Judiciário

Juíza barra vestido curto em fórum e compara advogadas a “piriguetes”

Foto: Ilustrativa

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) protocolou ontem uma representação disciplinar na Corregedoria do Tribunal de Justiça contra a juíza diretora do Fórum de Iguaba Grande, Maíra Valéria Veiga de Oliveira, que tem impedido a entrada de advogadas que estejam com saias ou vestidos cinco centímetros acima do joelho. A magistrada alega que as roupas fora de tal medida tiram a concentração dos homens e representam “falta de compostura”.

Para fazer valer seu padrão, a magistrada autorizou seguranças a medirem as roupas das advogadas com régua.

No documento, a OAB sustenta que, ao descumprir a regra do Artigo 6º da Lei Federal 8906/94, ela falta com seu “dever funcional de cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício na forma do Artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura”.

Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

  1. O Kakai, advogado milionário de ladrões e bandidos de colarinho branco, vai ao STF de bermuda e ninguém fala nada.
    Hipocrisia!!!

    1. Kakay é ponta firme, peita o STF, enquanto o resto da população brasileira é feita de meretriz por essa corte.

  2. Forum é um lugar formal e as pessoas devem ir vestidas adequadamente. Brasileiro é acostumado com vulgaridade e acha que pode ir a qualquer lugar com qualquer roupa. A juíza está certa.
    Quer mostrar o corpo, vai à praia. Quer causar ou chamar atenção do sexo oposto? Vai pra balada.
    Certa feita vi na Justiça Federal um rapaz barrado por estar de bermuda longa, mas aí mesmo tempo e tirou, creio que servidora, uma mulher de decote mínimo e mini saia. Que machismo é esse?

    1. Na JF-RN homem só entra de calça, e mulheres de roupa curta vestem um saião que tem lá.

  3. Deve ter zerado os processos do gabinete para se preocupar com a roupa das advogadas. Fala sério que esse é o maior problema do judiciário!

  4. BG
    Parabéns a juíza, tem toda razão. A OAB deveria se preocupar com ouras coisas, por exemplo de onde vem o dinheiro pago aos advogados dos réus da lava-jato e se são lícitos.

    1. Sou mulher, modéstia parte, tenho um corpo bem jeitoso, acontece que se estou indo a uma festa , a saia sobe, se vou a uma repartição, uma reunião no colégio do filho , a igreja etc , a saia cresce, apoio a juza, o chic é ser conveniente.

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Educação

Sisu 2026: orientadora pedagógica explica como usar nota do Enem com estratégia e aumentar chances de aprovação

Foto: Divulgação

A divulgação das notas do Enem, prevista para esta sexta-feira (16), marca um dos momentos mais aguardados e decisivos da vida de milhares de estudantes em todo o país. É quando a expectativa encontra a estratégia. Mais do que comemorar ou se frustrar com o resultado, este é o instante de respirar fundo, buscar informação de qualidade e planejar com cuidado os próximos passos rumo à universidade pública.

Com as notas em mãos, começa a contagem regressiva para as inscrições do Sisu 2026, que acontecem de 19 a 23 de janeiro. E, segundo a orientadora pedagógica do Colégio Porto, Kennia Ísis, entender como o sistema funciona faz toda a diferença no resultado final.
“O Sisu não é sorte. É informação, acompanhamento e estratégia. Quem compreende o processo consegue usar melhor a própria nota e aumenta muito as chances de aprovação”, destaca.

Antes mesmo da abertura das inscrições, os candidatos já podem consultar no site do programa a quantidade de vagas disponíveis, os cursos, as instituições e as regras específicas de cada universidade, como notas mínimas e critérios para cotas. Em 2026, o Sisu vai ofertar no Rio Grande do Norte 14,2 mil oportunidades, distribuídas entre universidades federais, IFRN e UERN.

Kennia explica que o primeiro passo é simples: acessar o site oficial do Sisu com a conta Gov.br. O sistema puxa automaticamente a nota do Enem. A partir daí, o estudante pode escolher até duas opções de curso, variando entre universidades, turnos ou modalidades.

Um ponto que merece atenção especial, segundo a orientadora, é o acompanhamento diário das notas de corte. “Elas funcionam como um termômetro, não como uma sentença final. Mudam todos os dias, principalmente no início do processo, quando costumam estar mais altas”, explica. A dica é observar as variações e ajustar as escolhas sempre que necessário, já que o sistema permite alterações até o último dia de inscrição. O que vale, sempre, é a última opção salva.

Outro detalhe que pode passar despercebido, mas influencia diretamente na classificação, é o peso das provas. Cada curso valoriza áreas diferentes do conhecimento, e essa ponderação pode mudar completamente a posição do candidato no ranking. “Verificar os pesos antes de confirmar a inscrição é essencial”, reforça Kennia.

E a atenção não termina com a aprovação. O resultado da chamada regular sai no dia 29 de janeiro, e as matrículas começam em 2 de fevereiro. Perder prazos ou documentos significa perder a vaga. Para quem não for selecionado de imediato, a lista de espera segue como uma chance real, desde que o estudante acompanhe atentamente os comunicados da instituição escolhida.

Em meio à ansiedade típica desse período, a principal orientação é clara: informação é aliada. Com planejamento, acompanhamento e escolhas conscientes, o Sisu deixa de ser um bicho de sete cabeças e se transforma no caminho mais direto entre a nota do Enem e o sonho da universidade pública.

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Geral

Carreta “Aqui Tem Especialidades” zera fila de exames e avança na saúde da mulher em Parnamirim

Foto: Divulgação 

A gestão da prefeita Nilda segue avançando na ampliação do acesso a exames e consultas especializadas em Parnamirim. A Carreta “Aqui Tem Especialidades” está em funcionamento no Parque Aristófanes Fernandes e permanece no município até fevereiro, reforçando a rede de atendimento e enfrentando demandas reprimidas que se acumulavam há anos.

A iniciativa já apresenta resultados expressivos. Foram 234 exames de ultrassonografia transvaginal e pélvica realizados, o que permitiu zerar a fila desses procedimentos específicos. No total, a carreta contabiliza 129 ultrassonografias, além de 349 consultas especializadas, garantindo mais agilidade no diagnóstico e no cuidado com os pacientes.

O atendimento ocorre exclusivamente por regulação, com pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), assegurando organização, equidade e prioridade a quem já aguardava no sistema municipal.

A carreta funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h ao meio-dia. A ação integra a estratégia da gestão Nilda de reduzir filas históricas, fortalecer a atenção especializada e garantir um atendimento mais eficiente e humanizado.

A prefeita Nilda destacou a importância da iniciativa para a saúde do município:
“Cuidar das pessoas é prioridade da nossa gestão. Estamos enfrentando filas antigas, ampliando o acesso aos exames e garantindo que os pacientes tenham atendimento com mais rapidez, dignidade e respeito”,afirmou.

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Política

Novo ministro herda agenda explosiva na Justiça em ano eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assume a pasta em um dos momentos mais delicados do governo Lula (PT). Em pleno ano eleitoral, a segurança pública voltou ao centro do debate nacional e se tornou estratégica para o Planalto, tanto pelo impacto direto na percepção do eleitor quanto pelo potencial de desgaste político.

Entre os principais desafios está a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, considerada prioridade absoluta da gestão Lula. O texto, herdado da era Ricardo Lewandowski, enfrenta forte resistência no Congresso e entre governadores, que veem risco à autonomia dos estados. O substitutivo apresentado pelo relator Mendonça Filho (União-PE) alterou pontos centrais da proposta original e incorporou temas sensíveis, como restrições ao voto de presos provisórios e a possibilidade de redução da maioridade penal via referendo.

Outro foco de tensão é o Projeto de Lei Antifacção, criado como resposta ao avanço do crime organizado. Após sofrer mudanças na Câmara e no Senado, o texto retorna agora aos deputados, com o Planalto atuando nos bastidores para evitar novas alterações que esvaziem instrumentos considerados essenciais. Caberá a Lima e Silva decidir entre negociar concessões ou bancar o risco de uma derrota política em um tema-chave para o discurso governista.

Além da articulação política, o ministro terá de enfrentar o crescimento e a sofisticação das facções criminosas, que já atuam de forma transnacional e infiltradas na economia formal. Com a insegurança voltando a figurar entre as principais preocupações da população, a cobrança por resultados rápidos tende a aumentar — justamente em um campo onde avanços estruturais raramente produzem efeitos imediatos.

Com informações do Metrópoles

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Geral

PEQUISA QUAEST: Para 50% dos brasileiros, interferir em outro país para prender ditador é aceitável

Foto: XNY/Star Max/GC Images

Metade dos brasileiros considera aceitável que um país interfira em outro para prender um ditador, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15). O levantamento aponta que 50% dos entrevistados concordam com esse tipo de ação internacional, enquanto 41% se dizem contrários e 9% não souberam ou preferiram não opinar.

O tema foi abordado no contexto da operação dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A ação teve aprovação de 46% dos brasileiros ouvidos, enquanto 39% desaprovaram a iniciativa americana. Outros 15% não souberam ou não responderam.

A prisão de Maduro ocorreu em uma operação conduzida por forças americanas em Caracas, descrita oficialmente como uma ação policial conjunta. O líder venezuelano já era acusado pelos EUA de crimes como narcotráfico, narcoterrorismo e conspiração internacional para o tráfico de drogas, acusações que se acumulavam desde 2020.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Com informações da CNN

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Geral

Flávio cresce nas pesquisas e força Centrão a recalcular rota para 2026

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Pouco mais de um mês após lançar a pré-candidatura ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) deixou de ser tratado pelo Centrão como uma jogada tática para blindar Jair Bolsonaro e passou a ser encarado como um nome real na disputa presidencial. O desempenho inicial do senador nas pesquisas surpreendeu dirigentes partidários e esfriou o entusiasmo de siglas que trabalhavam para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa da direita.

A escolha de Flávio pelo ex-presidente teve como pano de fundo a preservação do espólio político do bolsonarismo dentro do núcleo familiar, mesmo contrariando o desejo do centro político por um nome mais amplo. Com perfil mais pragmático e oito anos de Senado, o filho “01” superou Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na disputa interna, mas manteve desconfianças ao admitir publicamente que poderia retirar a candidatura mediante negociações ligadas à pauta da anistia.

A virada ocorreu em dezembro, quando pesquisas passaram a apontar Flávio como o opositor mais competitivo contra Lula em cenários de segundo turno. Levantamentos da Genial/Quaest mostraram o senador à frente de outros nomes da direita, inclusive de Tarcísio, reacendendo o entusiasmo da base bolsonarista e levando o PL a iniciar uma ofensiva para atrair partidos do Centrão.

Apesar do crescimento, lideranças partidárias avaliam que o principal entrave segue sendo a alta rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro. Ainda assim, o desempenho nas pesquisas já foi suficiente para mudar o cálculo político do centro, que agora observa com mais cautela se insistirá em uma candidatura alternativa ou se terá de negociar com um bolsonarismo que, mais uma vez, mostra força eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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Política

Moraes abre inquérito sigiloso para investigar suposto vazamento de dados de ministros do STF

Foto: Wilton Junior

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes instaurou de ofício um inquérito sigiloso para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam quebrado, de forma irregular, o sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares. A investigação foi aberta durante o plantão do tribunal, quando Moraes atua como presidente interino, sem pedido prévio da Procuradoria-Geral da República (PGR), que informou apenas que acompanhará o caso.

A apuração ganhou força após a chegada ao STF do caso envolvendo o Banco Master. Reportagens revelaram contratos e negócios que envolvem familiares de ministros da Corte com estruturas financeiras ligadas ao banco, o que levantou suspeitas de que informações sigilosas poderiam ter sido acessadas ou vazadas por órgãos federais. Em caráter reservado, parte dos ministros defende o esclarecimento dos fatos, enquanto outra ala vê a investigação como possível pressão ou represália contra órgãos de controle.

O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão no Supremo, acentuado pelo avanço das investigações sobre as fraudes atribuídas ao Banco Master. As decisões recentes do ministro Dias Toffoli, relator do caso, incluindo medidas atípicas envolvendo a custódia de provas e atos determinados durante o recesso, aprofundaram divisões internas na Corte e provocaram críticas de investigadores e especialistas em direito penal.

O novo inquérito também reacende debates sobre o modelo adotado pelo STF em investigações abertas de ofício e mantidas sob sigilo, como o inquérito das fake news, instaurado em 2019 e ainda sem previsão de encerramento. Para críticos, a repetição desse formato amplia questionamentos sobre transparência, limites institucionais e o papel do Supremo na condução direta de apurações criminais.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: Oinegue questiona Toffoli e cobra transparência em investigação sobre o Banco Central

Vídeo: Reprodução

O jornalista Eduardo Oinegue, âncora do BandNews no Meio do Dia e do Jornal da Band, levantou questionamentos sobre a condução dos processos ligados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Para ele, causa estranheza a escolha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para centralizar as decisões do caso, além do forte sigilo imposto às investigações.

Oinegue também criticou a falta de clareza sobre o que está sendo apurado e afirmou que a sociedade é impedida de saber detalhes relevantes envolvendo o Banco Central e o sistema financeiro. Segundo o jornalista, o excesso de sigilo alimenta suspeitas e enfraquece a confiança nas instituições responsáveis pela apuração.

Outro ponto destacado foi a relação entre Toffoli e advogados ligados à defesa do Banco Master. O âncora citou uma viagem do ministro na companhia desses advogados como elemento que levanta dúvidas sobre um possível conflito de interesses e sobre a imparcialidade na condução dos processos.

Para Oinegue, o conjunto de episódios — sigilo, conexões pessoais e decisões concentradas no STF — prejudica a imagem do Judiciário e reforça desconfianças sobre a influência do poder econômico nas decisões judiciais, ampliando o desgaste institucional em um caso de grande repercussão nacional.

Com informações da BandNews

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Política

Lula veta quase R$ 400 milhões em emendas e mantém bloqueio bilionário no Orçamento de 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que fixa os gastos da União em R$ 6,54 trilhões, mas vetou R$ 393,8 milhões em emendas parlamentares e manteve a trava de R$ 11,5 bilhões incluída pelo Congresso. O corte atingiu justamente o valor adicional incorporado por deputados e senadores ao montante original de emendas.

Inicialmente, o Orçamento previa R$ 49,9 bilhões para emendas, mas o Congresso elevou esse total para cerca de R$ 61 bilhões ao acrescentar despesas discricionárias. Segundo o Palácio do Planalto, a manobra violou a Lei Complementar 210 de 2024, ao direcionar recursos genéricos para destinos específicos, como hospitais e obras pontuais — prática vedada pela legislação.

Do total de R$ 11,5 bilhões, o governo pretende remanejar R$ 7,7 bilhões para programas sociais que haviam sido alterados pelo Congresso. Outros R$ 3,3 bilhões permanecerão bloqueados para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. A LOA também autoriza o Executivo a congelar emendas para assegurar a meta fiscal e cobrir despesas obrigatórias, como Previdência, Bolsa Família e salários do funcionalismo.

Apesar disso, o Congresso garantiu uma blindagem parcial: o governo não pode cancelar emendas para reforçar outras áreas do Orçamento. Há exceções apenas com aval do parlamentar autor, por impedimento técnico ou após outubro, caso faltem recursos para gastos obrigatórios. Os vetos presidenciais ainda podem ser derrubados pelo Legislativo.

A lei mantém pontos centrais do Orçamento de 2026, como o salário mínimo em R$ 1.621, além de R$ 271,3 bilhões para a Saúde e R$ 233,7 bilhões para a Educação, reforçando a disputa política entre Planalto e Congresso pelo controle das verbas públicas.

Com informações do Poder360

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Geral

Farra do INSS: dirigente preso fez Pix a ex-assessor de deputado após receber R$ 250 mil

Foto: Angela Macario/Getty Images

Um dos presos na investigação sobre fraudes no INSS fez uma transferência via Pix para um ex-assessor parlamentar após receber recursos de entidades investigadas no esquema. Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), ligado à Conafer, repassou R$ 25 mil a Leandro de Almeida Lima Alves, ex-assessor do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), depois de ter recebido R$ 250 mil de pessoas e organizações sob suspeita, segundo relatório do Coaf enviado à CPMI do INSS.

Os depósitos que abasteceram Vinícius partiram da Fafer, entidade ligada à Conafer, de Ingrid Pikinskeni Morais Santos e de uma empresa associada à Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), todas citadas nas investigações. O Pix ocorreu cerca de seis meses após Pettersen destinar R$ 1 milhão em emendas parlamentares ao instituto presidido por Vinícius, em dezembro de 2023 — um ano antes, o parlamentar já havia enviado outros R$ 1,5 milhão à mesma entidade.

As emendas tinham como objetivo projetos de capacitação de agricultores e inseminação de bovinos em Minas Gerais, mas, de acordo com a Polícia Federal, os recursos foram desviados por meio de convênios com licitações supostamente fraudadas. Uma empresa ligada à própria Conafer, registrada em nome de Ingrid Pikinskeni, teria sido subcontratada e recebido mais de R$ 2,1 milhões, reforçando os indícios de irregularidades no uso do dinheiro público.

As investigações também apontam a compra e revenda de uma aeronave envolvendo Vinícius e o deputado mineiro, além da atuação de um “núcleo político” abastecido com pagamentos de propina, segundo a PF. O parlamentar nega irregularidades. Procurados, o deputado, entidades citadas e demais envolvidos ainda não se manifestaram oficialmente.

Com informações do Metrópoles

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Geral

“Quem vai julgar as provas?”: Aldo Medeiros questiona atuação do STF em operação contra o Banco Master

Foto: Reprodução

O advogado Aldo Medeiros, ex-presidente da OAB no Rio Grande do Norte e nome respeitado no meio jurídico, criticou publicamente a condução do Supremo Tribunal Federal no caso que envolve o Banco Master. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (14), ele levantou questionamentos sobre a decisão do STF de determinar que todo o material apreendido pela Polícia Federal seja encaminhado diretamente ao próprio Tribunal.

Segundo Aldo, a medida cria uma situação inédita no processo penal brasileiro. Para ele, ao centralizar no Supremo a guarda e a análise inicial das provas, surge uma dúvida fundamental: quem, afinal, irá examinar o conteúdo para identificar se há elementos válidos de prova. O advogado destacou que, sem acesso da Polícia Federal e do Ministério Público ao material, o Tribunal acabaria acumulando funções que não lhe cabem.

“O Supremo passa a cumprir todas as etapas do processo”, alertou o jurista, ao sugerir que a dinâmica compromete o modelo tradicional de investigação e acusação previsto no ordenamento jurídico. A crítica foi feita em tom técnico, mas com forte preocupação institucional.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, cumprindo cerca de 40 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em fraudes no Banco Master, incluindo o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e familiares. A operação reacendeu o debate sobre os limites e o papel de cada órgão no sistema de Justiça.

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