Geral

Idema e MPF Promovem Usurpação Legal de Norma Indígena para Travar Obra da Engorda da Praia de Ponta Negra

Por Dinarte Assunção

Eu relutei em escrever este texto por razões que tem a ver com minhas convicções – e elas dizem que os mais vulneráveis devem ser protegidos. Mas minhas convicções também dizem que quando um sofisma é invocado para proteger os vulneráveis, isso deve ser exposto, pois, sendo sofisma, não há preocupação legítima com eles.

Num sofisma, o argumento até faz sentido, mas em sua essência é a falsidade que ressoa, desmoronando tal qual o Morro do Careca.

Isso posto consigo afirmar: o Idema e o MPF estão usurpando uma norma legal índígena para travar a obra da engorda de Ponta Negra.

A Convenção nº 169 da OIT: Um Desvio de Finalidade

Parecer emitido pelo Ministério Público Federal (MPF) e endossado pelo Idema se agarra à Convenção nº 169 da OIT como um náufrago a um pedaço de madeira, alegando que esta exige uma consulta prévia, livre e informada das comunidades tradicionais antes de qualquer empreendimento.

A convenção também prevê a autodeterminação. Significa por outras palavras que, se aplicada, os “indígenas” – vocês entenderão logo mais – de Ponta Negra poderiam usar a autodeterminação para dizer, com caráter definitivo, que a obra não sai. Aí está uma razão para invocar a Convenção nº 169 da OIT.

Veja bem e vejam só: as comunidades pesqueiras devem ser ouvidas. Mas impor que isso se dê pela Convenção 169 da OIT implica dizer que o poder de veto contido no princípio da autodeterminação desse dispositivo, não previsto noutras normas, pode ser invocado.

No entanto, usar a convenção, destinada a proteger os direitos de povos indígenas e tribais, para travar uma obra essencial para o turismo e a economia local é, no mínimo, uma interpretação criativa – e não no bom sentido.

O procurador da República que encheu as laudatórias páginas de seu parecer entende de leis bem mais que eu, então, talvez saiba que o Supremo Tribunal Federal trata dessa norma formal para a aplicação de direitos pressupondo como atores atingidos índigenas e quilombolas. Entendo que poucos respeitem o STF, mas o procurador deve respeitar.

Eu me recuso a acreditar que o procurador da República não saiba que o STF trata a convenção 169 da OIT à luz dos direitos de quilombolas e indígenas. Mas, para o caso de não saber, eu trouxe dois exemplos:

 

  1. Petição (Pet) 3.388/RR – Caso Raposa Serra do Sol
    • Decisão: O STF aplicou a Convenção nº 169 para decidir sobre a demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, sempre em relação a povos indígenas formalmente reconhecidos.
    • Implicação: A aplicação da convenção está inextricavelmente ligada ao reconhecimento formal das comunidades como indígenas.
  2. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239
    • Decisão: O STF reiterou a necessidade de reconhecimento formal para a aplicação dos direitos previstos na Convenção nº 169.
    • Implicação: A convenção se aplica a comunidades com reconhecimento formal como indígenas ou tribais.

Sempre que a convenção em questão chega à Suprema Corte, envolve povos originários ou quilombolas.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal (SEINFRA) já realizou audiências públicas e outras consultas com a comunidade local, conforme a legislação brasileira, incluindo a Lei nº 9.784/99 e as resoluções do CONAMA. Como as regras do CONAMA parecem estar sendo respeitadas, invoca-se uma norma cuja mera apresentação já pressupõe descumprimento. Ignorar as consultas feitas sob o arcabouço da legislação ambiental brasileira e insistir que são insuficientes para travar a obra é um ato de puro exagero.

Foto: Reprodução

Não São Os Vulneráveis Que Os Preocupam

O MPF alega que a ausência de consulta pode levar à nulidade dos atos e até à responsabilização penal, considerando os impactos diretos sobre as comunidades tradicionais. No entanto, até agora, não foram apresentadas evidências concretas de que a obra causará impactos irreparáveis aos pescadores artesanais que o MPF quer transformar em índios ou quilombolas. As medidas de mitigação e compensação já previstas são suficientes para lidar com quaisquer impactos.

O Brasil tem uma legislação ambiental robusta que prevê mecanismos de consulta e participação comunitária. Insistir na aplicação da Convenção nº 169 da OIT, ignorando esses mecanismos, é desconsiderar a soberania nacional e a eficácia das leis brasileiras. Usar a convenção de forma inadequada para travar projetos de desenvolvimento é um precedente perigoso e infundado.

A obra de engorda da praia de Ponta Negra deve prosseguir, respeitando as normas e regulamentações nacionais. A aplicação da Convenção nº 169 da OIT neste caso específico é uma distorção e uma tentativa de manipulação legal que ignora a realidade. As consultas realizadas são mais do que suficientes. É necessário equilibrar o desenvolvimento econômico e a proteção dos direitos das comunidades tradicionais, sem exageros que travem projetos importantes sem justificativa.

Manipular dispositivos jurídicos destinados a proteger os vulneráveis para bloquear o progresso é não só ineficaz, mas também um desrespeito à inteligência de todos os envolvidos e às reais necessidades da comunidade. É hora de parar com esse teatro jurídico e avançar com o que realmente importa: o desenvolvimento de Ponta Negra. Para todos, sobretudo os vulneráveis usados nas peças jurídicas que se despacham entre Idema e MPF.

Fonte: Blog do Dina

Opinião dos leitores

  1. A esquerda é tão pilantra que fez triplicar o número de “Índios” existentes no Brasil, no último censo realizado.
    Só pra aumentar o número de miseráveis, digo de “vulneráveis”.
    PT- Partido dos Trambiqueiros

  2. Comunidade tradicional = comunidade tribal. Falta leitura, pesquisa… Basta buscar um artigo de algum pesquisador sério, doutor em direito, e ler.
    A comunidade pesqueira de ponta negra é tradicional e tem todo o direito de opinar na obra da engorda.
    E antes fosse esse o único problema dessa obra…
    Essa licitação tem café? Como dizem por aí, “é só uma pergunta”…

    1. Prefeito, incompetente. Já tem 323 dias, que o Idema, pediu as informações ambientais. E ,,esse projeto foi iniciado no governo de Carlos Eduardo, qdo saiu pra candidatar-se a Governo/2016.

  3. Norma indígena? É muita picaretagem. Governo estadual sabotando o desenvolvimento da capital.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Procuradora que defendeu “Lula livre” virá ré por suposto desvio de recursos públicos

Foto: Waldemir Barreto

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu receber a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra a procuradora do Trabalho Margaret Matos de Carvalho, de 60 anos, tornando-a ré por suposto crime de peculato. A acusação aponta um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado cerca de R$ 6,4 milhões provenientes de verbas destinadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) ao Instituto Lixo e Cidadania (ILIX) e ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Curitiba.

Segundo a denúncia, apresentada pela subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen, Margaret e a contadora Rejane Costa de Oliveira Paredes, administradora do ILIX, teriam desviado recursos públicos entre 2016 e 2022, utilizando a ONG para beneficiar pessoas ligadas às investigadas e custear despesas incompatíveis com a finalidade da entidade.

Ao receber a denúncia, o relator do caso, ministro João Otávio Noronha, destacou que a acusação não trata apenas de irregularidades administrativas, mas aponta indícios de desvio de finalidade, utilização de recursos para despesas particulares e mecanismos para ocultar a gestão financeira da organização.

A defesa de Margaret nega as acusações. Ao jornal O Estado de São Paulo, a procuradora alega ser alvo de perseguição por antigos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, alegando que passou a sofrer retaliações após apoiar o movimento “Lula Livre”, durante o período em que o atual presidente esteve preso em Curitiba.

Ela também afirmou que os recursos destinados ao ILIX foram empregados em ações compatíveis com a missão institucional do Ministério Público do Trabalho.

A investigação teve origem em um acordo firmado entre o MPT e o Banco Itaú. Inicialmente condenado em ação civil pública por danos morais coletivos, o banco firmou um acordo de R$ 10 milhões. Desse total, R$ 7 milhões foram destinados ao ILIX por indicação de Margaret, segundo a denúncia.

Perícia realizada pela Corregedoria do MPT concluiu que cerca de R$ 6,09 milhões dos R$ 7 milhões repassados ao instituto tiveram destinação incompatível com os objetivos sociais da entidade. O laudo apontou ausência de prestação de contas de parte dos recursos e reprovação da maior parcela dos gastos apresentados.

O Ministério Público Federal pede a condenação de Margaret Matos de Carvalho e Rejane Costa de Oliveira Paredes pelo crime de peculato, além do ressarcimento dos danos materiais e morais coletivos e da perda do cargo público da procuradora, caso haja condenação. O processo seguirá agora com a fase de instrução, na qual serão produzidas provas e ouvidas as partes antes do julgamento do mérito.

Com informações de Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Futebol

Suíça elimina a Colômbia nos pênaltis, vai às quartas da Copa e enfrentará a Argentina

Foto: AFP

A Suíça está nas quartas de final da Copa do Mundo, enquanto a Colômbia dá adeus à competição. A definição veio nos pênaltis, em jogo morno no qual os colombianos tiveram as melhores chances, mas o placar não saiu do 0 a 0. O goleiro suíço Kobel, que fez grandes defesas no tempo normal, foi decisivo nas penalidades.

Davinson Sánchez acertou o travessão e viu a bola bater caprichosamente em cima da linha na segunda cobrança colombiana. Akanji chutou por cima na terceira penalidade suíça, mas Kobel salvou logo depois, buscando a cobrança de Cucho Hernández.

Agora, os suíços serão os adversários da Argentina. O duelo acontece no sábado, em Kansas City. É a primeira vez desde 1954 que a Suíça disputa as quartas de final de um mundial.

Apesar de ter duas das melhores seleções da competição em campo, o primeiro tempo foi marcado por cautela dos dois lados. Enquanto os europeus tentavam controlar o ritmo da partida, a Colômbia acelerava e tentava surpreender nas ações rápidas ou nos chutes de fora da área.

Foi assim na melhor chance da primeira etapa, quando o volante Puerta, que faz grande mundial, bateu cruzado, com veneno, da entrada da área e exigiu grande defesa do goleiro Kobel. O arqueiro colombiano também teve que trabalhar no primeiro tempo: Vargas parou Riedel em trapalhada de Muñoz, que entregou para o ataque suíço na entrada da área. Ainda

No segundo tempo, foi a Suíça quem começou assustando, com Riedel, em cobrança de falta pela esquerda, na rede pelo lado de fora. A Colômbia seguiu tentando assustar os suíços na transição, mas tomava muitas decisões ruins no último terço. Na melhor chance, Luis Suárez ficou de frente para o gol, com dois companheiros, incluindo Luis Díaz, passando livre, mas preferiu chutar, falhando na pontaria. O placar seguiu zerado.

O primeiro tempo da prorrogação teve um pouco mais de coragem, ainda que com pouca inspiração. A Colômbia voltou a assustar a Suíça, salva pelo travessão. O goleiro ainda fez intervenção essencial em jogada individual de Campaz, que arriscou de fora da área, em chute em que a bola quicou e quase enganou Kobel. O goleiro afastou numa espécie de manchete.

A melhor chance dos 120 minutos de jogo caiu nos pés de Campaz. Xhaka perdeu para Muñoz, que deixou o ex-jogador do Grêmio livre para marcar. Ele chutou por cima, de forma bizarra.

 

Extra

 

 

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

[VÍDEO] Vereadora recebe ‘presente’ no gabinete e descobre cachorro morto

Foto: Tatiane Lopes/CMNH

A vereadora Deza Guerreiro (PP), de Novo Hamburgo (RS), recebeu em seu gabinete o corpo de um cachorro, dentro de uma caixa, como se fosse um presente, nesta segunda-feira (6).

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, a vereadora aparece com uma caixa com os dizeres “Vereadora Deza Guerreiro, com carinho para proteger os animais”.

Deza chegou a dizer que o “presente” era de se emocionar. Ao abrir o pacote, Deza se assusta com o que tem dentro da caixa e diz estar com medo de que pudesse ser um corpo.

Ao desembrulhar o conteúdo que estava em sacolas de lixo, a gravação mostra o corpo do que parece ser um cachorro, sem vida. No texto do post, a vereadora chamou o ato de criminoso, marcado por crueldade e covardia.

“Eu não vou descansar até descobrir quem foi o autor desse ataque. O que esse sujeito fez é terrorismo. Matar um animal e enviar o seu corpo como MENSAGEM?”, diz o texto.

Deza é conhecida por defender a causa animal em suas redes sociais e é fundadora de uma ONG de proteção aos animais. Falando em sessão na Câmara dos Vereadores, Deza disse estar em estado de choque e chorou ao falar sobre as circunstâncias em que o cachorro morreu.

Questionada pela reportagem, a assessoria da vereadora confirmou que o caso foi registrado na 3ª delegacia de polícia de Nova Hamburgo e que a ameaça está sob investigação.

Com informações da Jovem Pan

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

População de rua inscrita no CadÚnico quase dobra sob governo Lula

Foto: Julio Bazanini/USP Imagens

O número de pessoas em situação de rua registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) praticamente dobrou desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em dezembro de 2022, antes da posse do petista, havia 198,7 mil pessoas cadastradas nessa condição. Em junho de 2026, o total chegou a 392,4 mil, um aumento de 97,4%.

O CadÚnico é a principal base de dados utilizada pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde janeiro de 2023, o sistema passou a registrar, em média, cerca de 4,6 mil pessoas em situação de rua por mês. Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, essa média era de aproximadamente 2 mil novos registros mensais.

Embora o crescimento dos cadastros tenha se intensificado após a pandemia de Covid-19, os números permaneceram elevados durante os primeiros anos do atual governo e voltaram a acelerar no primeiro semestre de 2026.

Os dados, no entanto, exigem cautela, já que o CadÚnico não representa um censo nacional da população em situação de rua, mas sim um cadastro administrativo. Dessa forma, o crescimento pode refletir tanto o agravamento da vulnerabilidade social quanto melhorias no cadastramento e atualização das informações pelos municípios.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por sinal, usa exatamente essa justificativa ao alegar que parte desse crescimento decorre do fortalecimento do cadastramento. Segundo a pasta, em 2023 foram retomadas capacitações para entrevistadores e operadores do CadÚnico, ampliando a capacidade dos municípios de registrar essa população.

Essa explicação, porém, foi contestada pelo deputado federal Osmar Terra (PL-RS), ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, os dados do CadÚnico são produzidos pelos próprios municípios, por meio de equipes da assistência social, e não dependem diretamente do governo federal.

Ao site Gazeta do Povo, o MDS afirmou que o crescimento da população em situação de rua está relacionado a fatores como fragilização de vínculos familiares, casos de violência e abuso, desemprego, crises econômicas e eventos climáticos extremos. A pasta também reiterou que houve melhorias no funcionamento do CadÚnico.

Já ao ser questionado sobre quais estudos sustentam a tese de subnotificação nos anos anteriores, o ministério não apresentou resposta específica. Em números absolutos, São Paulo continua concentrando o maior contingente de pessoas em situação de rua registradas no país. No estado, o total de cadastros aumentou 88% desde o início de 2023.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Após declarações racistas contra Mbappé, senadora agora ameaça entrar com ação por “violência de gênero”

Foto: Reprodução

A senadora paraguaia Celeste Amarilla, que iniciou uma discussão com o atacante da seleção da França Kylian Mbappé, quer uma retratação por parte do artilheiro. Em nova publicação no X na 2ª feira (6.jul.2026), a senadora diz que entrará com uma ação contra o atacante por “violência de gênero”, caso ele não peça desculpas.

A fala foi para rebater a reposta de Mbappé à senadora, que fez declarações racistas contra ele depois da derrota da seleção do Paraguai para a da França, no sábado (4.jul.2026), pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

Na ocasião, Mbappé não atendeu ao aperto de mão do goleiro paraguaio, Orlando Gill. A partida também ficou marcada por provocações entre os 2 times.

Em sua nova manifestação, Amarilla inicia dizendo que sua briga é com Mbappé e não com a França. Fala sobre sua ligação com o país europeu e afirma ter se arrependido dos insultos anteriores, os quais atribuiu ao “sangue fervendo” diante de uma “soberba” do jogador em campo.

A senadora disse ter considerado que Mbappé havia se referido ao time do Paraguai como “merda” em entrevista anterior ao jogo. No entanto, na fala, Mbappé se referia ao estilo de jogo da seleção da França e não à seleção paraguaia.

“Se tivermos que colocar a mão na merda, vamos colocar a mão na merda“, disse Mbappé.

Para a congressista, Mbappé pratica “violência de gênero pura e simples” ao atacar sua posição política e dignidade pessoal. Amarilla declarou que não aceitará a ofensa e exigiu que o jogador honre sua cidadania e peça desculpas. Caso o atacante não se retrate, ela afirmou que poderá entrar com uma ação judicial com base em leis de proteção à mulher.

Com informações do Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

“Aqui pra eles”? Picanha fica mais cara durante governo Lula, aponta Fipe

Foto: Reprodução

Poucos dias após dar o dedo do meio para defender que os mais pobres devem ter acesso a “coisa boa”, dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revelou que uma das principais promessas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se cumpriu.

A picanha na mesa dos brasileiros está cada vez mais distante da realidade. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o corte bovino sofreu alta de 8,5% no período entre dezembro de 2022 e abril deste ano. O petista assumiu a gestão no início de 2023. A opção mais desejada do churrasco brasileiro, no entanto, não foi a que mais sofreu com aumento no valor.

Ainda segundo o levantamento, a alcatra subiu 21,2% no mesmo período, seguido do contrafilé, com 15,3% e da fraldinha, com 13,9%. O carvão conseguiu superar as carnes e atingiu a marca de 26,1% de aumento no país, ficando quase o dobro da inflação, registrada em 13,8% no mesmo período.

Os principais fatores para o aumento dos bovinos passa pela alta procura da China pelo produto, a desvalorização da nossa moeda e os custos elevados na produção. Além disso, a gestão do atual presidente passou pelo ciclo pecuário, no qual há menor disponibilidade de gado para abate.

Recentemente, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo no qual aparece fazendo um teste de quantos itens necessários para fazer um churrasco o consumidor brasileiro consegue comprar com R$ 100. Na gravação, ele mostra o preço do carvão, da farofa, do pão de alho e da linguiça, além de expor o valor do quilo da picanha, alcatra e coxão mole.

Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Senado aprova projeto que cria “Pix Pensão Alimentícia”; entenda

Foto: Carlos Moura

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.

O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na prática, o projeto permite que o recebedor de pensão alimentícia solicite à Justiça que receba mensalmente o valor definido diretamente da conta de quem paga o montante.

A ideia da proposta é, segundo a autora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), “otimizar” o trabalho estatal e evitar que o credor tenha que reclamar ao juiz em momentos de dívida.

“É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança para quem mais importa, a criança”, disse Tabata.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025 e aguardava despacho da Presidência do Senado. A relatora foi a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

A partir das datas determinadas em decisão judicial, é de responsabilidade da instituição financeira de quem paga realizar a cobrança do valor acordado. Caso não haja saldo na hora do pagamento, o banco responsável atuará para bloquear ativos financeiros de quem deve até que a dívida seja paga.

No âmbito da Justiça, o PL 4.978 de 2023 também define que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) compartilhe dados de pagamento de pensões alimentícias, bem como a relação de cobrança e dívida das partes envolvidas.

A pensão alimentícia é um direito destinado a garantir o conceito de subsistência, como alimentação, saúde, educação e lazer para filhos e dependentes.

O valor é calculado com base na regra do binômio: necessidade — de quem recebe — e possibilidade — de quem paga. O dever de pagar pode se estender a ex-cônjuges, outros parentes, gestantes e filhos de até 18 anos, com possibilidade de acréscimo até 24 anos caso o filho permaneça estudando ou sob necessidade do auxílio.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após audiência nos EUA, Flávio diz que PT é “partido das taxas”

Foto: Divulgação

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta terça-feira (7/7), que fez a “defesa do Brasil” durante audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e classificou o PT como “partido das taxas”.

“Acabei de fazer a defesa do Brasil contra as tarifas e contra o Lula também. Fizemos uma defesa técnica, mas também política, explicando que o único que quer essa tarifa no Brasil é o Lula, achando que isso pode ter algum benefício eleitoral para ele”, declarou.

A audiência faz parte das discussões sobre a tarifa comercial de 25% aplicada pelos EUA a produtos brasileiros. O senador criticou a ausência de representantes do governo na ocasião.

“Não tinha ninguém, nem umzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal”, afirmou.

Durante a gravação, Flávio mostrou a palma da mão com a inscrição “PT Tax Party” (“Partido das taxas”, em português), escrita em inglês com caneta.

Ao final do vídeo, o parlamentar afirmou que continuará defendendo os interesses do Brasil, mesmo sem ocupar a Presidência da República.

“Estou aqui fazendo minha parte, mesmo sem ser o presidente da República do Brasil, ainda. Estou aqui fazendo meu trabalho e defendendo o interesse do povo brasileiro. Sigo defendendo os brasileiros, enquanto Lula segue defendendo os bandidos brasileiros”, concluiu.

O governo Lula, por sua vez, enviou apenas observadores para acompanhar os debates.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

“Peleleco”: PF suspeita que CPMI vazou conversas de Vorcaro

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal identificou indícios de que informações sigilosas do inquérito sobre o Banco Master podem ter sido vazadas a partir da sala-cofre da CPMI do INSS. Diante da suspeita, investigadores pretendem solicitar os registros de entrada e saída do local, além das imagens do circuito interno de segurança, para identificar quem teve acesso ao material.

A apuração busca esclarecer como dados protegidos por sigilo chegaram ao conhecimento de terceiros. A avaliação dentro da PF é que a identificação da origem do vazamento é considerada essencial para preservar a validade das provas e evitar questionamentos judiciais que possam comprometer o andamento das investigações.

A sala-cofre foi criada justamente para restringir o acesso aos documentos da investigação, com regras rígidas de consulta e monitoramento. O controle foi reforçado após sucessivos episódios de divulgação de informações sigilosas envolvendo o caso Master.

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

PCC e CV: EUA rebatem Itamaraty e chamam de “absurdo” uso da força contra o Brasil

Foto: Reprodução/Metrópoles

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como “absurdo” o temor manifestado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, de que Washington possa utilizar força militar em território brasileiro após a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em resposta exclusiva ao Metrópoles, a diplomacia norte-americana criticou a hipótese e afirmou que as medidas adotadas têm como objetivo combater grupos criminosos que atuam em território norte-americano.

“Esse comentário é absurdo. Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas. Essas gangues brasileiras agora atuam nos Estados Unidos, e vamos defender nosso povo contra elas”, afirmaram.

Em resposta ao Metrópoles, o Departamento de Estado afastou qualquer possibilidade de que a designação tenha como objetivo justificar uma intervenção no Brasil.

A pasta sustentou que a política estadunidense está voltada ao combate de organizações criminosas que passaram a atuar em território dos Estados Unidos e afirmou que “alegações vagas” de intervenções militares podem “ajudar e incentivar” grupos terroristas.

“Alegações vagas de intervenção costumam servir de pretexto para ajudar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo”, disseram.

Documento do Itamaraty

A manifestação responde às declarações contidas em um documento assinado por Mauro Vieira e encaminhado pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara dos Deputados.

No texto, o chanceler afirma que a decisão unilateral dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o CV como organizações terroristas poderia abrir margem para ações extraterritoriais contra instituições brasileiras, inclusive com o “risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *