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Idema e MPF Promovem Usurpação Legal de Norma Indígena para Travar Obra da Engorda da Praia de Ponta Negra

Por Dinarte Assunção

Eu relutei em escrever este texto por razões que tem a ver com minhas convicções – e elas dizem que os mais vulneráveis devem ser protegidos. Mas minhas convicções também dizem que quando um sofisma é invocado para proteger os vulneráveis, isso deve ser exposto, pois, sendo sofisma, não há preocupação legítima com eles.

Num sofisma, o argumento até faz sentido, mas em sua essência é a falsidade que ressoa, desmoronando tal qual o Morro do Careca.

Isso posto consigo afirmar: o Idema e o MPF estão usurpando uma norma legal índígena para travar a obra da engorda de Ponta Negra.

A Convenção nº 169 da OIT: Um Desvio de Finalidade

Parecer emitido pelo Ministério Público Federal (MPF) e endossado pelo Idema se agarra à Convenção nº 169 da OIT como um náufrago a um pedaço de madeira, alegando que esta exige uma consulta prévia, livre e informada das comunidades tradicionais antes de qualquer empreendimento.

A convenção também prevê a autodeterminação. Significa por outras palavras que, se aplicada, os “indígenas” – vocês entenderão logo mais – de Ponta Negra poderiam usar a autodeterminação para dizer, com caráter definitivo, que a obra não sai. Aí está uma razão para invocar a Convenção nº 169 da OIT.

Veja bem e vejam só: as comunidades pesqueiras devem ser ouvidas. Mas impor que isso se dê pela Convenção 169 da OIT implica dizer que o poder de veto contido no princípio da autodeterminação desse dispositivo, não previsto noutras normas, pode ser invocado.

No entanto, usar a convenção, destinada a proteger os direitos de povos indígenas e tribais, para travar uma obra essencial para o turismo e a economia local é, no mínimo, uma interpretação criativa – e não no bom sentido.

O procurador da República que encheu as laudatórias páginas de seu parecer entende de leis bem mais que eu, então, talvez saiba que o Supremo Tribunal Federal trata dessa norma formal para a aplicação de direitos pressupondo como atores atingidos índigenas e quilombolas. Entendo que poucos respeitem o STF, mas o procurador deve respeitar.

Eu me recuso a acreditar que o procurador da República não saiba que o STF trata a convenção 169 da OIT à luz dos direitos de quilombolas e indígenas. Mas, para o caso de não saber, eu trouxe dois exemplos:

 

  1. Petição (Pet) 3.388/RR – Caso Raposa Serra do Sol
    • Decisão: O STF aplicou a Convenção nº 169 para decidir sobre a demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, sempre em relação a povos indígenas formalmente reconhecidos.
    • Implicação: A aplicação da convenção está inextricavelmente ligada ao reconhecimento formal das comunidades como indígenas.
  2. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239
    • Decisão: O STF reiterou a necessidade de reconhecimento formal para a aplicação dos direitos previstos na Convenção nº 169.
    • Implicação: A convenção se aplica a comunidades com reconhecimento formal como indígenas ou tribais.

Sempre que a convenção em questão chega à Suprema Corte, envolve povos originários ou quilombolas.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal (SEINFRA) já realizou audiências públicas e outras consultas com a comunidade local, conforme a legislação brasileira, incluindo a Lei nº 9.784/99 e as resoluções do CONAMA. Como as regras do CONAMA parecem estar sendo respeitadas, invoca-se uma norma cuja mera apresentação já pressupõe descumprimento. Ignorar as consultas feitas sob o arcabouço da legislação ambiental brasileira e insistir que são insuficientes para travar a obra é um ato de puro exagero.

Foto: Reprodução

Não São Os Vulneráveis Que Os Preocupam

O MPF alega que a ausência de consulta pode levar à nulidade dos atos e até à responsabilização penal, considerando os impactos diretos sobre as comunidades tradicionais. No entanto, até agora, não foram apresentadas evidências concretas de que a obra causará impactos irreparáveis aos pescadores artesanais que o MPF quer transformar em índios ou quilombolas. As medidas de mitigação e compensação já previstas são suficientes para lidar com quaisquer impactos.

O Brasil tem uma legislação ambiental robusta que prevê mecanismos de consulta e participação comunitária. Insistir na aplicação da Convenção nº 169 da OIT, ignorando esses mecanismos, é desconsiderar a soberania nacional e a eficácia das leis brasileiras. Usar a convenção de forma inadequada para travar projetos de desenvolvimento é um precedente perigoso e infundado.

A obra de engorda da praia de Ponta Negra deve prosseguir, respeitando as normas e regulamentações nacionais. A aplicação da Convenção nº 169 da OIT neste caso específico é uma distorção e uma tentativa de manipulação legal que ignora a realidade. As consultas realizadas são mais do que suficientes. É necessário equilibrar o desenvolvimento econômico e a proteção dos direitos das comunidades tradicionais, sem exageros que travem projetos importantes sem justificativa.

Manipular dispositivos jurídicos destinados a proteger os vulneráveis para bloquear o progresso é não só ineficaz, mas também um desrespeito à inteligência de todos os envolvidos e às reais necessidades da comunidade. É hora de parar com esse teatro jurídico e avançar com o que realmente importa: o desenvolvimento de Ponta Negra. Para todos, sobretudo os vulneráveis usados nas peças jurídicas que se despacham entre Idema e MPF.

Fonte: Blog do Dina

Opinião dos leitores

  1. A esquerda é tão pilantra que fez triplicar o número de “Índios” existentes no Brasil, no último censo realizado.
    Só pra aumentar o número de miseráveis, digo de “vulneráveis”.
    PT- Partido dos Trambiqueiros

  2. Comunidade tradicional = comunidade tribal. Falta leitura, pesquisa… Basta buscar um artigo de algum pesquisador sério, doutor em direito, e ler.
    A comunidade pesqueira de ponta negra é tradicional e tem todo o direito de opinar na obra da engorda.
    E antes fosse esse o único problema dessa obra…
    Essa licitação tem café? Como dizem por aí, “é só uma pergunta”…

    1. Prefeito, incompetente. Já tem 323 dias, que o Idema, pediu as informações ambientais. E ,,esse projeto foi iniciado no governo de Carlos Eduardo, qdo saiu pra candidatar-se a Governo/2016.

  3. Norma indígena? É muita picaretagem. Governo estadual sabotando o desenvolvimento da capital.

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Carreta carregada de gesso tomba e motorista morre em trecho da RN-288 entre Caicó e São José do Seridó

Foto: Corpo de Bombeiros

Um motorista morreu na madrugada deste sábado (29) após a carreta carregada de gesso que ele conduzia tombar na RN-288, na “Curva do Bonito”, entre Caicó e São José do Seridó, no Seridó potiguar. O acidente aconteceu por volta das 4h.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a carreta bateu em um poste durante o tombamento, deixando a fiação energizada e dificultando o resgate. Os bombeiros precisaram aguardar o desligamento da rede elétrica para acessar o local com segurança.

A retirada da vítima levou cerca de duas horas. Quando a equipe conseguiu chegar à cabine, o motorista — que estava sozinho no veículo — já estava sem vida. A identidade dele ainda não foi confirmada. A área foi isolada e as causas do acidente serão investigadas.

Com informações de Portal da Tropical

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Árvore de Mirassol é oficialmente acesa, marcando o início da programação do Natal em Natal

Foto: Secom

A tradicional Árvore de Mirassol, um dos principais símbolos das celebrações natalinas do Rio Grande do Norte, foi acesa às 19h desta sexta-feira, abrindo oficialmente a programação do Natal em Natal 2025, que seguirá até 6 de janeiro.

Considerada cartão-postal da cidade, a estrutura renovada voltou a surpreender o público e marcou o início de mais uma temporada no polo turístico e cultural.

Terceira grande estrutura luminosa inaugurada dentro da programação, a árvore passou por um amplo processo de modernização. Com 110 metros de altura, recebeu 28.800 luminárias digitais, ampliando em 20% sua capacidade de iluminação. A nova tecnologia permite projeções de cores, formas, letras e mensagens temáticas.

Durante a cerimônia, o prefeito Paulinho Freire falou sobre o simbolismo do momento e ressaltou o trabalho da gestão no preparo da cidade para o período natalino.

“A Árvore de Mirassol é um orgulho para Natal e faz parte da emoção que esse período desperta. Trabalhamos para entregar um espaço mais bonito, moderno e acolhedor para as famílias aproveitarem cada momento do Natal em Natal”, afirmou.

Outra novidade foi a inauguração do novo pavilhão da Praça da Árvore, totalmente requalificado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). O projeto apresenta conceito arquitetônico contemporâneo, com formas orgânicas e duas estruturas sobrepostas, conferindo ao local uma nova identidade visual.

Com 584 m² de área coberta, o pavilhão recebeu cobogós decorativos, aplicações em madeira, paisagismo integrado, novos bancos com tecnologia de baixa absorção de calor, além de lixeiras, floreiras e balizadores com design atualizado. O espaço oferece mais conforto e organização para expositores e visitantes.

O secretário Felipe Alves destacou o trabalho da equipe técnica envolvida no projeto.

“A modernização da árvore e da praça é resultado de um trabalho minucioso da nossa equipe. Buscamos unir tecnologia, segurança e beleza para que as pessoas vivam uma experiência ainda mais especial”, disse.

Os artesãos que atuam no polo também comentaram as melhorias. Andreza Oliveira, expositora pela primeira vez, avaliou positivamente a nova estrutura:

“A organização está maravilhosa. O novo pavilhão ficou muito mais moderno. Eu já vinha como visitante e agora, como expositora, percebo ainda mais a diferença. A área coberta garante conforto e ninguém precisa sair na chuva; todos ficam bem acomodados.”

O público que visitou o polo na primeira noite também aprovou as novidades. Valéria Fernandes, 40 anos, que passou pelo local após o trabalho, destacou a iluminação e sua tradição familiar de visitar o espaço:

“Todo ano eu venho, e este ano está bem iluminada mesmo. Hoje parei voltando do trabalho, mas vou vir com minha filha, que adora a casinha do Papai Noel”, comentou.

Compondo a ambientação e reforçando a atmosfera natalina, quatro caminhões de coleta da Urbana foram ornamentados e posicionados ao redor da praça, encantando o público com iluminação e decoração temática.

Além da árvore, o público pôde visitar a tradicional Casinha do Papai Noel e percorrer o corredor luminoso montado no espaço, ampliando ainda mais o espetáculo visual da Praça da Árvore e tornando a experiência mais imersiva para todos.

Encerrando a noite, a Orquestra Sinfônica de Natal realizou apresentação especial no Palco Principal, emocionando os presentes com repertório natalino.

Com a árvore modernizada, o novo pavilhão entregue e todas as ativações que compõem o ambiente, a Prefeitura do Natal inicia mais uma edição do Natal em Natal, que segue até 6 de janeiro, fortalecendo a tradição, o turismo, a cultura e o espírito de convivência que caracterizam o período.

A expectativa é de que milhares de visitantes circulem pelo polo nas próximas semanas, movimentando a economia criativa e construindo novas memórias afetivas.

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Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros sobre democracia, ditadura, racismo e gênero; veja lista

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, poderá reduzir a pena lendo livros — mesma regra aplicada aos outros cinco condenados do núcleo 1 que cumprem pena no Distrito Federal.

Pelas normas do DF, cada obra lida diminui quatro dias da pena, desde que o preso participe voluntariamente do programa. O prazo para ler cada livro é de 21 dias, seguido da entrega de um relatório escrito em até dez dias.

Cada detento pode ler até 11 livros por ano, o que permite reduzir até 44 dias de pena anualmente.

A lista de obras é definida pela Secretaria de Educação do DF e inclui livros sobre democracia, ditadura, racismo e gênero — temas sem violência ou conteúdo discriminatório.

Veja alguns títulos abaixo:

  • “A autobiografia de Martin Luther King”, de Martin Luther King
  • “A cor do preconceito”, de Carmen Lúcia Campos e Sueli Carneiro
  • “A cor púrpura”, de Alice Walker
  • “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley
  • “A revolução dos bichos”, de George Orwell
  • “Becos da memória”, de Conceição Evaristo
  • “Canção para ninar menino grande”, de Conceição Evaristo
  • “Cartas de uma menina presa”, de Débora Diniz
  • “Futuro ancestral”, de Ailton Krenak
  • “Guerra e paz”, de Liev Tolstói
  • “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo
  • “Malala: A Menina Que Queria Ir para a Escola”, de Adriana Carranca
  • “Na minha pele”, de Lázaro Ramos
  • “Não verás país nenhum”, de Ignácio de Loyola Brandão
  • “O conto da aia”, de Margaret Atwood
  • “O perigo de uma história única”, de Chimamanda Ngozi Adichie
  • “O príncipe”, de Nicolau Maquiavel
  • “O sol é para todos”, de Harper Lee
  • “Pequeno manual antirracista”, de Djamilla Ribeiro
  • “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz
  • “Tudo é rio”, de Carla Madeira
  • “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves
  • “Zumbi dos Palmares”, de Luiz Galdino
  • “1984”, de George Orwell
  • “1968: o ano que não terminou”, de Zuenir Ventura

Para ter acesso ao benefício, contudo, Bolsonaro e os outros presos do núcleo 1 da trama golpista precisam pedir aval ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o magistrado foi o relator do inquérito em que ambos foram condenados.

Bolsonaro e outros réus detidos no DF podem sugerir novas obras caso se juntem a clubes do livro dentro das unidades prisionais onde estão presos.

Com informações de Metrópoles e g1

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Trump diz para companhias aéreas considerarem espaço aéreo da Venezuela ‘totalmente fechado’

Foto: Anna Rose Layden/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (29) para que companhias aéreas considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado.

O comentário foi feito na rede Truth Social e também foi destinado a “pilotos, narcotraficantes e traficantes humanos”. Veja o comentário na íntegra:

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado pela atenção”, disse.

Presidente dos EUA diz para companhias aéreas evitarem espaço aéreo da Venezuela — Foto: Reprodução

Na quinta-feira (27), Trump havia afirmado que ofensivas terrestres contra o narcotráfico na Venezuela deveriam começar “muito em breve”.

Durante uma conferência com militares, Trump afirmou que o tráfico de drogas por mar está diminuindo. Agora, segundo ele, os EUA passarão a impedir também o transporte de entorpecentes por terra, considerado por ele “mais fácil”.

g1

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STJ arquiva investigação contra advogado de Adélio Bispo

Foto: reprodução

O STJ arquivou o recurso do Conselho Federal da OAB contra a quebra de sigilo bancário do advogado de Adélio Bispo, autor da facada em Jair Bolsonaro em 2018. A decisão, tomada na sexta-feira (28.nov), encerra definitivamente o tema — frequentemente explorado por bolsonaristas, que questionam quem financiou a defesa de Adélio.

Por que o STJ arquivou?

O relator, ministro Joel Ilan Paciornik, determinou o arquivamento porque o inquérito policial foi encerrado. Sem investigação ativa, o recurso perdeu o objeto e o tribunal não analisará o mérito.

Linha do tempo no STJ

  • O caso estava pautado para 4 e depois 11 de novembro.

  • Com a ausência do relator, o julgamento foi adiado.

  • Paciornik retirou o processo da pauta e depois o declarou prejudicado.

Controvérsia sobre os honorários

Apoiadores de Bolsonaro alegam que Adélio não teria condições de pagar os quatro advogados que o defenderam. A PF, porém, já concluiu que o agressor agiu sozinho.

Os defensores afirmaram ter sido contratados por um fiel das Testemunhas de Jeová, versão negada pela própria igreja.

O advogado Zanone Júnior disse que recebeu apenas uma parcela de R$ 5 mil de um acordo de R$ 25 mil, antes de o suposto contratante “desaparecer”.

Suspeitas envolvendo o PCC

Relatórios da PF citaram indícios de possíveis pagamentos do PCC ao advogado Fernando Magalhães em 2020, como:

  • R$ 315 mil em pagamentos fracionados identificados pelo Coaf;

  • registro de R$ 25 mil no livro de contabilidade de Zanone com a rubrica “caso Adélio”;

  • grupo de WhatsApp chamado “Adélio PCC”.

Magalhães disse que o grupo era uma “brincadeira” e que Zanone era responsável pelos honorários. Em 2024, ele foi alvo de operação da PF, que apreendeu um avião e um Porsche. A polícia concluiu que não há provas de que o PCC pagou pela defesa de Adélio.

O recurso da OAB

A OAB contestou decisão da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora que autorizou:

  • a quebra de sigilo bancário de Zanone;

  • busca e apreensão;

  • análise das movimentações financeiras entre 6/9 e 1/12 de 2018.

A Justiça entendeu que era necessário identificar o financiador por interesse público, e que Zanone resistiu em fornecer as informações.

O TRF-1 confirmou essa decisão em 2021, e o MPF inicialmente apoiou a busca por indícios de participação do PCC. Depois, em 2024, o próprio MPF mudou de posição e apoiou a tese da OAB, afirmando que o advogado não era investigado.

A OAB levou o caso ao STJ alegando violação ao sigilo profissional. Com o fim das investigações, o tribunal agora encerra o processo sem análise do mérito.

Com informações de Poder 360

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SUPERLOTAÇÃO: Com 726 mil presos, presídios brasileiros têm taxa de ocupação de 150,3%

Foto: iStock

A taxa de ocupação do sistema prisional brasileiro chegou a 150,3%, segundo levantamento da CNN com base no Geopresídios, plataforma do CNJ. O país possui 483 mil vagas para 726 mil pessoas presas, um excedente de 242 mil detentos.

O Brasil tem 2.405 unidades destinadas à custódia – de delegacias a presídios de segurança máxima. Nos últimos três meses, 1.836 foram inspecionadas pelo Judiciário. São Paulo lidera em número de estabelecimentos, com 308 unidades. Na outra ponta, Roraima tem apenas 8, a maioria em Boa Vista.

Sistema prisional brasileiro opera muito acima do limite:

  • 483 mil vagas disponíveis

  • 726 mil pessoas encarceradas

  • Excedente de 242 mil presos

Estrutura prisional no país

  • Total de unidades de custódia: 2.405

  • Unidades inspecionadas nos últimos 3 meses: 1.836

  • Estado com mais unidades: São Paulo — 308

  • Estado com menos unidades: Roraima — 8

Ao apresentar a nova versão da plataforma, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou:
“O Geopresídios se consolida como um raio-x nacional (…). A transparência é uma ferramenta de justiça”.

Custos do sistema

Em 2025, o governo federal já gastou R$ 18,1 bilhões com o sistema prisional. Desse valor:

  • R$ 12 bilhões — despesas de pessoal

  • R$ 6 bilhões — insumos (principalmente alimentação)

O custo médio por pessoa presa é de R$ 2.548,43 por mês.

Com informações de CNN Brasil

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Faern lança Rota da Água para impulsionar agricultura e piscicultura com apoio de Rogério Marinho

O projeto Rota da Água foi lançado nesta sexta-feira (28) em Pitangui, no município de Extremoz, reunindo produtores rurais, lideranças comunitárias e representantes do setor produtivo. A iniciativa, desenvolvida pela Faern/Senar/IPDR, foi viabilizada graças às emendas parlamentares destinadas pelo senador Rogério Marinho (PL), que participou da solenidade e reafirmou seu compromisso com ações de fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Norte.

O Rota da Água tem como foco a implantação de barragens subterrâneas, poços de piscicultura e ações de suporte técnico voltadas à produção rural. O objetivo é ampliar a segurança hídrica, elevar a produtividade e gerar emprego e renda em comunidades do Estado. A iniciativa já conta com quase R$ 2 milhões destinados por Rogério Marinho, que também garantiu recursos para a continuidade do programa em 2025.

Durante o lançamento, o senador destacou a importância de iniciativas que proporcionem autonomia aos pequenos produtores e fortaleçam a economia local. “Estamos falando de um projeto que transforma vidas. Quando o produtor tem acesso à água, à técnica e a condições reais de produção, ele consegue se manter no campo, gerar renda e desenvolver sua região. É para isso que trabalhamos”, afirmou.

O presidente da Faern, José Vieira, ressaltou a importância da parceria e do trabalho do senador Rogério Marinho. Destaque semelhante feito pelo presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Pereira. O ato também contou com a presença da prefeita da cidade, Jussara Sales, que agradeceu o apoio destinado pelo parlamentar a sua administração. Prefeitos, vereadores e lideranças de várias regiões do Estado também estiveram presentes.

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CONTA DE LUZ: Aneel rebaixa bandeira tarifária para amarela em dezembro

Foto: rawpixel.com/Freepik

A Aneel anunciou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária de dezembro será amarela, o que representa custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. O valor é menor que o de novembro, quando vigorou a bandeira vermelha patamar 1, que adicionava R$ 4,46 por 100 kWh.

Segundo a agência, a mudança ocorre porque, com a chegada do período chuvoso, a previsão de chuvas para dezembro é melhor que a de novembro, embora ainda abaixo da média histórica. Isso permite redução da cobrança, mas não elimina a necessidade de uso de termelétricas.

É a primeira vez desde 2019 que a bandeira amarela é aplicada em dezembro. Entre setembro de 2021 e abril de 2022, vigorou a bandeira de escassez hídrica.

Como funciona o sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias mostra ao consumidor o custo real da geração de energia no país:

  • Quando há boas condições de geração, principalmente nas hidrelétricas, vale a bandeira verde, sem cobrança extra.

  • Se chove pouco e o nível dos reservatórios cai, é preciso usar termelétricas, que são mais caras. Nesses casos entram as bandeiras com cobrança adicional:

Bandeira verde – sem custo extra
Bandeira amarela – R$ 18,85 por MWh (R$ 1,88 por 100 kWh)
Vermelha patamar 1 – R$ 44,63 por MWh (R$ 4,46 por 100 kWh)
Vermelha patamar 2 – R$ 78,77 por MWh (R$ 7,87 por 100 kWh)

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Política

Palácio vê veto a Messias como ruptura irreversível entre Alcolumbre e Lula

Foto: Daniel Estevão/AscomAGU

Integrantes do governo avaliam que os movimentos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra a indicação de Jorge Messias ao STF fazem parte de uma estratégia para aumentar seu poder de barganha. Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, Alcolumbre tenta “criar dificuldade para vender facilidade” em torno da sabatina do Advogado-Geral da União.

Mesmo assim, o clima no Planalto é de tensão. Para auxiliares próximos de Lula, um veto definitivo à indicação abriria uma crise sem precedentes e causaria uma ruptura irreparável entre o senador e o presidente. A avaliação é de que Alcolumbre não arriscaria perder espaço, já que mantém indicações em diferentes áreas do governo.

Nos bastidores, operadores políticos lembram que a relação entre os dois sempre foi construída com base em acordos e reciprocidade. Uma derrota desse porte forçaria Lula a cortar laços com o presidente do Senado e reconfigurar a articulação política no Congresso.

A aposta do governo é de que Alcolumbre não levará o impasse às últimas consequências. Aliados dizem que o cenário favorável a Lula, somado às entregas que o governo pretende apresentar na eleição, reforça a expectativa de poder — e, por consequência, a tendência de acomodação.

Com informações da CNN

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Plano de tarifa zero de Lula deve custar R$ 80 bilhões ao ano, aponta estudo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo da Universidade de Brasília estima que a proposta de tarifa zero nos ônibus urbanos, defendida pelo deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), teria um custo anual de R$ 80 bilhões para atender cidades com mais de 50 mil habitantes. O documento, que deve ser entregue ao ex-presidente Lula nas próximas semanas, calcula que o programa alcançaria cerca de 160 milhões de pessoas, com metade do valor bancado pela União.

Tatto, ex-secretário de Transportes em São Paulo, afirma que a ideia deve ser incorporada ao programa de governo do PT. Ele também é autor do projeto de lei que cria a tarifa zero em todo o país e diz que essa será uma das prioridades da esquerda na Câmara em 2026, ao lado do fim da escala 6×1. Segundo ele, a adoção poderia ser gradual, começando por cidades piloto, conforme a disponibilidade de recursos.

Hoje, 138 municípios já operam com tarifa zero, com destaque para Caucaia (CE), maior cidade do país a adotar o modelo, e São Caetano do Sul (SP). Para Tatto, o tema pode atrair prefeitos de diferentes espectros políticos, inclusive da direita e do Centrão, devido ao colapso financeiro no setor de transporte. Ele argumenta que reajustes sucessivos de passagem afastam usuários e não solucionam o problema das empresas.

O deputado acredita ainda que a proposta deve avançar no Congresso, apesar do clima de tensão na Câmara. Para ele, trata-se de um tema com amplo apelo social: “Assim como aconteceu com a isenção do IR, ninguém quer se posicionar contra”, afirmou.

Com informações do Estado de Minas

Opinião dos leitores

  1. Não exister PF grátis, quem paga essas esmolas somos nós.
    Bote o povo para trabalhar presidente meia boca.
    Corrupto!

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