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Déficit da Previdência equivale a 2,8% do PIB

O déficit previdenciário foi de R$ 182,45 bilhões em 2017. O rombo equivale a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas pelo país), o recorde registrado até o momento. Os cálculos divulgados hoje (22) pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda referem-se ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que é gerido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O déficit previdenciário atingiu seu pior patamar desde 1995, quando começou a série histórica, superando o déficit de 2016, de R$ 149,73 bilhões. O aumento de um ano para o outro foi de 21,8% no regime geral.

O maior aumento proporcional do déficit se deu no setor urbano, com um aumento de 54,7% em relação a 2016, passando de R$ 46,344 bilhões para os atuais R$ 71,709 bilhões. Já o setor rural, apresentou um aumento no déficit de 7,1%, passando de R$ 103,390 bilhões para R$ 110,740 bilhões.

Em 2017, a arrecadação líquida urbana foi de R$ 365,484 bilhões, apresentando um aumento de 4,4% em relação a 2016, quando o valor arrecadado foi R$ 350,217 bilhões. Já a despesa, teve um aumento de 10,2%, passando de R$ 396,561 bilhões para R$ 437,194 bilhões.

No meio rural, foram arrecadados R$ 9,3 bilhões, o que representou um aumento de 17,4% em relação a 2016, quando foram arrecadados R$ 7,920 bilhões, e gastos R$ 120,040 bilhões, um aumento de 7,8%, em relação aos R$ 111,310 bilhões de 2016.

“Os valores das despesas por si são superiores à arrecadação. A despesa cresce em ritmo mais alto que arrecadação, assim, o déficit cresce, em velocidade bastante expressiva, não somente em termos reais mas em proporção do PIB”, explicou o secretário de Previdência, Marcelo Caetano.

A previsão do governo para o déficit da Previdência no regime geral para 2017 era de R$ 185,8 bilhões. O valor constatado ficou, portanto, inferior à estimativa. Para 2018, a estimativa do governo para o INSS é de um rombo de R$ 192,8 bilhões. Segundo Caetano, o valor ficou abaixo porque se trata de uma estimativa “de ordem de grandeza bastante elevada”. Para 2018 é possível que ainda haja revisão da estimativa.

O regime próprio de Previdência Social, que é o dos servidores públicos e militares, também fechou 2017 em déficit, de R$ 86,349 bilhões, um aumento de 11,9% em relação a 2016, que fechou com um déficit de R$ 77,151 bilhões.

Considerando os dois regimes, o próprio e o geral, a Previdência acumulou um déficit em 2017 de R$ 268,799 bilhões.

Reforma da Previdência

Na análise do secretário de Previdência, os números evidenciam a necessidade da reforma da Previdência: “É essencial, a gente observa os números crescerem na ordem de dezenas de bilhões de reais por ano”. Em relação a um possível adiamento da análise do texto pela Câmara dos Deputados, prevista para o dia 19 de fevereiro, o secretário foi enfático: “O governo trabalha com a aprovação em meados de fevereiro”.

Sobre mudanças no texto, Caetano diz que não há por parte do governo “nenhum compromisso de alteração da emenda aglutinativa” e que qualquer mudança terá que levar em consideração o impacto sobre a igualdade entre os beneficiários, o impacto fiscal nas contas do governo e como a questão se reflete na opinião pública.

A reforma propõe a adoção de uma idade mínima – de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres – e regras de transição com intuito de equilibrar as contas públicas para os próximos anos. Conforme a proposta, trabalhadores do setor privado e servidores públicos deverão seguir as mesmas regras, com um teto de R$ 5,5 mil para se aposentar, e sem a possibilidade de acumular benefícios. Para trabalhadores rurais, idosos e pessoas com deficiência sem condições de sustento as regras não sofrerão mudanças.

Aprovada, ainda este ano, segundo o secretário, a reforma poderá conferir uma redução do déficit do INSS em 2018 de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões.

Agência Brasil

 

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Varas de Execução Fiscal recuperam R$ 7,4 milhões em créditos para o Estado em 2017

O Estado do Rio Grande do Norte recuperou o montante de R$ 7.498.101,76 em créditos de ações judiciais de Execução Fiscal, entre os meses de janeiro e novembro do ano passado, segundo levantamento da Procuradoria Geral do Estado referente à arrecadação da Dívida Ativa em 2017. A recuperação foi possível a partir da atuação das Varas de Execução Fiscal da Justiça Estadual, resultando no recolhimento de créditos tributários ao Estado.

O valor recuperado é referente a processos judiciais de cobrança de pendências de contribuintes com o pagamento de tributos estaduais como o ICMS e o IPVA. Apenas no mês de janeiro de 2017, foram arrecadados R$ 4,8 milhões.

Municípios

Além da atuação das Varas de Execução Fiscal no âmbito estadual, os Municípios também vêm se beneficiando do trabalho do Poder Judiciário. Apenas o Município de Natal recolheu R$ 23.304.938,98 entre janeiro e novembro de 2017, a partir dos esforços das três Varas de Execução Fiscal Municipal da comarca de Natal para executar dívidas com o pagamento de tributos municipais como IPTU, ISS e ITIV.

Outro município beneficiado foi Ceará-Mirim, que recuperou R$ 327.386,39 ao longo do ano de 2017 em créditos tributários.

Gestão Fiscal Efetiva

Impulsionar os processos de Execução foi uma das metas estabelecidas para a Justiça Estadual no ano de 2017 pelo Conselho Nacional de Justiça. Como meta específica deste segmento, está a necessidade de estabelecer uma política de desjudicialização e de enfrentamento do estoque de processos de execução fiscal.

Nesse contexto, o Tribunal de Justiça do RN tem estimulado os entes públicos a adotarem meios para a cobrança administrativa de dívidas, de forma a recuperarem créditos e aumentarem suas arrecadações próprias. Em abril de 2017, o TJRN e o Tribunal de Contas do Estado lançaram o programa “Gestão Fiscal Efetiva”, que tem como objetivo otimizar a execução da dívida ativa e reduzir a judicialização e os custos desse procedimento.

Atualmente, a execução fiscal tem provocado sérios entraves ao funcionamento do Poder Judiciário em todo país. Além do grande número de processos, esta forma de cobrança não é eficiente, pois muitos dos créditos cobrados são inferiores aos custos de um processo judicial.

TJRN

 

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  1. contador disse:

    Para uma divida ativa de 7 bilhoes de reais, 7 milhoes corresponde a uma parte em mil.

  2. Frasqueirino disse:

    Tem uma grande diferença entre a execução e o recebimento. O importante é quanto estão pagando.

  3. Helio Mota disse:

    Acho que isso não dá um ano de auxílio moradia, então vamos parar com essa de querer bancar o "solícito"?

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VÍDEO: Kelly Key visita sex shop com marido, fala em “mundo dos pintos”, e revela que parceiro tem “preconceito” de sexo anal

Kelly Key e o marido, Mico Freitas, foram visitar uma sex shop e postaram o resultado no canal da cantora no YouTube. Enquanto observavam os itens à venda para apimentar a relação, ela acabou contando parte da intimidade do casal.

“Isso aqui é o mundo dos pintos, né?”, disse, enquanto pegava as caixas e tirava dúvidas sobre o que fazer com um colar de pérolas e outros itens utilizados por casais que procuram novidades na cama. “As pessoas estão mesmo sendo substituídas”, avaliou, ao dar de cara com tantos objetos.

Os dois chegaram a um assunto que é tabu para muitos homens. “Tanto preconceito, né… Dizem que o ponto G do homem está no ânus. Ele não bota para jogo, por exemplo. Se ele pusesse, iria descobrir”, soltou Kelly, levando a negativa do marido. “Todo programa ela fala da minha ‘roda’. Não estou a fim de descobrir nada”, garantiu. “É puro preconceito da sua parte”, retrucou ela.

Eles colocaram pênis de borracha na cabeça e chegaram a apostar que a área “proibida” do corpo de Mico seria “inaugurada”. “Se eu acertar as três argolas na sua cabeça eu papo sua roda”, disparou a cantora, que acabou errando o errando o alvo.

(mais…)

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RN registra 17 homicídios durante o fim de semana

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de 125 homicídios em 2018. Só neste final de semana (entre 19 e 21 de janeiro), 17 pessoas foram vítimas da violência em todo estado. Os números são do Observatório da Violência (Obvio), instituto que contabiliza crimes contra a vida no RN.

O relatório foi divulgado na manhã desta segunda-feira(22). O número apresenta uma redução de 13,2% no comparativo com o mesmo período de ano passado. O documento destaca que esse número é decorrente do massacre na Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

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Criminosos tentam arrombar caixa eletrônico no litoral sul potiguar

Bandidos armados renderam um vigia e tentaram arrombar um terminal bancário em um posto de combustíveis no distrito de Pium, emParnamirim, cidade da Grande Natal. O crime aconteceu na madrugada desta segunda. Segundo a Polícia Militar, o dinheiro não foi levado.

O posto fica na Av. Joaquim Patrício, logo após a Rota do Sol – principal via de acesso às praias do litoral Sul da região metropolitana da capital. Já o terminal, foi um caixa do Banco 24 Horas. Ainda de acordo com a PM, os criminosos fugiram em um carro.

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Governo encaminha ao Congresso projeto com regras para privatizar Eletrobras

O presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que propõe regras para a privatização da Eletrobras. A mensagem presidencial que encaminha a proposta está publicada na edição de hoje (22) do Diário Oficial da União.

O texto do projeto foi assinado na última sexta-feira (19) pelo presidente Michel Temer. A operação se dará por meio de aumento do capital social da empresa, que o governo considera “democratização do capital da Eletrobras”. Pela proposta, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder do voto. O objetivo, segundo o Planalto, é evitar que outra companhia tome o controle da estatal.

O projeto também prevê que a União terá ações especiais na Eletrobras após a privatização, chamadas de “golden share”, que dão a seu detentor direitos como garantia de indicação de um membro do Conselho de Administração.

Itaipu e Eletronuclear

O projeto exclui do processo de desestatização da Eletrobras a Eletronuclear, subsidiária da estatal, e a Usina Hidrelétrica de Itaipu, controlada pelo Brasil em conjunto com o Paraguai.

Tarifas

Segundo o governo, a privatização da Eletrobras levará à redução das tarifas pagas pelo consumidor. O Planalto também argumenta que a abertura de capital da empresa fortalecerá o

setor, com a expansão de investimentos e o aprimoramento da oferta de energia.

Eletrobras

A Eletrobras é a maior holding do setor elétrico da América Latina e a 16ª maior empresa de energia do mundo, detendo 30,7% da capacidade de geração de energia do Brasil. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões, e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões.

Agência Brasil

 

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  1. webrevenger disse:

    será que a conta de luz vai subir? Empresa privada tem mais interesse em prestar bons serviços ou de lucrar?

  2. Jairo disse:

    Viva Temer!!!

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VÍDEO: “Círculo” gigante ao redor do sol é visto em cidades do RN

Registro na manhã desta segunda-feira(22), visualizado em algumas cidades no Rio Grande do Norte. Sol aparece rodeado de círculo misterioso, fenômeno tipo arco-íris. Vídeo enviado por Beto de Tuquinha, em São José do Campestre, distante 97 km de Natal.

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  1. Xelo disse:

    Um vidente de Moscowró acaba de fazer um previsão sombria a respeito desse fenômeno, o fim dos tempos idos!

  2. Totinha Rocha disse:

    O fenômeno é chamado Halo Solar e acontece devido à presença de cristais de gelo em nuvens altas, que dividem o raio de luz do sol nas cores encontradas no arco-íris.

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Há 10 anos, morria Heath Ledger, o aclamado Coringa de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’

Folhapress

O ator australiano Heath Ledger, morto em 22 de janeiro de 2008, aos 28 anos, em decorrência de uma overdose acidental de medicamentos prescritos, não pôde colher os frutos de seu maior papel no cinema: o Coringa de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, do diretor inglês Christopher Nolan.

O segundo filme da trilogia do homem-morcego [vivido por Christian Bale] estreou em 18 de julho de 2008 e contou com uma perturbadora performance de Ledger na pele do vilão, o que lhe rendeu o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante.

“Ele se trancou num quarto de hotel por semanas e mergulhou no personagem. Isso era típico de Heath. Mas dessa vez ele foi longe demais. Ele ficou completamente imerso, no nível mais profundo”, contou Kim Ledger, pai do ator, em 2013, para um documentário alemão chamado “Jovem Demais para Morrer”.

Na ocasião, Kim revelara um diário do filho com anotações, recortes de quadrinhos, fotos de palhaços, cartas de baralho e desenhos usados no estudo para interpretar o Coringa. No final do caderno, Ledger anexara uma foto sua caracterizado como o palhaço pela primeira vez, para um teste de figurino, com os dizeres “bye, bye”.

Para o pai, o personagem mexeu com o emocional do ator. O próprio chegou a declarar em entrevista à “Empire Magazine”, pouco antes de sua morte, o que sentiu ao estar na pele do vilão. “Tive um pouco de medo […] Acabei entrando na esfera de um psicopata, alguém com muito pouca consciência a respeito de seus próprios atos. Ele é um palhaço assassino, sociopata e totalmente sangue-frio”, contou.

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Transplante de fezes é testado contra a obesidade

Ilustração Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress

Talvez essa seja a primeira vez que você ouça falar em transplantar fezes, mas cientistas estão usando esse aparentemente estranho recurso cada vez mais.

Hoje, as possibilidades relacionadas à técnica vão de alívio de sintomas de doenças intestinais até a ajuda no combate à obesidade.

Batizado oficialmente de transplante de microbiota fecal, o procedimento tem a intenção de repovoar o intestino de pessoas doentes com os micro-organismos presentes no organismo de pessoas saudáveis. As fezes são diluídas e então transplantadas.

A técnica é relativamente recente, com o primeiro estudo mais completo publicado em 2013. Desde então, o transplante se tornou uma forma de terapia reconhecida para casos persistentes de infecção por Clostridium difficile.

A bactéria, segundo o Serviço Nacional de Saúde britânico, é encontrada em 1 a cada 30 adultos, e, na maior parte das vezes, é inofensiva e integra normalmente a microbiota das pessoas.

Em alguns casos –normalmente em pessoas mais velhas que tomam antibióticos–, a C. difficile causa infecção, com sintomas como diarreia, dores abdominais e pode até requerer cirurgia para retirada de partes feridas do intestino.

Com o sucesso do transplante para esse tipo de infecção, os cientistas começaram a estudar o impacto da microbiota fecal em outras doenças.

“Somos mais bactérias do que humanos”, resume Henrique Fillmann, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), ao falar sobre a quantidade de micro-organismos no nosso corpo e sua importância no funcionamento equilibrado do corpo.

A doença de Crohn é um das enfermidades que está no horizonte do transplante de fezes como potencial alvo.

Gisele Martins, 31, tinha fortes sintomas da doença de Crohn e viu melhora após o transplante fecal. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Gisele Martins, 31, conta que perdeu toda a vida social e teve que parar de trabalhar por conta da doença. Foi somente após o transplante de fezes, em 2015, que seus sintomas começaram a melhorar. “Não adianta a pessoa fazer um transplante fecal se ela não tem uma alimentação saudável, só coloca porcaria para dentro”, diz.

Mas médicos ouvidos pela Folha ressaltam que os estudos sobre doença de Crohn apresentam resultados diversos e que, para essa patologia, o transplante de fezes não pode ser considerado, pelo menos por enquanto, como uma terapia efetiva.

“O grande negócio que estão estudando e que realmente pode fazer muita diferença é no tratamento da obesidade”, diz Fillmann.

Estudos apontam que uma dieta irregular seleciona “bactérias ruins”, que ajudam o intestino a aproveitar melhor as calorias e, dessa forma, a perpetuar a obesidade.

É aí que o transplante de fezes poderia entrar, repovoando o intestino de pessoas obesas com a microbiota de pessoas saudáveis. “Não é que o transplante vá emagrecer a pessoa. Ele tornaria mais eficiente o tratamento da obesidade”, diz Fillmann.

Mikaell Faria, cientista da Kaiser Clínica, em São José do Rio Preto, e membro da SBCP, é um dos responsáveis por uma pesquisa, iniciada em 2017, para entender a relação entre a microbiota e o emagrecimento de pacientes pós-cirurgia bariátrica.

“A ideia é ver se, ao mudar a microbiota [com o transplante], o paciente perderia mais peso”, diz Faria.

Para evitar riscos e não interferir no resultado da bariátrica, além dos cuidados habituais da técnica –como análises de possíveis infecções e do estado de saúde do doador– o coloproctologista afirma que, antes de realizarem o transplante, esperam a recuperação total da cirurgia.

Em estágio inicial, a pesquisa tem dez pacientes.

CUIDADOS

André Zonetti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas (HC) da faculdade de medicina da USP, afirma que, mesmo com os novos estudos, os cuidados na seleção dos doadores de fezes e as relações que estão se estabelecendo, é necessário muito cuidado com o transplante.

“Conhecemos muito pouco disso”, diz Zonetti. “Estamos mais ou menos como estávamos, na década de 50, em relação à transfusão sanguínea. Mais tarde foi observada uma série de complicações relacionadas a ela de que não se tinha conhecimento, como a hepatite C.”

Segundo o especialista do HC, é necessário também alertar que não se têm informações a longo prazo sobre os efeitos das bactérias, fungos, protozoários e vírus transplantados. “Não sabemos exatamente o que estamos transplantando.”

Mesmo sem muitas certezas relacionadas ao transplante, já há bancos de fezes no mundo, como o da UFMG, inaugurado em dezembro e que atualmente conta com material de somente três doadores.

Nos EUA, há, por exemplo, o OpenBiome, banco de fezes que afirma ter auxiliado 10.997 transplantes para tratamento de infecção por C. difficile em 2016. A organização, como forma de compensação, dá US$ 40 por doação.

Folha de São Paulo

 

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  1. Koll disse:

    Vigi Maria tem um amigo meu que vai ficar rico, o homi faz bosta de enche caminhão!

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Mais 8 municípios no RN serão beneficiados com ação de regularização fundiária; confira

Para promover a ação de cadastro de terra e georreferenciamento de imóveis rurais, a Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (Seara) assinou mais um convênio de regularização fundiária de terra com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). Este novo convênio irá contemplar os municípios de Monte Alegre, Jundiá, Currais Novos, Jardim do Seridó, Japi, Coronel Ezequiel, Monte das Gameleiras e São Bento do Trairi.

A regularização fundiária e a consequente emissão e entrega de títulos de terra para o agricultor familiar concede segurança jurídica e, além disso, a oportunidade do trabalhador rural acessar políticas públicas importantes para o desenvolvimento no campo, como por exemplo, acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para financiar atividades de investimento e custeio para produção em sua terra, fortalecendo a agricultura familiar.

Serão beneficiadas 4.292 famílias de agricultores familiares dos oito municípios citados, e o orçamento para a ação está em 3,7 milhões, sendo a contrapartida do governo do estado de R$ 249.999,00.

Atualmente, outro convênio com a Sead está beneficiando 13 municípios do nosso estado, das regiões do Alto Oeste e do Mato Grande. São eles: Venha- Ver, Coronel João Pessoa, Doutor Severiano, Encanto, Paraná, Portalegre, Riacho de Santana, Parazinho, Pedra Grande, Poço Branco, São Miguel do Gostoso, Jardim de Angicos e João Câmara.

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9% dos idosos do país consomem álcool diariamente, diz Datafolha

Foto: Bruno Santos/Folhapress

Assunto cercado de tabus, o consumo excessivo de álcool na velhice é um problema de saúde e social pouco abordado nas políticas públicas, hoje direcionadas aos consumidores mais jovens.

Pesquisa Datafolha inédita mostra que quase um em cada dez homens idosos brasileiros (9%) bebe todos os dias, cinco vezes a média do país (2%) e o dobro do percentual de beberrões (4%).

Entre as idosas, 81% não bebem, contra 57% dos idosos, o que confirma a tendência na população em geral de as mulheres serem menos expostas ao álcool que os homens (63% delas não bebem, contra 6% dos homens).

O alcoolismo causa um grande impacto nos sistemas nervoso, cardiovascular, circulatório e gastrointestinal.

Se a bebida for associada ao uso de cigarros ou calmantes, situação frequente entre os idosos, o estrago é ainda maior porque somam-se efeitos deletérios, segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Unifesp.

“Há degenerações do sistema nervoso central, como as demências, danos ao sistema cardiovascular, como hipertensão arterial e os AVCs. No sistema gastrointestinal, podem surgir cânceres e hepatites com cirrose hepática. Ainda são comuns casos de diabetes alcoólica e de infecção causadas por queda do sistema imunológico.”

Segundo a psiquiatra, alguns estudos apontam que a taxa de dependência de idosos a calmantes chega a 10%. “Imagina esses 9% de dependentes de álcool [da pesquisa Datafolha] somados aos dependentes de calmantes. O impacto é imprevisível. É pior do que droga na cabeça de adolescente porque a vulnerabilidade é muito maior.”

Para Ana Cecília Marques, o idoso alcoólatra é um “paciente invisível”, que muitas vezes desenvolve a dependência após a aposentadoria, o divórcio ou a viuvez. O administrador Roberto N. enfrentou essa situação, tendo desenvolvido um quadro de alcoolismo após aposentar-se aos 65 anos.

“Aquele que bebe desde cedo tem problemas de saúde antes, já com 40 ou 50 anos. O que começa a beber mais tarde é, em geral, solitário. Ele não busca ajuda, o álcool acaba sendo uma automedicação.”

O uso do álcool também pode desencadear ou potencializar distúrbios psiquiátricos, como a depressão, muito associada aos suicídios entre os idosos. “O álcool sozinho já aumenta a taxa de suicídio. E os calmantes também. Eles dão uma falsa sensação de alívio da angústia e a pessoa vai perdendo o controle da situação.”

SOLIDÃO

O clínico-geral Paulo Olzon concorda que a solidão, a morte de amigos e parentes e a consequente perda de referências seja um importante desencadeador do alcoolismo na velhice.

Ele argumenta, porém, que os médicos têm pouco a fazer diante da recusa do paciente em aceitar ajuda. “Os idosos dificilmente admitem o consumo excessivo de álcool, acham que têm controle sobre a bebida.”

Para ele, é preciso respeitar a autonomia do paciente. “Tem idoso que fala: ‘quero comer e beber até morrer. Já sou aposentado, não estou atrapalhando ninguém e quero viver do meu jeito’. Acabou o tempo de médico exercer papel de pai.”

Segundo Ana Cecília Marques, é comum o idoso ter descontrole nos níveis da pressão arterial ou da glicemia por causa da bebida e esconder isso do médico.

Ela diz que, em alguns pacientes, beber uma vez por semana já traz problemas. Entre os entrevistados pela Datafolha, 35% se enquadram nessa situação.

“Eles nem bebem muito porque não aguentam. Vão cair muito antes do que uma pessoa mais jovem. Se eles bebem três ou quatro doses, elas já fazem efeito de dez.”

Ana Cecília diz que faltam políticas públicas voltadas para o álcool e outras drogas e, entre os idosos, a ausência é ainda maior. “Fala-se muito do consumo de álcool na adolescência, mas quase nada na velhice.”

CIGARRO

De acordo com o Datafolha, a taxa de fumantes é menor entre idosos (14%, contra o pico de 22% dos 35 aos 59 anos), mas a porcentagem entre idosos dos que nunca fumaram é a mais baixa (55%, contra 71% dos que têm de 16 a 24 anos). Dos brasileiros, 61% nunca fumaram, 19% fumam e 20% largaram o cigarro.

Mulheres são menos expostas ao fumo que homens: 68% nunca fumaram, 16% fumam (55% e 22% para eles). Dentre mulheres idosas, 64% nunca fumaram, contra apenas 43% dos homens idosos, ou seja, a maioria dos homens idosos foi exposta ao cigarro; 39% deles largaram e 18% ainda fumam. Fumantes idosas são 11% entre as mulheres de 60+.

Segundo Jaqueline Scholz, cardiologista do Programa de Tabagismo do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP), dificilmente as pessoas começam a fumar na velhice. “Normalmente, ela inicia na juventude e passa a vida toda fumando. Quando idosa, não acredita que vai conseguir parar.”

De acordo com o Datafolha, pessoas menos escolarizadas fumam mais no geral, contudo, entre os idosos, são os graduados que fumam mais (18%), como é o caso do casal Rosaly e Sylvio Bocchini, que fumaram por mais de cinco décadas até abandonarem, há três anos, o vício do cigarro.

Em geral, explica a médica, o vínculo emocional do idoso com o cigarro é grande e a dificuldade de se livrar da dependência é maior.

A maioria chega para o tratamento pelas mãos de parentes. A terapia envolve antidepressivos e medicamento antitabaco.

“Quando conseguem, melhoram muito a qualidade de vida. Têm aumento da capacidade respiratória, melhoram da tosse, sentem menos cansaço, recuperam a voz”, explica a médica.

Nessa fase da vida, diz ela, parar de fumar costuma ser para valer. “Muitos se sentem tão bem que questionam por que não pararam antes.”

ALCOOLISMO NA APOSENTADORIA

Foi numa noite quente de julho do ano passado que o administrador de empresas Roberto N., 77, diz que ter chegado “ao fundo do poço”.

Ele havia saído às 11h para dar uma volta e só foi encontrado oito horas depois pelo filho caçula. Estava bêbado, desacordado na mesa de um bar, a poucos metros da sua casa, na região da avenida Paulista, em São Paulo.

Com um currículo que inclui graduação em direito, MBA em administração pela FGV e passagem por importantes empresas de São Paulo, Roberto conta que só a partir daquele episódio é que percebeu a sua impotência em relação ao álcool.

“Recebi um ultimato da mulher e dos filhos. ‘Roberto, ou você para de beber ou a família acaba aqui'”, lembra emocionado. Dias depois, buscou ajuda em um grupo AA (Alcoólicos Anônimos).

Roberto lembra que até a aposentadoria bebia “sem grandes problemas”. “Na adolescência, era um garotão de praia. Bebia para me sentir confiante com as moças. Gostava de cuba libre, gin tônica, hi-fi”, diverte-se.

Depois, já formado e bem-sucedido no mercado de trabalho, costumava beber depois do expediente ou em almoços de negócio. “Mas não bebia todos os dias. Era um pai bastante presente.”

Em 1974, três anos depois de se casar e já trabalhando na área de investimentos de um banco, veio o primeiro grande trauma: quase morreu no incêndio do edifício Joelma. “Queimei muito as mãos e os pés. Vários colegas morreram”, lembra.

Duas décadas depois, viria a segunda grande dor: perdeu um filho para uma doença cardíaca grave. “Não uso esses traumas para justificar o meu alcoolismo, mas eles mexeram muito comigo.”

Ao se aproximar dos 60 anos, já não conseguia mais emprego. “Essa frustração, sim, me empurrou para a bebida desbragadamente.”

Quando se aposentou, aos 65 anos, a dependência do álcool ficou clara. “Já não precisava esperar o fim do expediente. Comecei a beber de manhã, à tarde e à noite.”

À época fez dois tratamentos, com medicamentos. “Cheguei a ficar um ano sem beber. Mas aí achava que já tinha controle e voltava a beber. Com duas cervejas e duas doses de conhaque, ‘pimba’!”.

Roberto também era dependente do tabaco. Fumou da adolescência até 2014, quando descobriu um câncer de pulmão. O tumor veio a se somar a um enfisema pulmonar e a uma doença cardíaca, os três associados ao cigarro.

Seis meses se passaram desde a fatídica noite de julho. Desde então, Roberto segue sóbrio. Não perde nenhuma reunião do AA. “Eu reconquistei o respeito da minha família, o meu autorrespeito. Meu maior lema é: evite o primeiro gole a cada 24 horas. É o primeiro gole que vai te levar para a desgraça. Não é o último.”

APÓS OS 70, CASAL ABANDONA CIGARRO

Foto: Bruno Santos/Folhapress

“Como o senhor vai”? Ao atender o telefone e ouvir essa pergunta a filósofa e escritora Rosaly Bocchino, 75, decidiu levar a sério um tratamento para parar de fumar.

Tabagista há mais de cinco décadas, ela tinha uma lesão nas cordas vocais e uma voz muito rouca que, além de ser confundida com a de um homem no telefone, preocupava a família e os médicos.

A dependência começou aos 18 anos, quando cursava faculdade de filosofia em São Paulo. “Tinha uma grande amiga que fumava e eu comecei a fumar também, sempre escondida dos meus pais.” Com o tempo, o cigarro se tornou um companheiro. “Fumava até enquanto esculpia.”

Na gravidez, chegou a marcar o cigarro com vários tracinhos para fracioná-lo e se policiava para dar apenas duas tragadas quando a vontade se tornava insuportável. Depois, conseguiu parar até o fim da gestação.

A mãe tentou livrá-la do vício com remédio homeopático, mas não funcionou. Mais tarde, outros dois tratamentos para o tabagismo também não deram certo.

O marido, o cirurgião do aparelho digestivo Sylvio Bocchino, 79, também era fumante, porém, mais moderado. Enquanto Rosaly chegava a fumar um maço e meio de cigarro por dia, ele não passava de doze unidades.

“Fumava a caminho do trabalho, na volta, depois das refeições. Fora da rotina, extrapolava mais. Mas não pensava em largar porque nunca tive nenhuma consequência para a saúde”, diz o médico.

No dia em que Rosaly marcou a consulta para iniciar o derradeiro tratamento contra o tabagismo, Bocchino decidiu que iria “apenas acompanhá-la”. “A médica perguntou se eu não ia fazer também [o tratamento] e eu disse que não, que não precisava porque fumava muito pouco.”

Quando a mulher saiu do consultório, a médica voltou a insistir que ele também parasse de fumar. “Decidi que faria por solidariedade [a ela]. E assim começamos os dois o tratamento, diminuindo aos poucos o consumo até que paramos de vez. Passaram-se 15 dias, um mês e lá se vão três anos sem fumar!”

Bocchino diz que ainda hoje se surpreende com a facilidade com que abandonaram o cigarro. “Eu fiquei mais admirado com ela, que tinha um vício pesado.” Ambos usaram medicação.

Rosaly conta que o início foi bem difícil, mas que a estratégia usada pela médica foi muito eficaz. “Ela não proibiu nada de cara. Fui diminuindo aos poucos.”

Hoje, percebe os ganhos de uma vida sem tabaco. “O paladar melhorou muito, eu já não tinha mais vontade de comer. A respiração também é outra. Antes, ficava cansada, puxava o ar e não vinha. Minha habitual tosse acabou.”

O casal também abandonou o hábito, muito associado ao cigarro, de tomar um drinque no final do dia. “Substituímos pela Netflix”, diverte-se Rosaly.

Folha de São Paulo

 

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VÍDEO: Cabo do CPRE é baleado durante troca de tiros com bandidos em tentativa de assalto

Um tentativa de assalto a ser detalhada, na manhã desta segunda-feira(22), na zona norte da capital potiguar, resultou em uma troca de tiros entre policiais militares do Comando do Policiamento Rodoviário Estadual(CPRE).

Segundo a Polícia Militar, um cabo do CPRE acabou sendo baleado e socorrido ao Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal. Felizmente, não corre risco de morte. Ainda na ocorrência, um dos bandidos foi baleado e se encontra na sala de cirurgia da unidade hospitalar.  Um segundo bandido, também baleado, conseguiu escapar. Policiais realizam diligências em hospitais em busca da entrada do indivíduo.

 

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