Finanças

Lula é um dos principais beneficiários da Petrobras, diz MPF; veja nota oficial

size_810_16_9_presidente-lula-reuniaoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

Na 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira (4), a Polícia Federal (PF) cumpre mandatos de busca e apreensão na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho, Fabio Luiz Lula da Silva.

Neste momento, a PF está no entorno da casa do petista em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A operação, batizada de Aletheia em referência a expressão grega que significa busca da verdade, investiga a compra e a reforma de um sítio em atibaia frequentado por Lula e a possível relação do ex-presidente com um apartamento tríplex no Guaruja, reformado pela OAS.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em nota, o petista é um dos principais beneficiários da Petrobras. “O ex-Presidente Lula, além de líder partidário, era o responsável final pela decisão de quem seriam os diretores da Petrobras e foi um dos principais beneficiários dos delitos”.

Na tarde de ontem, a reportagem da revista IstoÉ estremeceu Brasília ao revelar que Delcídio teria dito que o ex-presidente Lula teria interferido na apuração do esquema de corrupção da Petrobras.

Se a denúncia for confirmada, as investigações da Operação Lava Jato podem ser levadas ao Palácio do Planalto – cenário mais temido pelo governo Dilma.

Veja a nota oficial emitida pelo MPF

“Estão sendo cumpridos, nesta data, mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva para aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras, praticados por meio de pagamentos dissimulados feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao ex-Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva e pessoas associadas. Há evidências de que o ex-Presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos ao ex-Presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

Ao longo das 23 fases anteriores da Lava Jato, avolumaram-se evidências muito consistentes de que o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras beneficiava empresas, que enriqueciam às custas dos cofres da estatal, funcionários da Petrobras, que vendiam favores, lavadores de dinheiro profissional, os quais providenciavam a entrega da propina, e os políticos e partidos que proviam sustentação aos funcionários da Petrobras e em troca recebiam a maior parte da propina, a qual os enriquecia e financiava campanhas.

Esse grande esquema era coordenado a partir das cúpulas e lideranças dos partidos políticos que compunham a base do governo federal, especialmente o Partido dos Trabalhadores, o Partido Progressista e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro. O ex-Presidente Lula, além de líder partidário, era o responsável final pela decisão de quem seriam os diretores da Petrobras e foi um dos principais beneficiários dos delitos.

De fato, surgiram evidências de que os crimes o enriqueceram e financiaram campanhas eleitorais e o caixa de sua agremiação política. Mais recentemente, ainda, surgiram, na investigação, referências ao nome do ex-Presidente Lula como pessoa cuja atuação foi relevante para o sucesso da atividade criminosa, tanto no tocante à quitação do empréstimo obtido pelo Partido dos Trabalhadores junto ao Banco Schahin, por meio do direcionamento ilícito de contrato da Petrobras ao grupo Schahin, a pedido de José Carlos Bumlai, como para que um negócio entre OSX e Sete Brasil se efetivasse. No último caso, há notícia de pagamento de propina que seria destinada, segundo Bumlai teria informado, para parente do ex-Presidente.

O avanço das investigações revelou, também, evidências de que o ex-Presidente recebeu, em 2014, pelo menos R$ 1 milhão sem aparente justificativa econômica lícita da OAS, por meio de reformas e móveis de luxo implantados no apartamento tipo triplex, número 164-A, do Condomínio Solaris, em Guarujá. Embora o ex-Presidente tenha alegado que o apartamento não é seu, por estar em nome da empreiteira, várias provas dizem o contrário, como depoimentos de zelador, porteira, síndico, dois engenheiros da OAS, bem como dirigentes e empregado da empresa contratada para a reforma, os quais apontam o envolvimento de seu núcleo familiar em visitas e tratativas sobre a reforma do apartamento.

Há evidências de que a OAS pagou despesas elevadas para reformar o imóvel (mais de R$ 750 mil), arcou com móveis de luxo para cozinha e dormitórios (cerca de R$ 320 mil), bem como de que tudo isso aconteceu de modo não usual (foi o único apartamento que sofreu tal intervenção) e com o envolvimento do próprio presidente da OAS, Léo Pinheiro. A suspeita é de que a reforma e os móveis constituem propinas decorrentes do favorecimento ilícito da OAS no esquema da Petrobras, empresa essa cujos executivos já foram condenados por corrupção e lavagem na Lava Jato. Além disso, há fortes evidências de que outros líderes e integrantes do Partido dos Trabalhadores foram agraciados com propinas decorrentes de contratos da Petrobras, inclusive por meio de reformas e após deixarem o cargo público, como no caso de José Dirceu, o que já ensejou acusação criminal formal contra este.

As apurações apontam também para o fato de que o ex-Presidente Lula, em 2010, adquiriu dois sítios em Atibaia mediante interpostas pessoas, pelo valor de R$ 1.539.200,00, havendo ainda fortes indícios de que, entre 2010 e 2014, recebeu pelo menos R$ 770 mil sem justificativa econômica lícita de José Carlos Bumlai e das empresas Odebrecht e OAS, todos beneficiados pela corrupção no esquema Petrobras. De fato, dois sítios contíguos, um colocado em nome de Jonas Suassuna e outro em nome de Fernando Bittar, foram adquiridos na mesma data, em 29/10/2010. Tanto Jonas como Fernando são sócios de Fábio Luís Lula da Silva como foram representados na compra por Roberto Teixeira, notoriamente vinculado ao ex-Presidente Lula e responsável por minutar as escrituras e recolher as assinaturas. Encontrou-se, ainda, mensagem eletrônica que aponta o uso dos adquirentes nominais como interpostas pessoas. Ademais, o ex-Presidente determinou que parte de sua própria mudança, quando do fim do exercício da presidência, fosse entregue na sede dos sítios, para onde foi, com expressiva frequência, ao longo dos últimos anos.

Para além da suspeita sobre a ocultação de propriedade em nome de terceiros, há fortes indícios, consistentes na palavra de diversas testemunhas e notas fiscais de compras de produtos, de que reformas e móveis no valor de pelo menos R$ 770 mil foram pagos, sem razão econômica lícita, por Bumlai e pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, todos favorecidos no esquema Petrobras. Bumlai e a Odebrecht se encarregaram da reforma. A OAS adquiriu móveis no valor de aproximadamente R$ 170 mil para a cozinha, comprada no mesmo estabelecimento em que aquela empresa adquiriu móveis para o triplex 164-A, o que também indica que o imóvel pertencia ao ex-Presidente. Foram encontradas mensagens, ainda, no celular de Léo Pinhero, indicando que os beneficiários da cozinha eram o ex-Presidente e sua esposa, ex-Primeira-Dama. A suspeita, aqui novamente, é que os valores com que o ex-Presidente foi agraciado constituem propinas pagas a título de contraprestação pelos favores ilícitos obtidos no esquema Petrobras.

Surgiram, ainda, fortes indícios de pagamentos dissimulados de aproximadamente R$ 1,3 milhão pela empresa OAS em favor do ex-Presidente, de 01/01/2011 a 01/2016, para a armazenagem de itens retirados do Palácio do Planalto quando do fim do mandato. Apesar de a negociação do armazenamento ter sido feita por Paulo Okamotto, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, presidente do Instituto Lula desde o fim de 2011 e sócio do ex-Presidente na LILS Palestras desde sua constituição em março de 2011, o contrato foi feito entre a OAS e a empresa armazenadora. Nesse contrato, seu real objeto foi escondido, falsificando-se o documento para dele constar que se tratava de “armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativo de propriedade da construtora OAS Ltda.” Paulo Okamotto assinou ainda, em 12 de janeiro de 2016, procuração autorizando a retirada dos bens.

Por fim, investigam-se pagamentos vultosos feitos por construtoras beneficiadas no esquema Petrobras em favor do Instituto Lula e da LILS Palestras, em razão de suspeitas levantadas pelos ingressos e saídas dos valores. De fato, a maior parte do dinheiro que ingressou em ambas as empresas, ao longo de 2011 a 2014, proveio de empresas do esquema Petrobras: Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e UTC. No Instituto Lula, foram 20,7 dentre 35 milhões que ingressaram. Na LILS, foram 10 dentre 21 milhões. Quanto às saídas de recursos, além de beneficiarem pessoas vinculadas ao Partido dos Trabalhadores – cumprindo recordar que o esquema da Petrobras era partidário -, elas beneficiaram parentes próximos do ex-Presidente, por meio de pagamentos a empresas de que são sócios. Além de tudo isso, a própria presidência do Instituto foi ocupada, em dado momento, por ex-tesoureiro de sua campanha que é apontado por colaboradores como recebedor de propinas que somaram aproximadamente R$ 3 milhões, decorrentes de contratos com a Petrobras, o que, mais uma vez, mostra o vínculo de pessoas muito próximas ao ex-Presidente com os crimes e indica possível ligação das próprias empresas ao esquema ilícito e partidário que vitimou a Petrobras.

Todos esses fatos estão sendo investigados no âmbito da Lava Jato porque eles se relacionam com o destino de verbas desviadas da Petrobras por empresas e pessoas participantes do megaesquema criminoso. Os fatos são de competência federal não só por se relacionarem com crimes financeiros e de lavagem de dinheiro transnacional, mas também por haver fatos praticados quando o ex-Presidente estava no exercício de mandato no âmbito da União Federal, onde possivelmente sua influência foi usada, antes e depois do mandato – o que é objeto de investigação –, para que o esquema existisse e se perpetuasse.

Ressalta a Força Tarefa do Ministério Público Federal que a investigação sobre o ex-Presidente não constitui juízo de valor sobre quem ele é ou sobre o significado histórico dessa personalidade, mas sim um juízo de investigação sobre fatos e atos determinados, que estão sob suspeita. Dentro de uma república, mesmo pessoas ilustres e poderosas devem estar sujeitas ao escrutínio judicial quando houver fundada suspeita de atividade criminosa, a qual se apoia, neste caso, em dezenas de depoimentos e ampla prova documental. Conforme colocou a decisão judicial, “embora o ex-Presidente mereça todo o respeito, em virtude da dignidade do cargo que ocupou (sem prejuízo do respeito devido a qualquer pessoa), isso não significa que está imune à investigação, já que presentes justificativas para tanto.”

Exame

Opinião dos leitores

  1. SENADORA FATIMA , DEPUTADO MINEIRO , VEREADOR QUE GOSTA DE BRIGAR LUCENA , VAI FALAR O QUE AGORA , O QUE VCS VÃO FAZER AGORA NESSE PARTIDO DE BANDIDOS

    1. Vão pronunciar um monte de palavras difíceis e que ninguém usa no dia a dia para tentar justificar. É uma corja!

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de moqueca vegana de caju; e o prato rede de pescador com polvo e camarões

MOQUECA VEGANA DE CAJU
INGREDIENTES
6 a 8 cajus grandes
1 colher de sopa de manteiga
2 tomates grandes e maduros, sem semente e cortados em cubos médios
1 cebola média picada em ½ lua
1 dente de alho picado
½ pimentão amarelo cortado em tiras
½ pimentão vermelho cortado em tiras
3 colheres de sopa de azeite de oliva
150 ml de leite de coco
1 colher de sopa de azeite de dendê
sal e salsinha picada a gosto
100 ml de água

MODO DE PREPARO
Furar os cajus com um garfo, espremer para retirar o suco e cortá-los em cubos pequenos;
Reservar o suco de dois cajus e juntar com a água;
Esquentar a manteiga numa frigideira e fritar os cajus cortados por 3 minutos, até ficarem meio dourados e reservar;
Esquentar o azeite de oliva numa caçarola, colocar a cebola para fritar até que fique transparente, adicionar o alho e fritar até que fique dourado.
Colocar os pimentões e fritar por 3 minutos, acrescentar o tomate e fritar por 5 minutos, adicionar os cajus e fritar por mais 5 minutos.
Acrescentar sal a gosto e colocar metade da água com o suco dos cajus e ferver por 5 minutos.
Colocar o leite de coco e deixar ferver por mais 3 minutos.
Colocar o azeite de dendê e deixar ferver por 1 a 2 minutos e polvilhar com a salsa picada, tampar a caçarola e apagar o fogo.
Servir em seguida.
Acompanhar com arroz.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 20min

DICA RÁPIDA

REDE DO PESCADOR
INGREDIENTES:
100g ou 2 uni de tentáculos de polvo(cozidos)
30g de cabeça de polvo em rodelas(cozido)
50g de camarão s/ casca
20g rúcula
120g de repolho roxo em tiras
55g de pães em fatias
50ml de vinagre balsâmico
3 tomates cereja partido ao meio
50g de manteiga

MODO DE PREPARO:
Cozinhar os tentáculos de polvo na água com uma cebola e dois dentes de alho até ficarem macios.
Em uma frigideira colocar a manteiga, os tentáculos, o repolho roxo e os anéis de polvo e deixar cozinhar até o repolho amolecer.
Em seguida acrescentar o camarão e o tomate cereja.
Por último acrescentar o vinagre balsâmico e deixar cozinhar por mais 2 minutos, para retirar a acidez.
Aquecer o pão em uma frigideira ou no forno e servir.

Tempo de preparo: 3min
Tempo de cozimento: 6min

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Geral

Lula chega ao último ano do terceiro mandato com promessas a cumprir em segurança, trabalho, meio ambiente, infraestrutura e área social


Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

No último ano do terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem promessas promessas não cumpridas nas áreas de segurança pública, trabalho e meio ambiente.

Entre elas estão o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, pautas que devem orientar o discurso político do governo.

Outras promessas seguem pendentes, como a criação de uma nova legislação trabalhista, a instalação de uma autoridade climática — defendida por Marina Silva desde a campanha — e a universalização do acesso à água.

Na área social, apesar de o Brasil ter saído do Mapa da Fome, dados da FAO indicam que 3,4% da população ainda vive em insegurança alimentar grave.

Promessas como o fim do orçamento secreto e do sigilo de 100 anos continuam sendo alvo de críticas, já que especialistas apontam a permanência dessas práticas em novos formatos.

Na infraestrutura, o Planalto afirma avançar no acesso à água e à energia elétrica, mas milhões de brasileiros ainda não contam com esses serviços básicos.

Com pautas pendentes e foco em temas populares, Lula entra no último ano de governo tentando consolidar resultados e fortalecer sua posição para a disputa eleitoral.

Promessas de campanha de Lula

Não se candidatar à reeleição: Em 2022, o então candidato do PT afirmou que, se eleito, seria um presidente de um “mandato só”. Lula, porém, vai disputar seu quarto mandato este ano.

Criação do Ministério da Segurança Pública: Durante a campanha, Lula defendeu a criação de um ministério específico para a área. A proposta previa apoio direto aos governadores no combate ao crime.

Fim do sigilo de 100 anos a documentos:Lula prometeu acabar com o sigilo de 100 anos logo no início do mandato. A medida foi apresentada como forma de ampliar a transparência governamental.

Regulação das big techs: O governo passou a defender a regulação das plataformas após o 8/1. O tema foi tratado como prioridade para a democracia e o combate à desinformação.

Extinção do orçamento secreto: O modelo foi encerrado, mas surgiram novas formas de repasse. Especialistas apontam que emendas de comissão mantêm práticas semelhantes.

Proposta de nova legislação trabalhista: O plano previa ampla revisão, incluindo maior proteção social, com especial atenção aos autônomos, e revogação de pontos considerados regressivos.

Direitos garantidos a trabalhadores de app: Lula afirmou que eles deveriam ter direitos básicos assegurados e destacou a necessidade de proteção social e dignidade no trabalho.

Três refeições diárias para a população: O governo assumiu o compromisso de combater a fome de forma estruturante. Apesar de avanços, a meta de três refeições para todos não foi alcançada.

Universalização do acesso à luz e à água: Lula prometeu retomar programas para levar luz e água a todo o país. A proposta incluía a reconstrução de iniciativas como Luz para Todos e Cisternas.

Criação da Autoridade Climática: A ideia era ter um órgão específico para enfrentar emergências climáticas. Em 2024, Lula voltou a anunciar a medida durante visita a Manaus.

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Geral

Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso sofra ataque; mortos em protestos chegam a 192

Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters

O Irã ameaçou neste domingo (11) retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos caso seja alvo de um ataque norte-americano.

“Todos os territórios ocupados e bases dos EUA serão alvos legítimos”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a Reuters.

A declaração ocorre em meio a protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e após o presidente Donald Trump afirmar que pode intervir se manifestantes pacíficos forem mortos.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou EUA e Israel de fomentarem o caos no país, mas disse que o governo está disposto a ouvir a população e buscar soluções para a crise econômica.

Número de mortos em protestos sobe

Segundo a ONG Iran Human Rights, os protestos já deixaram 192 mortos. A polícia afirmou que o confronto com manifestantes se intensificou, enquanto a Guarda Revolucionária reforçou que a segurança nacional é “inegociável”.

De acordo com o New York Times, Trump foi informado sobre opções de ataque ao Irã, mas ainda não tomou uma decisão.

O regime também acusa os EUA de incentivar os protestos, o que Washington classificou como “delírio” e tentativa de desviar a atenção da crise interna.

Os protestos são os mais intensos desde 2022, após a morte de Mahsa Amini, e ocorrem em um momento de fragilidade do Irã, marcado por sanções da ONU e tensões regionais.

Opinião dos leitores

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Geral

Morre Walter Byron Dore Júnior, herdeiro da Dore Refrigerantes

Imagem: reprodução

O empresário Walter Byron Dore Júnior, herdeiro da Dore Refrigerantes, morreu aos 70 anos. A informação foi confirmada pelo irmão, Herbert Dore, no sábado (10).

Em nota, Herbert Dore lamentou a perda e pediu conforto a Deus para a família. A filha do empresário, Bianca Dore, também publicou uma mensagem emocionada nas redes sociais, destacando o pai como alicerce da família e lembrando sua inteligência, generosidade e carinho.

O velório e o sepultamento ocorrerão na terça-feira (13), pela manhã, no Morada da Paz, em Emaús.

Walter Dore Júnior era herdeiro de uma das indústrias de bebidas mais tradicionais do Nordeste. A Dore Refrigerantes foi fundada em 1911 por seu bisavô, o inglês Sidney Clement Dore, e é conhecida por marcas clássicas como a Grapette.

Em homenagem à relevância da família para o setor industrial potiguar, a Fiern criou a Medalha do Mérito Industrial Walter Byron Dore, que leva o nome de seu pai e reconhece personalidades que contribuem para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Opinião dos leitores

  1. A primeira fabrica foi na avenida Silvio Pelico, próximo a Policlínica do Alecrim. Era um homem honesto, digno e trabalhador, tipo de ser humano em extinção. Que Deus conforte a família, é uma grande perda para o nosso pobre estado.

  2. A fábrica de refrigerantes Dore foi fundada pelo seu avô paterno, o inglês Sidney Clement Dore, em 1911. Essa família Dore merece o respeito do povo brasileiro.

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Geral

CASO DOUGLAS: Polícia Civil diz que jovem acelerou moto em direção à barreira policial e efetuou disparos de arma de fogo contra a equipe

Imagens; reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte divulgou uma nota de esclarecimento sobre a ação policial que resultou na morte de Douglas Rebouças, 20 anos, na madrugada deste sábado (10), após uma ocorrência de homicídio no município de Frutuoso Gomes, no Alto Oeste potiguar. Segundo a polícia, Douglas teria atirado contra a equipe de policiais que fazia barreira, antes de ser atingido.

De acordo com a PCRN, policiais civis foram acionados na noite da sexta-feira (9) para atender a uma ocorrência de homicídio ocorrido no centro da cidade. A equipe de plantão esteve no local e realizou os procedimentos operacionais padrão de preservação da cena do crime.

Ainda segundo a PC, informações repassadas aos agentes indicavam que os suspeitos do crime estariam circulando em área de mata entre os municípios de Lucrécia e Frutuoso Gomes. Diante disso, foram montadas barreiras policiais para abordagem, com equipes uniformizadas e viaturas caracterizadas.

Por volta de 1h30, duas motocicletas se aproximaram do bloqueio policial. Conforme o relato dos agentes, uma delas atendeu à ordem de parada, enquanto a outra, conduzida por Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, acelerou em direção à barreira e efetuou disparos de arma de fogo contra a equipe. Durante a ação, Douglas foi atingido e caiu alguns metros à frente.

Os policiais afirmam que prestaram socorro imediato, encaminhando-o ao hospital mais próximo, mas ele não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil diz que todas as circunstâncias do caso serão apuradas pela Delegacia de Crimes Funcionais, procedimento adotado de forma regular em ocorrências envolvendo intervenção policial. Em nota, a instituição reiterou seu compromisso com a legalidade, os direitos humanos e a proteção da vida e do patrimônio da população potiguar.

Com informações de BZ Notícias

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Política

Lula acumula 15 trocas ministeriais no terceiro mandato; mais saídas são esperadas no primeiro semestre de 2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou 2026 com a 15ª troca ministerial do terceiro mandato, após a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Enquanto Lula não anuncia o novo titular da pasta, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto assume interinamente o comando do ministério.

A próxima mudança deve ocorrer no Ministério da Igualdade Racial. A ministra Anielle Franco confirmou à CNN que pretende deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PT do Rio de Janeiro em 2026, com apoio de Lula. A data da transição ainda não foi definida.

Outra saída prevista é a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pretende deixar o cargo até fevereiro para atuar na campanha de Lula à reeleição. Ele já comunicou a intenção ao presidente.

Lula também avalia remanejar ministros que não disputarão as eleições por estarem em meio de mandato no Senado. Entre os cotados estão: Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que pode ir para a Secretaria de Relações Institucionais no lugar de Gleisi Hoffmann. Camilo Santana (Educação), que pode assumir a Casa Civil, hoje ocupada por Rui Costa.

Gleisi e Rui Costa devem deixar os cargos para disputar vagas no Legislativo em 2026.

Veja as saídas de ministros no terceiro mandato de Lula:

  • Gonçalves Dias — demitido do Gabinete de Segurança Institucional (2023)
  • Daniela Carneiro — demitida do Ministério do Turismo (2023)
  • Ana Moser — demitida do Ministério do Esporte (2023)
  • Márcio França — realocado do Ministério de Portos e Aeroportos para o Empreendedorismo (2023)
  • Flávio Dino — deixou o Ministério da Justiça para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (2024)
  • Silvio Almeida — demitido do Ministério dos Direitos Humanos (2024)
  • Paulo Pimenta — demitido da Secretaria de Comunicação Social (2025)
  • Nísia Trindade — demitida do Ministério da Saúde (2025)
  • Alexandre Padilha — realocado da Secretaria de Relações Institucionais para o Ministério da Saúde (2025)
  • Juscelino Filho — demitido do Ministério das Comunicações (2025)
  • Cida Gonçalves — demitida do Ministério das Mulheres (2025)
  • Carlos Lupi — pediu demissão do Ministério do Trabalho (2025)
  • Márcio Macêdo — demitido da Secretaria-Geral da Presidência (2025)
  • Celso Sabino — demitido do Ministério do Turismo (2025)
  • Ricardo Lewandowski — pediu demissão do Ministério da Justiça (2026)

Opinião dos leitores

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Economia

Dois meses depois da quebra do Master, 1,6 milhão de clientes seguem sem receber um centavo

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Quase dois meses após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, cerca de 1,6 milhão de investidores ainda não viram a cor do dinheiro aplicado na instituição. Mesmo com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, os recursos seguem bloqueados desde 18 de novembro, sem correção monetária ou qualquer tipo de rendimento.

O FGC estima que as indenizações somem aproximadamente R$ 41 bilhões, mas afirma que o pagamento só poderá começar após a conclusão do levantamento de ativos do conglomerado controlado por Daniel Vorcaro. O processo está sob responsabilidade de uma empresa liquidante indicada pelo Banco Central, o que tem ampliado a ansiedade dos investidores, especialmente diante do noticiário político e judicial envolvendo o colapso do banco.

Clientes ouvidos relatam frustração com a demora e prejuízos indiretos pela perda de rendimentos. Muitos afirmam que confiaram no Master justamente por conta da proteção do FGC e agora repensam investir em instituições menores. Para quem usava os rendimentos como complemento de renda, como aposentados e pequenos investidores, o atraso pesa ainda mais no orçamento.

Especialistas apontam que, embora não haja prazo legal para o ressarcimento, o cenário não é inédito e os pagamentos devem ocorrer. Ainda assim, reforçam que, em processos de liquidação bancária, os investidores ficam no fim da fila de prioridades, o que ajuda a explicar a lentidão — e a sensação de insegurança que tomou conta de milhares de clientes.

Com informações do O Globo

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Geral

Turista é mordida por tubarão durante mergulho em Fernando de Noronha

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma turista foi mordida por um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha, na última sexta-feira (9). A vítima é a advogada Tayane Cachoeira Dalazen, de 36 anos, que relatou o episódio nas redes sociais e afirmou que o ferimento foi superficial e sem gravidade. Imagens publicadas por ela mostram a marca da mordida na perna, mas a advogada garantiu que está bem e fora de perigo.

O incidente ocorreu na Praia do Porco, durante um passeio de snorkel acompanhado por um guia local. Tayane contou que já tinha experiência com mergulhos ao lado de tubarões e que não havia comida, sangue ou qualquer estímulo aparente no momento do ocorrido. Segundo o relato, ao descer em apneia, sentiu uma mordida forte na região do quadríceps e percebeu que o animal a manteve presa por alguns segundos, sendo necessário o guia intervir para que o tubarão a soltasse.

Após conseguir sair da água, a advogada recebeu ajuda do guia, de pescadores que estavam no local e de uma amiga médica, que prestou os primeiros socorros. Em seguida, Tayane foi levada ao hospital, onde passou por limpeza profunda do ferimento, recebeu medicação intravenosa e, posteriormente, tomou a vacina antitetânica em um posto de saúde. O tratamento agora segue em São Paulo, devido ao risco de infecção.

Mesmo com a repercussão do caso, Tayane destacou que não considera o episódio um ataque e afastou qualquer culpa do animal. Ela afirmou que estava no habitat natural do tubarão e acredita que o comportamento do animal possa ter sido influenciado por estresse prévio. A advogada também negou ter provocado o tubarão e reforçou que acidentes podem acontecer no mar, afirmando que não ficou traumatizada e pretende voltar a surfar assim que estiver recuperada.

Com informações da CNN

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Geral

FAB prevê gasto de R$ 413 mil com flores para eventos oficiais e recepção de autoridades

Foto: Reproduçao / Redes sociais

A Força Aérea Brasileira (FAB) vai desembolsar R$ 413,5 mil na contratação de arranjos e coroas de flores para uso em eventos institucionais. A decoração inclui orquídeas, rosas, crisântemos, flores do campo e espécies tropicais, que serão utilizadas em almoços, jantares oficiais, aniversários de unidades, formaturas de passagem de comando e recepção de autoridades nacionais e estrangeiras.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. A licitação foi dividida em 16 itens e também prevê a aquisição de flores artificiais, vasos de vidro, cachepots e materiais de enchimento. O item mais caro do contrato corresponde à compra de 231 buquês de rosas, com 12 unidades cada, orçados em R$ 41 mil. Logo atrás aparecem 329 orquídeas em cachepot de madeira, avaliadas em R$ 37 mil.

Outros itens incluem 232 buquês de rosas nacionais, ao custo de R$ 31 mil, além de 193 arranjos de orquídeas com cerca de 40 centímetros de altura, orçados em R$ 26 mil. Há ainda um lote reservado a pequenas empresas, com 213 arranjos de flores do campo, estimado em R$ 32,9 mil.

No estudo técnico que embasa a licitação, a FAB estabelece critérios rigorosos de qualidade. As flores deverão ser frescas, sem sinais de murchamento, manchas ou folhas danificadas, mantendo cores vivas e boa durabilidade. O fornecimento atenderá unidades como o Gabinete do Comandante da Aeronáutica, o Centro de Inteligência da Aeronáutica, o Comando-Geral de Pessoal e o Grupamento de Apoio de Brasília.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Enquanto as Forças Armadas gastam uma fortuna com com coisas fúteis, soldados e Sargentos fazem bicos para complementar a renda.

  2. Frouxas Armadas, parasitas de uma Nação. Especializados em pintar meio fio, capinar e distribuir medalhas condecorativas a corruptos.

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Política

Governo Lula amplia uso do sigilo e dificulta acesso a informações pela LAI

Foto: Wilton Junior

O sigilo virou o principal argumento do governo Lula para negar pedidos de acesso a informações públicas feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Levantamento mostra que, nos últimos três anos, mais de um terço das solicitações rejeitadas por órgãos federais foi barrado sob a justificativa de que os dados eram sigilosos, índice superior ao registrado no governo Bolsonaro.

Desde a entrada em vigor da LAI, em 2012, a negativa por “dados pessoais” costumava liderar os motivos para recusa. Esse padrão mudou a partir de 2019 e se consolidou na atual gestão. Sob Bolsonaro, cerca de 28% dos pedidos negados alegavam sigilo; com Lula, o percentual subiu para 34%, mesmo sem estar em vigor o decreto que ampliava o número de autoridades aptas a classificar informações como ultrassecretas.

A Controladoria-Geral da União (CGU) contesta a leitura e afirma que o governo mantém alto nível de transparência, com cerca de 74% dos pedidos atendidos entre 2023 e 2025. A pasta argumenta que parte das negativas envolve sigilos previstos em legislações específicas, como dados bancários, e cita um pico em 2025 causado por solicitações repetidas sobre extratos do PIS/Pasep.

Especialistas, porém, veem fatores políticos e administrativos por trás do aumento do sigilo. Para a ONG Fiquem Sabendo, a redução de quadros experientes na CGU e a insegurança de servidores contribuem para decisões mais restritivas. Já o professor Gregory Michener, da FGV, aponta que governos com coalizões frágeis tendem a recorrer mais à opacidade como moeda política, preservando aliados e reduzindo a exposição de informações sensíveis.

Com informações do Estadão

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