essas atividades. Cooperativas, associações e companhias consideradas importantes para o comércio exterior também poderão ser atendidas.

O dinheiro virá, principalmente, do saldo disponível no Fundo de Garantia à Exportação, além de outras fontes do Ministério da Fazenda e do Orçamento da União. O BNDES será responsável por operar a linha de crédito, diretamente ou por meio de outros bancos autorizados.

Metrópoles

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Mundo

Ladrão arromba loja, mas não escapa da polícia após ter o próprio veículo roubado

Foto: Reprodução

Jalen Godard, de 29 anos, ligou para a polícia informando que a sua picape havia sido roubada num estacionamento em Baltimore (Maryland, EUA).

“Coincidentemente”, a polícia recebe praticamente ao mesmo tempo uma denúncia sobre arrombamento de uma loja da Verizon na mesma região.

Imagens de câmera corporal divulgadas pelo Departamento de Polícia do Condado de Howard mostram Jalen abordando os policiais assim que eles chegaram ao local.

“Alguém roubou minha picape”, disse ele aos agentes, alegando que estava numa lanchonete do McDonald’s próxima quando alguém levou o seu veículo estacionado.

A gravação da polícia corta então para os policiais examinando a loja da Verizon arrombada. Um investigador notou sangue numa janela quebrada, usada aparentemente pelo ladrão para entrar no local.

Voltando a Jalen… A explicação dele não fazia muito sentido. Chamou atenção o fato de Jalen não tirar a mão esquerda de um dos bolsos da calça de moletom.

“Posso ver suas mãos rapidinho?”, perguntou um dos policiais.

Astuto, Jalen mostrou apenas a mão direita. Foi quando o policial pediu para ver a outra mão.

“Coincidentemente”, a mão de Jalen estava coberta de sangue. Os policiais deram voz de prisão a ele na mesma hora.

“Você estava naquela loja da Verizon? Porque tem sangue na sua mão e sangue nos seus óculos”, perguntou o policial responsável pela prisão, de forma incisiva.

“Eu não estava em loja nenhuma da Verizon, senhor”, respondeu Jalen, enquanto o vídeo divulgado pela polícia cortava para imagens de segurança mostrando um homem usando balaclava preta, blusa preta e calça de moletom cinza — batendo com as roupas de Jalen — movendo-se rapidamente pela loja da Verizon e pegando grandes quantidades de produtos das prateleiras.

Durante a revista, os policiais encontraram mais sangue na camisa dele, mas Godard continuou negando que tivesse estado na loja.

“Alguém roubou minha caminhonete, cara”, insistiu ele timidamente.

“Eu entendo isso. Mas a farsa acabou. A questão é se você quer ser honesto sobre as coisas ou não”, disse o policial, dando ao suspeito a chance de confessar.

“Roubaram minha picape, meu Deus!”, repetia ele, com os braços já algemados nas costas.

“Isso é meio que um carma, não é?”, perguntou o policial.

“Bom, eu deixei as chaves dentro”, continuou o detido, antes de o policial rir.

Extra

 

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Geral

Congresso ‘enrola’ para reduzir maioridade penal há 33 anos e ignora vontade popular, diz colunista

Foto: Marcelo Camargo

Há mais de três décadas, exatos 33 anos, o Congresso ignora o clamor popular por maior rigor penal. Pesquisas mostram apoio acima de 79%, em 2026, à redução da maioridade penal para 16 anos, sobretudo para crimes graves. Apesar disso, o Legislativo adota a embromação como estratégia: protelar, desrespeitar a vontade da sociedade, arquivar. A PEC 171, de 1993, do deputado Benedito Domingos (PP-DF), é o símbolo máximo dessa procrastinação: tramitou ao longo de 22 anos.

Aprovada por maioria na Câmara somente em 2015, a PEC de Benedito Domingos morreu no arquivo do Senado chefiado por Renan Calheiros.

Outras iniciativas da Câmara desapareceram no Senado, até que em 2015 ressuscitaram a PEC Gonzaga Patriota (PSB-PE).

O maior obstáculo é Lula contrário à redução da maioridade, talvez por ignorância ou porque é o que a extrema-esquerda exige do petista.

Rei da embromação, Hugo Motta (Rep-PB) diluiu a comissão especial da maioridade em um pacote com pautas palatáveis ao governo Lula.

Coluna Cláudio Humberto – Diário do Poder

 

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Brasil

Turismo nacional atinge recorde de R$ 23,2 bilhões em abril

Foto: Reprodução/Redes sociais

O turismo brasileiro faturou R$ 23,2 bilhões em abril de 2026, atingindo o maior valor já registrado para o mês na série histórica e avançando 2,7% na comparação com 2025. No acumulado do 1º quadrimestre, o setor avançou 3,6%, sustentado pela manutenção da frequência de viagens de lazer e negócios no período pós-carnaval, segundo levantamento da FecomercioSP com dados do IBGE.

O transporte aéreo de passageiros foi o principal destaque financeiro do mês, somando R$ 6,9 bilhões em receita, alta de 3,7% ante abril de 2025. O resultado impulsionou o faturamento geral do setor mesmo diante de um crescimento de apenas 1,8% na demanda doméstica por passageiros, a menor variação para o mês desde 2021. O desempenho foi sustentado pelo aumento de 9% na tarifa média dos bilhetes, efeito direto da disparada no preço do QAV (Querosene de Aviação), que saltou de R$ 3,33 para R$ 6,50 o litro após o acirramento do conflito no Oriente Médio. De acordo com a FecomercioSP, as companhias ainda não repassaram a totalidade desse custo operacional aos bilhetes.

Os demais segmentos do turismo também apresentaram números positivos em abril. Os meios de hospedagem registraram R$ 5,3 bilhões em faturamento, alta de 2,6%, impulsionados por um avanço de 2% na diária média que compensou a leve queda na taxa de ocupação. Já o setor de alimentação voltada ao turismo movimentou R$ 3,6 bilhões, com expansão de 5,2%, beneficiado pelo mercado de trabalho aquecido no país.

Na análise regional, que desconsidera o modal aéreo, o turismo nos Estados somou R$ 16,3 bilhões, um crescimento de 2,3% em relação a abril do ano anterior, com alta registrada em 18 unidades da federação. São Paulo manteve a liderança isolada ao movimentar R$ 6,6 bilhões (41% do total nacional), alta de 2,4% puxada pelo turismo corporativo e de eventos.

No Nordeste, o Rio Grande do Norte liderou os ganhos com expansão de 16,1% e R$ 132 milhões faturados, enquanto a Bahia cresceu 11,2%, somando R$ 771 milhões. O Rio de Janeiro subiu 5,7%, atingindo R$ 1,4 bilhão impulsionado pelo turismo de lazer e pela chegada de estrangeiros. Em contrapartida, Ceará, Goiás, Tocantins e Minas Gerais apresentaram queda, com o Estado mineiro recuando 1,3% apesar de manter o 2º maior volume do país (R$ 1,4 bilhão).

Para o acumulado de 2026, a FecomercioSP projeta uma expansão entre 4% e 5% para o setor, ancorada no consumo das famílias e na estabilidade do mercado de trabalho. O principal fator de risco para o ano segue sendo o cenário geopolítico no Oriente Médio e seus reflexos nos custos globais de energia. A análise completa dos dados, que inclui os impactos da guerra no Irã, o panorama do turismo corporativo e os preparativos para a Copa do Mundo de 2026, está disponível na edição de junho da Carta Setorial da entidade.

 

Poder 360

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Geral

“AQUI PRA ELES”: Bate-e-volta de Lula ao Uruguai custou R$58,2 mil por hora ao Planalto

Foto: Divulgação/Assessoria PR

O bate-e-volta que Lula fez ao Uruguai, em 30 de junho, apesar de rápido, deixou arrasadora fatura para o pagador de impostos. Como toda viagem do petista, esta também foi marcada pelo esbanjamento do dinheiro público. Lula chegou a Montevidéu, capital uruguaia, às 10h10 e, às 13h45, se mandou de volta para Brasília. Foram 3 horas e 35 minutos que custaram, até agora, R$208.759,14, conforme apurado pela coluna.

Só com hospedagem, a fatura passou dos R$83 mil. Tem ainda a fatura das salas de reuniões, com cafezinho, por mais de R$70,1 mil.

Lula não dispensa os belos carrões para zanzar por aí durante os giros mundo afora. No Uruguai, a frota para o petista contou com 28 carros.

Os carrões para Lula desfilar em solo uruguaio seguiram o padrão de opulência de toda viagem do petista, a fatura: R$55.559,48.

Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Uruguai no último dia 30 para participar da cerimônia de posse do atual presidente uruguaio, Yamandú Orsi.

 

Com informações do Diário do Poder

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Política

Álvaro Dias recebe apoio de lideranças de Santo Antônio e amplia alianças no Agreste Potiguar

Foto: Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu agenda no município de Santo Antônio, onde recebeu o apoio de importantes lideranças da oposição local, fortalecendo sua pré-candidatura e ampliando sua base política na região Agreste.

Durante a visita, Álvaro foi recebido pelo ex-prefeito Luiz Carlos, que administrou o município por três mandatos e segue como uma das principais lideranças políticas de Santo Antônio, e pelo empresário Gil Borges, ex-candidato a prefeito pela oposição e proprietário do Grupo Dona Mariquinha. Ambos reafirmaram apoio ao projeto político de Álvaro Dias para o Governo do Estado.

Também participaram do encontro os vereadores Nélio de Cornélio, Ricardo Bolinha e Jardel Anselmo; o empresário Leonardo Barbosa; o ex-vereador e suplente Hélio Barbosa; o ex-vereador Aldir; os suplentes de vereador professor Givanilson e Paulo Bolinha; além da liderança Enoira, que dialogaram com Álvaro sobre os principais desafios enfrentados pelo município e as prioridades para o desenvolvimento de Santo Antônio.

Durante a agenda, Álvaro visitou as instalações do Grupo Dona Mariquinha, onde foi recebido por Gil Borges. A empresa é referência no beneficiamento e na comercialização de feijão, milho, farinha e outros grãos, gerando cerca de 70 empregos diretos e contribuindo para o fortalecimento da economia local. Na oportunidade, Álvaro percorreu o galpão de produção, conversou com colaboradores e conheceu de perto o funcionamento da empresa.

A programação também incluiu uma visita ao comércio de Santo Antônio, onde Álvaro conversou com comerciantes e ouviu demandas relacionadas ao fortalecimento da economia do município.

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Política

Projeto de Carla Dickson que fortalece a educação especial é aprovado em comissão da Câmara

Foto: Divulgação

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei nº 1.652/2025, de autoria da deputada federal Carla Dickson (PL-RN), que institui o Programa Incluir que fortalece a educação especial inclusiva nas escolas públicas do país.

Inicialmente voltado para crianças e adolescentes com deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA), o projeto passou a contemplar todos os estudantes da educação especial, independentemente da idade, incluindo também pessoas com altas habilidades ou superdotação.

“Nosso objetivo sempre foi garantir que nenhuma família atípica ou pessoa com deficiência fique sem acesso a uma escola preparada para acolher, ensinar e desenvolver seu potencial. O projeto fortalece uma política pública permanente para milhares de famílias brasileiras. É uma vitória da inclusão e da dignidade”, destacou Carla Dickson.

O Programa Incluir prevê a atuação conjunta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para ampliar o Atendimento Educacional Especializado (AEE), promover a formação continuada dos profissionais da educação, garantir recursos de acessibilidade e tecnologia assistiva e fortalecer ambientes escolares livres de discriminação e barreiras.

Após a aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o projeto seguirá para análise das demais comissões competentes da Câmara dos Deputados antes de ser apreciado pelo Senado Federal.

Outros projetos de Carla Dickson em defesa das famílias atípicas já com aprovações na Câmara

A deputada Carla Dickson já tem uma série de iniciativas, voltadas às pessoas com autismo e às famílias atípicas, que já avançaram na Câmara dos Deputados. Entre elas, o PL nº 2.163/2025, que institui a formação continuada de professores para o atendimento de alunos com TEA, aprovado nas Comissões de Educação e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD); o PL nº 2.164/2025, que cria incentivo fiscal para empresas de tecnologia oferecerem dispositivos assistivos com desconto para pessoas com TEA; e o PL nº 1.520/2025, que institui o Auxílio Mãe Atípica (AMA), ambos aprovados na CPD.

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