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Integrantes de fundos de pensão de estatais lançam manifesto contra ingerência de Lula em entidades

Manifesto de participantes de fundos de pensão de estatais, como o Previ, do Banco do Brasil, afirma que patrimônio “não está à disposição da União, para aplicação em projetos de seu interesse” | Foto: Fernando Bizerra/Agencia Senado

A intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de voltar a usar os grandes fundos de pensão de empresas estatais para bancar investimentos em obras de infraestrutura, em especial nos projetos PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como aconteceu em governos anteriores do PT, está gerando reações em série de participantes das entidades.

Preocupados com uma nova onda de interferência política na gestão do patrimônio dos fundos, que tiveram prejuízos bilionários no passado recente e em alguns casos precisaram promover um aumento significativo nas contribuições para cobrir as perdas, os participantes lançaram um manifesto digital em que criticam a iniciativa do governo e defendem a realização de investimentos que não coloquem em risco o pagamento das aposentadorias.

Segundo números divulgados pelo grupo, o manifesto, lançado no fim de agosto, obteve quase 25 mil adesões de integrantes da ativa e aposentados dos fundos do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros), da Caixa (Funcef) e dos Correios (Postalis), cujo patrimônio total alcançava cerca R$ 510 bilhões no fim de 2023, de acordo com dados da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar).

Embora representem apenas 3,9% dos 630 mil participantes e assistidos das quatro instituições, as adesões ao manifesto, que circulou no grupo Fundos de Pensão Unidos do Telegram e do WhatsApp e foi compartilhado nas redes sociais de associações independentes de segurados, revelam uma resistência aguerrida aos planos de Lula, de usar novamente o dinheiro dos trabalhadores para a realização de investimentos públicos de retorno duvidoso.

“Os recursos dos fundos de pensão são privados. Não são recursos públicos à disposição do Orçamento da União para aplicação em projetos de seu interesse. Destinam-se, unicamente, ao pagamento de benefícios de aposentadoria complementar concedidos e a conceder”, diz o manifesto, organizado por integrantes dos quatros grandes fundos.

“Os participantes não podem admitir ingerências nos seus fundos de pensão, principalmente quando eles são fomentados a praticar atos que já se revelaram danosos no passado”, acrescenta o documento, dirigido a Lula, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e aos presidentes do CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar), da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), do TCU (Tribunal de Contas da União), da CGU (Controladoria-Geral da União) e do CMN (Conselho Monetário Nacional).

Estadão Conteúdo

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Judiciário gasta R$ 129 milhões com segurança privada da alta cúpula

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Tribunais superiores da Justiça brasileira gastarão pelo menos R$ 128,8 milhões em 2025 com segurança privada para seus ministros, prédios públicos e funcionários.

Os serviços prestados incluem escolta, vigilância 24h em frente às casas de cada um dos juízes integrantes da alta cúpula e condução de veículos por profissionais armados para os magistrados.

Esse valor multimilionário é usado para bancar 828 agentes, que formam uma espécie de força paralela que atua no STF (Supremo Tribunal Federal), no STJ (Superior Tribunal de Justiça), no TST (Tribunal Superior do Trabalho), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e no STM (Superior Tribunal Militar).

Os contratos são coordenados e gerenciados por 5 empresas:

  • Esparta Segurança no caso do STF e do STJ;
  • MultServ e DIMIVIG no TST;
  • Visan no TSE;
  • Vippim no STM.

O serviço mais caro é o do Supremo, que tem 11 ministros. A Corte conta com 230 funcionários para segurança privada, que ficam alocados em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Custarão R$ 41.987.370,12 agora em 2025.

O STM declarou que seu contrato é de R$ 3,1 milhões por ano. Disse que a segurança pessoal dos ministros é realizada majoritariamente por policiais judiciais .

Infográfico com dados sobre segurança de tribunais superiores

Todos os 93 ministros dos tribunais superiores têm acesso, caso queiram, a essas benesses pagas pelo Estado. Parte dos guardas faz escolta 24h em frente às casas ou embaixo dos prédios de cada um. Geralmente, em cada um desses postos são 4 seguranças que trabalham em regime 12h x 36h (trabalham um turno de 12h e folgam 3 de igual período).

Outra parte desses funcionários armados é destacada para dirigir carros para os juízes, em um mix de motorista e segurança. Também ficam disponíveis 24h todos os dias na semana.

Todos os meses são gastos R$ 10,7 milhões para manter essas regalias dos tribunais superiores. O custo por funcionário no STJ, por exemplo, chega a até R$ 16.129,31, dependendo do cargo e considerando já os benefícios e gastos com pagamento de impostos.

Como os ministros do TSE são –em sua maioria– cedidos de outras Cortes, os profissionais terceirizados de segurança que trabalham no órgão atuam majoritariamente na manutenção da integridade do prédio e seus arredores, em Brasília. Geralmente as escoltas a cada ministro são feitas por parte de suas “Cortes mães” –como é o caso de Cármen Lúcia, que é originalmente do STF.

O valor do contrato do Tribunal Eleitoral foi considerado no levantamento desta reportagem porque os juízes designados à Corte podem, ocasionalmente, pedir apoio a esses agentes (isso ocorre principalmente em ano que tem eleição).

Brasília, onde os ministros dos tribunais superiores ficam na maior parte dos dias da semana, tem um dos menores índices de criminalidade do Brasil.

Dados do Ministério da Justiça mostram que, em 2024, foram registrados 6,94 homicídios a cada 100 mil habitantes na capital federal, a 3ª menor taxa do país, perdendo só para Santa Catarina e São Paulo.

O Poder360 enviou e-mail e entrou em contato por telefone com todos os tribunais citados nesta reportagem. STF e STM não responderam. O TSE disse que não iria comentar.

O STJ afirmou que os contratos em vigência no tribunal “são compatíveis com os valores de diversos contratos firmados por outras instituições”. Já o TST declarou que os seguranças são para “prestação de apoio operacional contínuo”.

Poder 360

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PGR arquiva pedido de investigação contra Moraes em caso de uso de avião FAB

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por suposto uso indevido de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir a São Paulo (SP).

O advogado Enio Martins Murad alegou que o magistrado utilizou a aeronave para assistir ao jogo do Corinthians, na final do Campeonato Paulista, na Neo Química Arena, na semana passada.

No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que “não há relação entre o evento privado (jogo de futebol) e o apontado transporte público” e decidiu arquivar o pedido. O advogado recorreu.

“O transporte de autoridades do país em aeronave da Força Aérea Brasileira – FAB, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal, tem previsão no Decreto n.10.267/20201, atende ao interesse público e se insere no protocolo de segurança inerente à função pública desempenhada”, justifica a PGR.

O pedido do advogado se baseia em notícias veiculadas na imprensa de que Moraes teria utilizado um avião da FAB para ir a São Paulo um dia antes do jogo. Registros nas redes sociais mostram que o ministro acompanhou a partida em um dos camarotes da Neo Química Arena, ao lado do também ministro da Suprema Corte Flávio Dino.

Metrópoles

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Comissão do Senado deve discutir PEC do fim da reeleição para os cargos do Executivo na próxima semana

Foto: Pedro França/Agência Senado

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição foi protocolada no Congresso e deve ser analisada na Comissão e Constituição e Justiça do Senado na próxima quarta-feira (9). A medida, se aprovada, valerá para os cargos de presidente, governadores e prefeitos.

O texto estabelece o fim da reeleição para os cargos do Executivo e amplia o tempo de mandato de quatro para cinco anos. A possibilidade de permanência no cargo seria mantida, segundo a proposta, para deputados – que teriam mandato também ampliado de quatro para cinco anos – e para senadores, que passariam a exercer mandatos de dez anos — dois a mais do que atualmente.

Com os novos prazos de mandato, o projeto defende a unificação das eleições para que todos os cargos, nacionais e locais, sejam eleitos no mesmo ano, em vez de a cada dois anos.

As novas regras teriam um período de transição, que iria de 2026 até 2030. Depois da Comissão de Constituição e Justiça, a proposta ainda precisará ser aprovada pelos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados.

O relator da PEC, senador Marcelo Castro (MDB-PI), vê o texto como um avanço para o país. “A reeleição para cargos executivos no Brasil é um malefício. Não tem trazido benefícios ao país. Ao propor o fim da reeleição, a maioria entende que um mandato de quatro anos ficaria muito exíguo para um prefeito, governador ou presidente da República executar seus projetos. Por isso, estamos propondo estender o mandato para cinco anos”, afirmou o parlamentar.

SBT News

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  1. O foro privilegiado e a reeleição para executivo, precisa acabar com a maior brevidade possível, mas aí depende do congresso e são outros quinhentos.

  2. Era muito bom isso, mas 4 anos estariam ótimos.
    Pra quem fez um bom trabalho, e pretende tirar mais quatro anos, esperava vencer o mandato do sucessor se candidatava pra caso seja eleito, tirar mais quatro anos depois de quem o sucedeu.
    Importante dizer é que nenhum deles pode deixar o Estado, Município devedor, por consequência quem assumia, não tem do que reclamar, só caprichar pra entregar sem dívidas do jeito que recebeu.
    Caso descumpra, cadeia braba em regime fechado, vendo o sol nascer quadrado por quatro anos.
    Daí, começa a botar ordem nessa zorra, farra que é hoje em dia.
    Ok?
    Blz?

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STF adota modelo inédito de decisão coletiva, sem votos individuais dos ministros, para mostrar união do tribunal

Foto: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu a primeira decisão coletiva da Corte – a chamada decisão per curiam, em que o tribunal apresenta uma posição única, sem votos individuais dos ministros. O novo modelo foi adotado no julgamento da “ADPF das Favelas”, que trata da letalidade policial nas operações em comunidades do Rio de Janeiro.

De iniciativa do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, a decisão da última quinta-feira, 3, foi construída a portas fechadas e buscou mostrar “união e consenso” do tribunal, segundo um interlocutor do ministro. Além disso, reflete objetivos manifestados por Barroso ao assumir a presidência do Tribunal: mais eficiência ao decidir e mais diálogo entre os magistrados. “Este é o primeiro caso em que o Supremo chega ao plenário para anunciar uma decisão tomada ‘per curiam’. Todos os juízes concordaram em um pronunciamento comum”, afirmou Barroso na sessão.

Ele continuou: “É simbolicamente muito importante que possamos ter feito isso neste momento para dizer que o Tribunal tem compromisso com os direitos humanos e com a segurança pública de todas as pessoas, de todos os brasileiros, inclusive com os que moram em comunidades pobres, em favelas”.

Os ministros confirmaram que as Polícias Civil e Militar do Rio têm autonomia para deflagrar operações em comunidades, que foram limitadas desde a pandemia de covid-19, mas o trabalho precisa obedecer uma série de diretrizes, como o uso “proporcional” da força e o respeito aos perímetros de escolas, creches, hospitais e postos de saúde.

O fato de a decisão coletiva ter sido tomada na “ADPF das Favelas” não foi por acaso: a Corte estava sob intensa pressão do governo e da prefeitura do Rio de Janeiro, que vinham culpando o Supremo pela piora na situação da segurança pública no Estado. O motivo das críticas foram liminares proferidas pelo relator, Edson Fachin, que restringiram operações policiais no Rio de Janeiro para preservar os direitos dos moradores das comunidades afetadas. O governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), acompanharam o julgamento no plenário do STF.

Segundo um ministro do Supremo, havia uma preocupação de que o Tribunal saísse como “patinho feio” do julgamento. De acordo com esse magistrado, as autoridades de segurança local estavam culpando o Supremo pela inércia quando, na verdade, o problema de segurança no Rio seria político. A saída construída em conjunto pela Corte agradou ao governador, que disse que a decisão “tirou barreiras importantíssimas”, como a restrição ao uso de helicópteros.

Outro ministro lembra que outros presidentes do Supremo já tentaram alcançar consensos entre os ministros antes do julgamento televisionado e falharam, o que mostra uma vitória de Barroso. Para esse magistrado, apesar da dificuldade de alcançar consensos entre 11 membros, “é importante” que as decisões em casos complexos reflitam um pensamento médio da Corte.

Esse tipo de decisão coletiva, tomada a portas fechadas e depois anunciada como a voz da Corte, já é o padrão em outros tribunais constitucionais pelo mundo, como nos EUA, Alemanha e Espanha.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Nenhuma democracia aceita decisões tomadas sem transparência, salvo exceções. Esse modelo jamais pode ser defendido em nome do Estado Democrático de direito. Nunca!!!!

  2. E porque precisa ser fechado e não aberto ao público? Isso é para esconder a cara dura de quem vota contrário à lei. Não tem outra justificativa. Típico de ditaduras.

  3. Uai!!!
    Aí o que menos tem é juíz.
    Tem advogados, político e nomeados muito chegados de quem o nomeou.
    Agora, se, se, se, fossem pessoas concurssadas pra serem juízes e de novo, concursados pra assumir o STF, aí eu tinha certeza que eram todos juízes da mais alta côrte do Brasil.
    Do jeito que é hoje, me desculpem, não acho certo, não!!

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PESQUISA DATAFOLHA: 38% consideram o governo Lula ruim ou péssimo; para 29% gestão é boa ou ótima


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada na noite dessa sexta-feira (4/4) aponta que 38% dos brasileiros consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ruim ou péssimo. Para 29%, a administração é boa ou ótima.

O levantamento aponta um recuo na rejeição do petista. Na sondagem anterior, feita em fevereiro, o percentual de eleitores que consideravam a gestão de Lula ruim ou péssima era de 41%. Já a avaliação positiva subiu de 24% para 29%.

A parcela de brasileiros que consideram a administração petista regular é a mesma da última pesquisa: 32%. Os que não sabem soma 1%.

O levantamento do Datafolha, divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 3.054 brasileiros, com 16 anos ou mais, em 172 municípios, entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ainda segundo o levantamento, o índice de brasileiros que aprovam a forma de Lula governar é de 48%, enquanto 49% o reprovam. Trata-se, portanto, de um empate dentro da margem de erro. Outros 3% não souberam responder.

Metrópoles

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Nunes Marques pede vista e suspende julgamento sobre anulação de atos da Lava Jato contra Palocci

Foto: reprodução/vídeo

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista no julgamento que avalia anular as condenações contra Antônio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato. Com recurso julgado na Segunda Turma, o placar está atualmente empatado em 2 a 2.

Os ministros têm no máximo 90 dias para retomar o julgamento, que ocorre em ambiente virtual.

A defesa de Palocci acionou o Supremo para obter a mesma decisão concedida a Marcelo Odebrecht, em maio de 2024. Em fevereiro, o relator do caso, Dias Toffoli, determinou a anulação do processo da Lava Jato contra Palocci.

Ao entender que houve um “conluio”, decidiu anular todos os procedimentos assinados por Moro contra Palocci.

No dia 10 de março, a PGR recorreu da decisão proferida por Dias Toffoli. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu para que o parecer do ministro fosse reconsiderado ou “reformado”. O que os ministros estão votando agora é esse recurso da PGR.

Toffoli votou no sentido de rejeitar o recurso da PGR e manter anuladas as ações penais contra Palocci. Seu entendimento foi seguido pelo ministro Gilmar Mendes.

Já os ministros Edson Fachin e André Mendonça divergiram do voto do relator e acataram o recurso da PGR para manter todas as condenações. Com o empate configurado, o voto de Nunes Marques é decisivo.

Em seu voto, Fachin sustenta que os casos são diferentes e, por isso, a decisão em favor de Odebrecht não deve ser estendida a Palocci.

“Os fatos são substancialmente distintos dos julgados desta colenda Turma em que se busca a extensão de efeitos, além de demandar a minuciosa análise fático-probatória, impossível de se realizar em ações reclamatórias e muito menos em pedidos de extensão como ocorre no caso, sem que se garanta o devido processo legal e o contraditório nas instâncias competentes”, escreveu o ministro em sua decisão.

Mendonça, em seu voto, considerou o recurso da PGR “absolutamente imparcial à lei e aos ritos sob a justificativa de atuação em defesa de um bem maior”.

Palocci foi preso em 2016 e condenado, em junho de 2017, por corrupção e lavagem de dinheiro. Após dois anos detido no Paraná e uma condenação estabelecida em 12 anos de prisão, a sentença foi dada como nula pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

CNN Brasil

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‘Efeito Trump’: governo se volta para nacionalismo e pauta econômica para reverter reprovação recorde

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Preocupados com as chances de reeleição diante da reprovação recorde ao governo, aliados do presidente Lula estabeleceram o começo de 2026 como prazo limite para reverter a baixa popularidade. No entendimento de petistas próximos a Lula, só com uma avaliação positiva próxima aos 40%, índice distante hoje, Lula poderia assumir claramente a intenção de concorrer a um quarto mandato.

Para reverter o quadro, definido por alguns petistas como preocupante, a aposta está, em especial, na área econômica. Nas últimas semanas, foram dados os primeiros passos com o novo consignado e o envio ao Congresso do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Além disso, a gestão lançou uma campanha com a marca “Brasil dos brasileiros”, para resgatar os símbolos nacionais e tentar atingir eleitores não simpatizantes do PT. No evento para celebrar os dois anos de mandato, Lula fez críticas ao presidente dos EUA, Donald Trump, estratégia que tem feito outros líderes globais pelo mundo recuperarem popularidade.

Reação global

Desde o início do ano, lideranças globais como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, melhoraram seus índices de aprovação após discordaram publicamente das novas políticas anunciadas pelo governo dos EUA.

— Somos um país que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão de sua soberania, que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira verde e amarela, que fala de igual para igual e que respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas que exige reciprocidade no tratamento — afirmou Lula, no evento organizado pela Secretaria de Comunicação (Secom) na última quinta-feira, em recado ao “tarifaço” anunciado por Trump.

Naquele dia, em tom de campanha, Lula participou de um evento para divulgar as realizações do governo e destacou novas medidas, como a ampliação do Minha Casa Minha Vida para outras faixas de renda. Os aliados de Lula acreditam que se a popularidade da gestão do petista estiver em recuperação, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado o adversário mais forte, optaria por concorrer à reeleição e não se arriscaria ao Planalto.

Nas palavras de um ministro, Lula não irá para uma aventura e só concorrerá se tiver chances de ganhar, o que será determinado pelos índices de aprovação no começo do ano. Assim, caso o plano de recuperação da popularidade não dê certo, será necessário definir uma alternativa. O PT não trabalha hoje com plano B, mas são citados como possíveis saídas os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e o vice Geraldo Alckmin.

Pessoas próximas a Lula avaliam que as duas iniciativas recentes da área econômica podem ter impacto em breve, o que ainda não foi identificado nos levantamentos que vieram a público. Pesquisa Genial/Quaest de quarta-feira revelou um aumento de sete pontos percentuais, desde janeiro, na parcela da população que desaprova a gestão, 56%. Já a aprovação caiu seis pontos, passando de 47% para 41%.

O alerta já havia aumentado em fevereiro, quando o Datafolha, que calcula os dados a partir de perguntas diferentes das feitas pela Quaest, mostrou que a avaliação positiva do governo havia caído 11 pontos em dois meses, atingindo 24%. Esse é o índice que os aliados de Lula entendem que precisa chegar a 40% até o início de 2026, para torná-lo competitivo eleitoralmente.

O atual patamar de ótimo ou bom é inédito para o petista em todas as suas gestões. A avaliação negativa do governo (ruim ou péssima) também é recorde e subiu, no período, de 34% para 41%. Já o percentual da população que considera a gestão regular variou de 29%, em dezembro de 2024, para 32% em fevereiro.

Auxiliares de Lula argumentam que há tempo para recuperação. Lembram que em dezembro de 2021 Jair Bolsonaro tinha 22% de ótimo e bom e 53% de ruim e péssimo no Datafolha. Mesmo assim, perdeu por muito pouco a eleição para o petista em 2022: 50,9% a 49,1% dos votos válidos.

Pacote de entregas

Na busca pela reversão do quadro, o governo lançou no fim de março um pacote de campanhas publicitárias para destacar tanto a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil como programas como o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia.

Lula ainda mexeu na Secretaria de Comunicação para dinamizar a pasta, que ganhou o comando de Sidônio Palmeira

— O Lula está fazendo muitas entregas. Temos alguns elementos que caminham para a melhora da popularidade. Para isso, precisamos estar coesos, falando a mesma linguagem, não ficar criticando o Haddad ou outros ministérios. Vai haver um processo de estagnação agora e de um crescimento não muito rápido no segundo semestre. O importante é a gente entrar bem no ano que vem — diz o deputado federal Jilmar Tatto (SP), secretário de Comunicação do PT.

Para o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, Lula deve estar pensando num plano B para apresentar caso não recupere a popularidade.

— O plano A do Lula é acreditar que a popularidade pode crescer pela economia, com aumento do gasto público. No começo do ano que vem, o pessoal que ganha até R$ 7 mil já vai estar favorecido pela isenção do IR. Se com isso, a economia voltar a crescer 2,5%, 3%, ele é candidato. Mas se nada disso ocorrer, não vejo possibilidade de ele ser candidato para perder — analisa, ponderando a força do Poder Executivo, especialmente em ano eleitoral. — O Bolsonaro quase ganha a eleição, com todos os erros que ele cometeu na pandemia. Se o Lula estiver com 35% de ótimo e bom, com viés de alta, vai ser um alento para ele disputar.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Não tem jeito.
    O erro brutal desse governo é investir em marketing, mentiras e mídias pagas a peso de ouro.
    Ações concretas, pra resolver os problemas da população é ZERO, não chega nada de bom no povo, chega taxas e inflação.
    Portanto o que o governo faz, é torrar jogar fora o meu e o seu dinheiro, é isso.
    Ninguém esperem melhoras, é só bla bla bla, bla bla bla mesmo e ponto final.
    O governo é sem rumos, fica esse biriteiro pingunço, pra cima e pra baixo dentro de um avião rodeado de puxas sacos, tentando só enganar a população.
    Isso deu certo no passado, hoje com as redes sociais, IMPOSSÍVEL, o povo tá ON.

  2. Não tem jeito.
    O erro brutal desse governo é investir em marketing, mentiras e mídias pagas a peso de ouro.
    Ações concretas, pra resolver os problemas da população é ZERO, não chega nada no povo na população.
    Portanto o que o governo faz, é torrar jogar fora o dinheiro o meu o seu dinheiro.
    Ninguém esperem melhoras, é só bla bla bla, bla bla bla mesmo e ponto final.
    O governo é sem rumos, fica esse biriteiro pingunço, pra cima e pra baixo dentro de um avião rodeado de puxas sacos, tentando enganar a população.
    Isso deu certo no passado, hoje com as redes sociais, IMPOSSÍVEL, o povo tá ON.

  3. O Globo torcendo fervorosamente. Passam pano o tempo todo. Sempre apoiaram ditaduras. Agora não é diferente.

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Aliados de Bolsonaro falam em levar 500 mil à avenida Paulista

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Integrantes do PL esperam levar 500 mil pessoas ao ato pela anistia para os presos pelo 8 de Janeiro, marcado para o domingo (6.abr.2025), em São Paulo. A leitura de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é que a manifestação na av. Paulista será maior do que a de Copacabana, no Rio, em 16 de março.

Em público, aliados de Bolsonaro evitam cravar o número esperado na manifestação. A avaliação é evitar que haja a percepção que o ato teve menos pessoas do que foi esperado e que, por isso, teria sido um fracasso.

O ato é organizado pastor e aliado de Bolsonaro de longa data, Silas Malafaia.

O ex-presidente disse esperar “mais de 50” congressistas e “pelo menos” 6 governadores entre os presentes. Já estão confirmados:

  • Jorginho Melo (PL) – governador de Santa Catarina;
  • Romeu Zema (Novo) – governador de Minas Gerais;
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) – governador de São Paulo.

Outros 2 governadores estão com a ida “em aberto”: Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

A presença de aliados no trio elétrico busca pressionar o Congresso a pautar o PL (projeto de lei) da anistia. A resistência do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), levou a oposição a obstruir os trabalhos na Casa. Bolsonaro também busca mostrar força depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Os oradores do evento, além do ex-presidente, serão os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carol de Toni (PL-SC). O senador Rogério Marinho (PL-RN), também deve discursar.

PROVOCAÇÕES DE BOULOS

Segundo apurou este jornal digital, as provocações do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), que encabeçou o ato contra a anistia no último domingo (30.abr), em São Paulo, impulsionaram a mobilização do entorno de Bolsonaro.

Boulos declarou que o ato organizado pela esquerda em São Paulo teve “mais gente” do que a manifestação bolsonarista no Rio. No entanto, o Poder360 estimou um público de 5.500 pessoas na av. Paulista contra cerca de 26.000 em Copacabana.

Na 3ª feira (1º.abr), durante a reunião da oposição no apartamento funcional do líder do PL na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), todos os participantes –incluindo Bolsonaro– gravaram chamadas para a manifestação em um estúdio improvisado no imóvel.

O PL Mulher, ala feminina do Partido Liberal, lançou uma campanha com congressistas e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vestidas com uma camiseta branca com a escrita “anistia já” com batom –acessório que se tornou um símbolo por causa do caso de Débora Rodrigues, que escreveu “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente à sede do STF, no 8 de Janeiro.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. O que vale não são quantos irão mas a mentira que os gadriotas irão acreditar inflando os números! Da última vez multiplicaram a realidade por DEZ pra postar no mundo paralelo e bizarro da gadolandia kkk

    1. Chora, jumentinho 😭😭😭😭 Boulos levou quantas pessoas? Os canalhas principais nem foram e nem vão pra não passar vergonha 💩💩💩

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Esporte

CBF define prazo para anunciar novo técnico da Seleção

Foto: Divulgação/ @Alhilal_FC

Nesta sexta-feira (4), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), definiu um prazo para anunciar o novo técnico da Seleção Brasileira de futebol masculino: até 2 de junho, quando será a próxima data FIFA.

O presidente Ednaldo Rodrigues se reuniiu com Rodrigo Caetano, coordenador geral das Seleções Masculinas, e Juan, coordenador técnico, para disputir sobre a escolha do novo treinador.

“A reunião com o coordenador executivo geral das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano, e com o Juan teve como foco a escolha do novo treinador da Seleção Brasileira. Em breve, anunciaremos o nome do técnico, a tempo de fazer a convocação para os dois jogos das Eliminatórias, na data FIFA de junho”, explicou Ednaldo Rodrigues.

No dia 4 de junho, o Brasil enfrenta o Equador fora de casa e depois, no dia 9, recebe o Paraguai.

“Temos tido reuniões com o presidente Ednaldo, com a participação do Juan em algumas delas, com o foco em buscar o nome desse futuro treinador da Seleção Brasileira. Assim que tivermos isso definido por parte do presidente, iniciaremos as negociações para o mais rapidamente possível anunciar o nome do novo comandante da Seleção Brasileira”, contou Rodrigo Caetano.

“O Departamento de Seleções segue providenciando relatórios, fazendo observações in loco, que iniciaremos nesse final da semana, e acompanhando todas as competições relevantes fora do país, para juntarmos o maior número possível de informações para o futuro comandante. Esse trabalho é diário e constante, sempre foi realizado antes. E agora, a gente está dando prosseguimento normalmente”, acrescentou o coordenador executivo geral.

Jesus é o favorito

Jorge Jesus é o plano A da CBF para substituir Dorival Júnior na Seleção Brasileira, mas a contratação não deve sair de imediato. Nesse momento, a entidade adota cautela diante de empecilhos com o Al-Hilal e não descarta olhar para outras opções.

A sinalização de que abriria mão da disputa do Mundial de Clubes com o Al-Hilal para chegar à Seleção Brasileira foi um passo importante no caso de Jorge Jesus.

O português, contudo, condiciona a saída da Arábia Saudita a dois fatores: a Champions League da Ásia e a luta pelo título no Campeonato Saudita. No pior do casos, JJ só teria caminho livre no fim de maio. A informação é do ge.

Outros nomes envolvidos

Além de Jesus, a CBF debate outros nomes para a Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti sempre esteve no radar, mas o vínculo com o Real Madrid complica bastante as tratativas.

Abel Ferreira, do Palmeiras, e José Mourinho, do Fenerbahçe, são os outros dois nomes. O último, inclusive, entrou entre os escolhidos recentemente. Ambos, contudo, carregam o mesmo problema: contratos longos com seus respectivos clubes.

Deschamps?

O técnico da França, Didier Deschamps, foi oferecido à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para assumir o cargo de treinador da Seleção Brasileira. A informação é do Goal.com.

Apesar de ter contrato com a equipe nacional francesa até o fim da Copa do Mundo de 2026, Deschamps estaria disposto a trocar a França pelo Brasil antes mesmo do Mundial.

CNN

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Geral

Alexandre de Moraes manda soltar missionária presa pelo 8 de janeiro

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite desta sexta-feira, 4, a soltura da missionária Eliene Amorim de Jesus. Ela ficou presa por dois anos em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023.

O caso foi repercutido por Oeste em 30 de março. A ordem de soltura, no entanto, não representa liberdade plena: trata-se de um alvará de soltura clausulado, ou seja, condicionado ao cumprimento de uma série de medidas cautelares impostas por Moraes.

De acordo com o documento expedido pelo STF, Eliene deverá sair do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, somente depois da instalação imediata de uma tornozeleira eletrônica. Além disso, a missionária está proibida de usar redes sociais, comunicar-se com os demais envolvidos no 8 de janeiro, conceder entrevistas e até mesmo receber visitas — exceto de seu advogado, pais e irmãos.

A defesa de Eliene está a cargo de Hélio Garcia Ortiz Júnior, advogado que também representa Débora dos Santos, cabeleireira presa nos eventos de janeiro de 2023 e condenada a 14 anos de prisão por Moraes.

Quem é a missionária presa — e solta — por Moraes

A história de Eliene veio a público por meio do jornalista José Linhares Júnior. A missionária, de 28 anos e natural do interior do Maranhão, foi presa em março de 2023 na quitinete onde morava, localizada no bairro Angelim, em São Luís.

Não há evidências diretas que comprovem a participação ativa de Eliene na depredação de patrimônio público ou na organização dos atos em Brasília.

Eliene também era estudante de psicologia e missionária da Assembleia de Deus Campo Miracema. Um dos pontos levantados contra ela é a publicação de um story em que mencionava a experiência de escrever um livro sobre os acontecimentos. Testemunhas afirmam que ela estava do lado de fora do Palácio do Planalto no dia dos atos.

Com 15 anos, Eliene deixou o povoado de Torozinho, em Turiaçu (MA), para tentar a vida em São Luís. Lá, trabalhou como doméstica, babá, auxiliar de creche e manicure. Quase dois meses depois dos atos de 8 de janeiro, foi presa e enviada a Pedrinhas, mesmo sem antecedentes criminais.

Antes da prisão, estudava psicologia na Edufor e financiava o curso com seu trabalho como manicure. Interessada nos protestos, decidiu acompanhar os acampamentos em frente a quartéis para escrever um livro sobre o tema.

A Polícia Federal apreendeu seu celular, que continha fotos que comprovavam sua pesquisa, mas isso não evitou sua detenção. Em 6 de janeiro de 2023, viajou para Brasília com dois rapazes que conheceu nos acampamentos.

Comprou suas passagens e foi registrada apenas com um caderno, onde anotava tudo com uma caneta. Depois dos tumultos, voltou ao Maranhão e seguiu sua rotina até ser presa dois meses depois. Os dois rapazes que viajaram com ela não foram detidos.

Bolsonaro comenta caso de Eliene

O caso da jovem Eliene foi abordado por Bolsonaro em uma postagem na rede social X na última segunda-feira, 31. “Infelizmente, Débora não é um caso isolado”, começa o ex-presidente. “Existem muitas outras Déboras. Muitas outras mães afastadas arbitrariamente de seus filhos. Muitas jovens com a vida interrompida não por crime algum, mas pelo desejo de vingança de Alexandre de Moraes”, escreveu.

“Todas as imagens mostram Eliene com papel e caneta na mão”, afirma Bolsonaro. As provas, baseadas em registros visuais e no conteúdo de seu celular, evidenciam que a jovem realizava um trabalho acadêmico sobre o fenômeno social dos acampamentos.

“Mesmo assim, Eliene está presa preventivamente há dois anos no Presídio de Pedrinhas, sem visitas, longe da família e com a vida suspensa”, denunciou, na ocasião. O uso prolongado de prisão preventiva, geralmente reservado a casos extremos, é criticado por juristas e congressistas da oposição, que veem na prática uma distorção do Estado de Direito.

Ao final do texto, Bolsonaro convoca seus apoiadores para o ato pela anistia no próximo domingo, 6, na Avenida Paulista. “Por isso, não podemos recuar”, bradou. “Temos que seguir exigindo liberdade e anistia para todos os presos políticos do 8 de janeiro.”

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Cadê o amor, o perdão, a misericórdia, será que a opinião hoje é coisa proibida, infelizmente estamos vivendo uma época de um carrasco tendo apoio de uma população cegas e imbercil

  2. Os covardes e criminosos parecem medrosos nesse momento , o povo vai pra cima e tente a expulosar e punir com rigor esses monstros que se acham na posição de DEUs, acorda nação

  3. Que loucura, o Brasil fervendo de problemas sérios a enfrentar e todo santo dia só se fala na prisão e na tal de anistia p esses anarquistas, como se o problema do país se restringisse a isso. P.S.: NÃO SOU DE ESQUERDA!

    1. Pois é, amigão! Anarquistas, como você bem falou, pegando até 17 de cadeia. Quem já se viu isso? Acho que nem na Venezuela.

  4. LEI Nº 14.197, DE 1º DE SETEMBRO DE 2021 (Governo Bolsonaro)

    Abolição violenta do Estado Democrático de Direito

    Art. 359-L. Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais:

    Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, além da pena correspondente à violência.

    Golpe de Estado

    Art. 359-M. Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído:

    Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos, além da pena correspondente à violência.

    1. Onde foi que isso aconteceu? Em que país você vive? Mostra a minuta do golpe!!!

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