Saúde

Grandes nomes da saúde francesa recomendam tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem

Professeur Didier Raoult. GERARD JULIEN/AFP

Em uma entrevista exclusiva ao Le Figaro, o ex-diretor científico do Instituto Nacional do Câncer da França, o ex-presidente da Alta Autoridade Francesa de Saúde (HAS) e o ex-diretor geral da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM) recomendam aplicar o tratamento com hidroxicloroquina, desenvolvido pelo professor francês de Marselha Didier Raoult, assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem.

Fabien Calvo é professor emérito de farmacologia da Universidade de Paris-Diderot e ex-diretor científico do Instituto Nacional do Câncer, Jean-Luc Harousseau é ex-professor de hematologia da Universidade de Nantes e ex-diretor Presidente da Alta Autoridade para a Saúde, Dominique Maraninchi é Professor Emérito de Cancerologia em Aix-Marselha e ex-Diretor Geral da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde.

Uma controvérsia político-ideológica se desenvolveu na França e em todo o mundo sobre o uso do tratamento médico precoce do Covid-19, combinando hidroxicloroquina e azitromicina, após o trabalho do Professor francês Didier Raoult.

Os três grandes nomes recomendam a aplicação do tratamento desenvolvido pelo professor Didier Raoult – “assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem”.

Em seguida, trechos da entrevista exclusiva ao Le Figaro:

“…Desejamos trazer nossa percepção para a controvérsia: todos nós fomos clínicos ou farmacologistas e investigadores de ensaios clínicos randomizados, e dois de nós dirigimos ou presidimos a Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM) e a Alta Autoridade de Saúde (HAS). Este texto é apenas uma opinião engajada, com a qual queremos contribuir para a discussão. Sabemos que ‘especialistas’ já mostraram que podem estar errados; no entanto, a reflexão médica deve ser compartilhada para informar uma decisão que acabará por resultar do diálogo médico-paciente.”

“A comunidade científica francesa e internacional ficou comovida com o fato de o desenho dos ensaios do Professor Raoult não corresponder aos critérios clássicos da medicina moderna baseada em evidências, uma vez que este estudo não era estritamente comparativo. No entanto, tendo em vista esses resultados encorajadores iniciais, e na ausência de QUALQUER outra possibilidade em uma crise de saúde sem precedentes do século, as autoridades francesas autorizaram o uso desse tratamento em pacientes hospitalizados, portanto, essencialmente nos casos sério. A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA acabou de seguir este exemplo para pacientes hospitalares que não participam de um ensaio clínico.”

Fabien Calvo, Jean-Luc Harousseau e Dominique Maraninchi acrescentam que, com base nas observações mais recentes de Marselha, a melhor estratégia seria “oferecer tratamento precoce antes do aparecimento de complicações respiratórias graves”. Especialmente porque “os casos de pacientes de Marselha relatados não mostram claramente a ocorrência de grandes efeitos colaterais relacionados ao tratamento, quando as regras de prescrição e contra-indicações são respeitadas, após um eletrocardiograma (ECG) e dosagem de potássio, que fazia parte das reservas de muitos clínicos”.

“Na ausência de qualquer outro tratamento disponível comprovadamente eficaz até o momento (mais de 200 ensaios terapêuticos registrados em todo o mundo), achamos legítimo, em vista dos resultados preliminares, estabelecer uma nova estratégia com, acima de tudo, acesso mais amplo a testes de diagnóstico para pacientes suspeitos de serem sintomáticos ou de terem entrado em contato com um paciente infectado.”

Os três grandes nomes da saúde francesa vão além: eles solicitam “o estabelecimento de estruturas de atendimento associando equipe hospitalar e medicina comunitária para realizar o diagnóstico, prescrição e monitoramento de hidroxicloroquina e azitromicina em todos os pacientes positivos não incluídos em um ensaio clínico”.

“Essa prescrição pode ser realizada, na ausência de contra-indicação e com a concordância do paciente, assim que o diagnóstico for confirmado, por um período limitado, e acompanhado pela coleta de dados simplificados. Modificações simples das condições de prescrição e distribuição podem permitir isso rapidamente. Quando mais testes são anunciados, o monitoramento virológico dos pacientes pode ser melhor documentado durante e quando o tratamento é interrompido.”

Desigualdade no acesso aos cuidados

E Calvo, Harousseau e Maraninchi observam, à atenção das autoridades, que os pacientes franceses “legitimamente não toleram que o diagnóstico de seu estado de saúde seja simplesmente presumido e que eles são recomendados apenas para ficar em casa com medo de complicações, ainda que lhes seja oferecida uma opção terapêutica simples, sob supervisão médica, barata e possivelmente eficaz”.

“O acesso à hidroxicloroquina, limitado apenas a pacientes hospitalizados, também marca uma desigualdade no acesso aos cuidados”, concluem.

Medicamentos já existentes e responsabilidade médica

Paralelamente a este texto, o professor francês Didier Raoult também deu uma entrevista ao Le Figaro.

“Discordo quando os médicos são proibidos de usar medicamentos que existem há décadas. Não concordo com a interferência do Estado na relação médico-paciente. É de responsabilidade individual dos médicos. É o juramento de Hipócrates. Não é charlatanismo. Portanto, o executivo deve ter cuidado para não fazer medicina por nós.”

“Quando há negligência médica, quando o médico não age de acordo com o estado do conhecimento, ele é punido. Quanto a mim, se alguém me atacar por ter administrado hidroxicloroquina, meu processo perante a Ordem dos Médicos será em concreto armado. Não é bruxaria. Eu sei que conversamos muito sobre poder médico. Mas, no final, a medicina é uma relação entre um médico e um paciente.”

Com Le Figaro e Conexão Política

https://www.lefigaro.fr/vox/societe/chloroquine-l-appel-de-trois-grands-noms-de-la-sante-en-faveur-des-preconisations-du-pr-raoult-20200405

Opinião dos leitores

  1. Por que será que Xangai e Pequim na China os estados mais populosos não tiveram tantos casos? será que os milionários destes estados estavam imunizados?. Como pode cair vertiginosamente o contágio e em outros países demorar a cair?, será que já existe uma imunização e o ocidente foi excluído?
    E também concordo de que usem moderadamente o medicamento a partir do primeiro teste positivo.

  2. E daí se é da China.? Troca o disco. Vai declarar guerra? Que raiva é essa de chinês? Tens um pé de lã de olho puxado?

  3. Fico imaginando se fosse o santo Lula quem tivesse primeiramente citado a hidroxicloroquina. Os abutres do caos estariam falando mil maravilhas e cobrando distribuição

  4. Aqui no Brasil tem torcedores do vírus. Clamam para que a cloroquina não seja utilizada. Desejam morte e caos, pós colocam os interesses políticos acima da vida humana. São os mesmos que chamam os outros de fascistas.
    Mas o tratamento está adiantado e é eficiente. O bem vencerá é os abutres oportunistas sairão humilhados. É o povo não vai esquecer.
    Vamos fazer a nossa parte ficando em casa, e orando para que esses medicamentos sejam logo liberados e utilizados em massa para que esse pesadelo logo cesse.

  5. Se foi realmente a China que inventou tamanha miséria, muitos podem até cogitar mas absolutamente ninguém pode provar.
    Mas usar agente laranja na guerra do Vietnã – um país menor que o seu menor estado – e jogar DUAS bombas atômicas sobre um país que iria se render em questão de horas no final da segunda guerra, todos sabemos quem historicamente é adepto esse tipo de covardia…
    Mas o câncer do mundo segue sendo idolatrado por uma legião de babões mundo afora.
    Porém a ganância um dia engole a sí mesma e a conta demora mas um dia chega !

    1. Muito bem, lambe morcegos, ratos, cachorrinhos e gatinhos mortos por chineses, mas cuidado com os pelos, que pode provocar coceiras.

  6. Tudo isso culpo de um chinês, que inventou de tomar uma sopa de morcego, tantas coisas pra comer..
    E um cabuco do chinês desse fazer isso….eu queria encontrar esse chinês..

  7. "coronavírus chinês", como se um virus escolhesse nacionalidade. Estigmatizar um povo por doença, quanta qualidade de informação.

    1. ….a gripe ESPANHOLA , ficou assim conhecida mundialmente , mesmo que tenha "aparecido" os primeiros casos nos USA , durante a primeira guerra mundial. Não sei o problema de se dizer que o vírus é CHINÊS , não tenho nada contra o povo , mais sim contra a ditadura comunista que ali se instalou.

    2. De onde se originou essa e tantas outra doenças de alguns anos para cá? Se não foi da China, deve te sido da sua casa. O governo Chinês está ganhando BI com essa e outras doenças que sairam de lá. Eles no mínimo foram negligentes em esconder essa doença até a mesma explodir mundialmente.

    3. É chinês sim, surgiu na China e ganhou o mundo, veio da China, começou na China, nasceu na China, se espalhou primeiro na China, então é chinês sim e não tem como mudar sua nacionalidade.

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Geral

Regras da aposentadoria do INSS mudam a partir desta quinta (1º); veja quem consegue o benefício em 2026

Foto: Agência Brasil

As regras da aposentadoria do INSS mudam a partir de 1º de janeiro de 2026, seguindo o cronograma anual da reforma da Previdência de 2019. As alterações afetam principalmente as regras de transição para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma.

A Emenda Constitucional 103 instituiu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de mudanças no cálculo dos benefícios, com objetivo de reduzir o déficit previdenciário.

Quem começou a contribuir após 13 de novembro de 2019 só pode se aposentar pela regra da idade mínima.

Já os trabalhadores que contribuíam antes dessa data podem usar regras de transição, como:

  • sistema de pontos (idade + tempo de contribuição),

  • idade mínima progressiva,

  • ou pedágio de 100% sobre o tempo que faltava em novembro de 2019.

Segundo o advogado João Badari, quem completou os requisitos até 2025 mantém o direito adquirido, mesmo que faça o pedido apenas em 2026. Nesses casos, vale a regra mais vantajosa da época em que os critérios foram cumpridos. Os valores atrasados, porém, só são pagos a partir da data do pedido.

Esse direito também permite o uso de tempos especiais, como atividade insalubre, trabalho rural, serviço militar, períodos como servidor público e vínculos reconhecidos na Justiça.

Em 2026, a regra de pontos exigirá:

  • 103 pontos para homens (mínimo de 35 anos de contribuição)

  • 93 pontos para mulheres (mínimo de 30 anos)

A pontuação aumenta anualmente até atingir 105 pontos para homens e 100 para mulheres em 2033.

Mais detalhes:

  • Outra regra de transição válida é a da idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição
  • Homens devem ter, no mínimo, 35 anos de contribuição ao INSS e mulheres, 30 anos na data do pedido
  • A idade mínima exigida deles é de 64 anos e seis meses e, delas, 59 anos e seis meses. Essa idade sobe meio ponto a cada ano
  • Os professores que já estavam no mercado de trabalho formal, em escola particular, podem se aposentar pela regra de transição, que também muda em 2026
  • Há duas opções: por pontos e por idade mínima
  • A diferença é que professores e professoras se aposentam com tempo mínimo menor do que os demais segurados
  • Na transição por pontos, eles devem cumprir o tempo mínimo de contribuição e atingir a soma necessária da idade e do tempo de contribuição. A pontuação será acrescida de um ponto a cada ano até atingir o limite de 100 pontos para mulher e 105 pontos para homem

Veja como funciona:

  • Em 2026, a soma da idade e do tempo de contribuição é de 88 pontos para as mulheres e 98 pontos para os homens
  • O tempo mínimo de contribuição é de 25 e 30 anos, respectivamente

Idade mínima:

  • Em 2026, a idade mínima de contribuição será de 54 anos e seis meses para mulheres e 59 e seis meses para os homens
  • O tempo de contribuição mínimo é de 25 e 30 anos, respectivamente
  • A idade aumenta seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulher e 60 anos para homem

O pedido de aposentadoria pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Caso faltem documentos, o INSS poderá fazer exigências, que podem ser atendidas online ou em uma agência.

Especialistas alertam que o envelhecimento da população pressiona o sistema e novas mudanças são discutidas, enquanto ações no STF podem impactar as contas da Previdência. Até agora, decisões da Corte têm sido desfavoráveis aos aposentados do INSS.

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Geral

Ministros de Lula entram em 2026 com mote ‘o último a sair apaga a luz’

Foto: Ricardo Stuckert

Nos primeiros dias de 2026, ministros do governo Lula têm feito uma brincadeira sobre a chegada do ano eleitoral: dizem que “o último a sair apaga a luz”. Isso porque a maioria deles deixará o cargo até abril para disputar votos nas urnas.

Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou ao presidente Lula (PT) que deseja sair do cargo. A aposta é que o interruptor ficará, uma vez mais, com o ministro da Defesa, José Múcio, que também tenta abrir a porta de saída.

Lula tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tanto pode concorrer ao Senado por São Paulo como ao Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve tentar a reeleição na Câmara.

Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também deixará o posto. A intenção da ministra é concorrer novamente ao Senado, mas, desde que apoiou Lula, no segundo turno da campanha de 2022, perdeu votos em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado conservador.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro que sairá do governo: será candidato ao Senado pela Bahia. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, é incentivada pela primeira-dama Rosângela Silva a concorrer a deputada federal.

Mas não são só eles que estão de saída da Esplanada. A maioria dos ministros deixará os postos para disputar eleições.

Coluna do Estadão

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Geral

PF apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações contra o crime em 2025; saiba para onde vão o dinheiro e os bens apreendidos

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações de combate ao crime entre janeiro e novembro de 2025. O montante inclui dinheiro em espécie, valores bloqueados em contas bancárias e bens apreendidos durante investigações em todo o país.

Parte dos recursos foi encontrada em dinheiro vivo com investigados e depositada em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, à disposição da Justiça.

Os valores ficam retidos até o fim dos processos e podem ser usados para ressarcir vítimas, pagar multas ou, na ausência de prejudicados diretos, retornar aos cofres públicos.

Se não houver condenação ao final do processo, o dinheiro e os bens apreendidos podem ser devolvidos aos investigados, desde que fique comprovada a inexistência de crime ou de responsabilidade penal.

Moedas falsificadas são encaminhadas ao Banco Central, enquanto moedas estrangeiras ficam custodiadas pela Caixa.

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Economia

Fazenda trava incentivos e vira foco de impasse sobre minerais críticos no Congresso

Foto: Reuters/Adriano Machado

O Ministério da Fazenda é hoje o principal ponto de resistência dentro do governo federal ao avanço da Política Nacional dos Minerais Críticos na Câmara dos Deputados. O impasse gira em torno da criação de novos benefícios tributários para o setor, defendidos pelo relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), mas vistos com cautela pela equipe econômica.

A Fazenda reconhece o potencial estratégico da mineração de insumos essenciais à transição energética, mas avalia que ampliar incentivos fiscais contraria a agenda de ajuste das contas públicas. Interlocutores do governo ponderam, porém, que a resistência é esperada de quem responde pelo equilíbrio fiscal, ainda que haja pressão política para a aprovação do texto com os benefícios mantidos.

Dentro do próprio governo, áreas como o Ministério de Minas e Energia admitem que, sem incentivos, o Brasil dificilmente conseguirá avançar para etapas mais complexas da cadeia produtiva, como beneficiamento e refino. Mineradoras argumentam que o setor envolve investimentos bilionários, de longo prazo e alto risco, o que exige um ambiente competitivo frente a países como Índia, Vietnã e Austrália.

Entre as medidas previstas estão isenção de Imposto de Renda sobre o uso de marcas, patentes e licenças tecnológicas — custo relevante para empresas estrangeiras que operam no país — além da criação de um regime aduaneiro especial para importação de bens destinados à pesquisa, lavra e transformação de minerais críticos.

O relatório também propõe a aplicação de 0,40% da receita bruta das empresas em pesquisa e desenvolvimento, a extensão da Lei do Bem à mineração estratégica, a inclusão do setor no Reidi e a criação de um programa federal voltado à produção de insumos essenciais para baterias, ímãs, fertilizantes e sistemas de armazenamento de energia, pilares da transição energética.

Com informações da CNN

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Geral

Deepfakes disparam no Brasil e acendem alerta para manipulação nas eleições de 2026

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil – Arquivo

Ataques com deepfake cresceram 126% no Brasil em 2025 e já são vistos como uma ameaça real ao processo democrático nas eleições presidenciais de 2026. A técnica, que utiliza inteligência artificial para falsificar rostos, vozes e vídeos de forma extremamente realista, tem potencial para influenciar eleitores ao atribuir falas e comportamentos inexistentes a políticos e figuras públicas.

Segundo o relatório Identity Fraud Report 2025-2026, da Sumsub, o avanço da tecnologia e a popularização das ferramentas tornaram esse tipo de fraude mais acessível e difícil de detectar. O especialista em IA Antônio Netto explica que, diferentemente de conteúdos genéricos criados por inteligência artificial, o deepfake busca simular a realidade e enganar deliberadamente quem consome o material, ampliando seu poder de convencimento.

Levantamento do DFRLab identificou ao menos 78 casos de conteúdos eleitorais produzidos ou suspeitos de terem sido criados por IA nas eleições municipais de 2024. Para 2026, a expectativa é de aumento desses episódios, impulsionado pelo grau de polarização política e pelo fato de a disputa envolver a Presidência da República.

O TSE já proibiu o uso de IA para a criação e disseminação de conteúdos falsos, mas especialistas avaliam que a norma ainda é insuficiente. Para juristas, o enfrentamento aos deepfakes exigirá legislação específica, maior articulação com plataformas digitais e mecanismos técnicos eficazes, além do cuidado para não ferir garantias constitucionais como a liberdade de expressão e o devido processo legal.

Com informações do R7

Opinião dos leitores

  1. É público e notório que a absoluto maioria desses criminosos cibernéticos são militantes da extrema esquerda, inclusive, são remunerados para realizarem “serviços” encomendados.

    1. Vc é doido ou se faz de???
      É claro que são os bolsonaristas que estão nesse campo…

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Geral

Senado reage a boato sobre “reunião secreta” para prender Alexandre de Moraes

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado Federal reagiu a uma informação falsa que circulou nas redes sociais afirmando que senadores teriam aprovado, em uma suposta “reunião secreta” durante a madrugada, um pedido de prisão preventiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em nota oficial, a Casa classificou a alegação como inverídica e sem qualquer respaldo institucional.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. Segundo o Senado, desde 23 de dezembro de 2025 os parlamentares estão em recesso, com retorno apenas em 1º de fevereiro de 2026. Nesse período, não há sessões plenárias nem deliberações dessa natureza. Durante o recesso, quem atua é a Comissão Representativa do Congresso Nacional, que tem atribuições limitadas a matérias urgentes e não pode deliberar sobre pedidos de prisão ou ações contra ministros do Supremo.

A Casa também esclareceu que a convocação extraordinária do Congresso só ocorre em situações específicas previstas na Constituição, como decretação de estado de sítio, intervenção federal ou por decisão da maioria absoluta da Câmara e do Senado — o que não aconteceu. Além disso, a Constituição prevê votações secretas apenas em casos restritos, como eleições internas, escolha de dirigentes e análise de indicações presidenciais.

Ao final da publicação, o Senado alertou para a disseminação de desinformação e orientou a população a buscar informações em canais oficiais, como o Portal Senado Notícias, a TV Senado e a Rádio Senado, antes de compartilhar conteúdos sobre a atividade legislativa.

Com informações do Metrópoles

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Mundo

Zelensky diz que acordo de paz com a Rússia está 90% pronto, mas alerta: “Os 10% finais decidem o futuro”

Foto: Reuters – Stephanie Lecocq

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (31) que um acordo de paz com a Rússia está “90% pronto”, restando apenas os “10% mais difíceis” para a conclusão. A declaração foi feita durante discurso de véspera de Ano-Novo, no qual o líder ucraniano alertou que o país não aceitará um fim da guerra que recompense Moscou.

Segundo Zelensky, a Ucrânia quer encerrar o conflito, mas não “a qualquer preço”. Ele destacou que qualquer acordo precisa incluir garantias sólidas de segurança para impedir uma nova invasão russa no futuro. “Esses 10% vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa”, afirmou em mensagem publicada no Telegram.

Os Estados Unidos tentam intermediar um acordo envolvendo Moscou e Kiev, mas o principal impasse segue sendo a questão territorial. O presidente russo, Vladimir Putin, pressiona para obter o controle total da região de Donbass, no leste ucraniano, ponto considerado inegociável pelo Kremlin.

Zelensky, porém, rejeitou a ideia de que a cessão do Donbass encerraria a guerra. Para ele, essa exigência representa uma armadilha. “‘Saiam do Donbass e tudo estará terminado’. É assim que soa a fraude quando se traduz do russo para qualquer idioma”, declarou, reforçando que a Ucrânia não confia nas intenções de Moscou.

Com informações do G1

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Geral

Defesa pede que Bolsonaro siga internado enquanto STF decide sobre prisão domiciliar

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao STF que ele permaneça internado no hospital onde está em Brasília até que seja analisado o pedido de prisão domiciliar humanitária protocolado nesta semana. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, e pede que Bolsonaro não seja reconduzido à Superintendência da Polícia Federal antes de uma decisão definitiva.

Segundo os advogados, o pedido se justifica pelo quadro clínico ainda em evolução e por intercorrências pós-operatórias que exigem acompanhamento médico contínuo. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star após passar por uma sequência de procedimentos cirúrgicos nos últimos dias, e a equipe médica chegou a prever alta para esta quinta-feira (1º).

A defesa argumenta que um eventual retorno imediato ao regime fechado, logo após a alta, ocorreria em condições incompatíveis com a rotina carcerária, podendo agravar o estado de saúde do ex-presidente. No documento, os advogados sustentam que deslocamentos e limitações estruturais do sistema prisional representariam risco concreto à recuperação clínica.

Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro. Os dois anteriores foram negados por Moraes, que apontou risco de fuga e destacou que o ex-presidente tem acesso irrestrito a atendimento médico. Caso o novo pedido seja novamente rejeitado, a expectativa é de que Bolsonaro seja transferido para a PF assim que receber alta hospitalar.

Com informações da CNN

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Política

Ano eleitoral trava Congresso, e Lula tenta reatar com parlamentares para avançar pautas em 2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Com 2026 marcado pelas eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a expectativa de um Congresso menos produtivo e aposta em poucas pautas prioritárias para o próximo ano. Entre os principais focos estão o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1, a retomada da agenda de segurança pública e a tentativa de viabilizar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF.

Aliados do Planalto avaliam que o calendário eleitoral deve reduzir a atuação dos parlamentares principalmente no segundo semestre, quando deputados e senadores estarão concentrados nas campanhas. Nesse cenário, o governo também estuda avançar em projetos de regulamentação das redes sociais e do uso da inteligência artificial, tema que ganhou força diante do temor de desinformação durante o processo eleitoral.

A principal bandeira do governo para 2026 será o fim da escala 6×1, proposta que prevê duas folgas remuneradas semanais aos trabalhadores. Segundo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a resistência inicial diminuiu e hoje há ambiente favorável para aprovação. “É uma matéria central, com apoio crescente dentro do Congresso”, afirmou.

Nos bastidores, Lula também tenta recompor a relação com a cúpula do Legislativo após meses de desgaste. Gestos como a troca no comando do Ministério do Turismo, atendendo a uma indicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fazem parte da estratégia para destravar votações sensíveis, incluindo a pauta da segurança pública e a articulação em torno do nome de Jorge Messias no Senado.

Com informações do R7

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Política

Lula orienta auxiliares a reagir a possíveis ataques de Trump contra a Venezuela

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Mesmo em período de férias no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repassou orientações a auxiliares sobre como o Brasil deve se posicionar diante das ameaças do governo de Donald Trump de intervir militarmente na Venezuela para tentar derrubar o regime de Nicolás Maduro.

Segundo o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, a diretriz de Lula é clara: agressões ao continente sul-americano não devem ser toleradas. No entanto, a intensidade de uma eventual reação dependerá da gravidade dos fatos e dos impactos humanos e materiais provocados.

“As instruções são as mesmas: ataques ao continente sul-americano não podem ser tolerados. Mas o grau da reação depende dos fatos e dos danos humanos e materiais”, afirmou Amorim ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

A tensão aumentou após Trump anunciar, na segunda-feira (29), um suposto primeiro ataque ao território venezuelano. Segundo a imprensa dos Estados Unidos, a ação teria sido conduzida pela CIA por meio de um bombardeio com drones contra um porto que estaria sendo usado por um grupo terrorista ligado ao tráfico de drogas.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Se Maduro cair, ele vomita tudo que sabe sobre o cachaceiro descondenado, esse é o medo do molusco!

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